Mister No: OVNIS na Amazónia (com capa exclusiva e inédita) – ESTA quinta-feira com o jornal Público

Capa do volume 9 da Colecção Bonelli – Mister No & OVNIS na Amazónia

Por Levoir

* Mister No – OVNIS na Amazónia, saiu para as bancas neste dia 7 de Junho. Fabio Civitelli, autor que já participou em diversos eventos portugueses, realizou em exclusivo a capa desta edição de Mister No, colorida pelo desenhador português Ricardo Venâncio. Tiziano Sclavi (o criador de Dylan Dog, com dois volumes nesta colecção), é o argumentista.

Mister No é um piloto americano, Jerrome (Jerry) Drake, sobrevivente da segunda guerra mundial que desiludido com a violência e as imposições da sociedade ocidental abandonou a América, e escolhe no coração da Amazónia a cidade de Manaus para viver como guia turístico. Honesto, sincero, preguiçoso, amante de álcool e de mulheres bonitas, está sempre pronto para se lançar em novas aventuras, é um rebelde por natureza, como demonstra o seu apelido – Senhor Não.

O livro que apresenta Mister No aos leitores portugueses, comporta duas histórias. A primeira, “Ovni”, conta a história da queda de um satélite russo em plena selva amazónica que provoca a destruição do avião de Mister No e a hostilidade dos indígenas, que vêem no estranho fenómeno um sinal dos Deuses.Um encontro inesperado, que ocorre na sequência da queda de um satélite russo em plena selva amazónica, provocando a destruição do avião de Mister No e motivando a hostilidade dos indígenas, que vêem no estranho fenómeno um sinal de desagrado divino. A história de uma amizade improvável que floresce, independentemente das bandeiras e das ideologias, como sucede com No e Arkady, o cosmonauta russo, escrita um ano antes de Gorbachov subir ao poder, é um tema grato a Sergio Bonelli, mas Sclavi não deixa de juntar o seu toque pessoal, introduzindo, de forma ambígua, alguns elementos fantásticos na narrativa. Uma história muitíssimo bem ilustrada pelo traço de grande detalhe  e legibilidade de Fabio Civitelli, que se revela senhor de um apuradíssimo jogo de sombras, bem evidente nas cenas nocturnas e nos pesadelos de Mister No e de um óptimo sentido de mise-en-scène, de que a entrada em cena de Arkady, com o seu traje espacial, é um exemplo perfeito.

A segunda história, Garimpeiros, é uma história curta escrita pelo próprio Sergio Bonelli (com o pseudónimo Guido Nolitta) e desenhada por Roberto Diso, que começou a desenhar Mister No logo na edição n.º 5 e que, com o tempo, acabou por se tornar o mais importante desenhador da série, ocupando-se também das capas da revista a partir do n.º 116. Bem representativa da colaboração da dupla, “Garimpeiros” coloca Mister No em confronto com diferentes aspectos da ganância humana, quando é obrigado a transportar os cunhados de um garimpeiro brasileiro até ao local onde este supostamente encontrou a jazida que o tornou um homem rico.

Características deste volume 9 da Colecção Bonelli
Tradução – Pedro Cleto
Prefácio – Pedro Bouça
Capa dura
Preto & branco
Nº páginas – 136
Formato – 190 x 260mm
Preço 10,90€

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Após LONGA epopeia, Revista nº 7 do Clube Tex Portugal, chega aos sócios do Brasil

Antonio Carlos da Silva, popularmente conhecido por Rouxinol do Rinaré e Ricardo Elesbao exibem orgulhosamente as suas revistas do Clube Tex Portugal

Após uma longa epopeia de vários meses, a revista nº 7 do Clube Tex Portugal, finalmente começou a chegar aos sócios brasileiros, epopeia essa que envolveu a alfândega do Brasil, ou mais rigorosamente a Unidade de Tratamento Internacional de Curitiba, onde as revistas do Clube Tex Portugal estiveram retidas, sem explicação plausível, durante mais de três meses.

