Portugal – Edições do mês de Fevereiro

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas pela LOGISTA PUBLICAÇÕES, no mês de Fevereiro:

Semana de 28/01 a 01/02

TEX 427TEX 427
KIOWAS

Texto: Claudio Nizzi – Desenhos: Giovanni Ticci

No encalço de um homem acusado de haver violentado e assassinado três mulheres índias, Tex e Carson vão a Wichita, onde sua caçada se entrelaça com uma outra dramática situação. A paz na região e a sobrevivência dos cheyennes estão em risco, devido a uma disputa por um vale secreto repleto de bisontes.
2,90€

TEX COLEÇÃO 219TEX COLEÇÃO 219
A NOITE DOS ASSASSINOS

Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Giovanni Ticci

Em Great Falls, Tex e Carson são vítimas de um atentado planejado pelo inescrupuloso Nick Billing. Porém conseguem se livrar desta ameaça e partir para o contragolpe que consiste em arrumar provas contra o criminoso em seu próprio escritório. Certamente, tal visita inesperada fará com que Billing desejasse não ter nascido. Enquanto isso, Kit e Jack Tigre repelem um ataque dos capangas contratados pelo comerciante.
2,90€

MINISSÉRIE TEX 3, (segunda parte)MINISSÉRIE TEX
3, (segunda parte)
O VENENO DO COBRA

Texto: Claudio Nizzi * Desenhos: G. Letteri e Raffaele Della Monica

Tex e Carson investigam a seita secreta do Lótus Verde, que há anos chantageia os imigrantes chineses de Virginia City, chefiada pelo misterioso Cobra. As investigações dos rangers sobre a seita secreta do Lótus Verde leva-os finalmente a identificar o cruel Koo Su Jang como sendo o Cobra. Mas Jang consegue fugir para São Francisco e prepara uma armadilha mortal para nossos heróis. Agora, com o auxílio do Chefe Tom Devlin e da força policial da cidade, Tex e Carson estarão cara a cara com o venenoso Cobra e a luta será de vida e morte.
Uma história inédita, publicada em duas partes, para deleite de todos os texmaníacos.
5,00€

TEX EDIÇÃO HISTÓRICA 70TEX EDIÇÃO HISTÓRICA 70
DIABLERO

Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Guglielmo Letteri

Tex e seus pards juntamente com El Morisco e seu assistente Eusébio vêem-se envolvidos num estranho caso em que um lobisomem e uma feiticeira espalham terror e morte entre os índios apaches no México.
História completa com 240 páginas, num clássico assinado por Gianluigi Bonelli e Guglielmo Letteri.
7,00€

OS GRANDES CLÁSSICOS DE TEX 7OS GRANDES CLÁSSICOS DE TEX 7
O TOTEM NO DESERTO/ O HOMEM DOS QUATRO DEDOS

Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Aurelio Galleppini

Esta edição traz mais duas histórias dos primórdios de Tex, onde apresentamos mais dois importantes inimigos na história do nosso ranger: o sacerdote louco Vindex e o bandido conhecido como o Homem dos Quatro Dedos.
Duas aventuras imperdíveis para quem quer conhecer melhor a vida de Tex, o maior herói que o Oeste já viu.
7,50€

MÁGICO VENTO 62MÁGICO VENTO 62
O ALVO

Texto: Manfredi * Desenhos: Frisenda

Entre os vales verdes das Montanhas Negras, onde o ouro corre a rios, o general Custer encontrou seu paraíso terrestre. Mas ele não percebeu a serpente silenciosa e mortífera que se infiltrou entre suas próprias tropas. Ao mesmo tempo, Billy Trump continua aumentando sua trilha de cadáveres, e mesmo com Poe e Touro Manchado muito próximos, ninguém parece ser capaz de deter o endemoninhado rapaz.
2,90€

