A história de Tex escrita por Mauro Boselli, com o titulo provisório “Eagle Pass“, que Claudio Villa começou a desenhar, estando parada há muito na página 94 (apesar de ter sido iniciada em Julho de 2002) em virtude do inusitado número de capas que o consagrado desenhador tem produzido nos últimos meses, segundo o próprio Claudio Villa deverá tornar-se um Texone (Tex Gigante), conforme se pode constatar através da sua própria confirmação: “Dovrebbe diventare un Texone la storia che sto (stavo, starei, starò…) disegnando con i testi di Boselli… finchè sono coperto da copertine la vedo duretta…“
Trata-se de um merecido prémio, para aquele que muitos consideram (com tudo de discutível que isso possa ter) o melhor desenhador de Tex na actualidade e deste modo Claudio Villa torna-se a terceira excepção (depois de Aurelio Galleppini e Giovanni Ticci) ao princípio desta prestigiada colecção do Ranger, que foi concebida para desenhadores externos à personagem, como aconteceu com Guido Buzzelli, Jordi Bernet, Aldo Capitanio, Alberto Giolitti, Sergio Zaniboni, Goran Parlov, Alfonso Font, Ivo Milazzo, Joe Kubert, Colin Wilson, Bruno Brindisi, Manfred Sommer, Magnus, Roberto de Angelis, Carlo Ambrosini, José Ortiz, Giancarlo Alessandrini, Victor de La Fuente, Corrado Mastantuono, Lucio Fillipucci e Pasquale Frisenda (a ser publicado já em Junho próximo).
Mas como disse o próprio desenhador, enquanto estiver a desenhar este ritmo de capas, não há a mínima possibilidade de continuar a história e já agora, há rumores cada vez mais insistentes, que a Collezione Storica a Colori (colecção totalmente colorida, formato gigante com cerca de 300 páginas, com capas inéditas da autoria de Claudio Villa e com cadência semanal que no presente vai no número 121) não irá parar tão cedo, prolongando-se para além do “anunciado” número 150, o que significará que este Tex Gigante da dupla Boselli & Villa muito dificilmente será publicado antes de 2012.
Quanto à história “Eagle Pass” em si, poderemos adiantar que tem por tema central, uma fuga da prisão em Tucson e uma longa perseguição com uma sucessão de tiroteios e emboscadas… e publicada num formato maior, certamente fará jus à arte de Claudio Villa! (Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Evidentemente que neste espaço não irão faltar os artistas de cinema, que pelas suas interpretações em personagens ligadas ao Oeste, alcançariam um lugar importante na galeria dessas figuras. Irão estar aqui todos, de uma maneira geral, uns mais importantes do que outros, mas todos eles intérpretes inesquecíveis de quem os viu durante anos na grande tela, cavalgando, disparando, mantendo a ordem e matando os maus. Iniciamos estas biografias, não por alguma razão especial com este artista, mas porque ele seria um dos nossos actores preferidos.
Para muitos críticos pouco mais era do que um artista medíocre, intérprete de filmes de categoria B. Para outros, encarnou na perfeição um protótipo: o do vingador solitário, com a morte no coração e o inferno no coldre. Este último poderá ser o retrato afectuoso de um artista injustamente esquecido, como muitos outros que cavalgam na nossa memória.
A cara de granito nasce com o artista e fundador dos reis do Far-West do cinema mudo, William Hart. Depois será Randolph Scott, Charles Bronson, Lee Marvin e Clint Eastwood… AS caras destes artistas não lhes permite obterem uma vasta gama de expressões, pelo que eles são bons nos papeis para que são escolhidos, onde haja acção e violência. Aí eles são donos e soberanos e os seus rostos cumprem na perfeição o papel, de cada cena rodada. Outros, de craveira internacional, não conseguiriam por certo convencer tão bem os espectadores da realidade dessas cenas.
George Randolph Crane nasceu a 23/1/1903 em Orange County, na Virginia. Desde muito novo demonstrou possuir uma têmpera de “herói”, pois só com 14 anos, resolveria falsificar os seus documentos de nascimento, para se alistar e participar na Primeira Grande Guerra. Ao regressar ao seu país, decide ser actor. Com a ajuda do pai, consegue uma carta de recomendação de Howard Hughes, o famoso milionário e construtor de aviões, além de produtor de filmes, para entrar num filme como figurante. Surge assim em “The Virginian” (1929). Vamos encontrá-lo no ano seguinte, já a desempenhar o papel principal num romance de Zane Grey, “Heritage of The Desert”. É um sucesso. Seguem-se mais uma série de filmes do mesmo género e muitos deles baseados em romances de Zane Grey, um dos mais completos escritores do tema “cow-boys”.
Torna-se o protótipo do actor “cow-boy” de Hollywood, alto, esguio, imponente quando a cavalo, acabando por se tornar inconfundível junto de muitos outros actores, igualmente famosos dessa época.
