AS EXPOSIÇÕES DO VI FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DE BEJA (QUE CONTA COM A EXPOSIÇÃO – E A PRESENÇA – DE FABIO CIVITELLI, DESENHADOR DE TEX WILLER)

6º Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja
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Entre os dias 29 de Maio e 13 de Junho o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja volta a fazer da cidade a capital da banda desenhada no nosso país, juntando autores consagrados e talentos emergentes.
Para além das exposições haverá ainda lugar para a apresentação de projectos, conferências, espectáculos, lançamento de livros, oficinas, sessões de autógrafos, sessões de cinema, workshops, etc.
Um Festival eclético, virado para todos os públicos, que mostra muitas das orientações que se fazem sentir no campo da banda desenhada contemporânea…

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

Exposições do 6º Festival Internacional de BD de Beja

Tex nº-293FABIO CIVITELLI (ITÁLIA)
Fabio Civitelli nasceu em 1955, em Lucignano, Arezzo. Depois de ter estudado no Liceu Científico de Arezzo, começou de imediato a trabalhar como autor de banda de sonhada.
Aos 19 anos integrou o Estúdio Origa, para o qual fez bandas desenhadas eróticas e de terror. Em 1977 desenha para as revistas Il Monello e L’Intrepido, com o pseudónimo Pablo de Almaviva e, em 1979, para a revista Blitz. Nesse mesmo ano, após uma breve experiência a desenhar o Homem Aranha e o Quarteto Fantástico para a revista SuperGulp!, foi apresentado a Sergio Bonelli, que o recrutou de imediato para desenhar Mister No para a Sergio Bonelli Editore. Em 1984 Sergio Bonelli oferece-lhe a possibilidade de passar a desenhar o emblemático Tex, um dos maiores êxitos da editora, ao que Civitelli acede, dedicando-se inteiramente ao personagem desde então. A sua primeira história de Tex, I due killer, escrita por Claudio Nizzi (cuja primeira prancha se mostra em Beja) foi publicada no n° 293 da revista Tex, em 1985. Há precisamente um quarto de século… A história mais recente, La grande sete, foi publicada no Verão de 2009…

www.texwillerblog.com

Dame DarcyDAME DARCY (ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA)
Dame Darcy nasceu no Idaho, em 1971. A partir dos 10 anos fez vários livros ilustrados e vários livros de poesia. Foi também nessa altura que aprendeu a tocar banjo e que compôs as primeiras canções.
Em 1989 entrou para o San Francisco Art Institute, onde estudou cinema de animação. Nesse mesmo ano publicou o primeiro número do fanzine de banda desenhada Meat Cake. Como artista freelancer passou a colaborar com vários jornais, revistas e fanzines underground.
Tem trabalhado com vários argumentistas, entre os quais Alan Moore, que colaborou com ela num número de Meat Cake. Publicou em 2002 a novela gráfica Frightful Fairytales e, no ano seguinte, a compilação Dame Darcy’s Meat Cake, entre outros trabalhos. Prepara actualmente a novela gráfica Hand Book for Hot  Witches.
Tem desenvolvido vários projectos como realizadora e actriz, em filmes independentes, e como cantora, compositora e instrumentista. Desenvolveu também uma outra vertente intimamente ligada ao seu imaginário: a concepção de bonecas. Dame Darcy tem a sua própria editor, a Dame Darcy Publishing Ink e integra a banda Death By Doll.
www.damedarcy.com

HippolyteHIPPOLYTE (FRANÇA)
Hippolyte nasceu no coração dos Alpes, em 1976. É um dos mais interessantes autores franceses da sua geração. Apaixonado pela técnica do scratch card, e pela aguarela, os seus livros de banda desenhada cedo chamaram a atenção: Dracula, em 2003, Le Rêve d’Icare, com Jean Côme Noguès, em 2005, Le Maitre de Ballantrae, em 2006, Minik, com Marazano, em 2008, L’Afrique de Papa, em 2010, etc. Admirador confesso do expressionismo alemão, de jazz, e de vários autores de banda desenhada, o seu trabalho espelha bem o interesse diversificado que tem pela arte em geral. E também a facilidade com que se deixa contaminar por vários universos, sem nunca perder o seu próprio estilo. Além de ser autor de banda desenhada, Hippolyte também se dedica à ilustração (Le Monde, Nouvel Observador, etc.), ao desenho de cartazes à fotografia, ao cinema de animação e ao teatro de sombras chinesas, entre muitos outros interesses. Em 2009 foi viver para a ilha de Reunião, para lá de Madagáscar, em pleno Oceano Índico. Trabalha actualmente num livro de banda desenhada adaptado do livro Dans La Peau d’un Youv, de Hamid Jemai.
www.hippo.canalblog.com

Igor HofbauerIGOR HOFBAUER (CROÁCIA)
Igor Hofbauer nasceu em Zagreb, em 1974. Estudou Pintura na Academia de Belas Artes de Zagreb. Tem trabalhado principalmente como autor de cartazes para eventos musicais em meios underground. A sua relação com a música é epidérmica, pois também é músico — baterista e compositor.
Como autor de cartazes tem registado enorme notoriedade, em grande parte devido ao trabalho desenvolvido para o Club Mocvara. Foi inclusivamente incluído no livro The Art of Modern Rock: The poster explosion, publicado em 2004. Em 2009 a Mmmnnnrrrg publicou-lhe em Portugal o livro de banda desenhada Prison Stories, composto por 7 histórias, onde Hofbauer dá expressão a muitas das suas inquietações. Algumas destas histórias já tinham sido publicadas pelo colectivo Komikaze, da Croácia, no fanzine com o mesmo nome.
Além de Prison Stories, Hofbauer publicou, com Edo Popovic, outros 4 livros: Klub, Ako vam se jednom…, Gospa od Blunda, e Betonske price. O seu trabalho já foi exposto em Portugal, Croácia, Eslovénia, Grécia e Itália.

