Mozart Couto é um desenhador e ilustrador free-lancer brasileiro. Actua no mercado desde 1979. Produziu para várias Editoras no Brasil e exterior. No quesito Tex, Mozart Couto foi o autor da capa de TEX – EDIÇÃO COMEMORATIVA DE MEIO SÉCULO DE AVENTURAS NO BRASIL, um volume de 48 páginas, da autoria de Gonçalo Júnior, lançado em Novembro de 2002.
Foi o primeiro livro publicado sobre Tex no Brasil, lançado para comemorar os 50 anos da chegada do mítico personagem italiano às bancas brasileiras, quando surgiu categórico na 28ª edição da revista semanal Júnior, com o nome de Texas Kid, em 25 de Fevereiro de 1951.
Hoje vamos dar a conhecer a arte original de Mozart Couto que deu azo à capa do livro com o selo da Opera Graphica, assim como relembrar a dita capa:
Ilustração original de Mozart Couto para a capa de TEX – EDIÇÃO COMEMORATIVA DE MEIO SÉCULO DE AVENTURAS NO BRASIL
Livro comemorativo dos 50 anos de aventuras do Ranger no Brasil
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Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Julio Quevedo:Nasci na cidade de Quarai, estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Cidade fronteiriça com Artigas do Uruguay em 18 de fevereiro de 1961. Fui bancário por 36 anos e hoje sou aposentado.
Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada? Julio Quevedo:Desde quando comecei a ler com meus 7/8 anos me interessei pelo Tex, como comecei a trabalhar com 8 anos, já tinha meu dinheiro e podia comprar as revistas onde adquiri vários exemplares (não lembro quantos) e fazia trocas entre outros colegas e amigos que também gostaram das revistas…
Quando descobriu Tex? Julio Quevedo:Há 52 anos atrás.
Porquê esta paixão por Tex? Julio Quevedo:Gostava das aventuras e as histórias, bem como dos desenhos dos cenários…
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Julio Quevedo:Acredito que o desenredo das histórias, somado a sua forma de atuação com ética, honestidade e trilhando o caminho do bem e da justiça (acredito que com relação a isso aprendi muito para levar na minha vida toda).
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Julio Quevedo: Recomecei a colecionar novamente há dois meses atrás, hoje são 80 exemplares. Todas são importantes, mas a que gosto muito é “O desertor”, Tex Coleção 325.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Julio Quevedo:Somente livros do Tex.
Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir? Julio Quevedo:O exemplar 326 que é a sequência do mencionado acima e os primeiros que contam a história de Tex na sua juventude…
Qual a sua história favorita? E qual o argumentista de Tex que mais aprecia? Julio Quevedo: São várias, gostei muito dessa que mencionei acima e da história de Tex contra Mefisto… texto prefiro de G. L. Bonelli.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Julio Quevedo:Gosto mais quando tem história com os 4 personagens principais, Tex, Kit Carson, Jack Tigre e Kit. Menos, quando a história não termina, mesmo sabendo que é uma “jogada” mercadológica e de marketing.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Julio Quevedo:Pelas suas atitudes como personagem e pelos bons cenários desenhados, histórias bem elaboradas e ações de marketing.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Julio Quevedo:Não.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Julio Quevedo:Do personagem, precisa envelhecer também e dar oportunidade ao filho se tornar o herdeiro natural de sua coragem e bravura…
Prezado pard Julio Quevedo, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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A ilustração da décima quarta capa do Tex Classic tem origens antigas.
Apareceu, numa primeira versão, como capa do número 19 da segunda série das “striscias” de Águia da Noite, em Abril de 1950.
Tex encontra-se numa posição inusitada para ele, está prestes a emboscar alguém, mas para sua (e nossa) surpresa, tem às suas costas um índio pronto a alvejá-lo com uma flecha.
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Collana del Tex nº 19 – 2ª Série “La valle degli Spettri”
III Série Raccolta Tex – Série Rossa, nº 1
Esta ilustração, nitidamente embelezada, também foi usada para lançar a terceira colecção das “raccoltine” de Tex, a denominada série rossa (vermelha), em 1956.
Em 1953, por ocasião da publicação do 27° Albo d’oro Tex, Aurelio Galleppini, tinha redesenhado aquela situação com algumas variações, entre as quais a presença de um segundo adversário, desta vez um homem branco, o que torna a circunstância ainda mais inusitada:ser surpreendido por um índio, talvez perito em mover-se facilmente entre as rochas sem fazer barulho, ainda vá que não vá, mas ser surpreendido também por um qualquer rosto pálido… parece um pouco demais (ainda para mais com um chapéu fora de moda; os chapéus azuis ainda se aceitavam em 1950; até o Tex inicialmente com um chapéu azul, já tinha mudado a cor do chapéu).
Albo d’oro Tex #27
Na versão dos nossos dias, o caucasiano (apenas para usar um termo “politicamente correcto” de vez em quando), desapareceu novamente, mas por requisitos gráficos; tendo havido um “zoom” enquadrar no formato das capas desta colecção, do pobre homem apenas seria visível o chapéu azul.
Tex Classic #14 – La Valle degli Spettri
Que o chapéu azul foi uma moda passageira, também é claramente perceptível na comparação entre as capas de uma striscia e de outro albo d’oro, contidas neste Tex Classic, que narram a mesma situação. Pode ser visto de seguida. Azul em 1950, castanho em 1953.
Collana del Tex nº 23 – 2ª Série “Avventura a Piedras Negras”
A capa italiana de Tex nº 334 (“La Leggenda Della Vecchia Missione“) realizada em 1988 por Aurelio Galleppini e que no Brasil foi publicada em Tex Coleção nº 387 (“A Lenda da Velha Missão“) é considerada quase unanimemente pelos fãs e coleccionadores de Tex de todo o mundo como sendo uma das mais icónicas de toda a saga editorial de mais de 70 anos do Ranger, e foi essa mesma capa que Fabio D’Auria pretendeu homenagear (“Com o devido respeito!“, segundo o próprio) ao redesenhá-la (já em 2022) magistralmente, como mostramos de seguida a todos os nossos leitores, do esboço inicial à arte finalizada com tinta-da-china, mostrando também a capa original de Galep para eventuais comparações…
Esboço inicial da capa “La Leggenda Della Vecchia Missione” na interpretação de Fabio D’Auria
Arte ainda a lápis da capa “La Leggenda Della Vecchia Missione” na interpretação de Fabio D’Auria
“La Leggenda Della Vecchia Missione” na interpretação de Fabio D’Auria
“La Leggenda Della Vecchia Missione” na arte original de Galep
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