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Tex e Corto Maltese por Guglielmo Letteri
Na imagem acima (para aproveitar a extensão completa da imagem, clique na mesma) mostramos uma homenagem do desenhador Guglielmo Letteri, ao célebre marinheiro criado por Hugo Pratt, Corto Maltese, extraído de um livro de culto, intitulado “Dedicated to Corto Maltese“, de Vincenzo Mollica e publicado pela “Editore del Grifo” há vinte e seis anos.
No espaço de apenas quatro vinhetas, Letteri, companheiro de trabalho de Hugo Pratt nos tempos da sua transferência para a Argentina, mostra, como graças a um simples cigarro, um imperturbável Corto Maltese consegue salvar Tex Willer de uma perigosa emboscada.
Tex Gigante 9: O Cavaleiro Solitário
Argumento de Claudio Nizzi, desenhos e capa de Joe Kubert.
Com o título original Il Cavaliere Solitario, a história foi publicada em Itália no Tex Albo Speciale nº 15 em Julho de 2001 e no Brasil pela Mythos Editora em Abril de 2002.
Quando Sergio Bonelli pediu a Joe Kubert que ilustrasse um Tex gigante, pretendia oferecer aos seus leitores mais um trabalho de um grande artista de renome mundial, mas também tentava, com isso, penetrar no específico mercado norte-americano. Por isso, este Cavaleiro Solitário é um Tex diferente no seu argumento, na sua estrutura, no herói em si, tudo adaptável ao mercado alvo que esta aventura pretendia atingir.
A aventura gira em torno de um Tex solitário e divide-se em cinco partes, forma que também vai ao encontro da especificidade americana, uma vez que o seu público não adere muito a longas aventuras que se estendam por 224 páginas.
Esta como que conversão ao mercado norte-americano está também bem presente na escolha do argumento de Nizzi, quando Tex nos surge como um cavaleiro solitário, sem a companhia dos seus habituais companheiros, em busca de justiça e vingança. Este factor também não é ingénuo, uma vez que o imaginário americano alimenta-se constantemente da luta entre o bem e o mal, da justiça e da injustiça, da defesa dos valores éticos e morais, enfim de todo um espírito maniqueista sempre presente no discurso e na acção dos seus variados agentes.
Num argumento perfeitamente delineado e dividido, mas sem nunca perder o seu ritmo constante, Nizzi contrapõe-nos um Tex individualista, o que, para uma sociedade como a americana, assume primordial importância, porquanto o indivíduo empreendedor adquire nela um lugar de grande relevo. A figura de Tex como um cavaleiro solitário lutando contra os assassinos é não só a eterna luta entre o bem e o mal, mas também o duelo entre o que é justo e o que não é.
Todos estes duelos entre o ranger e os homens que mataram a família de Ethan são servidos em crescendo e acentuação dramática: existe um temporal no duelo final com os irmãos Barrett, um povoado abandonado na luta com Luke, um amontoado de barracos com Russ e, finalmente, uma aldeia índia e um certo ambiente hostil no confronto com Jako. Mas, apesar de ser um cavaleiro solitário, Tex vai ser ajudado ao longo do argumento, ora pelo honesto que sempre se manteve no silêncio (Ned), ora pelo homem pacífico que vai pegar nas armas para lavar a sua própria honra (Martin), características clássicas dos grandes filmes de Hollywood.
Finalmente, o verdadeiro climax de toda esta acentuada conversão a um mercado específico, surge quando o herói é atirado de um precipício e, surpresa, não só consegue sobreviver à queda, como aparece na mesma noite a lutar em pleno saloon, qual verdadeiro super-herói dos comics. Toda esta lógica de mercado acentua-se nesta fase e a partir daqui tudo é possível e alcançável para o cavaleiro solitário.
Com a entrada de Kubert para o rol de autores de Tex, a história do ranger sem dúvida alguma que se engrandeceu, uma vez que à parte naturais e subjectivas preocupações estéticas dos mais fundamentalistas, o autor norte-americano é senhor de um talento multifacetado, capaz de abarcar os mais variados géneros. Esta lenda viva da história da 9ª Arte caracteriza-se pelo seu grande vigor expressivo no desenho, a que não é alheia toda a sua marcante passagem pela ilustração de aventuras de super-heróis como Batman ou Superman, mas também com o mítico Tarzan, onde Kubert demonstrou todo o impressionante vigor físico da figura do herói de E.R.Burroughs.