JCoelhoJCOELHO (PORTUGAL)
JCoelho nasceu em Lisboa, em 1977. Em 198O era conhecido como “plasticinas”, na creche, por passar tardes inteiras a brincar com plasticina. Na adolescência entrou na Escola de Artes e Ofícios António Arroio, onde, com Rui Gamito e Paulo Amorim, criou e editou o fanzine Vertigens. Em 1996 terminou o Curso Técnico Profissional de Artes Gráficas e Comunicação e envolveu-se com uma paixão antiga, a música, tocando baixo eléctrico com os Honeydope em concertos por todo o país. A partir de 2000 nunca mais largou os lápis, o photoshop e os Macs. Executou cenários para a Animanostra, e ilustrações e storyboards para produtoras de publicidade. Depois de ter partilhado com vários autores um ateliê em Alfama, partilha hoje um novo e maior ateliê: o “The Lisbon Studio”, onde continua a desenvolver vários projectos na área da banda desenhada e ilustração, para Portugal, Itália e Estados Unidos. Estreia-se este ano na edição profissional internacional, com uma história para a antologia Outlaw Territory e com a participação na mini-série Forgetless, da Label Shadowline, Image Comics, desenhando os números 2 e 4. JCoelho expôs no II Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, em 2006 (colectiva A Viagem da Virgem, com Pepedelrey, Rui Gamito e Rui Lacas) e publicou a história Destino no Venham + 5 n.º 5, da Bedeteca de Beja, em 2008.
www.almirantefujimori.blogspot.com

João FazendaJOÃO FAZENDA (PORTUGAL)
João Fazenda nasceu em Lisboa, em 1979. Estudou Artes gráficas na Escola António Arroio e licenciou-se mais tarde em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. Começou a fazer banda desenhada muito cedo, publicando e editando fanzines, participando em concursos, antes de se lançar com Marte (argumento), na série Loverboy (três volumes entre 1998 e 2002). É também autor, juntamente com Pedro Brito, da novela gráfica Tu és a mulher da minha vida, ela a mulher dos meus sonhos, publicado recentemente em França e na Polónia. Em 2009, publicou o livro Ângulo Morto inspirado no filme Vertigo de Alfred Hitchcock. Paralelamente à banda desenhada, que tem feito de forma curta e irregular, tem-se dedicado sobretudo à ilustração e feito experiências em animação. Como ilustrador colaborou em diversos jornais e revistas nacionais e internacionais (Guardian, Ler, New York Times, Público, Visão, etc.). Ilustrou livros infantis (entre outros) cartazes de cinema e capas de discos.
Realizou a curta-metragem de animação Algo Importante e co-realizou com Alex Gozblau o filme Café.
www.joaofazenda.com

Miguel RochaMIGUEL ROCHA (PORTUGAL)
Miguel Rocha nasceu em Lisboa, em 1968. É um aos mais talentosos autores portugueses da actualidade. Estudou Artes e Técnicas do Fogo na Escola António Arroio e Desenho, na Sociedade Nacional de Belas Artes.
Entre outros, é autor dos livros: Borda d’água (1999); As pombinhas do sr. Leitão (1999); Dédalo (1999); Eduarda, com Francisco Oliveira a partir do conto “Madame Edwarda” de Georges Bataille (2000). Março, com Alex Gozblau (2001); {Malitska:}, com Francisco Oliveira (2001); A vida numa colher — Beterraba (2003); Os touros de Tartessos, com José Carlos Fernandes (2004), O tempo das Papoilas (2005); Salazar – Agora, na hora da sua morte, com João Paulo Cotrim (2006); e A noiva que o rio disputa ao mar, com João Paulo Cotrim (2009). Também tem trabalhado no campo da ilustração, com João Paulo Cotrim, e do teatro, com Jorge Andrade. Publicou a história Celeste, com Susana Marques, no Venham + 5 n.º 5, da Bedeteca de Beja, em 2008, e já expôs por duas vezes entre nós: na 1ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, em 2005, e na 2ª, em 2006. Volta agora a Beja, que será sempre a sua casa, para mostrar um novo trabalho…

Niko HenrichonNIKO HENRICHON (CANADÁ)
Niko Henrichon nasceu no Quebeque. Embora tenha crescido influenciado pela literatura e pelos animes e videojogos japoneses, acabou por estudar ilustração e banda desenhada no Instituto Superior de Belas Artes de Saint-Luc, em Liège, Bélgica, onde se graduou, em 2001.
Depois de voltar para o Canadá, ainda em 2001, publicou o seu primeiro trabalho na revista Sandman presents: Everything you always wanted to know about dreams… but were afraid to ask. Uma pequena banda desenhada de 8 páginas que deixava no ar muitas expectativas.
Em 2003 publicaria o seu trabalho de maior fôlego: Barnum!, escrito por Howard Chaykin e David Tischman. Mas seria em 2006, com a banda desenhada Fábula de Bagdad, realizada em colaboração com o escritor Brian K. Vaughan, que obteria o reconhecimento internacional (e vários prémios).
Dono de um estilo muito próprio, por vezes “camaleónico”, Henrichon tem assinado vários trabalhos: New X-Men, Spiderman Fairy Tales, 24Seven, Hostile, Fables, Marvel Comics Presents, New Mutants, Nation, Prince of Persia, etc. Tem também alcançado uma enorme notoriedade como autor de capas.
O livro Fábula de Bagdad (BDmania), ganhou o prémio para Melhor Desenho, atribuído pelos Troféus Central Comics, em cerimónia que decorreu durante o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, o ano passado.
www.nikohenrichon.com

