Tex esteve presente na “13ª Caminhada pela vida” do Instituto do Câncer Infantil do Agreste (ICIA), em Caruaru – Pernambuco – Brasil

Por Zenaldo Nunes – Caruaru/Pernambuco/Brasil (10/06/2018)

…E então surge Dinamite!

Em meados do mês de Março passado fui convidado a estar presente pela  primeira vez neste evento, como Cosplayer e representando o grande Tex Willer. Honrado com o convite fui em busca de encontrar e comprar “uma camisa amarela” e um lenço preto; sendo a estreia da mesma como Tex em caminhada realizada no dia 27 de Maio (domingo) do corrente ano.

Havia um outro Cowboy, um trem, um vilão e no término ainda surgiu um “cavaleiro a cavalo”, onde não perdi a oportunidade de montá-lo e fazer este importante registo “pioneiro e histórico” na cidade de Caruaru.

Apesar de estar emocionado pude também desfrutar de bons momentos de alegria com os amigos e pude ver algumas crianças querendo serem fotografadas e referindo-se a mim como Toy Story (Woody),  sendo momentos inesquecíveis e muito engraçados 🙂

Mesmo diante da “grave crise em nosso país” pudemos estar neste acto de solidariedade e cidadania,  sendo abençoados pelo sorriso de cada criança.

O prazer de ser Voluntário

Houve a presença de diversos cosplayers, os mascotes do ICIA, o Colégio Franciscano,  pernas de pau, o trenzinho da alegria, ;stand de maquilhagens, bombeiros civis, abraços grátis e carro de som com animadores musicais.

“Referências Temáticas do Velho Oeste”

A Chegada do Trem

O Circo “Itinerante” de Búffalo Bill

A 7ª e a 9ª Arte unidas por uma causa nobre

TEX NÃO É SOMENTE UMA HISTÓRIA EM QUADRADINHOS DE UM COWBOY. É UM “ESTILO DE VIDA”. VIDA LONGA A TEX WILLER!

Cosplayers:

Momentos hilários com um ilustre desconhecido e pontos de vista de um “Ranger”, um “Mutante” e um jovem “Vilão”.

Entrevistas: Por Edson Santos (Clube do Filme da Rádio Cultura do Nordeste; Rede da Sétima Arte / Web Rádio). Tenho falado sobre os 70 anos de Tex e da “grande relevância” do Tex Willer Blog (Zeca) e do Clube Tex Portugal, para todos os Texianos do mundo, sobre esta muito grandiosa e amada personagem chamada TexWiller, o Águia da Noite.

Falo também da Expo-Tex (G. G. Carsan),  Portal TexBr (Gervásio Santana), Clube Tex e Zagor Brasil (Jessé Bicodepena), Confraria Bonelli (Joana Rosa), Quarto dos Sonhos (Adriano Rainho), O Colecionador Comic Shop (Quannar Nilson) e Mythos Editora (Dorival Vítor Lopes).

E agradecimentos a “todos” que divulgam e promovem o nosso valoroso e destemido Ranger e seus valorosos Pards.

A última “linha de defesa”

HISTÓRIA

O ICIA é uma entidade sem fins lucrativos, que surgiu a partir de uma ideia do médico Caruaruense Dr.Luiz Henrique Soares, quando durante uma viagem para o sul do país, em Abril de 2003, em que conheceu o Instituto do Câncer Infantil do Rio Grande do Sul, coordenado pelo Dr. Aldemir LunardiBrunetto (chefe da Oncologia Pediátrica do Hospital das Clínicas de Porto Alegre) e em 19 de Setembro de 2003 reuniu um grupo de quarenta pessoas, entre médicos, comerciantes, profissionais liberais, empresários, para fundar, em Caruaru, Pernambuco, o Instituto do Câncer Infantil do Agreste; o ICIA.
O objectivo da organização é proporcionar tratamento, amenizar o sofrimento de crianças com câncer, oferecer apoio e atendimento gratuito e multidisciplinar para pacientes e familiares. As primeiras iniciativas para arrecadação de recursos e disseminação de informações sobre o câncer infanto-juvenil surgiram com campanhas como a Caminhada pela Vida, que é realizada desde 2004 e a Caravana Diagnóstico Precoce, que atinge a todo interior do estado de Pernambuco.

