Tex Willer por Carlos Brandino

De Carlos Brandino, um conceituado desenhador brasileiro que aprecia Tex Willer, recebemos o desenho do Ranger, de sua autoria, que mostramos de seguida na sua versão original a preto e branco, mas também na versão colorida pelo próprio artista (para aproveitar a extensão completa, clique nos mesmos).

Tex por Carlos BrandinoTex por Carlos Brandino - a cores

Brandino é um paulistano que mora na cidade de Guarulhos há mais de 30 anos e como muitos cresceu lendo e fazendo banda desenhada, tendo-se aprimorado com o tempo o que originou ter já sido convidado a participar de vários projectos institucionais de quadradinhos, projectos gráficos, criação de personagens e trabalhos publicitários.

Tex Willer – Programação completa no Brasil em 2010

Logótipo Mythos EditoraCom autorização da Mythos Editora, na pessoa do editor Dorival Vitor Lopes, informamos a programação editorial de todas as revistas TEX, durante o ano de 2010.

É uma informação baseada num texto do próprio editor, publicado na edição número 487 de Tex, datado de Abril de 2010 e que nos apressamos a dar conhecimento a todos os frequentadores do blogue do Tex. Assim, todos os texmaníacos já saberão as belíssimas histórias que serão publicadas na nossa língua neste ano. Só não discriminamos as histórias de Tex Coleção, porque elas continuarão seguindo a mesma ordem em que saíram na Itália.
2010
TEX

Janeiro - 483 - O Xerife ÍndioJaneiro – Tex n° 483: Faraci & Raul e
Gianluca Cestaro
“O Xerife Índio” (Tex italiano nº 581: “Lo sceriffo indiano“).
Sinopse da história: Filho de uma índia e de um caçador, Jerry Norton conseguiu o respeito e a confiança dos habitantes de Greystroke, tornando-se no xerife daquela cidade. Mas a chegada de Lester Rowen, um rico e ambicioso proprietário vai mudar as coisas. Em breve, Jerry é acusado da morte de Rita Kent, a noiva de Rick Rowen, o filho daquele. Jerry é obrigado a fugir para poder salvar a pele e tentar provar a sua inocência. Uma inocência na qual Tex acredita e por isso vai tentar chegar a Jerry para apurar a verdade e convencê-lo a entregar-se à justiça.
Para ler a crítica a esta história, clique aqui!

Tex 484 - A Presa HumanaFevereiro – Tex n° 484: Faraci & Raul e Gianluca Cestaro
“A Presa Humana” (Tex italiano nº 582: “La preda umana“).
Conclusão da história iniciada no número anterior.

Tex 485 - Os Dois EspiõesMarço – Tex n° 485: Boselli & Mastantuono
“Os Dois Espiões” (Tex italiano nº 583: “Missouri!“).
Sinopse da história: Glendale, uma cidade no Missouri, é assaltada por um bando que assassina a sangue-frio o presidente municipal local, fere o xerife e coloca em alvoroço toda a população. O chefe do bando é no entanto reconhecido por Stacy Robbins, um comerciante local que acaba por enviar um telegrama a Tex na reserva Navajo dando conta dos acontecimentos. Na verdade, o bando é chefiado por Jude West, um antigo capitão nortista que, durante a Guerra Civil, chefiou uma companhia onde Stacy Robbins também estava colocado. Durante a viagem até Glendale, Tex narra aos seus pards os acontecimentos ocorridos durante a Guerra Civil, quando na companhia de Damned Dick (Dick Furacão) andaram em missão secreta para vigiarem os actos dos soldados da Companhia J do Sétimo Kansas, chefiada por Jude West.
Para ler a crítica a esta história, clique aqui!

Tex italiano nº 584 - I due guerriglieriAbril – Tex n° 486: Boselli & Mastantuono
“Acerto de Contas” (Tex italiano nº 584: “I due guerriglieri“).
Conclusão da história iniciada no número anterior.

Tex italiano nº 585 - La grande seteMaio – Tex n° 487: Manfredi & Civitelli
“A Grande Sede” (Tex italiano nº 585: “La grande sete“).
Sinopse da história: Em Phoenix, no Arizona, diques, canais e rios são desviados do seu curso normal, deixando secos alguns campos em favor da grande cidade. Tex e Carson encontram-se por aquelas paragens e por isso vão defender os nativos e os agricultores locais das garras do poderoso Bill Lansdale, um especulador que de um bem público como a água tenta obter um negócio lucrativo.
Para ler a crítica a esta história, clique aqui!

Tex italiano nº 586 - Giochi di potereJunho – Tex n° 488: Manfredi & Civitelli
“Jogos de Poder” (Tex italiano nº 586: “Giochi di potere“).
Conclusão da história iniciada no número anterior.

Tex italiano nº 587 - L’artiglio della tigreJulho – Tex n° 489: Nizzi & Venturi
“As Garras do Tigre” (Tex italiano nº 587: “L’artiglio della tigre “).
Sinopse da história: Nas ruas de São Francisco, entre os becos escuros dos quarteirões mais mal-afamados, o tráfico de ópio é cada vez mais intenso. O chefe da polícia de Frisco, Tom Devlin, chama novamente em socorro Tex e Carson e os dois pards põem-se imediatamente no rasto dos traficantes, para tentar revelar a fonte de distribuição da droga. Os primeiros indícios deixam poucas dúvidas… A organização parece mesmo ser dirigida por um velho inimigo dos Rangers: o diabólico Tigre Negro, já derrotado pelos nossos heróis em duas ocasiões anteriores e, agora, mais do que nunca sedento de poder e vingança!

Tex italiano nº 588 - Il castello neroAgosto – Tex n° 490: Nizzi & Venturi
“O Castelo Sombrio” (Tex italiano nº 588: “Il castello nero“).
Conclusão da história iniciada no número anterior.

Tex italiano nº 589 - La rivolta dei CheyennesSetembro – Tex n° 491: Nizzi & Del Vecchio
“A Revolta dos Cheyennes” (Tex italiano nº 589: “La rivolta dei Cheyennes“).
Sinopse da história: Dois especuladores querem atravessar a reserva dos índios Cheyennes pela linha do caminho de ferro e para isso contratam os serviços do sinistro Jack Barden e do agente índio Wes Turbin. Tex e Carson são enviados para o local com o objectivo de evitarem uma guerra.
Para ler a crítica a esta história, clique aqui!

TEX 590 cop OK:589Outubro – Tex n° 492: Nizzi & Del Vecchio
“Três Dias de Cão” (Tex italiano nº 590: “Tre lunghi giorni “).
Conclusão da história iniciada no número anterior.

TEX 591 cop OK:589Novembro – Tex n° 493: Faraci & Bruzzo
“O Homem de Baltimore” (Tex italiano nº 591: “L’uomo di Baltimora“).
Sinopse da história: Tex e Kit estão na pista de um bando que anda a assaltar bancos, quando vão em auxílio de William Hodson , um escritor e ilustrador de origem inglesa encurralado por um bando de índios. Hodson é um apaixonado por viagens, tendo já passado por inúmeros países e conhecido vários continentes. Agora, vindo de Baltimore, a sua cidade, Hodson deseja conhecer e escrever sobre o oeste e quando sabe que Tex e Kit andam atrás de um bando de assaltantes, não hesita em acompanhá-los para poder testemunhar factos e documentar-se para o seu próximo livro.
Para ler a crítica a esta história, clique aqui!

Tex italiano nº 592 - Destini incrociatiDezembro – Tex n° 494: Faraci & Bruzzo
“Destinos Cruzados” (Tex italiano nº 592: “Destini incrociati“).
Conclusão da história iniciada no número anterior.

ALMANAQUE TEX

Almanacco del West 2010 - La banda dei messicaniMaio – Almanaque Tex n° 39: Nizzi & Fusco – AVENTURA INÉDITA
“O Substituto” (Almanacco del West 2010: “La banda dei messicani“).
Sinopse da história: Tex é encarregue pelo Comando dos Rangers, de prender Ray Bonner, um jovem condenado à prisão perpétua após um sangrento assalto e escoltá-lo para a prisão de Yuma. O rapaz não revelou quem foram os seus cúmplices no assalto ao banco e ninguém sabe onde está escondido e o que aconteceu aos trinta mil dólares  roubados…

Tex italiano nº 400 - La voce nella tempestaOutubro – Almanaque Tex n° 40: Nizzi & Galleppini
“A Voz na Tempestade (Tex italiano nº 400: “La voce nella tempesta“).
Sinopse da história: A fascinante Mavis Kimbaugh, irmã e cúmplice do bandido Ned possui uma casa de jogo em Rock Springs, a Lady Luck. O Capitão Taylor, loucamente apaixonado por Mavis, trai o exército pelos seus lindos olhos, cabendo ao irmão da encantadora detectar os movimentos dos soldados e despistar as  patrulhas, para que o patife possa esvaziar os bancos em paz, mas os nossos quatro pards desmontam o infame complô e provam a inocência de Pat Mac Ryan, vítima aleatória das sombrias maquinações de Kimbaugh!

Tex em Cores n° 3 - O Bando do Vermelho

.TEX EM CORES
Janeiro –  Tex n° 2: “Surge Mefisto“

Março –  Tex n° 3: “O Bando do Vermelho“

Maio –  Tex n° 4: “No Covil de Satânia“

Junho –  Tex n° 5: “O Casamento de Tex“

Julho –  Tex n° 6: “O Rei dos Atiradores“.

TEX OURO
Tex Ouro nº 47 - O Ouro de KlaatuJaneiro –  Tex Ouro n° 46: Canzio & Letteri
“A Mensagem Cifrada“

.
Março –  Tex Ouro n° 47: Canzio & Fusco

“O Ouro de Klaatu“

Maio –  Tex Ouro n° 48: Nizzi & Civitelli
“Missão em Boston“

Julho –  Tex Ouro n° 49: Nizzi & Monti
“Na Trilha da Vingança“

Setembro –  Tex Ouro n° 50: Nizzi & Fusco
“No Selvagem Yukon“

Novembro –  Tex Ouro n° 51: Nizzi & Monti
“Segredo de Estado“

Grandes Clássicos do Tex n° 25 - El GringoOS GRANDES CLÁSSICOS DO TEX
Fevereiro –  Grandes Clássicos do Tex n° 25
: “El Gringo“

Abril –  Grandes Clássicos do Tex n° 26: “Na Trilha de Laredo“

Junho –  Grandes Clássicos do Tex n° 27: “Além do Deserto / A Horda Selvagem“

Agosto –  Grandes Clássicos do Tex n° 28: “Limpeza em Abilene / Deserto“

Outubro –  Grandes Clássicos do Tex n° 29: “A Cidade Sem Lei“

Dezembro –  Grandes Clássicos do Tex n° 30: “O Bando dos Mórmons“

Logótipo de Tex FériasTEX FÉRIAS
Junho –  Tex Férias n° 9 – Boselli & Marcello
“O Caçador de Homens“

TEX GIGANTE
Logótipo de Tex GiganteMarço –  Tex Gigante n° 1 – Nizzi & Bernet – REPUBLICAÇÃO
“O Homem de Atlanta“

Setembro –  Tex Gigante n° 24 – Boselli & Suarez – AVENTURA INÉDITA
“Cuba libre“

Logótipo de Tex AnualTEX ANUAL
Dezembro –  Tex Anual n° 12 – Faraci & Diso
“Jogo Maldito“

TEX EDIÇÃO HISTÓRICA
Logótipo de Tex Edição HistóricaJaneiro –  Tex Edição Histórica n° 78 – G. L. Bonelli & Galleppini – “São Francisco“

Julho –  Tex Edição Histórica n° 79 – G. L. Bonelli & Nicolò – “Furacão no Pacífico“

Póster Tex Nuova Ristampa 132

Póster Tex Nuova Ristampa 132

Em nova  ilustração de Claudio Villa, vemos desta vez um determinado Tex Willer a ordenar a um índio yaqui, que antes o atacara nas minas de prata de um centro mineiro mexicano abandonado há muitos anos e a pouco mais de vinte quilómetros da fronteira sul do Arizona, que desaparecesse rapidamente da sua frente, antes que o Ranger tivesse que o balear…

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “I due rivali” de G. L. Bonelli e Erio Nicolò (Tex italiano #214 e #215).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)

Texto de José Carlos Francisco

Tex Série Normal: Missão em Great Falls

Tex 131Argumento de Guido Nolitta, desenhos de Ferdinando Fusco e capas de Aurelio Galleppini.
Com o título original Missione a Great Falls , a história foi publicada em Itália nos números 203 a 207 em 1978 e no Brasil, pela Editora Vecchi, nos números 131 a 134.