ZAGOR 77ZAGOR 77
INSETOS ASSASSINOS

Texto: Burattini – Desenhos: Cassaro

No vale de St. Clair, hordas de escorpiões e cupins matam duas famílias, e um enxame de gafanhotos destrói a colheita de uma fazenda. Ao ir ao Forte Jericho para alertar as autoridades militares, Zagor descobre que o Prof. Verybad, sempre em busca de novas armas, montou ali seu laboratório. Ao entrar escondido no local, o Senhor de Darkwood vê o Coronel Truscott e o Capitão Straker às voltas com um aparelho misterioso que, colocado na cabeça do Tenente Gaiman, permite que este controle à distância o voo de um enxame de abelhas levado por Verybad ao local de uma experiência. Mas Zagor é descoberto pelos militares e não tem como escapar.
2,90€

ZAGOR EXTRA 41ZAGOR EXTRA 41
HELLINGEN ESTÁ VIVO!

Texto: Boselli – Desenhos: Ferri

Zagor enfrenta o Mestre dos Bonecos, chefe das marionetes, que raptou umas crianças. Enquanto isso, o misterioso Raven, um agente especial da organização secreta de Elsewhere, está em viagem com Drunky Duck para encontrar o Espírito da Machadinha.
O horror continua! Na encosta do Monte Naatani surge um sombrio castelo do terror suspenso entre realidade e pesadelo, entre passado e futuro, no qual Zagor e o agente especial Raven encontrarão um homem que voltou da morte, e não é um homem comum, pois trata-se do maior inimigo que o herói de Darkwood já enfrentou. Para desespero geral, HELLINGEN VOLTOU!!
2,90€

As Aventuras de uma Criminóloga 34As Aventuras de uma Criminóloga 34
O PREÇO DA LIBERDADE

Texto: Giancarlo Berardi e Lorenzo Calza * Desenhos: Valerio Piccioni e Enio

Júlia Kendall e o Tenente Webb vão à penitenciária de Garden City para ouvir o condenado Orrin Blake que diz ter resolvido contar onde escondeu o corpo de uma criança morta por ele e jamais encontrada. Porém, o que o criminoso quer mesmo é fugir da prisão, e para isso ele engendra um plano com outros condenados e conseguem se evadir levando a criminóloga como refém. Durante a fuga, o director da prisão é morto e o Tenente Webb é gravemente ferido. Júlia fica nas mãos dos condenados e tem início uma caçada por todo o centro-oeste americano.
3,50€

CONAN, O BÁRBARO 55CONAN, O BÁRBARO 55
Neste número: A mais dramática história de Conan… Morte na Costa Negra! Roteiro de Roy Thomas, arte de John Buscema e Ernie Chan. E nas inéditas tiras de jornal, o Cimério tem de enfrentar um enorme ídolo de bronze na segunda e última parte de A Jóia do Tempo. Texto de Thomas, enquanto Chan assina sozinho a arte. E ainda: Duas matérias especiais, onde Roy Thomas comenta a criação e trajectória da inesquecível Bêlit dos quadrinhos de Conan em sua “Era Marvel“.
2,50€

Tex Série Normal (Itália): La sentinella

Tex 565 - “La sentinella”Tex 565 – “La sentinella” de Novembro de 2007 e Tex 566 – “Un soldato ritorna” de Dezembro de 2007.
Argumento de Claudio Nizzi, desenhos de Miguel Angel Repetto e capas de Claudio Villa. História inédita no Brasil e Portugal.

Entre o Arizona e o Novo México, Tex e Carson são perseguidos por um bando de Apaches, conseguindo refugiar-se na Mesa Serrada, um conjunto rochoso pleno de grutas e labirintos. Surpreendentemente, é aqui que os dois rangers vão descobrir um oficial sulista que vive como um eremita e que ignora que a Guerra da Secessão já terminou.

Depois de ganharem a sua confiança, Tex e Carson conduzem-no até Forte Bayard com o objectivo de o ajudar a regressar à civilização e à sua família. Ainda no forte, Tex e Carson acabam por saber que a família do oficial foi dizimada durante o conflito e alguém se apropriou das suas propriedades, resolvendo viajar com ele até Atlanta e tirar tudo a limpo.