Área de actuação: Assistência e tratamento do câncer infantil.
Qualificação: Entidade filantrópica, sem fins lucrativos – CNPJ: 06.061.422/0001-53
Localização:
Centro administrativo; Casa de apoio e Brechó; Ambulatório; situados na Rua Hidelbrando Pereira Duque, nº 1000 – Bairro Universitário, Caruaru-PE 55.002.970, tel.(fax): 81-3727-7137.E-mail: marketing@icia.org.br– Site: www.icia.org.br
MISSÃO: Proporcionar atendimento médico-social digno e humanizado às crianças e aos adolescentes carentes portadores de câncer do interior de Pernambuco, visando uma melhor qualidade de vida para eles e seus familiares, além de reinseri-los na sociedade.
Valores:
Honestidade; integridade; responsabilidade; transparência e respeito.
Visão:
Ser um centro de referência no atendimento à criança e adolescente com câncer no nordeste do Brasil.

Uma mensagem de esperança

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CONCEITO DA DOENÇA:

O câncer não consiste em uma só doença, mas em um conjunto de mais de 200 doenças distintas, com multiplicidade de causas, história natural e diferentes formas de tratamento, não possuindo características clínicas específicas e podendo acometer qualquer tecido, órgão ou sistema do corpo humano.

As neoplasias malignas, genericamente denominadas de câncer, estão sempre incluídas entre as quatro primeiras causas de morte, em análise de mortalidade nas macro-regiões do Brasil (MS-INCA). O progresso no desenvolvimento do tratamento do câncer na infância foi espectacular nas últimas quatro décadas. Actualmente, 70% das crianças acometidas de câncer podem ser curadas, se diagnosticadas precocemente e tratadas em centros especializados. A maioria dessas crianças terá uma vida praticamente normal.

O diagnóstico do câncer infantil é um processo complexo e muitas são as variáveis que parecem influenciá-lo. A detecção precoce e o pronto início do tratamento têm importante papel na redução da mortalidade e morbidade (do tratamento). O melhor entendimento da relação entre estes factores é de fundamental importância para o desenvolvimento de estratégias de saúde pública para detecção precoce do câncer infantil.

Organizadores e colaboradores do evento


Reflexão Motivacional:

Maurizio Dotti e os pósteres Tex Nuova Ristampa 430 e 431

*Depois de 428 ilustrações realizadas no espaço de mais de 20 anos (1996-2017), Claudio Villa passou o bastão de autor dos mini-pósteres de Tex publicados na colecção Tex Nuova Ristampa, a Maurizio Dotti.
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Janeiro marcou a estreia de Maurizio Dotti na realização dos mini-pósteres de brinde publicados na série italiana de Tex Nuova Ristampa, substituindo o mítico Claudio Villa. Tratou-se de um verdadeiro acontecimento já que foram mais de 20 anos e mais de 420 ilustrações realizadas pelo actual responsável pelas capas de Tex.

Claudio Villa e Maurizio Dotti à conversa a propósito da passagem de testemunho

Maurizio Dotti é no presente um dos mais admirados e aclamados desenhadores do actual staff de desenhadores de Tex Willer e fez para a revista portuguesa do Clube Tex Portugal a sua primeira capa de Tex, capa essa que foi muito elogiada não somente pelos leitores da revista do Clube Português, mas também um pouco por todo o mundo após ser dada a conhecer na Internet, elogios que choveram inclusive na Sergio Bonelli Editore, sobretudo do actual responsável máximo de Tex, o editor Mauro Boselli.


