Tex nº 227 – CUERVO LO SPIETATO

Tex nº 227 – CUERVO LO SPIETATO

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Márcio Rocha: O meu nome é Márcio Gley Santos da Rocha. Nasci na cidade de Rondon do Pará, estado do Pará em 11 de Outubro de 1980, portanto tenho 35 anos. Nasci na cidade, porém morei num sítio (fazenda) com os meus pais até os 14 anos de idade quando deixei a fazenda e vim morar na cidade para poder estudar. Hoje eu sou servidor público municipal actuando na área educacional. Sou graduado e tenho Licenciatura em Matemática.
Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Márcio Rocha: Ainda garoto quando comecei a ser alfabetizado demonstrei grande interesse pela leitura. Normalmente é nessa fase de garoto quando descobrimos o mundo da leitura que surge o interesse pelas histórias em quadrinhos, pois é a forma de literatura mais acessível e de fácil leitura.
Quando descobriu Tex?
Márcio Rocha: Devido a eu morar na fazenda não tinha acesso aos recursos literários. Porém o esposo de uma prima que morava próximo da minha casa cultivava o hábito da leitura e tinha uma grande quantidade de livros e revistas. Percebendo o meu interesse pela leitura o esposo da minha prima começou a oferecer as suas revistas para eu ler. E como ele era fã do Tex tinha grande quantidade de revistas do famoso ranger. Foi assim que descobri Tex e desde então virei um grande fã. Li todos os exemplares que ele possuía.
Porquê esta paixão por Tex?
Márcio Rocha: Para um garoto que estava descobrindo o magnífico mundo da leitura ser apresentado ao mundo de Tex tornou-se uma paixão imediata. Contribuiu ainda o facto que Tex foi o primeiro herói imaginário que eu passei a conhecer. Além disso, de alguma forma o seu universo tinha uma proximidade com o meu devido a eu morar numa fazenda, montar a cavalo e lidar com animais.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Márcio Rocha: São muitos os motivos que fazem de Tex um herói tão apreciado. Creio que um dos grandes méritos está associado à qualidade das suas histórias sempre escritas com competências por todos os argumentistas que já escreveram as suas histórias. Também merece destaque o senso de justiça singular de Tex sempre protegendo os injustiçados e punindo com justiça os inimigos não importando quem seja.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Márcio Rocha: Apesar de ser fã desde garoto eu só comecei a comprar as revistas e formar a colecção depois que comecei a trabalhar e ter uma renda mensal estável, ou seja, há 12 anos atrás. Tenho só 206 revistas. Não tenho uma que seja considerada a mais importante. O primeiro exemplar que deu início à colecção foi a edição 375 do Tex normal ou regular como é definido aqui no Brasil.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Márcio Rocha: Colecciono apenas revistas (gibis) e livros publicados no Brasil. Aqui no Brasil, até onde eu sei, não há no mercado de outros itens destinados aos fãs. Compro quase todas as edições brasileiras: Tex Normal, Almanaque Tex, Tex Gigante, Tex Gigante em Cores, Tex em Cores, Tex Colorido, Tex Anual, Tex Especial de Férias, etc.
Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Márcio Rocha: Devido ao meu acervo de exemplares ser bem pequeno, o meu desafio é conseguir a cada dia adquirir o maior número de exemplares que não possuo. Então estou sempre procurando comprar os exemplares que faltam em sebos (alfarrabistas), lojas virtuais e bancas de revistas.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Márcio Rocha: Não tenho favoritismo por nenhuma história específica pois considero todas de grande qualidade. Gosto do traço do Fernando Fusco e do Fabio Civitelli. Creio que um dos argumentistas mais importante anualmente seja o Mauro Boselli.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Márcio Rocha: O que mais me agrada em Tex é que suas aventuras não ficam restritas apenas no território do oeste americano. Ele já percorreu quase todo o território das Américas. EUA, México, Canadá, Panamá, Cuba, Colômbia, Argentina e algumas ilhas do Pacífico pelo que consigo recordar (seria interessante o blogue fazer um levantamento de todos os lugares/países onde Tex esteve). E ainda suas histórias envolvem desde índios e cowboys típicos do velho oeste até criaturas sobrenaturais, seres pré-históricos e aliens do espaço. Todas essas aventuras são narradas com muita verosimilhança. Não tem algo que me desagrada em Tex. Porém sempre desejei muito ver uma aventura onde Tex visitasse o velho continente, ou seja, a Europa. Seria muito justo uma aventura vivida na Itália por ser o país de seus criadores, caso não fosse a Itália poderia ser também na França ou Inglaterra. Ainda no continente americano ele poderia vir ao Brasil pois creio que o Brasil seja o país com maior mercado e número de leitores do ranger fora da Itália.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Márcio Rocha: Creio que seja o compromisso e respeito dos seus criadores que mantém o personagem por mais de 60 anos com as mesmas qualidades sendo publicado de forma ininterrupta.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Márcio Rocha: Não. Nunca tive oportunidade de participar de nenhum evento de fãs e coleccionadores. Mas tenho vontade.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Márcio Rocha: Eu acredito que o ranger ainda terá muitos anos pela frente pois os responsáveis pelo seu sucesso procuram renovar as histórias o que acaba agradando aos novos fã mas mantém a mesma essência do personagem que é responsável pelo duradouro sucesso do mesmo. Quanto a mim pretendo incentivar os sobrinhos, Sofia com 5 anos e Marcos Vinicius com 1 ano e meus futuros filhos a tornarem-se leitores de Tex.
