O esboço (rejeitado), o lápis, a tinta da china, a cor original (e uma segunda versão colorida) de Maurizio Dotti na capa de Tex Willer nº 32

Mauro Boselli exibe exemplares de Tex Willer #32 – I pionieri del Montana

No passado dia 19 de Junho a Sergio Bonelli Editore publicou a edição número 32 de Tex Willer (a série dedicada ao jovem Tex e que traz as aventuras de Tex quando ele ainda era um fora-da-lei!), intitulada “I pionieri del Montana” que contém a quarta parte de uma história escrita por Mauro Boselli e desenhada por Pasquale Del Vecchio!

A capa deste trigésimo segundo número, tal como as trinta e uma anteriores e as que se seguirão nesta  colecção, é da autoria do conceituado desenhador Maurizio Dotti, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada do esboço inicial (descartado), assim como da arte a lápis, da arte finalizada a tinta da china e da capa original pintada igualmente por Maurizio Dotti (que teve uma segunda versão com o fundo a ter uma colorização digital) devido à gentil cortesia do próprio Dotti:

Esboço (não aproveitado) para a capa de Tex Willer #32, da autoria de Maurizio Dotti

Arte a lápis para a capa de Tex Willer #32, da autoria de Maurizio Dotti

Arte final a tinta da china da capa de Tex Willer #32, da autoria de Maurizio Dotti

Ilustração para a capa de Tex Willer #32, com as cores originais de Maurizio Dotti

Ilustração para a capa de Tex Willer #32, com as cores originais (segunda versão) de Maurizio Dotti

Capa de Tex Willer #32 – I pionieri del Montana

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As Leituras do Pedro: Revista do Clube Tex Portugal #14 + Tex Edição Especial Colorida #16

As Leituras do Pedro*

Revista do Clube Tex Portugal #14
Fabio Civitelli, Giorgio Bonelli, Hernâni Portovedo, Jesus Nabor Ferreira, João Marin, José Carlos Francisco, Mário João Marques, Moreno Burattini, Pedro Pereira, Rui Cunha e Sandro Palmas
Clube Tex Portugal
Portugal, Junho de 2021
210 x 290 mm, 52 p., cor, capa mole, semestral
Exclusiva para sócios do Clube Tex Portugal (condições de assinatura disponíveis aqui)

Experiências

Por vezes, quando abrimos um álbum ou  (cada vez menos…) uma revista de BD, esquecemos todo o trabalho editorial que esteve por detrás do que nos chega às mãos, quase nos parecendo que ela surgiu de geração espontânea ou por obra de um qualquer génio – e alguns até o são, mas…

Mas o argumentista teve de escrever/riscar/corrigir/reescrever/ajustar e o desenhador teve de procurar referências, fazer esboços, apropriar o traço, mudar cenários, enquadramentos, poses…

Um dos artigos da Revista do Clube Tex Portugal deste semestre – já o décimo-quarto desta publicação que explora o mundo de Tex em particular e o universo do western em geral – possivelmente aquele que mais despertou a minha atenção, intitula-se Os Tesouros da Via Bunarroti (onde fica a sede da Sergio Bonelli Editore) e refere uma série de originais lá existentes – ou perdidos ao longo dos tempos – cuja publicação, por uma razão ou por outra, foi recusada pela editora.

E, onde escrevi ‘uma razão ou outra’, leia-se maioritariamente dois motivos: o desvio às normas instituídas para as aventuras do ranger ou a falta de qualidade dos artistas. Ou, no mínimo, a inadequação do seu traço para o género em causa.

[Numa revista que é um bom exemplo de tentativa/erro/melhoria em curso de publicação, que para mais, recentemente sofreu alteração de grafista – e de grafismo – os passos dados têm contribuído para a tornar mais legível e arejada, sendo de referir a utilização de cor(es) nos fundos das páginas como forma de identificar os diversos artigos. E já que esta referência à revista se tornou mais longa do que tinha pensado, fica a nota de que este número volta a incluir a secção A minha prancha de Tex (desta vez com a escolha de Fabio Civitelli) e, entre outros, os artigos Stefano Andreucci, destinado a Tex! (sobre o percurso do autor das duas capas), Até sempre mestre Ennio Morricone e As memórias de Giorgio (sobre o seu pai, Gianluigi Bonelli).]

Tex Edição Especial Colorida #14
Mauro Boselli, Antonio Serra, Moreno Burattini, Fabrizio Accatino e Mario Rossi (Majo)
(argumento)
Alfonso Font, Patrizia Mandanici, Raffaele Della Monica, Giorgio Trevisan e Mario Rossi (Majo) (desenho)
Oscar Celestini (cor)
Alessandro Piccinelli (capa)
Mythos Editora
Brasil, Fevereiro de 2020
160 x 210 mm, 160 p., cor, capa mole
R$ 29,90

Finda esta variante ao tema, inicialmente inexistente, retomo a ideia acima expressa para referir que uma das histórias que não deveria ter passado no crivo da editora Bonelli é A Voz do matador, um dos cinco relatos incluídos no Tex Edição Especial Colorida #16, pois nela o traço clássico e sujo do veterano Giorgio Trevisan, surge estático, pouco expressivo, demasiado rígido e com claras dificuldades no tratamento da figura humana, especialmente ao nível dos rostos que por vezes parecem ‘colados’ nos pescoços, acabando por tornar penosa a leitura de uma ideia base que também está longe de ser original.

Isto reforça a ideia que aqui já expressei outras vezes, de que esta publicação – a italiana Tex Color – é como um laboratório experimental para testar argumentistas e desenhadores que eventualmente aspirarão a entrar nos ‘quadros’ do ranger, pois nela, a par de criadores de créditos firmados – como até é o caso de Trevisan ou de Boselli e Font que abrem este número com Teton Pass, mais um relato (quase) sem Tex, com Kit Carson a assumir as rédeas dos acontecimentos – surgem nomes novos na bibliografia do ranger, claramente para (de)mo(n)strarem a sua arte e a sua capacidade de trabalho – factores fundamentais para uma série de ritmo mensal, onde apesar da sucessão de artistas, não se admite baixar o elevado nível de qualidade gráfica que, note-se, sempre foi uma nota distintiva nas edições Bonelli.

O experimentalismo que caracteriza esta publicação revela-se – a níveis diferentes – em duas das outras histórias para ela seleccionadas. A primeira, Cuidado com o lobo!, assinada por Serra e Mandanici (mais uma desenhadora a trabalhar em Tex), é uma das raras narrativas mudas nos mais de 70 anos de vida do herói – embora em termos de argumento, tal como no caso já citado atrás, recupere uma premissa recorrente na BD (e não só): o auxílio a um animal selvagem que posteriormente devolve a ajuda, bem servida por um traço expressivo e uma planificação que parece cristalizar momentos: um gesto, um olhar, um movimento brusco… Quanto à segunda, é também uma raridade na cronologia texiana, mas por motivos díspares, pois é obra de autor único (!), no caso Majo que, no que diz respeito ao argumento consegue dar corpo a uma narrativa típica das histórias do ranger, encorpada e com bastante consistência, que até ‘soa’ maior do que a trintena de páginas disponíveis; no entanto, a nível gráfico mostra-se uns furos abaixo do que as aventuras do ranger (normalmente) exigem, quase me atrevendo a escrever que só foi publicado porque a cor ajudou a disfarçar as (evidentes) limitações de um traço ‘indeciso’ entre o realista e o semi-caricatural.

Para o fim – sem motivo específico – ficou a história que melhor assume o espírito tradicional do ranger: um herói solitário, decidido e imbatível, que não hesita em fazer justiça pelas próprias mãos – afinal o que a maioria dos seus leitores procura. Tal como na BD de abertura, Uma armadilha para Kit é também uma narrativa (quase) sem Tex, uma vez que o protagonismo está entregue a Kit Willer, que aqui passa bem pelo progenitor! Sem grandes originalidades – Kit é capturado por bandidos que decidem usá-lo para atrair o ranger – está escrita de forma sólida por Burattini, que inclui dois pormenores atípicos mas bem imaginados no seu desenvolvimento, que contribuem para dotar Kit daquela aura quase irreal que orna o seu pai. No desenho, o traço seguro e dinâmico de Della Monica, bem servido por um colorido vivo, sem descaracterizar os tons típicos do velho Oeste, realça o tom acelerado do relato e deixa a certeza que se a história fosse publicada a preto e branco brilharia de igual forma.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

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Entrevista com o fã e coleccionador: Daniel Camargo

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Daniel Camargo: Sou formado em Administração, nascido em Barbacena, Minas Gerais, Brasil em 1973.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Daniel Camargo: Sempre tive uma paixão pelos quadrinhos de forma diversificada.

Quando descobriu Tex?
Daniel Camargo: Nos anos 80, gostava muito do género de Western, lia Chacal, Ken Parker, Chet. Até que li Tex e não parei mais.