Boselli
que é um confesso admirador das qualidades artísticas de Maurizio Dotti ficou tão agradado com a capa portuguesa que assim que houve uma oportunidade convidou o desenhador milanês (que foi uma das estrelas presentes na 3ª Mostra do Clube Tex Portugal, evento realizado em Abril de 2016) para fazer uma capa oficial de Tex, capa essa para uma das novas colecções dedicadas a Tex, o Color Tex nº 12 que teve lançamento a 22 de Novembro do ano passado e que confirmou totalmente que era o verdadeiro substituto para Claudio Villa após o actual capista do Ranger ter solicitado a desvinculação da realização das ilustrações para o Tex Nuova Ristampa de modo a ter mais tempo livre para se dedicar ao seu Tex Gigante que já leva 15 anos de gestação.

Maurizio Dotti exibe uma das suas mais recentes ilustrações originais para póster Tex Nuova Ristampa

Hoje no Blogue do Tex vamos dar a conhecer a todos os nossos leitores todo o processo de criação de dois dos mais recentes mini-pósteres, mais precisamente os números 430 e 431, desenhado por Dotti, desde o esboço inicial até à ilustração pintada nas cores do próprio Maurizio Dotti, passando pela arte a preto e branco:

Esboço inicial de Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 430

Ilustração finalizada a tinta da china por Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 430

Ilustração finalizada com as cores de Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 430

Esboço inicial de Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 431

Ilustração finalizada a tinta da china por Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 431

Ilustração finalizada com as cores de Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 431

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Jornal “Público”, de 9 de Junho, anuncia o encerramento da Colecção Bonelli Portugal com Dylan Dog

Texto da secção INICIATIVAS de 09/06/2018
Banda desenhada
João Miguel Lameiras

Dylan Dog encerra colecção Bonelli

Jornal “Público”, de 9 de Junho, anuncia o encerramento da Colecção Bonelli Portugal com Dylan Dog

* Colecção Bonelli – Volume 10
* Dylan Dog – Os Inquilinos Arcanos
* Argumento – Sclavi, Mignaco e Baraldi
* Desenhos – Roi, Breccia e Manara
* Quinta-feira, 14 de Junho
* Por + 10,90€

Depois de ter protagonizado o terceiro volume, com o clássico Johnny Freak, Dylan Dog regressa para encerrar esta colecção, num volume que recolhe três histórias curtas a cores. A primeira, Os Inquilinos Arcanos, é uma história em três capítulos autónomos, mas que se completam, publicada originalmente na revista Comic Art. Assinada por Tiziano Sclavi, o seu criador e por Corrado Roi, um dos melhores desenhadores da série Dylan Dog, Os Inquilinos Arcanos centra-se nos estranhos fenómenos que afectam um edifício em Londres, o condomínio Castevet.

Apesar do número reduzido de páginas, todos os elementos que caracterizam o trabalho de Sclavi estão presentes de forma concentrada, começando pelo humor negro, o toque surreal e as homenagens e citações. Ilustrada por Corrado Roi, cujo fabuloso trabalho é perfeito na criação do ambiente opressivo, esta história em três partes tem também a singularidade de ser umas das raras aventuras de Dylan Dog em que este troca a habitual camisa vermelha, que se tornou a sua imagem de marca, por uma simples camisa branca.

As outras duas histórias que completam esta edição, foram publicadas na revista Dylan Dog Color Fest. O Grande Nevão, assinala a estreia do argentino Enrique Breccia (A Vida de Che) na Bonelli, aproveitada pelo argumentista Luigi Mignaco para fazer uma bela homenagem à mais importante BD argentina, El Eternauta, de Oesterheld e Solano Lopez.

Finalmente, em Bailando com um Desconhecido, Nives Manara ilustra uma história de fantasmas escrita por Barbara Baraldi. Uma história com uma sensibilidade bem feminina, escrita por uma fã de Dylan Dog que se tornou uma das principais argumentistas da série e ilustrada com uma delicadeza também feminina por Nives Manara, a irmã mais nova de Milo Manara.

AGENDA

Quinta-feira, 14
Colecção Bonelli
10º volume – Dylan Dog – Os Inquilinos Arcanos

Chegou a primeira colecção editada em Portugal dedicada à BD italiana.