Prezado pard Márcio Rocha, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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* Originalmente A Presa foi publicada a 24 de Junho de 2012 pelo jornal italiano Corriere Della Sera (Correio da Tarde) no seu suplemento dominical La Lettura (A Leitura) em 4 páginas em formato grande e que a Sergio Bonelli Editore converteu em 8 páginas de molde ao BDjornal #29 poder publicá-la no nosso país em Outubro de 2012 no habitual padrão bonelliano, embora a preto e branco..
A publicação de A Presa, história curta publicada pela primeira vez em Itália em 24 de Junho de 2012, inserida no suplemento dominical La Lettura do jornal italiano Il Corriere della Sera, constitui um motivo de orgulho para o Clube Tex Portugal, porque se trata da primeira vez que esta aventura é publicada a cores fora de Itália, apesar de não ser inédita em Portugal, uma vez que foi publicada no BDjornal #29 em 2012, numa versão a preto e branco.
Na sua génese parece ter estado o próprio director do La Lettura que, depois de ter apreciado o trabalho de Civitelli exposto na galeria de arte Ca’ di Fra, terá telefonado ao próprio desenhador, pedindo-lhe uma história especialmente para publicação no suplemento cultural do periódico italiano. Civitelli transmitiu este desejo à Sergio Bonelli Editore, o qual foi prontamente aceite pelo curador Mauro Boselli e pelo director Mauro Marcheselli. Boselli escreveu a história num só dia, tendo Civitelli trabalhado a um ritmo de doze horas diárias, levando oito dias a desenhar e pintar toda a aventura, para além de ter feito a sua legendagem original.
A trama da história relata um breve, mas intenso encontro mantido entre Tex e Yozhe, um Apache Chiricahua que foge de um comboio, em busca da liberdade e do seu povo. No entanto, no seu encalço encontram-se dois caçadores de prémios, que terão que enfrentar também o ranger.
É notável como em apenas oito páginas Boselli consegue resumir toda a filosofia texiana, o seu amor pela liberdade, o seu ideal de justiça e um total desprezo por qualquer forma de opressão e por todos os que a pratiquem. Se as histórias curtas desafiam os seus autores a condensarem a mensagem que pretendem transmitir junto dos leitores, a verdade é que para quem não conhece Tex, estas poucas páginas servem a contento para identificar a personagem, as suas principais características, o herói das causas justas. Tão poucas páginas, mas ao mesmo tempo uma notável síntese, com os acontecimentos a sucederem-se de quadrado em quadrado. Neste sentido, A Presa recupera a narração bonelliana dos primeiros anos e dos primeiros episódios, quando as aventuras de Tex corriam fluidamente à mesma velocidade da fértil imaginação do seu criador Gianluigi Bonelli, através de um ritmo que não deixava espaço a grandes diálogos, privilegiando a acção e uma constante alternância de cenas.
Mas as semelhanças ficam-se por aqui, porque A Presa é uma história contida, onde cada gesto e cada olhar assume uma importância acrescida, e onde pontifica um Tex decisivo, de olhar glacial e implacável perante os bounty hunters que perseguem Yozhe.
Sobre o trabalho de Civitelli, qualquer palavra que possa ser escrita soará a pouco, tanta é a qualidade imposta pelo desenhador em cada desenho, em cada cena e em cada expressão. Tudo servido por um conjunto de cores que acentuam ambientes e sentimentos, confirmando Fabio Civitelli como um artista de corpo inteiro que marcará para sempre a história de Tex.
Para fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser consultados em https://texwillerblog.com/?page_id=47999 – e usufruir de todos os brindes e regalias, entre os quais se inclui a revista do Clube, é necessário pagar uma jóia de inscrição de € 5,00 e uma quota mensal de € 2,00 (€ 2,50 para sócios não residentes em Portugal).
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Em mais uma excelente ilustração de Claudio Villa vemos um estupefacto Tex Willer defronte do louco padre Xavier, que tinha acabado de cumprir a sua profecia de que ninguém mais veria a cripta da missão mexicana de São Diego, fazendo explodir toda a missão.
Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Ritorno a Pilares”, de Guido Nolitta e Guglielmo Letteri (Tex italiano #387 a #392).
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Texto de José Carlos Francisco
Por José Carlos Francisco (texto), Orlando Santos Silva e Marco Guerra (fotos)
No decurso da 3ª Mostra do Clube Tex Portugal, Maurizio Dotti brindou dezenas de Texianos presentes com desenhos feitos no momento por si, para gáudio de alguns dos presentes no evento bairradino.
Mas os desenhos realizados por Maurizio Dotti não se ficaram apenas pelos produzidos no decorrer do evento, isto porque Dotti foi muito assediado pelos seus fãs na tentativa de conseguirem um desenho original de sua autoria feito na hora e com a respectiva dedicatória, levando a que o autor italiano tivesse por vezes que os realizar em condições inapropriadas, mas a todos Maurizio Dotti sempre respondeu positivamente, apesar de em alguns casos o cansaço do autor ser bem visível no seu rosto, fazendo um belíssimo desenho a cada Texiano e sempre com um sorriso encantador no rosto dando uma verdadeira lição de profissionalismo e de humildade, confirmando porque Dotti foi tão admirado pelos seus fãs portugueses.
O blogue do Tex mostra de seguida, a todos os interessados, alguns desses fantásticos desenhos que esperamos sejam do agrado de quem acessa o blogue.
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