José Ricardo nas vestes de Zagor… na arte única de Sílvio Raimundo

Sílvio Raimundo e José Ricardo

Zagor é um personagem com o qual Sílvio Raimundo, um fã confesso dos fumetti da Sergio Bonelli Editore, nunca conseguiu ter uma real aproximação, mas foi este incrível personagem, criado em 1961 por Guido Nolitta (Sergio Bonelli), que o Sílvio desenhou para homenagear o ZR (José Ricardo), um dos maiores fãs e coleccionadores brasileiros do Espírito da Machadinha.

Para além de ser seu Amigo, o Sílvio é o seu padrinho da casamento, convite esse por conta dos Fumetti e, no fantástico desenho que damos hoje a conhecer (acompanhado do making off) em rigoroso exclusivo, o Sílvio Raimundo coloca o personagem favorito do José Ricardo, na sua cidade (Rio de Janeiro), falando que os fumetti chegaram finalmente! Provavelmente todos os apreciadores de Zagor saberão, mas a inspiração para esta homenagem foi a capa da edição #1 da Vecchi, de Agosto de 1978.

José Ricardo nas vestes de Zagor… na arte única de Sílvio Raimundo

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Dylan Dog/Dampyr pela editora A Seita – O Detective e o Caçador vol. 1: A Noite do Dampyr & O Detective e o Caçador vol. 2: O Detective do Pesadelo

A Noite do Dampyr e O Detective do Pesadelo – Dylan Dog e Dampyr; A Seita

Já está disponível em livrarias a saga “O Detective e o Caçador“, em dois volumes, que junta duas das personagens mais famosas dos fumetti da Bonelli, o detective do pesadelo e o caçador de vampiros. A história completa-se nestes dois volumes, que chegarão aos quiosques portugueses no próximo dia 5 de Maio.
Este é um lançamento da colecção Aleph, que já conta para além destes dois volumes, com uma história de Dampyr (“O Suicídio de Aleister Crowley”, que mete também em campo como herói o poeta Fernando Pessoa, e que foi um dos grandes best-sellers d’ A Seita, já quase esgotada) e cinco volumes de Dylan Dog.
Visitem o Facebook da editora para verem as promoções que têm neste momento activas, incluindo uma promoção especial para quem comprar os dois volumes do crossover Dylan Dog/Dampyr, com oferta do vol. 1 ou 2 de Dylan Dog à escolha!

DYLAN DOG/DAMPYR

O DETECTIVE E O CAÇADOR vol. 1: A NOITE DO DAMPYR
Argumento de ROBERTO RECCHIONI e GIULIO ANTONIO GUALTIERI, desenho de DANIELE BIGLIARDO

O DETECTIVE E O CAÇADOR vol. 2: O DETECTIVE DO PESADELO
Argumento de MAURO BOSELLI e desenho de BRUNO BRINDISI

Um vive em Londres e é um detective do pesadelo, investigador do paranormal, melancólico, introspectivo e sonhador. O outro é filho de uma humana e de um vampiro, e viaja pelo mundo para combater o mal, utilizando o seu sangue letal, capaz de queimar e matar os vampiros. Nunca se tinham cruzado, porque o mundo é demasiado grande e os seus mistérios infindáveis. Até ao Verão de 2017, quando a Sergio Bonelli Editore publicou o seu primeiro crossover, uma aventura que junta Dylan Dog e Dampyr numa luta lado a lado contra as criaturas do Mestre da Noite Lodbrok!

Harlan Draka, o Dampyr, e Dylan Dog, cruzam-se finalmente a tempo da chegada de um conjunto de visitantes estranhos – e perigosos! –  a Craven Road, que irão mergulhar Londres no terror. E qual o papel do temível Lodbrok, um dos arqui-vampiros que Draka persegue incansavelmente? Dylan Dog acaba por fazer uma promessa que não pode quebrar à morta-viva Lagertha, inimiga jurada de Harlan Draka, o caçador de vampiros. Nas remotas ilhas Hébridas, para onde viajaram em busca de resolver o mistério de Lodbrok, o Senhor da Noite, os nossos dois heróis terão de sobreviver a uma multidão de personagens horrendas, dragões, vikings mortos-vivos, e outras criaturas sobrenaturais.

