A chegada de Fabio Civitelli à cidade do Porto

Por José Carlos Francisco

Aquando da sua chegada a Portugal para participar no 17º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, no dia 9 de Setembro, Fabio Civitelli tinha à sua espera no aeroporto Francisco Sá Carneiro, recentemente galardoado como o melhor do mundo na categoria de aeroportos até 5 milhões de passageiros e que está situado na cidade do Porto, conhecida como a Cidade Invicta, cidade que deu o nome a Portugal – desde muito cedo (c. 200 a.C.), quando se designava de Portus Cale, vindo mais tarde a tornar-se a capital do Condado Portucalense, os seus fãs e admiradores José Carlos Francisco, Carlos Moreira (vindo expressamente do Cacém, em Lisboa) e Fernanda Martins (vinda expressamente da Holanda) aos quais se tinha juntado anteriormente o portuense Zé Oliveira (responsável pelo site BD Portugal) que estava acompanhado da sua simpática esposa e que constituiu uma agradável, até porque inesperada, surpresa já que foi a primeira vez que tive o prazer de conhecer pessoalmente, depois de vários anos de conhecimento virtual, este que é um dos maiores experts de banda desenhada em Portugal, como facilmente se comprova ao ver o seu fantástico e precioso trabalho publicado na Internet.

Zé Oliveira e o desafio proposto a Fabio Civitelli

O Tex do Zé Oliveira

Zé Oliveira que depois das apresentações, mostrou um Tex desenhado por si em metade de uma folha, tendo a esperança que Fabio Civitelli completasse a folha com um verdadeiro Tex que fizesse jus aos balões feitos anteriormente por este “novo” Texiano nortenho. E tal aconteceu mesmo após todos termos vislumbrado Fabio Civitelli na zona de desembarque dos passageiros, muitas horas depois do que estava previsto, porque o voo vindo de Roma tinha partido de Itália com várias horas de atraso, o que impossibilitou inclusive que déssemos a conhecer ao autor italiano um pouco da bela cidade capital do norte de Portugal.

Fabio Civitelli avista os seus pards portugueses que o esperavam no aeroporto

“Mítico Zeca”, as primeiras palavras de Fabio Civitelli no aeroporto Francisco Sá Carneiro

Zé Oliveira, José Carlos Francisco, Fernanda Martins, Carlos Moreira e Fabio Civitelli

Zé Oliveira vendo Fabio Civitelli a desenhar o verdadeiro Tex

Fabio Civitelli desenhando em pleno aeroporto

Isto porque Fabio Civitelli apesar de visivelmente cansado não se furtou a completar o tão ansiado desenho proposto pelo Zé Oliveira, após os cumprimentos a todos que o esperavam e o registo de algumas fotografias que mostrarão para sempre alguns dos felizes e inesquecíveis momentos da chegada pela quarta vez de Civitelli a este pequeno mas belo país à beira-mar plantado…

Fabio Civitelli e o desafio concluído

O falso Tex e o verdadeiro Tex por Zé Oliveira e Fabio Civitelli

E assim terminamos este texto que encerra a passagem de Fabio Civitelli pelo 17º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu… um texto que deveria ter sido o primeiro, mas que por motivos vários, acabou sendo o último…

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A beleza mortal do Dragão

Por Jesus Nabor Ferreira[1]

A BELEZA MORTAL DO DRAGÃO

Muitas foram as figuras femininas que cruzaram o caminho de Tex Willer e seus amigos ao longo de mais de 60 anos de aventuras. E destas, as inimigas foram sempre em número maior do que aquelas que estavam ao lado do nosso herói. E dentre todas estas “inimigas” ou vilãs, segundo alguns, destacou-se alguém que era mesmo uma legitima Loura Fatal. Estou falando da estonteante e mortal Jane Brent!

Na aventura chamada A Volta do Dragão Tex e seus amigos retornam à cidade de Texas City para descobrir o assassino do companheiro de armas Fred Bolton que investigava o tráfico de ópio existente naquela região! Texas City já havia sido palco de uma grande aventura dos Rangers. Eles estiveram ali lutando contra a seita do Dragão Negro. Na ocasião os Rangers e alguns aliados fizeram uma verdadeira LIMPEZA na cidade dizimando o gang do Dragão e seus asseclas. Mas um novo DRAGÃO surgiu muito mais cruel e impiedoso que o anterior. Organizando e ressuscitando a antiga seita com objectivos mais ambiciosos.

E os quatros pards estão no caminho do Dragão que não medirá esforços para destruí-los. A morte espreita em cada esquina de Chinatown e os pards têm de usar toda a sua astúcia para escaparem de vários atentados. E a misteriosa figura do Dragão permanece nas sombras, sendo a sua identidade um enigma que somente um golpe de sorte do destino (sorte para Tex e azar para o Dragão) acaba por revelar aos olhos perspicazes do atento Ranger. Por conta de um pequeno detalhe, Tex acaba por descobrir a identidade do mortal inimigo. Uma revelação que surpreendeu ao Ranger por se tratar de alguém insuspeitável até àquele momento. Uma pessoa que circulava ao redor de todos sem levantar o mínimo de suspeita. Uma verdadeira víbora pronta para o ataque. Uma verdadeira Femme Fatale!

E como não podia deixar de ser, Jane logo caiu nas graças do velho Carson, um eterno apaixonado pelas mulheres bonitas, e este sem suspeitar de nada, quase entregou o ouro ao bandido, neste caso, bandida! Jane demonstrou ter uma inteligência e sangue frio digna dos grandes vilões aparecidos nas aventuras dos quatros heróis. Com implacável determinação reorganizou o gang do Dragão com mão firme e não teve nenhum remorso ao descartar-se de quem lhe poderia prejudicar.

Não ficamos sabendo durante a aventura o que teria levado uma mulher como Jane tornar-se chefe daquele grupo de traficantes! G. L. Bonelli preferiu não descortinar o passado de Jane, deixando no ar as motivações da cruel vilã. Pressupõe-se que ela tenha abraçado a vida de crimes levada por uma ambição sem limites…

Muitas foram as vilãs que cruzaram o caminho do Ranger mais famoso dos quadradinhos, mas poucas chegaram tão perto de mandar o herói para os pastos verdejantes quanto a feroz Jane! E quem levou uma vida de violência e morte não poderia acabar de outro modo que não violentamente. O destino final de Jane Brent foi digno da cascavel que ela foi em vida! Chegava ao fim o temível Dragão, inusitadamente não pelas mãos de Tex e seus amigos, mas astutamente pela pena do genial G. L. Bonelli! Dificilmente outro autor poderia pensar em um desfecho tão dramático e coerente para fechar com perfeição a participação de Jane neste arco de histórias.

Esta aventura foi editada no Brasil entre os números 85 a 87 da primeira edição de Tex, ainda pela editora Vecchi – Março de 1978! Com desenhos do sempre competente Letteri, aqui no auge de seu talento, dando vida a uma das mais belas vilãs do universo do Ranger.

Alguns pequenos, mas importantes detalhes curiosos sobre esta aventura:

1 – Quando publicada pela primeira vez, na editora Vecchi, NÃO aparece na vinheta da página 24 da edição 86, “Ás na Manga” o detalhe que revelou para Tex o nome do Dragão!

2 – Na edição de nº 158 de TEX COLEÇÃO: “As Garras do Dragão”, já aparece tal detalhe. Bem como na edição de nº 61 de Tex Edição Histórica.

3- Em todas as republicações, porém, ocorre um erro de continuidade: O desenhador mostra nitidamente o braço direito do Dragão em uma cena sem nenhum adereço e nas próximas mostra o mesmo braço com um bracelete. Mas este pequeno detalhe é insignificante e não tira o brilho desta grande história.

* As imagens a cores deste texto foram tiradas da nova reedição desta história para a COLLEZIONE STORICA A COLORI! Mais uma vez esta colecção vem revitalizar um grande momento da longa história editorial desta personagem chamada TEX.

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(Texto publicado originalmente no Blogue Zona Franca Comics, em 6   de Setembro de 2011)
[1] Coleccionador de Banda Desenhada desde 1976
Contacto: zonafranca34@hotmail.com

Tex Gigante 25 – Na Trilha do Oregon

Por Sílvio Raimundo

Série – Tex Gigante
Título – Na Trilha do Oregon
Argumentista – Gianfranco Manfredi
Desenhador – Carlos Gomez
Tradução e Adaptação – Dorival Vitor Lopes
Letras – Caio Lopes

Sinopse: Bonham, Texas, Eddie Morton recebe um tiro no centro da sua recém-conquistada Estrela do Corpo dos Rangers, no exacto momento em que está para adentrar ao Saloon, a fim de comemorar. O seu assassino é Kevin Fletcher, um jovem e nervoso empresário do ramo de cavalos de corrida, e dono de um magnifico garanhão branco. O Capitão Bracken, do Comando dos Rangers de Austin, convoca então os seus melhores, Tex e Carson, para capturarem Kevin.

Considerações – Desenhos

Esta é a primeira vez do “hermano” Carlos Gomez no universo de Tex Willer e, posso dizer que o desenhador deu o seu melhor.
Dono de um estilo clássico, inerente à escola argentina, o seu desenho rebuscado e detalhista é de encher os olhos. Nas cenas de acção as personagens realmente movem-se e, em alguns momentos as hachuras substituem com maestria o traço, dando volume e tridimensialismo ao desenho. Esse esmero todo, segundo o próprio artista, dá-se pelo facto de ele ter visto neste “Texone” a chance de se fazer chegar a um público que ainda não conhece o seu trabalho e, sabendo ele do nível de exigência desse público, esforçou-se para que tudo saísse na perfeição. Da minha parte posso afirmar que ele passou no teste com louvor, este é um álbum para se ler e depois reler, apenas “olhando as figuras”.

O seu Tex é marcante e lembra um pouco aquele do Brindisi, que lembra o do Villa, que se inspirou no Ticci. Carson é sempre mais comum de caracterizar, mas, o artista conseguiu empregar-lhe sarcasmo, rabugice e galanteio na medida exacta. Os cavalos são desenhados à magnificência, a ambientação das paisagens é soberba, as cidades exalam poeira, os índios são belos e credíveis e suas mulheres, nossa, são lindas! O Carlos Gomez demonstra estar bem à vontade nesse ambiente, mas, não é para menos, pois ele mesmo diz ser de uma geração que cresceu vendo western na TV. Na diagramação das suas pranchas, apesar de quase sempre se manter fiel ao modelo Bonelli das três tiras, ele consegue criar algumas bem dinâmicas e condizentes com a situação mostrada.

Dica: Reparem no como o artista “desenha” a chuva e faz o efeito de poeira.

Considerações – Roteiro

Gianfranco Manfredi, pai de Mágico Vento, dispensa comentários, mas, em mais uma incursão sua pelo mundo Texiano brinda-nos com um roteiro óbvio, onde um jovem rico, que age de modo estranho, comete um crime por motivo torpe e foge em direcção ao Oregon. Tex e Carson ao perseguir-lhe dão ajuda a uma caravana de mulheres e, ao que tudo indica só ao final do álbum é que saberemos qual é a “doença” que faz dele um assassino e, claro, esse será o clímax do álbum.

Num primeiro momento, este Tex parece com a mini-série O Veneno do Cobra, escrito pelo Nizzi e desenhado (parcialmente) pelo Letteri. Falando assim parece que não gostei dessa mini-série, mas, não é isso, eu acho-a soberba, pois, apesar de desde o inicio sabermos quem é o Cobra, a forma como história se desenrola até nos mostrar o seu apogeu, é maravilhosa e, afinal, é a despedida de um Mestre. Mas, voltando ao Manfredi, será mesmo que ele já nos mostrou tudo desta história?

– Os Rangers não parecem gostar muito quando Tex e Carson são convocados pelo Capitão Bracken para assumir as investigações, depois de terem passado um mês correndo atrás de pistas. Seria essa a forma subtil de Manfredi mostrar-nos como os quatro da Ave Maria são mostrados como super-humanos em relação às demais personagens, que nunca se ferem e sempre resolvem tudo, apesar de não utilizarem trajes colantes e capas? Tex resolve isso convocando os parceiros para ajudar a ele e ao Carson no decorrer da investigação.

O Kevin aparece no inicio e, durante todo o resto da história ele só aparece em flashes backs, quando as personagens que o viram, conversam com a dupla de Rangers.

Em Idaho a dupla depara-se com a caravana de mulheres, às voltas com a família mau carácter dos Glover. Em um total de seis, sendo, Emma, Brenda, Dorothy, Constance, Muriel e Gloria, elas estão indo do Kansas para o Oregon, onde através de uma agência matrimonial, a viúva Emma, firmou compromisso de casamento para as suas protegidas com lenhadores. Aqui um dos principais dogmas Texiano é quebrado, pois comummente é Tex quem traz para si a responsabilidade sobre os oprimidos, mas, ao salvar a caravana, é Carson quem o convence de escoltá-las até o Posto de Troca, quando este tenta aconselhar Emma a voltar. O segundo dogma quebrado é quando Tex reclama da chuva, enquanto Carson, que é sempre o reclamão, se aproveita para ironizar.

Dois acontecimentos fazem Tex repensar as suas decisões em relação à Caravana de Emma. O primeiro é quando no Posto de Troca ele descobre que a agência matrimonial é mantida pelo Reverendo Charles, cujo sobrenome é o mesmo do bandido perseguido, Fletcher. O segundo é o sentimento de culpa quando acontece um acidente na travessia do rio, que está acima do nível, em decorrência da chuva do dia anterior.

Um roteiro atípico, um Tex atípico? Não, o Manfredi já conhece os lugares comuns das sagas Texianas e, acreditem, elas aparecem quase que na totalidade neste álbum: O assassino perseguido, Austin convocando os pards, a caravana precisando de um guia, flechas incendiárias, rios em cheia, travessia em balsa, missão, posto de troca, o forte, o exército que só chega quando já não se precisa mais. O interessante é como Manfredi se aproveita deles para enriquecer o roteiro. Por exemplo, a personagem do Capitão Trent é um burocrata que não se dispõe a ajudar e quando o faz, além de já não ser necessário, ainda afirma ter usado a caravana como isca para atrair o bando rebelde de Bisonte Branco a uma emboscada. Claro que ele toma um forte soco na cara, mas, a combinação de faces desenhadas pelo Carlos Gomez e as tiradas dos diálogos do Carson, são impagáveis.

Todo o arco onde são mostrados os índios rebeldes é muito bem construído e pleno de golpes de cenas, com direito a Tex nas vestes de Águia da Noite surpreendido em armadilha do Chefe Bisonte Branco. O destaque todo vai para a jovem Dorothy, no embate final. Continuem prestando atenção a ela.

A caravana também é cenário para as “ronhas” entre Tex e a também viúva Emma. Coisa que só se vê entre casais maduros e que se conhecem bem, é muito engraçado. O Carson, como sempre, porta-se como um galanteador, claro, que com muito respeito, mas, a mim parece que a jovem Brenda gosta dos olhos claros da velha raposa.

A cidade corrupta, outro lugar-comum, está lá também com o seu dono, o vilão da vez, Mosley, que mancomunado com o Reverendo Fletcher, que se revela tio do assassino de Eddie Morton e nem tão Reverendo assim, dão uma reviravolta no roteiro. Confesso a vocês, nesse momento inicia-se outra história, que nos apanha de surpresa.

Chega-se ao último acto do álbum. Os porquês de Kevin Fletcher ter-se tornado um assassino vêm à tona, o reverendo Charles Fletcher, seu tio, mostra a sua verdadeira face para a viúva Emma e suas protegidas e para o seu sobrinho, Tex e Carson não se surpreendem.

O Kevin, mais uma vítima do que de facto um vilão, é redimido dos seus actos, pois, apesar de ser feita a justiça, ela não vem pelas mãos humanas. E a Dorothy, vocês lembraram-se de prestar atenção a ela? Ela é o meio que o autor usa para nos mostrar que os fracos nem sempre são tão fracos e que os pards, nem sempre são absolutos e, de novo tem uma cena importante no desfecho final.

O mais interessante de tudo, é que o tempo todo o roteiro tratou de dois temas por demais contemporâneos, que estão em evidência nos telejornais brasileiros, portugueses, italianos e do mundo. Realmente, Manfredi jamais é óbvio e o sentimento que tive ao findar a leitura deste Tex Gigante, é da dúvida. O que ler depois de algo tão bom?

Todas as personagens, independente do seu tempo de “actuação”, são muito fortes e muito bem caracterizadas. Em uma escala de mensuração de um a cinco, caso houvesse uma, eu daria cinco winchesters a este álbum!

Portugal recebeu uma vez mais o editor Dorival Vitor Lopes

Por José Carlos Francisco e Carlos Moreira (texto e fotos) e Orlando Santos Silva (fotos)

Orlando Santos Silva, Dorival Vitor Lopes e Pedro Bouça no aeroporto de Lisboa

Neste início de mês de Novembro, Portugal comprovou novamente que faz cada vez mais parte activa do Real Mundo Texiano, isto porque depois de em Setembro termos tido o prazer de receber o consagradíssimo desenhador de Tex, Fabio Civitelli, estrela maior do 17º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu e de em Outubro termos tido a honra de recepcionar o mítico tradutor brasileiro de Tex, o Paulo Guanaes, foi agora a vez de Portugal ter o privilégio de ter o editor brasileiro Dorival Vitor Lopes, que durante 10 dias teve umas curtas férias no nosso país, concedendo o privilégio de se encontrar e conviver, como sempre faz anualmente quando visita Portugal, com inúmeros fãs e coleccionadores portugueses do Ranger criado em 1948 por G. L. Bonelli.

