Se Gregory Peck, Randolph Scott, Robert Mitchum, George Montgomery, foram astros inspiradores, nos vários decénios, de Tex Willer, Giuliano Gemma por sua vez, deu-lhe o corpo e o rosto no cinema com o filme “Tex e il signore degli abissi” (“Tex, o pistoleiro“, em Portugal) ao interpretar em 1985, o cowboy da banda desenhada da editora Bonelli.
Um dos actores mais indeléveis, populares e fascinantes do panorama cinematográfico italiano, mas sobretudo um dos intérpretes que, mais e melhor do que qualquer outro, soube encarnar, no imaginário colectivo dos anos 60 e não só, os heróis que animam desde sempre a nossa fantasia. Um físico que parece ter sido esculpido no bronze dourado, um olhar sempre vivo como o fogo e um sorriso trocista mas seguro, tornaram-no um dos homens mais desejados pelo género feminino e mais invejados daquele masculino.
Nascido a 2 de Setembro de 1938, portanto, completando hoje o seu septuagésimo aniversário, o blogue do Tex aproveita a data, para desejar-lhe um feliz aniversário em nome de todos os Texianos de Portugal e Brasil!
Ele não é um homem morcego, não é um homem de aço, não é um espírito que anda, não é um príncipe de um reino submarino, não é o conquistador de um mundo distante, não é o rei das selvas e nem mesmo um fantasma voador. Ele e seus amigos não são um quarteto fantástico, ou mesmo uma liga da justiça. Ele não é um cavaleiro solitário, nem mesmo um deus do trovão! Ele não é um homem invisível, nem tem os poderes de uma aranha. Seria quem sabe um homem de ferro? Ele não é um investigador do pesadelo ou mesmo um detective do impossível. Ele não leva uma mortífera machadinha de pedra ou uma pistola de raios e nem mesmo um coelhinho encardido faz parte de seu arsenal.
Ele não é o homem mais rápido da terra e nem tem uma bateria de poder verde. Ele não leva um escudo com a bandeira da América e nem tem um sentido de radar.
Ele não é “aquele que não se lembra”, apesar de às vezes chamarem-no de Águia da Noite! Ele não tem uma prancha de surf voadora ou mesmo um avião invisível.
Quem é este homem então? Porque ele esta entre nós há tanto tempo? Qual o seu mistério?
O ano era 1948, o lugar Milão, Itália. Conta a lenda que G.L. Bonelli estava nesses tempos, trabalhando em dois projectos: um deles, uma série de uma personagem mascarada, vivendo nos tempos dos mosqueteiros, quase um Pimpinela Escarlate e o outro, um tanto menos elaborado, cujo protagonista era um cowboy que a principio se chamaria TEX KILLER. A lenda de Tex começou quase por acaso, silenciosamente. Naqueles tempos de produção frenética, G.L. Bonelli, graças a sua imensa criatividade, desenvolvia diversos títulos para a casa editorial Audace. Séries como Furio, Ipnos, Occhio Cupo, Yuma Kid, Hondo ou Judok dão ideia do quanto Bonelli era prolífico. Colecções com temas como Fantasia, Western, Capa e espada, Policial, Ficção Cientifica, todas passaram pelas mãos do Pai de Tex.
Voltando um pouco no tempo, encontramos em fins 1947 outro factor determinante para o futuro nascimento e sucesso de Tex Willer. Dona Tea Bonelli entra em contacto com Aurelio Galleppini para lhe oferecer trabalho em sua editora.
Logo após aceitar, Galep entra em contacto com G. Luigi e começam a trabalhar em Occhio Cupo. Nesta personagem Galep mostrou todo seu esmero como artista, empregando o melhor da sua arte e rendendo homenagem a dois grandes mestres dos quadradinhos: Harold Foster e Alex Raymond.
O outro projecto dos dois artistas era uma pequena revistinha, em formato de tiras, cujo apelo principal era apresentar muitas páginas por pouco preço, uma aventura ambientada no velho oeste, cujo protagonista seria um cowboy fora da lei, violento e aventureiro. Nem Bonelli e muito menos Galep apostavam no sucesso da personagem. Porém o que se viu foi que pouco a pouco o titulo conquistou os leitores e cada vez mais foi se firmando no mercado italiano.
Além destes dois gigantes, G.L e Galep, o terceiro responsável pela carreira de sucesso do Ranger foi sem duvida Sergio Bonelli. Assumindo o posto de Editor, Sergio foi quem cimentou a mística do Ranger com uma série de decisões editoriais acertadas.
