As CAPAS do Especial Tex Willer #2 (com a participação de Sam Willer, o irmão de Tex) e Especial Tex Willer #3 (com o encontro de Tex e Zagor); Mythos Editora – Outubro

Para gáudio de muitos e para surpresa de outros tantos, a Mythos Editora de uma só ‘tacada’ vai publicar durante este mês de Outubro, as edições “Especial Tex Willer #2” e “Especial Tex Willer #3“, depois de ter publicado em Dezembro de 2020 o “Especial Tex Willer #1“. Ambos os volumes da nova série Especial dedicada ao jovem Tex e que traz as aventuras de Tex quando ele ainda era um fora-da-lei, conterão 128 páginas a preto & branco no já clássico formato bonelliano.

O segundo Especial da nova publicação Tex Willer, Um Homem Pacato concede todo o espaço da aventura a uma personagem que poucas vezes teve o seu protagonismo, Sam Willer, o irmão de Tex:

Nem todos nascem para ser duros. Nem todos nascem para ser justiceiros. Nem todos nascem para enfrentar os corruptos, os poderes estabelecidos, os foras-da-lei. Mas nem só destes heróis reza o Velho Oeste, pois aqueles que trabalham arduamente e dedicam jornadas a fio ao seu rancho e a trabalhar em algo que é seu, são também verdadeiros heróis, sobretudo em Nueces Valley, onde a vida é dura desde o nascer até ao pôr do sol. Sam Willer é um destes homens. Um homem pacato! Sem a irreverência do seu irmão mais velho Tex, também ele é um homem da Fronteira e, se decidido a lutar por aquilo que é seu, também ele prova ser um homem da têmpera dos Willer.

Tex Willer Especial 2 – Capa de Maurizio Dotti

No Especial Tex Willer #3 teremos uma história onde pela primeira vez se encontrarão Tex Willer e Zagor. Intitulada Encontro de Heróis, a história foi escrita por Mauro Boselli e desenhada por Alessandro Piccinelli, sendo a capa realizada por Maurizio Dotti.

Nas selvagens Texas Hills, do Texas, no coração da Comancheria, não obstante as boas intenções do agente índio Bob Neighbors, está em curso uma batalha entre os Comanches de Peta Nocona e Buffalo Hump e os Texas Rangers guiados por Rip Ford. Quando a esposa de Peta Nocona, mãe do jovem  Quanah Parker, é sequestrada pelos texanos, o ranger renegado Adam Crane chama em seu auxílio o seu irmão de sangue, que veio ao Texas para vingar um amigo.
Mais uma vez ao lado dos índios, que arriscam perder as suas terras, Za-gor-te-nay opõe-se desesperadamente ao inevitável curso da História. Mas, enfrentando equivocadamente um jovem ranger que se revela um fora-da-lei em fuga, Zagor descobre nele um novo e inesperado aliado…
Talvez nem tudo esteja perdido para os Comanches, se, ao lado do Espírito da Machadinha estiver também Tex Willer!

Tex Willer Especial 3 – Capa de Maurizio Dotti

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A ÚLTIMA (nº 120) Capa de Tex Ouro

Tex Ouro, a série (mythosiana) de Tex iniciada em 2002 (com a história ‘Cheyenne Club‘) com periodicidade bimestral e que republica histórias completas da fase dourada do Ranger mais famoso do Oeste, com roteiros de G. L. Bonelli, C.Nizzi e Sergio Bonelli e com desenhos de Fusco, Galep, Monti, Ticci, Letteri, Villa e outros, chega ao fim em Novembro de 2022, após 120 números com capa e lombada dourada que deram o tom peculiar nesta série de republicações.

Capa de Tex Ouro nº 120 – ‘Nas Garras do Tigre’ (ilustração de capa da autoria de Claudio Villa)

E uma série de ouro teria de encerrar com uma história de ouro: “Nas Garras do Tigre“, aventura que decorre no ambiente clássico de uma grande cidade como São Francisco, aqui se juntando o ambiente sempre misterioso da sua Chinatown, palcos onde o Tigre Negro consegue mais uma vez estender o seu controlo tentacular. Tex e Carson, após uma massacrante viagem de comboio, mas que não inibiu o velho resmungão de vir sempre a dormir, “mas só com um olho”, vão em ajuda do seu velho amigo Tom Devlin, que não tem tido êxito na sua luta contra uma onda de recentes crimes.

