Tex nº 109 – LA NOTTE DELLA PAURA

Tex nº 109 – LA NOTTE DELLA PAURA

Por G. G. Carsan*
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Meus amigos texianos,
Estamos vivendo o fervor da ‘tsunami’ causada pela passagem de Fabio Civitelli pelo Brasil, presente no 17º. Fest Comix, em São Paulo, nos dias 15, 16, 17 de Outubro de 2010, lançando o livro O Oeste Segundo Civitelli, onde retrata e espelha a sua vertiginosa carreira e ascensão como desenhador do maior fenómeno dos quadradinhos italianos, com histórias de sucesso em diversos países, inclusive o Brasil, o nosso amigão de papel, Tex Willer. E relançamento da aventura O Presságio, desenhada pelo mesmo Civitelli, em revista única. A vinda de Civitelli foi obra da Mythos Editora, que trabalhou junto à Comix Book Shop, organizadora do evento, para tal investida.
Como o Civitelli, que sobrevoou o Velho Continente e o Atlântico para nos presentear, alegrar e motivar com sua importantíssima presença, também recebemos o pard português José Carlos, o Zeca, que dispensa apresentação, cuja saga é deveras interessante, haja vista ter viajado de Portugal ao Brasil de pé, dentro do avião, para chegar no tempo previsto e planejado e não furar com os amigos*, aliás, como faria o Tex para cumprir uma missão.
Mas estes dois, assim como eu, estávamos, digamos, a trabalho, para promover o Tex e divulgar os nossos trabalhos. E haviam os outros grandes pards que trabalham de longa data com a personagem italiana, que compareceram ao evento, vindos de longe, como o Paulo Guanaes, o Marcos e a Dolores Maldonado, o Júlio Schneider, atraídos por esse tão grande momento texiano, de verdadeira confraternização. Estes ícones serviram para abrilhantar o evento, pois são muito amados pelos fãs e coleccionadores, devido à labuta de muitos anos com Tex Willer.
Todavia, o que mais despontou foi a vontade, a determinação, a insistência dos texianos que se desenvencilharam dos seus afazeres e responsabilidades na família e no trabalho e enfrentaram longas e cansativas viagens e altos custos para participar deste que não tenho a menor dúvida de afirmar, foi o maior evento texiano de todos os tempos em terra brasilis.
A grande vontade de encontrar o Civitelli e o Zeca, de conseguir um autógrafo, de conversar um pouco, de tirar uma foto, de conhecer os velhos amigos virtuais foi a tónica do Festival. E engraçado que tudo aconteceu rapidamente, a maioria não teve o tempo necessário de bater um papo, era muita gente chegando, muitas conversas paralelas, parada para fotos, mais gente chegando. E tudo isso sob a maior tolerância e paciência, sob sorrisos e olhares alegres. Não havia pressa nem desespero. Era como se Tex estivesse ali a dizer: todos bem comportados, hem!? E quero registar que não consegui almoçar em nenhum dos 3 dias, justamente para não perder um momento sequer – fiquei à base de lanche: crepe (tipo de panqueca feito a base de farinha de trigo, leite e ovos) com Coca-Cola ou cachorro-quente (hot dog) com guaraná. Ou ficava nas proximidades da mesa de autógrafo ou junto das gôndolas onde estavam expostas as revistas, conversando com leitores que passavam curiosos com os livros: fazendo uma divulgação no local.
Não sei se começo com o Neimar, que saiu da longínqua Capela de Saicã, no meio dos pampas gaúchos, pard esse que já foi intitulado ‘Meu Herói’ pelo Ary Canabarro, outro que não mede distâncias; se começo com o Valdivino, que saiu de Curitiba no domingo, último dia, para passar alguns minutos em companhia do Civitelli, e foi por pouco mesmo; ou com a Adriana Couto, que estava em Miami e viajou, perdeu as malas, encontrou as malas e correu para a Luis Coelho, 323 e chegou bem animadinha.
Cada um tem uma aventura para contar. Não há dúvidas. A grosso modo, todos planejaram a viagem, fizeram as contas, trocaram e-mails com amigos, convenceram as esposas, negociaram a folga com amigos de trabalho (quem trabalha no sábado e/ou domingo), e foram. Nessas poucas linhas, quero documentar as participações dos pards Leo, Neimar, Gervásio, Jesus e esposa e Ary, oriundos do Rio Grande do Sul, a cerca de 900 km. De Sergio, Vander, Felipe Froehlich (e esposa) e Valdivino (com esposa e filho John, desenhador que me ofereceu um desenho), desde Curitiba, a 400 km.