Falar da lenda de Tex é falar também de Giovanni Ticci, desenhador que deu rosto definitivo ao Ranger. Foi com Ticci que Tex atravessou os anos 70 e 80 e consolidou sua marca. O seu é um Tex maduro, forte, elegante, pura explosão de força e energia. Seus magníficos cenários de amplos horizontes, canyons, pueblos marcaram toda uma geração de leitores.
O facto de ter ficado por mais de vinte anos nas mãos únicas de seus criadores (Bonelli e Galep) foi uma tremenda vantagem para consolidar as características da personagem. Com um férreo controle, tanto do argumento quanto da parte artística Tex manteve-se coerente com as suas características inicias. Foi aos poucos caindo no gosto do público leitor italiano e conquistando uma legião de fieis leitores que acabaram por transformar o titulo no fenómeno de vendas e um dos mais longevos heróis de papel.
Tex transcendeu o universo do papel. Ele é uma figura viva, real.
Desde a sua criação, aos dias actuais, uma pequena adequação aos novos tempos fez-se necessária, mas mudou muito pouco como personagem sem abrir mão de sua essência.
Isto graças à mão firme de Sergio Bonelli.
Uma personagem não se mantém 60 anos num mercado como o dos quadradinhos sem que seus méritos vez ou outra sejam questionados. Já se disse do Tex que ele é uma personagem violenta, que muitas vezes é racista, reaccionário, anti feminista, autoritário… que as suas aventuras são lineares, que a fórmula de suas aventuras não mudou, não acompanhou os novos estilos.
Porém a tudo isto Tex responde com suas vendas e suas constantes republicações, sejam em formatos comuns, sejam em livros especiais luxuosos. E, talvez, o mais importante, respondem por ele os milhares de fãs não somente no Brasil mas também ao redor do mundo.
Tex já chegou a vender mais de meio milhão de cópias, tem mais de 7 edições diferentes em banca, mais de uma dezena de livros especiais e encadernados, já gerou mais de uma centena de artigos em diversas mídias e por último, motivou o surgimento de varias listas e paginas na web.
Uma vez, GeanLuigi disse: “Qual é o segredo do sucesso do Tex? O coração e a violência. Meus textos talvez não sejam alta literatura, mas são a expressão de sentimentos. Da eterna luta do Bem contra o Mal, da razão e emoção! E as pessoas gostam e entendem isto.”. “Tex é um simpático justiceiro, que leva a sua lei a quem de direito. Para ele, quem está errado, está errado, não importa que seja um medalhão coronel do exército, um político esquenta cadeira de Washington ou o ganancioso comerciante que destrói toda uma aldeia índia para lucrar algumas pepitas de ouro.”
E ele tem razão. Quando lemos uma aventura de Tex, submergimos em seu universo talvez com um pouco de inveja, seus pards e amigos são como queríamos que fossem nossos amigos, seus inimigos, apesar de malvados, não deixam de ter certa honra, mais que os verdadeiros inimigos que podemos ter em nossa sociedade seu mundo, apesar de violento, tem uma inocência que o nosso perdeu à muito, um mundo onde o valor, a honra, a amizade, a lealdade e a justiça ainda significam algo e valem muito mais que o dinheiro ou o sucesso. Um mundo onde o bem sempre vença e o mal punido. È uma utopia, mas por acaso, não desejamos que fosse assim no nosso mundo real? E este é o mundo do Tex, os fãs o conhecem e desfrutam dele e é por isso que tentamos cada vez mais divulgá-lo, para que todos o conheçam.
OS QUATRO PARDS
KIT CARSON (Cabelos de Prata): O mais antigo e fiel amigo de Tex Willer, praticamente seu “irmão mais velho”. Companheiro do corpo dos Texas Rangers, Carson é uma figura mítica dentro da série, responsável por muitos momentos cómicos e também emocionantes. Seu pessimismo é lendário e motivo de “apostas” com Tex. Kit Carson é muito respeitado entre os índios, tanto como grande guerreiro como também por sua astúcia. Um caneco de cerveja bem gelada, um bife suculento com uma montanha de batatas frita e uma torta de mel, são tudo que este velho guerreiro deseja depois de um longo dia de cavalgada ao lado de seu fiel pard.