Esboço de Andrea Venturi para a 2ª tira da página 197 da aventura ‘Nas Garras do Tigre’

O Tigre Negro começa a estender o seu poder às casas de jogo, não com o intuito da riqueza, mas com o firme objetivo da vingança contra “os cães brancos que lhe usurparam o poder”. E para isso vai utilizar uma arma mais dissimulada para atingir os seus fins, o ópio. Inundar a cidade e propagar esta droga entre os brancos, debilitando os seus cérebros e com isso a sua vontade própria, conduzindo-os à ruína. É o regresso deste inimigo em toda a sua plenitude, com toda a força, com todo o poder, com toda a sua loucura.

Tex Ouro nº 120 – ‘Nas Garras do Tigre’

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SECRET ORIGINS: TEX CLASSIC 23

Por Saverio Ceri [1]

Vigésimo terceiro encontro com as capas do Tex Classic e as suas origens. Como em todos os números anteriores, este também contém a reimpressão de seis edições publicadas no formato striscia, neste caso as três últimas da segunda série e as primeiras três da terceira (publicadas entre Abril e Junho de 1951), que já tinham sido republicadas, em Abril de 1954, nos Albi d’Oro 45 e 46; e foi precisamente entre as duas capas destas últimas publicações, que a redacção de Tex teve de identificar aquela que seria a mais adequada ao Tex Classic 23. A escolha, como pode ser vista de seguida, recaiu sobre a ilustração do 46° Albo d’Oro.

Tex Classic #23 – La mano scarlatta

Albo d’oro Tex #46

Desta vez para adequar a ilustração de 1954 às exigências gráficas da série actual, foi necessário reduzir a cena e, consequentemente, redesenhar parcialmente o cenário. Sobretudo foi redimensionada a folha fixada na árvore com uma seta. Efectivamente o “aviso” original parecia um pouco fora de escala em relação ao resto da cena. A escolha de utilizar a capa do número 46, era quase obrigatória, porque a capa do volume precedente, que pode ser vista de seguida, estava um pouco inflacionada.

Albo d’oro Tex #45

Esta entrada de rompante de Tex num saloon, já havia sido reutilizada no ano seguinte como capa do quinto número da primeira série gigante de Tex. A cena foi espelhada e os clientes parcialmente redesenhados, mas o desenho de Tex e do seu cavalo é o mesmo.

Tex nº 5; Primeira Série Gigante

Após dez anos a mesma imagem, descontextualizada, é novamente utilizada pela redacção para compor a capa do número 42 da série actual de Tex, e consequentemente apareceu como capa também nos anos 80 em Tutto Tex e nos anos 90 em Tex Nuova Ristampa.
Divirtam-se como sempre a encontrar as pequenas e grandes mudanças entre as várias versões que podem ser vistas de seguida:

Tex #42 – Incendio allo Star-O

Tutto Tex #42 – Incendio allo Star-O

Tex Nuova Ristampa #42 – Incendio allo Star-O

Uma curiosidade antes de concluir. Como mencionamos no início, este Tex Classic contém a reedição, entre outras, da primeira striscia da terceira série da Collana del Tex, que pode ser vista abaixo. Pois bem, a particularidade desta capa (publicada a 22 de Maio de 1951) é que marca a estreia, ainda que numa versão “primordial”, do logótipo de Tex tal como hoje o conhecemos, com o T e o X unidos.

Collana del Tex; Nº 1 – Nova série

Saverio Ceri

Encontre todas as outras origens das capas de Tex Classic na rubrica Secret Origins: Tex Classic

[1] Material apresentado no blogue Dime Web em 06/02/2018; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2018 Saverio Ceri

Os esboços iniciais, a arte final a preto e branco e as cores originais de Claudio Villa para a capa do Maxi Tex nº 31

A edição número 31 do Maxi Tex (“I quattro vendicatori“) que será posta à venda, em Itália, no dia 6 deste mês de Outubro, traz uma aventura escrita por Claudio Nizzi e desenhada por Giampiero Casertano, aventura essa onde quatro soldados escoltam um coronel na diligência com destino a Gallup, mas eles não são o que dizem ser e o seu único propósito é uma brutal vingança!… O comandante do Forte Wingate pede ajuda a Tex e Carson para investigar o hediondo assassinato… O rasto de sangue levará os dois pards a esclarecer um mistério que tem as suas raízes na Guerra da Secessão…

