SECRET ORIGINS: TEX CLASSIC 15

Por Saverio Ceri [1]

Tex Classic 15, como o volume precedente, possui uma ilustração de capa cuja ideia nasceu na série das “striscias” do Ranger. O primeiro esboço (e neste caso, para o protagonista, o termo não poderia ser mais apropriado) remonta ao número 30 da segunda série da Collana del Tex, intitulado, como o classic de 2017, Il covo sulla sierra. Tex jaz por terra, preso e vigiado por felinos ameaçadores. O seu dono, Raimundo el Loco, parece atrair a atenção de cúmplices que vêm de trás das rochas. Entre a edição de 1950 e o volume de 1957, diferenças gráficas à parte, é sobretudo a clássica camisa amarela, em vez da original vermelha.

Collana del Tex nº 20 – 2ª Série “Il covo sulla sierra”

III Série Raccolta Tex – Série Rossa, nº 13

Em 1953, porém, quando a aventura foi publicada no trigésimo albo d’oro, a cor vermelha ainda estava no auge; nessa ocasião Galep, podendo contar com uma dimensão tripla, faz a capa de forma diversa, Tex está numa posição frontal, embora ainda deitado e imobilizado e além da fera do eremita louco, paira sobre Tex um par de abutres. Adquirem maior evidência os personagens que surgem de trás das rochas, mas em vez de serem cúmplices do bizarro personagem em primeiro plano, desta vez vêm em auxílio do Ranger, tanto que “el loco” parece surpreso.
A mais recente versão, a do Tex Classic, apresenta a mesma cena, embora perdendo, como sempre, muito fascínio, sobretudo cromático, comparativamente ao albo d’oro de 1953. 

Albo d’oro Tex #30

Tex Classic #15 – Il covo sulla sierra

Curiosamente, em comparação com o passado, hoje em dia não há mais a preocupação de mudar a cor da camisa do protagonista e assim a cor vermelha é quase um indicador do Tex das origens, comparativamente ao Tex maduro que elege a cor amarela na sua camisa. Um jovem Tex de camisa vermelha vestida apareceu também na capa de um Maxi Tex de posterior publicação, cuja capa mostramos mais abaixo. Nesse caso a cor da roupa não foi escolhida para contrastar com o fundo, mas deliberadamente para reiterar, como se houvesse necessidade, que o protagonista da história não é o ranger dos nossos dias, mas sim o jovem Tex Willer.

Nueces Valley – Maxi Tex 31

Saverio Ceri

Encontre todas as outras origens das capas de Tex Classic na rubrica Secret Origins: Tex Classic

[1] Material apresentado no blogue Dime Web em 07/10/2017; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2017 Saverio Ceri

“A minha história favorita (de Tex)”, na opinião do editor Dorival Vitor Lopes

Por Dorival Vitor Lopes*

Talvez seja exagero meu, mas creio que uma das tarefas mais difíceis neste mundo é escolher a melhor história de Tex. Claro que cada texiano deve ter a sua, escolhida pelas mais diferentes motivações, mas se alguém tentar fazer uma escolha consciente, motivada por análise fria do roteiro e do desenho é muito difícil escolher uma só. Afinal, são 67 anos de vida editorial, mais de 500 aventuras, que ocupam cerca de noventa mil páginas. Muitos leitores têm essa curiosidade de saber qual seria a melhor aventura de Tex. Até já me pediram para promover uma votação entre os fãs do ranger para ver se é possível pinçar uma única aventura, aquela que seria “A” história de Tex. Mas como poucos texianos se manifestaram indicando suas preferidas, ainda não tive votos suficientes para fazer uma escolha confiável. Como editor de Tex creio que já li todas as suas aventuras – até mais de uma vez –, mas para escolher uma só talvez eu tenha que repassar todas as histórias, e mesmo assim não sei se conseguiria. Fazer uma lista das dez ou vinte mais interessantes é bem mais fácil, mas eu gostaria de chegar na obra-prima definitiva e incontestável, na Mona Lisa das histórias aos quadradinhos do nosso ranger.

