*Um novo marco na fantástica trajectória de Tex no Brasil está a aproximar-se a passos largos. Falamos de Tex Coleção que já em Setembro, atingirá a mítica marca dos 500 números.
*Mantendo uma certa tradição, como brinde para esta efeméride a Mythos Editora brinda os seus leitores com um caderno colorido contendo as 500 capas de Tex Coleção.
No início de Setembro, a Mythos Editora vai publicar no Brasil a quintocentésima edição de Tex Coleção, um feito já de si notável, mas para a efeméride ser ainda maior, na capa (da autoria de Claudio Villa) do volume que chega às bancas brasileiras no dia 3 de Setembro, comparecerá, com inegável orgulho, um anúncio Mythosiano chamando a especial atenção para um caderno colorido contendo as 500 capas de Tex Coleção publicadas até à data.
Sobre a edição em si, Tex Coleção 500, que custará R$ 29,90, será uma edição dupla de 224 páginas, que conterá a história (completa) publicada originalmente nas edições italianas de Tex 447 e 448, “Scorta Armata” (“Escolta armada“) com textos de Claudio Nizzi e desenhos de Fernando Fusco. Deste modo, mesmo quem não colecciona Tex Coleção poderá comprar para ter o caderno de capas e terá a oportunidade de ler uma aventura completa, onde O Coronel Olivera, velho bandido conhecido de Tex, escapa da prisão de Chihuahua e em seguida se apossa de uma grande quantidade de diamantes. Para garantir o sucesso de sua evasão para os Estados Unidos ele sequestra o filho de uma amiga de Tex e chantageia o Ranger para que este proteja a sua fuga. Porém, as pedras preciosas são um chamariz muito forte, e diversos bandoleiros também desejam os diamantes, inclusive o desonesto Cardoso, director da prisão.
Tex Coleção #500
Quanto ao caderno de 64 páginas contendo todas as 500 capas de Tex Coleção publicadas no Brasil, um item muito especial e que foi uma vez mais (recorde-se que um caderno de capas tem sido um brinde usual ao longo dos anos da Mythos Editora aos seus leitores) o eleito pela redacção Mythosiana como forma de assinalar as cinco centenas de edições de Tex Coleção, damos hoje a conhecer aqui no blogue do Tex, tendo a honra e o privilégio de mostrarem antestreia mundial e em mais um rigoroso exclusivo, após uma breve introdução, a capa principal, mas também a 4ª capa do caderno com a galeria das 500 capas.
Editorial do Caderno das 500 capas de Tex Coleção #500
Capa do caderno da galeria de capas de Tex Coleção #500
4ª Capa do caderno da galeria de capas de Tex Coleção #500
A apresentação da capa de Tex Coleção #1 – Página 3
As capas 2 a 10 de Tex Coleção – Página 4
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Mauro Boselli exibe exemplares de Tex Willer Extra #2 – El Verdugo
A 4 de Agosto foi publicado, em Itália, o número 2 de TEX WILLER EXTRA, uma nova “mini-colecção” que republica a primeira grande aventura do jovem Tex Willer. Uma aventura que foi dividida agora em três edições mensais de 80 páginas e cuja história é “O magnífico fora da lei” (“Il magnifico fuorilegge“, no original) de Mauro Boselli (argumentos) e Stefano Andreucci (desenhos) publicada originalmente no Tex Gigante nº 32 e que está completamente esgotado em Itália.
Trata-se de uma edição especial, ou melhor três edições (mensais), para este Verão, cujo primeiro título foi “La città dei fuorilegge” (“A cidade dos fora da lei“) e este segundo “El Verdugo“. É em preto e branco e no formato da série Tex Willer (16×21 cm) e conterá duas páginas inéditas, alguns esboços, novos textos redactoriais e ainda três capas inéditas, todas da autoria de Maurizio Dotti.
