COLECCIONÁVEIS TEX – MÍDIA IMPRESSA TEMÁTICA – Parte 2

Por Ezequiel Guimarães

Continuação da Parte 1

Com o surgimento de novos itens temáticos coleccionáveis (alguns citados por internautas, a quem agradecemos a colaboração – conforme já citamos nos ´comentários´ da parte ´1´), houve a necessidade de acrescentá-los e com isso optamos por, além de inserí-los na ´Relação de Publicações´, divulgar algumas imagens e comentários, o que originou esta segunda parte – e também a oportunidade de inserir imagens que ficaram de fora do primeiro texto (originalmente só havia a primeira parte, a qual sugerimos a leitura, para melhor entendimento dessa matéria, clicando aqui).

A ´Relação de Publicações´ foi então revisada e ampliada (e em alguns casos corrigida), sendo retirada da (agora) ´Parte 1´ e adicionada ao final deste post, pois é o mais correcto a se fazer. Também colocamos mais abaixo a ´Lista de Regras´, que foi totalmente revisada e ampliada, e faz mais sentido estar aqui também (lembrando que a ´Lista de Regras´ é necessária para a selecção do que entra ou não na ´Relação de Publicações´).

Quanto aos novos itens adicionados, temos matérias, notícias e curiosidades. Uma das curiosidades é a matéria sobre o conceituado capista Claudio Villa desenhando super-heróis para a Casa das Ideias.

Villa está tão arraigado no mundo texiano (tanto que tem a honra de ser o sucessor do mestre Aurelio Galleppini – grande criador gráfico da personagem Tex – na arte das capas texianas), que muitos nunca pensaram (até aquela época) que ele desenharia alguma personagem tão diferente e distante (editorialmente falando) como um super-herói. E logo de cara dois. E dois da ´líder´ de mercado, a norte-americana Marvel.

Os super-heróis desenhados pelo renomado artista italiano são o Sentinela da Liberdade e o Defensor da Cozinha do Inferno (leia-se Capitão América e Demolidor, respectivamente). E isso na história “Segunda Morte” (“Doppia Morte” no original, “Dupla Morte” no Brasil). Isso está citado na Wizmania nº. 44, que é um dos novos itens que entraram na relação. Outra curiosidade: o argumentista dessa história também é bonelliano, e que algum tempo depois, acabou tornando-se também um argumentista texiano. Falamos do excelente Tito Faraci.

Outro item adicionado traz o anúncio do lançamento da saudosa “Seleção Bonelli Comics – Tex e os aventureiros”. Uma série inédita no formato multi-personagens (dentro da história editorial bonelliana em solo tupiniquim) – e que só teve paralelo nas séries francesas Mustang e Rodeo. A série brasileira infelizmente teve vida curta.

Em outra edição adicionada, temos a lendária e conceituada revista Wizard (a mais importante em seu segmento na sua época) colocando Tex entre as 100 principais personagens de BD’s no mundo, num momento super-especial: comemorava-se então 100 anos de quadradinhos!!!!

E também temos uma matéria super-especial do renomado jornalista Sidney Gusman (editor-chefe do conceituado site Universo HQ e trabalhando actualmente também com  Maurício de Souza), falando das melhores BD’s da Europa, e lá está ele… TEX, of course !!!! (e outros bonellianos também).

Enfim, esses e outros itens ingressaram na ´Relação de Publicações’.

Por essas e por outras, os materiais temáticos são muito procurados por coleccionadores, que querem ter tudo o que se relaciona com a sua personagem favorita em suas colecções, ou por aqueles que apenas querem saber “algo mais” dos seus heróis ou dos seus autores. Sabemos que hoje existe a Internet, uma fonte (quase) inesgotável de informações, mas nem todos têm acesso à Web, e outros não gostam de ficar lendo textos mais longos na tela de um microcomputador; e muitos apreciam ainda o “velho e bom papel” e gostam de ler no conforto de suas poltronas ou camas. Para todos esses tipos de leitores, os impressos temáticos é a opção ideal.

Abaixo colocamos a ´Relação de Publicações´ revisada, corrigida e ampliada, e a ´Lista de Regras´, que foi totalmente revisada e também ampliada (há muitas outras revistas que abordam o Western – sem referência a Tex; não listei-as aqui porque também fugiria ao objectivo do post; mas são itens que também dão uma colecção interessante).