Arte de RepettoEsta aventura pode ser lida sob dois ângulos. O primeiro centra-se no seu desenvolvimento e aqui não deixa espaço para dúvidas, sendo mais uma prova da falta de dinamismo e de motivação que vem assolando Nizzi. Ao contrário do que vem sendo habitual, a aventura não promete no início desiludindo depois, pelo contrário, vai em crescendo de interesse à medida que a acção se vai desenvolvendo, apesar de um final fácil e previsível. Mas é sobretudo mais uma prova cabal das fraquezas do autor, ao revelar ingenuidades (um oficial sulista escondido desde há vinte anos) ou introduzir artifícios sem coerência (um comerciante surge em pleno forte para dar conta da história da família do oficial).

Tex, Carson e o desmoronamentoNo entanto, sem querermos ser excessivamente críticos de Nizzi, agora que tudo e todos o vêm criticando, é num outro ângulo que o leitor pode concentrar a sua atenção, numa realidade que Nizzi expõe e que a seu modo vem tratar: as sequelas, as alterações, os desenvolvimentos que a Guerra da Secessão deixou nos Estados Unidos. Este acontecimento histórico não é um tema novo no autor, mas é a primeira vez que trata do pós-guerra.

É toda uma nova realidade que se depara a John Rickfield (o oficial sulista), a realidade de um país que se reconstruiu e se desenvolveu, a realidade de um país que caminhava em direcção à modernidade que os novos tempos impunham. A sua chegada a Atlanta, sua terra natal, é demonstrativa e no fundo o espelho fiel de um tempo novo e de um regresso à civilização. Mas é também o tempo de descobrir dramas do passado e lutar contra as injustiças cometidas, num tempo em que a guerra servia como justificação a tudo. É também o tempo de uma nova realidade social, a da libertação do negro que, apesar do final da escravatura, ainda não era reconhecido socialmente.

Tex 566 - “Un soldato ritorna”Tudo  isto Nizzi apresenta, não objectivamente, mas através do regresso de Rickfield a Atlanta. No meio de tudo, Nizzi compõe ainda um Tex bem mais clássico e capaz de agradar ao mais conservador dos leitores. É um Tex muito actuante, quer ao nível físico (toda a primeira parte é quase gasta na luta contra o bando de Apaches), quer estrategicamente, de que é perfeito exemplo toda a cena em que conhece pela primeira vez Jean Russard.

Repetto assina aqui eventualmente o seu melhor trabalho na série, muito por força dos diferentes cenários onde a aventura decorre. Durante a primeira parte, na luta contra a perseguição movida pelos Apaches, onde o autor argentino compõe excelentes páginas de acção que se desenrolam em cenas nocturnas debaixo de uma chuva diluviana. Depois, na segunda parte, as cenas mais citadinas, mas também a descrição de um sul onde imperam paisagens de densa vegetação e que também merecem de Repetto a mesma atenção, o mesmo detalhe, a comprovarem uma maturidade digna de realce.

Tex de RepettoO seu Carson é muito fiel a Ticci, enquanto que Tex, apesar de sofrer a mesma influência não logra a mesma eficácia, mesmo assim, fica-nos uma composição do ranger sem grandes reparos.

Texto de Mário João Marques

Entrevista com o fã e coleccionador: Pedro “Hunter” Bouça

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco

Pedro “Hunter” BouçaPara começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Pedro Bouça: Nasci em Lisboa no dia 01/02/1975. Sou engenheiro informático e trabalho em informática.