Regina PessoaREGINA PESSOA (PORTUGAL)
Regina Pessoa nasceu em Coimbra, em 1969, e cresceu numa pequena aldeia perto de Cantanhede. Em 1986 foi estudar para a Faculdade de Belas Artes do Porto. Hoje partilha a sua vida entre o Porto e Valence, França, onde trabalha no seu novo filme. Entre 1992 e 2002 trabalhou na Filmógrafo – Estúdio de Cinema de Animação do Porto, onde colaborou nos filmes Os Salteadores, Fado Lusitano e Clandestino, de Abi Feijó. Realizou o seu primeiro filme de animação, A Noite, em 1999. Em 2005 realizou História Trágica com Final Fefiz,  uma co-produção Ciclope Filmes (Portugal), Folimage (França) e Offíce National du Film du Canada, reconhecido com cerca de 50 prémios internacionais, entre os quais o Grande Prémio do festival de Annecy. A partir deste filme foi publicado um livro ilustrado, um kit de brinquedos ópticos, e uma exposição itinerante, patente por 12 vezes em 6 países diferentes.
RubyDum & TawnyDee in Niepoortland é a sua primeira banda desenhada e pretende responder a um desafio lançado pelos vinhos Niepoort para explicar as diferenças entre os dois principais tipos de vinho do porto: os Ruby e os Tawny.
http://www.ciclopefilmes.com/regina-pessoa

Rufus DaygloRUFUS DAYGLO (REINO UNIDO)
Rufus Dayglo nasceu em Londres. Incentivado desde sempre pelos pais a prosseguir uma carreira nos comics, tinha uma verdadeira fixação pela revista 2000AD, para a qual viria a desenhar anos mais tarde.
Começou a trabalhar na área da Animação em 1992 e, a partir de 1998, como autor de banda desenhada para a Judge Dredd Megazine, e para outros títulos da 2000AD e da IDW. Em 2007 desenhou a mini-série Snaked, com argumento de Clifford Meth. Mas o seu nome tem estado associado, essencialmente, à 2000AD e à Tank Girl, a irreverente personagem criada nos anos 80 por Alan Martin e Jamie Hewlett. Parada desde os anos 90, a série regressou pelo traço de Ashley Wood, com quem Rufus realizou a série Metal Gear Solid. Wood iniciou uma mini-série de Tank Girl, The Gifting, em 2007, mas a partir do 2° número muito do desenho acabou por ser realizado por Rufus, que se tornou o autor “residente” de Tank Girl, participando em Visions of Booga, Skidmarks, The Royal Escape, e em vários one-shots, publicados pela 2000AD, Titan Books e Image Comics.
Rufus Dayglo tem-se afastado do estilo de Ashley Wood e devolvido a Tank Girl às suas origens, aproximando-se do estilo punk original que caracterizou a série.

João Vaz de CarvalhoJOÃO VAZ DE CARVALHO  (PORTUGAL)
João Vaz de Carvalho nasceu no Fundão, em 1958. Entre 1981 e 1984 trabalhou no ateliê de pintura de Vasco Berardo, em Coimbra. E é entre a pintura e a ilustração que traça hoje o seu percurso. Como ilustrador tem uma obra profundamente original (não é difícil identificar o seu trabalho) e vários livros publicados: 28 Histórias para rir, de Ursula Wölfel, em 2006; O dia em que a mamã ficou com cara de chaleira, com Raquel Saiz, em 2008; Ernesto Buenos Dias, com José Campanário em 2008; Petitusos, com Mar Pavón, em 2009; entre muitos outros…
Desde 1988 que colabora com ilustrações suas para várias revistas e jornais (Activa, Casa Cláudia, Cosmopolitan, Exame, Marie Claire, Máxima, Pais & Filhos, Rua Sésamo, Diário de Notícias, Expresso, etc.), além de desenhar capas para várias editoras.
Tem realizado dezenas de exposições de pintura (Portugal, de Norte a Sul) e de ilustração (Portugal, Alemanha, Emiratos Árabes Unidos, França, Inglaterra, Irão, Itália e Japão). A exposição que agora apresenta em Beja mostra alguns dos seus trabalhos mais recentes e também alguns inéditos, no campo da ilustração.
http://www.jvazcarvalho.com/

Jorge MiguelJORGE MIGUEL  (PORTUGAL)
Jorge Miguel nasceu na Amadora, embora goste de se considerar setubalense adoptivo. Estudou desenho em França e tem trabalhado como desenhador publicitário para o Grupo Barro e para a agência Wilkens, fazendo ilustrações, cartazes, animações e story-boards para vários anúncios.
Publicou vários livros de ilustração e tem também uma vasta produção como pintor, sendo a aguarela a sua técnica predilecta. A maior parte dos leitores mais jovens já encontrou o seu traço único em manuais escolares.
A sua primeira banda desenhada “oficial” foi O cerco de Arzila. Profundamente empenhado na divulgação da História de Portugal, publicou em 2008 o livro de banda desenhada Camões – De vós não conhecido nem sonhado? (Plátano), que mereceu rasgados elogios do publico e da crítica.
Neste momento trabalha com as editoras Plátano e Didáctica e tem em mãos um novo projecto na área da banda desenhada, também com fundo histórico, com Aida Teixeira.

O livro Camões: de vós não conhecido nem sonhado?, ganhou os prémios para Melhor Publicação Nacional e Melhor Desenho Nacional, atribuído pelos Troféus Central Comics, em cerimónia que decorreu durante o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, o ano passado.

Hermann HuppenHERMANN  (BÉLGICA)
Hermann Huppen nasceu em Bévercé, perto da fronteira alemã em 1938. É um gigante da banda desenhada europeia. Estudou desenho na Academia de Belas Artes de São Gilles, em Bruxelas. Foi o casamento com Adeline Huppen, em 1964, que o fez despertar para a banda desenhada, quando o irmão de Adeline, Phillippe Vandooren (futuro director editorial da Dupuis) lhe pediu uma história de 4 páginas para publicai na revista Plein-Feu.
Depois de várias experiências, passa a trabalhar assiduamente com Greg, com o qual cria as séries Bernard Prince (1966) e Comanche (1969), séries que se tornaram emblemáticas da banda desenhada franco-belga e que Hermann desenhou vários anos. Depois de desenhar Jugurtha, com Vernal, passa também a escrever as suas próprias histórias, criando as séries Jeremiah, em 1977, e As Torres de Bois-Maury, em 1984.
A partir de 1991 afasta-se da produção de séries e começa a escrever e desenhar livros individualizados: Missié Vandisandi, Sarajevo-Tamgo, Caatinga, Mataram Wild Bill, Laços de Sangue (com o filho, Yves Huppen), Afrika, O Diabo dos Sete Mares, etc.
O seu estilo realista e muito físico, por vezes cinematográfico, tem admiradores no Mundo inteiro.

