Tex Willer e Kit Carson por Luiz Felipe Piorotti

Do jovem fã e coleccionador brasileiro de Tex, Luiz Felipe Piorotti, nascido em 4 de Janeiro de 1986, morador em Nova Iguaçu no Rio de Janeiro e  Formado em Desenho Industrial, recebemos uma magnífica ilustração de Tex Willer e Kit Carson realizada este ano, a partir de uma referência que o seu professor Wagner Macedo lhe passou como estudo.

Appaloosa, EUA, 2008

Como se pode ver de seguida, a ilustração do Luiz Felipe Piorotti foi baseada numa imagem do filme “Appaloosa: Uma cidade sem lei” (Appaloosa, EUA, 2008) que tem Ed Harris e Viggo Mortensen como protagonistas, que foram substituídos por Tex e Carson e para tentar fazer algo diferente no desenho, o jovem, mas já talentoso artista acabou usando o  pincel seco para fazer os efeitos da relva (grama no Brasil)…

Tex Willer e Kit Carson por Luiz Felipe Piorotti

Ed Harris e Viggo Mortensen

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Tex Gigante de Victor De La Fuente em grande destaque no Diário As Beiras: 4 de Julho de 2009

Logótipo do Diário das BeirasTexto do jornal Diário “As Beiras“, de 4 de Julho de 2009
João Miguel Lameiras

MYTHOS RECUPERA TEX DE VICTOR DE LA FUENTE

MYTHOS RECUPERA TEX DE VICTOR DE LA FUENTEVerdadeiro fenómeno de popularidade em Itália, onde chegou a vender mais de um milhão de exemplares mensais, Tex tem sido regularmente objecto de referência nesta coluna, normalmente por via dos “Texones”, edições anuais em formato maior e com uma produção mais cuidada, em que autores de renome na Banda Desenhada mundial, como Joe Kubert, Jordi Bernet, Magnus, Alfonso Font, Buzelli, Manfred Sommer, Ivo Milazzo, ou Colin Wilson tem a sua oportunidade de imprimir a sua marca pessoal ao mais popular cowboy da BD italiana, em histórias de longo fôlego, com mais de 200 páginas de acção.

E é precisamente um desses Texs Gigantes, acabado de chegar aos quiosques portugueses, que motiva este texto, dando-me o pretexto ideal para, 13 anos volvidos, voltar a falar neste espaço do talento de Victor De La Fuente, um dos maiores desenhadores realistas espanhóis vivos. Com efeito, este “Arizona em Chamas”, publicado originalmente em Itália em 1992, já tinha tido uma primeira edição em português do Brasil em 1995, com a chancela da Editora Globo, edição essa distribuída em Portugal em 1996 e alvo de destaque na edição do “Diário As Beiras” de  5 de Abril desse mesmo ano.

E, tal como fiz na altura, parece-me da mais elementar justiça destacar uma vez mais o trabalho de Victor De La Fuente, nome que infelizmente pouco dirá às novas gerações de leitores portugueses, ao contrário do que acontece na sua Espanha natal, onde recebeu o Grande Prémio do Salão de Barcelona em 2006, pelo conjunto da sua obra, obra essa que tem vindo a ser reeditada de forma cuidada pela editora Glenat.

Nascido em 1927, De La Fuente faz parte de um grupo de desenhadores espanhóis, como José Ortiz, ou Esteban Maroto que, tendo alcançado projecção internacional nas décadas de 70 e 80 do século XX, desde finais dos anos 90 que apenas nas publicações da editora Bonelli encontram espaço para fazerem aquilo que melhor sabem fazer: desenhar histórias de aventuras de forma dinâmica, rigorosa e personalizada. No caso de De La Fuente, que em França trabalhou com argumentistas como Jean-Michel Charlier, ou Jodorowsky, o convite para desenhar Tex, permitiu-lhe regressar a um género onde se lançou com o magnífico “Sunday” e que, como o próprio refere num dos textos introdutórios a esta edição: “é uma grande aventura, onde tudo é possível, menos o tédio”.

Victor De La FuenteA história que Nizzi escreveu sob medida para De La Fuente, confirma-o.
Passada entre o Arizona e o México, envolvendo jogos de interesse, conflitos entre o exército americano e os índios navajos, ao serviço de uma intriga movimentada e cheia de golpes de teatro, “Arizona em Chamas” faz lembrar os argumentos de Jean-Michel Charlier, o escritor de “Blueberry”, com quem De La Fuente colaborou na série “Los Gringos”.

Em termos gráficos, De La Fuente mostra-se em grande nível, desenhando cavalos como poucos e dando grande dinamismo às cenas de acção (veja-se a sequência em que o chefe navajo Delgado consegue fugir ao cerco do exército americano, na Mesa Sagrada). E, desde as paisagens áridas e rugosas do México ou do Monument Valley (que desde os filmes de John Ford associamos automaticamente ao Western), até às feições das personagens, que parecem também elas próprias esculpidas na rocha, o estilo único de Victor De La Fuente é imediatamente reconhecível.

Aqui fica pois a sugestão para aproveitarem a oportunidade que a Mythos nos dá com esta reedição e descobrirem (ou redescobrirem) o “Tex” de Victor De La Fuente.

