As Leituras do Pedro: J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga #74 – Entre quatro paredes

As Leituras do Pedro*

J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga #74 – Entre quatro paredes
Giancarlo Berardi, Lorenzo Calza e Alberto Ghé (argumento)
Valerio Piccioni (desenho)
Mythos Editora (Brasil, Janeiro de 2011)
135 x 178 mm, 132 p., pb, brochado, mensal
4,00 €

Resumo
O aparecimento do industrial Norwell Standford morto, no seu escritório, fechado por dentro, e com um tiro na têmpora é o mote para mais uma investigação da criminóloga Julia Kendall.

Desenvolvimento
Se à partida este parece ser um clássico exemplo do crime ocorrido num espaço fechado, onde aparentemente ninguém podia entrar e de onde ninguém saiu, Berardi, Calza e Ghé encarregam-se de logo à partida lhe acrescentar uma nota distintiva: o facto de a investigadora Julia Kendall estar também confinada à sua casa, devido a ter ficado com os dois tornozelos inchados na sequência de uma dupla queda.

Apesar disso – e das certezas iniciais da polícia apontarem para o suicídio – a criminóloga, com base nos relatos da imprensa e nas conversas com o tenente Webb, está mais inclinada para assassínio, levando a cabo uma investigação sem sair de casa, na senda, aliás, de um nome famoso da literatura policiaria, o investigador Nero Wolfe, criação de Rex Stout.

Isso não impede que os habituais desentendimentos entre Julia e Webb tenham lugar, mesmo à distância, no caso durante um programa televisivo em directo sobre o sucedido, numa curiosa transposição da vida real para o pequeno ecrã…

A tensão habitual, acentuada pelas altas temperaturas, é quebrada recorrentemente pela interacção de Julia com a sua governanta, Emily e com a relação desta com o taxista Lenoir. Que, apesar do tom paródico que assume ao longo de toda a história, termina de forma amarga com um brusco regresso de Emily – e dos leitores – à realidade, nua e crua.

Do ponto de vista narrativo, a ancoragem da acção aos dois espaços – o apartamento onde a morte ocorreu e a casa de Julia – permite aos autores gerir o ritmo, alternando a acção entre eles – e entre as demarches levadas a cabo durante a investigação – mantendo o suspense e, durante muito tempo, a dúvida sobre o seu desfecho.

Em termos de resolução do caso, no entanto, esta será uma das menos estimulantes investigações desenvolvidas até agora por Julia – e apesar de tudo, uma daquelas em que a sua intervenção é menor – já que a descoberta da verdade assenta quase exclusivamente na análise das provas e indícios, faltando à protagonista o contacto directo com os diferentes intervenientes (e suspeitos) – a futura esposa, o sobrinho, o sócio e a secretária da vítima – para poder analisar depoimentos e reacções, adivinhando motivos e intenções.

Um destaque, final – para o final! – para a forma como se sucedem os acontecimentos que levam à descoberta dos elementos que possibilitam a resolução do caso, narrados a dois tempos – mais uma vez em casa de Julia e no apartamento de Stanford – e para a forma como os argumentistas trocam as voltas ao leitor, deixando-o sem saber ao certo on de está a acontecer o quê…

Graficamente, o trabalho de Valerio Piccioni segue a linha habitual em Julia: detalhado, demorando-se nos pormenores dos espaços para sustentar o tempo que a narrativa “perde” em cada um dos espaços, correcto do ponto de vista anatómico, atento a expressões e pequenos gestos, dinâmico q.b., sem distrair o leitor do fundamental: a história que está a ser narrada.

A reter
– A inovação no tradicional caso do crime em espaço fechado.
– A forma amarga como termina o relacionamento de Emily e Lenoir.

Menos conseguido
– A explicação final, pouco credível e abonatória do trabalho da polícia.
– O recurso a Emily e Lenoir para a acção de campo.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias e na revista In’ – distribuída as sábados com o JN e o DN), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.

Chegaram a Portugal as novas e luxuosas estátuas de Tex produzidas pela Infinite Statue

Por José Carlos Francisco

Chegaram esta semana a Portugal duas das novas e luxuosas estátuas de Tex, produzidas pela Infinite Statue, a primeira e verdadeira realização em 3D do Ranger que representa a banda desenhada italiana por excelência. Com grande cuidado e pesquisa de todos os detalhes que caracterizam as suas realizações, esta estátua de Tex produzida pela Infinite Statue mostra o nosso herói no meio de uma acção digna das suas melhores aventuras, conforme se pode ver nas diversas fotos que ilustram este texto.

As duas estátuas que vão embelezar e enriquecer a já de si grandiosa colecção de Tex de Hernâni Castanhas Rodrigues Portovedo, morador em Anadia, na Bairrada e um dos maiores coleccionadores de Tex não somente de Portugal, mas do mundo, são as duas mais luxuosas e valiosas das três lançadas pela Infinite Statue.

Trata-se da estátua de Tex em BRONZE de que apenas 48 serão os afortunados proprietários da estátua que será certamente a mais procurada no mundo da banda desenhada, sendo a do pard Hernâni, a número 6 das 48 produzidas. Graças ao tratamento especial e coloração em Bronze é como possuir um autêntico monumento da personagem mais famosa e amada de todo o universo da BD italiana cujas dimensões são 32×22 cm, sendo o preço de 399€.

A segunda estatueta do Hernâni é a denominada Ultra Limited Edition, sendo então o texiano português um dos 148 fãs e coleccionadores de Tex que poderão vir a possuir esta belíssima estatueta cujo preço é de 299€ tendo também as  dimensões 32×22 cm. A Ultra Limited Edition de Tex possui uma base surpreendente e digna de um herói como só Tex continua a ser para todos nós e na base da estatueta vinda para Portugal, consta o número 52.

Nas imagens enviadas ao blogue do Tex pelo próprio pard Hernâni, vemos os fantásticos detalhes que chegam  directamente do mundo do selvagem Oeste  feitos de aventura, poeira e luta até à morte. Este Tex Ultra Limited não pode deixar de permanecer no coração de quem o vê e Hernâni Portovedo já a considera uma das mais belas  e especiais peças da sua colecção.

Recorde-se que a Infinite Statue produziu ainda uma terceira estatueta de Tex, que embora sendo também uma edição limitada, é um pouco mais acessível já que foram produzidas 648 exemplares e cujo preço é de 199€ tendo as  dimensões 29×16 cm.

Caso alguém deseje ainda adquirir uma destas 3 estátuas, dizemos que não basta a paixão, mas sim ser um dos mais rápidos a reservar no site www.infinitestatue.com uma das pouquíssimas estátuas que ainda estão à disposição e que a Infinite Statue criou para este evento sem precedentes e que é sem dúvida alguma uma verdadeira e rica obra de arte como se pode comprovar então nas várias fotografias que mostramos.

(Para aproveitar a extensão completa das fotos acima, clique nas mesmas)

XVII Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu traz pela QUARTA vez Fabio Civitelli a Portugal

Por José Carlos Francisco

O XVII Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu traz pela QUARTA vez Fabio Civitelli a Portugal, que deste modo, tornar-se-à o primeiro autor de nível internacional a ter sido convidado para estar presente nos quatro maiores eventos relacionados com a banda desenhada no nosso país.
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Depois dos grandes sucessos ocorridos em Portugal com as várias exposições ligadas ao Tex (Os desenhadores dos Tex Gigantes, em 2005 no Salão de Viseu; A nova vaga de desenhadores de Tex, em 2007 no Salão de Moura; Os 60 anos de Tex, em 2008 no Festival da Amadora e Os 25 anos de Fabio Civitelli a desenhar Tex, em 2010 no Festival de Beja) ocorridas nos últimos anos em Portugal e que contou com a presença de Fabio Civitelli por 3 vezes (2007 em Moura, 2008 na Amadora e 2010 em Beja) e Marco Bianchini (Amadora 2008), não esquecendo também a presença de Ivo Milazzo no recém terminado Festival de Beja onde estiveram expostas páginas originais do seu Tex Gigante, finalmente o blogue português do Tex pode confirmar a presença de Fabio Civitelli no 17º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, a realizar em Setembro deste ano.