Trabalhou igualmente em filmes musicais e em comédias: “Folow The Fleet” (1936), com Ginger Rogers e Fred Astaire, “Go West, Young Man” (1936) com Mae West, “High Wide And Handsome” (1937) com Irene Dune, e “My Favourite Wife” (1940), com Gray Grant. Não serão papeis principais, mas dão para conhecer uma nova faceta do artista. Outros filmes, estes de guerra, relembram mais um passo da carreira deste actor: “To The Shores of Tripoli” (1942) e “Gung Ho!” (1943), além de outros filmes. Mas a sua coroa de glória irá chegar, com um novo realizador, Oscar Boetticher, que o relançará, desta vez para o êxito: “Seven Men From Now” (1956), “The Tall T” e “Decision at Sundown” (ambos de 1957), “Buchan Rides Alone” (1958), “Westbound” (1959), “The California Gold” e “Comanche Station” (ambos de 1960).
Em quase todos estes filmes, Scott entra na pele de um homem à procura de vingança, de paz e serenidade e que apesar de encontrar a primeira, nunca consegue encontrar as duas últimas. De qualquer dos modos estes sete filmes irão ser considerados pelos especialistas, como alguns dos melhores filmes que foram feitos sobre este tema. Em 1962 entra num filme de Sam Peckinpah, ao lado de Joel McCrea, outro gigante dos filmes de “western”, com o título de “Ride High Country”. Scott morre em 1987, depois de uma velhice sossegada e sem sobressaltos financeiros.
CHARLES STARRET
Este actor nasceu em 1904 ou 1903, em Athol, Massachussets e morreu em 1986.
Estudou na Worchester Academy, onde foi jogador de futebol. Nas férias de 1926, participou no filme “The Quarterback”. Entretanto entrou para um grupo teatral, até ser convidado a estrear-se como actor com Carole Lombard, no filme “Fast And Loose”. Depois fez mais alguns filmes, até aparecer em “The Mask of Fu-Manchu” com Boris Karloff e Myrna Loy (1932). A seguir inicia-se em filmes de “western”, começando com Roy Rogers em “Gallant Defender” (1935). Depois de participar em mais 12 filmes do género, acabaria famoso por interpretar na tela, a figura de “Durango Kid” (1940) e “The Return of Durang Kid” (1945), etc., até 1952 com “The Kid From Broken Gun”. Foi campeão de bilheteira em filmes de “western”, de 1944 a 1952. Nesse mesmo ano retirou-se das actividades artísticas e com a família, foi viver para o Canadá. Fez cerca de 130 filmes.
Indicam-se alguns: “The Medico of Painted Springs” (1941), “Prairie Stranger” (1941), “West of Tombstone” (1942) (aqui vive a lenda de “Billy The Kid”, que não morreu num tiroteio, mas viveu incógnito como um cidadão pacato), “Across The Badlands” (1950) e “Guns” (1950).
CLINT WALKER
Este artista nasceu em Hartford, no Illinois, a 30 de Maio de 1927. Foi veterano da Marinha mercante, carpinteiro, serralheiro e prospector de petróleo. Era um homem de grande altura e peso. Em 1955 o actor Van Johnson vai encontrá-lo como ajudante de “sheriff” em Las Vegas, convidando-o então para artista de Cinema, vindo a interpretar a figura principal de “Cheyenne”, para a TV. Esta duraria 8 anos e com assinalável sucesso. Em paralelo interpretou alguns papeis em outros filmes: “The Tem Commandments” (1956), “Yellowstone Kelly” (1959), “Send Me No Flowers” (1964), “None But The Brave” (1965), “The Nigth of The Grizzly” (1966), “The Dirty Dozen” (1967), “The Great Bank Robbery” (1969) e “The White Buffalo) (1977).
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Em mais um dinâmico desenho realizado como todos os anteriores, por Claudio Villa, vemos Tex Willer e Perry Drayton, o transformista conhecido como Proteus, num impressionante tiroteio em cima das carruagens do comboio que rumava até Carrizo e que terminou com a queda de Proteus num rio, depois de ter sido alvejado por Tex.
Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #93 e inspirado na história “Arrestate Tex Willer” de G. L. Bonelli e Guglielmo Letteri (Tex italiano #185 e #186).
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O blogue do Tex dá hoje a conhecer no formato vídeo, mais uma das maiores colecções de Tex a nível mundial. O proprietário desta fantástica colecção é Geraldo Guilherme Carsan, natural do Rio de Janeiro, mas actualmente residente na cidade de João Pessoa, Paraíba, Brasil e é o próprio GGCarsan que vai apresentando a sua colecção, com uma bela melodia dedicada ao Ranger, por fundo.
Geraldo, tem inclusive uma fotografia dos seus 10 anos tentando imitar o Tex, tal qual na capa do número 72 – Texas Bill. E ainda hoje tem uma roupa igual à do Ranger, que veste nos eventos organizados por si próprio, para chamar a atenção e para dar maior credibilidade.
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Quando alguém o vê como Tex, não tem a menor dúvida que é um coleccionador nato e apaixonado. Para GGCarsan, Tex é como um familiar querido. Na sua casa há um quarto só para o Tex, a denominada “BiblioTex“, o seu canto texiano: revistas, quadros, livros, pósters, fotos, presentes, curiosidades… e muito mais conforme se pode comprovar assistindo ao vídeo que mostramos de seguida: