Tex Willer entre as leituras de Valentino Rossi durante a sua convalescença

Por José Carlos Francisco

Valentino RossiValentino Rossi (considerado um dos mais bem sucedidos desportistas de todos os tempos, com 9 campeonatos mundiais de motociclismo no seu “palmarés”), o piloto da Fiat Yamaha e actual Campeão do Mundo está em convalescença depois de ter partido a perna na jornada de MotoGP em Mugello, Itália, há três semanas. E entre as suas leituras neste período delicado da sua vida, está Tex Willer, conforme se pode constatar no seu site oficial, por sinal muito belo e cheio de animação, onde podemos ver o piloto deitado, tendo na sua mesa de cabeceira um exemplar de Tex, mais precisamente a edição italiana nº 354, intitulada “La congiura“.

Valentino Rossi e Tex na mesa de cabeceira

Tex nº 354 - La congiuraNo site, onde Valentino acolhe os seus fãs de todo o mundo com grande simpatia oferecendo inclusive uma agradável coluna sonora, o piloto deixou uma mensagem sobre a sua recuperação, dizendo essencialmente que o seu objectivo é regressar na jornada de Brno, a 15 de Agosto, se a sua reabilitação continuar sem quaisquer problemas. Para quem não compreender o belo idioma italiano, publicamos a mensagem cheia de boa disposição, onde nem a ironia falta, de Valentino Rossi em português:

“Passaram três semanas desde o acidente e duas desde que deixei o hospital e estou muito contente pela forma como a minha recuperação está a decorrer. Sinto-me muito melhor e começo a ter outra vez uma vida semi-normal, apesar de para regressar a uma vida completamente ‘normal’ ter de esperar por estar outra vez em cima da minha mota! Ando com canadianas e desde há alguns dias que consigo pôr o pé no chão. Sinceramente, nunca pensei que me sentiria tão bem apenas algumas semanas depois do acidente e estou a falar em termos físicos e na minha ‘cabeça’

A recuperação continua a ser a mesma, na câmara hiperbárica e com alguns exercícios no ginásio. Infelizmente, ainda tenho algumas dores no ombro, mas estou a trabalhar os músculos para reduzir um pouco a dor. Se a recuperação continuar a correr desta forma, sem problemas, então, o meu objectivo é regressar no Grande Prémio da República Checa, em Brno.

Já comecei a sair de casa e os meus bons amigos nunca me deixam sozinho por um minuto, apesar de não estar habituado a passar tanto tempo em Tavullia! Tenho muitas saudades da minha mota, da minha equipa e do paddock e este novo sentimento está a fazer com tente estar melhor o mais depressa possível.

Vou falando com vocês, mas mais importante, vemo-nos em breve.

Ciao, Valentino Rossi.
“

Valentino Rossi em acção

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Entrevista com o fã, coleccionador e autor de livros temáticos dedicados a Tex: Antonio Mondillo

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Giampiero Belardinelli e Jesus Nabor na formulação das perguntas, de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão e de Bira Dantas na caricatura.

Antonio Mondillo por Bira DantasCaro Antonio Mondillo, bem-vindo ao blogue português de Tex. Fale-nos um pouco de si e, em particular, da sua infância e da sua relação com a BD.
Antonio Mondillo: Eu comecei a ler Tex aos 7 anos de idade, em 1974, quando peguei o n° 147 (n.t.: no Brasil, n° 96, Cheyennes), que o meu pai estava a ler. Foi paixão súbita e comecei a procurar todos os números anteriores. Depois de Tex vieram Mickey Mouse, Zagor, Comandante Mark, Colecção Rodeio, Mister No, Blek e por aí vai. Meu avô e meu pai ajudaram-me a começar as colecções e conseguir os números que faltavam. Depois fui em frente a achar os originais grampeados (não com a lomba quadrada) e alargar a minha colecção com desenhos originais, livros, fanzines, revistas sobre BDs, os gadgets (cromos, estátuas, autocolantes, reproduções de armas, etc.) e tudo o mais que dissesse respeito a Tex e às outras personagens que me interessavam. Além dos quadradinhos, desde pequeno eu tinha várias outras paixões que desenvolvi no passar dos anos: animais, dinossauros, História, arqueologia, futebol. De cada um desses assuntos eu comprei livros, revistas, álbuns de cromos, etc., e depois comecei a coleccionar conchas, fósseis, etc.

Colecções de Blek, Capitan Miki e KinowaDe que forma os quadradinhos de aventura influenciaram a sua paixão pelas viagens e pelo estudo das culturas europeia e americana?
Antonio Mondillo: Os quadradinhos foram importantes mas já estava a nascer em mim uma grande paixão pela História e pela natureza. Em seguida, já adulto, pude desenvolver esses meus interesses por meio de viagens que me permitiam ver os locais sobre os quais eu havia lido em livros e em BDs. Essas minhas paixões deixam-me mais sereno e alheio em relação aos pequenos problemas do quotidiano que todos nós enfrentamos. É muito bonito ter paixões, ela fazem você ficar bem, é um momento de evasão muito importante. Para mim, as pessoas que não as têm não vivem plenamente.