Roger Goudret, um revolucionário que anda a fomentar a revolta das tribos índias no norte do Canadá contra o domínio inglês, é libertado da prisão onde se encontrava recluso pelo seu primo Big Bear Pierre com a cumplicidade de um sargento do exército britânico. Tex vai ajudar Jim Brandon a caçar este revolucionário pelos territórios francófonos do Canadá, onde a população tem um ódio de morte pelos ingleses, que os considera como invasores.

Arte de Ferdinando Fusco

Ao longo de mais de 300 páginas, Nolitta assina aqui mais uma das suas grandes aventuras, sendo que esta assume de modo mais ou menos indirecto um certo cariz político, tocando na tradicional rivalidade que sempre existiu entre as comunidades britânicas e francófonas no Canadá. Não que a aventura sirva para o autor soltar o seu alerta ou denunciar o que quer que seja. Em bom entendimento, parece-nos sempre que Nolitta, apesar de apresentar a luta dos rebeldes contra o domínio da coroa britânica, acaba por nunca tomar evidente partido por qualquer lado da contenda.

Tex 132Tex 133
.

Aquilo que nos parece sempre mais evidente, apelativo e propriamente denunciado pelo autor é o modo como são feitas e idealizadas algumas revoltas, muitas vezes partindo de premissas ideológicas válidas, mas caindo rapidamente num apelo às massas verdadeiramente demagógico que acaba por desvirtuar aquilo que no início era assumido e julgado como puro, honesto e justo.

tex134_bigNo fundo, este é um argumento bem identificado com a sensibilidade de Nolitta, porque o seu Tex surge muitas vezes manietado pelos acontecimentos e até dependente de acções alheias, não se podendo confundir isso como alguma fraqueza do herói. Veja-se, por exemplo, toda a cena do ranger preso ao poste com Jim Brandon, uma cena que hoje em dia, eventualmente apresentada por outros autores (leia-se Nizzi), provocaria um acérrimo coro de críticas.
Tex surge como um herói mais humano e menos lendário, mais estratega e menos dotado a quem tudo corre bem, um conjunto de limitações, se podemos assim chamar, que o torna mais próximo do leitor.

O Tex Willer de Ferdinando Fusco.
Ferdinando Fusco assina aqui um dos seus primeiros trabalhos, conseguindo um resultado admirável, compondo um Tex ainda muito ticciano, sempre dotado daquele olhar cínico que o autor lhe conferiu desde o início. Aqui o Tex de Fusco ainda não tinha a densidade física daquele que o autor foi desenvolvendo ao longo dos anos e que o assemelham com John Wayne. Este Tex é ainda um ranger jovem, audaz e irreverente, numa palavra, muito clássico.

Texto de Mário João Marques

Segundo número da revista italiana “Tex Willer Magazine” já está disponível no fórum italiano TWF

Logótipo fórum Tex WillerO excelente e prestigiado fórum (italiano) de Tex Willer publicou neste mês de Abril, a sua segunda edição da revista “TEX WILLER MAGAZINE“, um suplemento (agora com periodicidade semestral) de informação texiana do fórum texwiller.forumfree.org.

Tex Willer Magazine nº 2 - CapaA edição, de 36 páginas, encontra-se disponível no formato PDF, mas para poder ter acesso ao conteúdo total da revista (que recorda um fanzine), há que ser um utente registado do fórum italiano, pelo que recomendamos o registo a quem quiser visualizá-la, até porque a edição tem sido alvo de grandes elogios, inclusive de membros do próprio staff de Tex, como por exemplo Claudio Villa e Mauro Boselli.

