Carlos Moreira, Jorge Carvalho, José Carlos Francisco e Fernanda Martins mais atrás, em frente à Igreja da Misericórdia, situada em frente da Sé de Viseu
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Por Carlos Moreira
Viseu, cidade que já não visitava há cerca de vinte anos, e que melhor razão para voltar a esta bela cidade senão esta paixão que vem desde os tempos de criança, a banda desenhada e em particular TEX.
Este 17º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, que contou com a presença do amigo (acho que o posso chamar assim) Fabio Civitelli, para mim começou mais cedo. Aproveitando estar de férias e com a companhia de dois grandes amigos, o José Carlos e a Fernanda Martins, fomos até ao aeroporto da cidade do Porto receber o Mestre Civitelli, poder conversar com ele fora do ambiente profissional, mostra ainda mais a sua simpatia e simplicidade.
Foi um prazer muito grande estar neste Salão, não só pela mostra em si que estava muito bem organizada e agradável de visitar, como pelo convívio com todos os amigos e respectivas famílias presentes o que é já um hábito nos nossos encontros. A troca de ideias e revistas foi outro dos temas de conversa, como cada um conserva e guarda as suas colecções devido às diversas condicionantes, quer sejam problemas de humidade ou de espaço.
Quanto ao Fabio Civitelli, como é seu apanágio distribuiu simpatia, alegria e desenhos espectaculares por todos os interessados (que eram muitos), sempre disponível para qualquer solicitação, fosse um autógrafo, um desenho, que era feito com o mesmo entusiasmo como se de o primeiro se tratasse e apesar do visível cansaço que por vezes se notava nunca houve uma recusa.
A outra faceta de Civitelli, é a fotografia, e os pequenos passeios que fizemos por Anadia e Viseu, onde ele captou imensas fotos enquanto nos ia dando explicações do que via através da lente da sua máquina, sempre muito conversador e curioso com o que nos rodeava.
Por fim quero também aqui deixar uma palavra de agradecimento para as nossas famílias que nos acompanham e apoiam nesta nossa salutar paixão, não só nos eventos como também em nossas casas. Também elas fazem já parte deste mundo Texiano em que tenho muito orgulho de estar inserido, junto de maravilhosos amigos que são todos vós.
Fernanda Martins, Fabio Civitelli, Carlos Moreira, José Carlos Francisco, Fátima Francisco e Teresa Moreira brindam a Tex
Um saudoso abraço a todos e até ao próximo encontro,
Carlos Moreira
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. Muitos textos abordando o tema da ficção científica nos quadradinhos começam falando dos clássicos do género: Buck Rogers, Flash Gordon, Brick Bradford, etc., etc. Não fugirei então à tradição e começarei falando justamente de uma das minhas personagens preferidas de todos os tempos da banda desenhada: Flash Gordon! Mais, na verdade falarei de um dos maiores génios do traço que já existiu: Alex Raymond o criador de Flash e de outras personagens imortais dos quadradinhos: Rip Kirby, o Agente Secreto X-9 e Jim das Selvas!
Alex Raymond, que bebeu directamente das obras maravilhosas de Júlio Verne, foi um visionário que assombrou o mundo com o seu talento e com a sua percepção de um futuro tecnológico, mágico e fantástico. Todos os que se enveredaram por este campo, o da ficção científica nos quadrinhos, têm uma dívida com Raymond. A sua obra espacial Flash Gordon influenciou dezenas de autores em todo o mundo.
Futuros autores maravilharam-se com as fantásticas proezas do herói terráqueo em Mongo. E na Itália não foi diferente, pois por lá também o grande herói espacial cativou um futuro autor de textos fabulosos. Um autor que veria a tornar-se o maior contador de aventuras populares da grande bota: G. L. Bonelli.
E aqui chegamos ao que concerne este texto: Tex e os homenzinhos verdes de Marte. Bem, não sabemos mesmo se eles são de Marte, mas sabemos que são verdes. Pelo menos era verde aquele alienígena que apareceu no já clássico Tex nº 17 – O Mistério do Vale da Lua – em meados de 1972 publicado pela editora Vecchi! O grande G. L. Bonelli consegue inserir numa trama um tanto corriqueira do cenário do velho Oeste em que uma tribo é explorada por um opressor que usa os índios para fazer escavações em minas num vale e por conta da exposição ao um elemento desconhecido os escavadores começam a morrer.
Até ai nada de mais, certo? Sim, se o vilão em questão fosse apenas mais um dos muitos bandidos inescrupulosos que costumam cruzar com o caminho de Tex e seus pards. Mas a verdade, que surgirá aos poucos, é que Tex vai se ver às voltas com um autêntico Filho das Estrelas! Um alien que por um acaso do destino foi obrigado a pousar na Terra e que agora precisa retornar a sua jornada e para isso usa os índios da região para garimpar o minério que ele necessita para deixar esta Terra.
Desenhada pelo incomparável Galep esta é a primeira das aventuras onde o desconhecido do espaço exterior é inserido no ambiente do velho Oeste, mas não seria a última. O próximo adversário alienígena dos Rangers apareceria em forma de um vegetal – a mortífera Flor da Morte! Mas aí, como diz o nosso amigo Titã: já é uma outra história…
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(Texto publicado originalmente noBlogue Zona Franca Comics, em 23 de Agosto de 2011) [1] Coleccionador de Banda Desenhada desde 1976 Contacto:zonafranca34@hotmail.com
Por José Carlos Francisco (texto e fotografias) e José Machado (fotografias)
Fabio Civitelli, o ilustre desenhador italiano de Tex que esteve presente em Portugal pela quarta vez, agora no 17º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, depois de ter participado anteriormente nos eventos de Moura, Amadora e Beja, mais uma vez realizou belos desenhos feitos na hora, distribuiu autógrafos e sorrisos para além de posar para fotos ao lado dos seus inúmeros fãs presentes na bela e pacata cidade de Viriato e que foram até lá para vê-lo de perto, fazendo com que todos os Texianos presentes em Viseu desfrutassem da sua simpatia, disponibilidade e arte, cultivando em elevado grau a arte de fazer feliz todos que o rodeavam, utilizando a sua deslumbrante arte para fazer felizes as pessoas ao seu lado, conforme se demonstra nesta sucessão de belas fotografias onde os possuidores dos tesouros Texianos autografados por Civitelli irradiam felicidade por todos os poros:
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Passaram-se cerca de onze meses desde que, aqui no próprio blogue do Tex, vos antecipamos a notícia que, depois de um disco dedicado a Zagor, iria ser publicado também um disco dedicado a Tex. O autor, o mesmo: o cantor e compositor de rock Graziano Romani.
MY NAME IS TEX, é este o nome do disco dedicado então ao famoso Ranger bonelliano, terá um total de nove faixas inspiradas em histórias de Tex, compostas pelo próprio Graziano e mais quatro famosas melodias tradicionais da epopeia western, sendo sem dúvida alguma a trilha sonora ideal para qualquer fã do Ranger. Mais especificamente, para além de uma música dedicada a Tex, trará canções dedicadas a Kit Carson, Lilyth, Mefisto e El Muerto. Uma outra contará musicalmente a história do massacre de Goldeena. As outras… em breve as descobrirão por vós próprios.
Sim, porque o lançamento do disco está iminente: sairá em antestreia no Festival de LuccaComics em finais de Outubro, para depois ser vendido (ao preço de 9,90 €) a partir do dia 3 de Novembro em todos os quiosques e livrarias de Itália, com o selo da prestigiada Panini num evento editorial sem precedentes já que pela primeira a SERGIO BONELLI EDITORE e a PANINI COMICS se unem para homenagear a história da personagem de banda desenhada mais famosa, amada e vendida de Itália.
E para tornar o disco de Tex ainda mais peculiar, ele virá acompanhado de um livro especial, obviamente dedicado a Tex, com 48 páginas e que conterá (além das traduções em italiano dos textos das canções do álbum) três breves histórias a cores de Tex, das quais, incrivelmente, umaINÉDITA (contendo um surpreendente encontro de que se falará seguramente por muito tempo, num roteiro deGraziano Romani) desenhada porGiovanni Ticci, Ticci que será também o autor da esplêndida dupla capa do álbum, fazendo deste modo a sua primeira ilustração propositadamente criada para um disco.
O livro conterá também um punhado de artigos escritos especialmente pelos críticos e “especialistas” Moreno Burattini, Mauro Boselli,Luca Boschi e do próprio Graziano Romamni para além do editorial ser assinado por Sergio Bonelli.
O livro será complementar ao disco, e não poderá ser vendido separadamente, mas voltando às outras duas histórias de Tex que sairão neste livro, tratam-se de “Un caldo pomeriggio” de Guido Nolitta e Giovanni Ticci (publicada originalmente em “L’Indipendente” no ano de 1992) e “Morte nel deserto” de Claudio Nizzi e Giovanni Ticci (publicada nesse mesmo ano na revista “TV Sorrisi & Canzoni“).
Graziano Romani canta para… Sergio Bonelli
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Por Ezequiel Guimarães (texto) e José Carlos Francisco (fotos).
E aqui estamos nós em mais um evento com presença texiana, desta vez lusitano: o XVII Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, que ocorreu de 10 a 21 de Setembro de 2011, na Feira de São Mateus de Viseu, organizado pelo GICAV – Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu; e que contou com a presença do renomado desenhador italiano Fabio Civitelli.
O artista aretino já é reconhecido como o ´Embaixador de Tex´ e, consequentemente também embaixador da SBE (Sergio Bonelli Editore) – a Editora milanesa onde as edições do Ranger são criadas – pois ele é o autor de Tex que mais tem participado de eventos internacionais dedicados à 9a. Arte, ocorridos fora do território italiano.
Outro facto interessante é que, especificamente em Portugal, esta é a 4a vez que ele participa de eventos deste tipo, tendo agora com esta mais recente participação atingido o feito extraordinário de ter estado nos 4 maiores eventos portugueses destinados à banda desenhada. Antes também já tinha participado em 2007 em Moura, em 2008 na Amadora, e em Beja em 2010.
Outra personalidade texiana presente foi José Carlos Pereira Francisco; coleccionador, representante da Mythos Editora (que publica Tex em língua portuguesa) em solo de Camões, colaborador da revista BDjornal, e organizador da participação texiana no evento, além de ser o co-criador e co-gestor do maior blogue em língua portuguesa no mundo dedicado à mítica personagem italiana – Tex Willer Blog.
Zeca (como é carinhosamente conhecido) é o grande responsável por esse ‘boom’ de participações do Ranger em solo luso, pois com incansável trabalho tem se dedicado nos bastidores não só a toda a estrutura da participação do Ranger, mas aos contactos nas duas extremidades para viabilizar a participação de Tex: no lado italiano, junto à SBE (Sergio Bonelli Editore), e no lado português junto aos organizadores dos diversos eventos.
Neste post trataremos dos coleccionáveis e não do evento em si, pois sobre ele há diversos posts neste blogue, acompanhando detalhadamente desde as primeiras informações sobre os bastidores iniciais do evento, passando por uma detalhada e exclusiva entrevista com o mestre Civitelli, até os posts mais recentes falando especificamente sobre vários e interessantes aspectos do evento.
Diferentemente da maioria dos eventos brasileiros onde ocorreu a participação texiana, os eventos portugueses têm maior tradição na variedade de itens coleccionáveis – só para se ter uma ideia, no Brasil, apenas a Bienal Internacional de Quadrinhos do Rio de Janeiro é que teve catálogo e revista especial, por exemplo; além do que, outros eventos brasileiros tiveram a sua primeira edição apenas recentemente.
Catálogos ou catálogos-programa bem elaborados, programas, convites, revistas especiais (e também especiais de Bedetecas), e outros itens, tem sido uma constante nos eventos portugueses.
E neste não foi diferente. Tivemos vários itens e algumas curiosidades que marcaram este evento, tornando-o um evento “diferente” e especial no quesito coleccionáveis, com agradáveis surpresas.
Tivemos um belo cartaz do evento, com a presença das personagens participantes; entre elas, obviamente Tex (e a cavalo). Esse cartaz, de autoria do Engenheiro António Mata, tem uma curiosidade: Tex não aparece com a sua tradicional camisa amarela, mas sim com uma camisa castanha! Alguns consideraram isso um erro, mas outros não: consideraram uma homenagem “diferente” ao Ranger mais temido do Oeste, e gostaram de ter um Tex com camisa diferenciada ao colorido habitual; isso torna este coleccionável original e especial.
E mais especial ainda pois foram distribuídos apenas 50 desses cartazes, apenas para os 50 primeiros sortudos texianos que chegaram ao local do acontecimento (estava previsto que fossem somente 20 os cartazes a oferecer, mas adivinhando a avalanche de texianos, a organização aumentou a cifra para 50). E essa é outra curiosidade deste evento, pois é apenas a 2a vez que uma quantidade limitadíssima de cartazes são especialmente separados para distribuição a seleccionados texianos (a primeira vez que isso ocorreu foi recentemente no Brasil, no evento-exposição ´Tex 500 Brasil´; embora com outro critério de distribuição).
O desenho exclusivo do evento, que já se tornou uma tradição nos eventos texianos e muito procurado pelos coleccionadores, também teve duas curiosidades: Fabio Civitelli tem feito uma habitual vista de um ponto turístico da cidade em seus desenhos, com Tex montado a cavalo (nos eventos lusitanos) e neste de Viseu fez uma nova abordagem, pois Tex foi colocado emboscado no claustro da Sé de Viseu (por isso recebeu o título “Tex emboscado no claustro da Sé de Viseu“). E outro diferencial deste evento, foi que esse desenho foi distribuído ‘identificado’, ou seja, pela primeira vez tivemos a indicação do nome do evento e o ano da sua realização num desenho exclusivo (esse ineditismo aplica-se não só aos eventos portugueses, como também aos eventos brasileiros).
E outra curiosidade é que pela primeira vez tivemos a divulgação antecipada da limitação da quantidade de cópias: apenas 100 ! Ou seja, muitos ficaram sem conseguir esse magnífico desenho. .
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E também pela primeira vez tivemos o ‘original’ do desenho exclusivo sendo presenteado num evento: isso mesmo, Civitelli presenteou o seu original ao organizador da parte texiana do evento: o incansável Zeca ! O lusitano, ferrenho fã dedicado à causa texiana merece essa preciosidade!
Ainda bem que houve tempo hábil para Civitelli preparar esse desenho exclusivo para o acontecimento, pois devido às suas inúmeras demandas profissionais, houve o risco real de ele não ficar pronto. Felizmente, para todos, tudo correu bem, e a tradição desses desenhos exclusivos de eventos foi mantida. Desde 2007 todos os eventos lusos e brasileiros com presença texiana (e com a participação de ilustradores do Ranger) tiveram esses belíssimos desenhos, nos dois lados do Atlântico. As únicas excepções foram nos eventos da Amadora em 2008 onde estiveram presentes Fabio Civitelli e Marco Bianchini e de Beja em 2011, aquando da presença de outro mestre: o consagrado kenparkeriano Ivo Milazzo.
Outra grande curiosidade dos itens coleccionáveis, foi a presença pela primeira vez de um galhardete (flâmula no Brasil) num evento texiano. E diga-se de passagem, um belíssimo galhardete devidamente autorizado pela Sergio Bonelli Editore, limitado a apenas 50 exemplares, contendo o logótipo de Tex, a imagem do rosto de Fabio Civitelli e o brasão da cidade de Viseu.
Outros itens que fizeram a alegria dos coleccionadores texianos foram o belo convite do evento (que tem a mesma imagem do cartaz) e a prestigiada revista Anim’arte (nº 81 – Julho/Agosto/Setembro 2011), que tem dois grandiosos textos de autoria de José Carlos Francisco: um sobre Civitelli (‘FABIO CIVITELLI‘ – por ser o autor de Tex presente ao evento), e outro sobre as cidades de Tex (‘As Cidades do Velho Oeste (Tex)’ – pois o tema central do salão aborda a temática ”Cidades na BD“, e também por causa da grande exposição associada ao Ranger “As Cidades do Velho Oeste”).
Também neste evento a procura foi grande por autógrafos (o outro item muito buscado pelos coleccionadores para valorizarem ainda mais os seus preciosos itens coleccionáveis) e Civitelli foi muito assediado pelos presentes em busca dos desejados autógrafos: em edições texianas desenhadas pelo artista, e mais ainda no desenho exclusivo do evento (para quem teve sorte de consegui-lo). E muito mais ainda no desenho personalizado feito na hora (para os felizardos que conseguiram), que também já se tornou tradicional nos eventos texianos, e um dos itens mais desejados destes eventos.
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Alguns texianos ‘descobriram’ mais um item coleccionável: o bilhete de entrada na feira!
O valor para entrar na Feira era de 2,50 Euros, e só entrando na feira é que se tinha acesso ao Salão de BD. Tudo bem que não há nada referente a Tex no bilhete de entrada, mas como é um item de um evento onde ocorreu uma presença texiana, para muitos fãs também é um item coleccionável.
No próximo evento, também ‘descubra´ o seu novo item colecionável!
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