As suas viagens devem tê-lo colocado em contacto com situações incomuns ou pouco conhecidas. Depois dessas experiências, o quanto mudou o seu modo de ver o mundo?
Antonio Mondillo: As viagens me permitiram aumentar os meus conhecimentos e ter uma visão diferente do mundo. Faço votos para que todos possam fazer viagens e ver o que eu vi. Em cada lugar visitado eu achei coisas bonitas e interessantes que me emocionaram.

Colecções ZagorEm BDs clássicas como Zagor e Mister No a viagem é vista como estupor e maravilha, mas também como um confronto com os próprios limites. Você é ou foi leitor dessas personagens? E o que a viagem representa para si?
Antonio Mondillo: Depois de Tex, as minhas personagens preferidas são Zagor e Mister No, porque encarnam o espírito de aventura que parte de raízes comuns (não por acaso Sergio Bonelli é o criador de ambos) mas sob dois aspectos diferentes. Zagor é quase um super-herói e, como tal, faz você sonhar, enquanto Mister No é uma pessoa comum e é um sonhador. Como uma pessoa real, podemos senti-lo muito mais próximo, porque poderia ser um de nós que decide viver longe da chamada civilização. Em Julho de 2009 eu parti de Manaus, a cidade de Mister No, e passei vários dias na floresta amazónica.

Tex Willer também é um grande conhecedor de lugares. Você visitou alguns dos cenários texianos?
Antonio Mondillo: Eu ainda não visitei os locais texianos. Nos EUA até agora eu só estive em Nova York e Washington. Mas a viagem pelo interior e pelo oeste que logo farei será ainda mais importante. De facto, para viver a essência de uma nação e de um povo, deve-se visitar os pequenos centros, como já pude ver ao visitar as regiões do interior de outros países como Portugal, Escócia, Irlanda, Brasil, México, etc. e não ficar apenas na capital ou nas grandes cidades.

Fuzilaria e músicas westernComo você veria Tex envolvido numa longa odisseia do tipo daquelas zagorianas?
Antonio Mondillo: Eu veria muito bem Tex envolvido numa longa odisseia, já que, na sua reserva, as coisas estão consolidadas e podem tranquilamente seguir em frente com o filho Kit e com Tigre. Ele e Carson poderiam passear um pouco e exportar o seu modelo de justiça. A propósito, apreciei demais a história do Tex Gigante de Frisenda ambientado na Argentina. O próximo Tex Gigante será ambientado em Cuba e parece que será muito interessante.

Na sua opinião quem ou o quê é Tex? O que faz dele o ícone que é?
Antonio Mondillo: Tex encarna um senso de justiça absoluto muito raro de achar neste mundo. E também amor, amizade, generosidade, respeito pela diversidade. Para ele todos os homens são iguais e dividem-se apenas em bons e maus, mas também a esses últimos sempre é dada a chance de se redimir. Esse é o segredo do seu grande sucesso. Um homem duríssimo mas rico de valores e de solidariedade pelo próximo, mesmo quando o mundo em que vive o força à violência. Mas às vezes um sonoro e salutar safanão pode ser útil para resolver muitos problemas. E em Tex não falta uma veia irónica que se expressa quando está com os seus amigos e quando deve dar uma sonora lição num patife qualquer. Em resumo, Tex é uma personagem completa, analisada em todas as suas facetas tanto por parte dos autores que criaram as histórias, quanto por parte de quem lhe dedicou centenas de livros, ensaios e artigos vários. Por isso ele é um mito, e muitos na Itália e no mundo podem dizer que leram Tex e se identificaram com ele e com seus valores.

Antonio Mondillo com o mítico Sergio BonelliQual é a sua história favorita? E qual é o desenhador que você mais aprecia? E o argumentista?
Antonio Mondillo: São tantas as histórias que me vêm à mente: Pacto de Sangue, El Muerto, Sangue Navajo, Rio Verde, Nas Trilhas do Norte, No Reino dos Maias, O Passado de Kit Carson, Os Heróis de Devil Pass e tantas outras. Dos argumentistas eu gosto dos Bonelli, Gianluigi e Sergio (é óbvio) e, dos novos, quem me agrada mais é Boselli. Dos desenhadores eu gosto de praticamente todos, cada versão de Tex é, para mim, excepcional, mesmo porque todos os autores que se envolveram com o Ranger são óptimos.

E uma história que não lhe agradou?
Antonio Mondillo: A do alienígena. Não a vejo combinar muito com faroeste.

O que você mais gosta e menos gosta no Ranger?
Antonio Mondillo: Eu gosto de tudo. Deviam existir muitas pessoas assim na face da Terra!

