– A suspensão da distribuição das revistas de banda desenhada da Mythos continua, pelo menos, até ao final do ano.
. Em Abril deste ano, a Mythos tinha comunicado que se encontrava oficialmente suspensa a exportação para Portugal das revistas brasileiras de banda desenhada Bonelli da editora, nomeadamente as diversas séries de Tex, Júlia Kendall – Aventuras de uma Criminóloga e Zagor.
Em causa, estavam problemas de exportação na editora brasileira, sendo referido que a mesma estava a realizar os devidos esforços para que a suspensão fosse temporária e que em Outubro deste ano pudessem chegar novamente às bancas nacionais os fumetti bonellianos.
A 3 semanas do início de Outubro, solicitámos a José Carlos Francisco, o representante da Mythos em Portugal, que nos fizesse um ponto da situação. As notícias não são boas. Não só as negociações com uma nova empresa de importação não se concretizaram, como a VASP, a anterior distribuidora das revistas da Mythos, tinha comunicado não estar interessada em trabalhar directamente com a editora. “Já se pode afirmar, com toda a certeza, que não será ainda este ano que teremos o regresso de Tex, Zagor e Júlia aos quiosques portugueses, pese todo o esforço feito pela editora brasileira“, assume José Carlos Francisco. “A Mythos continua a envidar todos os esforços para ter novamente no nosso país as suas revistas, sobretudo para tentar satisfazer os seus leitores.”
Com a notícia do início do processo de insolvência da Distrinews II, essa alternativa deixou de ser uma possibilidade. “A Distrinews II era uma grande possibilidade para esse regresso, mas agora também essa porta fechou, porta essa que afecta a Mythos, mas sobretudo muitas pequenas editoras portuguesas”, refere. “Mas a Mythos não desiste e está a tentar arranjar uma nova possibilidade, juntamente com as editoras que agora não têm quem distribua as suas revistas.”
Relativamente aos efeitos colaterais da insolvência da Distrinews II, cujas editoras por si servidas deixaram de ter distribuição assegurada, comenta que “devido à urgência das editoras portuguesas que ficaram sem distribuição, este assunto, de uma forma ou de outra, deverá ter que se resolver rapidamente.” No entanto, é menos optimista no que toca às publicações da Mythos, ausentes há 5 meses dos pontos de venda de periódicos nacionais. “Apesar da Mythos estar a envidar todos os esforços para tentar resolver o problema aqui em Portugal, não está fácil!“, desabafa.
Em nota de rodapé, relembra-se que recentemente a Polvo começou a ter distribuição das suas obras nos pontos de vendas de periódicos, a par da distribuição no canal livreiro, situação que é também afectada actualmente pela suspensão de actividade da Distrinews II.
[1](Texto publicado originalmente noBandas Desenhadas, em 9 de Setembro de 2017)
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Por Joana Rosa Russo (Advogada de profissão, gamer por paixão)[1]
Depois de 11 anos fora do mercado brasileiro, Dylan volta em grande estilo em três edições especiais. A última vez que fora publicado, foi justamente em uma série mensal pela Editora Mythos (outra grande responsável por manter Tex vivo e forte no Brasil), que acabou durando 40 números, para desespero dos fãs. Mas este ano a Editora Lorentz quebrou o hiato: Adriano Lorentz, responsável pela casa editorial falou um pouco mais sobre a volta deste clássico.
Na época da primeira notícia sobre a volta de Dylan (que causou um grande murmurinho entre a comunidade leitora de BDs em geral), Adriano expressou o seu sentimento sobre a publicação: “A nossa intenção era lançar uma edição especial de terror em 2016. Devido a atrasos, pensamos em algum material estrangeiro de boa qualidade que se encaixaria nessa proposta.”, comentou Adriano.
“Pensava que alguma editora grande publicaria o personagem, por conta da data, mas os meses foram passando e nada acontecia. Então, começamos a negociar os direitos. Um ponto decisivo para a escolha foi sermos fãs da personagem, e gostaríamos de dar esse presente a Dylan e aos outros fãs”, relembrou.
A história de Dylan no Brasil é um pouco traiçoeira em termos comerciais. De acordo com o pessoal do Universo HQ, em 2002, a personagem italiana parecia que, finalmente, consolidaria um merecido sucesso no Brasil, ao retornar às bancas pelas mãos da Editora Mythos. Mas mesmo com dois prémios consecutivos no Troféu HQ Mix, como melhor publicação de terror de 2004 e 2005, além da marca recorde de 40 edições brasileiras, não foi o bastante para manter o título em terras tupiniquins, resultando no cancelamento de suas publicações.
Inexplicável? Talvez. Embora seja unânime entre os leitores e aficionados pelo investigador (e até mesmo reconhecido por leitores casuais que não sigam a franquia), a inteligência de sua trama e criatividade de sua história não foram suficientes para segurar a sua continuidade nas bancas.
E o motivo talvez vá um pouco mais além do que “qualidade” de publicação ou de “distribuição”. Sabemos que hoje, muitos coleccionadores (assim como inúmeros gamers), não se contentam com uma boa história em modelo tradicional: se não for uma publicação em um papel de qualidade com gráfica impecável, muitos ignoram a história e passam a ser grandes e intensos críticos da franquia por conta do produto levado à banca.
Mas o que estes leitores se esquecem é que entre a publicação, a compra de direitos autorais para trazer a história, a confecção e a distribuição, há altos custos em jogo. No Brasil, sabemos que o mercado editorial não é dos mais “brandos”. É necessário ponderar que as Editoras, antes de meras “editoras”, são empresas e actuam no mercado financeiro como qualquer outra, suportando custos, tentando repassar o mínimo de reajuste, e ainda buscando alternativas para manter os títulos sob guarda em banca. Então, nem sempre a infelicidade do encerramento de um título se deve pela desistência da Editora, mas pela falta de comprometimento e de compreensão do público que a consome.
A via de mão dupla entre produção e consumo acaba gerando responsabilidades para ambos os lados: tanto a editora para se esforçar a fazer o melhor, quanto ao leitor em colaborar com a venda (ou compra, neste caso). É evidente que dentro do cenário que estamos retratando há nuances, e não há “santos” na situação. Mas a verdade é que, o poder para mudar isso está nas nossas mãos. “Mas uma andorinha sozinha não faz a Primavera”, pode ponderar o leitor. De facto, uma só não. Mas se juntarmos um bando, a situação muda de figura.