Aos pards cariocas, Alvarez e Antonio Moreira (cada um com um filho a tiracolo), Edson Paula e Zé Ricardo, outros 400 km. O Juarez e filho foram de Belo Horizonte, 500 km. A Adriana habita no interior de Santa Catarina, mas vinha dos EUA e passou no local. Ah, o Júlio Bomtempo, pai, que mora no Mato Grosso do Sul, aproveitou o evento para visitar o filho, Tiago, de Sampa. Havia outros representantes de outros Estados, mas não recordo os nomes e peço que possam se manifestar num comentário, desculpando-me pela falha.
O Neimar saiu pela primeira vez do Rio Grande, confirmou viagem na quinta, 16, e viajou em companhia do Gervásio, e este evento tornou-se o seu baptismo de fogo. O Leo é um principiante em Tex, está com uma sede muito louca e comprou um contentor de revistas e saiu reclamando de não ter levado tudo que pensava, mas logo vai conseguir com os pards vendedores. O Alvarez e o Moreira saíram do Rio no sábado, chegaram no Festival por volta do meio-dia e tinham horário de saída às 16 horas, e somente homens de muita fibra para se sujeitarem a uma aventura dessas – o Alvarez voou de Campinas, interior, mais longe. O Edson precisou de muitas ‘mandigas’ para chegar ao local, oriundo do interior do Rio de Janeiro. O Valdivino foi um caso a parte, pois logo que soube a data do evento, comprou logo a passagem, para o domingo. Só depois ficamos a saber que o Civitelli viajaria neste dia de volta a Itália. Aí ele ficou numa sinuca de bico (situação muito difícil, quase sem saída). Cheguei a dizer que fosse encontrar o Fabio no aeroporto. Mas ele insistiu, veio ao Fest Comix, trouxe a família e deu tempo de trocar duas palavras, pegar o seu autógrafo e fazer as fotos. Disse que valeu todo o esforço. Confirmo!
E os pards que moram no interior de São Paulo? Estes também tiveram que viajar, alguns longas distâncias, pois o Estado é grande. O Paulo César, saiu de Presidente Prudente, a mais e 500 km pela Rodovia Castelo Branco. O Nei veio de Macatuba descendo o rio Tietê contra a correnteza por 250 km para chegar. E o João Cunha e esposa, vindos de Tatuí, deixando o sebo (comércio de revistas usadas) fechado, dando “cano” no Escritório de Despachante – o João levou quase metade das revistas. O João de Sorocaba, que ficou um bom tempo e conheceu o Maldonado e a Dolores, que moram na mesma cidade. O Mário Latino, autor de Roberval e a esposa Rosa, que foram de Mogi das Cruzes, no Vale do Paraíba.
E quero agora abrir um parêntese especial para os paulistanos, aqueles que moram em Sampa capital. Está muito enganado quem pensa que por ser perto, é menos complicado. Além da distância, a rotina do paulistano é recheada: filhos para escola, trabalho em horários malucos, academias, consulta médica, etc. Estiveram por lá, um, dois ou três dias vários bravos guerreiros de Águia da Noite e lembro aqui o Filipe Chamy, vestido de Dylan Dog; o João Rios, que tomou para si o trabalho de ajudar com o microfone durante a palestra do Civitelli; o Adriano Rainho, um dos que comprou 3 livros Tex no Brasil; a Maria Eddy ou Mariola James, nossa velha amiga de aventuras; o Edson Fogo, que fez uma monografia sob o tema Tex na Guerra da Secessão; o Adilson, sorridente e feliz como criança; o José Rivaldo, do Planeta Gibi, que me reconheceu assim que pisei na Av. Paulista na sexta-feira, 15; o Lillo; o garoto Felipe; meu conterrâneo Valdo e seu filho, que foram visitar-me e compraram o meu livro. O Lucas Willer e seu pai, texiano da gema; o Fábio; o Luiz Bexiga; foram tantos que passaram por lá.
Estiveram lá também o Zeca brasileiro, a quem tive o prazer de autografar um livro; o Luiz Piorotti; a bela Isabella; o Luiz Octávio; o Lázaro; o Rubens e outros que não presenciei devidas às minhas andanças pelo salão. E uma boa surpresa: um amigo de longa data, o Tiago Conduta, com quem trabalhei nos anos 90, deu uma passada para um abraço, uma foto, uma conversa.