Todos estes eventos mostram que Tex está na moda no nosso país  e provam que o Ranger continua também a arrastar muitos fãs, daí os principais eventos ligados à banda desenhada em Portugal continuarem a apostar na presença de autores ligados ao Tex e em exposições relacionadas com o mundo de Tex Willer e foi em Viseu, onde recorde-se uma vez mais, que toda a grande projecção que Tex tem no presente começou, já que a edição de 2005 deu um grande destaque ao TEX WILLER, devido à personagem italiana ter sido o herói homenageado em virtude da mostra ”Tex – cowboy e pistoleiro – coleccionar a BD”, dedicada ao herói de papel, emblemático na BD italiana de aventuras, onde se pôde apreciar um panorama impressionante, tanto de edições raras como de peças de “merchandising”, que faziam parte duma das maiores colecções do mundo, pertencente ao coleccionador José Carlos Francisco, de Anadia (mostra essa repetida dois anos mais tarde em Moura), tendo Tex tido ainda uma outra exposição dedicada  a si: A exposição de pranchas de todos os desenhadores que até aquela data, tinham desenhado as edições gigantes de Tex Willer, chamadas na Itália de Texoni, nomes como José Ortiz, Joe Kubert, Guido Buzzelli, Victor De La Fuente, Magnus, Jordi Bernet, Colin Wilson e muitos outros prestigiados mestres da nona arte que ilustraram os Tex Gigantes!

No Salão deste ano que decorrerá de 10 a 21 de Setembro e cuja temática é o das  “Cidades na BD“, Viseu para além da presença de Fabio Civitelli terá uma nova exposição dedicada ao Tex:  “As cidades do Tex” e dela constarão 18 pranchas deste que é um dos mais conceituados desenhadores do Ranger e que terão como pano de fundo muitas das cidades onde Tex comparece ao longo da saga.

A organização irá também atribuir o Prémio Anim’Arte 2010 (o prémio em questão é um reconhecimento público que o Município de Viseu reconhece às personalidades que mais se distinguem no campo da Cultura e como a banda desenhada é cultura…) a Fabio Civitelli, que deste modo com a sua presença na cidade de Viriato, tornar-se-à o primeiro autor de nível internacional a ter sido convidado para estar presente nos quatro maiores eventos relacionados com a banda desenhada em Portugal, o que diz bem do prestígio granjeado por Fabio Civitelli no nosso país.

Finalizamos por agora, informando que na noite de sábado, dia 10 de Setembro, está prevista uma Tertúlia Texiana com a presença de Fabio Civitelli e que contará certamente com a participação de inúmeros Texianos vindos de todo o país e inclusive do estrangeiro, pelo que Texiano amigo, programe-se para comparecer em Viseu no fim de semana de 10 e 11 de Setembro e desfrutar de um evento que ficará marcado a letras de ouro na História de Tex em Portugal!


(Para aproveitar a extensão completa das fotos acima, clique nas mesmas)

Ivo MILAZZO a desenhar no Festival de Beja 2011

Por Nuno Neves (texto, foto e vídeo, publicados originalmente no blogue Notas Bedéfilas)

O italiano Ivo Milazzo foi um dos autores presentes no último festival de Banda Desenhada de Beja, que despertou grande entusiasmo, sobretudo pelo seu desenho nas histórias das personagens TEX e KEN PARKER.

Durante as sessões de autógrafos, que se dividiram entre dois dias no primeiro fim-de-semana do festival, Ivo Milazzo não teve mãos a medir perante as solicitações.

Valeu-lhe o traço rápido conforme pode ser visto no registo em vídeo abaixo.
(Para aproveitar a extensão completa da foto ao lado, clique na mesma)