Dorival Vitor Lopes chegou ao aeroporto de Lisboa no dia 3 deste mês, bem cedo pois o sol ainda nem tinha nascido e à sua espera tinha o texiano José Eduardo Monteiro que se deslocara ao aeroporto para recepcionar o nosso editor, assim como para receber logo o tão aguardado pacote contendo as mais recentes revistas da Mythos, já que o editor brasileiro se tinha disponibilizado para trazer edições da Mythos para os seus habituais leitores portugueses evitando assim que estes tivessem que pagar os elevadíssimos portes postais.

Orlando Santos Silva e Dorival Vitor Lopes no Miradouro da Graça

Mais tarde chegaram ao aeroporto Orlando Santos Silva e Pedro Bouça e ambos não perderam a oportunidade de registar para a posteridade esse momento, como se pode comprovar numa das inúmeras fotos que publicamos a ilustrar este texto. Sempre com Tex e restantes personagens Bonelli como pano de fundo, a conversa entre todos prosseguiu animada até que foi decidido dar um passeio pela capital portuguesa antes de rumar para o Quartel General de Tex em Portugal, a casa de José Carlos Francisco, residência onde se alojaria o nosso prezado editor durante os dias de permanência em Portugal, como aliás sempre faz quando se desloca ao nosso pequeno, mas belíssimo país à beira-mar plantado.

Dorival Vitor Lopes e José Carlos Francisco numa famosa BiblioTEX

Como o José Eduardo Monteiro teve que abandonar o aeroporto mais cedo para ir dar aulas e o Pedro Bouça tinha que ir trabalhar, foi o Orlando Santos Silva o guia de Dorival Vitor Lopes em Lisboa e obviamente que uma paragem nos famosos pastéis de Belém, uma das mais populares especialidades da doçaria portuguesa, era algo obrigatório ao que se seguiu uma visita ao miradouro da Graça, um popular mirante inserido na colina de Santo André, próximo da colina do Castelo, onde a vista sobre Lisboa pode ser apreciada à sombra de pinheiros mansos e onde se pode desfrutar de uma das mais belas vistas da cidade que tem a honra de ser a capital de Portugal, cujo panorama de telhados e prédios é simplesmente espectacular, sendo por isso um local popular e dos mais carismáticos de Lisboa.

Dorival Vitor Lopes e José Carlos Francisco no QG de Tex em Portugal.

Depois das despedidas, porque também o Orlando Santos Silva, um jovem e conceituado advogado de Lisboa, que considera que o sentimento de justiça de Tex está sempre bem presente nas suas aventuras, mas que por vezes exagera um bocado, principalmente nos métodos que utiliza para tirar informações das pessoas, leia-se vilões… e compreende-se que um advogado veja sob este prisma, mas reconheçamos que se não fosse assim, muitas confissões não seriam obtidas pelo nosso Ranger, tinha que ir trabalhar, Dorival Vitor Lopes pegou no carro alugado e rumou até à localidade da Malaposta, onde já o aguardava José Carlos Francisco e toda a restante família, que teriam então o prazer de ter uma vez mais por vários dias como hóspede, a mais alta individualidade Texiana do Brasil.

Dorival Vitor Lopes confirmando a próxima edição especial de Tex com o selo da Mythos no Brasil: O Color Tex

Durante os dias em que Dorival Vitor Lopes ficou alojado no QG de Tex em Portugal, obviamente que Tex foi sempre tema de conversa com José Carlos Francisco e entre outros assuntos ficamos a saber que 2012 será com toda a certeza mais um grande ano no que a Tex diz respeito, pois a Mythos Editora pretende publicar algumas edições especiais que a concretizar-se irão fazer furor no Brasil assim como em Portugal, podendo também haver grandes novidades numa das habituais séries de Tex. Para já não podemos dar mais informações porque faltam ultimar alguns pequenos pormenores e o segredo é a alma do negócio, mas prometemos dar essas novidades assim que a Mythos Editora na pessoa do seu editor Dorival Vitor Lopes nos der luz verde para tal.