Esta história, que junta Dylan Dog e Dampyr, duas das mais emblemáticas personagens da Sergio Bonelli Editore, foi o primeiro crossover jamais criado pela editora (já tinham existido alguns team-ups, em que personagens diferentes tinham aparecido nas revistas umas das outras). Assim, esta aventura que junta o detective do pesadelo ao caçador de vampiros acabou por ser uma grande estreia, e o evento dos fumetti do Verão de 2017 em Itália, uma vez que a história foi dividida por duas revistas diferentes, iniciada em Dylan Dog #371 e concluída emDampyr #209.

Dylan Dog e Dampyr são, no entanto, bem diferentes enquanto personagens e séries. Numa entrevista concedida há uns anos, Mauro Boselli sublinhou que no caçador de vampiros sobressai um lado algo realista, uma vez que as suas aventuras devem dar a ilusão de que acontecem no nosso mundo, na nossa realidade. Ao contrário do que acontece com Dylan Dog, onde o fantástico pode ser apresentado repetidas vezes com contornos menos realistas e onde tudo é possível. Por seu lado, Roberto Recchioni acrescenta que a maneira como os dois heróis lidam com o horror também é diferente: de um lado a dureza e intransigência de um Dampyr pragmático frente aos monstros, qual herói clássico, em contraponto com a visão mais irónica, romântica e empática de Dylan Dog, anti-herói por excelência ou herói por acaso, que diz que os verdadeiros monstros somos nós, os seres humanos.

Duas personagens com pouco em comum, mas com um importante ponto de ligação entre ambas: o horror dos ambientes em que se movem. Como tal, não é de estranhar que, mais tarde ou mais cedo, acabariam por aliar forças, o que só não tinha acontecido antes porque, a acreditar nas palavras de Dylan, “o mundo é demasiado grande”.

O Detective e o Caçador vol. 1: A Noite do Dampyr
104 páginas, preto e branco, capa dura, formato 17 x 23 cm
ISBN 978-989-54880-4-9
PVP: 13€

O Detective e o Caçador vol. 2: O Detective do Pesadelo
104 páginas, preto e branco, capa dura, formato 17 x 23 cm
ISBN 978-989-54880-5-6
PVP: 13€

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Entrevista com o fã e coleccionador: Mariano Bícego

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Mariano Bícego: Meu nome é Mariano Bícego, nasci no interior de Minas Gerais, na cidade de São Sebastião do Paraíso, em 1 de Setembro de 1962, onde resido até hoje. Sou historiador por formação, hoje atuo como agente de turismo, organizo grupos de brasileiros para conhecerem o mundo, em especial Europa e Estados Unidos, particularmente Portugal. Me especializei em turismo bélico, meus roteiros incluem campos de batalha, memoriais e museus relacionados à História Militar. Tenho também um canal no YouTube (youtube.com/viagemnahistoria) onde falo de Historia Militar e assuntos relacionados.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Mariano Bícego: Desde pequeno me interessei pelas revistas de banda desenhada, minha leitura se desenvolveu a partir daí. Meu primeiro herói foi o Lone Ranger (Zorro no Brasil), daí não parei mais de ler e colecionar.

Quando descobriu Tex?
Mariano Bícego: Quando foi lançado no Brasil pela Editora Vecchi em meados dos anos 1971.

Porquê esta paixão por Tex?
Mariano Bícego: Gostei do personagem desde o início, os roteiros se aproximavam das histórias dos filmes de faroeste que assistia, o Tex era valente, corajoso, íntegro e por vezes divertido, me cativou desde sempre. Os desenhos eram realistas e capturavam a paisagem do velho Oeste.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Mariano Bícego: Suas histórias são mais profundas, sempre relacionadas a fatos históricos, nota-se a pesquisa do escritor e a impressão visual é bem realista, os desenhistas nos colocam dentro do ambiente das histórias, enfim, algo raro de se encontrar.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Mariano Bícego: Tenho umas duas mil revistas do Tex, especificamente, tanto brasileiras quanto importadas, inclusive portuguesas. As minhas preferidas são “Ao Sul de Nogales”, “Flechas Pretas Assassinas”, “A Noite dos Assassinos”, “Patagônia”, “Nas Trilhas do Oeste” e a minha número 1 é “O Cavaleiro Solitário”, sou muito fã do Joe Kubert! Estou gostando também da série Tex Willer.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Mariano Bícego: Tudo relacionado ao Tex, tento adquirir.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Mariano Bícego: Uma estatueta em tamanho maior.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Mariano Bícego: Como disse acima a minha favorita é “O Cavaleiro Solitário”, única história desenhada pelo Joe Kubert. Dos desenhistas mais regulares gosto do José Ortiz e do Giovanni Ticci, e dos mais novos, Corrado Mastantuono. Já os argumentos gosto do Mauro Boselli e do Claudio Nizzi.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Mariano Bícego: A ambientação das histórias e o caráter do personagem me agradam muito. Não gosto de histórias muito sobrenaturais…

