Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Cecília Tavares: Nasci no dia 12 de Setembro de 1995, em Natal, capital do Rio Grande do Norte, Brasil. Actualmente estou cursando o 1º ano de um curso técnico integrado de Informática, mas no futuro quero ser escritora.
Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Cecília Tavares: Desde pequena, mesmo antes de sabermos ler, os meus pais sempre deram a mim e aos meus irmãos revistas da Turma da Mônica, da Disney e do Astérix. Acho que isso contribuiu para que hoje eu esteja quase o tempo todo lendo ou escrevendo alguma coisa.
Quando descobriu Tex?
Cecília Tavares: Em Outubro ou Novembro de 2003, quando eu tinha acabado de fazer oito anos, o meu pai foi numa banca e trouxe a primeira revista. Ele, minha mãe, meus dois irmãos mais novos e eu adoramos. Eu fiquei completamente apaixonada por Kit Willer e continuo até hoje.
Porquê esta paixão por Tex?
Cecília Tavares: No início, Tex era para mim uma revista de banda desenhada agradável. Mas eu cresci com ele ao meu lado, e agora faz parte da minha vida. Eu não sou eu mesma sem a parte texiana.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Cecília Tavares: Ao contrário do que várias pessoas acreditam, as histórias de Tex ensinam muita coisa sobre justiça, amizade verdadeira e igualdade entre as pessoas, não importando a cor da pele, a condição social, as crenças, etc.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Cecília Tavares: Cerca de 90, mas isso é porque coleccionamos quase somente histórias completas. Isso não significa que não façamos pequenos exageros texianos, como a vez em que eu e meus irmãos fomos a um sebo (loja de revistas e livros usados) e compramos umas dez revistas de uma vez só! A revista de que gosto mais é a Tex Gigante nº 23, não só porque Patagónia é uma história maravilhosa, mas por que o meu pai me deu essa revista de presente quando fui escolhida aluna destaque na escola, em Novembro de 2009.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Cecília Tavares: Por enquanto temos apenas revistas, mas só porque é impossível encontrar os chaveiros e outras coisinhas relacionadas a Tex aqui onde moro.
Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Cecília Tavares: O livro Tex Willer: Il romanzo della mia vita, que foi lançado lançado na Itália por estes dias.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Cecília Tavares: Existem várias histórias de que gosto muito, entre elas Patagónia, Forte Saara, Rumo a Forte Apache e O Ouro dos Confederados. O meu desenhador favorito é Fabio Civitelli e o argumentista, Mauro Boselli.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Cecília Tavares: O que mais me agrada é que Tex é um cara “durão” e não hesita em dar uns socos em algumas pessoas (tenho vontade de fazer isso às vezes). E não gosto muito de quando ele fica meio mandão.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Cecília Tavares: Tex sempre sabe qual é o lado certo, sempre estabelece a justiça e sempre resolve os problemas em que se mete. Acho que todos nós gostaríamos de ser assim diante dos dilemas que encontramos na vida, por isso Tex agrada pessoas de todas as idades em vários países.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Cecília Tavares: Fora os quatro texmaníacos familiares que vivem comigo, não conheço ninguém que coleccione Tex, o que acho uma pena.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Cecília Tavares: Não sei bem o que esperar, mas pelo que sei, existem leitores suficientes para as revistas continuarem a ser publicadas por muito tempo.
Prezada pard Cecília Tavares, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
.
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)








Tal facto não é alheio à presença dos consagrado desenhadores
15 de Julho