Copyright: © 2018 Público; João Miguel Lameiras
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As Leituras do Pedro – Mister No: OVNIS na Amazónia

As Leituras do Pedro*

Mister No – Colecção Bonelli #9
Capa exclusiva e inédita de Fabio Civitelli

OVNIS na Amazónia

Tiziano Sclavi (argumento)
Fabio Civitelli (desenho)


Garimpeiros
Guido Nolitta (argumento)
Roberto Diso (desenho)

Levoir/Público

Portugal, 7 de Junho de 2018
190 x 260 mm, 136 p., pb, capa dura
10,90 €

Actualidade

Pode soar estranho atribuir a este texto o título Actualidade quando o tema é – parece ser – OVNIS, mas quando Tiziano Sclavi o escreveu, em meados da década de 80, ia ao encontro de uma das grandes curiosidades do leitor comum. Desenvolver a narrativa à sombra da Guerra Fria – também no topo da actualidade – reforça aquela ideia, bem como – num contexto temporal diferente – colocar o ênfase da trama na corrida espacial que opunha EUA e URSS na década de 50, em que a história decorre.

Mister No, aliás Jerry Drake, é um antigo piloto norte-americano que, após a II Guerra Mundial, desiludido com a humanidade, decidiu ir viver para a Amazónia, sobrevivendo dos pequenos biscates que vai fazendo com o seu pequeno avião.

OVNIS, arranca com um choque entre ele e um objecto voador não identificado – a própria definição em si, que pode, deve, ser sempre considerada num âmbito mais vasto que o simples veículo não terrestre – e leva Mister No a encontrar-se sozinho, perdido, em plena selva amazónica. Uma tribo de índios que o quer sacrificar e o encontro com um cosmonauta russo, são outros dos ingredientes de uma história dinâmica, bem-humorada de forma inteligente e que mostra o ridículo – tantas vezes – das posições políticas radicais e dos preconceitos e o valor inigualável da amizade e da cooperação. Datada – pelas temáticas já referidas – mas continuando perfeitamente legível nos dias de hoje – de forma vantajosa se o leitor tiver o conhecimento do contexto aqui referido, este é mais um belo exemplo da banda desenhada Bonelli, popular, essencialmente de entretenimento e (quase sempre) com algo mais. Actual, portanto.


Nota 1
Este volume inclui uma segunda história curta, Garimpeiros, escrita por Guido Nolitta – pseudónimo de Sergio Bonelli, ele mesmo, o criador da personagem – mais próxima do tom geral da série, em que encontramos o protagonista mais uma vez em plena selva, agora a braços com uma questão familiar entre cunhados, provocada pela cupidez e a avareza.

Nota 2
Ovnis na Amazónia, tal como A Lenda de Tex, o volume inaugural desta colecção Bonelli, da Levoir com o jornal Público, ostenta uma capa original, criada especialmente para este volume, desta vez por um autor com o estatuto de Fabio Civitelli – que assina também o desenho da história principal.
Tal não seria possível – como toda a colecção em si, possivelmente – sem a intermediação junto da Sergio Bonelli Editore e dos autores de José Carlos Francisco, por estes dias um dos nomes a reter no que à BD Bonelli diz respeito, bem para lá da sua faceta mais conhecida de coleccionador.

Nota 3
Andarão enganados os que pensam que a actual colecção Bonelli, da Levoir com o jornal Público marca a estreia destes heróis em Portugal. Essa distinção também não cabe a Tex, alvo de várias edições recentes pela Polvo, nem à passagem do ranger pela Colecção Clássicos da Banda Desenhada – Série Ouro (Correio da Manhã/Devir, 2003/2004).
O primeiro herói Bonelli editado no nosso país – os primeiros para ser mais exacto – foram este mesmo Mister No e Zagor, em duas colecções com os seus nomes, lançadas pela Portugal Press de Roussado Pinto.
Zagor foi o primeiro, em Agosto de 1978 – há quatro décadas já – seguindo-se Mister No em Dezembro do mesmo ano. Com 16 e 12 edições respectivamente, eram revistas com 48 páginas, próximas do formato original italiano, mas capazes de publicar as histórias tal como tinham sido pensadas ou remontadas de forma inenarrável e penosa, tal como eram igualmente a tradução e a legendagem.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

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