Jesus Nabor e as duas versões da revista nº 7 do Clube Tex Portugal

Jesus Nabor e as duas versões da revista nº 7 do Clube Tex Portugal

Renato Alves da Silva e a felicidade por ser possuidor da revista nº 7 do Clube Português

Mas o importante é que finalmente a situação foi desbloqueada em Maio e neste início de Junho são já vários os sócios brasileiros do Clube Tex Portugal que já receberam o(s) seu(s) exemplar(es) e como prova disso mesmo enviaram-nos fotografias onde mostram orgulhosamente o seu mais recente item internacional de Tex Willer, fotos essas que inserimos a ilustrar este texto, até como forma de compensação pelo imenso tempo que estiveram à espera da sua(s) revista(s), já que são vários os sócios do Brasil que para além da revista com a capa principal, adquiriram também um exemplar com a capa variante, ambas da autoria de Stefano Biglia!

Luiz Eugénio Barroca e os seus dois exemplares da revista nº 7 do Clube Tex Portugal

E perante a cada vez mais elevada qualidade da revista, segundo os próprios sócios, os elogios também chegam até nós, aumentando ainda mais a fasquia para o próximo número, a publicar em Julho e que terá capa exclusiva, ou melhor capas já que teremos uma vez mais duas capas, de Pasquale Del Vecchio. Vejamos as palavras, públicas, do sócio brasileiro João Marin, que em breve vai publicar no Brasil um livro, de sua autoria, comemorativos dos 70 anos de Tex: “Revista excelente, como sempre. Óptimas matérias e artigos, digna dos texianos…”

João Marin exibindo a arte de Leomacs e a belíssima capa de Stefano Biglia na revista nº 7 do Clube Tex Portugal

Para terminar, mostramos um pequeno, mas belo, aperitivo sobre a revista nº 7 do Clube Tex Portugal, num vídeo do ilustre sócio Thiago Gardinali:

Quem ainda não é sócio e queira fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser vistos aqui pode inscrever-se escrevendo via e-mail para José Carlos Francisco sendo necessário pagar uma jóia de inscrição de 5,00 € e uma quota mensal de 2,00 € (2,50 € se não for residente em Portugal).

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As Leituras do Pedro – Dragonero: A Primeira Missão

As Leituras do Pedro*

Dragonero: A Primeira Missão
Colecção Bonelli #8
Luca Enoch e Stefano Vietti (argumento)
Cristiano Cucina e Manolo Morrone (desenho)
Levoir/Público
Portugal, 30 de Maio de 2017
190 x 260 mm, 136 p., cor, capa dura
10,90 €.

Diversidade

E ao oitavo volume, a colecção Bonelli Levoir/Público, alarga a demonstração de um dos conceitos que está na base da actividade editorial da Sergio Bonelli Editore: a diversidade.

Até agora os volumes editados tinham por base a ancoragem na realidade – mesmo que mais ou menos ficcionada, conforme os casos – atendo-se a realidades concretas, a locais definidos e reconhecíveis e a espaços temporais quase sempre (relativamente) contemporâneos – o oeste de Tex, a Londres de Dylan Dog, o Portugal (!) de hoje de Dampyr, a Garden City de Julia (espelho de tantas grandes metrópoles)… Todos praticamente contemporâneos, se retirarmos desta enumeração Tex ou ainda Le Storie.

Mas, agora, com Dragonero, a mudança é radical: passamos do reconhecível para o fantástico – o mundo de Erondar; abandonamos o concreto, por um imaginário onde há demónios e dragões; esquecemos os protagonistas que podemos encontrar ao virar da esquina, por uma dupla constituída por um humano e um… ogre.
 
Dragonero significou, em 2007, uma aposta da Bonelli no género fantasia heróica, aceitando uma proposta dos seus criadores e correspondendo a uma procura crescente, hoje acentuada graças a A Guerra dos Tronos.