Tex atua em diversos terrenos e regiões: nas pradarias e montanhas do sudoeste americano, no norte do México, nas geladas terras do Canadá, nas grandes cidades do Leste, como Boston e Washington, nas do Oeste como São Francisco, nas do Sul como Nova Orleans. Dessas, histórias que sempre me agradam muito são as passadas no Canadá. Na chamada última fronteira, com seus bons amigos Jim Brandon e Gros-Jean, Tex e seus parceiros sempre viveram grandes e emocionantes aventuras. Numa lista das mais-mais, essas aventuras geladas certamente estariam presentes.

Mas enquanto eu não crio coragem para iniciar essa árdua tarefa, duas aventuras me vêm à mente sem precisar puxar muito pela memória. Uma delas é O Vale do Terror, de Nizzi e Magnus. Quando a li pela primeira vez, há quase vinte anos, ela me impressionou tanto que, mesmo depois de ler mais algumas dezenas de aventuras, ela sempre continuava na minha memória como a mais incrível. Nem tanto pela absurdamente detalhada arte de Magnus, mas principalmente pela história da criação e desenvolvimento da Califórnia, que Nizzi pesquisou e usou com tanta competência. Então essa seria a minha Mona Lisa? Talvez, se depois eu não tivesse lido a história O Resgate de Montales, uma história nem tão longa – 118 páginas, mas onde acontece tanta coisa que daria para contá-la em trezentas páginas sem encher linguiça.

O resgate de Montales

Essa história é do comecinho da aventurosa carreira de Tex, quando seu criador, G. L. Bonelli, usava a máquina de escrever como uma metralhadora giratória que disparava balas sem parar e sem nunca errar o alvo. Era um tempo em que as histórias não tinham título, nem começo, nem fim, pois mal Tex saía de uma confusão e já entrava em outra, sem tempo para respirar. Com desenhos de Mestre Galep, nessa história nosso herói se vê envolvido em uma briga de bar, em um duelo na rua principal e, traído por uma bailarina de saloon, tem que enfrentar uma patrulha de soldados mexicanos. Quando ele acha que vai ter um instante para descansar, encontra Lupe Velasco, uma linda jovem mexicana que está fugindo de seu prepotente e violento patrão. Claro que o herói fora da lei terá que enfrentar a fúria do homem e de seus guarda-costas. Em seguida, na trilha para salvar Montales, Tex alia-se sem querer ao desperado El Fierro e, quando é traído por este, mais tiroteios e fugas desesperadas, agora acompanhado de Lupe, que se revela uma corajosa e leal aliada, e de Drigo, um seguidor de Montales. Mais algumas peripécias na cidade, fuga em um trem desgovernado, e o trio parte para a Ilha Tiburón, onde Montales está preso. Porém, como nada é fácil, eles são traídos pelo capitão do navio e vão parar nas gaiolas de uma tribo de selvagens que querem vendê-los como escravos. Tudo isso nas primeiras 40 páginas da história. E como não quero estragar as surpresas e as emoções de quem vai ler ou reler essa história, não contarei mais nada. A esses ávidos leitores eu lembro que essa história saiu pela Mythos em Os Grandes Clássicos de Tex nr. 20 e em Tex em Cores 4 (a partir da página 197) e no início do 5.

Pois bem, amigos texianos portugueses e brasileiros, enquanto eu não fizer aquela famosa revisão de toda a coleção, eu afirmo para vocês que essa é a melhor aventura de Tex que já li. A história chamada “O Resgate de Montales”, mas que poderia se chamar “a aventura em que Tex encontrou aquela que deveria ter sido sua eterna companheira”. Nunca haverá outra mulher como Lupe Velasco. Hasta la vista.

Lupe Velasco e o pedido de casamento a… Tex!

* Texto publicado originalmente na Revista nº 3 do Clube Tex Portugal, de Dezembro de 2015.