O seu desenho enérgico confere um ritmo próprio ao argumento, trata-se de um verdadeiro cineasta do desenho, um mestre na narrativa por imagens, pois cada página adquire um desenvolvimento próprio da 7ª Arte, traduzindo na perfeição todo o texto de Nizzi.
O seu desenho é muito sintético, em perfeita sintonia com a sua tradição, mas que, para os mais puristas, poderá parecer uma desvantagem. O Tex de Kubert não é o herói que estamos habituados, mas um Tex que se adaptou mais ao autor que propriamente este à personagem.
Texto de Mário João Marques
Exposição de Tex em Moura, Portugal
Chegou a Portugal, o material da Sergio Bonelli Editore para a Exposição de Tex a realizar em Moura de 26 de Maio a 3 de Junho…
Pela primeira vez, um desenhador de Tex desenha Tex Willer em Portugal, mais precisamente em Moura… Tex cavalgando de arma na mão, com a Torre do Relógio no Castelo de Moura, onde vai decorrer a exposição, ao fundo…
É este o desenho de Fabio Civitelli para o XVI Salão Moura BD e que o blogue português do Tex divulga para o mundo, mas sobretudo para os apaixonados Texianos portugueses em mais um inédito e exclusivo mundial. Ao lado deste magnífico desenho do autor italiano, mostramos a foto de parte do castelo…
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O curioso deste desenho do Fabio Civitelli é que a torre representada (à qual, em Moura, costumam chamar “Torre do Relógio”, embora o relógio já não funcione há muito) está desenhada como ela era há bem pouco tempo!
Acontece que aqui há meia dúzia de anos, curiosamente num dia 31 de Dezembro, houve uma espécie de temporal que assolou o Sul do país e que, devido aos fortes ventos que se fizeram sentir, acabou por derrubar a pequena torre sineira (que não mais foi reconstruida até hoje).
Pelos vistos, o desenho de Civitelli acabará por perpetuar na memória dos mourenses a torre como sempre se habituaram a olhá-la!…
Para além do desenho dedicado a Moura, vieram ainda 20 pranchas do próprio Fabio Civitelli referente a 3 revistas de Tex:
– La Banda dei tre – Tex italiano 554 (acabada de ser editada na Itália e portanto história inédita em Portugal)
– L’uomo venuto dal fiume – Tex italiano 476
– Il presagio – Tex italiano 475
A acrescentar ao material do desenhador homenageado, a SBE enviou também 30 pranchas de 15 novos desenhadores do staff de Tex Willer, que estão a desenhar pela primeira vez uma história de Tex, pelo que em Portugal teremos uma estreia exclusiva a nível mundial do trabalho destes autores em Tex. São eles:
– Corrado Mastantuono
– Rossano Rossi
– Marco Torricelli
– Dante Erasmo Spada
– Pasquale Del Vecchio
– Orestes Suarez
– Alessandro Piccinelli
– Ugolino Cossu
– Pasquale Frisenda
– Bianchini & Santucci
– Giovanni Bruzzo
– Giacomo Danubio
– Lucio Filippucci
– Franco De Vescovi
E ainda teremos expostas, duas pranchas de dois consagradíssimos e já falecidos desenhadores de Tex relativas ao tema central do Salão: “O Gato”.
– Aurelio Galleppini
– Guglielmo Letteri
Fabio Civitelli também terá à venda em Portugal, alguns exemplares do seu livro “Il West secondo Civitelli-Le Tavole per Tex Willer” para o caso de alguns fãs desejarem adquirir a obra.
Com todos estes atractivos (e ainda com parte da inusitada colecção de José Carlos Francisco), poderemos dizer sem medo de errar que esta é uma das maiores e mais importantes Exposições de Tex realizadas fora da Itália, por isso caro amante da nona arte, não deixe de comparecer em Moura durante os dias 26 de Maio a 3 de Junho e veja com os seus próprios olhos um pouco mais do Mundo de Tex Willer!!!!
Póster Tex Nuova Ristampa 38
Eis mais um desenho feito por Claudio Villa, desta vez no interior do gabinete do capitão Vasquez, comandante da guarda de Sonora e sobrinho do governador da província de Durango, México, onde se vê Tex Willer de arma na mão, após ter arrombado a porta a pontapé, devido à recusa do capitão Vasquez em o receber a ele e a Kit Carson, para destituí-lo do cargo a mando do alcaide da cidade de Hermosillo.
Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #34 e inspirado na história, “Terrore sul Rio Sonora” de G. L. Bonelli e Galleppini (Tex italiano #59 e #60).
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Texto de José Carlos Francisco