Antes um esclarecimento: para a formulação da ´Lista de Regras´ a serem atendidas para o item poder chegar a constar na ´Relação de Publicações´, fizemos várias pesquisas sobre diversas formas de coleccionar, e sobre variados interesses de coleccionadores  de diversos tipos de itens (além dos bonellianos, incluímos pesquisas sobre colecções de outros tipos de quadradinhos, e outros tipos de colecções). Para podermos estabelecer regras ´básicas´ do que entraria (ou não) na ´Lista de Regras´.

Por exemplo, pesquisamos além de coleccionadores de BD´s italianas, também coleccionadores de outros tipos de heróis, e dentre eles (igual aos bonellianos), muitos coleccionam somente as BD´s, outros coleccionam além delas, reportagens sobre as suas personagens favoritas, e muitos outros coleccionam qualquer material, desde que fale do seu herói favorito (matérias, notas, e em vários casos até propagandas de lançamentos de revistas em outras revistas).

Pesquisamos também outros tipos de coleccionadores, mesmo no segmento ´impresso´, e até fora dele. Por exemplo: coleccionadores de livros (percebemos que os mesmos aspectos citados no parágrafo anterior repetiram-se) e até entre coleccionadores de músicas (artistas e bandas musicais) os perfis de coleccionadores repetem-se: alguns coleccionam só o vinil e/ou CD/DVD de seu artista favorito enquanto outros coleccionam também revistas com reportagens, e outros além das reportagens também coleccionam até revistas que tenham mesmo que for só a propaganda da turné de sua banda preferida.

Enfim, após analisarmos tudo isso, percebemos que os ´perfis´ de coleccionadores repetem-se, e aí então optamos por algumas regras ´básicas´ (e até bem menos do que encontramos nas pesquisas), para compormos a nossa ´Lista de Regras´. Buscamos com isso, criar um pequeno guia para quem se interessar pelo assunto, e que terá à sua disposição entre as edições citadas, qual (ou quais) mais interessam para tentar adquiri-las (apenas para lê-las ou para ampliar a colecção; ou até para iniciar uma nova colecção).

Lembrando novamente que, tanto a ´Lista de Regras´, como a ´Relação de Publicações´, estão abertas às sugestões e comentários para a inclusão de novas regras e/ou novas publicações. Então, em ambos os casos, caso tenha alguma sugestão ou informação a nos passar, por favor, informe-nos. Novamente, muito obrigado aos internautas pelas informações prestadas.

Lista de Regras (Revistas, Jornais e Fanzines voltadas ao segmento BD)
Ter matérias que abordem:
– Sobre Tex (sozinho ou junto com outras personagens)
– Sobre seus autores ou editores (desde que na matéria tenha referência a Tex)
– Sobre eventos oficiais de Tex (exclusivos dele ou com participação do Ranger)
– Sobre o género literário de Tex – Western (desde que a edição tenha ou na
própria matéria de western, ou em outra matéria, alguma referência a Tex).
– Sobre o tipo de mídia na qual Tex está inserido – arte sequencial impressa (desde que a edição tenha ou na própria matéria de arte sequencial, ou em outra matéria, alguma referência a Tex).
– Sobre temas diversos mas com alguma citação a Tex.
– Matérias ou notas sobre publicações texianas, ou outras focadas
integralmente ou parcialmente no Ranger.

Relação de Publicações

Wizard – Editora Globo
n. 1 – Ago/96 – Made in Italy – Nem só de super-heróis vivem os quadrinhos!
n. 2 – Set/96 – Tex conquista a América, Sérgio Miranda
n. 5 – Dez/96 – 100 anos de quadrinhos
n. 12 – Jul/97 – Conheça o melhor da Europa em quadrinhos – Sidney Gusman

Comix Book Shop Magazine
n° 7 (1999), “O caubói italiano Tex celebra 50 anos de Oeste Selvagem”, Júlio Schneider e Franco de Rosa (a capa da revista é do saudoso Hermes Tadeu).

