Vídeo: Giorgio Bonelli e o retomar do projecto “Tex Willer World”, o parque temático dedicado a Tex Willer

O Tex Willer World

Após uma pausa, foi retomado, esperemos que a título definitivo, o projecto “Tex Willer World“, o parque temático dedicado a Tex Willer cuja localização será na Cava Bonetti em Montegrotto Terme, localidade que se encontra numa posição estratégica que é a de estar ao centro de Veneto, a pouca distância de Veneza, Bolonha, Vicenza e Verona. Graças a este posicionamento, um vasto público de turistas europeus mas também da América do Sul poderá usufruir uma ampla gama de propostas turísticas. E assim o Tex Willer World poderá tornar-se também para o público turista de Veneza (35 milhões de visitas anuais) uma etapa interessante e única no Veneto.

O projecto para a construção do Tex Willer World na Pedreira Bonetti em Montegrotto Terme

O parque temático de Tex Willer foi uma ideia de Giorgio Bonelli, irmão de Sergio e filho do criador de Tex Gianluigi. Na pendência das autorizações necessárias, para o investimento − como reporta o quotidiano Il Sole 24 Ore − foi previsto um plano de financiamento de 20 milhões de euros, e foi iniciada a procura de sócios que desejem investir no projecto do Tex Willer World que será inaugurado ainda no decurso desta década.

Giorgio Bonelli e a maquete do Tex Willer World

Segundo o Thiago Gardinali (jornalista e repórter brasileiro – para além de ilustre sócio do Clube Tex Portugal – que em Janeiro de 2019 visitou o espaço a convite de Giorgio Bonelli) confidenciou, em exclusivo, ao Blogue do Tex: “Como Montegrotto é uma cidade termal, com canais fluviais de água quente sulfurosa, o Giorgio Bonelli vai construir uma lagoa artificial com essa água no parque. Será uma lagoa mágica indígena onde os visitantes poderão tomar banho! Haverá inclusive tendas navajos para quem quiser pernoitar no parque. E do estacionamento ao parque, ele fará uma diligência para levar os visitantes, pois carros não entram no Tex Willer World.“

Tex Willer World

Mas para saber mais e conhecer melhor este fantástico projecto dedicado a Tex, mostramo-vos um delicioso vídeo com a participação do próprio Giorgio Bonelli, onde ele inclusive nos conta como nasceu esta ideia:

A propósito, Thiago Gardinali, em 2019, convidou o presidente da Câmara Municipal, Riccardo Mortandello, assim como Giorgio Bonelli, a convidar os fãs portugueses de Tex a futuramente irem visitar Montegrotto Terme, prometendo inclusive o Presidente da Câmara Municipal que iria aprender português para receber os visitantes, enquanto Giorgio Bonelli fez o convite num português perfeito, com sotaque brasileiro como se pode rever no vídeo que se segue:

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Tex: “Snakeman”, o novo cartonado a publicar (na Itália) em Setembro trará a estreia de Enrique Breccia nesta colecção

Tex: “Snakeman”, o décimo terceiro número da série Tex Romanzi a Fumetti

É já no próximo mês de Setembro, mais precisamente no dia 17, que chega aos quiosques italianos o já habitual Cartonado (de final de Verão) de Tex, prosseguindo a fórmula já consagrada de um álbum e

Enrique Breccia no seu estúdio. Foto de Valentina Valente

uma história no habitual estilo franco-belga, cujo grande formato é de 22,5 x 30,5 cm em todas as suas esplendorosas 46 páginas. Trata-se da edição número 13 da série Tex Romanzi a Fumetti, também conhecida por Álbum Cartonado, intitulada “Snakeman”, que contém uma história a cores, escrita por Mauro Boselli e desenhada pelo consagrado desenhador argentino Enrique Breccia que deste modo faz a sua estreia nesta prestigiante colecção, que começou este a ano a ser publicada em Portugal pela editora A Seita. 

Uma história ambientada no passado, onde uma ameaça mortal paira sobre a tribo de Tex e que verá o Ranger assumir de novo o papel do Homem da Morte para frustrar as tramas de um feiticeiro Hopi aliado com os Utes, o terrível Snakeman, um acérrimo inimigo dos Navajos que jurou exterminá-los. Na história também comparecerá a Lilyth.
Pequena curiosidade: Boselli confidenciou que sonhou os detalhes desta aventura numa noite, tendo escrito as primeiras seis páginas na manhã seguinte.

Mauro Boselli e Enrique Breccia apresentam o vilão principal da história de ambos que será publicada no próximo cartonado de Tex

Tex – Snakeman, arte de Enrique Breccia

A capa, como é tradição, também é assinada pelo desenhador da aventura, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex no início deste texto, assim como algumas páginas em ante-estreia que mostramos de seguida. As cores (da história) também são de Enrique Breccia.