EXPOSIÇÕES COLECTIVAS

Sara SerrãoALDEIA DAS AMOREIRAS  (PORTUGAL)
O Centro de Convergência é um projecto extraordinário de desenvolvimento rural que se desenvolve na Aldeia das Amoreiras, no Alentejo. Trouxe ao interior do concelho de Odemira um grupo transdisciplinar de jovens profissionais, determinados em provocar e sustentar a mudança de paradigmas e de práticas. Conduzidos pela sabedoria local, estes jovens propõem um projecto-piloto no combate à desertificação física e ao despovoamento, no sentido do desenvolvimento local sustentável, ecológico e criativo.
Na sua vertente criativa, o Centro de Convergência promove a arte comunitária, procurando junto da população da Aldeia das Amoreiras o conhecimento que se transforma em objecto artístico, envolvendo as pessoas em processos expressivos e criativos e criando (mutuamente) abertura para novas ideias e conceitos.
Em2008 o Centro de Convergência implementou no terreno o projecto BD a Fresco, coordenado por Sara Serrão. Como resultado da interacção com a comunidade foram realizados cinco painéis de pintura a fresco que contam a história de Oliva, uma mulher alentejana (desenho e argumento de Sahara).

Fábio Moon e Gabriel BáFÁBIO MOON E GABRIEL BÁ  (BRASIL)
Fábio Moon e Gabriel Bá nasceram em S. Paulo, em 1976, cidade onde residem. Irmãos gémeos, desenham juntos desde a infância. Cresceram juntos, sempre moraram juntos e trabalham juntos. São ambos formados em Artes Plásticas. Além de desenharem são contadores de histórias natos.
O seu percurso começou com a publicação do fanzine 10 Pãezinhos, em 1997, do qual já editaram algumas dezenas de números (já foram publicados 5 livros a partir do 10 Pãezinhos). Têm vários livros editados no Brasil (Crítica; Um Dia, Uma Noite; Mesa para Dois; O Alienista, de Machado de Assis — entre muitos outros), e nos Estados Unidos (De: Tales; Casanova, com Matt Fraction; The Umbrella Academy, com Gerard Way; Sugar Shock, com Joss Whedon; 5, com Becky Cloonan e Vasilis Lolos e Grampá, etc.). Têm participado, ainda, em várias antologias…
Juntaram-se a Mike Mignola para realizar BPRD 1947 e trabalham actualmente na série Daytripper. É impressionante a quantidade de prémios que já ganharam (alguns, dos mais conceituados do Mundo – como os Eisner Awards ou os Harvey Awards – por várias vezes).
http://www.fabioandgabriel.blogspot.com/

ZonaZONA  (PORTUGAL)
A Zona é um projecto que pretende publicar trabalhos de diversos autores, sobretudo nas áreas de banda desenhada e ilustração. A ideia inicial surgiu em 2006. No entanto apenas em 2009 adquiriu nome e viu a luz do dia, por iniciativa de Fil. O primeiro volume, com o título Zona Zero, inteiramente a cores, foi um número experimental a todos os níveis…
O segundo volume, o Zona Terror, foi lançado mais tarde, no Festival de Cinema de Terror MOTELx. Este número veio demonstrar que a Zona se trata de um projecto sério com capacidade para evoluir, para melhorar e para se manter vivo.
No primeiro semestre de 2010, e agora sob a direcção não só de Fil mas também de André Oliveira, está já programado o lançamento de mais dois volumes…
Ao longo dos três números existentes, passaram pelo projecto mais de duas dezenas de autores de diferentes paragens.
0 Zona Zero foi apresentado no V Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, realizado o ano passado. Alguns dos autores representados também têm passado pelas páginas do Venham + 5, da Bedeteca de Beja.
zonabd.blogspot.com/

Kingpin BooksKINGPIN BOOKS (PORTUGAL)
O início da editora Kingpin Books confunde-se com os primeiros números de Super Pig, com argumento de Mário Freitas e desenhos de Carlos Pedro, e da série CAOS, um thriller de acção com Portugal em pano de fundo, com argumento de Fernando Dordio Campos, desenho de Filipe Teixeira, e cores de Carlos Geraldes. Em 2007 foram lançados os números 2 e 3 de ambas as séries e a Kingpin Books ampliava então o seu leque de autores, acolhendo artistas como Gisela Martins ou GEvan, que desenhou o Super Pig n.º 3 e parte do 4, que sairia em 2008.
Em 2009, a Kingpin daria à estampa aquele que é considerado, até à data, o maior sucesso comercial da editora: A Fórmula da Felicidade, com argumento de Nuno Duarte e desenhos de Osvaldo Medina, cujo segundo e último tomo foi recentemente lançado, já em 2010. Em 2009, surgiria ainda o livro Mucha, com argumento do regressado David Soares e arte de Osvaldo Medina e Mário Freitas, uma história de horror passada na Polónia durante a II Grande Guerra, que releva no absurdo a fragilidade da condição humana. É este percurso singular que se exibe agora nesta mostra colectiva da editora.

Venham + 5TOUPEIRA (PORTUGAL)
Fundado em 1996, o Toupeira é o mais antigo colectivo de autores de banda desenhada a funcionar no nosso país. Embora estejam longe os tempos em que os autores se encontravam praticamente todos os dias para discutir os seus projectos ou para trocar impressões sobre o seu trabalho, continuam a encontrar-se de quando em quando para dar corpo à face mais visível do colectivo: a publicação do fanzine Venham + 5, que entra agora no seu 7° número.
Como já é habitual, e para além dos autores do colectivo, o Venham + 5 volta a acolher nas suas páginas colaboradores de todo o país. Um número heterogéneo, com uma grande variedade de estilos (que mostram outras tantas formas de encarar a banda desenhada), característica que é, afinal, a imagem de marca do próprio fanzine. Na exposição podem ser vistas pranchas de Carlos Apolo Martins, Lobato, Luís Guerreiro, Susa Monteiro, e Véte, mas também o trabalho de outros companheiros nesta edição: Agonia Sampaio, Ana Biscaia, Carla Rodrigues, Diogo Campos, Diogo Carvalho, Gabriel Martins, Hugo Teixeira, Jorge Rodrigues, Luís Lopes, Sebazz Reis e Sónia Oliveira.