Antonio Mondillo com Giancarlo Berardi, autor de Ken Parker e JuliaVocê acha que Tex mudou nos últimos anos? Se sim, sob quais aspectos?
Antonio Mondillo: Não, ele ficou substancialmente fiel a si mesmo. As únicas mudanças estão no grande número de autores que se envolvem com Tex, e esse é um facto extremamente positivo.

Quais são as suas paixões cinematográficas?
Antonio Mondillo: O faroeste em geral e os faroeste-espaguete em particular. Os filmes de John Wayne, Steve McQueen, Clint Eastwood, Yul Brinner, Charles Bronson, Burt Lancaster, Franco Nero, Russel Crowe, etc. Os faroestes que mais me agradam são os primeiros três de Sergio Leone – “Por Um Punhado de Dólares“, “Por Mais Alguns Dólares” (n.t.: no Brasil, “Por Uns Dólares a Mais”), “O Bom, o Mau e o Vilão” (n.t.: no Brasil, “Três Homens em Conflito”) – e depois “Os Sete Magníficos” (n.t.: no Brasil, “Sete Homens e Um Destino”) com Yul Brinner e Steve McQueen, “O Comboio das 3 e 10” (n.t.: no Brasil, “Os Indomáveis”) com Russell Crowe, “O Homem das Pistolas de Ouro” (n.t.: no Brasil, “Minha Vontade é Lei”) com Richard Widmark e Henry Fonda, “Rio Bravo“(n.t.: no Brasil, “Onde Começa o Inferno”) e “Rio Lobo” com John Wayne, “Django” com Franco Nero, quase todos os filmes com Clint Eastwood. Também gosto muito dos filmes de acção (Rambo, Dirty Harry, Indiana Jones, Inimigo Público, etc.), thriller (Identidade Bourne), históricos (Ben Hur, O Gladiador, Coração Valente, Mestre dos Mares, Tróia, A Última Legião, Alexandre, etc.), de super-heróis (Batman, Demolidor, X-Men, Homem de Ferro, etc.).

Colecções TexQual história de Tex você veria bem num filme?
Antonio Mondillo: El Muerto, Sangue Navajo, Nas Trilhas do Norte.

Como você imagina as histórias de Tex dentro de vinte anos? Temos certeza de que Tex ainda existirá nos próximos vinte anos.
Antonio Mondillo: Sempre iguais, com alguma evolução nas histórias e, espero, maior atenção à continuidade.

Você possui milhares de BDs, livros, DVDs, revistas, etc. Como consegue organizar todo esse material?
Antonio Mondillo: No estúdio em que faço a maior parte do meu trabalho tenho três salas: uma dedicada aos livros de natureza e agronomia (o meu trabalho), aos fósseis, às conchas e aos vários animais, uma dedicada a livros, VHS e DVD de história, natureza, cinema e uma dedicada aos quadradinhos com todos os gadgets relativos (páginas e desenhos originais, estátuas, porta-chaves, DVDs, pósteres, cartões postais, livros sobres as várias personagens); por exemplo, de Tex tenho todos os livros e gadgets (póster, autocolantes, estátuas, cartões postais, cromos, selos, etc.) dedicados a ele, no mesmo espaço, tenho muitos livros sobre o Oeste e os índios. Tenho tudo em ordem, catalogado e classificado por género (faroeste, aventura, ficção científica, História, arqueologia, natureza, etc.).

O famoso Colt 45 de TexQuais são as preciosidades (quadradinhos, revistas, desenhos originais, estatuetas, etc.) às quais você se sente mais ligado?
Antonio Mondillo: Todas, eu diria, mas em particular os grampeados não-censurados, as páginas originais, etc. E um livro cartonado de dimensões enormes dedicado ao Tex Gigante de Magnus, publicado pela Alessandro Distribuição em tiragem limitada, uma obra verdadeiramente fantástica para apreciar as esplêndidas páginas do mestre de Castel del Rio.

O que significou para si publicar um livro (Tex Entre Mito e História), muito importante, do nosso ponto de vista, porque, entre vários motivos, traçou uma cronologia da personagem até então jamais vista?
Antonio Mondillo: Publicar um livro é realmente uma satisfação enorme, mas exige um grande empenho. Não é nada fácil fazer um livro com 200-300 páginas, mas quando se fazem as coisas com paixão, tudo se torna mais simples.

Espingardas TexFale um pouco do seu último livro (Guia Bonelli, Todas as Edições Estrangeiras).
Antonio Mondillo: A minha paixão por catalogação e classificação – herança dos meus estudos científicos – levou-me a me interessar pelas traduções estrangeiras das personagens Bonelli. Depois de anos de pesquisas na Internet, de material obtido nas minhas várias viagens e de contactos com alguns amigos no exterior, decidi reunir toda uma enorme quantidade de material e de conhecimentos recuperados.

Para concluir, quais são os seus projectos futuros? Pode nos antecipar alguma coisa?
Antonio Mondillo: Tenho um monte de ideias na cabeça, mas é óbvio que antes tenho que ver como andam esses meus dois primeiros livros. O meu sonho é traduzi-los também no exterior.