Selecções BD – (Portugal)
n.  29 – Março/ 2001 –  O “WESTERN” NA BD EUROPEIA – Jorge Magalhães

Wizard – Panini
n. 13 – Out./04-  – Uma faculdade de quadrinhos – Sidney Gusman
– Sergio Bonelli – Um italiano com coração brasileiro – Sidney Gusman e
Levi Trindade
n. 14 – Nov/2004 – Coisas que você não sabia sobre Tex – Levi Trindade
n. 17 – Fev./05-  Almanacão Bonelli no final de Fevereiro – Levi Trindade

BDjornal – Pedranocharco (Portugal)
n. 4 –  Jul – Ago/2005 –
– MYTHOS EDITORA EM PORTUGAL – ENTREVISTA A DORIVAL VITOR LOPES, HELCIO DE CARVALHO E JOSÉ CARLOS FRANCISCO,   Nuno Pereira de Sousa
– BONELLI – A TRADIÇÃO DOS FUMETTI NA MODERNIDADE,   Nuno Franco
– SELOS E BANDA DESENHADA, UMA RELAÇÃO DE QUADRADINHOS,   Pedro Cleto
n. 7 – Nov/2005 –
– A LONGA CAVALGADA DE TEX – O RANGER SEM FRONTEIRAS,   José Carlos Francisco
n. 11 – Mar/2006 –
– ENTREVISTA COM CLAUDIO VILA – DESENHADOR DE TEX,  Afrânio Braga e José Carlos Francisco
– LETTERI – UM MESTRE AO SERVIÇO DE TEX,  José Carlos Francisco
– SELECÇÃO TEX E OS AVENTUREIROS #1, Pedro Cleto
n. 18 – Abril-Maio de 2007 –
– ENTREVISTA COM FABIO CIVITELLI, José Carlos Francisco, Carlos Rico e Nuno Pereira de Sousa
– PRANCHAS DE TEX, Fabio Civitelli
n. 20 – Ago-Set/2007 –
– FESTIVAIS DE BD NA PLANÍCIE ALENTEJANA (2) – O XVI SALÃO INTERNACIONAL MOURABD – ENTREVISTA COM CARLOS RICO,  J.Machado-Dias
– FESTIVAIS DE BD NA PLANÍCIE ALENTEJANA (3) – O XVI SALÃO INTERNACIONAL MOURABD – ENTREVISTA COM FABIO CIVITELLI,  José Carlos Francisco
n. 21 –  Out-Dez/2007 –
– TEX NA ARGENTINA: ASCENSÃO E QUEDA DO RANGER ITALIANO,  José Carlos Francisco
– ENTREVISTA COM ERNESTO GARCIA SEIJAS,  Jesus Nabor Ferreira e José Carlos Francisco
– FALECEU MANFRED SOMMER,  Mário João Marques
– ENTREVISTA COM MIGUEL ANGEL REPETTO, Jesus Nabor Ferreira e José Carlos Francisco
n.22 – Jan-Fev/2008 –
– TEX WILLER A CAMINHO DOS 60 ANOS, José Carlos Francisco
– ALMANAQUE TEX #30,  Pedro Cleto
n. 23 –  Ago/2008 –
– “TEX O JUSTICEIRO” – O FILME DE TEX WILLER, José Carlos Francisco
n. 24 – Out/2008 –
– DE QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE WESTERN,   J. Machado-Dias
– DICIONÁRIO UNIVERSAL DA BANDA DESENHADA – WESTERN,   Leonardo De Sá
– O WESTERN NA BD EUROPEIA,   Jorge Magalhães
– O WESTERN NA BD CONTEMPORÂNEA,   João Miguel Lameiras
– A CASA BONELLI – CASA DAS IDEIAS-FÁBRICA DOS SONHOS,   J. Machado-Dias
– ENTREVISTA COM SERGIO BONELLI, Renato Pallavicini
– DE GALLEPPINI A GALEP – HISTÓRIA DE UMA AVENTURA,  J. Machado-Dias
– 60 ANOS DE AVENTURAS PELO VELHO OESTE,  Jesus Nabor Ferreira
– BD: TEX WILLER – UMA TARDE QUENTE, Guido Nolitta e Giovanni Ticci
– TRIBUTOS – TEX E OS COYOTEROS, Fred Macêdo e Augusto Trigo
– ENTREVISTA COM FRED MACÊDO, José Carlos Francisco
n. 25 –  Mai/2010 –
– VI FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DE BEJA, Jorge Machado-Dias
– FABIO CIVITELLI, José Carlos Francisco
– ENTREVISTA COM FABIO CIVITELLI, José Carlos Francisco, João Miguel Lameiras, Gianni Petino e Júlio Schneider
n. 26 – Out/2010 –
– TEX AO REDOR DO MUNDO, José Carlos Francisco