Tex – Snakeman, arte de Enrique Breccia

Tex – Snakeman, arte de Enrique Breccia

Tex – Snakeman, arte de Enrique Breccia

Tex – Snakeman, arte de Enrique Breccia

Tex – Snakeman, arte de Enrique Breccia

Tex – Snakeman, arte de Enrique Breccia

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As Leituras do Pedro – “Zagor” da Portugal Press (1978-1979)

As Leituras do Pedro*

Capas da Colecção “Zagor” da Portugal Press (1978 e 1979)

Em Agosto de 1978, chegava aos quiosques portugueses o primeiro herói Bonelli com título próprio no nosso país: era ele Zagor e era uma aposta da Portugal Press que, meses mais tarde, iria também editar outra publicação protagonizada por Mister No.

Um western na sua origem, mas frequentemente com elementos tecnológicos anacrónicos ou fantásticos, Zagor era então um dos grandes sucessos da SBE, criado em 1961 por Guido Nolitta (pseudónimo do próprio Sergio Bonelli) e Gallieno Ferri.

O seu protagonista é um aventureiro, que habita em Darkwood, mas cujos sentidos de justiça e entreajuda frequentemente o forçam a grandes viagens. A seu lado está sempre o mexicano Cico – nome que manteve na edição portuguesa e que os leitores das edições brasileiras conhecem como Chico – que adiciona uma componente humorística – frequentemente exagerada – aos relatos. A rodeá-los existe uma galeria de aliados secundários vasta, diversificada – e por vezes estranha – junto aos quais enfrentam todo o tipo de opositores, de bandidos brancos a pele-vermelhas, de cientistas loucos – com Hellingen à cabeça – a extraterrestres.

Duração e periodicidade

A revista da Portugal Press teve 16 números. Foi lançada a 1 de Agosto de 1978 com periodicidade mensal. Após três números, foi suspensa dois meses, regressando a 1 de Janeiro de 1979, então com periodicidade quinzenal, que manteve, com algumas lacunas, até 15 de Julho do mesmo ano.

Capas

Eram a cores, de papel fino. Sete delas, reproduziam capas originais: #1 (#104 da edição italiana), #2 (#105), #5 (#107), #6 (#108), #13 (#111), #14 (#110) e #15 (#112), todas da autoria de Gallieno Ferri, mas o colorido nacional nalguns casos diverge do original. Quanto às restantes capas, teriam tido como autor o português Carlos Alberto Santos.

Os versos da capa e da contracapa foram mantidos em branco. A contracapa trazia publicidade a outras edições da Portugal Press: do #1 ao #4 e do #13 ao #16, a volumes encadernados do Jornal do Cuto e da Jaguar; os restantes, a Mister No.

Três dos fascículos trazem publicidade no interior: o #4 tem duas páginas e uma tira de publicidade, respectivamente a romances de Tarzan, cursos por correspondência e Príncipe Valente; o #7 uma tira (Tarzan); o #15 uma página à revista O Astro, para “compreender melhor o desenrolar de esta empolgante telenovela”.

Capas originais italianas #104, #105, #107, #108, #111, #110 e #112, todas da autoria de Gallieno Ferri que deram azo às capas portuguesas #1, #2, #5, #6, #13, #14 e #15

Características técnicas

A edição portuguesa mediu quase sempre 155 x 220 mm, ou seja uma dimensão próxima da original (160 x 210 mm); a excepção são os volumes #12 a #14, com apenas 215 mm de altura. O papel utilizado era amarelado (de jornal) nas quatro primeiras edições, tendo depois passando a branco até ao final da colecção.

As edições #1 a #10 contêm 48 páginas e lombada quadrada (folhas coladas); da #11 até ao final, o número de páginas baixou para 32, sendo a revista agrafada.

A legendagem foi sempre feita mecanicamente, sendo a revista #2 a única em que foram utilizadas exclusivamente maiúsculas. Erros ortográficos ou de digitação surgem com alguma frequência.

O preço de capa foi constante ao longo da existência da publicação: 15$00.

Conteúdo

A edição portuguesa publicou três histórias da série original, tendo começado uma quarta que ficou incompleta.

Nos primeiros 3 números, a planificação original Bonelli (3 tiras por página) foi remontada para caberem 4 tiras por página. Isso implicou cortes e extensões e, frequentemente, a inserção de vinhetas de texto para ‘tapar buracos’. No número #4, apesar da mudança para 3 tiras por página, ainda se adivinham algumas destas remontagens, tendo os originais italianos passado a ser respeitados a partir do quinto tomo da edição lusa.