A Primeira Missão, primeira história a cores da série, agora disponível em português, narra o encontro dos principais protagonistas, Ian e Gmor, uma dupla que, com as devidas diferenças, e de forma menos acentuada na disparidade das suas características intrínsecas, faz recordar outras que pontuam séries Bonelli: Martin Mystère e Java – a inteligência e a força bruta -; Zagor e Chico – a coragem e o contraponto humorístico; mais distante na comparação, Tex e Kit Carson – o optimista e o pessimista…
Situada após o abandono do exército imperial por Ian, entretanto caído em desgraça por algo que apenas conseguimos entrever de forma difusa, esta história relata o seu reencontro com Gmor, e uma missão de salvamento que vão efectuar em conjunto, como prelúdio do futuro que a partir daí os unirá como batedores num mundo conturbado e em mudança, ameaçado pelos poderes das trevas, pelos dragões e pela sempre incontornável ambição humana.

Porta de entrada – num género de que não sou particularmente apreciador – cumpre – como sempre na Bonelli – em termos gráficos e narrativos classicistas, a sua missão de divertir e entreter e entreabre portas que deixam os leitores curiosos e com vontade de conhecer mais sobre o intrigante e fantástico mundo de Dragonero, o caçador de dragões.
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*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

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Rossano ROSSI e os desenhos feitos na passagem pelo 14º Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja

Por José Carlos Francisco (texto) e Orlando Santos Silva (fotos)

Rossano Rossi a desenhar em Beja

Rossano Rossi a desenhar Tex em Beja

Águia da Noite e Lilyth na arte de Rossano Rossi

No decurso do 14º Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, Rossano Rossi brindou dezenas de amantes da 9ª Arte em geral e de Tex Willer em particular com desenhos feitos no momento por si, para gáudio da maioria dos presentes no grandioso evento alentejano.

A bela Lilyth de Rossano Rossi

Águia da Noite na arte de Rossano Rossi

Mas os desenhos realizados por Rossano Rossi não se ficaram apenas pelos produzidos no decorrer do evento, isto porque Rossano Rossi foi muito assediado pelos seus fãs na tentativa de conseguirem um desenho original de sua autoria feito na hora e com a respectiva dedicatória, levando a que o autor italiano tivesse por vezes que os realizar em condições inapropriadas, mas a todos Rossi sempre respondeu positivamente, apesar de em alguns casos o cansaço do autor ser bem visível no seu rosto, fazendo um belíssimo desenho a cada solicitação e sempre com um sorriso no rosto dando uma verdadeira lição de profissionalismo e de humildade, confirmando porque Rossano Rossi foi tão admirado pelos seus fãs (e pelas suas admiradoras) portuguese(a)s.

A felicidade de José Carlos Francisco pelo magnífico desenho de Rossano Rossi com um jovem Águia da Noite e a sua amada Lilyth

O blogue do Tex mostra de seguida, a todos os interessados, alguns desses fantásticos desenhos que esperamos sejam do agrado de quem acessa o blogue.

 

 

 

 

 

 

 

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Jornal “Público”, de 2 de Junho, anunciou Mister No no 9º volume da Colecção Bonelli Portugal

Texto da secção INICIATIVAS de 02/06/2018
Banda desenhada
João Miguel Lameiras

Capa do volume 9 da Colecção Bonelli – Mister No – OVNIS na Amazónia

O explorador e o astronauta

* Colecção Bonelli – Volume 9
* Mister No – Ovnis na Amazónia
* Argumento – Tiziano Sclavi e Guido Nolitta
* Desenhos – Fabio Civitelli e Roberto Diso
* Quinta-feira, 7 de Junho
* Por + 10,90€

