Homenagem de Sandro Scascitelli a Jean Giraud

Por Afrânio Braga, criador do blogue Blueberry, Uma Lenda do Oeste: https://blueberrybr.blogspot.com

Homenagem de Sandro Scascitelli a Jean Giraud

Sandro Scascitelli

Sandro Scascitelli nasceu em Anagni, a 60 quilómetros de Roma, Itália, em 6 de Agosto de 1947. Depois de haver frequentado o Istituto Statale d’Arte e o Istituto di Stato per la Cinematografia e la Televisione, ele iniciou a operar no campo do desenho animado, colaborando, como animador, em trabalhos televisivos e cinematográficos.

Em 1974, ele inicia a desenhar histórias para o Cartoonstudio de Roma dirigido por Felmang – “Intrepido”, “Albo dell’Intrepido”, “Lanciostory”, “Skorpio”, etc.

De 1976 a 1987, Scascitelli participa, sob a direcção artística de Vittorio Cossio, da realização em história de banda desenhada de “Storia di Roma e delle Antiche Civiltà Mediterranee”.

De 1979 a 1987, ele desenha, para a editora Eura Editoriale, cerca de 50 histórias publicadas nas revistas “Lanciostory” e “Skorpio”.

Auto-retrato de Sandro Scascitelli

Em 1986, Sandro Scascitelli completa, textos e desenhos, o volume, publicado pela editora Edizioni Iter, “Veggio in Alagna” no qual descreve o famoso episódio do ultraje ao papa Bonifácio VIII. De 1988 a 1995, para a editora Comic Art, dirigida por Rinaldo Traini, realiza, textos e desenhos, a série “Briganti”, publicada na prestigiosa revista “L’Eternauta”.

Em 1994, para a editora Mondadori-DeAgostini o mestre italiano desenhou, na série “I Grandi Miti Greci”, idealizada por Luciano De Crescenzo, dois volumes – “Apollo e Dafne” e “Il Cavallo di Troia” – sob a direcção artística de Massimo Rotundo.

Sempre para a editora Edizioni Iter, em 1998, publicou o volume “Briganti, il brigantaggio nel primo ottocento in Ciociaria” – colectânea de alguns episódios da série idealizada para a editora Comic Art.

Desde 2011, ele faz parte do staff dos desenhadores de “Tex” da editora Sergio Bonelli Editore, até hoje realizou cinco histórias das quais quatro já publicadas – “Color Tex” nº 4 “Un covo di belve”, o “Almanacco del West” 2015 “Scure Nera”, “Color Tex” nº 13 “Piombo e Oro” e “Color Tex” nº 17 “Gli amanti del Rio Grande” e uma ainda inédita.

A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud
Blueberry © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud – Dargaud Éditeur

Agradecimentos a Sandro Scascitelli pela homenagem para o blogue.
Afrânio Braga

* Artigo publicado no blogue Blueberry em 16 de Agosto de 2020

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Vídeo: INICIANTE EM TEX! – 6 DICAS PARA COMEÇAR!

Hoje no Tex Willer Blog vamos dar conhecimento de um vídeo dedicado a quem ainda não conhece o Tex e que queira se aprofundar no universo do Ranger… um vídeo para iniciantes que traz seis dicas para começar a ler Tex!

Trata-se de um vídeo da autoria de Jefferson Ribeiro, responsável pelo canal brasileiro no YouTube denominado “Cangaceiro HQ“, que tem como objectivo falar sobre ‘quadrinhos‘ novos e clássicos, além de produções brasileiras e onde Tex tem um espaço nobre já que o canal já fez vários programas dedicado ao Ranger.

Jefferson Ribeiro é natural de João Pessoa, Paraíba e tem como actividade profissional ser professor de História. A sua paixão por Tex, bem evidente nos programas dedicados ao Ranger, deve-se ao facto de sempre ter gostado de personagens sem super poderes exagerados ou que não tivesse poder algum e o Tex conta com a sua inteligência e habilidades (além da ajuda dos pards) para ajudar as pessoas e isso atraiu-o nas suas histórias, pois, quando criança, achava perfeitamente possível existir um Tex, mas para conhecer melhor o pard Jefferson Ribeiro, leia a sua recente entrevista ao nosso blogue, clicando AQUI!

E para conhecer melhor o conteúdo do canal dedicado a Tex pode assistir aos vídeos que apresentamos de seguida, todos da autoria de Jefferson Ribeiro onde ele aborda (e comenta) várias histórias de Tex, uma por programa:

Revista nº 14 do Clube Tex Portugal continua a chegar aos sócios

Estando ainda na primeira metade do mês de Julho, podemos continuar a ver a revista nº 14 do Clube Tex Portugal, publicada no passado mês de Junho com duas magníficas capas do Mestre Stefano Andreucci, a chegar aos sócios espalhados pelo mundo, como se pode visualizar abaixo, vendo-a na posse de muitos dos seus destinatários tanto em Portugal como na Itália ou até mesmo no Brasil… inclusive aos sócios honorários do staff oficial de Tex na Mythos Editora como são os casos de Marcos Maldonado, Dolores Maldonado, Paulo Guanaes e Júlio Schneider.

