COMENTÁRIO DE JORGE MAGALHÃES À REVISTA #6 DO CLUBE TEX PORTUGAL

Por Jorge Magalhães (texto) e Catherine Labey (foto) [1]

Capa da revista nº 6 do Clube Tex Portugal, da autoria de Massimo Rotundo

Há poucas semanas recebi a visita do Mário João Marques, um dos mais dinâmicos elementos do Clube Tex Portugal e director da revista destinada em exclusivo aos seus sócios, que se publica semestralmente desde finais de 2014. O Mário Marques, num gesto de extrema gentileza, veio de propósito a Cascais para me entregar a revista, acedendo ao meu pedido de não a enviar pelo correio, pois chegaria certamente em mau estado às minhas mãos, como já aconteceu da última vez.

Mário João Marques e Jorge Magalhães debatendo os conteúdos da revista nº 6 do Clube Tex Portugal

Tive, então, a oportunidade, sempre grata para um fã do Clube Tex Portugal, de trocar algumas impressões com o Mário sobre Tex e outros assuntos relacionados com o Clube e os nossos gostos comuns, e de expressar a minha primeira opinião sobre a revista, depois de a folhear com o natural entusiasmo de leitor e colaborador desde a primeira hora (se bem que neste número tenha feito “gazeta”).

Claro que o que mais me agradou à primeira vista foi a magnífica capa de Massimo Rotundo escolhida para a edição corrente, sem dúvida uma das melhores, senão a melhor, desta primeira série de seis números. A edição extra tem também uma capa de superior qualidade do mesmo artista italiano, mas a primeira é verdadeiramente apelativa, um trabalho que decerto ficou (e ficará) na retina de muitos leitores.

Capa variante da revista nº 6 do ClubeTex Portugal, ilustração de Massimo Rotundo

Prometi ao Mário Marques durante a nossa conversa, infelizmente breve — pois ele tinha outras revistas para entregar —, que lhe daria dentro de pouco tempo uma opinião mais formal sobre este número, com um total de 56 páginas e que inclui no seu sumário (como cereja em cima do bolo) uma história a cores desenhada pelo mestre Giovanni Ticci!

Há dias o Mário escreveu-me para me lembrar a promessa, perguntando-me se já acabara de ler a revista. Respondi-lhe que tinha começado logo pela história de Tex, com 12 páginas escritas pelo Claudio Nizzi, e que podia sintetizar a minha opinião numa frase: “Este número é um autêntico luxo gráfico!”. Pelo papel, pela impressão, pelo número de páginas e sobretudo pela qualidade das ilustrações, com destaque naturalmente para a história curta com o dinâmico traço de Ticci, intitulada “Morte no Deserto”, e para a deslumbrante capa do Massimo Rotundo, que como pintura de temática “western” (e texiana) é do melhor que tenho visto.

BD Tex: Morte no deserto, de Claudio Nizzi e Giovanni Ticci

Quanto aos textos, deixei para o fim o do Moreno Burattini, pois a personagem de que ele trata, o diabólico Mefisto, não figura entre as minhas favoritas. Nunca gostei de histórias que misturam o “western” com o fantástico, como era tanto do agrado de Gianluigi Bonelli e que muitos leitores, bem sei, também adoram. Mas eu não… Para mim, “western” é “western” e terror é terror, dois géneros que não parecem feitos um para o outro. Claro que isso não me impediu de apreciar o artigo do Burattini, porque ele é um dos maiores especialistas em temas texianos e as suas abordagens são sempre esclarecedoras.

Li também com muito agrado (para dizer a verdade, ainda com mais prazer!) o artigo do Mário Marques dedicado ao ilustre mestre Giovanni Ticci, pois o Mário é outro “barra” nestas matérias e tem uma capacidade de análise que se refina de artigo para artigo. Dos restantes textos deste número destaco também o de Sandro Palmas sobre Massimo Rotundo, que é realmente um grande senhor da Banda Desenhada e se adaptou muito bem ao universo texiano no seu primeiro “western” para a Bonelli, “Tempestade sobre Galveston” (já publicado em Portugal pela Polvo Editora), superando garbosamente as dificuldades da tarefa e a comparação com o trabalho de outros mestres.

Ilustração de Massimo Rotundo

Ainda quanto aos textos — por autores habituais na revista, além dos já citados, como Jesus Nabor Ferreira, João Miguel Lameiras, Jorge Machado-Dias, José Carlos Francisco, e o estreante Tino Adamo —, todos versam temas interessantes e estão bem ilustrados. É pena que, para quebrar a harmonia e a homogeneidade do conjunto, apareçam no artigo do director Mário Marques imagens muito pequenas, reduzidas a uma coluna, ainda por cima tratando-se de páginas de BD. A duas colunas ainda vá que não vá, pois podem distinguir-se os pormenores do desenho e até as legendas, mas a uma coluna fica tudo demasiado pequeno, muito esbatido e pouco visível.

Também na pág. 34, última do mesmo artigo, há imagens muito sumidas, se bem que um pouco maiores, parecendo mal digitalizadas. É a única crítica (entre aspas) que tenho a fazer a este número, pois o resto — incluindo, com todo o mérito, a bela ilustração de Lança Guerreiro, cada vez mais sintonizado com as personagens e os padrões estéticos do mundo texiano — merece nota altamente positiva.