Rui LacasTHE LISBON STUDIO (PORTUGAL)
Situado algures entre os Anjos e a Estefânia, para os lados do Jardim Constantino, o The Lisbon Studio resulta da fusão de dois espaços anteriormente existentes: o Estúdio da Bica e o Estúdio de Alfama. Este espaço, que tem pouco mais de 2 anos, é, antes do mais, um espaço privilegiado de trabalho e criação. Constituído por cerca de duas dezenas de artistas das mais variadas disciplinas, é também um local de passagem para outros autores.
O The Lisbon Studio aglutina no seu seio artistas empenhados em áreas tão distintas como a arquitectura, a banda desenhada, o cinema de animação, a escultura, o guionismo, a ilustração, ou o web design. Este diálogo tem dado origem a vários projectos pluridisciplinares, como a exposição que se apresenta agora em Beja na Galeria dos Escudeiros. A exposição, além de consubstanciar em si várias artes tem, entre outras, a particularidade de ter sido concebida propositadamente para o espaço existente, o que constitui um motivo acrescido para motivar uma visita. Alguns dos autores do The Lisbon Studio também já passaram pelo Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, como JCoelho, Pepedelrey e Rui Lacas.

Pedro Carvalho e André OliveiraAVENIDA MARGINAL (PORTUGAL)
Promovido pelo Jornal Avenida Marginal, da Ilha do Faial, pode dizer-se que o Concurso de Banda Desenhada Avenida Marginal 2009 foi um verdadeiro sucesso: estiveram presentes a concurso exactamente 90 pranchas provenientes de todo o país (continente e ilhas).
Alguns dos trabalhos premiados, ou mais interessantes, integraram a quinta edição do Jornal Avenida Marginal (o jornal é trimestral, tem distribuição gratuita, e chega a lodo o Arquipélago dos Açores). A publicação era uma das aliciantes do concurso, que contou com a energia de Marco Silva na organização, e com a colaboração de diversas entidades: Assembleia Regional dos Açores, Bedeteca de Beja, Câmara de São Roque do Pico, Câmara Municipal da Horta; Câmara Municipal da Praia da Vitória. Centro do Mar, Clube de Filatelia O Ilhéu, Cooperativa Cultural Mal Amanhados, Direcção Regional das Comunidades, Direcção Regional do Turismo, Faialentejo, Instituto Politécnico de Beja, e jornal Fazendo.
Depois de terem estado representados com uma exposição no Centro do Mar, na Ilha do Faial, é chegada a vez dos autores se apresentarem em Beja…
jornalavenidamarginal.blogspot.com

Jakob KlemencicGREETINGS FROM CARTOONIA (VÁRIOS)
A exposição Greetings from Cartoonia é organizada pelo colectivo Stripcore, responsável pela revista eslovena de banda desenhada Stripburger que desde os meados dos anos 90 tem feito um reconhecido esforço em divulgar a banda desenhada da “outra Europa”. Decorrente da publicação do livro homónimo, constitui-se como um projecto bastante divertido: cada autor teve de enviar e receber objectos bizarros ou típicos (ou nem por isso) do seu país para servirem de inspiração para as 12 bandas desenhadas publicadas neste livro com 220 páginas. O projecto teve o apoio de outros colectivos europeus de banda desenhada (em Portugal, a Associação Chili Com Carne).
Participaram nesta edição: Gasper Rus, Jakob Klemencic, Kaja Avbersek, Marko Kociper, Matej Lavrencic e Matej Stupica (Eslovénia); Jyrki Heikkinen (Finlândia); Andrea Bruno (Itália); Bendik Kaltenborn (Noruega); Mateusz Skutnik (Polónia); Filipe Abranches (Portugal), e Matei Branea (Roménia).
Depois de Liubliana, Bolonha e Beja, a exposição (que também inclui objectos e vídeos) segue para Helsínquia e para outras cidades a mapear.
www.ljudmila.org

Sara FerreiraNCREATURES (PORTUGAL)
A NCreatures é uma produtora e distribuidora de conteúdos que tem na sua génese uma forte aproximação ao Japão. Apesar de ter começado oficialmente em 2007, já em 2005 editava o primeiro volume da série A Go Go, do colectivo Shoot to Kill: o estilo mangá estava para ficar! Os volumes da série A Go Go acabaram por esgotar…
Por esta altura começou a procura de artistas portugueses que trabalhassem ao estilo mangá, e criou-se o Sempai Project, um sistema de educação directo de artistas para artistas. Como resultado deste processo, são várias as autoras que verão a sua obra editada em 2010.
Em 2008, a NCreatures tornou-se a representante de Natalia Batista, do colectivo Nosebleed Studio, acabando por editar o mangá Only You. Em 2009 edita o título A Song for Elise, também de Natalia Batista.
No mesmo ano torna-se representante do colectivo YokaJ Studio, do qual editará a obra Kick Off, no último trimestre de 2010.
Autoras como Gisela Martins, Inês Barros, Joana Fernandes, Mariana Ferreira, Rita Marques, e Sara Ferreira, encontram-se neste momento com vários projectos da NCreatures entre mãos.
Desde 2008 que a NCreatures colabora regularmente com o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja e com a Bedeteca de Beja.
www.ncreatures.com

Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja

BEJA: UMA CIDADE COM 2500 ANOS DE HISTÓRIA

Beja - Foto 1 de Francisco PaixãoBeja é uma das mais antigas cidades portuguesas. O primeiro povoamento data de cerca de 500 A.C., como mostra a recente descoberta de uma muralha da Idade do Ferro, no centro histórico da cidade.