Caro Antonio Mondillo, em nome do blogue português de Tex, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

APRESENTAÇÃO DA MOSTRA “AGROPOLI FUMETTO” 1ª EDIÇÃO

“Tex Entre Mito e História, um grande sucesso italiano no mundo”.

Catálogo da mostra Tex 60 annni tra mito e storia - Agropoli FumettoEm Janeiro de 2009 houve a primeira edição de “AGROPOLI FUMETTO” no “Centro de Estudos Hemera”, Rua De Gasperi, 32, em Agropoli. Pela primeira vez na bela cidadezinha do sul da Itália aconteceu uma mostra de quadradinhos e só podia começar com Tex, um grande sucesso italiano no mundo. Em Setembro de 1948 foram publicadas as primeiras tiras em quadradinhos de Tex Willer. Depois de 60 anos Tex está mais viçoso do que nunca, e é um ícone da BD mundial. Num contexto mundial dominado pelos quadradinhos americanos e japoneses, ver um produto nosso a fazer tal sucesso dá muito prazer. Na Itália tudo o que é publicado sobre Tex faz sucesso (ensaios, revistas, fanzines, estátuas, pins, gadgets, artigos vários). Além da série normal, são três as reedições feitas pela Bonelli (Tex Três Estrelas, TuttoTex, Tex Nova Reedição). Apesar disso tudo, basta uma nova proposta, como a reedição em cores das primeiras histórias em grande formato publicada pelo jornal La Repubblica, para que coleccionadores e aficionados corram às compras. Os porquês de um sucesso assim tão clamoroso por vezes são muitos e difíceis de identificar, mas a força de tal personagem reside na simplicidade do homem, na sua sede de justiça, na honestidade, no profundo sentimento de amizade, no respeito por todos os diversos, na capacidade de resolver os problemas mesmo de modo duro mas sem hipocrisias. Um homem durão, em alguns casos até demais, mas jamais impiedoso, e aos criminosos e assassinos sempre dá a chance de se defender ou de viver uma vida diferente. Tex é um caso raro, tem aqueles valores que, infelizmente, não são achados facilmente, valores que lhe permitem respeitar os homens de outras raças como os índios, os homens de origem africana ou todos os diversos. Ele tem certezas graníticas que tranquilizam o leitor. Para ele os homens não se distinguem com base na raça ou nível social, mas dividem-se em bons e maus. Entre esses últimos sobressaem-se muitos políticos e empresários, por ele chamados de “trambiqueiros sujos”. Todos nós nos identificamos com ele, seja qual for a ideologia política ou o tipo de vida que conduzimos, mesmo a ter consciência de que é quase impossível imitá-lo e que poucos homens na história real conseguiram realmente.
Colecções estrangeiras de TexNessa mostra foram expostos páginas e desenhos originais belíssimos realizados por grandes desenhadores texianos como Lettèri, Fusco, Civitelli, etc. Também foram apresentados exemplares de todas as edições do mundo. A começar pelas europeias (Itália, França, Espanha, Inglaterra, Croácia, Finlândia, Noruega, Dinamarca, Holanda, Alemanha, República Checa, Rússia, Grécia, etc.), a passar pelas asiáticas (Israel, Índia, Sri Lanka) para concluir as com norte-americanas e sul-americanas (Canadá, Estados Unidos, México, Venezuela, Argentina, Brasil). As edições estrangeiras geralmente são caracterizadas, além de formatos e logótipos diferentes, por capas coloridas de modo diferente das originais e por capas inéditas de autores locais. Por fim, foi apresentado o livro “Tex Entre Mito e História” do escritor Antonio Mondillo, publicado em Julho de 2008. Na primeira parte é traçada uma biografia da personagem, enquadrada do ponto de vista histórico, seguida de uma classificação de todas as edições italianas da série mensal actualmente nos quiosques. Na terceira parte são apresentadas todas as edições mundiais e o livro se conclui com alguns desenhos inéditos e dedicatórias ao autor.

Biografia do autor do livro “Tex Entre Mito e História

Antonio MondilloAntonio Mondillo nasceu em Salerno, Itália, em 10 de Setembro de 1967 e mora em Battipaglia. Formado em Ciências Agrárias, é funcionário da Secretaria Nacional de Sementes Seleccionadas (Ministério de Políticas Agrícolas). Foi Conselheiro Municipal de sua cidade de 2002 a 2006. Autor de vários artigos e publicações científicas e de divulgação em revistas, efectuou diversas viagens ao exterior a cultivar sua paixão pelas diferentes culturas europeias e do continente americano. Grande aficionado por BD desde pouca idade, é possuidor de uma enorme colecção. Pode-se dizer que é um coleccionador ferrenho não só de quadradinhos mas também de conchas, fósseis, livros, revistas, DVD de faroeste, etc. Desde 2006 colabora com a Editora Tesauro, da cidade italiana de Salerno, e assinou vários artigos na fanzine “Correio do Ontário”. Em Outubro de 2008 expôs algumas páginas originais de sua colecção de BD na mostra “Artisticamente” que foi realizada em Battipaglia.