Publicações especiais do Salão Internacional de Banda Desenhada de Moura (Portugal) – Edição: Câmara Municipal de Moura
16º. Salão Internacional de Banda Desenhada – Moura BD 2007 – Maio 2007 – O “Western” na BD Portuguesa – Jorge Magalhães
17º. Salão Internacional de Banda Desenhada – Moura BD 2011 – Abril 2011 – Vítor Péon e o  “Western” de Denver Bill a “Tomahawk” Tom” – Jorge Magalhães

Jornal Graphiq – produção independente do editor Mário Latino
n. 22 –  Set/2008 – Extraterrestres e Cowboys – Parte I: Tex  (Edgar Indalecio Smaniotto)
n. 23 –  Out/2008 – Galopando com Tex nas pradarias do Oeste (Professor Waldomiro Vergueiro)
– TEX: O maior cowboy das HQs faz 60 anos (Edgar Indalecio Smaniotto)
n. 29 –  Mai/2009 – Os Soldados-Búfalos: racismo e preconceito no velho oeste (Edgar Indalecio Smaniotto)
n. 39 –  Mar/2010 – O Tex que nós queremos (Jaime Bernard)

Mundo dos Super-Heróis – Editora Europa
n. 13 –  Nov/Dez 2008 – Heróis do Velho-Oeste (Társis Salvatore e Gabi Franco)
n. 16 –  Mai/Jun 2009 – Indispensável para fãs do Velho Oeste (André Morelli e Manoel de Souza – sobre o livro de Gonçalo Junior – O Mocinho do Brasil – A história de um fenômeno editorial chamado Tex)
n. 19 –  Nov/Dez 2009 – Para fãs de Tex (Társis Salvatore – sobre o lançamento da revista texbr no. 1)
n. 20 –  Jan/Fev 2010 – Velho de Guerra (Maurício Muniz  – sobre Joe Kubert, desenhista da Edição Gigante Mythos  no. 9 – O Cavaleiro Solitário)
n. 24 –  Nov/Dez 2010 – Muito além de um saldão (Renato Lebeau  – sobre o evento FestComix – São Paulo)
n. 25 –  Jan/Fev 2011 – Universo Bonelli (Alexandre Callari e Ricardo Quartim)

Revista Texbr – publicação independente do Portal TexBR (maior site independente em língua portuguesa do mundo sobre quadradinhos bonellianos)
n. 1 –  Out/2009 – Tex, o mocinho do Brasil
– O grande herói do faroeste
– Uma nova coleção de Tex
– FIBDA 2008 também comemorou 60 anos de Tex, José Carlos Pereira Francisco
– Marco Bianchini, a serviço de Tex, José Carlos Pereira Francisco

Wizmania – Panini
n. 44 – Mai/07-  Justiça em dobro – Levi Trindade

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Fabio Civitelli pelos caminhos da Bairrada

Por José Carlos Francisco

Fabio Civitelli e José Carlos Francisco tendo por trás a Câmara Municipal de Anadia

A Bairrada é uma região situada na Beira Litoral, em Portugal, que compreende os concelhos de Mealhada, Anadia, Cantanhede, Águeda e Oliveira do Bairro, caracterizando-se essencialmente pela forte produção vitivinícola, sob a denominação Bairrada e sendo também considerada Região Demarcada, bem como pelo afamado Leitão Assado à Bairrada.

Fabio Civitelli e José Carlos Francisco na Praça Visconde de Seabra em Anadia

E foi pelos caminhos da Bairrada que o afamado desenhador italiano de Tex, Fabio Civitelli de seu nome, passeou no passado dia 10 de Setembro de 2011 na companhia dos seus pards José Carlos Francisco, Carlos Moreira e Fernanda Martins antes de rumar a Viseu onde a inauguração do 17º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu o aguardava pelas 17 horas.

Fernanda Martins, Fabio Civitelli e Carlos Moreira no coração de Anadia

Carlos Moreira e José Carlos Francisco descansando à sombra de uma palmeira em Anadia

A oportunidade de dar a conhecer um pouco da região Bairradina a Fabio Civitelli prendeu-se com o facto do desenhador italiano ter ficado hospedado na Malaposta, QG de Tex em Portugal. O passeio começou precisamente pela capital da Bairrada, Anadia, uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Aveiro, região Centro e sub-região do Baixo Vouga, com cerca de 3.034 habitantes. A cidade de Anadia está inserida na freguesia de Arcos. Lugares desta freguesia: Anadia, Arcos, Famalicão e Malaposta. Anadia é ainda sede de um município com 216,64 km² de área e 31 422 habitantes.