Fundada com o nome de Pax Julia, no século I A.C., pelo Imperador Júlio César, foi uma das mais importantes cidades da Península Ibérica, como mostram ainda hoje os achados arqueológicos.

Beja - Foto 2 de Francisco PaixãoNo século VI, já com a presença visigótica a fazer-se sentir, mudou de nome para Paca. A rica herança visigótica fez de Beja a “Capital Portuguesa da Arte Visigótica”…

A presença muçulmana, a partir do inicio do século VIII, levou a outra mudança de nome; Beja passou então a chamar-se Baja. A cultura muçulmana continua, ainda hoje, a fazer-se sentir, no branco das casas, na poesia tradicional e na própria língua portuguesa, que adoptou muitas palavras árabes…

Beja - Foto 3 de Francisco PaixãoDurante a Idade Média, já com o nome da Beja, a cidade foi palco de inúmeras batalhas entre portugueses e muçulmanos, até integrar o Reino de Portugal. Desses tempos chegaram até nós, entre vários monumentos, o Castelo (que chegou a ter 40 torres). A Torre de Menagem do Castelo é a mais alta da Península Ibérica e uma das mais altas da Europa, o que atesta a sua imponência. Parte do centro histórico data desse período. Nos séculos XV e XVI a cidade enriqueceu com os Descobrimentos e, já nos séculos XVII e XVIII, com o ouro do Brasil, expresso no Barroco das suas igrejas e conventos.

Beja - Foto 4 de Francisco PaixãoRodeada pela planície alentejana, a cidade tem uma personalidade muito própria, marcada pela arquitectura, pela gastronomia e pelo artesanato, mas, essencialmente, pela maneira de ser dos seus habitantes, amáveis e hospitaleiros. Hoje em dia é uma cidade que tenta encontrar o equilíbrio entre a modernidade e o seu rico passado histórico, investindo na qualidade de vida dos cidadãos e na preservação do seu património e cultura, em campos tão distintos como o cante ou a banda desenhada.

Beja - Foto 5 de Francisco Paixão
Localizada no coração do Alentejo, uma região que ocupa um terço do continente, Beja é uma das cidades mais genuínas do país, com os seus cafés, museus Jardins, e com os seus homens reunidos ao Sol, à volta de uma boa conversa…

A cidade de Milão dedica um jardim a Gianluigi Bonelli

Por José Carlos Francisco

Jardim Gianluigi BonelliUm jardim dedicado ao “pai” de Tex, Gianluigi Bonelli, foi inaugurado este sábado, dia 22 de Maio, pelas 14.00 horas na rua Traversi, junto à esquina com a rua Graf, pelo assessor da Cultura Massimiliano Finazzer Flory.

Na ocasião, que coincidiu com o Comics Day, o dia da banda desenhada, estiveram presentes os filhos do patriarca da banda desenhada italiana, Giorgio e Sergio Bonelli e ainda o argumentista Alfredo Castelli.

Placa do Jardim Gianluigi BonelliA nomeação fez parte de uma série de celebrações em honra da banda desenhada italiana, que recentemente completou cem anos. Com a colaboração do comité científico «Un secolo di fumetto italiano» (Um século de banda desenhada italiana), o Município de Milão lançará depois do Verão um museu da BD, num ex-depósito ATM na avenida Campagna.

Matteo Stefanelli, responsável do blogue Fumettologicamente registou o momento da inauguração do Jardim dedicado ao nome e à memória de Gianluigi Bonelli tirando algumas fotografias,  que o blogue do Tex reproduz por sua vez para os nossos leitores.
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Cerimónia de inauguração do Jardim Gianluigi BonelliFotos essas que mostram a placa com o nome de Gianluigi Bonelli colocada no perímetro externo do jardim e o momento oficial da inauguração onde se pode observar Sergio Bonelli a discursar agradecendo o importante reconhecimento simbólico dado ao seu pai, autor de banda desenhada que nasceu em Milão a 22 de Dezembro de 1908 e que é recordado sobretudo por ter sido o criador de Tex Willer, personagem que há mais de 60 anos é um indiscutível ícone da BD italiana, mas também por ter sido o fundador da editora que tem ainda o seu nome, a “oficina” dos principais sucessos do fumetto popular do pós-guerra, de Mister No a Martin Mystère, de Dylan Dog a Júlia.
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De seguida mostramos mais algumas fotos, estas originárias do sítio da Sergio Bonelli Editore:
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Inauguração na presença de Massimiliano Finazzer Flory, Sergio Bonelli e Giorgio BonelliMassimiliano Finazzer Flory, Sergio Bonelli e Giorgio Bonelli
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Jardim - Foto 1Jardim - Foto 2
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Jardim - Foto 3Jardim - Foto 4
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Trading Post Nº 29

TRADING POST

POR: SÉRGIO SOUSA – FOLHETIM MENSAL DE DIVULGAÇÃO DAS REVISTAS BONELLI PARA VENDA – ANO 3 – Nº29 – MAIO 10

O trading post apresenta as revistas que disponho para venda, as condições de venda e o estado de conservação das revistas. Por dificuldades em introduzir as tabelas no blogue, tabelas que contêm toda a informação sobre as revistas disponíveis, o folhetim disponibilizado no blogue apenas mencionará as revistas disponíveis e o intervalo de preços. Os interessados em determinada revista deverão solicitar, não a informação sobre a revista, mas sim o folhetim versão completa. Façam o pedido através do E-mail: sergiosousa1367@hotmail.com
Além do folhetim serão enviadas diversas fotos adicionais. Recomendo que analisem com atenção as fotografias e a classificação que atribuo a cada uma das revistas, em caso de dúvida podem solicitar mais informação ou fotografia sobre qualquer revista.
Os custos de envio foram alvo de revisão em baixa, no início do ano o envio de livros sofreu um grande aumento para envios entre 2 e 5 Kg. O aumento deveu-se a alterações de software dos correios e ao desconhecimento dos empregados na utilização da aplicação. Verifiquem os custos de envio na tabela no final do folhetim.