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Intervista esclusiva: ANTONIO MONDILLO

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Giampiero Belardinelli e Jesus Nabor per la formulazione delle domande, di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni e di Bira Dantas per la caricatura.

Antonio Mondillo por Bira DantasCaro Antonio Mondillo, benvenuto sul blog portoghese di Tex. Parlaci un po’ di te e in particolare della tua infanzia e del tuo rapporto con i fumetti.
Antonio Mondillo: Ho cominciato a leggere Tex all’età di circa 7 anni nel 1974, quando ebbi tra le mani il numero 147 (“Cheyennes”) che leggeva mio padre. Scoppiò subito una grande passione e cominciai a cercare tutti i numeri precedenti. Dopo Tex vennero Topolino, Zagor, Comandante Mark, Collana Rodeo, Mister No, Blek e così via. Mio nonno e mio padre mi aiutarono a iniziare le collezioni prendendomi i numeri che mancavano. Poi ho proseguito trovando gli originali spillati e allargando la mia collezione ai disegni originali, i libri, le fanzine, riviste di fumetti, i gadget (figurine, statue, trasferelli, riproduzioni di armi, ecc.) e tutto ciò che riguardasse Tex e gli altri personaggi che mi interessavano. Fin da piccolo, oltre ai fumetti, avevo diverse altre passioni che ho sviluppato negli anni: gli animali, i dinosauri, la storia, l’archeologia, il calcio. Per ognuno di questi argomenti ho acquistato libri, riviste, album di figurine, ecc., poi ho cominciato a collezionare le conchiglie, i fossili, ecc.

Colecções de Blek, Capitan Miki e KinowaCome pensi abbiano influenzato i fumetti avventurosi la tua passione per i viaggi e lo studio delle culture europee e americane?
Antonio Mondillo: I fumetti sono stati importanti ma stava già nascendo in me una grande passione per la storia e la natura. In seguito, ormai adulto, ho potuto sviluppare questi miei interessi attraverso i viaggi che mi permettevano di vedere i luoghi di cui avevo letto sui libri e sui fumetti. Queste mie passioni mi rendono più sereno e disincantato rispetto ai piccoli problemi quotidiani che tutti noi affrontiamo. E’ veramente bello avere delle passioni, ti fanno stare bene, è un momento di evasione molto importante. Ritengo che gli uomini che non ne hanno non vivono pienamente.

I tuoi viaggi ti avranno messo in contatto con situazioni insolite o poco conosciute: com’è cambiato il tuo modo di guardare il mondo dopo queste esperienze?
Antonio Mondillo: I viaggi hanno permesso di allargare le mie conoscenze e avere una visione del mondo diversa. Auguro a tutti di poter fare dei viaggi e vedere ciò che ho visto io. In ogni luogo visitato, ho trovato delle cose belle e interessanti che mi hanno emozionato.

Colecções ZagorIn fumetti classici come Zagor e Mister No il viaggio è visto come stupore e meraviglia, ma anche come un confronto con i propri limiti. Sei o sei stato lettore di questi personaggi? E cosa rappresenta per te il viaggio?
Antonio Mondillo: Dopo Tex, Zagor e Mister No sono i miei personaggi preferiti, in quanto incarnano lo spirito di avventura che parte da radici comuni (non a caso Sergio Bonelli è il creatore di entrambi) ma sotto due aspetti diversi. Zagor è quasi un supereroe e in quanto tale ti fa sognare, mentre Mister No è una persona comune ed è un sognatore. In quanto persona quasi reale lo possiamo sentire molto più vicino, perché potrebbe essere uno di noi che decide di vivere lontano dalla cosiddetta civiltà. Nel luglio del 2009 sono stato diversi giorni nella foresta amazzonica partendo da Manaus la città di Mister No.

Anche Tex Willer è un grande conoscitore di luoghi: hai visitato alcuni degli ambienti texiani?
Antonio Mondillo: Ancora non ho visitato i luoghi texiani, negli USA sono stato finora solo a New York e Washington. Ma il viaggio nell’interno e nel west che farò prossimamente sarà ancora più importante. Infatti per vivere l’essenza di una nazione e di un popolo, bisogna visitare i piccoli centri come ho già avuto modo di vedere visitando le zone interne di altre nazioni: Portogallo, Scozia, Irlanda, Brasile, Messico, ecc., non fermandomi alla sola capitale o grande città.

Fuzilaria e músicas westernCome vedresti Tex impegnato in una lunga odissea sul tipo di quelle zagoriane?
Antonio Mondillo: Vedrei molto bene Tex impegnato in una lunga odissea, visto che ormai nella sua riserva le cose sono consolidate e possono tranquillamente andare avanti con il figlio Kit e Tiger. Lui e Carson potrebbero girare un po’ ed esportare il loro modello di giustizia. A tal proposito ho apprezzato moltissimo la storia del texone di Frisenda ambientato in Argentina. Anche il prossimo texone sarà ambientato a Cuba e si prospetta molto interessante.

