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Revista nº 6 do Clube Tex Portugal continua a chegar a todos os confins de Portugal e de Itália (no BRASIL as revistas ficaram RETIDAS na alfândega mas a situação acabou de ser desbloqueada)
Por José Carlos Francisco
A revista nº 6 do Clube Tex Portugal que começou no final do mês passado mês de Julho a ser entregue e enviada aos sócios do clube continua a chegar aos seus destinatários por via postal não somente para Portugal, mas também para Itália. Infelizmente os sócios oriundos do Brasil somente em breve irão começar a receber os seus tão ansiados exemplares porque o pacote enviado desde Portugal e que continha os exemplares para todos os sócios do outro lado do Oceano ficou retido na alfândega brasileira, tendo a situação somente sido desbloqueada agora, pelo que em breve também os sócios brasileiros poderão degustar mais um excelente número e deleitar-se com um bom conteúdo texiano e com deslumbrantes imagens igualmente texianas!
Entretanto, como se pode ver nas belas fotografias que ilustram este texto podemos ver a revista #6 do clube nas mãos do sócio italiano Roberto Roli assim como na posse de diversos consócios portugueses como por exemplo António Freire (que recebeu a revista em mãos através do director Carlos Moreira), Fernando Alves, Pedro Cleto, João Dias, Manuel Costa, António Lança Guerreiro, Rui Cunha e do clã Francisco: Fátima, Andreia, Ana Beatriz e José Carlos, todos os quatro, sócios do Clube Tex Portugal:

António Freire recebeu em mãos os exemplares da revista número 6 levadas pelo director Carlos Moreira

Manuel Costa e a felicidade por ser possuidor das duas versões da revista nº 6 do Clube Tex Portugal

António Lança Guerreiro e o regozijo por já estar na posse das duas versões da revista nº 6 do Clube Tex Portugal

Clã Francisco – Fátima, Andreia, Ana Beatriz e José Carlos (todos os quatro sócios do Clube Tex Portugal) e o deslumbramento por mais uma revista do Clube

