
Tex e seus pards, por Claudio Villa, homenageiam Sergio Bonelli

Tex e seus pards, por Claudio Villa, homenageiam Sergio Bonelli
Por José Carlos Francisco

Sergio Bonelli
O blogue português do Tex apresenta hoje o trailer do documentário “Sergio Bonelli — L’avventura del fumetto” (“Sergio Bonelli — A aventura da banda desenhada“) realizado em 2009 (produzido pela Medialogo e tendo a duração de 35 minutos) pelo Município de Milão, no âmbito da série “Gente di Milano. Storie, volti e figure della cultura milanese contemporanea”, (“Gentes de Milão. Histórias, rostos e figuras da cultura milanesa contemporânea“).
No dia 25 de Outubro, pelas 21 horas acontecerá na Sala Alda Merinino do Espaço Oberdan de Milão a projecção pública com a presença do realizador do documentário Andrea Bosco, intervindo ainda Giulio Giorello (docente de Filosofia da Ciência e grande apaixonado de “Tex” e “Dylan Dog”), Alfredo Castelli (criador de Martin Mystère), Francesco Specchia (conceituado crítico de banda desenhada) e Fabio Treves (autor das músicas do documentário).

Sergio Bonelli em 2004, na cerimónia do doutoramento Honoris Causa
No documentário ver-se-ão as facetas humanas e profissionais de Sergio Bonelli: os seus pais, os primórdios artesanais de um acontecimento editorial que acabou por se tornar em História, as suas personagens e os seus colaboradores, uma cidade de Milão que não existe mais e um futuro da banda desenhada que se anuncia incerto: “Só a qualidade – disse Sergio Bonelli – poderá fazer sobreviver a banda desenhada. Uma qualidade que necessariamente se tornará cara.“, como se pode constatar assistindo a este pequeno, mas interessante “aperitivo”:
Os mais atentos, certamente viram o logótipo do blogue português do Tex em algumas das pranchas apresentadas no documentário, o que representa um enorme orgulho para toda a equipa do blogue do Tex que deste modo está também presente nesta homenagem feita pelo Município de Milão a Sergio Bonelli…

Águia da Noite, pelos irmãos Esposito, homenageia Sergio Bonelli
De Luan Carlos Zanatta Zuchi, morador no Rio Grande do Sul, Brasil, um local de forte colonização italiana, recebemos esta bela homenagem dedicada a Sergio Bonelli (para aproveitar a extensão completa da imagem, clique na mesma):
Luan lê Tex desde os seus 8 anos, tendo 16 no presente. Começou a lê-lo por influência do seu padrinho, que possuía uma vasta colecção, inclusive com edições raras. Primeiramente atraído pela bela arte de Galep, pois ele já começava a traçar os seus desenhos e queria “copiar” os desenhos de Galep. Porém, afirmou-nos que a sua paixão de hoje por esta mítica personagem criada por G. L. Bonelli não existiria se as histórias não fossem tão talentosamente “tramadas” precisamente por Papa Bonelli.
“Devorou” centenas de edições de Tex, o que acabou levando-o a ler outras personagens Bonelli. Zagor foi uma delas. As histórias fantasiosas e incríveis começaram a parecer possíveis, fizeram-no sonhar. Leu por muito tempo sem saber que a maioria dos argumentos era escrito pelo filho de Gianluigi Bonelli, o criador de Tex. Quando descobriu que Nolitta era Sergio logo pensou: “Ele não queria ser a sombra do pai, ele queria ser apenas ELE”. E realmente foi um grande profissional, é só o que pode dizer, pois infelizmente não o pôde conhecer como pessoa, mas acredita que era igualmente grandioso!
Apesar de nunca ter publicado uma história de banda desenhada – o mais próximo que chegou até agora está então nesta homenagem para quem quiser ver – hoje considera-se um banda desenhista. E se dirigiu o seu talento gráfico para esta área foi graças às tramas envolventes de pessoas como SERGIO BONELLI!
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Por Orlando Santos Silva
Aproveitando a estadia em Lisboa do lendário tradutor de Tex, Paulo Guanaes, e sabendo o hotel em que ele e a sua esposa estavam alojados, não perdi a oportunidade de conhecer nesta quarta-feira, dia 19 de Outubro, um dos mais longevos e importantes profissionais de Tex no Brasil.
Cheguei no hotel onde estava hospedado Paulo Guanaes eram 12h00. Fiquei no hall de livro de Tex na mão e rapidamente o Paulo Guanaes me viu. Sem nunca nos termos visto nem sequer falado antes, tivemos um encontro afectuoso, pois o Paulo Guanaes e esposa são muito simpáticos.
Fiquei a conhecer vários factos relacionados com os primórdios das revistas de Tex no Brasil, pois o Paulo Guanaes trabalha com Tex desde o número 1! Que curiosidades fantásticas, sobre os balões, as traduções, a forma de trabalhar nessa época.
E ainda tive as revistas que levei autografadas!
Uma delas, a número 52, que o Paulo Guanaes leu com muito carinho os nomes das pessoas que figuravam na página da editora, recordando episódios e situações muito interessantes.
Eu coloquei-lhe uma questão, quando lançaram a primeira revista no Brasil escreveram logo número 1, podiam ter colocado à venda uma revista isolada, sem número. Paulo contou-me que já conheciam o sucesso de vendas em Itália e os números que existiam, por isso a revista no Brasil foi lançada como uma colecção (embora no início não na mesma ordem que em Itália), sabia-se que iria haver o número 2, o número 3… mas quem pensaria que chegaria ao número 500 no Brasil!? Só com grandes editores, como Dorival Vitor Lopes, e uma legião de fiéis leitores. E personagens de enorme riqueza e narrativas formidáveis, situação que foi consolidada ainda na altura de Gian Luigi Bonelli. Além de uma evolução e melhoria constante na qualidade.
Um dia ganho, por ter tido o prazer de conhecer pessoalmente Paulo Guanaes.

Felicidade de um encontro texiano bem especial, o fã português Orlando Santos Silva e o profissional brasileiro Paulo Guanaes
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