JACK TIGRE (Tiger Jack): Irmão de sangue de Tex, o fiel representante de sua raça e da tribo navajo. Tem por Tex, uma profunda estima e amizade. Tigre é um grande caçador e guerreiro, sua profunda habilidade com armas brancas e grande experiência em combate corpo a corpo o fez ser um professor natural para o filho de Águia da Noite. Tigre sempre leva um afiado punhal e um rifle Winchester.
KIT WILLER (Falcão Pequeno): Filho de Tex com Lilyth, neto do grande chefe Nuvem Vermelha, traz todas as características de seu pai, coragem, audácia, bravura, e os traços característicos de raça de sua mãe. Com o pai aprendeu o domínio das armas de fogo e com seu “tutto” Tiger, o uso da faca e machadinha. Admirado pelos jovens da tribo navajo, Kit orgulha-se de seu nome indígena e está sempre ao lado de seu povo.
O MUNDO DE TEX:
El Morisco, Gros-Jean, Cochise, Montales, Jim Brandon, Pat Mac Ryan, Tom Devlin, Ely Parker, são alguns dos muitos amigos que Tex foi conquistando durante os anos.
Os inimigos de Tex: Brennan & Teller, El Muerto, Mefisto, Yama, El Carniceiro, Mah-Shay, a feiticeira Mitla e o Diablero, Proteus, o Tigre Negro, Vindex, o Louco do Deserto, Ruby Scott, o pistoleiro que venceu Tex, Zenda, Jack Thunder…
Os autores de Tex: G. L. Bonelli, Guido Nolitta, Claudio Nizzi, Mauro Boselli, Decio Canzio, Antonio Segura, Giancarlo Berardi, Gianfranco Manfredi, Pasquale Ruju e Tito Faraci.
Os principais desenhadores do Ranger: Galep, Letteri, Nicolò, Ticci, Fusco, Gamba, Muzzi, Capitanio, Monti, Civitelli, Giolitti, Marcello, Della Monica, Ortiz, Venturi, Villa. Bernet, Font, De La Fuente, Blasco, Magnus, Sommer, Ortiz, Kubert, Repetto, Garcia Seijas…
Então quem é Tex Willer?
Tex desde o seu início esteve ligado ao cinema. Conta-se que Galep se inspirou em Gary Cooper, o homem duro, o cowboy por excelência de Hollywood, para dar rosto e corpo ao Ranger.
E vendo fotos de Gary Cooper e comparando com os primeiros desenhos de Tex, ninguém pode duvidar disto.
Se formos pensar que Bonelli e Galep buscavam inspiração entre outras coisas em filmes de western, podemos dizer que Tex foi John Wayne em Nos Tempos das Diligências! (* título brasileiro)
Ele é Kid, um jovem foragido da justiça, mas amigo do Xerife local, que o quer proteger contra uma quadrilha que há pouco havia assassinado seu irmão.
Um Tex jovem, impetuoso, bravo e heróico.
O autor Claudio Nizzi fez uma homenagem a este filme com a aventura Lobo Pequeno, Diabos Vermelhos e Ataque Final (Tex nºs 247, 248 e 249 da editora Globo).
Também foi James Stewart no filme Winchester 73 (* título brasileiro). Aqui é um Tex mais maduro, acompanhado de seu fiel companheiro Kit Carson. Ele é um infalível atirador, que está à caça de um homem. Irá tentar fazer sua justiça, mesmo que para isso coloque sua vida em risco.
Um ataque de índios rebeldes coloca-o ao lado de uma mulher indefesa e mais uma vez ele tem de lutar ao lado dos soldados.
E finalmente Tex teve o seu próprio filme, produzido originalmente para a televisão estreou, no entanto nos cinemas em 1985. Protagonizado por Giuliano Gemma como Tex Willer, Willian Berger como Kit Carson e Carlos Mucari como Tiger Jack, foi filmado em Espanha.
Trazia na sua sinopse o seguinte: “Investigando o misterioso desaparecimento de carregamentos de armas, Tex e seus amigos descobrem a existência de um grupo de fora da lei que estão vendendo as armas roubadas aos índios yaqui, uma tribo que adora o deus asteca Xiuhtecutli, que prega uma revolta contra o homem branco. Vencê-los não será fácil, pois o bruxo a serviço do tenebroso deus dispõe de uma estranha substância capaz de mumificar qualquer ser vivo que entre em contacto com ela“.