Quando é que teve início esta paixão pela Banda Desenhada, em especial pelo Tex?
Pedro Bouça: Minha paixão por banda desenhada vem de quando eu era pequeno. Eu aprendi a ler sozinho (aos três anos!) porque as outras pessoas liam para mim banda desenhada e eu conseguia ligar as palavras que elas falavam às que estavam escritas! Portanto eu sempre digo que a banda desenhada acompanha-me praticamente desde que eu me entendo por gente (não tenho nenhuma memória de antes dos meus três anos, aliás já não tinha na época!).
Tex eu comecei a ler muito tarde.
O primeiro fumetto que eu li foi o especial da Globo a cores. Gostei de todas as histórias, inclusive Tex, mas particularmente de outras personagens mais modernas. Como eu tinha lido o especial emprestado, fiquei à procura dele para comprar. Quando eu o comprei, estava no pacote com um Tex Edição Histórica. Número 8 ou 9. Li e achei absolutamente execrável! Um protagonista basicamente omnipotente, que dava ordens aos índios como se fossem seus criados e, na história, enfrentava uma absurda tribo asteca escondida no Oeste Selvagem. Dei a edição de presente para um amigo e não li Tex novamente por anos.
Nesse meio tempo, amealhei colecções completas ou quase do Nathan Never da Globo e de Martin Mystère, Dylan Dog, Mister No e Nick Raider da Record. Mas não comprei Tex ou Zagor.
Personagens BonelliEventualmente eu comecei a escrever para o Omelete, onde fazia resenhas de BDs. Um dia decidi escrever sobre material que eu não comprava regularmente e decidi comprar um Tex. Curiosamente o primeiro Tex Coleção da Mythos.
Desta vez fiquei muito melhor impressionado! A história de G.L. Bonelli era muito mais elaborada e bem escrita e a arte muito superior ao do Tex que eu lera. Minhas reservas com relação ao personagem se evanesceram e eu passei a verificar todas as edições que apareciam nas bancas. Se fosse por uma equipe que me interessasse (tipo Bonelli/Galep ou desenhada por José Ortiz) eu comprava. É mais ou menos o sistema que eu utilizo até hoje.
Algumas séries, como Tex Anual ou Gigante, eu compro sempre, mas a maioria eu só compro ocasionalmente.

Porquê o Tex e não outra personagem?
Personagens Bonellianos desenhados por Claudio VillaPedro Bouça: Bem, em verdade eu gosto muito mais de várias outras personagens de BD do que de Tex. Para ficar apenas nos fumetti, eu prefiro Mister No, Dylan Dog, Nathan Never e meu eterno favorito Martin Mystère!

O que Tex representa para si?
Pedro Bouça: Diversão garantida quando se está no autocarro ou em alguma fila. Sempre carrego BDs na minha mala e quase sempre uma delas é Tex! A portabilidade das revistas e a garantia de uma leitura substancial fazem dele a perfeita “leitura de autocarro“!

Tex GiganteQual o total de revistas de Tex que tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Pedro Bouça: Não tantas assim. Umas 200. O que ainda é mais do que os outros fumetti que tenho…
A mais importante? Provavelmente aquela edição especial da Globo que me apresentou à personagem.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem?
Pedro Bouça: Só BDs. Nunca fui grande apreciador de “badulaques“.

Tex AnualQual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Pedro Bouça: História – O Ouro dos Confederados (Tex Anual 2).
Desenhador – O espanhol José Ortiz, que eu já admirava muito antes de desenhar Tex.
Argumentista – Guido Nolitta, com Antonio Segura e G.L. Bonelli logo a seguir…

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Pedro Bouça: Mais seria a constância. É quase garantido que ao ler um Tex eu tenha uma leitura de qualidade razoável e uma história de aventura clássica e bem feita. O que menos me agrada seria uma consequência disso. Tex é demasiado constante. Eu também posso esperar com quase certeza absoluta que a personagem vencerá seus inimigos sem ser arranhado, nunca olhará para uma mulher, nunca cometerá um erro. Isso torna Tex uma leitura demasiado previsível e reduz o número de histórias (na minha opinião) excelentes a um percentual demasiado pequeno do imenso volume de material existente!

Pedro “Hunter” BouçaEm sua opinião o que faz de Tex o ícone que ele é?
Pedro Bouça: O facto de ser imutável. Ele não cai nas mesmas “armadilhas” que prejudicaram outras personagens de BD famosas (em particular os super-heróis americanos).

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Pedro Bouça: Absolutamente igual ao passado. A não ser que o gosto dos leitores mude radicalmente ou ocorra uma desgraça com a editora Bonelli, Tex continuará a ser publicado da mesma maneira por muito tempo. É a personagem de BD que eu acho mais provável que no tempo de meus hipotéticos netos ainda seja igual ao que é hoje. É como a Grande Muralha da China: Está há séculos da mesma maneira e continuará assim ainda por muito tempo!

Prezado pard Pedro Bouça, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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