Os destaques deste segundo número que conta com a participação de José Carlos Francisco (popularmente conhecido como Zeca) na redacção e do qual o blogue português de Tex já faz parte integrante conforme se pode constatar no expediente da revista, vão para a entrevista exclusiva com o conceituado desenhador Claudio Villa, para a recensão crítica de “L’uomo di Baltimora“, a recente história da autoria da dupla Faraci & Bruzzo, para um exaustivo dossier dedicado a Mefisto, para um belo texto dedicado a um famoso rapaz no Faroeste: o Kit Willer de Boselli e o texto sobre as trilhas europeias e americanas com Tex. Mas há muito mais material de qualidade, de que não falamos para deixarmos o prazer da descoberta a quem desejar adquirir a revista.

Para aguçar o apetite publicamos de seguida, com a devida autorização, o texto da autoria de José Carlos Francisco à TEX WILLER MAGAZINE nº 2, devidamente traduzido para português:

Pelas trilhas europeias e americanas com Tex

Tex Willer Magazine nº 2 - Página 2A longa cavalgada de Tex à volta do mundo, levou-o nos últimos anos aos Estados Unidos, Portugal e Rússia. A popularidade da mítica personagem da Casa Bonelli, a maior editora transalpina de fumetti não parece assim conhecer fronteiras.

Em Dezembro de 2003, numa etapa importante e almejada há muito pela Sergio Bonelli Editore, a Dark Horse editou o primeiro de quatro volumes previstos, da história que na Itália foi publicada no “Albo Speciale” nº 15, com o título “The Four Killers”. A história escrita por Claudio Nizzi e desenhada pelo americano Joe Kubert, foi publicada numa prestigiosa edição cartonada e a cores, confirmando a modalidade editorial realizada antes na Holanda, Alemanha e França. Só que devido a um conflito entre a Dark Horse e a Venture, a edição existiu fisicamente, mas nunca foi posta à venda, tornando-se por isso mesmo, uma edição raríssima que somente alguns poucos editores, como por exemplo Dorival Vítor Lopes, da Mythos (Brasil), e Pedro Silva, da Vitamina BD (Portugal), possuem. Mas Tex chegou a ver a luz do dia na sua “terra natal”, quando finalmente em 2005 a própria SAF Comics, detentora dos seus direitos internacionais, publicou “Tex: The Lonesome Rider”, numa edição impressa na Eslovénia, com 240 páginas a preto e branco, capa em brochado e com o custo de $15,95 dólares.

2005, mais precisamente no dia 14 de Agosto, foi também o ano em que Tex “nasceu” em Portugal, depois de mais de 30 anos a ser distribuído com o selo de editoras do Brasil. A honra coube à aventura “Tex contra Mefisto”, da dupla Giovanni Bonelli e Aurelio Galleppinni, publicada no volume 8 da 2ª Série dos Clássicos da BD, rebaptizada com o nome “Colecção BD Série Ouro” numa iniciativa do jornal “Correio da Manhã” que quis oferecer ao seu público uma versão “falada” no mais clássico idioma lusitano.
Em 2008 por ocasião do sexagésimo aniversário de Tex, o BDJornal # 24, uma publicação Pedranocharco, dedicou um dossier especial ao Western, onde incluiu aquela que é a segunda história de Tex editada em Portugal, a história de 14 páginas da autoria da dupla Guido Nolitta e Giovanni Ticci, intitulada “Uma Tarde Quente…”, gentilmente cedida pela SBE e que para já encerra o ciclo português de Tex.

Tex Willer Magazine nº 2 - Página 9Provando que a popularidade de Tex Willer parece não ter limites, em 2007, a mais popular personagem da Casa Bonelli começou também a ser editada na Rússia, através da editora “Green Cat“, para satisfação dos apreciadores da banda desenhada daquele longínquo país de Leste. A chegada de Tex à Rússia é a enésima aposta que a Bonelli joga fora dos confins italianos: um desafio que data desde os primórdios (pode datar-se de 1948, a estreia de Tex num país estrangeiro, mais precisamente em França, no dia 29 de Novembro, apenas dois meses depois da sua estreia na pátria italiana, com o nome “Texas Boy” e no formato apelidado de striscia,) e cuja história marcada por diversos sucessos e algumas desilusões seria útil percorrer para compreender as dimensões da popularidade de Águia da Noite, que se pode encontrar em língua hebraica, no doce idioma grego e até em tamil, sem esquecer países como Turquia, Espanha ou Argentina…