Tradição ou lenda refere que o seu topónimo proviria de Ana Dias, proprietária de extensa vinha na periferia da povoação. O vinho produzido, de óptima qualidade, era por ela vendido junto da estrada de Coimbra, o que lhe granjeara tal fama, que o seu nome ficaria ligado a esta terra para sempre: Ana Dias, Ana Dia, Anadia.

Carlos Moreira, Nazaré Pereira, Fabio Civitelli e José Carlos Francisco no Museu Benfiquista da mãe de José Carlos

Aproveitando a presença de Fabio Civitelli em Anadia, a visita ao Museu Benfiquista da mãe de José Carlos Francisco, a dona Maria Nazaré Pereira era ponto de paragem obrigatório. Toda a família é benfiquista, inclusive a pequena Ana Beatriz, mas o fervor e a paixão de Nazaré Pereira pelo Benfica, Clube único de entre os demais, nobre na fundação, percurso e filosofia, aberto a todas as almas, indiferente à pobreza ou à riqueza é tão grande, grande demais para caber apenas no seu coração que ao longo dos anos foi juntando uma panóplia dos mais diversificados adereços benfiquistas a ponto de hoje em dia ter um verdadeiro Museu Benfiquista na Bairrada.

Carlos Moreira, Nazaré Pereira, Fabio Civitelli, José Carlos Francisco e Ana Beatriz no Museu Benfiquista da mãe de José Carlos

De seguida fomos mostrar a Fabio Civitelli a afamada Estância Termal da Curia (a Curia deve a sua existência às propriedades curativas das suas famosas águas. Já no tempo dos Romanos a qualidade da água da Curia era conhecida e, para eles, a Curia era Aquae Curiva – água que cura), localizada em pleno coração da Bairrada vitivinícola.

José Carlos Francisco, Fernanda Martins, Fabio Civitelli e Carlos Moreira no belo parque das Termas da Curia

“AQUAE CURIVA” era o nome conhecido ao tempo da ocupação da Península pelos romanos, que conheciam as nascentes e as exploravam. Do topónimo “CURIVA” adveio o nome da actual povoação, a CURIA, uma das mais antigas e afamadas estâncias hidrológicas portuguesas. Durante séculos, as termas viveram no esquecimento, até que em 1900 foi fundada a Sociedade das Águas da Curia, por iniciativa de Albano Coutinho.

José Carlos Francisco e Fabio Civitelli na Fonte Albano Coutinho na Estância Termal da Curia

Fabio Civitelli passeando pela Estância Termal da Curia com Fernanda Martins, Teresa Moreira, Carlos Moreira, Fátima Francisco e Andreia Sofia

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As termas da Curia, hoje em dia, oferecem ao Aquista a tradição termal unida ao conforto e à tecnologia moderna, usada no novo edifício termal, que ficou concluído em 1993.

Assim, as Termas da Curia satisfazem as exigências do aquista durante todo o ano, tanto para uma cura termal como para férias relaxantes.

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Ana Beatriz, Fabio Civitelli e José Carlos Francisco nas Termas da Curia

A Curia é então hoje uma moderna estância de saúde que oferece ao aquista um avançado complexo termal com tratamentos especializados para combater doenças metabólico-endócrinas, cálculos renais e infecções urinárias, hipertensão arterial, doenças reumáticas e músculo-esqueléticas, programas de recuperação de forma física, reabilitação, fisioterapia correctiva e dietas de emagrecimento.

Teresa Moreira, Fátima Francisco, Ana Beatriz, José Carlos Francisco e Fernanda Martins

Com génese nas águas termais descobertas então há muito pelos Romanos, a Curia é constituída de uma verdadeira mancha verde ímpar, propõe-nos um despertar para os verdadeiros sentidos da vida: regressamos ao nostálgico ambiente dos dourados anos 20 e mergulhamos na arquitectura “Belle Époque” e “Arte Nova”.