A capa, como é tradição, é da autoria de Claudio Villa e vamos hoje dá-la a conhecer aos nossos leitores, mostrando os dois esboços iniciais, mas também a arte final a Tinta da China e as cores originais realizadas pelo próprio Villa:

Primeiro esboço da capa do Maxi Tex #31, da autoria de Claudio Villa

Segundo esboço da capa do Maxi Tex #31, da autoria de Claudio Villa

Arte final a tinta-da-China da capa do Maxi Tex #31, da autoria de Claudio Villa

Capa do Maxi Tex #31, com as cores originais de Claudio Villa

Capa do Maxi Tex #31

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Depoimento de José Carlos Francisco para o ColetiveArts, em ‘Conversas e Pradarias’ a propósito do 74º aniversário de Tex

José Carlos Francisco, Portugal (segurando arte de Laura Zuccheri, diante de arte de Massimo Rotundo)

Chamo-me José Carlos Pereira Francisco, também conhecido por Zeca e nasci a 13 de Dezembro de 1967, em Maputo, ex-Lourenço Marques, capital de Moçambique, África, tendo vindo para Portugal, com os meus pais, em 1977. Sou casado, pai de duas filhas e profissionalmente sou director de produção numa indústria de mobiliário metálico, sendo também no campo editorial o representante da Mythos Editora em Portugal.

Comecei a ler Tex com pouco mais de 12 anos, uma vez que a minha paixão pelo Ranger criado, em 1948, por G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini, nasceu já em Portugal, mais precisamente em 1980, aquando de umas limpezas do sótão da habitação principal onde eu fui residir com os meus avós, descobri uma caixa com muitas revistas de histórias em quadrinhos e entre elas estava somente um exemplar de Tex, mas era uma edição especial que me conquistou de imediato. Tratava-se de “Pacto de Sangue“, uma aventura onde acontece o casamento do Ranger e fiquei de tal forma impressionado que mesmo depois de 42 anos aqui estou eu a falar desta paixão.

José Carlos Francisco na Ala Tex no Museu do Vinho Bairrada em Anadia – Capital Portuguesa do Tex

Foi-me pedido para falar da melhor aventura do Tex em toda a saga, mas não é fácil eleger a melhor história de Tex, pois são muitas as aventuras que me deixaram uma recordação inolvidável, mas as mais marcantes foram “El Muerto”, “O Passado de Kit Carson”, “Oklahoma”, “Flechas Pretas Assassinas” e mais recentemente “Patagónia”, uma autêntica obra-prima da 9ª Arte que foi inclusive publicada em Portugal, não podendo esquecer “O Vale do Terror“, sobretudo pelo brilhantismo gráfico alcançado por Magnus.

O que me atraiu nas histórias do Tex foi sobretudo por o Ranger encarnar valores universais como, por exemplo, o desejo de justiça graças à força da lei ou até mesmo fora dela, a consciência da igualdade entre os homens e a capacidade de julgá-los apenas com base no seu comportamento efectivo, características essas que eram revolucionárias para uma personagem na década de 40 do século passado mas que são actuais nos dias de hoje, assim como continuarão a ser no futuro. Uma fórmula que praticamente continua imutável já que apesar de terem mudado os autores que trabalham com Tex, se alguém aplicou modificações ou inseriu novas temáticas, fez isso com o mais rigoroso respeito pela personagem, mantendo-se fiel aos princípios de G. L. Bonelli. No fundo Tex é o homem que todos gostaríamos de ser e quem lê Tex não consegue ficar indiferente ao Ranger, porque de certo modo ele é real, já que nos podemos rever nos seus princípios, nos seus actos e na sua coragem, sempre em prol da justiça. Mas para além de tudo isso há que destacar a excelência da produção. Tex é uma série excepcional pelos seus longos enredos, muitos deles permeados de factos e personagens históricas e que sempre teve magníficos desenhadores.

* Para ler o texto (publicado a 30 de Setembro de 2022) no ColetiveArts, clique AQUI!