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O filme foi abominado pela critica e, o mais importante, pelos fãs de Tex. No princípio Bonelli e Galep apoiaram o projecto, inclusive há fotos de Bonelli com Giuliano Gemma e o próprio Gean Luigi aparece no filme. Assim que o filme estreou e se viu o resultado final, ambos os criadores quiseram ficar o mais longe possível do mesmo, e até mesmo Galep se recusou a fazer o cartaz do filme.
Apesar de ser baseado em uma óptima aventura do Ranger:Tex – El Morisco, nºs. 101, 102 e 103 da série italiana e nºs 40, 41 e 42 da série brasileira, o filme não reflecte em nada o mundo e os personagens de Tex. Pode-se dizer sem erro que o Tex do filme, em nada se parece com o Tex dos fumetti. Em definitivo Tex ainda está à espera do filme que merece.
Durante sessenta anos Tex nos tem levado a mergulhar em um mundo conhecido e ao fazermos isso parece que estamos indo de encontro a velhos amigos. Como quando éramos crianças e ficávamos ouvindo velhas histórias, antigos causos, contados por nossos pais ou avós, aquecidos pelo fogo.
Esta é uma aventura que não terá fim, levará anos para terminar…
Que o CONTINUA NO PROXIMO NÚMERO siga aparecendo por muito tempo ainda! LONGA VIDA A TEX WILLER.
*Coleccionador de Banda Desenhada desde 1976.
Fontes: TEX UN ERO PER AMICO
G.L BONELLI sotto il segno dell’avventura
TEX HABLA ESPAÑOL
Collezione storica a colori
CLASSICO DEL FUMETTO
TEX EDIÇÃO de 50 anos – Opera Graphica
Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela LOGISTA PUBLICAÇÕES, para o mês de Setembro:
TEX EDIÇÃO HISTÓRICA 72
OS PRISIONEIROS DO DESERTO Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: G. Letteri
Tex, Carson, Jack Tigre e Kit percorrem o deserto de Sonoyta. Com fome e sede, a situação aperta e Tigre vai buscar água e víveres na cidade mais próxima. Ao chegar ao povoado mineiro de Helltown, covil de diversos bandidos, Tigre é violentamente agredido. Mais tarde os parceiros descobrem que a região é dominada por Dom Lopez, que escraviza os mineiros. É hora dos justiceiros consertarem a situação. 6,50€
Tex e Carson vêem um jovem mexicano sendo caçado por diversos homens armados e decidem intervir para ver o que realmente está acontecendo. Infelizmente, o rapaz é morto e eles acabam descobrindo um misterioso diadema na sua sela. Ao chegarem na cidade de Rio Lobo, são vítimas de um atentado e tudo leva a crer que foi motivado pelo que eles encontraram com o mexicano morto. Como se não bastasse, o xerife Callagher tem uma atitude muito suspeita e nossos amigos podem ter se metido numa enrascada maior do que imaginavam. 2,90€
TEX COLEÇÃO 226
O GARRA ATACA! Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Guglielmo Letteri
Após várias investidas dos quatro amigos aos seus antros de jogatina, a maligna Ah-Toy e seu fiel aliado Lao-Tan partem para o contra-ataque a Tex e seus companheiros, desferindo um duro golpe contra os justiceiros. Porém, a maré pode voltar a correr a favor dos nossos heróis num desfecho arrebatador! 2,90€
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OS GRANDES CLÁSSICOS DE TEX 10
FEBRE AMARELA/A MONTANHA MISTERIOSA Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Aurelio Galleppini
A febre do ouro chegou aos montes navajos. Quando é descoberto ouro nas terras dos navajos, a reserva é invadida por centenas de garimpeiros e traficantes de armas e o sangue começa a tingir a terra de vermelho. Tex, decidido a fazer os invasores se arrependerem do sangue derramado, recorre à superstição e ao terror, no melhor estilo “guerra psicológica”.
Para isso, o nosso herói usa uma fantasia de esqueleto, a fim de impressionar e apavorar os garimpeiros, e seu objectivo é alcançado, principalmente pelo facto de que o Caveira, o Homem da Morte, quase sempre age acompanhado de um belo grupo de peles-vermelhas decididos a defender as próprias terras. E é esta aventura, a primeira aparição do Tex-Caveira, que apresentamos nesta edição dos Grandes Clássicos de Tex.