Epa, quase esqueci as presenças ilustres dos pards Levi Trindade, editor da DC Comics e Sidney Gusman, jornalista do Universo HQ. Ah, o autor Tony Fernandes, que nos levou a sua óptima revista Apache, BD brasileira que recomendo. Meu pard Nilson Farinha, de Jundiaí, um tex-zagoriano de fibra, precursor do TexBr. O Franco de Rosa, editor e guerreiro das BDs brasileiras, que levou Tex no Brasil para casa. E por fim, o Primaggio Mantovi, famoso escritor e desenhador.
Foi assim, amigos, um rápido relato de tudo que aconteceu, no que à distância diz respeito.
G. G. Carsan
(*) Segundo o Zeca, já estava embarcado, quando foi convidado a descer, juntamente com outras 13 pessoas, para dar lugar a uma ‘missão governamental’, sendo oferecidos pela Companhia Aérea, hotel, alimentação e voo noutra hora, mas ele não arredou pé de sua responsabilidade e veio de pé, sentado no corredor, deitado na área da tripulação quando havia vaga. Para tal, assinou um termo de responsabilidade e promessa de não accionar a empresa judicialmente.
Forte abraço a todos e até logo,

* G.G.Carsan, 45 anos, paraibano, fã, coleccionador e divulgador, começou aos 7 anos a ler Tex e nunca mais parou. Realizou 5 exposições em João Pessoa, escreveu várias aventuras para Tex (algumas publicadas na Internet) e um livro sobre a personagem no Brasil.
Escreve para o Portal TexBr e participa de chats e comunidades no orkut. Fez matérias especiais para o HQ Maniacs e Universo HQ nas comemorações de 60 anos. Mantém a biblioteca aberta para visitantes.
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Para conhecimento dos amantes da 9ª Arte e em especial para os fãs e coleccionadores portugueses de Tex Willer e de Júlia Kendall, informamos que o BDjornal #26 (que traz um texto de duas páginas dedicado a Tex Willer da autoria de José Carlos Francisco e um outro texto de três páginas – com chamada na capa – escrito pelo crítico e jornalista Pedro Cleto, dedicado à criminóloga Júlia Kendall) já está à venda e portanto já pode ser adquirido no FIBDA 2010, na Amadora, até porque o blogue do Tex, aconselha vivamente a leitura de mais este BDJornal.
O BDjornal tem o formato de 275 x 205 mm e contém 100 páginas em impressão digital, capa em cartolina de 200 gramas plastificada brilhante e com papel do miolo de 115 gramas, com tiragem limitada e distribuição centrada nas lojas especializadas, com um custo de 8,00 €.
Conheci Diniz Conefrey no início da década de 1990, quando ele publicava bandas desenhadas no fanzine Dossier Top Secret (de que fui co-editor nos últimos cinco números). Daí para cá encontrámo-nos esporadicamente em diversas alturas, mas foi no Festival de Beja deste ano, vendo-o com Maria João Worm na banca do Mercado do Livro, que tive a sensação de quanto ele é um autor mal conhecido (diria mesmo mal-amado) do público português. E no entanto é um dos nossos melhores autores. Após alguma pesquisa na internet, encontrando uma entrevista que deu ao jornalista brasileiro Matheus Moura e lendo o que escreveu no seu site Quarto de Jade, decidi realizar um amplo dossier sobre este autor, ampliando e remontando a entrevista atrás referida e mostrando ao público algumas das suas pranchas.
Quanto a Fernando Relvas (há longos anos auto-exilado na Croácia), havia o desejo de publicar no BDjornal matéria sobre ele. O texto de Diniz Conefrey no Quarto de Jade, foi decisivo para se avançar com um trabalho alargado, mostrando algumas pranchas significativas do autor, a começar pela recordação d’O Espião Acácio, publicado na revista Tintin nos anos 70 do século XX. A intenção agora é realizar também uma grande entrevista com Fernando Relvas, a publicar numa das próximas edições do BDj.
A aproximação ao mundo da Banda Desenhada brasileira – as Histórias em Quadrinhos (HQ), como eles lhe chamam e que pessoalmente prefiro em vez do francesismo que nós usamos – já vem desde 2008, quando publicámos HQs com argumentos de Wilson Vieira e desenhadas por Fred Macedo. Nesta edição o material brasileiro aumenta, tal como vem aumentando o interesse do público brasileiro pelo BDjornal e pelo que se faz por cá.
Chamamos a atenção para A Prancha Desaparecida de Tintin, em Tintin no País dos Sovietes, que nunca foi incluída nos álbuns entretanto editados ao longo dos anos (nem mesmo na edição que a Asa acaba de colocar no mercado) e que Leonardo De Sá foi buscar ao primeiro volume dos Archives Hergé, de 1973. Vale a pena conhecer a história.