A estadia do editor de Tex na habitação de José Carlos Francisco, proprietário de uma das maiores colecções de Tex a nível mundial, também se revelou uma óptima oportunidade para seleccionar entre as diversas edições especiais dedicadas a Tex na Itália, as duas eventuais imagens da autoria de Claudio Villa e Fabio Civitelli que serão publicadas como brinde da centenária edição de Tex Coleção nº 300 e num formato ainda maior do que inicialmente estava previsto, para gáudio de todos os que tiverem a oportunidade de adquirir esses dois pósters quando comprarem então, em finais de Janeiro de 2012, o Tex Coleção nº 300.

Convívio Texiano de Lisboa em 11-11-2011 com Arte de Adauto Silva

Convívio Texiano à mesa

Esta nova visita do editor Dorival a Portugal também deu azo a um novo Convívio Texiano realizado em Portugal, desta vez em Lisboa e no dia 11 do 11 de 2011, convívio esse que ficou recordado para a posteridade numa belíssima arte do consagrado desenhador brasileiro Adauto Silva, autor de um belo Tex Ticciano como podemos ver em algumas das imagens que também ilustram este texto. A esse encontro organizado pelo pard Carlos Moreira compareceram os pards Mário João Marques, Orlando Santos Silva, Pedro Pereira, Pedro Bouça, José Manuel Cristóvão e ainda vários familiares dos mesmos, possibilitando assim que numa mesa bem texiana se juntassem três gerações, como atestam as palavras de Carlos Moreira:

Carlos Moreira, Mário João Marques e Orlando Santos Silva no Convívio Texiano de Lisboa

Boa disposição imperou no Convívio Texiano de Lisboa

José Manuel Cristóvão e os seus pais, o senhor Cristóvão e a senhora Lurdes

Dia 11/11/11, data que não se esquece facilmente, não por ser dia de São Martinho ou formar uma capicua, mas por se ter realizado mais um Convívio Texiano, desta feita em Lisboa e aproveitando a presença do nosso querido amigo e editor de TEX no Brasil, Dorival V. Lopes em Portugal. Assim o restaurante SERVEJARIA no Parque das Nações foi o local de encontro, onde como não podia deixar de ser o repasto foi bife com dois dedos de altura sepultado por uma montanha de batatinhas fritas para a maioria dos presentes, já que houve quem tivesse optado pelo bacalhau.

Dorival Vitor Lopes e o autógrafo desejado por um seu admirador

Como não podia deixar de ser, o tema principal de conversa foi o nosso Ranger, e suas mais recentes publicações quer no Brasil , Portugal ou Itália, já que alguns dos presentes recebem também publicações Italianas. É claro que foi sentida a falta de muitos amigos Texianos, que por questões laborais ou familiares não puderam estar presentes, pelo menos presencialmente, já que durante o jantar recebi diversos telefonemas a cumprimentar todos os presentes. E como quando se está num ambiente de grande amizade e cordialidade o tempo passa a voar, chegou a hora de um até breve e regressar a nossas casas… inclusive assim o fez Dorival Vitor Lopes que a estas horas já deverá estar na sua casa em São Paulo com as baterias carregadas para continuar a labuta diária em prol de Tex Willer e dos Texianos do Brasil e Portugal!

Texianos portugueses presentes no Convívio de Lisboa realizado em 11 de Novembro de 2011 com a presença do editor Dorival Vitor Lopes

Texianos portugueses e familiares presentes no Convívio de Lisboa realizado em 11 de Novembro de 2011 com a presença do editor Dorival

Autógrafos e dedicatórias dos Texianos que compareceram ao Convívio Texiano de Lisboa

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Lucca Comics 2011: vídeo-homenagem a Sergio Bonelli

Por José Carlos Francisco

No decorrer do Festival italiano Lucca Comics & Games 2011, realizado de 28 de Outubro a 1 de Novembro e onde a banda desenhada foi a protagonista principal, os autores da Sergio Bonelli Editore renderam homenagem ao seu editor Sergio Bonelli, recentemente falecido, com uma mostra de desenhos e ilustrações feitos propositadamente para homenagear Sergio Bonelli e que foram expostos no stand da própria editora italiana, um espaço normalmente reservado às tradicionais sessões de autógrafos.

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Entre os autores expostos figuraram os nomes de Bruno Brindisi, J. Marreiro, Fabio Bartolini, Melissa Zanella, Christopher Possenti, Silvia Ziche, Antonio Marinetti, Joevito Nuccio, Luigi Siniscalchi, Stefano e Domenico Di Vitto, Dante Erasmo Spada, Andrea Borgioli, Giulio Laurenzi, Angelo Stano e Andrea Artusi, conforme se pode ver no vídeo que apresentamos de seguida:

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