NOVIDADES

Rubrica que apresenta exclusivamente revistas novas da Mythos e funciona preferencialmente por encomenda.
Os preços variam entre os 3€ (Tex Coleção 275) e os 21€ (Tex o Mocinho do Brasil).

NovidadesAs Avent. Chico – 1 e 2
G. C. Tex – 21 a 23
Júlia Especial – 3 e 4
Júlia – 3, 4 e 60
Ken Parker – 5 a 11
Mágico Vento – 88, 91 e 92
Revista Tex Brasil – 1
Tex Anual – 3, 10 e 11
Tex e os aventureiros – 3
Tex – 453, 483 a 485
Tex Colecção – 260, 269, 274 a 278
Tex Ed. Histórica – 75 a 78
Tex Esp. Férias – 3 e 7
Tex Gigante – 19, 20 e 23
Tex o Mocinho do Brasil
Tex Ouro – 35 a 41, 44 e 46
Zagor – 4, 6, 98 a 103, 105 a 108
Zagor Especial – 1, 15 a 19, 21, 24 e 26
Zagor Extra – 54, 56, 66, 68 a 73
Zagor Especial 30 Anos

REVISTAS.

As revistas aqui apresentadas são as que têm vindo a acumular das edições anteriores.
Os preços variam entre os 1,7€ (Tex Coleção 14) e os 7€ (Grandes Clássicos Tex)

RevistasChacal – 3
Chet – 8, 9, 12, 14 e 19
Epopeia Tri 2ª ed. – 2, 3 e 8
Grandes Clássicos Tex – 10, 11 e 16
História do Faroeste – 14, 17 e 20
A Hist. Do Oeste – 1, 7, 10, 14, 17, 20 e 27
Ken Parker Vecchi – 17
Mister No Record – 6 e 9
Nick Raider Mythos – 7
Skorpio Vecchi – 9 a 12
Tex 1ª Ed. – 72, 84, 92, 93, 97, 102, 107, 109, 111, 113, 115 a 117, 121, 123, 129 a 132, 136 a 138, 140, 142, 146, 244, 245, 247, 264, 266, 267, 271, 285, 288, 294, 301, 302, 341, 346, 386, 396, 449 e 450
Tex 2ª Ed. – 20, 24, 27, 35, 38, 39, 40, 42, 44, 45, 47 a 50, 52, 56, 59, 62 a 68, 71, 77, 83, 85, 89, 103, 117, 122, 125, 129, 135, 138, 140, 141 e 143
Tex a Cores (Globo) – 2 e 3
Tex Almanaque – 21, 22, 27, 28 e 32
Tex Colecção – 14, 22, 29, 31, 36, 38, 39, 44, 47, 48, 49, 53, 61, 62, 65, 66, 73, 99, 100, 114 e 242
Tex Esp. Férias – 6
Tex MS Merc. da Morte – 1
Zagor Vecchi – 5
Zagor Mythos – 1, 18, 25, 54 e 56
Zagor Especial Mythos – 22
Zagor RGE – 4

ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS REVISTAS
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NOVO (N)
– Estado de banca. Novo ou como Novo.
SEMI NOVO (SN) – Revista com poucos anos, sem defeitos. Capa perdeu o brilho característico das revistas novas.
ÓPTIMO (O) – Capa, lombada e miolo apresentando o desgaste de acordo com a idade. As revistas muito antigas apresentam pequenas imperfeições.
BOM (B) – Pequenos defeitos na capa e lombada (rasgos, riscos ou pequenas palavras), miolo amarelado. Revista não recomendada a coleccionadores exigentes.
REGULAR (R) – Capa e lombada com falhas, mais que uma palavra escrita na capa. Miolo amarelado ou escurecido. Revista não recomendada a coleccionadores exigentes.
USADO (U) – Capa muito gasta ou suja pelo uso, escrita ou com rasgos. Lombada com falhas e miolo demasiado escurecido. Revista não recomendada a coleccionadores exigentes.

CONDIÇÕES DE VENDA

  • Pagamento antecipado efectuado através de transferência bancária.
  • Entrega em mão, apenas na região de Setúbal.
  • Os portes dos correios serão sempre por conta do comprador, salvo indicação em contrário. Procuro enviar os pedidos na forma mais económica (seleccionado a verde na tabela abaixo). Para encomendas entre 2 e 3 Kg, apesar do envio como encomenda ser mais económica, a modalidade livros registado compensa, pois a encomenda é entregue no dia útil imediatamente a seguir, o que não acontece com o envio como mercadoria. Caso o comprador prefira outra forma de envio deve expressá-lo no acto da compra

CUSTOS DE ENVIO

Custos de envioFACTORES QUE INFLUENCIAM OS PREÇOS

  • Estado de conservação das revistas
  • Raridade das revistas
  • Dimensão da encomenda
  • Custos de transporte
  • Custos alfandegários
  • Custo de transferência do dinheiro
  • Flutuação cambial

Como podem verificar, são muitas as variáveis que influenciam os preços das revistas. A mesma revista pode ter preços completamente diferentes, em meses seguidos, devido a estes factores.

OUTRAS INFORMAÇÕES

  • Aceito listas de faltas. A entrega de lista de faltas não compromete o coleccionador e não é garantia de conseguir as revistas em falta. As listas servem para centralizar as compras nas necessidades dos coleccionadores. Os coleccionadores que entregarem lista de faltas, serão informados da existência das revistas, antes da sua divulgação no “TRADING POST”, exercendo assim o direito de preferência. As listas de faltas serão ordenadas pela data de entrega.
  • As fotografias apresentadas no folhetim, serão sempre das revistas colocadas à venda. Adicionalmente ao folhetim seguirão outras fotos e enviarei foto de qualquer revista que me seja solicitado, excepto das revistas novas, das quais não vejo necessidade.
  • Muito excepcionalmente existe mais do que um exemplar de cada número. Somente com a divulgação deste folhetim e a entrega de listas de faltas, será possível colocar à disposição mais exemplares.
  • Agradeço o contacto de todos os coleccionadores interessados em receber o folhetim, assim como sugestões no sentido de melhorá-lo.