E é precisamente sobre a capa deste segundo de três números, que vamos hoje dar a conhecer aos nossos leitores, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada do esboço inicial, assim como dos demais seis realizados pelo Maurizio Dotti até chegar à escolha final, da arte a lápis, da arte finalizada a tinta da china, assim como da capa original pintada pelo próprio Dotti tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Maurizio Dotti que nos mostra então o percurso integral da capa de Tex Willer Extra #2:
Primeiro esboço da capa de Tex Willer Extra #2, da autoria de Maurizio Dotti
Segundo esboço da capa de Tex Willer Extra #2, da autoria de Maurizio Dotti
Terceiro esboço da capa de Tex Willer Extra #2, da autoria de Maurizio Dotti
Quarto esboço (para uma eventual capa variante) da capa de Tex Willer Extra #2, da autoria de Maurizio Dotti
Quinto esboço (para uma eventual capa variante) da capa de Tex Willer Extra #2, da autoria de Maurizio Dotti
Sexto esboço (o eleito) da capa de Tex Willer Extra #2, da autoria de Maurizio Dotti
Sétimo esboço da capa de Tex Willer Extra #2, da autoria de Maurizio Dotti
Arte a lápis da capa de Tex Willer Extra #2, da autoria de Maurizio Dotti
Arte final a tinta da china da capa de Tex Willer Extra #2, da autoria de Maurizio Dotti
Capa de Tex Willer Extra #2, com as cores originais Maurizio Dotti
Capa de Tex Willer Extra #2
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Em Cividale del Friuli (concelho italiano da região do Friuli-Venezia Giulia, província de Udine, com cerca de 11.355 habitantes e que se estende por uma área de 50 km², tendo uma densidade populacional de 227 hab/km² e fazendo fronteira com Corno di Rosazzo, Moimacco, Premariacco, Prepotto, San Pietro al Natisone e Torreano) existe na entrada da Praça Paolo Diacono um espaço de equilíbrio entre o jet set e o mundo da banda desenhada, cheio de clientes especiais, que ganharam vida no bar do empreendedor Simone Rossi, que desse modo tem o seu estabelecimento sempre cheio, mesmo quando as regras sanitárias, devido à actual pandemia no âmbito Covid, determinam que a afectação dos espaços acessíveis ao público deve observar a regra de ocupação máxima indicativa de 0,05 pessoas por metro quadrado de área, adoptando também os estabelecimentos comerciais medidas que assegurem uma distância mínima de 2 m entre as pessoas no interior de cada estabelecimento.
No balcão, pronto para saborear um Hemingway servido pelo grande Ernest em pessoa, está uma “fulgurante” Rainha Elizabeth II, num pomposo casaco amarelo canário. A ladeá-la Sir Winston Churchill e na função de “gerente” do espaço, por vínculo obrigatório com Casablanca Humphrey Bogart, de smoking branco e cigarro entre os dedos.
O empresário Simone Rossi tem o seu bar sempre cheio, apesar da actual pandemia… e com clientes verdadeiramente especiais, entre os quais o próprio Tex
Ao lado da soberana, a velar pela segurança da Rainha Elizabeth, estão o anti-herói Deadpool (personagem fictício do universo Marvel, que actua geralmente como anti-herói e ocasionalmente como vilão. Deadpool, cujo nome verdadeiro é Wade Winston Wilson, é um mercenário canadiano marcado por ser linguarudo, violento e principalmente por ser comediante) e Tex Willer, este último com o seu habitual cinturão e com uma mão no seu chapéu de cowboy.
Completam o cast Ugo Tognazzi e Alberto Sordi, confortavelmente sentados diante de uma mesa, Marlon Brando e Marylin Monroe, estrelas exibidas numa das montras e Homer Simpson e Jessica Rabbit, expostos na outra montra, com as cores e formas dos desenhos animados, como se pode ver no vídeo que apresentamos de seguida:
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Everaldo Moreira:Bueno, dando uma contextualizada, eu sou gaúcho, nasci no Estado do Rio Grande do Sul. Eu nasci e me criei na fronteira oeste desse Estado, que é divisa com a Argentina. Por isso eu costumo falar e usar muitos termos em espanhol. Aliás, na minha região só se fala o portunhol, que é o português misturado com o espanhol. Minha cultura gaúcha é muito apegada ao cavalo, às lidas do campo e ao contato com a natureza. Na minha região predomina a pecuária e a agricultura, e a nossa tradição é semelhante à dos gaúchos argentinos. Eu me criei numa pequena aldeia, cercado por grandes rancheiros, criadores de gado, e grandes agricultores. A cultura do meu Estado é diferente da cultura de todo o resto do Brasil. E a do gaúcho da fronteira oeste , que é o meu caso, é mais ainda. Pois na minha região os homens usam muito as bombachas, que é uma calça bem larga, botas com esporas, lenço no pescoço e chapéu de abas largas. O vício do chimarrão, que é um chá quente de erva mate, tomado numa cuia de porongo, predomina entre nós. Assim como a cultura do churrasco, que é comer carne assada espetada num espeto de madeira, feita preferencialmente num fogo de chão. Também como gaúcho, nosso Estado tem danças e músicas diferenciadas de todo o resto do País. No meu Estado, o Rio Grande do Sul, predomina também a cultura italiana e alemã, sendo que muitos imigrantes vieram pra cá no século passado. Eu, por exemplo, sou descendente de alemães, daí o sobrenome Lasch. Eu nasci numa pequena cidadezinha, chamada São Francisco de Assis, no ano de 1969, na fronteira oeste gaúcha. Aos vinte e cinco anos, mais ou menos, encantado com a pregação de alguns missionários católicos que pregavam pelas redondezas, entrei para um Seminário de Formação Religiosa. Quis ser padre. Nesse Seminário fiz faculdade de Filosofia, estudei Teologia, e vários outros cursos na área de Formação humana e espiritual. Fiquei vários anos como seminarista e missionário católico. Conheci vários Estados do Brasil fazendo missão. Mas chegou um ponto , há alguns anos atrás, que vim a me decepcionar com a vida religiosa que levava, com coisas que presenciava e não achava certo, que acabei abandonando de vez essa vida. E eu saí com uma mão na frente e outra atrás, sem dinheiro e sem ter para aonde ir. Pois como religioso não tinha salário e só ganhava da instituição comida e teto para morar. Nesse meio tempo, devo de ressaltar, nunca deixei de ler Tex, Zagor e outros tipos de gibis. Mas principalmente Tex, que eu lia às escondidas de meus superiores no Seminário. Muitas vezes coloquei o gibi do Tex no meio de uma Bíblia grande, indo para uma capela ler. Bueno, sempre gostei também de desenhar e de escrever. E depois que deixei a vida religiosa passei a colaborar, no meu Estado, com alguns jornais por onde passava. Publicava charges, cartoons, crônicas, etc.. Todavia, como no nosso País a cultura é muito pouco valorizada, não conseguia sobreviver só disso, começando a trabalhar em qualquer atividade que aparecesse, a maioria braçal. Trabalhei muito também em Escolas, contratado por seus diretores para bolar peças de teatro e ensaiar com seus alunos. Teatro é outra paixão minha, e ainda hoje escrevo, dirijo e atuo em peças de teatro. Atualmente, devido às agruras dessa pandemia nefasta, estou morando no Estado do Paraná, aonde trabalho num serviço pesado e braçal, que é o de um ajudante de mudanças. Moro sozinho, nunca casei. Nesse Estado tenho colaborado com o jornal local, publicando tirinhas com personagens criados por mim. Outra coisa, escrevo, ilustro e publico livros por conta própria, os divulgando pelas escolas e bancas de jornais da região. Infelizmente, como já ressaltei, nosso País valoriza pouco a cultura, nossos jovens não querem saber de ler, só de redes sociais, e eu escrevo mais por amor e hobby mesmo.
Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada? Everaldo Moreira:Bueno, não sei nem como responder direito essa pergunta, pois se eu falar com sinceridade tenho que destacar que meu amor pela banda desenhada nasceu ainda no ventre de minha mãe. Sabe, meu amado e saudoso pai era um leitor de quadrinhos inveterado. Lia de tudo: Zorro, Tarzan, Mandrake, Fantasma, Flash Gordon, Zagor, Disney, etc… Então, eu nasci e me criei rodeado por gibis. Meu pai era funcionário federal, passava muito tempo em casa, e a imagem que tenho dele na mente é ele, bem jogado numa poltrona, com uma xícara de café do lado e um gibi entre as mãos. Desse modo, minha paixão por quadrinhos se deu ao natural, veio de berço, mesmo.