Logo a questão da volta de tais publicações envolve um mais do que só dinheiro ou vontade: É PRECISO que os leitores APOIEM a volta das séries de maneira consolidada e organizada. Divulguem, comprem, fomentem, mandem carta, e-mail… liguem. É de suma importância para editora que haja lastro de leitores para manter as suas distribuições. Se você é fã, compre; faça propaganda. Se não gostou da qualidade, avise a editora, mas não a DEPRECIE. Lembre-se que se não fosse por ela você sequer leria um título da sua personagem agora.
Críticas são sempre bem-vindas. Mas cabe ao público tecê-las de forma a incentivar e contribuir. Não é nada elegante ver muitos reclamando e pré-julgando uma Editora que se esforça para manter uma publicação, ou então que conseguiu, a duras penas, trazer de volta um determinado título e os leitores só massacram nas opiniões. No caso da Editora Lorenz, há um IMENSO esforço para trazer o máximo de qualidade ao leitor, que conseguiu ainda colocar em mercado por um preço acessível. E a publicação é simplesmente incrível: formato italiano com acabamento impecável em verniz de capa (plastificada) e miolo com papel branco de excelente qualidade. Sem falar da prensa das páginas: impecável. A lisura gráfica da publicação é incrível, e tem-se a impressão de se ler um pequeno livro e não uma revista.
PRIMEIRA EDIÇÃO – DYLAN DOG: RETORNO AO CREPÚSCULO
Lançado no final de Abril de 2017, Dylan Dog saciou a sede dos fãs e dos leitores curiosos. A distribuição começou selectiva pelas maiores capitais do Brasil, mas, em pouco tempo, bancas nas regiões metropolitanas também receberam as edições.
Com argumento do criador de Dylan Dog, Tiziano Sclavi, o génio que deu vida a Dylan, e arte de Giuseppe Montanari e Ernesto Grassani, publicada originalmente na revista Dylan Dog nº 57 de Julho de 1991, mostra o detective do pesadelo precisando retornar à cidade chamada Inverary, um lugar preso no tempo onde os mortos continuam vivos e todos repetem o mesmo dia eternamente graças às intervenções de um misterioso médico. A história é uma continuação directa de A Zona do Crepúsculo, publicada em Dylan Dog nº 7 da Editora Record, mas, ao contrário das revistas de super-heróis que prendem os leitores em uma teia cronológica inescapável, o leitor iniciante pode embarcar na aventura sem qualquer problema, pois Sclavi preenche todas as lacunas temporais com recordações e flashbacks na medida certa para que o leitor não se perca.
Como esperado, quem já conhecia Dylan ficou surpreso com a qualidade do material, escolha a dedo da história e com a notícia de que outras duas edições estavam a caminho. “Não sabia que Dylan estava voltando para o Brasil, foi uma grande novidade! Espero que outras [personagens] também possam reaparecer por aqui”, declarou Celso Alvares, leitor do interior paulista.
“Nunca tinha lido Dylan, mas adorei o género. Foi, sem dúvidas, uma grande novidade. Vou acompanhar as próximas publicações até pelo empenho da editora. Minha irmã também se amarrou no enredo.”, ponderou o leitor Luiz Sansone, da região metropolitana de São Paulo.
Na segunda quinzena de Maio a distribuição já estava bem avançada. Numa pesquisa de campo, conseguimos apurar que a distribuição de DD estava seguindo o mesmo padrão da feita em Julia Kendall: três edições por pedido nas bancas. Conversando com o dono da “Banca FIESP”, localizada na Avenida Paulista, em São Paulo, ele nos contou que, embora algumas bancas ainda não tivessem recebido o material, leitores já haviam manifestado interesse pela publicação, o que nos causou uma enorme surpresa, para lá de positiva!
E a tendência ao questionamento logo surgiu: muitos leitores começaram a questionar quando a segunda edição seria publicada, chegando a comentar e relatar a ansiedade pela próxima publicação. E esse comportamento revelou a boa aderência que a iniciativa de Editora Lorentz teve!
Se você não conseguiu achar a primeira edição em alguma localidade do Brasil ou se está fora do Brasil, entre em contacto directamente com a editora pelo e-mail: editoralorentz@hotmail.com
A SEGUNDA EDIÇÃO – DYLAN DOG: MANCHAS SOLARES
Depois de muito tempo (não dá para esperar alguns meses OK?!), a segunda edição FINALMENTE foi anunciada! Lançada no recente mês de Agosto de 2017, a revista já foi encaminhada e a distribuição no país já decorre desde o início de Setembro.
A história Manchas Solares tem argumento de Pasquale Ruju, já conhecido dos texianos, que inclusive colabora com diversos títulos da Casa Bonelli. Em consulta ao Tex Willer Blog, podemos conferir um pouco sobre a trajectória de Ruju, que começou os seus trabalhos na casa editorial em 1994, com Nathan Never. Depois, Mauro Marcheselli o contactou para o primeiro trabalho com Dylan Dog, sugerindo um argumento de uma história curta, que veio a ser publicada com o título de “O Vizinho de Casa”.
Ruju também foi responsável pelo magnífico trabalho em Cassidy e Demian, uma mini-série em 18 volumes, que infelizmente só chegou à quinta publicação no Brasil.
Os desenhos ficam à parte, já que saíram das habilidosas mãos de ninguém menos que Bruno Brindisi, um grande génio no trabalho com sombras, que faz o mais delicado rosto ficar carregado de história e emoção com alguns toques peculiares de sombreamento. Brindisi tem uma tendência magnífica em Dylan Dog e imprime a essência na personagem. Suas linhas firmes e bem colocadas no jogo de luz dão a exacta profundidade aos desenhos.
O argumento, para variar, não destoa e segue no tema principal de Dylan Dog: o Terror inteligente e bem colocado, que vai agradar quem gosta da temática e aos novatos que ainda não conhecem esta peculiar obra.
Os leitores também podem comprar Dylan Dog directamente com a editora, pelo e-mail editoralorentz@hotmail.com.
Dylan Dog #2 – Manchas Solares segue a publicação no formato italiano (15,5 x 21 cm), com 100 páginas, história completa e inédita em uma incrível tiragem reduzida, ao preço justo e acessível de R$ 16,00 (moeda brasileira!
A TERCEIRA EDIÇÃO (EM BREVE) – DYLAN DOG: MATER MORBI
E para já deixar todos os leitores com o coração na mão, a capa da próxima edição saiu em grande estilo e primor nas costas do segundo volume.