4 – O VI FESTIVAL INTERNACIONAL DE BD DE BEJA, A CELEBRAÇÃO DA BANDA DESENHADA, Diogo Campos
6 – VI FESTIVAL INTERNACIONAL DE BD DE BEJA, ALGUNS PROBLEMAS, ALGUMAS REFLEXÕES, J.Machado-Dias
7 – JÚLIA KENDALL – REQUIEM PARA UMA CRIMINÓLOGA?, Pedro Cleto
10 – DINIZ CONEFREY, J. Machado-Dias, Pedro Vieira Moura, João Ramalho Santos
10 – DINIZ CONEFREY – BIOBIBLIOGRAFIA
18 – NO QUARTO DE JADE – ENTREVISTA COM DINIZ CONEFREY, Matheus Moura e J.Machado-Dias
24 – BD – PRANCHAS DIVERSAS DE DINIZ CONEFREY
38 – FERNANDO RELVAS – O ABISMO DO AUTOR, Diniz Conefrey
43 – BD – PRANCHAS DIVERSAS DE FERNANDO RELVAS
52 – TINTIN – E NÃO TINTIM, EDITADO PELAS EDIÇÕES ASA, J.Machado-Dias
53 – A PRANCHA DESAPARECIDA DE TINTIN, Leonardo De Sá
54 – MISCELÂNEA EDITORIAL, Sara Figueiredo Costa
55 – APRESENTAÇÃO DE AUTORES
56 – EFEMÉRIDE NAS HQ-BRASIL – CHET, EDIÇÃO COMEMORATIVA
57 – BD – LUAR DO SERTÃO, Wilson Vieira (arg.) e Angelo Roncalle (des.)
65 – BD – APACHE, Tony Fernandes (arg. e des.)
84 – BD – ANA, Carlos Henry (arg. e des.)
88 – FOOTNOTES IN GAZA – JOE SACCO, Pedro Vieira Moura
90 – PROMESSAS DE AMOR A DESCONHECIDOS ENQUANTO ESPERO O FIM DO MUNDO – PEDRO FRANZ, Pedro Vieira Moura
92 – PROJECTO ZONA, Pedro Vieira Moura
94 – TEX AO REDOR DO MUNDO, José Carlos Francisco
96 – HQBRASIL – HUMOR E SUPER-HERÓIS BRASILEIROS: ALGUMAS HQS REPRESENTATIVAS, Edgar Indalécio Smaniotto
98 – HQBRASIL – RESENHA: A SAGA DOS SUPER-HERÓIS BRASILEIROS, Edgar Indalécio Smaniotto
99 – COMICS – A HISTÓRIA REPETE-SE, Pedro Bouça
100 – CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE FERNANDO BENTO – 1910-2010, J.Machado-Dias
ALGUMAS PÁGINAS DA EDIÇÃO:





Por tudo isso, prezado Amigo Texiano não deixe de comprar esta edição do BDjornal, uma vez que se pode considerar um verdadeiro item de coleccionador de Tex! Para o adquirir ou para proceder à assinatura, caso não se desloque ao Festival Internacional da Amadora, durante as próximas três semanas, recomendamos o contacto via e-mail (bdjornal@gmail.com) com o editor Jorge Machado-Dias.
Copyright: © 2010 BDJornal; J. Machado-Dias
Por Valdivino Otilio de Almeida
Sinto-me um privilegiado por ter conhecido pessoalmente no 17º Fest Comix de São Paulo, o grande mestre italiano chamado Fabio Civitelli, embora um pouco desapontado pois o tempo foi curto para sequer pedir um desenho exclusivo de sua autoria, já que apenas cheguei ao evento quando os ponteiros do relógio já passavam das 12 horas, isto porque a minha presença aconteceu no decurso de um verdadeira maratona em tão pouco tempo e que passo a descrever.
Inicialmente iria eu e o meu filho John Lucas, mas no último instante a minha esposa Célia resolveu ir também connosco. Apesar de ela ser casada com um fanático da banda desenhada, especialmente pela personagem TEX, a Célia não gosta muito de quadradinhos. No sábado, dia 16, trabalhei até às 23 horas e devido à entrada do horário de Verão no Brasil, ao levantar-me às 6 horas, na realidade estava a levantar-me às 5 da madrugada apesar do relógio indicar 6 horas. No espaço de uma hora tomei um banho, preparei o café da manhã (em Portugal, pequeno almoço) e acertei os últimos detalhes.