Direcção do Clube Tex Portugal e o orgulho por mais um belo número da revista do Clube Tex Portugal!
Para fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser consultados em https://texwillerblog.com/?page_id=47999 – e usufruir de todos os brindes e regalias, entre os quais se inclui a revista do Clube, é necessário pagar uma jóia de inscrição de € 5,00 e uma quota mensal de € 2,00 (€ 2,50 para sócios não residentes em Portugal).
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A Opinião do Rui: Revista nº 6 do Clube Tex Portugal
Por Rui Cunha
Em 1927, o poeta português, Fernando Pessoa (do qual o autor deste texto não é apreciador), foi abordado pela Coca-Cola para criar um slogan publicitário. Depois de a provar, escreveu “Primeiro estranha-se e depois entranha-se”.
A frase, claro está, não foi aceite e foi até censurada na altura por incentivar ao consumo de substâncias consideradas ilegais, mas acabou por ser uma das frases-chave do autor em questão e, desde então, muito utilizada nas mais variadas circunstâncias para as ilustrar.
Saltamos no tempo e chegamos ao Portugal de 2013, quando um grupo de fãs duma figura de banda desenhada, durante uma mostra dessa mesma figura, resolve,no decorrer de um jantar, criar um Clube Português exclusivo dessa personagem. Estranhou-se a ideia, a principio, mas esta acabou por ser aceite por unanimidade e entranhou-se completamente em todos os presentes e também naqueles que não estavam lá.
Um ano mais tarde, em 2014, com o Clube entranhado um pouco por todo o mundo, nasce outra ideia ainda mais arriscada que a primeira: a criação de uma revista dedicada a essa personagem. Da ideia ao acto foi um saltinho. O primeiro número dessa revista dedicada a Tex Willer, o Ranger mais famoso do Oeste, viu a luz em finais de 2014 e foi um enorme sucesso, tão grande que hoje em dia esse mítico nº1 está esgotado. Quatro anos depois da criação do Clube Tex Portugal e seis números depois da Revista Clube Tex Portugal, apesar de inúmeras contrariedades que surgiram, da estranheza da ideia inicial e do entranhamento posterior, esta é, seguramente, uma aposta ganha.
Quando folheia uma qualquer revista normal, o leitor, inevitavelmente, procura razões que o levem a adquiri-la, quer seja pela capa, pelo artigo (ou artigos) que lhe interessem, ou, até, simplesmente pelo custo. No caso da revista do Clube Tex, todos os motivos atrás referidos estão presentes e, se calhar, alguns outros também.
Ao longo das 54 páginas que a Revista contém (se não me engano é a que contém maior número de páginas desde o seu lançamento), aquilo que nos desfila perante os olhos é puro deleite para qualquer fã do velho Oeste. Quer sejam os artigos referentes a Massimo Rotundo, um dos desenhadores oficiais do Staff da Editora Bonelli (que presenteia os leitores com não uma, mas sim duas capas neste número), o especial dedicado a Giovanni Ticci e aos seu 50 anos como desenhador (dossier preparado e escrito por quem sabe destas coisas!), outro dos nomes grandes do Staff de desenhadores da Editora, o artigo sobre Mefisto (o arqui-inimigo de Tex, preferido de muitos fãs) está muito interessante, bem escrito e principalmente, bem ilustrado (o que faz com que o artigo que este leitor escreveu sobre Mefisto e já publicado na Revista, seja apenas um pequeno ensaio sobre a personagem!). A cereja no topo do bolo é, claro está, “Morte no Deserto”, uma história curta, colorida e, segundo o editorial, nunca antes publicada a cores em português, escrita por Claudio Nizzi, ilustrada por Giovanni Ticci e, pasme-se, balonada num português quase perfeito!!!
Tirando estas pequenas excepções, toda a Revista é apresentada e feita com muito cuidado e dedicação por parte duma equipa preocupada e vocacionada para o produto. Como sempre, estão lá os “Suspeitos do Costume” para rever o material antes deste chegar às mãos do leitor. Parabéns à equipa liderada pelo Mário Marques (suspeito nº2) e pelo José Carlos Francisco (o suspeito nº1!!) pelo cuidado e dedicação que têm por este “Jovem” Ranger prestes a cumprir 70anos de idade!! E também a todos os outros “suspeitos” (Staff da Revista ou não!) que fazem com que este produto nos chegue à mão e sempre recheado de motivos interessantes e de qualidade.
Desde há algum tempo atrás, que a revista do Clube oferece aos seus leitores a possibilidade de escolher entre duas capas desenhadas especialmente para o efeito por desenhadores pertencentes aos quadros da Bonelli. A qualidade de cada capa é tal que torna difícil a escolha de uma só, portanto o que há a fazer é escolher ambas! O que eu, como leitor e colaborador da Revista (colaboração essa que faço com o maior prazer e gosto que se possa imaginar!), faço e como o fazem também inúmeros leitores e sócios do Clube Tex Portugal. Também para este número 6, como já referi atrás, foram desenhadas duas capas distintas por Massimo Rotundo que, segundo informação, quando convidado para ilustrar este número da Revista, se disponibilizou de imediato para o efeito. Dois desenhos, dois belíssimos desenhos ilustram a Revista: num, Tex e o seu cavalo, saúdam todos os seus fãs numa bela capa desenhada sobre um fundo branco, mais simples que isto será difícil!; No outro desenho, Tex e Kit Carson, cavalgam sobre uma paisagem quase outonal e mais velho Oeste que isto não poderia ser! Duas capas distintas, um mesmo objectivo: tornar a escolha do leitor mais difícil.
Em suma: uma revista feita por fãs, para fãs de uma certa literatura e um certo tipo de aventura que parece só agora estar a chegar a Portugal, apesar de Tex Willer já cá andar desde 1948 quando nasceu da mente criativa de Gian Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini.
Obrigado ao Clube Tex Portugal por existir e à revista do Clube Tex Portugal por nos permitir sonhar e viajar a um tempo onde tudo era muito mais interessante.
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Uma das mais belas (e valiosas) bibliotex’s
Por José Carlos Francisco
Todo e qualquer texiano que se preze, ou seja, um verdadeiro fã e coleccionador da mítica personagem dos fumetti (nome dado à banda desenhada italiana) que caminha a passos largos para os seus 70 anos de vida (editorial), cujo nome é TEX WILLER, gosta de exibir, com orgulho, a sua colecção e o espaço onde a mesma está exposta, o seu santuário texiano como muitos coleccionadores chamam devido à exposição não somente das suas revistas e livros dedicados a Tex, mas também à exibição de bonecos, estatuetas, pins e uma panóplia de outros objectos texianos que fazem as delícias não somente do proprietário, mas também de quem o visita.
E que dizer quando esse nobre espaço está enriquecido com belos desenhos originais e exclusivos devidamente dedicados por alguns dos grandes mestres do staff do Ranger? Peças únicas, belas e valiosas que engrandecem e valorizam uma colecção tornando-a única já que possui “peças” que mais ninguém tem, como é o caso da colecção do grande fã e coleccionador português Carlos Moreira, director do Clube Tex Portugal e da sua esposa Teresa Moreira, também ela uma grande apaixonada pelo Ranger, sendo inclusive sócia do Clube Português, já que algumas dessas artes exclusivas foram oferecidas e dedicadas também à Teresa e não somente ao Carlos, como se pode ver nas diversas fotos que publicamos hoje para dar a conhecer uma das mais belas e valiosas colecções de Tex a nível mundial, que honra inclusive os autores que prestigiaram o Carlos e a Teresa com as suas magníficas artes expostas para deleite de quem entra naquele verdadeiro santuário texiano!
Mas melhor do que palavras, deixemos as fotografias falarem por si mesmas:
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A experiência PORTUGUESA de Keiko Ichiguchi (esposa de Andrea Venturi) – Parte 7
Keiko Ichiguchi, desenhadora e esposa do grande, e também desenhador, Andrea Venturi, fez questão de homenagear a 4ª Mostra do Clube Tex Portugal e a sua passagem por Portugal, publicando as suas impressões pessoais sobre esta sua experiência portuguesa no seu blogue pessoal “KeikoSan”!
Para ler a PARTE 1 da sua experiência portuguesa, clique AQUI!
Para ler a PARTE 2 da sua experiência portuguesa, clique AQUI!
Para ler a PARTE 3 da sua experiência portuguesa, clique AQUI!
Para ler a PARTE 4 da sua experiência portuguesa, clique AQUI!
Para ler a PARTE 5 da sua experiência portuguesa, clique AQUI!
Para ler a PARTE 6 da sua experiência portuguesa, clique AQUI!
Por Keiko Ichiguchi [1]
Às vezes questiono-me qual o meu papel neste mundo. De vez em quando fico deprimida perguntando-me “Eu publiquei alguns livros e algumas histórias de banda desenhada, mas tudo isso tem algum significado?” Em casos do género, porém, encontrar inesperadamente os leitores dos meus livros e das minhas histórias ajuda-me bastante a recuperar desse estado. E também em Portugal, isso também voltou a acontecer comigo.