Mater Morbi foi recentemente lançada em Portugal e ganhou destaque no Tex Willer Blog. A trama promete ser um primor inédito a ser publicado em solo tupiniquim.
Argumentista, jornalista e actual responsável editorial da série Dylan Dog, Roberto Recchioni trabalhou para as principais editoras italianas, da Disney à Bonelli, mas tinha escrito apenas duas histórias de Dylan Dog, quando o editor Mauro Marcheselli que era leitor assíduo do blogue de Recchioni onde ele descrevia os seus frequentes problemas de saúde, que o levaram por diversas vezes a uma cama de hospital, se lembrou que ele, que estava sempre doente, seria a pessoa ideal para escrever uma aventura de Dylan Dog justamente sobre… doenças. Uma aposta claramente ganha, pois a perturbadora história, não só teve imenso sucesso junto dos leitores de quadradinhos, como provocou mesmo um intenso debate na sociedade italiana, sobre temas como a eutanásia, encarniçamento terapêutico e relação médico/paciente, que envolveu a própria Ministra da Saúde da época e chegou à televisão e às primeiras páginas dos jornais.
Os desenhos de Massimo Carnevale dão um show à parte. Aqui ficamos diante do literal casamento entre argumento e desenhos. Carnevale desenhou muitos títulos na década de 90 na série Skorpio, que se estendeu até 2004. Passou pela DC Comics (Vertigo), com a actuação primorosa na capa do título “Y – The Last Man on Earth”, em 2007. Desde o mesmo ano trabalha para a Sergio Bonelli Editore, actuando com o roteiro “Fuori Tempo Massimo” de Roberto Recchioni para a primeira Dylan Dog Color Fest e Dylan Dog número 280 “Mater Morbi”. Com as letras de Lorenzo Bartoli “A Heavy Situation”, ilustrou Dylan Dog Color Fest Humor.
Há que ponderar que também desde 2007, ilustra as capas da Northlanders, da Vertigo. Ele também cobre a série “The Talisman” de Stephen King pela editora de Del Rey e para Dark Horse, nas capas de Terminator 2029 e Mass Effect: evolution. Ainda para esta última, ele produziu doze capas para Orchid escrito por Tom Morello e ainda para Conan The Barbarian, de Brian Wood.
Então, para deixá-los com muita vontade, fica nossa rápida apresentação!
QUEM TROUXE DYLAN: ENTREVISTA COM ADRIANO LORENTZ
Além de um grande amigo, Adriano é uma pessoa acessível e preza muito pelo contacto e pela colaboração de todos os fãs de Dylan e Bonelli. Por isso, quando fiz o pedido para uma entrevista exclusiva sobre o lançamento de nosso querido investigador, ele não pensou duas vezes
Joana Russo – Bem, Adriano, como foi a experiência de lançar um título tão renomado, embora pouco conhecido no Brasil, como Dylan Dog? O que te motivou a trazer isso para o mercado brasileiro? Adriano Lorenz – Primeiro faz cerca de 10 anos que Dylan Dog não era publicado no Brasil. Nenhuma grande, média ou pequena editora se interessou. E Dylan completou 30 anos de criação ano passado, em 2016. Sempre quis lançar alguma coisa… Uma revista especial de alguma personagem europeia, talvez. Mas confesso que Dylan Dog, Bonelli, nunca achei que fosse conseguir, até por causa do histórico de quem lançou Bonelli no Brasil: Vecchi, RGE, Globo, Record, Ediouro, Mythos, Conrad… Ora, impérios em suas épocas ou médias/grandes… Mas criei coragem e então convenci a minha mãe a criar a editora para realizar as partes burocráticas. Eu, nas horas de folga, faço a divulgação. Pela primeira vez no Brasil uma editora foi criada para publicar especificamente uma personagem Bonelli.
JR – Quando você pensou no formato na revista… Como foi a escolha? A decisão do uso do papel de melhor qualidade e no tamanho tiveram influência das originais Italianas? Você Acha que isso passa por uma boa impressão ao leitor? AL– Sempre troquei ideias com o pessoal do fórum texbr. Então o formato, miolo e tudo mais, fui forjando junto com a turma. Primeiro penso como leitor, como eu quero a revista. Ajudou porque o pessoal do fórum é leitor também, e então pude constatar que os participantes também esperavam o mesmo que eu das publicações. No fundo, acabou sendo mais simples de estruturar a proposta que fosse capaz de atender a esta demanda, por assim dizer. A questão da vendagem é atractiva, pois foi possível trazer a publicação a R$16 reais com miolo em papel branco. Agora vamos esperar o resultado.
JR – Quantas publicações foram adquiridas pela Lorentz? Há intenção de continuá-las? AL – Adquirimos 3 edições de Dylan Dog, e claro se continuarmos sempre tendo apoio, e as vendas cobrirem as despesas, vamos tentar continuar.
JR – Bem, como vimos você é fã de Bonelli! Na sua opinião, o que Dylan tem que outras BDs de género de terror não têm? AL –O material norte americano actual no género terror é muito fraco… Não é à toa que Dylan recebe diversos prémios.
JR – Qual a sua expectativa para estes lançamentos? Há espaço para Dylan Dog no Brasil? AL – Sou sempre optimista, mesmo sabendo de toda a dificuldade do mercado de BDs. Mas há espaço para Dylan sim, só precisamos de tempo para chamar aqueles antigos leitores de volta.
JR – Como está sendo realizada a distribuição de Dylan? Há previsão de distribuição nacional por todo o Brasil? Aliás, desde já, há como comprar directo com vocês? AL –Temos um acordo com a distribuidora. Para Dylan continuar temos de atingir um mínimo de vendas nas bancas, até por conta da tiragem reduzida. Mas pedimos para a distribuidora para que envie para as maiores bancas das capitais e maiores cidades de cada estado, visando uma melhor aderência. Dito isso, quem mora em cidades menores, que não passem de 60 mil habitantes, pode adquirir directamente connosco, com frete reduzido, para o Brasil, que varia de R$2,00 a R$3,50. Mas para quem mora nas grandes capitais e regiões metropolitanas, peço para que aguardem um pouco e busquem directamente na banca de sua cidade. Isso vai fortalecer nossa permeabilidade. Mas se mesmo assim as edições estiverem esgotadas, entrem em contacto connosco!