DIVULGAÇÃO

O folhetim será enviado a todos os coleccionadores os quais possuo contacto e aos quais peço a divulgação para os seus contactos. Será também enviado a todos aqueles que expressem vontade em recebê-lo.

Brasil e o livro “O Mocinho do Brasil. História de um Fenômeno Editorial Chamado Tex” em destaque no editorial de Tex Nuova Ristampa 256

Tex Nuova Ristampa nº 256Sergio Bonelli, o mítico editor italiano, dedicou um novo editorial de uma edição italiana de Tex ao Brasil, mais precisamente para falar do livro “O Mocinho do Brasil. História de um Fenômeno Editorial Chamado Tex” da autoria de Gonçalo Júnior. Tal aconteceu na edição #256 de Tex Nuova Ristampa, datada de Maio de 2010.

Devido à tradução de Júlio Schneider, tradutor e consultor Bonelliano da Mythos Editora, podemos ver o texto escrito pelo responsável-mor de Tex na Itália, na nossa língua:.

Editorial Tex Nuova Ristampa 256Caros amigos,
quando falo do lento e inexorável desaparecimento do mercado europeu dos quadradinhos bonellianos, caracterizados por longas histórias em série no tradicional preto e branco, sempre indico o Brasil como uma das mais inexpugnáveis fortalezas dos comics da rua Buonarroti. Na verdade, nesse País enorme, habitado por mais de cento e noventa milhões de pessoas, a BD nunca pôde contar com um número particularmente elevado de leitores. Apenas para dar um exemplo, o nosso Tex, apesar de ser indicado como um dos líderes de mercado, sempre teve de contentar-se com cifras bem distantes daquelas atingidas na pátria-mãe. Mesmo outras publicações, dos clássicos americanos dos anos de ouro (Fantasma, Mickey Mouse, Mandrake, Flash Gordon e outros) aos mais modernos super-heróis (é claro que refiro-me às famosas personagens de Editoras como Marvel e DC), jamais se constituíram em preocupante concorrência ao verdadeiro Rei nacional, aquele Maurício de Sousa que – graças a aventuras simples e locais de personagens como Mônica ou Cebolinha – conquistou o título de Walt Disney sul-americano. Os primeiros motivos que me vêm à mente para justificar a pouca difusão dos balões falantes naquela enorme nação devem ser buscados não apenas na elevada taxa de analfabetismo que, até há pouco tempo, afligiu a sua população, mas também no atraso e na precariedade da rede de estradas que tornou problemática a distribuição de todo tipo de publicação. Não é de se espantar, então, se à pouca presença dos quadradinhos nas bancas (como lá são chamados os quiosques) corresponde uma quase total ausência de manifestações análogas à nossa Lucca Comics & Games, e uma raríssima presença de articulistas, críticos e historiadores de BD. Por isso, é com grande admiração que vi chegar às minhas mãos o volume cuja capa se vê abaixo.
O Mocinho do Brasil chamado TEXIlustradíssimo e muito bem documentado, tem um título simpático e lisonjeiro que, em português, é O Mocinho do Brasil. História de um Fenômeno Editorial Chamado Tex. O autor, Gonçalo Júnior, é o mesmo aficionado a quem se deve uma poderosa obra de alguns anos atrás, A Guerra dos Gibis, dedicada ao nascimento e crescimento do mercado brasileiro de quadrinhos entre os anos 1933 e 1964. Entre as muitas curiosidades que emergem do livro em questão, apresento abaixo a primeira capa de um Tex de 1951 ainda privado de sua verdadeira identidade e – porque não? – até da sua dignidade, visto que havia sido rebaptizado como Texas Kid pelos editores de uma série intitulada Júnior. A história de Águia da Noite no Brasil é tão apaixonante (até para mim, que a vivi) que merece a frase ritual: “Continua no próximo número…“

Sergio Bonelli

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O prestigiado site italiano afNews dá a conhecer aos seus internautas o blogue português do Tex!

Logótipo afNewsInfoO prestigiado site italiano afNews (http://www.afnews.info/wordpress/),  um dos mais conceituados sites italianos sobre notícias referentes à banda desenhada,  deu a conhecer no dia 19 de Maio de 2010 aos seus internautas o blogue português do Tex, a propósito das entrevistas realizadas com autores italianos, indicando-o da seguinte forma:

Blogue do Tex anunciado no site afNewsInfo

Tex Willer Blog intervista autori italiani (Tex Willer blogue entrevista autores italianos)

O blogue português dedicado a Tex Willer, texwillerblog.com, decididamente interessante para os fãs do Ranger, publicou hoje uma longa entrevista com o italiano Giancarlo Malagutti. Entrevista verdadeiramente rica, seja a nível de imagens, seja de conteúdos: podem ser vistas as histórias do encontro entre o autor e Galep e Gianluigi Bonelli, uma série de histórias ambientadas no comicdom italiano, detalhes técnicos sobre como trabalhar com banda desenhada e muito mais. E não é necessário saber ler português para lê-la (e nem sequer usar o tradutor do Google): podem encontrá-la já em italiano fazendo click aqui.

Para registo, encontrarão também entrevistas (em italiano) realizadas a Michele MEDDA, Pasquale RUJU, Virginia LETTERI Castelbranco, Massimiliano Leonardo (LEOMACS), Gianfranco MANFREDI & Fabio CIVITELLI, Alessandro BOCCI, Roberto DE ANGELIS, Mauro BOSELLI & Corrado MASTANTUONO, Raffaele DELLA MONICA, Mauro BOSELLI, Marco TORRICELLI, Stefano ANDREUCCI, Marco SANTUCCI, Pasquale DEL VECCHIO, Gianfranco MANFREDI, Claudio VILLA, Ernesto Garcia SEIJAS, Miguel Angel REPETTO, Fabio CIVITELLI, etc.