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Autores do staff oficial do Tex posam com a revista nº 15 do Clube Tex Portugal

As DUAS capas de MICHELE BENEVENTO para a revista nº 15 do Clube Tex Portugal

Quando estamos a pouco mais de três meses do lançamento da Revista nº 16 do Clube Tex Portugal, lançamento esse que ocorrerá no mês de Junho, em pleno Verão Europeu, damos hoje a conhecer aos nossos leitores, diversos autores do staff oficial do Tex a posarem com a Revista nº 15, publicada no passado mês de Dezembro, em plena Comic Con Portugal, e com capas (principal e variante) de Michele Benevento (que também esteve presente no lançamento abrilhantando ainda mais o Maior Festival de Cultura Pop do país), comprovando assim uma vez mais que a Revista do Clube Tex Portugal continua a fazer furor junto dos mais consagrados autores do staff oficial do Ranger Tex Willer, não só pela elevada qualidade mas também pelo prestígio já que são cada vez em maior número os autores que se disponibilizam para colaborar na revista do Clube Português com capas, desenhos e textos EXCLUSIVOS tornando a edição portuguesa cada vez mais cobiçada entre os fãs e coleccionadores do Ranger, levando a que o número de sócios do Clube vá aumentando gradualmente já que para poder ter direito aos já tão cobiçados exemplares é necessário ser-se sócio do Clube Lusitano que é cada vez mais um verdadeiro Clube Internacional do Tex, tantos e tão variados são os países de origem dos associados.

Autores do staff oficial do Tex posam com a revista nº 15 do Clube Tex Portugal

O Mestre Michele Benevento exibe orgulhosamente as suas duas capas (principal e variante)

Mauro Boselli e a satisfação pela recepção da Revista do Clube Tex

Andrea Venturi exibe orgulhosamente a Revista do Clube Tex Portugal

Giuseppe Candita radiante ao exibir a sua ilustração exclusiva feita para a contracapa da Revista #15 do Clube Português

Um divertido Dante Spada exibe a Revista #15 do Clube Tex Portugal

Alessandro Piccinelli e felicidade pela posse da Revista #15 do Clube Tex Portugal

Maurizio Dotti exibe no seu estúdio a Revista #15 do Clube Tex Portugal

Pasquale Del Vecchio também fez questão de se fotografar com a Revista #15 do Clube Tex Portugal

Um sorridente Alessandro Bocci exibe a Revista #15 do Clube Tex Portugal

Alessandro Nespolino aprova revista #15 do Clube Tex

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Laura Zuccheri (que em breve estará em Portugal) concluiu neste domingo a sua história a publicar em Agosto no Color Tex #21

Laura Zuccheri

Laura Zuccheri, a consagrada desenhadora italiana que ostenta no seu vastíssimo e riquíssimo currículo a efeméride de ter sido a primeira mulher a desenhar o Ranger Tex Willer, e que estará presente em Portugal, mais precisamente na capital da Bairrada, em Anadia, no Museu do Vinho Bairrada nos dias 30 de Abril e 1 de Maio para abrilhantar (a par de Roberto Diso) a 7ª Mostra do Clube Tex Portugal, informou hoje, domingo, que concluiu a história de Tex que estava a realizar para a série Color Tex (iniciada num momento em que já tinha desenhado 26 páginas para um cartonado de Tex), uma história de 160 páginas que tem lançamento previsto para Agosto no Color Tex #21.

Palavras da desenhadora no seu Facebook oficial, que vamos dar a conhecer de seguida na nossa língua:
“Caros Pards,
Anuncio-vos que acabei de concluir uma história de 160 páginas para o próximo Tex Color a publicar no Verão e que foi escrita pelo excelente Pasquale Ruju.
Uma história muito convincente e dinâmica sobre a qual não vos quero contar muito.
Foi um grande esforço que durou 3 anos e meio, mais uma montanha conquistada que me deu a possibilidade de consolidar ainda melhor as personagens.
Penso que tenho ainda muito espaço para melhorar e um longo caminho a percorrer.
Claudio Villa continua a ser a minha principal referência, graças à sua excepcional técnica de desenhar a lápis e aplicar a tinta-da-china. Espero um dia tornar-me tão boa como ele.
Boa diversão num futuro próximo seja num quiosque ou numa livraria.“.

A história finalizada por Laura Zuccheri para o próximo Color Tex

Para os fãs da Laura Zuccheri, podemos informar que a desenhadora continuará ao serviço do Ranger nos próximos anos, primeiro com uma história a publicar num próximo cartonado (aventura que já foi iniciada antes da história para o Color Tex e que está parado na página 26 como dissemos anteriormente) a que se seguirá uma história para a série regular onde irá desenhar uma sequela precisamente de “Doc!” onde comparecerão novamente as duas principais personagens femininas, a escrava libertada Sophie Walton e Kate “Big Nose” Elder.

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