Eu pude visitar Portugal pela primeira vez graças ao Clube Tex Portugal e ao meu marido (um dos desenhadores de Tex). E, tanto quanto eu sei, os leitores de “Tex” não se interessam muito pela banda desenhada japonesa. Então, quando o presidente do Clube do Tex me disse que uma moça, uma leitora de banda desenhada japonesa, queria conhecer-me, fiquei muito surpreendida.
Eu ouvi dizer que o mercado de banda desenhada em Portugal é muito reduzido e somente poucas histórias japonesas foram publicadas. De mim, nenhum título! Então, como é que me conhece?
Era uma rapariga tímida acompanhada pelos seus pais. Se não me recordo mal, tinha cerca de 14 anos. Conversamos em inglês até ao término do jantar organizado pelo clube português.
Ela conhecia-me porque tinha lido uma história minha intitulada “1945” publicada no Brasil, ou seja, em português.
Esta história fi-la há cerca de vinte anos para uma revista japonesa. No Japão não chegou a ser publicado nenhum volume, mas na Itália, sim. Mas em 2007 também foi publicada no Brasil. Desde então passaram-se dez anos. Contudo, encontramo-nos em Portugal.
“Eu ouvi dizer que em Portugal a banda desenhada japonesa não é muito publicada. Como fazes para lê-las?”
“Na Internet.”
“Em inglês?”
“Sìm.”
“Quais os títulos que aprecias mais?”
“Ataque dos Gigantes!”
Oh! Isso significava que ela estava a seguir a banda desenhada japonesa actual! (^ ^)
Eu conversei com ela, fazendo-lhe também um desenho para ela. E então lembrei-me de uma coisa.
“Agora para ela eu sou a primeira desenhadora japonesa que ela conheceu…”
Que responsabilidade!
Eu lembro-me de quanto também eu desejava conhecer uma autora.
Por isso, eu espero imenso que este nosso encontro seja uma boa recordação para ela, mesmo que um dia acabe por me esquecer. Agora talvez eu possa convencer-me que o que eu fiz até hoje tenha algum significado.

Desenho de Keiko Ichiguchi para a Catarina devidamente dedicado pela desenhadora japonesa
Agradeço-a por me ter dado o privilégio de ter o papel de “a primeira autora de banda desenhada japonesa que ela conheceu”.
[1] (Texto publicado originalmente no blogue “KeikoSan”, em 27 de Agosto de 2017)

Para os curiosos, esta à esquerda é a velha versão italiana de “1945”.
Enquanto esta à direita é a última reedição italiana. Espero que se vos interessar, comprem esta versão mais moderna (^ ^;)