JR – Na sua opinião, o que falta para que outros títulos descontinuados no Brasil voltem à vida? AL – Difícil responder. Estamos começando agora, mas espero poder manter Dylan Dog, porque fizemos uma bela edição. Tanto que quem viu disse que é a mais bela e caprichada edição de Dylan no Brasil. Mas sempre respondia que não somos empresários e sim leitores, o que ajudou em buscar um produto final como o oferecido. Resultou nossa pesquisa em algo simples: uma revista formato italiano de capa plastificada e miolo em papel branco com preço de R$16,00. Para mim é uma revista que eu gostaria de comprar, que acho a ideal, tanto em formato quanto em preço.
JR – Adriano, os leitores Bonelli desejam toda melhor sorte nesta nova empreitada e principalmente que nosso investigador NÃO volte a sumir de terras tupiniquins! E você, leitor, pode ajudar nesta nova empreitada: adquira essa magnífica trilogia de Dylan Dog! AL –Agradeço aos fãs! As personagens Bonelli são todos parte de uma família. Li Zagor, “O retorno do vampiro”, da Globo em 1988, com 10 anos, e, no mesmo ano, Ken Parker. Logo fui correndo atrás de outros. A Bonelli tem material óptimo: DD de terror, Nathan Never de ficção científica, Julia – eu considero suspense/policial (e não aventuras de uma criminóloga…), e é óptima no género, faroeste com Ken Parker, e muitos outros, desde os mais tradicionais, como Tex, Histórias do Oeste, e mais variados como Zagor e Mágico Vento. E não esquecendo uma maravilhosa revista de aventura: Martin Mystère. É difícil falar de tudo… são tantas e tão bass personagens! Bem, encerro agradecendo a vocês pelo espaço e ajuda!
NOTAS SOBRE A PRIMEIRA EDIÇÃO – O ESPECTACULAR ENREDO DE SCLAVI (SEM SPOILERS).
Já há algum tempo alguns de meus amigos me recomendaram a leitura de Dylan Dog. Mas confesso que, pela temática, recusei a adquirir um exemplar. Sim, não sou grande fã de terror, até porque confesso o relativo medo com os enredos. Passo muito tempo sugestionada… MAS…
Desde que vi que a dita personagem voltaria à vida e pelas mãos de um amigo, eu decidi colocar o medo “na caixinha” e enfrentar o tabu: comprei o exemplar sem pensar duas vezes (até porque se eu voltasse a pensar talvez recuaria). Adriano me recebeu de braços abertos e quis mostrar-me o quanto Dylan é enriquecedor. Contou-me da densidade da história, que nem sempre as pessoas gostavam dela porque a trama é difícil, mas de uma qualidade inegável. Até me alertou que talvez eu pudesse “torcer o nariz” por causa do género que eu gosto (faroeste), e poderia ser um pequeno choque de leitura.
Bem… os conselhos foram dados, a coragem foi tomada e então, naquela noite e início de madrugada, do dia 3 de Maio de 2017, eu comecei a leitura oficial da BD (ok, é um pouco estranho a pessoa relatar que tem medo de escuro e que leu uma história de terror neste ambiente… Não queira entender, mas já que estava disposta, vamos fazer direito!).
Mas antes de falar do conteúdo, necessário apontar a qualidade externa da publicação. O formato italiano é confortável de ler e não exige muito esforço dos olhos, o que proporciona uma leitura prazerosa. O clássico preto e branco vem bem destacado num excelente papel branco de boa qualidade. A capa é em verniz, como já alertei também de antemão. O acabamento é incrível, e não se pode dizer que é uma revista frágil. Sem dúvida, vale cada centavo do preço: R$16,00.
Logo nas primeiras páginas preciso dizer que Dylan não poupa o leitor de um breve contacto com figuras estranhas e que causam um certo impacto: não há cerimónia em ilustrar peles caídas dos corpos mesmo que, à priori, seja mais contido. O alerta de meu amigo era certo: o que eu estava para ler das primeiras cinquenta páginas iriam me fazer entender o amor que ele nutria pela franquia e me mostraria as razões dele ter trazido a personagem para o Brasil mesmo com todas as dificuldades: a zona de conforto que para nós é algo natural, se torna horrenda e te faz entender os motivos pelos quais nunca podemos deixar que ela (a zona do conforto) nos sugue para seu vórtex.
Não preciso dizer o quanto fiquei perturbada com a história. Passei algumas horas remoendo depois que finalizei a revista, estando determinada a ler novamente. Dito e feito: pela manhã, comecei novamente a história, que deu-me outro panorama de interpretação. Uma vez lido e entendida a mensagem subliminar, você se auto questiona se a sua vida deve continuar como na BD. O amor que vem, a vida que vai. A morte que chega, as intrigas que transcendem… Tudo fica num liame muito fino que pode e DEVE ser rompido. Seja pela felicidade, pelo amor ou pela dor. A razão não importa: o que importa é nunca deixarmos que a vida nos consuma de passagem, tão automaticamente, esperando pela morte depois de repetir tudo que os outros, em sua maioria, repetem como mantra há séculos.
Não… Dylan está longe de ser o exemplo perfeito para alguém. Mas como toda a personagem Bonelli, e aqui também coloco Tex, Dylan é corajoso. É leal a seus propósitos. É justo. É sagaz. É fiel a seus amigos e tem uma inteligência fora de série. Tex também é assim (embora para mim seja mais do que só um homem a frente de seu tempo com dotes admiráveis). Cada qual em sua época ambientada.
Dylan não é revista para qualquer um. Talvez nem seja para mim. Mas uma coisa é certa: vou ler novamente esta história… esta e outras. Dylan, para mim é como o “Pequeno Príncipe”: a cada fase da vida, uma nova interpretação é dada, porque a leitura, diferente do que já vimos em outros do género imersivo, é moldada a cada idade, fazendo que a percepção da vida pelo leitor troque de faceta, ajudando a si mesmo a vencer seus paradigmas.
NOTAS SOBRE A SEGUNDA EDIÇÃO – AS MÚLTIPLAS FACETAS DE RUJU E BRINDISI
“Manchas Solares” é minha segunda leitura no universo de Dylan Dog. Aprendi a gostar da personagem por conta desta colecção que a Lorentz vem trazendo e confesso que estou realmente apaixonada pela Série. Assim como muitos, sou leitora de primeira viajem, e espero sinceramente que os veteranos apoiem os ingressos, pois essa comunhão e troca de conhecimentos é fundamental!