Porquê esta paixão por Tex?
Daniel Camargo: É a capacidade lúdica, que as historias de Tex possuem ou seja nos transporta a outra época em suas aventuras.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Daniel Camargo: Um processo de identificação com o leitor, traz características e emoções, como fúria, solidariedade e senso de justiça.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Daniel Camargo: Umas 150, a mais importante para mim é “Vendetta Navajo”, me remete à infância.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Daniel Camargo: Apenas livros.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Daniel Camargo: Tex formato gigante, números 15-16-17 para fechar a coleção.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Daniel Camargo: Além de “Vendetta Navajo”, ”Tex o Grande”. Guido Buzzelli e Claudio Nizzi.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Daniel Camargo: Me agrada o senso de justiça e às vezes me incomoda a auto-confiança excessiva.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Daniel Camargo: A referência de uma época, até no contexto histórico e a identificação do herói que promove a justiça.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Daniel Camargo: Raramente.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Daniel Camargo: Num processo de evolução contínua. Quem sabe uma boa adaptação para o cinema...

Prezado pard Daniel Camargo, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Júlia Graphic Novel 2, em Agosto

A adorada criminóloga que mora em Garden City e que ajuda a polícia de Nova Iorque a solucionar crimes na cidade e arredores, personagem criada pelo italiano Giancarlo Berardi, terá a 13 de Agosto a sua segunda Júlia Graphic Novel, uma luxuosa edição com o selo da Mythos Editora.

A publicação que estará disponível no site da Mythos Editora e nas livrarias do Brasil, trará uma aventura INÉDITA do início da carreira de Júlia, com capa dura, formato prime e 136 páginas totalmente em cores! História essa publicada originalmente na série italiana colorida Speciale Julia, em Julho de 2016 com o título “Il caso dell Luna park“: Entre uma aula e outra na Universidade, a jovem Júlia busca um pouco de distração e resolve passar uma tarde com a irmã Norma no Luna Park, um parque de diversões itinerante. Mas quando vão embarcar no trenzinho que as levará ao Túnel do Terror, em um dos bancos descobrem o cadáver de um jovem! A polícia segue uma linha de investigação longe do local, mas o instinto da futura criminóloga a faz procurar entre os carroções das famílias dos saltimbancos. 

Argumento: Giancarlo Berardi
Roteiro: Giancarlo Berardi e Lorenzo Calza
Desenhos: Claudio Piccoli
Cores: Lombardo Spartaco
Capa:  Marco Soldi

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O esboço inicial, a arte final a preto e branco e as cores originais de Maurizio Dotti para a capa de Tex Willer extra #1 e a Apresentação de Mauro Boselli

Mauro Boselli apresenta, no final do post, Tex Willer Extra #1

A 3 de Julho foi publicada, em Itália, TEX WILLER EXTRA, uma nova “colecção” que republicará a primeira grande aventura do jovem Tex Willer. Uma aventura que será dividida em três edições mensais de 80 páginas e cuja história é “O magnífico fora da lei” (“Il magnifico fuorilegge“, no original) de Mauro Boselli (argumentos) e Stefano Andreucci (desenhos) publicada originalmente no Tex Gigante nº 32  e que está completamente esgotado em Itália.

Trata-se de uma edição especial, ou melhor três edições (mensais), para este Verão, cujo primeiro título foi “La città dei fuorilegge” (“A cidade dos fora da lei“). É em preto e branco e no formato da série Tex Willer (16×21 cm) e conterá duas páginas inéditas, alguns esboços, novos textos redactoriais e ainda três capas inéditas, todas da autoria de Maurizio Dotti.

E é precisamente sobre a capa deste primeiro de três números, que vamos hoje dar a conhecer aos nossos leitores, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada do esboço inicial, da arte a lápis e da arte finalizada a tinta da china, assim como da capa original pintada pelo próprio Dotti tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Maurizio Dotti que nos mostra então o percurso integral da capa de Tex Willer Extra #1:

Esboço inicial da capa de Tex Willer Extra #1, da autoria de Maurizio Dotti

Arte a lápis da capa de Tex Willer Extra #1, da autoria de Maurizio Dotti

Arte final a tinta da china da capa de Tex Willer Extra #1, da autoria de Maurizio Dotti

Capa de Tex Willer Extra #1, com as cores originais Maurizio Dotti

Capa de Tex Willer Extra #1

Mas a propósito desta nova edição, damos a palavra a Mauro Boselli, autor da trama e editor de Tex que directamente do seu gabinete na Sergio Bonelli Editore,  nos faz a devida apresentação no vídeo que reproduzimos de seguida: