Tinha 78 anos, fez sonhar gerações de italianos mas também de leitores de muitos outros países, como por exemplo Portugal. Seu pai criou Tex Willer mas ele continuou a escrever as suas histórias antes de dedicar-se à faceta de editor. Com amor, paixão e respeito pelos criadores e desenhadores. Criou Zagor e Mister No, e com a sua editora publicou Dylan Dog e Nathan Never entre muitas outras personagens de sucesso.
Sergio Bonelli (2 de Dezembro de 1932 – 26 de Setembro de 2011)
Faleceu hoje em San Gerardo di Monza, Milão, com a idade de 78 anos, Sergio Bonelli. Nascido a 2 de Dezembro de 1932 em Milão, estava hospitalizado no hospital San Gerardo desde há uma semana depois de ter iniciado a acusar problemas de saúde em Agosto. Editor, argumentista, conhecido também no início da sua carreira com o pseudónimo de di Guido Nolitta, escolhido para evitar ser confundido com o seu pai Gian Luigi, criador em 1948 de Tex Willer. O herói western que defende os fracos e oprimidos independentemente da sua cor da pele.
Sergio Bonelli, explica um comunicado da editora italiana, morreu após uma curta doença, deixando a esposa e o seu filho Davide. Sergio Bonelli, realça o comunicado, “foi o principal artificie da passagem da banda desenhada como simples instrumento de entretenimento popular a produto de dignidade cultural, criando, ao longo da sua carreira de cinquenta anos, uma das mais importantes editoras de banda desenhada no contexto italiano e mesmo mundial“.
Sergio Bonelli (2 de Dezembro de 1932 – 26 de Setembro de 2011)
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Carlos Moreira, Jorge Carvalho, José Carlos Francisco e Fernanda Martins mais atrás, em frente à Igreja da Misericórdia, situada em frente da Sé de Viseu
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Por Carlos Moreira
Viseu, cidade que já não visitava há cerca de vinte anos, e que melhor razão para voltar a esta bela cidade senão esta paixão que vem desde os tempos de criança, a banda desenhada e em particular TEX.
Este 17º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, que contou com a presença do amigo (acho que o posso chamar assim) Fabio Civitelli, para mim começou mais cedo. Aproveitando estar de férias e com a companhia de dois grandes amigos, o José Carlos e a Fernanda Martins, fomos até ao aeroporto da cidade do Porto receber o Mestre Civitelli, poder conversar com ele fora do ambiente profissional, mostra ainda mais a sua simpatia e simplicidade.
Foi um prazer muito grande estar neste Salão, não só pela mostra em si que estava muito bem organizada e agradável de visitar, como pelo convívio com todos os amigos e respectivas famílias presentes o que é já um hábito nos nossos encontros. A troca de ideias e revistas foi outro dos temas de conversa, como cada um conserva e guarda as suas colecções devido às diversas condicionantes, quer sejam problemas de humidade ou de espaço.
Quanto ao Fabio Civitelli, como é seu apanágio distribuiu simpatia, alegria e desenhos espectaculares por todos os interessados (que eram muitos), sempre disponível para qualquer solicitação, fosse um autógrafo, um desenho, que era feito com o mesmo entusiasmo como se de o primeiro se tratasse e apesar do visível cansaço que por vezes se notava nunca houve uma recusa.
A outra faceta de Civitelli, é a fotografia, e os pequenos passeios que fizemos por Anadia e Viseu, onde ele captou imensas fotos enquanto nos ia dando explicações do que via através da lente da sua máquina, sempre muito conversador e curioso com o que nos rodeava.
Por fim quero também aqui deixar uma palavra de agradecimento para as nossas famílias que nos acompanham e apoiam nesta nossa salutar paixão, não só nos eventos como também em nossas casas. Também elas fazem já parte deste mundo Texiano em que tenho muito orgulho de estar inserido, junto de maravilhosos amigos que são todos vós.
Fernanda Martins, Fabio Civitelli, Carlos Moreira, José Carlos Francisco, Fátima Francisco e Teresa Moreira brindam a Tex
Um saudoso abraço a todos e até ao próximo encontro,
Carlos Moreira
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. Muitos textos abordando o tema da ficção científica nos quadradinhos começam falando dos clássicos do género: Buck Rogers, Flash Gordon, Brick Bradford, etc., etc. Não fugirei então à tradição e começarei falando justamente de uma das minhas personagens preferidas de todos os tempos da banda desenhada: Flash Gordon! Mais, na verdade falarei de um dos maiores génios do traço que já existiu: Alex Raymond o criador de Flash e de outras personagens imortais dos quadradinhos: Rip Kirby, o Agente Secreto X-9 e Jim das Selvas!
Alex Raymond, que bebeu directamente das obras maravilhosas de Júlio Verne, foi um visionário que assombrou o mundo com o seu talento e com a sua percepção de um futuro tecnológico, mágico e fantástico. Todos os que se enveredaram por este campo, o da ficção científica nos quadrinhos, têm uma dívida com Raymond. A sua obra espacial Flash Gordon influenciou dezenas de autores em todo o mundo.
Futuros autores maravilharam-se com as fantásticas proezas do herói terráqueo em Mongo. E na Itália não foi diferente, pois por lá também o grande herói espacial cativou um futuro autor de textos fabulosos. Um autor que veria a tornar-se o maior contador de aventuras populares da grande bota: G. L. Bonelli.