A respeito do que já consignei, Ruju já é um antigo conhecido dos texianos, assim como Brindisi.
Foi simplesmente espectacular vê-los em acção em um enredo “extra” western, em que eu conhecia. Pude provar de um roteiro inteligente que convida o leitor reflectir sobre o liame entra os conceitos de paraíso e inferno. As inteligentes deduções de Dylan, dão lugar a um cepticismo exagerado de nosso “herói”, e Ruju chega a brincar e até mesmo induz quem lê a chegar nas mesmas conclusões aparentemente superficiais e imediatistas da personagem. Mas, usando de sua forte perspicácia de escrita, logo nos prova o contrário: nem tudo que parece é, e tirar conclusões precipitadas pode às vezes provocar situações irreversíveis.
E é sob este prisma que o genial argumento de “Machas Solares” se desenrola. Assim como em Sherlock Holmes (série, BBC, 2010), Dylan Dog mantém o leitor focado na “ciência da dedução”, que em boa parte, faz o acto da filosofia uma constante da leitura. E porque disso? Simples: assim como na primeira história, temos problemas comuns e quotidianos que incomodam a todos, mas, em sua maioria, as pessoas simplesmente travam esses questionamentos dentro de si, não externando as suas opiniões e vivendo meramente de um automatismo exagerado e sem sentido.
Novamente neste argumento temos Dylan quebrando o paradigma em si mesmo: a questão não como acontece, mas sim porque acontece. É essa sensação absurda do auto-questionamento que dá a DD um status totalmente distinto do que se tem em outras BDs da Sergio Bonelli Editore. Mais: em termos mundiais, pelo que já estudei a respeito, não temos uma série com enredo de terror/suspense que faça o leitor passar por uma digressão.
Evidente que quando falo isso, não só eu, mas você também, devemos ponderar que há duas espécies de leitor: o crítico e o casual. O crítico quer o máximo da história: ele quer a motivação por trás da história; seus reflexos, seus questionamentos, sua diferença no mundo em concreto. Ele tira do papel e passa para a vida. Já o leitor casual lê com um ar jovial: ele até pode entender a trama, mas não se seduz a ponto de se envolver espiritualmente com ela.
Veja que nesse ponto, podemos ter um leitor casual de DD e crítico de Tex. Nada impede. São apenas formas de absorção diferenciada.
Por isso, mais uma vez a Editora Lorentz fez uma aposta sensacional e perturbadora, com um argumento magnífico de Ruju, que aborda de maneira simples, mas, ao mesmo tempo, profunda a questão do que é a vida e o que é a morte e todo o subjectivismo que impera nestes conceitos. Ilustração vem pelas mãos de Bruno Brindisi, com seu traço mais delicado e estático, que arrematam uma excelente obra que, definitivamente, não pode faltar na sua estante. Atentem para o detalhe do Dylan de Brindisi: ao contrário de seus antecessores, Giuseppe Montanari e Ernesto Grassani, Bruno carrega em um traço mais fino para a personagem, deixando o investigador mais “vulnerável” para demonstrar emoções mais delicadas de questionamento e análise. Mas curiosamente o ritmo de desenhos que empregou em DD é mais estático: nem sempre tenho impressão de “assistir” às tiras”, mas de realmente apenas vê-las. E sim, tem diferença.
É importante alertar que, nem todos gostam dos traquejos de Bruno e podem avaliar como uma obra inferior, como muitas vezes acontece rotineiramente, com Roberto Diso em Tex. É uma questão de gosto, de facto, mas nem por isso a obra fica reduzida a uma nota inferior do que ela factualmente merece.
Vale ponderar que em compensação, vi muitos cenários bem limitados e harmonizados para a BD. Enfim, é uma questão de gosto. E como a minha opinião é minha (redundante, porém, necessário), eu gostei e muito! Agrada-me muito a arte de Brindisi.
Assim como o primeiro número, Dylan Dog – Manchas Solares, é uma história feita com esmero, pensada nos mínimos detalhes, desde a qualidade da prensa até a impressão gráfica que manteve a tendência em papel branco de altíssima qualidade, empenhada no tradicional formato italiano que tanto apreciamos. Vale ponderar também que, assim como na primeira, somos agraciados com uma excelente matéria produzida pelo Júlio Schneider em parceria com Adriano Lorentz. O aproveitamento físico da revista é inteligente e também ganha pontos na avaliação geral.
Obrigada, Editora Lorentz: por sua culpa pude ter o prazer de conhecer o nosso investigador do pesadelo e hoje, se estou virando fã, é por total responsabilidade sua!
Que venha Mater Morbi!!
[1] (Material publicado originalmente naConfraria Bonelli, em 2 de Setembro de 2017)
– A Distrinews II inicia o processo de insolvência. Quem vai agora distribuir as publicações de banda desenhada que dependiam dela?
. Nos últimos anos, a distribuição de banda desenhada nos pontos de venda de periódicos tem sido constantemente criticada pelos leitores, apontando a dificuldade de encontrar as publicações que desejam nos pontos de venda a que se dirigem (agravado na época estival, altura em que uma percentagem significativa da distribuição se centra no litoral), da dificuldade da banca solicitar às distribuidoras material que não lhes é remetido em tempo ou da incapacidade do leitor comunicar com as distribuidoras (ou, quando o consegue, não receber informação acertada e relevante). Seja qual for a distribuidora, as críticas mantêm-se.
Em Setembro – e quiçá nos próximos meses – a distribuição de BD nos pontos de venda será agravada. A Distrinews II – Distribuição de Publicações, responsável pela distribuição de muitas publicações de BD, suspendeu o seu serviço.
Se, há alguns meses, a Urbanos Press tinha alterado o seu nome para Distrinews II e reduzido a sua actividade – com diversas publicações a terem de alterar o seu dia de lançamento nas bancas devido à Distrinews II deixar de realizar distribuição nesses dias da semana -, a partir desta terça-feira, dia 5, teve efeito a total suspensão do serviço, indo-se iniciar um processo de insolvência.
Relembra-se que a Urbanos Press tinha comprado a distribuidora Logista em 2013, com a Urbanos como accionista maioritário (70%), a par do Público (10%), A Bola (10%) e o Diário Económico (10%). Com a diminuição da sua actividade, os jornais diários já tinham passado a ser distribuídos pela VASP.