Chi o cosa è Tex secondo te?
Antonio Mondillo: Tex incarna un assoluto senso di giustizia che è ben raro trovare in questo mondo. E poi amore, amicizia, generosità, rispetto dei diversi. Per lui tutti gli uomini sono uguali e si distinguono solo in buoni e cattivi, ma anche a questi ultimi viene data sempre la possibilità di redimersi. Questo è il segreto del suo grande successo. Un uomo durissimo ma ricco di valori e di solidarietà per il prossimo, anche se il mondo in cui vive lo costringe alla violenza. Ma a volte un sonoro e salutare sganassone può essere utile a risolvere molti problemi. Non manca poi in Tex anche una vena ironica che si esprime sia quando è con i suoi amici che quando deve rifilare una sonora lezione a qualche farabutto. Insomma Tex è un personaggio completo analizzato ormai in tutte le sue sfaccettature sia da parte degli autori che hanno creato le storie, sia da parte di chi gli ha dedicato centinaia di libri, saggi e articoli vari. Per questo ormai è un mito, e tantissimi in Italia e nel mondo possono dire di avere letto Tex ed essersi identificati in lui e nei suoi valori.

Antonio Mondillo com o mítico Sergio BonelliQual è la tua storia favorita? E qual è il disegnatore che apprezzi maggiormente? E lo sceneggiatore?
Antonio Mondillo: Sono tantissime le storie che mi vengono in mente: Il patto di sangue, El Muerto, Sangue Navajo, Rio Verde, Sulle piste del nord, Nel regno dei Maya, Il passato di Carson, Gli eroi di Devil Pass e tante altre. Come sceneggiatori mi piacciono sia Gianluigi che Sergio Bonelli (ovviamente), dei nuovi apprezzo maggiormente Boselli. Come disegnatori mi piacciono praticamente tutti, ogni versione di Tex è per me eccezionale, anche perché tutti gli autori che si sono cimentati sono dei grandissimi.

E una storia che non ti è particolarmente piaciuta.
Antonio Mondillo: Quella dell’alieno, non la vedo tanto confacente all’ambientazione western.

Cosa ti piace di più nel Ranger e cosa di meno?
Antonio Mondillo: Mi piace tutto, ce ne fossero di persone così sulla faccia della terra!

Antonio Mondillo com Giancarlo Berardi, autor de Ken Parker e JuliaRitieni che Tex sia cambiato negli ultimi anni? Sotto quali aspetti?
Antonio Mondillo: No, lui è rimasto sostanzialmente fedele a se stesso. Gli unici cambiamenti sono nel grande numero di autori che si cimentano con Tex, e questo è un fatto estremamente positivo.

Quali sono le tue passioni cinematografiche?
Antonio Mondillo: I Western in generale e gli spaghetti western in particolare. I film di John Wayne, Steve McQueen, Clint Eastwood, Yul Brinner, Charles Bronson, Burt Lancaster, Franco Nero, Russel Crowe, ecc. I western che più mi sono piaciuti sono i primi tre di Sergio Leone: “Per un pugno di dollari”, “Per qualche dollaro in più”, “Il buono il brutto e il cattivo”; poi “I magnifici sette” con Yul Brinner e Steve McQueen; “Quel treno per Yuma” con R. Crowe, “Ultima notte a Warlock” con Richard Widmark e Henry Fonda, “Un dollaro d’onore” e “Rio Lobo” con John Wayne, “Django” con Franco Nero, quasi tutti i film con Clint Eastwood. Mi piacciono molto anche i film di azione (Rambo, Ispettore Callaghan, Indiana Jones, Nemico pubblico, ecc.), thriller (Bourne identity), storici (Ben Hur; Il Gladiatore, Braveheart, Master & Commander, Troy, L’ultima Legione, Alexander, ecc.), supereroi (Batman, Devil, X-Men, Iron Man, ecc.).

Colecções TexQuale storia di Tex vedresti bene per un film?
Antonio Mondillo: El Muerto, Sangue Navajo, Sulle piste del nord.

Come ti immagini le storie di Tex tra vent’anni? Perché, ne siamo sicuri, il ranger tra vent’anni ci sarà ancora.
Antonio Mondillo: Sempre uguali, con qualche evoluzione nelle storie e, spero, maggior attenzione alla continuity.

Sappiamo che possiedi migliaia di fumetti, libri, Dvd, riviste ecc. Come sei riuscito a organizzare tutto questo materiale?
Antonio Mondillo: Nello studio dove svolgo parte del mio lavoro ho tre stanze: una dedicata ai libri di natura e agronomia (il mio lavoro), ai fossili, alle conchiglie e ad animali vari, una dedicata a libri, VHS e DVD di storia, natura, cinema e una dedicata ai fumetti con tutti i gadget annessi (tavole e disegni originali, statue, portachiavi, DVD, poster, cartoline, libri sui vari personaggi); per es. per Tex ho tutti i libri e i gadget (poster, trasferelli, statue, cartoline, figurine, francobolli, ecc.) dedicati a lui e insieme ho tanti libri sul West e gli indiani. Ho tutto in ordine, catalogato e classificato per genere (Western, avventura, fantascienza, storia, archeologia, natura, ecc.).