Mas voltemos a Portugal porque o objectivo deste texto é falar das edições do Ranger em língua portuguesa. Assim como na Itália e no Brasil também em Portugal a mais popular personagem dos quadradinhos italianos é Tex. Ainda que pequeno em relação ao italiano, ou ao brasileiro, o mercado português de Banda Desenhada é constituído por leitores fiéis, entusiastas e pacientes, pois têm que esperar que os seus Tex’s venham do outro lado do Oceano, mais precisamente do Brasil (país cuja língua oficial também é o português). Tex apareceu pela primeira vez em Portugal no final de 1971, editado pela Editora Vecchi, do Brasil. Tratava-se do número 1, com formato idêntico ao italiano e trazia o preço de capa de 10$00 (0,05€). A trajectória de Tex em Portugal foi tortuosa e a vida dos coleccionadores portugueses sempre foi muito difícil, pois continuamente estiveram dependentes da vontade das editoras brasileiras, além de que as revistas chegavam a Portugal sempre com seis a nove meses de atraso e algumas delas em mau estado de conservação, devido a serem sobras recolhidas das edições postas à venda no Brasil. Mas o pior é que algumas vezes as editoras brasileiras “esqueciam-se” de enviar alguns números para Portugal e os leitores lusos ficavam privados de algumas histórias.

Tex Willer Magazine nº 2 - Página 10Este foi sempre um problema grave que sucedeu algumas vezes durante a trajectória de Tex em Portugal e com todas as editoras brasileiras, tratando os leitores portugueses de uma forma que eles não mereciam, já que sempre se mantiveram fieis à compra das edições. Para piorar a situação, tanto a editora Vecchi, como a Rio Gráfica/Globo nunca atendiam o pedidos dos coleccionadores lusitanos de enviar pelo correio as revistas que não vinham para Portugal, ao contrário da Mythos Editora que, nesse aspecto, foi muito benévola e profissional, compreendendo os anseios dos fãs portugueses. Apesar de todos estes obstáculos, graças ao empenho, persistência, dedicação e paixão, existem coleccionadores em Portugal com toda a colecção brasileira de Tex e inclusive alguns com a colecção italiana!

Voltando ao Brasil, seguramente o país que deu mais satisfações à Casa Bonelli, a nação sul-americana deu vida a Tex em 1951, através da Rio Gráfica Editora, tendo o Ranger tido a sua primeira aparição na revista Júnior nº 28, com o nome de “Texas Kid” tendo o mesmo formato da edição original italiana. “Texas Kid” despede-se dos leitores brasileiros em Julho de 1957 e durante toda a década seguinte ninguém mais ouviu falar de Tex no Brasil, até que em Fevereiro de 1971 a Editora Vecchi relançou Águia da Noite em revista própria, sendo também distribuída em Portugal, como dissemos anteriormente. Em 1977 devido ao grande sucesso comprovado por vendas superiores a 150.000 exemplares, a Vecchi lança a 2ª edição de Tex e em 1980 publica aquela que ainda hoje é considerada a mais sofisticada edição brasileira, o luxuoso álbum cartonado “O Ídolo de Cristal”. Em 1983, Tex muda-se para a Rio Gráfica Editora, mantendo a numeração e formato. Em Janeiro de 1987, Tex passa a ser apresentado aos leitores pela Editora Globo, na verdade a mesma Editora Rio Gráfica, porém com outro nome. Em finais de 1998 é a Editora Mythos quem assume a publicação de Tex, tendo no presente várias séries (entre inéditas e reedições, almanaques e especiais num padrão que nenhuma editora anterior tinha conseguido dar no passado, a que correspondem boas vendas) dedicadas a Águia da Noite, todas elas enviadas também para Portugal, para deleite dos Texianos portugueses, mostrando que Tex continua bem vivo entre os leitores de língua portuguesa, como também atestam as diversas exposições realizadas em Portugal (primeiro e único país até hoje a expor originais de Tex fora da Itália), inclusive com a presença de artistas do calibre de Fabio Civitelli e Marco Bianchini…

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)