Várias editoras, incluindo a Goody, tinham denunciado o seu contrato com a Distrinews II, por ausência de pagamentos desde Março, passando a sua distribuição a ser realizada pela VASP este Verão. Para essas editoras cuja questão da distribuição está resolvida, os problemas são agora a recuperação dos montantes em atraso, bem como reaver as publicações que estavam nos armazéns da Distrinews II, algo que poderão não conseguir.
Para as demais editoras que não contratualizaram ainda outra distribuidora, o problema é maior, pois não têm como distribuir as suas publicações nos pontos de venda de periódicos. Uma das editoras que viu os seus problemas já existentes – em processo de liquidação – agravados com esta situação foi a Motorpress, que edita também de modo aperiódico os álbuns de banda desenhada As Odisseias de um Motard do português Luís Pinto-Coelho. As suas publicações passaram a ser distribuídas pela VASP desde o dia 7 de Setembro, enquanto a editora tenta procurar soluções que não a insolvência.
E as demais editoras de publicações de banda desenhada que eram distribuídas pela Distrinews II? As opções que têm não são muitas, uma vez que a VASP, detida em partes iguais pela Cofina Media (Correio da Manhã, Negócios, Sábado), Global Media Group (DN, JN) e Impresa (Expresso, SIC), garante, desta forma, praticamente o monopólio do mercado.
Fomos informados por diversas fontes que a VASP se encontra a recusar propostas de algumas editoras para realizar a distribuição dos seus produtos, bem como ter como política não trabalhar directamente com editoras estrangeiras. Existindo várias editoras de banda desenhada nesta situação – quer as que utilizam unicamente os pontos de venda de periódicos como canal único de distribuição, quer as que o utilizam como complemento ao canal livreiro – os leitores terão de aguardar para verificar o que realmente chegará este mês às bancas daquilo que estava planeado, sejam publicações nacionais ou importadas.
Mais importante será que estes problemas financeiros (ausência de pagamentos) e logísticos (não recuperação do material nos armazéns da Distrinews II e perda do seu serviço de distribuição) não venham a colocar em causa a existência das editoras cuja distribuição era realizada pela Distrinews II.
[1] (Texto publicado originalmente noBandas Desenhadas, em 8 de Setembro de 2017)
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Thiago Gardinali e os fumetti bonellianos numa comic shop em Nova Iorque
No país onde as comic shops são tomadas quase que completamente pelos super-heróis da Marvel e da DC, fiquei feliz em encontrar nas prateleiras alguns títulos Bonelli em inglês. Confesso que não foi muito fácil, percorri várias lojas e minhas aquisições foram feitas naquelas de maior porte. Já havia comprado Dylan Dog e Mágico Vento em Washington e pude concluir minhas compras em Nova Iorque com Tex e Zagor. Com excepção de Tex – O Cavaleiro Solitário de Joe Kubert (publicado pela Dark Horse), todas as publicações estão sendo feitas pela Epicenter Comics, que não tem grande abrangência de distribuição nas comic shops, mas por outro lado merece elogios pelo capricho ímpar na escolha das histórias e acabamento das edições. O recém-lançado Tex – Patagonia é um álbum de luxo gigante, enquanto que as edições de Zagor são todas coloridas em papel Couché de espessa gramatura.
Edições norte-americanas de “Patagónia” e “O cavaleiro solitário”
Chama a atenção o motivo que levou a referida editora a trazer os títulos Bonelli para os Estados Unidos. O proprietário da Epicenter Comics, Igor Maricic, nasceu na ex-Jugoslávia, onde desde criança lia Tex e Zagor. Vale lembrar que as personagens italianas sempre fizeram muito sucesso nos países do outro lado do Mar Adriático. Trinta anos depois, Igor resolveu criar uma editora para publicar as personagens que o acompanharam desde a infância. Foi motivado pela paixão. Situação semelhante ocorreu no Brasil com a publicação de Dylan Dog pela Editora Lorentz, também impulsionada pelo carinho de fã de seu proprietário Adriano Lorentz. Não é diferente do trabalho desenvolvido por Rui Brito com as magníficas publicações portuguesas de Tex. Tive o prazer de conhecer o editor da Polvo durante a 4ª Mostra do Clube Tex Portugal e pude perceber seu entusiasmo e apreço pelo nosso querido ranger. E na Editora Mythos, o fantástico trabalho de Dorival Vitor Lopes, que em razão de seu amor e respeito pela Bonelli, garante aos leitores brasileiros uma qualidade editorial como nunca antes oferecida. Ou seja, quatro editores movidos pelo mesmo propósito de fazer com que suas publicações atinjam um número cada vez maior de leitores.
Edições norte-americanas de Zagor
É bem verdade que as personagens Bonelli ainda são desconhecidas pelos norte-americanos. Pude perceber isso conversando com leitores e com os proprietários das comics shops. Mas o caminho que está sendo trilhado pela Epicenter Comics, realizando pesquisa de público para avaliar quais são as melhores formas de publicação, tem tudo para mudar este cenário. Por exemplo, foi óptima a escolha de Mater Morbi para a estreia de Dylan Dog, uma história perturbante do período de internação hospitalar de Dylan, baseada em experiências pessoais de seu autor e curador Roberto Recchioni. Não à toa, ela foi escolhida pela Editora Lorentz para o terceiro número da edição brasileira. Outro acerto da Epicenter foi com Tex – Patagonia, obra espectacular de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda, também publicada com grande qualidade pela Polvo em Portugal. No caso de Zagor, depois de quatro óptimas histórias já publicadas, a editora anuncia A Origem de Zagor, Darkwood Ano Zero e A Ponte do Arco-Íris para um próximo volume. Mas foi com a fantástica obra de Gianfranco Manfredi, Mágico Vento, que a Epicenter Comics iniciou a sua trajectória Bonelliana em solo norte-americano. Aliás, ouvi dizer que o Dorival pensa em uma republicação especial da colecção no Brasil, o que seria maravilhoso.
Edições norte-americanas de Mágico Vento e Dylan Dog
Para quem, como eu, é leitor e fã dos títulos Bonelli há muito tempo, é contagiante presenciar a expansão das publicações em novos mercados. Em um momento delicado de crise editorial em vários países, o lançamento de novas edições é motivo de comemoração. Recordo-me que quando estive na Sergio Bonelli Editore em Milão, Davide Bonelli me mostrou com muito orgulho as versões em várias línguas das personagens criadas por seu avô e pai. Acredito que os editores supra-mencionados estão levando adiante com muita seriedade o legado deixado pelos grandes Gianluigi e Sergio Bonelli.
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Para dar uma ideia da comic shop e onde deixam os títulos Bonelli (é por ordem alfabética), segue um vídeo feito pelo próprio Thiago Gardinali:
Depois de já termos noticiado em primeiríssima mão, aqui mesmo no blogue português do Tex, anunciando a nova e luxuosa colecção de Tex com o selo da Salvat: Tex Gold e indicando inclusive o lançamento do primeiro volume para o dia 15 de Setembro, hoje divulgamos num RIGOROSO EXCLUSIVO, a lista de TODOS os 60 números de Tex Gold, indicando os números, respectivos título, autores, data de lançamento e publicações originais:
Tex #1 – O profeta indígena, de Claudio Nizzi e Corrado Mastantuono, 236 páginas – 15/09/2017 (Tex Speciale 21, de 2007)
Tex #2 – O cavaleiro solitário, de Claudio Nizzi e Joe Kubert, 236 páginas – 29/09/2017 (Tex Speciale 15, de 2001)
Tex #3 – Patagônia, de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda, 236 páginas – 13/10/2017 (Tex Speciale 23, de 2009)
Tex #4 – O último rebelde, de Claudio Nizzi e Colin Wilson, 236 páginas – 24/10/2017 (Tex Speciale 14, de 2000)
Tex #5 – Sangue no Colorado, de Claudio Nizzi e Ivo Milazzo, 236 páginas – 10/11/2017 (Tex Speciale 13, de 1999)
Tex #6 – Os predadores do deserto, de Claudio Nizzi e Bruno Bindisi, 236 páginas – 24/11/2017 (Tex Speciale 16, de 2002)
Tex #7 – Mercadores de escravos, de Claudio Nizzi e Manfred Sommer, 236 páginas – 08/12/2017 (Tex Speciale 17, de 2003)
Tex #8 – Sombras na noite, de Claudio Nizzi e Roberto De Angelis, 236 páginas – 22/12/2017 (Tex Speciale 18, de 2004)
Tex #9 – O preço da vingança, de Claudio Nizzi e Carlo Ambrosini, 236 páginas – 05/01/2018 (Tex Speciale 19, de 2005)
Tex #10 – O desfiladeiro da cobiça, de Claudio Nizzi e Giancarlo Alessandrini, 236 páginas – 19/01/2018 (Tex Speciale 20, de 2006)
Tex #11 – Seminoles!, de Gino D’Antonio e Lucio Filippucci, 236 páginas – 02/02/2018 (Tex Speciale 22, de 2008)
Tex #12 – Os rebeldes de Cuba, de Guido Nolitta, Mauro Boselli e Orestes Suaréz, 236 páginas – 16/02/2018 (Tex Speciale 24, de 2010)
Tex #13 – Na trilha do Oregon, de Gianfranco Manfredi e Carlos Goméz, 236 páginas – 02/03/2018 (Tex Speciale 25, de 2011)
Tex #14 – As hienas de Lamont, de Claudio Nizzi e Ernesto Garcia Seijas, 236 páginas – 16/03/2018 (Tex Speciale 26, de 2011)
Tex #15 – A cavalgada do morto, de Mauro Boselli e Fabio Civitelli, 236 páginas – 30/03/2018 (Tex Speciale 27, de 2012)
Tex #16 –Os pioneiros, de Mauro Boselli e Andrea Venturi, 236 páginas – 13/04/2018 (Tex Speciale 28, de 2013)
Tex #17 – A horda do crepúsculo, de Pasquale Ruju e Corrado Roi, 236 páginas – 27/04/2018 (Tex Speciale 29, de 2014)
Tex #18 – Tex, o grande, de Claudio Nizzi e Guido Buzzelli, 236 páginas – 11/05/2018 (Tex Speciale 1, de 1988)
Tex #19 – Terra sem lei, de Claudio Nizzi e Alberto Giolitti, 244 páginas – 25/05/2018 (Tex Speciale 2, de 1989)
Tex #20 – A marca da serpente, de Claudio Nizzi e Aurelio Galleppini, 236 páginas – 08/06/2018 (Tex Speciale 3, de 1990)
Tex #21 – Chumbo ardente, de Claudio Nizzi e Sergio Zaniboni, 236 páginas – 22/06/2018 (Tex Speciale 4, de 1991)
Tex #22 – Arizona em chamas, de Claudio Nizzi e Victor de la Fuente, 236 páginas – 06/07/2018 (Tex Speciale 5, de 1992)
Tex #23 – O grande roubo, de Claudio Nizzi e José Ortiz, 236 páginas – 20/07/2018 (Tex Speciale 6, de 1993)
Tex #24 – O pueblo perdido, de Claudio Nizzi e Giovanni Ticci, 236 páginas – 03/08/2018 (Tex Speciale 7, de 1994)
Tex #25 – O soldado comanche, de Claudio Nizzi e Aldo Capitanio, 236 páginas – 17/08/2018 (Tex Speciale 8, de 1995)
Tex #26 – O vale do terror, de Claudio Nizzi e Magnus, 236 páginas – 31/08/2018 (Tex Speciale 9, de 1996)
Tex #27 – O homem de Atlanta, de Claudio Nizzi e Jordi Bernet, 236 páginas – 14/09/2018 (Tex Speciale 10, de 1996)
Tex #28 – A última fronteira, de Claudio Nizzi e Goran Parlov, 236 páginas – 28/09/2018 (Tex Speciale 11, de 1997)
Tex #29 – Os assassinos, de Mauro Boselli e Alfonso Font, 236 páginas – 12/10/2018 (Tex Speciale 12, de 1998)
Tex #30 – A balada de Zeke Colter/A caravana do medo, de Claudio Nizzi/Renzo Calegari e Claudio Nizzi/Víctor de la Fuente, 204 páginas – 26/10/2018 (Almanacco del West 1994, 1995)
Tex #31 – O matador de índios/Rio Selvagem, de Claudio Nizzi/Andrea Venturi e Mauro Boselli/Aldo Capitanio, 212 páginas – 09/11/2018 (Almanacco del West 1996, 1997)