(“Tex Gigante nº 19: Arizona em Chamas”, de Claudio Nizzi e Victor De La Fuente, Mythos Editora, 242 pags, 8,50 €)

Copyright: © 2009 Diário “As Beiras“; João Miguel Lameiras; crítico e especialista de BD.

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Póster Tex Nuova Ristampa 113

Póster Tex Nuova Ristampa 113

Em nova dramática ilustração da autoria de Claudio Villa, vemos desta vez Tex Willer no interior do Mermaid Saloon, em Sunsetville, assistindo impotente à ameaça de Paco Ordoñez, mais conhecido como El Muerto, contra o barman Ratcliff que corria risco de vida e desse modo proporcionou que El Muerto pudesse escapar ileso da cidade.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “El Muerto” de Guido Nolitta e de Aurelio Galleppini (Tex italiano #190 e #191).
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Texto de José Carlos Francisco

Fanzine “A Conquista do Oeste” – Maio/Novembro 2001 – Página 83 – Os outros artistas que participaram em filmes de “western” (Parte 3)

OS OUTROS ARTISTAS QUE PARTICIPARAM EM FILMES DE “WESTERN” (Parte 3)

Fanzine “A Conquista do Oeste” – Página 83Muitos outros artistas teriam também um papel importante, na divulgação de filmes de “western”, ainda que em artigos anteriores, só nos tivéssemos preocupado mais com os actores que acabariam em Histórias aos Quadradinhos.

Mas claro, houve muitos artistas de craveira mesmo, que tiveram um papel muito significativo nos filmes de “western”. No entanto, sobre esses iremos unicamente indicar os nomes e pouco mais. O espaço assim o obriga:

Iron Eyes Cody (1907-1999). Era um índio “Cherokee”. Viria a entrar em filmes de “western” desde pequenino, com 5 anos. O seu pai que o tinha levado para Hollywood, era consultor para assuntos de índios nos filmes. Trabalhou desde 1912 a 1978.
Chuck ConnorsChuck Connors (1921-1992). Trata-se de um artista essencialmente conhecido pelo seu trabalho na TV. De qualquer dos modos também entrou no Cinema, desde 1956 a 1982.
Elisha Cook JR. (1906-1995). Era pequeno e de olhos salientes. Fez pequenos papeis em filmes de “cow-boys”, desde 1952 a 1980, com algumas séries de TV no meio.
Gary Cooper (1901-1961). Um grande artista, não só nos seus filmes de “western” como em outros papeis. Trabalhou desde 1925 a 1959. Deixou-nos figuras inesquecíveis.
Joseph Cotten (1905-1994). Um artista selectivo. Trabalhou pouco, só em papeis de grande projecção. Também fez filmes de “western” desde 1946 a 1980, incluindo séries de TV.
Buster CrabbeBuster Crabbe (1908-1983). Era um artista de pouco fôlego, embora tivesse interpretado todo o tipo de papeis, inclusive os de “Tarzan” e de “Flash Gordon”. Os filmes de “cow-boys” não lhe poderiam escapar. Fê-los desde 1933 a 1965.
Ken Curtis (1916-1991). Casado com a filha de John Ford, Barbara, viria a desempenhar alguns papeis nos seus filmes. Trabalhou desde 1945 a 1981, com algumas séries de TV.
Royal Dano (1922-1994). Sempre foi um actor secundário, mas deixou boas personagens. Trabalhou desde 1951 a 1981, com muita TV.
John Dehner (1915-1992). Foi um “disco-jockey”, antes de entrar para o Cinema. Trabalhou quase sempre em papeis secundários, desde 1946 até 1981, salientando que metade eram séries de TV.
Frank De Kova (1910-1981). Era mais um actor secundário, desta vez interpretando papeis de índio e mexicano, devido às suas características fisionómicas. Trabalhou desde 1952 a 1979, também com TV à mistura.
Bruce Dern (1936-). Um duro com poucos filmes, onde interpreta papeis de secundário. Trabalhou desde 1967 até 1981, com TV.
Andy Devine (1905-1976). Gordo e de voz fanhosa, mas sempre em papeis de qualidade, embora secundários, viria a trabalhar em filmes de “western” de 1932 a 1972, com séries de TV.
John Dierkes (1908-1975). Era mais um artista secundário, embora de qualidade. Trabalhou de 1951 a 1961, com poucas séries de TV.
Richard Dix (1894-1949). Teve alguns filmes de relevo, interpretando figuras do escritor Zane Grey. Trabalhou de 1923 a 1943.
Brian DonlevyBrian Donlevy (1899-1972). Tratava-se de um artista com uma presença dominadora no grande ecrã. Trabalharia em filmes de “western”, desde 1923 a 1967, com alguma TV.
Kirk Douglas (1916-). Nunca foi um artista que se destacasse muito nas suas interpretações. Mas chegou a impressionar com alguns dos seus trabalhos. É pai de outro artista, que alcançou já os seus méritos. Nunca ganhou nenhum Óscar, embora lhe tenham dado um pela sua vida de actor como prémio de consolação. Trabalhou em filmes de “western” de 1951 a 1984, com uma única série de TV.

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