Versões portuguesas, à esquerda; versões originais italianas, à direita

As histórias publicadas foram as seguintes:

Zagor; Brasil – Ed. Vecchi #7

– Il Buono e il Cattivo / O bom e o mau

  • Guido Nolitta (argumento) e Gallieno Ferri (desenho)

  • 308 pranchas na origem; 165 pranchas na versão portuguesa

  • Publicação em Itália: Zagor #104/#107 (1974)

  • Publicação em Portugal: Zagor #1/#4 (página 21)

  • Publicação no Brasil: Zagor #7/#9 (Vecchi, Brasil, 1979)

– Ora Cero / Hora Zero

  • Guido Nolitta (argumento) e Franco Donatelli (desenho)

  • 284 pranchas na origem; 265 pranchas na versão portuguesa

  • Publicação em Itália: Zagor #107/#109 (1974)

  • Publicação em Portugal: Zagor #4 (página 22)/#9

  • Publicação no Brasil: Zagor #29/#31 (Globo, Brasil, 1987)

Zagor; Brasil – Ed. Globo #33

–  Acque misteriose / Alto aí, cobarde!

  • Guido Nolitta (argumento) e Franco Donatelli (desenho)

  • 229 pranchas na origem; 228 pranchas na versão portuguesas

  • Publicação em Itália: Zagor #110/#112 (1974)

  • Publicação em Portugal: Zagor #10/#16 (página 21)

  • Publicação no Brasil: Zagor #32/#34 (Globo, Brasil, 1987)

– Messagi di Morte / A Cabana

  • Guido Nolitta (argumento) e Roberto Diso (desenho)

  • 404 pranchas na origem; 10 pranchas na versão portuguesa, que ficou incompleta

  • Publicação em Itália: Zagor #112/#116 (1974/75)

  • Publicação em Portugal: Zagor #16 (página 22 em diante)

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

(informações recolhidas nos sites BD Portugal, Fummetando, Guia dos Quadrinhos e Tex Willer Blog; capas recolhidas na Grand Comic Database; pranchas disponibilizadas pela Sergio Bonelli Editore; clicar nas imagens para as aproveitar em toda a sua extensão)

Blueberry e Tex por Giovanni Bruzzo

Por Afrânio Braga, criador do blogue Blueberry, Uma Lenda do Oeste: https://blueberrybr.blogspot.com

Blueberry e Tex por Giovanni Bruzzo

Giovanni Bruzzo

Uma saudação a todos os amigos leitores de língua portuguesa.

Entre os tantos interesses que eu tenho a sorte de haver, um lugar de relevo  sempre foi ocupado pelas histórias aos quadradinhos. Entre as minhas preferidas, seguramente Blueberry, assim, quando me foi pedido para realizar um desenho representando o personagem, criado por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud, em companhia de Tex Willer, eu aderi com entusiasmo.

Eu nasci em 1961 em Génova, Itália. Cidade de mar e de sonhos, de aventuras e de belezas guardadas zelosamente escondidas. Todos elementos que geraram em mim a vontade e a necessidade de contar histórias; fazê-lo com os desenhos, transmitir a outros os meus sonhos. Tudo iniciou assim, na infância. Provavelmente, se nós vivêssemos ainda em um mundo sem uma divisão assim marcada entre os vários papéis e, nesse caso, entre quem escreve e quem desenha, hoje eu contaria as minhas histórias com a mesma alegria e entusiasmo infantil de então.

Publiquei a minha primeira história aos 17 anos na revista mensal “La Bancarella”. No mesmo ano, tive que submeter-me ao mercado por questões económicas e comecei a trabalhar em Turim para o estúdio “Immagini e Parole” desenhando álbum de cromos de Mazinga e Goldrake. Em seguida, por cerca de dois anos, colaborei com o “Staff di If” de Gianni Bono realizando banda desenhada pornográfica. Embora muitos dos meus colegas tenham quase vergonha de ter passado na juventude por esse tipo de banda desenhada, eu estou absolutamente orgulhoso. Foi uma academia extraordinária para aprender o ritmo do trabalho,  melhorar as anatomias, os claros e os escuros, etc.

Sucessivamente, por cerca de dez anos, combinei a realização de banda desenhada com o trabalho de ilustrador, principalmente publicitário, com técnicas de aerógrafo hiper-realistas. Ao mesmo tempo, colaborei com as revistas “1984”,”Frigidaire”,”Tempi Supplementari”, “Frizzer”, “Mad”, “Creepy”, “Intrepido”, e com a editora Renzo Barbieri Editore. Depois, ainda produzi cinco histórias breves para a revista mensal “Demon Story”, da Fenix Editore, nunca publicadas por causa do encerramento da revista.

E, finalmente, creio que em 1995, eu atraquei à casa Bonelli. Eu realizei vários álbuns de Mister No, piloto norte-americano que se refugiou em Manaus, no pós-guerra, à procura de esquecimento. Encontramo-nos nos fabulosos anos 50 do século passado, uma Manaus seguramente diversa daquela real dos nossos dias. Creio que foi o período no qual eu mais me diverti ao desenhar. Ambientes e personagens. E, seguramente, um notável feeling com o personagem principal.

Existem muitas empresas que, quando te contratam como empregado ou prestador de serviço, acolhem-te com palmadinhas nas costas e dizem “Bem-vindo à família…”. Porém acontece, em demasia, que na maioria dos casos, pouco depois de te acolherem naquela “família”, acontecem coisas horríveis e tu amaldiçoas o dia em que te deram as boas vindas. Quando eu fui acolhido na casa Bonelli eu senti-me, a pouco e pouco, que estava realmente a tornar-me parte de uma espécie de grande família. De facto, desde então nunca mais me separei. Ainda me sinto parte de uma grande família.

Depois de Mister No, realizei um álbum de Dampyr, o caçador de vampiros criado por Mauro Boselli e Maurizio Colombo. Personagem particularmente interessante à medida que se insere em todos os surtos ou verdadeiros incêndios de guerra que hoje em dia flagelam o nosso planeta, a figura de algum vampiro que naturalmente tem a sua vantagem na existência de disputas sangrentas entre os humanos – maravilhosa metafóra da realidade.

Andando além, mas voltando aos ambientes dos anos 1950, realizei os desenhos para três álbuns de Brad Barron, história de banda desenhada de ficção científica criada por Tito Faraci, que apresenta a hipótese de uma invasão alienígena que remonta a meados do século passado. As atmosferas são as dos filmes de ficção científica daqueles anos.

Sucessivamente, sempre sobre textos de Tito Faraci, desenhei quatro álbuns de “Tex” – duas histórias muito diversas entre si. Na primeira, vemos entrar em cena um escritor inglês que, ao lado dos nossos heróis, também mostra ser um hábil atirador com o Colt, um excelente pugilista e habilidoso desenhador. Naturalmente o escritor em questão quer escrever e contar ao público britânico as proezas de valorosos homens no Oeste selvagem.

Na história seguinte, encontramos um perigoso bando de ladrões em acção, com um personagem – Slade – que apesar de ser o “mau”, é tão canalha que chega a ser simpático. Tex e Carson estão no seu encalço na fronteira com o Novo México. Depois, para “Tex Magazine”, desenhei uma história breve de Luigi Mignacco e outra, ainda inédita, escrita por um excelente estreante – Filippo Iriti – que espero rever em outros roteiros.

Actualmente, encontro-me empenhado numa longuíssima história escrita por Mauro Boselli, que vê os nossos heróis imersos em ambientes nunca pisados anteriormente. Durante o trabalho, tive a honra de realizar o final do “Maxi Tex” desenhado pelo grande desenhador argentino Miguel Angel Repetto, que, infelizmente, deixou o nosso mundo. Eu pude ver e admirar as suas pranchas que, não obstante a idade muito avançada de  90 anos, continuavam a ser de altíssimo nível gráfico.

Isto, para o momento, é quase tudo…
Até logo!
Giovanni Bruzzo

Giovanni Bruzzo

A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud
Blueberry © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud – Dargaud Éditeur

A personagem Tex foi criada por Giovanni Luigi Bonelli e realizada graficamente por Aurelio Galleppini
Tex © Sergio Bonelli Editore

Agradecimentos a Giovanni Bruzzo pelo desenho de Blueberry e Tex, lendas do Oeste, para o blogue.
Afrânio Braga

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Homenagem de Stefano Andreucci à mítica capa “L’ultima Carica” de Galep

A capa italiana de Tex nº 70 (“L’ultima Carica“) realizada em 1966 por Aurelio Galleppini e que no Brasil foi publicada em Tex Coleção nº 108 (“O Filho de Flecha Vermelha“) é considerada quase unanimemente pelos fãs e coleccionadores de Tex de todo o mundo como sendo uma das mais icónicas de toda a saga editorial de mais de 70 anos do Ranger, e foi essa mesma capa que Stefano Andreucci pretendeu homenagear (“Com o devido respeito!“, segundo o próprio) ao redesenhá-la magistralmente (já em 2021), como mostramos de seguida a todos os nossos leitores, mostrando também a capa original para eventuais comparações…

“L’ultima Carica” na interpretação de Stefano Andreucci

“L’ultima Carica” na arte original de Galep

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