O famoso Colt 45 de TexQuali sono i cimeli (albi, riviste, disegni originali, statuette, altro…) ai quali ti senti più legato?
Antonio Mondillo: Tutti, direi, ma in particolare gli spillati non censurati, le tavole originali, ecc. Mi viene poi in mente un libro cartonato di grandissime dimensioni dedicato al Texone di Magnus pubblicato da Alessandro Distribuzione a tiratura limitata, un’opera veramente fantastica per apprezzare le splendide tavole del maestro di Castel del Rio.

Cos’ha significato per te pubblicare un libro (“Tex tra mito e storia”), molto importante, secondo noi, per tanti motivi tra cui l’avere tracciato una cronologia del personaggio, fino allora mai vista?
Antonio Mondillo: Pubblicare un libro è veramente una grossa soddisfazione, oltre che richiede un grande impegno. Non è per niente facile realizzare un libro di 200-300 pagine, ma quando si fanno le cose con passione tutto diventa più semplice.

Espingardas TexParlaci del tuo ultimo libro (“Guida Bonelli, tutte le edizioni straniere”).
Antonio Mondillo: La mia passione per le catalogazioni e le classificazioni, retaggio anche dei miei studi scientifici, mi ha portato ad appassionarmi alle traduzioni estere dei personaggi Bonelli. Dopo tanti anni di ricerche su internet, materiale recuperato nei miei numerosi viaggi e contatti con alcuni amici all’estero ho deciso di mettere insieme l’enorme mole di materiale e di conoscenze recuperato.

E ora, per concludere, che progetti ci sono nel tuo futuro? Puoi già anticiparci qualcosa?
Antonio Mondillo: Ho ancora tante idee per la testa, ma è ovvio che devo vedere prima come vanno questi miei primi due libri. Il mio sogno è di tradurli anche all’estero.

Caro Antonio Mondillo, a nome del blog portoghese di Tex ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso.

PRESENTAZIONE MOSTRA AGROPOLI FUMETTO 1º EDIZIONE

“Tex tra mito e storia, un grande successo italiano nel mondo”.

Catálogo da mostra Tex 60 annni tra mito e storia - Agropoli FumettoNel gennaio 2009 si terrà la prima edizione di “AGROPOLI FUMETTO” presso il “Centro studi Hemera” in via De Gasperi 32 ad Agropoli. Per la prima volta nella bella cittadina cilentana si terrà una mostra fumettistica e non si poteva che iniziare con Tex, un grande successo italiano nel mondo. Nel settembre del 1948 venivano pubblicate le prime strisce a fumetti di Tex Willer. Dopo 60 anni Tex è più vitale che mai essendo diventato un’icona del fumetto mondiale. In un contesto mondiale dominato dai fumetti americani e giapponesi vedere un nostro prodotto con un tale successo fa davvero piacere. In Italia ogni cosa pubblicata di Tex riscuote successo (saggi, riviste, fanzine, statue, spillette, gadget, articoli vari). Oltre alla serie regolare, ben tre sono le ristampe realizzate da Bonelli (Tex tre stelle, Tutto Tex, Tex nuova ristampa). Nonostante ciò basta una nuova proposta, come la ristampa a colori delle prime storie in grande formato pubblicata da “La Repubblica”, a far accorrere all’acquisto i collezionisti e appassionati.
I perché di un successo così clamoroso a volte sono tanti e difficili da individuare realmente, tuttavia la forza di un simile personaggio per me risiede nella semplicità dell’uomo, nella sua sete di giustizia, nell’onestà, nel profondo sentimento dell’amicizia, nel rispetto per tutti i diversi, nella capacità di risolvere i problemi anche in modo duro, ma senza ipocrisie. Uomo duro, anzi durissimo in alcuni casi, ma mai spietato, anche ai delinquenti, agli assassini, dà sempre la possibilità di difendersi o di vivere una vita diversa. Tex è un caso raro, ha quei valori che, purtroppo, non si trovano facilmente; valori che gli permettono di rispettare gli uomini di altre razze come gli indiani, gli uomini di origine africana o tutti i diversi. Egli ha delle certezze granitiche che rassicurano il lettore. Per lui gli uomini non si distinguono in base alla razza o al livello sociale, ma si dividono in buoni e cattivi. Tra questi ultimi spiccano molti politici e affaristi, da lui soprannominati “loschi maneggioni”. In lui ci immedesimiamo un po’ tutti, a prescindere dalle colorazioni politiche e dal tipo di vita che conduciamo, anche se sappiamo benissimo che è quasi impossibile emularlo e che pochi uomini nella storia reale ci sono riusciti veramente.
Colecções estrangeiras de TexIn questa mostra vengono esposte tavole e disegni originali di grande pregio realizzate da grandi disegnatori texiani: Letteri, Fusco, Civitelli, ecc. Vengono, poi, presentate copie di tutte le edizioni del mondo. A cominciare dalle europee: Italia, Francia, Spagna, Inghilterra, Croazia, Finlandia, Norvegia, Danimarca, Olanda, Germania, Rep. Ceca, Russia, Grecia, ecc.; le asiatiche: Israele, India, Sri Lanka; per finire con quelle Nord e Sudamericane: Canada, Stati Uniti, Messico, Venezuela, Argentina, Brasile. Le edizioni straniere sono caratterizzate spesso, oltre che da formati e logo diversi, da copertine colorate in modo diverso dagli originali e da copertine inedite di autori locali. Viene presentato, infine, il libro “Tex tra mito e storia” dello scrivente Antonio Mondillo pubblicato nel luglio del 2008. Nella prima parte viene tracciata una biografia del personaggio inquadrandolo dal punto di vista storico, seguita da una classificazione di tutte le edizioni italiane della serie mensile attualmente in edicola. Nella terza parte vengono presentate tutte le edizioni mondiali e il libro si conclude con alcuni disegni inediti e dediche all’autore.