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Mariano Bícego: A qualidade do produto é o que faz ele durar no mercado, então Tex veio evoluindo e se adaptando, alcançando novos leitores, sem perder sua identidade, algo difícil em tempos pós-modernos e mediáticos. Virou lenda!

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Mariano Bícego: Só virtualmente, a internet é benéfica para nós, colecionadores.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Mariano Bícego: Apesar das previsões negativas, o mercado para revistas impressas ainda é grande para o Tex, no Brasil. Penso que ainda vai longe. Cabe até produtos derivados, como um filme ou série. Tex nunca foi tão grande!

Prezado pard Mariano Bícego, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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As Leituras do Pedro – Ken Parker #7: La ciudad ardiente/Ranchero!

As Leituras do Pedro*

Ken Parker #7: La ciudad ardiente/Ranchero!
Giancarlo Berardi (argumento)
Ivo Milazzo e Giancarlo Alessandrini (desenho)
ECC Comics
Espanha, Fevereiro de 2018
140 x 210 mm, 200 p., pb, capa fina com badanas
ISBN: 978-84-17316-10-5
9,90 €

Onde é que já vi isto…?

Há demasiado tempo a aguardar leitura, feita de forma intermitente ao sabor das muitas novidades que – ainda bem! – têm surgido no nosso país, este era um dos vários volumes de Ken Parker que diariamente me desafiam por detrás do computador onde escrevo estas linhas.

A descobrir de forma cronológica a obra-prima de Berardi e Milazzo, o principal atractivo tem sido a evolução da personagem – quase me enganava e escrevi ‘herói’ – que nasce (quase) à imagem e semelhança de Tex e aos poucos se vai transformando no ser humano sensível e preocupado com os outros que hoje (re)conhecemos.

Este volume duplo – como todos os da edição da espanhola ECC Comics – correspondente aos volumes 13 e #14 da série original, reúne os relatos La ciudad ardiente e Ranchero!, que fazem parte do arco maior cujo protagonismo Parker partilha com a adolescente Pat O’Shane. Depois do magnífico La balada de Pat O’Shane – que deveria ter merecido uma análise aqui… – há um regresso a um registo mais rocambolesco e caricatural – sem colocar em causa as bases da criação – enquanto Ken e Pat vagueiam pelo Oeste profundo, em busca dos sonhos dela – que tanto podem ser a busca da mãe dela, um rancho ou um combate de boxe.

No entanto, a principal curiosidade deste volume está na primeira narrativa, que parte da reunião de um bando de fora-da-lei para levarem a cabo um assalto a uma cidade completa. Se esta situação vos soa familiar, possivelmente já a leram – como aconteceu comigo em O Golpe, uma das adaptações de (um outro) Parker, que Darwyn Cooke fez a partir da obra original de Richard Stark.

Possivelmente conhecedor do romance original, Berardi decidiu transpor para o seu universo a ideia base de uma cidade fechada por montanhas por três lados, por isso com uma única entrada e com uma mina ao fundo. Aqui a ideia do bando é roubar os salários dos mineiros e, de caminho, levar limpar também dois bancos e uma joalharia.

Ken Parker vê-se envolvido no esquema por acidente – ao contrário do Parker original – mas nem tudo correrá como previsto e, se a situação é similar, o desenvolvimento revela-se bastante díspar, bem para lá da diferença de épocas e (vontade dos) intervenientes, não havendo por isso qualquer risco de a leitura soar demasiado a déjá vu.

Outra curiosidade deste volume é o desenho de Ranchero! estar entregue a Giancarlo Alessandrini, que perde notoriamente para Milazzo, pese embora todas as tentativas de emular o original, num relato que se revela demasiado rocambolesco e caricatural, pese embora o peso do lado solidário, ingénuo e sempre disponível para ajudar os outros de Ken Parker.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

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Vídeo: Tex e a nascente, música de Luiz Caldas dedicada ao Ranger

Luiz Caldas

Luiz César Pereira Caldas (Feira de Santana, 19 de Janeiro de 1963) é um cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor brasileiro, conhecido por ter sido precursor do axé, género musical que criou um novo movimento no circuito baiano na década de 80.