Entre 7 e as 8 horas deslocamo-nos para o aeroporto de Curitiba, tendo chegado por volta das 7 e 45, indo fazer de imediato o check-in, porque o avião levantava voo pelas 9 e 10, tendo chegado a São Paulo às 10 e 15. Ao sair do aeroporto, sentamo-nos num banco para estudar, com a ajuda de um mapa detalhado cedido pelo amigo João Rios, que rumo tomar para chegar a tempo de conhecer Fabio Civitelli, que sabia de antemão teria que abandonar o evento por volta das 13 horas para rumar a Itália.
Depois de avaliada a situação, apanhamos um ónibus (em Portugal, autocarro) intermunicipal com destino à estação metropolitana de Tatuapé, onde chegamos às 11 e 30 e a maratona ainda estava longe do seu término, pois havia ainda que apanhar mais quatro outras linhas metropolitanas diferentes, saindo numa para entrar de imediato noutra numa sucessão contínua até finalmente chegarmos pelas 12 e 25 à estação Consolação. Com tudo isto, o tempo voava, mas 5 minutos mais tarde chegamos ao nosso destino, se bem que ainda havia a fila para comprar as entradas.
O passo seguinte já dentro do Fest Comix foi procurar de imediato a família Texiana. Se não me falha a memória foi o José Ricardo que me chamou e só tive tempo para cumprimentar os amigos que estavam presentes já que o amigo Júlio Schneider, tradutor de Tex no Brasil, diz para eu ir a correr comprar as revista dedicadas ao Fabio Civitelli porque o autor italiano está prestes a abandonar o local para regressar à sua saudosa Itália.
Numa correria entro no espaço comercial acompanhado do John, indo ele em busca dos mangás indo eu directamente ao local onde estavam à venda as revistas da Mythos, adquirindo de imediato as duas edições e saindo rapidamente para as entregar a Civitelli para que ainda as pudesse autografar. Enquanto ele assina e faz as dedicatórias, troco algumas poucas palavras com o amigo português, José Carlos Francisco, o Zeca, falando ainda rapidamente enquanto tirávamos algumas fotos, com o Gervásio, Júlio Schneider e com o editor Dorival, já que os quatro estavam já a abandonar o recinto da maior feira de quadradinhos do Brasil.
Depois da saída destes 4 pards, converso então mais calmamente com o José Ricardo, o Vander Dissenha e o G. G. Carsan. Gostaria de ter mais tempo disponível e de ter interagido mais, mas o relógio não pára e às 15 horas abandono o local do evento, fazendo desta vez o mesmo trajecto, embora de modo inverso rumando ao lar em Curitiba.
Não dá para citar todos, somente alguns: Zeca, José Ricardo, Gervásio, Neimar, o irreverente G. G. Carsan, Vander e sua namorada Andrea, Júlio Schneider, Dorival, Fabio Civitelli, mas ver e/ou rever todos estes amigos fez valer bem a pena esta viagem relâmpago e espero ter nova oportunidade no futuro em um novo evento programado com mais antecedência e que tenha todo o programa dos acontecimentos bem definido a tempo e horas, porque o que me deixou mais triste foi o facto de não ter ido na sexta-feira ou no sábado, mas no fim de contas posso dizer que valeu a pena todo este sacrifício aqui descrito.
É isso aí pards, e antes de encerrar, como alguns já disseram, mas vale a pena repetir, Fabio Civitelli é uma grande pessoa e um autor muito humilde e dedicado a Tex e ao seus fãs, como facilmente constatei apesar do contacto ter sido bem pouco…
Por José Carlos Francisco
Fabio Civitelli, o desenhador italiano, de Tex, que esteve presente no 17º Fest Comix em São Paulo, Brasil, numa iniciativa conjunta da Mythos Editora e da Livraria Comix, distribuiu autógrafos e sorrisos, para além de posar para fotos ao lado dos seus inúmeros fãs presentes naquela que é considerada a maior feira de banda desenhada da América Latina, e que foram até lá para vê-lo de perto, fazendo com que todos os Texianos presentes em São Paulo desfrutassem da sua simpatia, disponibilidade e arte (também realizou alguns belos desenhos feitos na hora), cultivando em elevado grau a arte de fazer feliz todos que o rodeavam, utilizando essa sua arte (e a sua simpatia) para fazer felizes as pessoas ao seu lado, conforme se demonstra nesta sucessão de belas fotografias onde os possuidores dos tesouros Texianos autografados por Civitelli irradiam felicidade por todos os poros:
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