Biografia dell’autore del libro “Tex tra mito e storia”

Antonio MondilloAntonio Mondillo è nato a Salerno il 10 settembre 1967 e risiede a Battipaglia. Laureato in Scienze Agrarie è funzionario dell’Ente Nazionale Sementi Elette (Ministero Politiche Agricole). È stato Consigliere Comunale della sua città dal 2002 al 2006. Autore di numerosi articoli e pubblicazioni scientifiche e divulgative su riviste e magazine. Ha effettuato numerosi viaggi all’estero coltivando la sua passione per le diverse colture europee e del continente americano. Grande appassionato di fumetti fin dalla giovanissima età ne possiede una sterminata collezione. Si può dire che sia un collezionista incallito non solo di fumetti ma anche di conchiglie, fossili, libri, riviste, dvd western, ecc. Dal 2006 collabora con Tesauro Editore di Salerno, avendo già pubblicato diversi articoli sulla fanzine “Corriere dell’Ontario”. Nell’ottobre del 2008 ha esposto alcune tavole originali della sua collezione di fumetti nell’ambito della mostra “Artisticamente” che si è tenuta a Battipaglia.

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Tex Willer por Allan Goldman

Tex de Allan Golman para José Carlos Francisco

Por José Carlos Francisco

José Carlos Francisco e Allan GolmanNo decurso do VI Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja tive o grato prazer de conhecer pessoalmente o já consagrado desenhador brasileiro Allan Goldman, que compareceu na pacata cidade alentejana acompanhado do seu simpático pai, um fã confesso de Tex Willer, em virtude de estar a passar uma temporada em Portimão na companhia dos pais.

Capa de Comando VAllan que trouxe consigo uma mão cheia de revistas ARCO Nº1, com “Comando V” (52 páginas.), uma BD desenhada por ele, sob argumento de JJ Marreiro e um belo original de Tex Willer desenhado no formato A3 e que tinha como destino a minha galeria de desenhos originais de Tex.

Trata-se de um magnífico desenho do Ranger, conforme se pode ver nas diversas fotografias que ilustram este texto e que foi inclusive alvo de rasgados elogios por parte de Fabio Civitelli, que dedicou algum do seu tempo a admirar o desenho e a conversar com Allan parabenizando-o pela sua arte.

Fabio Civitelli aprecia o Tex desenhado por Allan GoldmanFabio Civitelli, José Carlos Francisco, Allan Golman e o pai
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É sem dúvida alguma, mais um tesouro muito especial para a minha colecção… daí o meu muito obrigado a Allan Goldman, desenhador que passo a apresentar:

Allan Caldas Goldman, renomado Banda Desenhista brasileiro, natural do Rio de Janeiro onde nasceu a 25 de Outubro de 1982 e tendo morado no Ceará durante 17 anos, tem o seu primeiro contacto com quadradinhos com as revistas da Turma da Mônica, mas um dia mais tarde viu uma revista do Capitão América e apaixonou-se de imediato, nunca mais parando de ler revistas de Super-Heróis. Por isso Allan Goldman tem um carinho especial pela mítica personagem americana já que foi então o seu primeiro contacto com esse universo.

Allan Goldman já realizou trabalhos importantes para o mercado dos Estados Unidos da América como The Phantom (O Fantasma), Action Comics, Superman, Batman, Justice League of America e Teen Titans. No recente BDjornal #25 tem uma sua banda desenhada (com argumento de Wilson Vieira) publicada: Coulrophobia.

Tex e Allan GolmanTex e o pai de Allan Golman
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Fotos de José Carlos Francisco e Jorge Machado-Dias