Nascido em Feira de Santana, quando garoto, de origem pobre, começou a apresentar-se com bandas amadoras. Já aos dez anos de idade viajava por pequenas cidades, onde participava de shows. Aprendeu, assim, a tocar vários instrumentos, tendo praticamente vivido no meio musical. No início dos anos 70 foi morar em Vitória da Conquista e ganhou a vida trabalhando em alguns comércios da cidade (panificadoras, supermercados e bares) exercendo a função de serviços gerais, mas nas horas vagas tocava no conjunto musical de um famoso músico da época, chamado João Faustino da cidade de Jequié-Bahia

Foi o inventor do ritmo que misturava o pop com reggae, toques caribenhos, ijexá, frevo e samba, presentes num ritmo que ganhou o apelido de “Deboche” (o chamado “Fricote”) que evoluiu para outros tantos ritmos lançados no Carnaval baiano, consolidando-se no popular estilo, actualmente denominado “axé music”.

Conhecido no Carnaval baiano, tem 12 álbuns lançados e foi presença constante nos principais programas de televisão da década de 1980, como o sucesso Cassino do Chacrinha que na época era vitrina musical dos artistas. Ganhou a Coroa de Prata no programa Rei Majestade, do SBT. Nessa época, lançou verdadeiros hits que até hoje são lembrados, como Tieta e Fricote, o que o levou ao auge de sua carreira, vendendo quase dois milhões de cópias.

Em 2009 preparou para lançamento um conjunto de 10 CDs, com 130 músicas no total. O projecto envolve vários estilos, como o pagode, o forró, a música romântica, o hard rock e a música instrumental, sendo um dos álbuns dedicado aos povos indígenas, com letras inteiramente em tupi.

As músicas estão sendo primeiramente lançadas no site oficial do cantor. Todo o projecto foi lançado em 2010, mesmo ano que o cantor inicia a divulgação de gravações nos estilos heavy metal, forró e arrocha.

Três anos depois, o cantor volta com a mesma fórmula, gravar inúmeros álbuns de vários géneros musicais. Desde Janeiro de 2013, Luiz Caldas vem disponibilizando um álbum por mês para download no seu site. Desde o início do projecto, já foi disponibilizado quase 500 músicas inéditas.

CD ‘Procurado’ de Luiz Caldas, contém uma faixa dedicada a Tex Willer

Luiz Caldas, cuja página do cantor pode ser acessada clicando AQUI,  em 2014 lançou o CD Procurado, onde homenageou Tex Willer ao dedicar-lhe uma faixa, a 4ª faixa, intitulada “Tex e a nascente“, uma bela melodia com a duração de 3.49 minutos, tendo em conta que Luiz Caldas é um grande fã e coleccionador de Águia da Noite, música essa que damos a conhecer de seguida a todos os nossos leitores:

TEX E A NASCENTE

Vou correr o risco de encontrar você
Por estas pradarias vou me embrenhar
Espero que encontre água pra beber
E uma nascente pra me refrescar.

Acampar; pois quem sonha com a lei é um de nós
Galopar; nas montanhas sou Navajo, sou Cowboy
Eu sou calmo, sou feroz.

Tigre e o velho Kit vão me acompanhar
Galopando dia e noite sob o céu
Sou Águia da Noite, tô indo caçar
Tô como o veneno de uma cascavel.

Acampar; pois quem sonha com a lei é um de nós
Galopar; nas montanhas, sou calmo, sou feroz
Sou Navajo, sou Cowboy.

Apache ou Sioux vão nos encontrar
Melhor que seja antes do anoitecer
Com uma fogueira pra nos esquentar
Tenho água de fogo pra gente beber.

Acampar; pois quem sonha com a lei é um de nós
Galopar; nas montanhas sou Navajo, sou Cowboy
Eu sou calmo, sou feroz.

Acampar; pois quem sonha com a lei é um de nós
Galopar; nas montanhas sou calmo, sou feroz.

Galopar; nas montanhas sou Navajo, sou Cowboy
Acampar; pois quem sonha com a lei é um de nós
Sou Navajo, sou Cowboy.

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Letra compilada de áudio original por Zenaldo Nunes – Caruaru – PE.