Fabio Civitelli com a família Francisco no belo parque das Termas da Curia

Apreciamos os gigantescos plátanos, respiramos o ar perfumado por calmas tileiras, passeamos pelos belos jardins e pelo frondoso Parque das Termas e deixamo-nos deambular pelos pitorescos caminhos por entre vinhedos, mas, acima de tudo, sentimos o raro prazer de viver um sentimento de liberdade e de espaço onde os únicos limites são a imensidão do verde das árvores e infinito azul do céu.

Fabio Civitelli e Fernanda Martins no parque da Curia

Fabio Civitelli e a família Moreira no parque da Curia

Local paradisíaco onde Tex seria muito bem vindo e certamente ficaria agradado com este passeio na companhia de Fabio Civitelli.
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Caminhos curiosamente percorridos por estes dias pelo editor Dorival Vitor Lopes que se encontra a passar umas curtas férias precisamente na portuguesa Região Bairradina…

José Carlos Francisco e Fabio Civitelli na Malaposta, tendo a residência de José Carlos por trás

(Para aproveitar a extensão completa das fotografias acima, clique nas mesmas)

O Alfabeto do Velho Oeste – Letra Q

Wilson Vieira:

Desenhador e Argumentista Brasileiro de Banda Desenhada, com mais de 36 anos de experiência, dos quais 7 deles (1973/80), participando como colaborador do estúdio Staff di IF em Génova/Itália, ilustrando também alguns episódios de Il Piccolo Ranger para a Sergio Bonelli Editore, Diabolik, Tarzan e o Homem-Aranha (Octopus desafia o Homem-Aranha). É também o autor da saga Nordestina: Cangaceiros – Homens de Couro e da série western – Gringo, assim como autor de vários outros roteiros. E escreve, escreve…

 

É também autor do seguinte blogue na Internet:
http://brawvhqs.blogspot.com/

Caros Leitores – Geograficamente falando, como sabem o território dos Estados Unidos da América pode ser dividido em três zonas:
1– O Leste, ou seja, a faixa costeira Atlântica delimitada a ocidente pelas cadeias montanhosas de Allegheny e Apalaches.
2– O Oeste, ou seja, o planalto central ocupado inteiramente pela bacia hidrográfica do Mississipi-Missouri e caracterizado, principalmente em sua parte ocidental, pela imensa vastidão de planícies.
3– E o Far West, ou seja, a região que compreende as Montanhas Rochosas e suas vertentes ocidentais que deslizam para o Oceano Pacífico. Tais configurações geográficas são importantes, para compreendermos bem o desenvolvimento histórico da colonização da América do Norte; a faixa costeira Atlântica foi logicamente a primeira a ser dominada pelos Europeus e por ela surgiram os primeiros vilarejos e as primeiras cidades (1600 e 1700), depois, (início de 1800), o grande planalto central foi, não só atravessado, como colonizado, enquanto que os pioneiros erroneamente o consideraram inapto para a cultivação e preferiram seguir para o Far West, ou seja, o Oregon e a Califórnia. Na segunda metade do século, finalmente também foi retomado o imenso planalto, deixado por tanto tempo antes aos índios e bisontes, transformando-se em objectivo de emigrantes, que lá se estabeleceram e colonizaram. Isso deverá ser recordado, para estabelecer dois conceitos, geralmente confusos. 1– Aquele de “fronteira”. 2– Aquele de “conquista” do West. De facto, desde que núcleos de colonizadores ingleses estabeleceram-se na Virgínia em 1620, a vida dura de fronteira, foi para os predecessores brancos uma realidade quotidiana, com todos os percalços e perigos que ela representava; principalmente a hostilidade natural dos índios nativos diante dos cruéis invasores. Ao contrário, com a expressão “conquista” do West, entende-se somente aquele movimento de massa humana, que teve início nos primeiros anos de 1800 e avançou além das fronteiras, pelas cadeias de montanhas, até o vale do Mississipi e depois, foi até à costa do Pacífico; nesse sentido a “conquista” do West não é mais que, o último período da história da fronteira americana. Sendo assim, para esmiuçar o passado americano, que tanto nos fascina, apresento com imensa satisfação – O ALFABETO DO VELHO OESTE – propondo esse database western básico, narrado a verbetes, em ordem alfabética, os pormenores sobre tal época. Projecto online penso, pioneiro tanto em Portugal, quanto no Brasil, estimulado a publicá-lo, através do amigo entusiasta José Carlos Francisco (Zeca), o qual me ofereceu generosamente o espaço, neste já renomado Blogue e aceitei. Será um trabalho longo e árduo admito, porém prazeroso, onde a cada letra específica, o amigo leitor encontrará uma variedade de descrições relativas a ela, num período onde homens, mulheres, animais, geografia e clima, entrelaçavam-se na batalha árdua do quotidiano em busca da sonhada sobrevivência – o Velho Oeste. Espero que aprovem o conteúdo sugerido e me acompanhem, nessa aventura extraordinária, agora com a letra…

Q

Quannah Parker – Cacique dos Comanches “Quahadi”, que em 1874, chefiou o ataque a Adobe Walls. Em 19 de Maio de 1836, os Comanches atacaram a casa fortificada da família de Benjamin Parker, no vale superior do Nevasota River, Texas, Após terem matado os homens que estavam ali e terem incendiado a casa, levaram embora, como prisioneiros, cinco mulheres e crianças, entre os quais a filha (9 anos) de Parker, Cynthia Anne Parker, que depois com a idade de 15 anos esposou o cacique dos Comanches “Peta Nacona”, tendo dois filhos, um dos quais foi “Quannah”, nascido em 1844. Em 1858, durante a batalha de Antelope Hills, entre os Comanches e Texanos, Cynthia Anne Parker foi avistada, mas não demonstrou nenhuma intenção de refugiar-se entre os Americanos e fugiu com os Comanches. Em 1860 o Capitão Lawrence Sullivan Ross, do “Texas Rangers”, atacou, com 40 Texas Rangers e 20 soldados da Cavalaria, um acampamento Comanche ao sul do Pease River. Durante o ataque foi morto o cacique Peta Nacona, seus dois filhos, dos quais um era “Quannah”, conseguiram escapar, mas Cynthia Anne foi feita prisioneira. Ela recusou-se a falar a língua Inglesa, e foi levada diante ao seu tio Isaac Parker, na pradaria Grapevine e que depois tentou várias vezes escapar. Em 1861 a autoridade do Texas, presenteou-a com terras e concedeu-lhe uma pensão. Veio a falecer em 1864, de melancolia e em 1909 o Congresso dos EUA destinou a soma de $ 1.000 dólares para um monumento em sua honra. Quannah Parker tornou-se cacique dos Comanches Quahadi pouco antes da segunda batalha perto a Adobe Walls, em 1874, demonstrando rapidamente ser um Cacique sábio e moderado de sua tribo e transformou-se numa espécie de Conselheiro Superior das Tribos Comanches Reunidas. Os cowboys Texanos daquele tempo elogiavam sua honradez. Após a batalha perto de Adobe Walls, no Verão de 1874, a Armada do coronel Ronald McKanzie perseguiu os Comanches e deteu-os em 27 de Setembro no Canyon Palo Alto. Durante o ataque os soldados mataram 1.048 dos 1.424 cavalos capturados. Os Comanches, a pé e sem ajuda, conseguiram escapar, mas, sem os seus animais, não tiveram mais a possibilidade de sobrevivência. Extremados pela fome e sede, renderam-se no Verão de 1875, em Fort Sill, Oklahoma. Foram conduzidos a uma Reserva, e lentamente extinguiram-se.