O último herói da Bonelli a quem esta colecção possibilita a estreia em Portugal, já na quinta-feira, foi também um dos primeiros: Mister No. Criado por Guido Nolitta (pseudónimo que Sergio Bonelli usava para assinar os argumentos que escrevia) em 1975, a partir de duas personagens reais que Sergio conheceu nas suas viagens pelo continente americano, Mister No é um aventureiro radicado na selva amazónica. Nascido Jerry Drake, Mister No — alcunha que nasceu devido à sua teimosia, que o leva a dizer facilmente “Não!” (No) aos seus clientes — é um antigo piloto de guerra americano que, depois da Guerra da Coreia, incapaz de se readaptar à vida civil, decide deixar os Estados Unidos e ir viver para Manaus, no Brasil, onde ganha a vida como guia na selva amazónica, o que, por vezes, o leva a envolver-se em situações que o obrigam a fazer apelo à sua experiência militar. O seu melhor amigo é outro estrangeiro, Otto Kruger, vulgo “Esse-Esse”, um alemão que, como Drake, é um veterano da Segunda Guerra Mundial. Não dos SS, como a alcunha pode levar a supor, mas do Afrika Korps, o célebre corpo expedicionário comandado pelo marechal Rommel.

Jornal “Público”, de 2 de Junho, anunciou Mister No no 9º volume da Colecção Bonelli Portugal

Com uma capa inédita de Fabio Civitelli realizada em exclusivo para esta edição, colorida pelo desenhador português Ricardo Venâncio, o livro que apresenta Mister No aos leitores portugueses, comporta duas histórias. A primeira, “Ovni”, escrita por Tiziano Sclavi (o criador de Dylan Dog) e ilustrada por Civitelli, e publicada originalmente em 1984 no n.º 108 da revista mensal de Mister No, coloca o americano Mister No e um cosmonauta russo a terem de unir esforços em plena Guerra Fria, para conseguirem sobreviver a uma tribo de indígenas que os quer sacrificar aos seus deuses. Um encontro inesperado, que ocorre na sequência da queda de um satélite russo em plena selva amazónica, provocando a destruição do avião de Mister No e motivando a hostilidade dos indígenas, que vêem no estranho fenómeno um sinal de desagrado divino. A história de uma amizade improvável que floresce, independentemente das bandeiras e das ideologias, como sucede com No e Arkady, o cosmonauta russo, escrita um ano antes de Gorbachov subir ao poder, é um tema grato a Sergio Bonelli, mas Sclavi não deixa de juntar o seu toque pessoal, introduzindo, de forma ambígua, alguns elementos fantásticos na narrativa. Uma história muitíssimo bem ilustrada pelo traço de grande detalhe e legibilidade de Fabio Civitelli, que se revela senhor de um apuradíssimo jogo de sombras, bem evidente nas cenas nocturnas e nos pesadelos de Mister No e de um óptimo sentido de mise-en-scène, de que a entrada em cena de Arkady, com o seu traje espacial, é um exemplo perfeito.

Para além desta história, em que Sclavi aborda pela primeira vez os ovnis, tema a que regressará com alguma frequência em Dylan Dog, este volume traz também “Garimpeiros”, uma história curta escrita pelo próprio Sergio Bonelli e desenhada por Roberto Diso, que começou a desenhar Mister No logo na edição n.º 5 e que, com o tempo, acabou por se tornar o mais importante desenhador da série, ocupando-se também das capas da revista a partir do n.º 116. Bem representativa da colaboração da dupla, “Garimpeiros” coloca Mister No em confronto com diferentes aspectos da ganância humana, quando é obrigado a transportar os cunhados de um garimpeiro brasileiro até ao local onde este supostamente encontrou a jazida que o tornou um homem rico.

AGENDA

Quinta-feira, 7
Colecção Bonelli
9º volume – Mister No – Ovnis na Amazónia

Chegou a primeira colecção editada em Portugal inteiramente dedicada à BD italiana. Reunindo oito das mais famosas personagens da Bonelli, em dez volumes com histórias inéditas em português. A arte italiana chega em forma de quadradinhos, em exclusivo nos quiosques.

Copyright: © 2018 Público; João Miguel Lameiras
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