Numa outra história, intitulada A Montanha Misteriosa, Tex e seu filho Kit estão percorrendo o sul do Arizona – como parte do aprendizado de Kit Willer – quando se deparam com uma estranha montanha oca. Ao explorar o local, o jovem Kit cai prisioneiro de uma antiga tribo de índios adoradores do Sol. Mais uma arrebatadora aventura dos primórdios da carreira do nosso ranger que você não pode perder. 7,00€
MÁGICO VENTO 69
CEM RIFLES Texto: Manfredi * Desenhos: Milazzo
O governador do território do Montana, Benjamin F. Potts, quer expulsar os sioux de Touro Sentado e Cavalo Louco de suas terras. Para não desfechar uma acção directa, que despertaria a ira de muita gente, ele resolve criar uma fictícia expedição geológica para estudar o percurso de uma nova estrada e descobrir ouro. Mas na realidade ele contrata o aventureiro Birch e lhe dá cem rifles para que monte um batalhão de mercenários para provocarem os índios e justificar um massacre. Mas Mágico Vento e Poe estão seguindo a expedição e percebem suas reais intenções. 2,90€
ZAGOR 83
A TEIA DA ARANHA Texto: Burattini – Desenhos: Verni
O vilão Mortimer está preso na Penitenciária de Forte Concrete e prestes a ser executado. Diversos jornalistas e policiais testemunham o seu enforcamento e ficam aliviados ao verem-no balançar na corda. Enquanto isso, Zagor recebe uma encomenda em Darkwood que o leva a recordar uma antiga aventura em que ele enfrentou o misterioso vilão Tecedor. Quando o Espírito da Machadinha vai a Kingston investigar quem teria enviado a encomenda, ele e Chico vêem-se envolvidos numa intrincada teia de perigos e atentados políticos. 2,90€
ZAGOR EXTRA 48
A HERANÇA Texto: Casanova – Desenhos: Pesce
Zagor e Chico protegem o doutor Stewart Barrymore e a jovem Elizabeth do bando do Francês, um fora-da-lei a mando de Lorde Stead, que quer se apoderar da misteriosa herança Fitzmayer. Depois que Chico, Stewart e Elizabeth tornam-se prisioneiros de uma tribo indígena e são salvos por Zagor e pela garota selvagem Riannon, eles se dirigem à Mansão Três Carvalhos para seguir as pistas deixadas pelo falecido Lorde Fitzmayer para chegar à sua herança. Na mansão também estão Lorde Stead, o Francês, e seus asseclas, que também querem se apossar da herança e matar Stewart e Elizabeth, os verdadeiros herdeiros. Perigos e mil armadilhas esperam por nossos heróis nessa caça ao tesouro. 2,90€
No início do Século XVII, o governo do Canadá queria encorajar os casamentos entre europeus e índios, acreditando que isso garantiria um futuro de paz a ambos os povos. Só que os filhos nascidos daquelas uniões, sendo mestiços (em francês, métis), foram desprezados pelos brancos, pois a moral corrente considerava inferiores os indivíduos de sangue misto. Mas os métis fizeram da sua “diversidade” uma razão de orgulho e tornaram-se uma nação com identidade própria. Quando o Canadá, depois da Guerra dos Sete Anos (1756-1763), passou para a dominação britânica, os métis entraram em conflito com os ingleses pois estes beneficiavam apenas os brancos com a distribuição de terras para agricultura. A aventura desta edição tem entre seus protagonistas um rebelde métis, Daguerre, chefe de uma milícia num dos conflitos anteriores à guerra que só começaria cerca de quinze anos depois. Mas existiam também mestiços bandoleiros, que só saqueavam e matavam em benefício próprio. É contra esses bandidos – conhecidos como a Horda Selvagem – que Zagor e Daguerre vão se unir para combater. 7,50€
As Aventuras de uma Criminóloga 40
NA ESTRADA PARA LORDSBURG Texto: G. Berardi e M. Mantero * Desenhos: Federico Antinori
Um dos filhos de Emily vai se casar e Júlia e sua tresloucada auxiliar vão para o Novo México de autocarro. Entre muitas outras peripécias o autocarro de nossas heroínas acaba sendo sequestrado por dois atrapalhados assaltantes. Percebendo que os rapazes podem perder o controle da situação, Júlia resolve assumir o diálogo com eles para tentar acalmá-los e convencê-los a entregarem-se à polícia. Mas um encontro com personagens inesperados torna a situação dramática e mortal. 3,50€
CONAN, O BÁRBARO 61
Reverenciado tanto por soldados quanto colonizadores aquilónios devido a suas façanhas na guerra contra os pictos, Conan é promovido a general e convidado para uma homenagem oficial em Tarantia, a capital da Aquilónia.
O Cimério só não imaginava que sua fama crescente fosse despertar o ódio do paranóico Rei Numedides. O primeiro capítulo de Na Torre de Ferro tem roteiro de Roy Thomas, com arte de M. C. Wyman e Dave Simons.
E nas inéditas tiras de jornal, continua uma adaptação alternativa do clássico A Torre Elefante, de Robert E. Howard. Texto de Thomas, ilustrado por uma selecção de talentos: Alfredo Alcala, Rudy Nebres e Pablo Marcos. 3,50€
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Cid Magdar Marinho: Meu nome é Cid Magdar Marinho, tenho 54 anos de idade, sou casado, e pai de três adolescentes. Nasci no dia 3 de Marco de 1954, na Cidade de Bagé, no Estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. Sou fotógrafo e videografista profissional.
Quando é que teve início esta paixão pela Banda Desenhada, em especial pelo Tex? Cid Magdar Marinho: Eu gosto de “revistas em quadrinhos“, desde os meus 8 anos. Mas, só me tornei um coleccionador de facto, depois dos meus 20 anos. Eu tenho as principais revistas de “histórias em quadrinhos“, publicadas pelas principais “Editoras Brasileiras”, durante as décadas de 1940 a 1970. Conheci o “Ranger” Tex Willer, quando ele teve as suas aventuras “republicadas” aqui no Brasil, em 1971, pela extinta Editora Vecchi.
Depois, eu consegui alguns exemplares da antiga revista “Júnior“, que apresentou pela primeira vez no Brasil, as aventuras do Tex. “Júnior” foi publicada pela saudosa Rio Gráfica Editora, em 1950.
Porquê o Tex e não outra personagem? Cid Magdar Marinho: Sempre gostei das revistas com aventuras de “Cowboys”. Também tenho centenas de revistas de outros “géneros”, mas, as minhas preferidas, são mesmo aquelas que contém as histórias do “Velho Oeste”… Com o tempo, e inexplicavelmente, as revistas de “faroeste” foram saindo de circulação… Actualmente, Tex é a única revista do género, disponível nas bancas brasileiras… Mas, se lá está , é por que realmente ela merece! Pois, trata-se da melhor e mais longa “colectânea”, com as aventuras de um mesmo personagem, que se tem conhecimento.
O que Tex representa para si? Cid Magdar Marinho: Para mim, Tex representa o poder da Justiça contra a tirania e a bandidagem. Pena que o incansável e infalível “Ranger“, não possa actuar no Brasil de hoje! Hí, hí, hí! ( risadas, para lá de “ridículas”!). Certamente, ele iria “resolver” muitos casos de impunidade e de corrupção, que tanto prejudicam o Povo Brasileiro. Rá, rá, rá! (gargalhadas, para lá de “lacaias”!).
Qual o total de revistas de Tex que tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Cid Magdar Marinho: Desconheço o total de revistas do Tex que eu tenho na minha colecção. Contudo, informo que, afora os Tex de linha, eu tenho os seguintes: Tex Anual, Tex Ed. Histórica, Tex Especial de Férias, Tex Coloridos, Tex Almanaque, e Tex Gigante. E, os mais importantes para mim, são os “Tex Gigante“, por causa do seu tamanho, e pelo luxo, usados na sua confecção.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem? Cid Magdar Marinho: Além das revistas, eu tenho “póster”, “marcador de página”, e “chaveiro” do Tex.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Cid Magdar Marinho: A minha história favorita é “O Soldado Comanche“. O desenhador é o Aldo Capitanio. E o argumentista é o Claudio Nizzi. O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Cid Magdar Marinho: Acho que é incontestável, a importância que teve o “Galep” como criador gráfico, e principal desenhador do Tex. Porém o que mais me agrada no Tex, é poder ver a diversidade dos traços feitos por outros desenhadores, escolhidos a dedo pelo grande Bonelli. É justamente esta variação de estilos apresentada através dos traços distintos de cada artista, o que mais me agrada. E o que menos me agrada, é a questão dos “preços”, aqui no Brasil as publicações do Tex, custam caro!