E aqui chegamos ao que concerne este texto: Tex e os homenzinhos verdes de Marte. Bem, não sabemos mesmo se eles são de Marte, mas sabemos que são verdes. Pelo menos era verde aquele alienígena que apareceu no já clássico Tex nº 17 – O Mistério do Vale da Lua – em meados de 1972 publicado pela editora Vecchi! O grande G. L. Bonelli consegue inserir numa trama um tanto corriqueira do cenário do velho Oeste em que uma tribo é explorada por um opressor que usa os índios para fazer escavações em minas num vale e por conta da exposição ao um elemento desconhecido os escavadores começam a morrer.
Até ai nada de mais, certo? Sim, se o vilão em questão fosse apenas mais um dos muitos bandidos inescrupulosos que costumam cruzar com o caminho de Tex e seus pards. Mas a verdade, que surgirá aos poucos, é que Tex vai se ver às voltas com um autêntico Filho das Estrelas! Um alien que por um acaso do destino foi obrigado a pousar na Terra e que agora precisa retornar a sua jornada e para isso usa os índios da região para garimpar o minério que ele necessita para deixar esta Terra.
Desenhada pelo incomparável Galep esta é a primeira das aventuras onde o desconhecido do espaço exterior é inserido no ambiente do velho Oeste, mas não seria a última. O próximo adversário alienígena dos Rangers apareceria em forma de um vegetal – a mortífera Flor da Morte! Mas aí, como diz o nosso amigo Titã: já é uma outra história…
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(Texto publicado originalmente noBlogue Zona Franca Comics, em 23 de Agosto de 2011) [1] Coleccionador de Banda Desenhada desde 1976 Contacto:zonafranca34@hotmail.com
Por José Carlos Francisco (texto e fotografias) e José Machado (fotografias)
Fabio Civitelli, o ilustre desenhador italiano de Tex que esteve presente em Portugal pela quarta vez, agora no 17º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, depois de ter participado anteriormente nos eventos de Moura, Amadora e Beja, mais uma vez realizou belos desenhos feitos na hora, distribuiu autógrafos e sorrisos para além de posar para fotos ao lado dos seus inúmeros fãs presentes na bela e pacata cidade de Viriato e que foram até lá para vê-lo de perto, fazendo com que todos os Texianos presentes em Viseu desfrutassem da sua simpatia, disponibilidade e arte, cultivando em elevado grau a arte de fazer feliz todos que o rodeavam, utilizando a sua deslumbrante arte para fazer felizes as pessoas ao seu lado, conforme se demonstra nesta sucessão de belas fotografias onde os possuidores dos tesouros Texianos autografados por Civitelli irradiam felicidade por todos os poros:
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Passaram-se cerca de onze meses desde que, aqui no próprio blogue do Tex, vos antecipamos a notícia que, depois de um disco dedicado a Zagor, iria ser publicado também um disco dedicado a Tex. O autor, o mesmo: o cantor e compositor de rock Graziano Romani.
MY NAME IS TEX, é este o nome do disco dedicado então ao famoso Ranger bonelliano, terá um total de nove faixas inspiradas em histórias de Tex, compostas pelo próprio Graziano e mais quatro famosas melodias tradicionais da epopeia western, sendo sem dúvida alguma a trilha sonora ideal para qualquer fã do Ranger. Mais especificamente, para além de uma música dedicada a Tex, trará canções dedicadas a Kit Carson, Lilyth, Mefisto e El Muerto. Uma outra contará musicalmente a história do massacre de Goldeena. As outras… em breve as descobrirão por vós próprios.
Sim, porque o lançamento do disco está iminente: sairá em antestreia no Festival de LuccaComics em finais de Outubro, para depois ser vendido (ao preço de 9,90 €) a partir do dia 3 de Novembro em todos os quiosques e livrarias de Itália, com o selo da prestigiada Panini num evento editorial sem precedentes já que pela primeira a SERGIO BONELLI EDITORE e a PANINI COMICS se unem para homenagear a história da personagem de banda desenhada mais famosa, amada e vendida de Itália.
E para tornar o disco de Tex ainda mais peculiar, ele virá acompanhado de um livro especial, obviamente dedicado a Tex, com 48 páginas e que conterá (além das traduções em italiano dos textos das canções do álbum) três breves histórias a cores de Tex, das quais, incrivelmente, umaINÉDITA (contendo um surpreendente encontro de que se falará seguramente por muito tempo, num roteiro deGraziano Romani) desenhada porGiovanni Ticci, Ticci que será também o autor da esplêndida dupla capa do álbum, fazendo deste modo a sua primeira ilustração propositadamente criada para um disco.
O livro conterá também um punhado de artigos escritos especialmente pelos críticos e “especialistas” Moreno Burattini, Mauro Boselli,Luca Boschi e do próprio Graziano Romamni para além do editorial ser assinado por Sergio Bonelli.
O livro será complementar ao disco, e não poderá ser vendido separadamente, mas voltando às outras duas histórias de Tex que sairão neste livro, tratam-se de “Un caldo pomeriggio” de Guido Nolitta e Giovanni Ticci (publicada originalmente em “L’Indipendente” no ano de 1992) e “Morte nel deserto” de Claudio Nizzi e Giovanni Ticci (publicada nesse mesmo ano na revista “TV Sorrisi & Canzoni“).
Graziano Romani canta para… Sergio Bonelli
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