Tex #32 – A planície da traição/O mistério da cabana assombrada, de Mauro Boselli/Gattia/Dotti e Claudio Nizzi/Miguel Angel Repetto, 220 páginas – 23/11/2018 (Almanacco del West 1998, 1999)
Tex #33 – A lei do deserto/Missão em Sierra Vista, de Mauro Boselli/Alfonso Font e Claudio Nizzi/Andrea Venturi, 236 páginas – 07/12/2018 (Almanacco del West 2000, 2001)
Tex #34 – O último esquadrão/Herói por acaso, de Claudio Nizzi/Miguel Ángel Repetto e Mauro Boselli/Stefano Andreucci, 228 páginas – 21/12/2018 (Almanacco del West 2002, 2003)
Tex #35 – Na terra dos Klamaths/O fugitivo, de Pasquale Ruju/Roberto Diso e Claudio Nizzi/Rossano Rossi, 236 páginas – 04/01/2019 (Almanacco del West 2004, 2005)
Tex #36 – O último refúgio/Polícia apache, de Claudio Nizzi/José Ortiz e Mauro Boselli/Ernesto Garcia Seijas, 236 páginas – 18/01/2019 (Almanacco del West 2006, 2007)
Tex #37 – O Pântano Negro/Batismo de fogo, de Pasquale Ruju/Franco Devescovi, Claudio Nizzi/Manfred Sommer/Leomacs, 236 páginas – 01/02/2019 (Almanacco del West 2008, 2009)
Tex #38 – O substituto/A cidade do mal, de Claudio Nizzi/Fernando Fusco e Mauro Boselli/Giacomo Danubio, 236 páginas – 15/02/2019 (Almanacco del West 2010, 2011)
Tex #39 – O charlatão/Bandidos e heróis, de Tito Faraci/Giacomo Danubio e Mauro Boselli/Carlos Gomez, 236 páginas – 01/03/2019 (Almanacco del West 2012, 2013)
Tex #40 – O sequestro/Assalto ao trem/Morte no deserto/Uma tarde quente/Trilha de sangue/O duelo/ A presa, de Tito Faraci/Orestes Suárez, Giovanni Luigi Bonelli/Aurelio Galleppini, Claudio Nizzi/Giovanni Ticci, Guido Nolitta/Giovanni Ticci, Claudio Nizzi/Giovanni Ticci, Fabio Civitelli, Mauro Boselli/Fabio Civitelli, 228 páginas – 15/03/2019 (Almanacco del West 2014 e Storie brevi)
Tex #41 – Oklahoma!, de Giancarlo Berardi/Guglielmo Letteri, 356 páginas – 29/03/2019 (Maxi Tex 1, de 1991)
Tex #42 – O caçador de fósseis, de Antonio Segura/José Ortiz, 364 páginas – 12/04/2019 (Maxi Tex 2, de 1997)
Tex #43 – O ouro dos confederados, de Antonio Segura/José Ortiz, 276 páginas – 26/04/2019 (Maxi Tex 3, de 1999)
Tex #44 – A ira de Tex/Ódio implacável, de Antonio Segura/Miguel Ángel Repetto, 364 páginas – 10/05/2019 (Maxi Tex 4, de 2000)
Tex #45 – Em território selvagem, de Mauro Boselli/Alfonso Font, 332 páginas – 24/05/2019 (Maxi Tex 5, de 2001)
Tex #46 – Rio Hondo, de Claudio Nizzi/Miguel Ángel Repetto, 364 páginas – 07/06/2019 (Maxi Tex 6, de 2002)
Tex #47 – O filho do vento, de Claudio Nizzi/Roberto Diso, 348 páginas – 21/06/2019 (Maxi Tex 7, de 2003)
Tex #48 – O trem blindado, de Antonio Segura/José Ortiz, 348 páginas – 05/07/2019 (Maxi Tex 8, de 2004)
Tex #49 – A trilha das emboscadas, de Gianfranco Manfredi/Miguel Ángel Repetto, 292 páginas – 19/07/2019 (Maxi Tex 9, de 2005)
Tex #50 – O veneno do Cobra, de Claudio Nizzi/Guglielmo Letteri/Raffaele Della Monica, 340 páginas – 02/08/2019 (Maxi Tex 10, de 2006)
Tex #51 – Forte Saara, de Claudio Nizzi/Roberto Diso, 340 páginas – 16/08/2019 (Maxi Tex 11, de 2007)
Tex #52 – O esquadrão infernal, de Claudio Nizzi/Ugolino Cossu, 340 páginas – 30/08/2019 (Maxi Tex 12, de 2008)
Tex #53 – Nas trilhas do Oeste, de Antonio Segura/José Ortiz, 332 páginas – 13/09/2019 (Maxi Tex 13, de 2009)
Tex #54 – A fera humana, de Tito Faraci/Roberto Diso, 340 páginas – 27/09/2019 (Maxi Tex 14, de 2010)
Tex #55 – O longo braço da lei, de Antonio Segura/José Ortiz, 316 páginas – 11/10/2019 (Maxi Tex 15, de 2011)
Tex #56 – A lei de Starker, de Tito Faraci/Miguel Ángel Repetto, 332 páginas – 25/10/2019 (Maxi Tex 16, de 2012)
Tex #57 – O deus canibal, de Mauro Boselli/Lito Fernandéz, 332 páginas – 08/11/2019 (Maxi Tex 17, de 2013)
Tex #58 – E chegou o dia/Os bandidos da neblina, de Mauro Boselli/Bruno Brindisi e Pasquale Ruju/Ugolino Cossu, 340 páginas – 22/11/2019 (Color Tex 1, de 2011 e Color Tex 2, de 2012)
Tex #59 – O xamã demoníaco/Os suspeitos/Um covil de feras/O último da lista/O vale sagrado, de Mauro Boselli/Giovanni Ticci, Tito Faraci/Giampiero Casertano, Pasquale Ruju/Sandro Scascitelli, Gianfranco Manfredi/Stefano Biglia e Mauro Boselli/Nicola Genzianella, 300 páginas – 06/12/2019 (Color Tex 3, de 2013 e Color Tex 4, de 2013)
Tex #60 – A barca das traições/Estrelas de lata/Encontro em Tularosa/No escuro/ Randy, o sortudo, de Mauro Boselli/Fabio Civitelli, Michele Medda/Michele Benevento, Moreno Burattini/Giuseppe Camuncoli, Mauro Boselli/Luca Rossi e Roberto Recchioni/Andrea Accardi, 300 páginas – 20/12/2019 (Color Tex 5, de 2014 e Color Tex 6, de 2014)
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