Quando descobriu Tex? Everaldo Moreira:Será que eu descobri Tex, ou foi Tex que me descobriu?!… Como já salientei antes, meu pai era fanático por quadrinhos, por leitura. De modo especial por Tex, é claro. E ele tinha toda a coleção de Tex em casa. Tudo aquilo que tinha sido publicado no Brasil naquela época ele tinha. Era o seu tesouro. Passava lendo e relendo e admirando suas capas. Lembro que ele guardava tudo dentro de uma grande caixa de papelão, que ele zelava como algo de valor insubstituível. Essa caixa era guardada em cima do guarda-roupa de seu quarto, e só ele tinha acesso a ela. Então, desde bebê, eu sempre vi o meu pai com um gibi do Tex entre as mãos. Uma curiosidade: eu e meus irmãos, porque éramos uma família numerosa, já fomos para a Escola, aos seis anos de idade, já sabendo ler e escrever. Aprendemos isso ao natural, incentivados por querer ler o que nosso pai lia e venerava, e também por termos sido criados no meio de uma pilha de gibis. Nosso pai sempre nos deixou ver seus gibis, admirar seus desenhos, nos incutindo orgulho por seu amor à leitura. É por isso que hoje, sempre que pego um Tex pra ler, não tem como não sentir uma pontada no coração e não voltar meu pensamento ao meu pai. Coitado, amava tanto Tex, e foi partir tão cedo, sem poder acompanhar por mais alguns anos a trajetória de nosso herói. Penso em como ele seria realizado hoje, cercado por essas aventuras fantásticas que estamos sendo brindados. Mas, concluindo, quando ficamos um pouco mais grandes, já sabendo ler bem, nosso pai passou a dividir seu tesouro com a gente, isto é, a fabulosa caixa de revistas do Tex.
Uma vez por semana, se não me falha a memória, nosso pai tirava a caixa preciosa de cima do guarda-roupa, aonde a gente não tinha acesso, nos chamava e nos autorizava a ler suas aventuras pelo dia todo. Isso fazia daquele dia um dia mágico, inesquecível pra nós. Pois ter acesso à caixa dos Tex do nosso pai, que era o seu grande tesouro, era pra nós algo sublime.
Porquê esta paixão por Tex? Everaldo Moreira:Esta paixão por Tex vem então da herança do meu pai, porque Tex fez parte de toda a minha vida, ajudou a forjar meu caráter e a amar, cada vez mais, o mundo dos quadrinhos. Tex é sinônimo de justiça, de honestidade, lealdade, de esperança para os oprimidos, e isso tudo me seduziu por completo. Sem contar que suas aventuras são sempre de prender o fôlego e nos levam sempre a raciocinar sobre nosso papel nesse vale de lágrimas.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Everaldo Moreira:Tem seus pards fora de série, e suas aventuras não se prendem só no velho oeste tradicional, mas ora fazem incursões pelo sobrenatural, o misticismo, o mistério, etc… E a causa indígena, a quem Tex está por deveras ligado, é outro fator que o faz se sobressair sobre os demais heróis.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Everaldo Moreira:Como sou um errante, não tenho paradeiro fixo, deixo minha coleção aos cuidados de um irmão meu, que mora próximo à capital de nosso Estado. Tex normal tenho quase toda a coleção completa, publicada aqui no Brasil. Tex Almanaque e Tex Ouro, idem. Também tenho vários Tex Edição Histórica, Tex Anual, Grandes Clássicos de Tex e Tex Colorido. Sobre a mais importante, não saberia dizer, pois pra mim todo Tex é importante. Meus Tex são bem cuidados por esse meu irmão guardião e leitor, sua esposa e minha sobrinha, sua filha de 15 anos. Aliás, pra minha alegria, aos pouquinhos ela também está se interessando por Tex.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Everaldo Moreira:Tenho camisetas de Tex, filme de Tex e pôsteres . No entanto, sou mais dos livros.
Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir? Everaldo Moreira: Tudo o que foi publicado no Brasil sobre Tex posso dizer que já li. Gosto é de ler suas aventuras, ter o contato físico com seus gibis, aonde leio admirando desenho por desenho e cheirando folha por folha. Quanto ao objeto, gostaria de ter um dia um álbum de figurinhas do Tex, como o meu pai já teve em sua época.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Everaldo Moreira: São tantas as histórias que me emocionaram, que marcaram minha adolescência, que fica difícil destacar uma só aqui. Mas entre essas está El Muerto, que com um colega de escola tinha na ponta da língua as falas do Kit, ao surrar um capanga gordo de El Muerto. Eu gosto muito mais das aventuras em que aparecem os 4 pards. Como também sou fascinado pelas tramas que envolvem personagens como El Mourisco, Mefisto, Yama, Pat, Gros-Jean e Jim Brandon. Quanto ao desenhista, sou fã número um de Fusco. Ele será sempre imortal para mim. O Tex de Fusco, aliás, vejo como o Tex verdadeiro, o Tex que sintetiza bem o nosso ranger, e que nos cativa já na primeira página. Em suma, senti muito a passagem de Fusco para as pradarias celestes. E falando do argumentista, em primeiro lugar destaco seu criador, nosso inesquecível Bonelli. Depois vem Nizzi, Boselli e Pasquale Ruju.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Everaldo Moreira: O que mais me agrada são as tramas em que ele, para se safar de alguma enrascada, tem que contar mais com sua audácia e inteligência do que com seus colts. E o que não me agrada é ele e o Carson enfrentarem, cara a cara, mais de uma dúzia de adversários com os punhos sem levarem um soco sequer, saindo ilesos. Ainda mais Carson, que já tem idade e luta com os punhos contra bandidos mais jovens e se safa sem um arranhão. Era de se esperar que lutando com os mais jovens ele tivesse um pouco mais de dificuldades.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Everaldo Moreira:São tantos os fatos que aqui eu poderia enumerar. Porém, acredito que sua coragem, sua perspicácia, seu senso de justiça, aliado ao seu lado humano e digno, contribuem muito para isso. Seus pards cooperam também com esse sucesso, assim como as aventuras que, como já destaquei antes, fogem de um padrão de velho oeste comum. Pra ilustrar esse meu ponto de vista, destaco aqui aventuras tipo Diablero, A Marca do Dragão, O Velho da Meia Noite, etc…, em que o sobrenatural, o surreal e o misticismo deixam-nas com um tempero único.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Everaldo Moreira:Pessoalmente tive a honra e a bênção de Manitu de conhecer os pards Edison Bertoncello, Jim Halley e Luís Carlos Dias Machado. Os primeiros moram no Estado do Paraná, os visitei e foi uma emoção trocarmos abraços e ideias sobre nosso ranger imbatível. Aliás, graças ao personagem Tex hoje tenho mais do que um grupo de amigos, pois posso dizer que tenho uma família, a família texiana, aonde a reserva navajo são nossos corações. Mas, continuando, no Estado do Mato Grosso também tive a bênção de conhecer pessoalmente o grande pard doutor Luis Carlos Dias Machado. Um ser humano fora de série, como os dois que citei acima, e que hoje posso dizer que são meus irmãos de sangue. Só faltou fazer aquele ritual que o Tex fez com o Cochise… mas quem sabe um dia…
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Everaldo Moreira: Pois é, tenho convivido muito com o pard Edison Bertoncello, e esses dias estávamos conversando, divagando, sobre isso… aqui no Brasil o Tex normal está no número seiscentos e pouco e, como sai um número por mês, vai levar um bocado de anos pra chegar ao número mil. Então, como já somos cinquentões, refletíamos se iremos ou não conseguir alcançar o número MIL de Tex. Se tivermos essa bênção, vamos estar velhinhos, mas felizes por termos batidos a meta. Agora, o futuro do nosso ranger é uma incógnita, nossos jovens, torno a bater nessa tecla, não querem saber de leitura e os únicos que cultivam o amor pelo ranger são todos dinossauros, tipo nós, e aí fica complicado…
Se dependesse só da nossa estirpe, Tex teria vida longa… mas, sendo um pouco pessimista, não querendo tomar o lugar do camelo velho, o futuro de Tex me preocupa. Queiram os deuses que consigamos chegar ao número MIL. Mas que não vai ser fácil, não vai...
Prezado pard Everaldo Moreira, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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