Ilustração de Lança Guerreiro

Mais um excelente número (um luxo gráfico, como já afirmei!), com duas magníficas capas de Rotundo, uma soberba contracapa de outro mestre, Fabio Civitelli, e versos das capas também de dois ilustradores transalpinos: Alessandro Poli e Stefano Biglia. Um número, em suma, que tem todos os ingredientes para cativar os leitores e deixar orgulhosos os seus coordenadores e colaboradores (não só portugueses e italianos como brasileiros). Perante isto, não posso regatear elogios a quem, na revista e no Clube Tex, consegue fazer ainda mais e melhor a cada nova etapa, mostrando que são verdadeiros “ases”, motivados por essa enorme força que é a paixão por Tex e pela Banda Desenhada!

Ilustração de Fabio Civitelli

Muitíssimos parabéns, em especial ao Mário Marques e ao José Carlos Francisco, principais animadores deste magnífico projecto — consagrado oficialmente pela designação do seu berço, a cidade de Anadia, como capital portuguesa do Tex! —, e que continuem a somar êxitos ano após ano, para prestígio do Clube e satisfação de todos os seus sócios e leitores da revista, que já são muitos, espalhados por vários países!

[1] (Texto publicado originalmente no Blogue “Era uma vez o Oeste“, em 30 de Agosto de 2017)

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Da ideia inicial de Claudio Villa à realização do póster de Tex Nuova Ristampa #424

Por José Carlos Francisco

O grande Claudio Villa com um seu desenho original para Tex Nuova Ristampa #426

Uma das rubricas de maior sucesso do blogue português do Tex, desde a sua criação, é a Galeria Tex Nuova Ristampa, rubrica onde reproduzimos, com a devida autorização de Claudio Villa, todos os mini-pósteres de sua autoria, e na devida ordem em que são publicados na Itália, algo inédito e exclusivo em toda a Internet mundial.

Mini-pósteres esses onde segundo confissão ao nosso blogue, Claudio Villa afirma «Procurei “encontrar” o Tex mais autêntico: a Lenda. Aquele Tex que está no coração de cada leitor desde a primeira história lida e por quem foi “capturado”. E imagem após imagem o retrato de Tex fica cada vez mais claro no papel. Com a convicção de que o leitor que está dentro de mim guia o lápis do desenhador que trabalha.».

Acapa original de Tex #592

Hoje no blogue do Tex vamos apresentar um dos últimos mini-pósteres realizados por Claudio Villa, mais precisamente o número 424, apresentando inclusive a ideia inicial (nas próprias palavras de Villa) mas mostrando também o esboço inicial, assim como a arte já finalizada a preto e branco mas também as cores originais do próprio Villa, mostrando uma vez mais a qualidade intrínseca do Maestro Claudio Villa, que nos explica então a ideia desta deslumbrante ilustração: “A história original fala de uma personagem que desenha as façanhas de Tex. Na capa original da série principal via-se totalmente o desenhador enquanto ao fundo Tex  massajava o queixo de um patife. Agora eu decidi inverter a perspectiva e enquadrá-la pelo lado do artista.
Será muito dizer que possa ser considerada uma homenagem a quem desenha e desenhará o nosso Tex?
😉 “

Esboço inicial de Claudio Villa

Arte finalizada a preto e branco realizada por Claudio Villa

As cores originais de Claudio Villa

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Vídeos: Andrea Venturi e Leomacs a desenharem durante a 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, em Anadia

Por José Carlos Francisco (texto) Marco Guerra e Orlando Santos Silva (fotos e vídeos)

Andrea Venturi e Leomacs a desenharem em Anadia

No decorrer da 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, ocorrida na cidade bairradina de Anadia no passado mês de Abril , os consagrados desenhadores italianos Andrea Venturi e Leomacs fizeram dezenas de desenhos de Tex Willer e demais pards para os seus fãs e admiradores, que constantemente os assediavam e onde eles sempre com um sorriso nos olhos e apesar da longa fila, iam respondendo com belíssimos desenhos feitos no momento que deliciaram todos os presentes, que ficaram com um desenho exclusivo na sua colecção.

De seguida mostra-se na prática, em …  vídeos, os consagrados desenhadores durante a realização de desenhos feitos por ambos para todos verem o resultado surgir numa folha de papel. Só quem gosta de desenho sabe o quanto é importante ver alguém desenhando e mostrando como se faz e nisso Andrea Venturi e Leomacs foram inexcedíveis… desenhando inclusive por várias vezes à mesa em condições difíceis durante as refeições, tantas eram as solicitações dos seus fãs e admiradores, não somente portugueses mas também brasileiros. É inclusive nestes pormenores (ou pormaiores) que se vê a simpatia, mas sobretudo a disponibilidade destes verdadeiros MESTRES da Nona Arte em geral e do nosso TEX em particular e que hoje damos a conhecer a todos os nossos leitores, porque ainda há muito para mostrar da passagem de Venturi e Leomacs por Portugal!