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que ele é? Cid Magdar Marinho: Penso que o sucesso de Tex, se deve à extraordinária capacidade administrativa dos Bonelli, aliados a grandes editoras e competentes distribuidores, e é claro, boa parte deste sucesso, também se deve aos seus excelentes argumentistas, e aos seus magistrais desenhadores, e a todos os arte-finalistas.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Cid Magdar Marinho: Eu vejo com “bons olhos” o futuro do “Ranger“. Já se passaram “60 anos”, e o Tex continua firme e forte!
Portanto, vida longa ao “Águia da Noite”, e seus parceiros de aventuras! Viva!
Prezado pard Cid Magdar Marinho, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
(Para aproveitar a extensão completa das fotografias acima, clique nas mesmas)
Tex 573 – “Terre maledette” de Julho de 2008 e Tex 574 – “Tornado!” de Agosto de 2008.
Argumento de Mauro Boselli, desenhos de Alfonso Font e capas de Claudio Villa. História inédita no Brasil e Portugal.
Quando em determinada passagem desta aventura Tex diz que é mais fácil do que se pensa um homem da lei tornar-se num criminoso, muitas vezes pelas próprias circunstâncias da vida, está a dar o mote para uma das melhores aventuras escritas por Boselli.
No Oklahoma, nas desoladoras “Indian Plains”, o vento é forte e a tempestade iminente.
Tex está a caminho de Amarillo para se encontrar com Carson, mas vai ser testemunha de uma perseguição a Steve Lyman, um jovem advogado que é possuidor de documentos comprometedores para Ben Lowe, um homem de peso em Amarillo. Lowe colocou a cabeça de Lyman a prémio e são muitos os que perseguem o advogado com o intuito de o liquidar e receberem o dinheiro.
Tex consegue salvar Lyman dos homens do sinistro Jim Bennet acabando ambos por encontrarem os Simms, uma família de rancheiros que, juntamente com o seu amigo Hank, estão também a caminho de Amarillo. Em breve, gera-se uma tenaz perseguição, mas a aparição da mãe natureza misturará os dados do jogo.
Não nos cansamos de referir que uma das qualidades de Boselli, para além da sua notável apetência para construir e desenvolver personagens espessas, reside na força da sua narração, muitas vezes fugindo aos cânones clássicos para se refugiar num modo mais hábil, sem deixar de ser eficaz, de ir apresentando a sua história. Desta vez, tudo começa com alguns dados já lançados, a perseguição ao jovem advogado já começara, a família Simms e Hank preparavam-se para deixar a sua casa a caminho de Amarillo, enquanto Tex se questionava do melhor caminho a seguir. No meio de tudo, o vento insistente, a chuva incessante e a tempestade iminente.
O leitor entra como que a meio da história, mas percebendo tudo de uma penada, interiorizando a psicologia das personagens, o que as move e onde tudo se prepara para acontecer. Tudo se desenrolará num meio hostil, onde a força da mãe natureza assumirá um protagonismo quase sempre presente e fundamental na descoberta e na separação do verdadeiro carácter de algumas personagens. Porque se Tex começa por dizer logo no início da aventura que o caminho mais curto é sempre o melhor, as circunstâncias da vida acabam por provar precisamente o contrário. Jim Bennet foi um homem da lei que se colocou do outro lado da barricada. Por outro lado, Hank fez o percurso inverso e é a força do tornado numa terra maldita que vai levantar o véu sobre o que motivou ambos numa conduta cujo percurso mais curto, saltar para o outro lado da barricada, não foi necessariamente o melhor.
Alfonso Font tem aqui o seu melhor trabalho de sempre na série. Esta afirmação vale o que vale, mas a verdade é que muita da qualidade da aventura também passa pelo desenho deste extraordinário autor espanhol, cada vez mais à vontade no universo texiano. O seu traço consegue compor personagens de uma espessura notável, os seus enquadramentos nunca são estanques, assumindo sempre um dinamismo de grande qualidade.
As suas cenas de acção tornam-se autênticas realidades, enquanto que aquelas onde a mãe natureza assume o seu protagonismo são de espanto. Através de pequenos traços que se vão cruzando, no que é uma imagem de marca do autor, Font compõe páginas intensas de realismo e de força, retratando a contento a atmosfera da aventura. No meio de tudo, um Tex pujante e ticciano, moldado ao traço de Font e de grande qualidade.
Em suma, eis uma notável aventura, daquelas que nos fazem sentir a paixão pela personagem.