Os lendários legendadores (letristas) Marcos Maldonado e Dolores Maldonado exibem cada um a sua versão da revista nº 14 do Clube Português, ambas com capa de Stefano Andreucci

O mítico tradutor de Tex, Paulo Guanaes, feliz pela recepção da revista nº 14 do Clube Português

O carismático tradutor de Tex, Júlio Schneider, exibe orgulhosamente não somente as duas versões das suas revistas nº 14 do Clube Tex Portugal, mas também as duas versões da Revista número 13

Para comprovar esse facto de enorme júbilo, vamos divulgar outras belas fotografias onde podemos ver a revista #14 do Clube também nas suas duas versões (ambas com capas de Stefano Andreucci como dissemos anteriormente), nas mãos dos sócios Pedro Cleto, Roberto Roli, Rafael Machado, Valdivino Otilio de Almeida, Jesus Nabor, Antonio Moreira e Renato Frigo.

Pedro Cleto e a aprazível leitura da Revista do Clube Tex Portugal #14

Roberto Roli exibe com orgulho e satisfação a Revista nº 14 do Clube Tex Portugal

Rafael Machado visivelmente feliz por já ter na sua posse a Revista Clube Tex Portugal #14

Valdivino Otilio de Almeida e o orgulho de já ter na sua posse a Revista #14 do Clube Tex Portugal

Jesus Nabor mostra-nos os seus dois exemplares da Revista nº 14 do Clube Tex Portugal, ambas com capas de Stefano Andreucci

Antonio Moreira e a sua aprovação da Revista Clube Tex Portugal #14

Renato Frigo absorvido pela prazerosa leitura da revista nº 14 do Clube Tex

Quem ainda não é sócio e queira fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser vistos aqui pode inscrever-se escrevendo via e-mail para José Carlos Francisco sendo necessário pagar uma jóia de inscrição de 5,00 € e uma quota mensal de 2,50 € (3,00 € se não for residente em Portugal).

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Claudio Villa explica a Nona Arte a leitores e entusiastas no decorrer de Nuvolosa (Festival de Banda Desenhada no Município de Biella)

Decorreu, em Itália, neste último domingo, 11 de Julho, o evento “Nuvolosa“, um Festival de Banda Desenhada realizado no Município de Biella que contou com a participação de Claudio Villa, consagrado desenhador do staff oficial de Tex e responsável pela realização das capas do Ranger após ter sucedido a Aurelio Gallepppini, em 1994.

Claudio Villa no evento ‘Nuvolosa’ com um desenho de Dylan Dog dedicado a um casal de fãs

Claudio Villa para além de estar à disposição dos fãs para os autógrafos da praxe, ofertou também diversos desenhos, feitos na hora, não somente de Tex, mas também de Dylan Dog, Batman e até do Demolidor, mas o destaque principal da sua presença foi para uma conversa com o público. «O encontro com os leitores é sempre um momento belíssimo, porque o nosso trabalho é solitário, mesmo que, enquanto desenhamos, aconteça de pensarmos nos leitores e nos perguntarmos se eles entenderão ou não o detalhe em que estamos trabalhando.». É Claudio Villa, desenhador de Tex Willer, a sintetizar o significado de eventos como «Nuvolosa», o evento dedicado à nona arte, que no domingo durante todo o dia no Palazzo Ferrero em Biella disponibilizou conferências, assim como workshops, desenhos ao vivo e sobretudo a oportunidade de conhecer os criadores das personagens que ganham vida no papel.   

Claudio Villa à conversa com o público

Dialogando com Fulvio Gatti, anfitrião dos encontros com os autores, Villa falou da relação entre os argumentistas e os desenhadores: «Com cada um é diferente, mas o fundamental é encontrar um ponto de equilíbrio, caso contrário o leitor percebe. Tito Faraci, com quem trabalhei nos super-heróis Marvel em Itália, foi um dos poucos que me perguntou o que eu gostava de desenhar. Também Alfredo Castelli, com quem desenhei uma história de Martin Mystere, tendo que representar uma luta contra sete ou oito rivais, apenas me disse que o protagonista devia derrotá-los a todos, dando-me total liberdade sobre como fazê-lo. Claudio Nizzi, por sua vez, detalhava-me tudo ao mais ínfimo pormenor, enquanto Gianluigi Bonelli, fazia pequenos esboços, aproveitando eficazmente a realização técnica». O trabalho dos desenhadores é de facto um trabalho de régie. A eles cabe a tarefa de dar movimento à história: «É necessário escolher os enquadramentos, fazer a prancha mover-se com alterações no ponto de vista da cena. Para ser eficaz, um desenhador deve-se surpreender em primeiro lugar a si mesmo. Só assim pode despertar emoções no coração do leitor».

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)