Quantrill – William Clark. Famigerado chefe de guerrilha, cujo nome tornou-se famoso bem além das fronteiras da sua região e em torno de sua figura surgiram muitas histórias e lendas. Nascido em 31 de Julho de 1837 em Canal Dover, Ohio, morreu em 6 de Junho de 1865. Era professor e ministrava numa escola de Paola, Kansas. Não possuía nada de notável; era de corporatura mediana, frágil até, olhos celestes, cabelos loiro-escuro e um rosto inexpressivo com lineamentos quase femininos. Certo dia seu irmão menor foi morto pelos Republicanos. Era um jovem, bom companheiro, que não possuía ambições políticas e que desejava somente viver em paz. Quando William Clark Quantrill ficou sabendo desse homicídio, abandonou o ensinamento e jurou vingar a morte de seu irmão. Selou um cavalo, abandonou o Kansas e surgiu em Missouri, reunindo lá uma quadrilha que participou em cada acção contra os Republicanos. Deixando atrás de si uma trilha de sangue, assumindo a denominação de “Killer”, cujo bando estava entre os mais temidos, tornando inseguras as florestas da fronteira. Quando explodiu a Guerra Civil Americana e o Kansas colocou-se ao lado da União, os Estados das fronteiras do Missouri e Kentuck encontraram-se no meio de dois fogos. Enquanto o Kentuck, após um breve período, uniu-se à União, o Missouri (como antes tinha acontecido ao Kansas), dividiu-se em dois Partidos: Esclavagistas e Antiesclavagistas. Nesse período com seus facínoras, o professor William C. Quantrill tornava-se uma das maiores quadrilhas de guerrilheiros, tristemente conhecida por seus ataques e massacres. Quantrill gozava entre os demais chefes de bandos guerrilheiros, de tal prestígio que muitos tentavam alianças com ele. Paulatinamente uniram-se a ele; Jesse James com seus irmãos, William Grecc, Bloody Bill Anderson, David Pool e Little Archie Clement, todos com suas quadrilhas. Em 1862 apresentou-se um desconhecido chamado George Todd e cuja família tinha sido expulsa de Kansas City. Todd tinha jurado vingança e tinha já feito vários ataques sangrentos. Ele tornar-se-ia o segundo Comandante do bando de Quantrill. Os Estados em guerra estavam conscientes que as batalhas da fronteira entre o Missouri e o Kansas, tornavam-se inseguras as estradas de abastecimentos e obstaculizava o envio de reforços. Por isso os dois Governos tomaram, oficialmente sob suas protecções os bandos operantes cada qual de sua parte; oferecendo-lhes armas e munições. Ofereciam também de vez em quando algumas missões secretas. Em Missouri, o general dos Estados Meridionais, Samuel D. Lucas fundou a “Milícia do Missouri”. Essa teve o encargo em defender os Fortes mais importantes e as estradas de comunicação onde, as tropas da União que estavam avançando. Quantrill foi reconhecido oficialmente pelo Governo dos Estados Meridionais, como guerrilheiro. O general Shelby deu-lhe o encargo de “operar” pela Linha Férrea de Hannibal a St. Joseph. Naquela região então não ficou uma casa intacta, durante a sua passagem. Seguindo o exemplo de Quantrill, o médico Charles R. Jennison, em Kansas, reuniu um bando de guerrilheiros, dos Estados Meridionais. Recrutou veteranos, espertos em batalhas contra os Índios, fundando a Corporação dos “Pernas Vermelhas” (assim chamada por suas calças de couro, tingidas em vermelho). Aquilo que Quantrill fizera com o seu bando em regiões do Kansas, fez depois Jennison do outro lado da fronteira; destruindo cidades. Por encargo do general da União, Blunt, e dele assistido, Jennison, como Quantrill do outro lado, praticava a táctica da “Terra Queimada”. Ambas as partes, empenharam-se também em acções contra os Índios, que eram particularmente ferozes, contra os brancos. Em 8 de Setembro de 1861, os coronéis dos Estados Meridionais; Livingston e Matthews, juntamente com os bandos de “Cherokee” e “Osage”, atacaram a Colónia Humboldt, no Kansas, queimando todas as casas. A vingança não tardou; Jim Lane, que mais tarde tornar-se-ia Senador, destruiu com um grupo de “Seminoles”, Osceola no Missouri. Os “Seminoles” eram Esclavagistas. Em torno ao seu acampamento, perto de Neosho Falls, no Kansas, tinham constituído um verdadeiro vilarejo de escravos. Pouco após a agressão a Osceola, os “Seminoles” foram enquadrados oficialmente, como Repartição Especial, na Armada da União. Antes, porém, os Estados Meridionais, comandados pelo coronel Talbot, atacaram novamente a Colónia fundada pelo Alemão Humboldt, que compunha na ocasião de 200 pessoas, sendo mais da metade assassinada. Entanto Quantrill continuava a sua ascensão. Mas, a sorte não estava sempre ao seu lado. Em 22 de Fevereiro de 1862, recebeu ordens de atacar Independence e capturar ou destruir armamentos lá guardados. Quando diante de 60 homens entrou a cavalo na cidade, estava esperando-o o general Unionista Charles Doubleday e teve que se retirar com grandes perdas. Em 11 de Agosto de 1862, Quantrill juntamente com o coronel F. Hughes e 200 guerrilheiros, atacou novamente a cidade. A batalha durou duas horas e dessa vez os soldados da União, guiados pelo capitão Buel, sofreram grandes perdas e retiraram-se. Quantrill ocupou a cidade por algumas horas, saqueando-a. Mas, já anoitecendo, foram atacados por tropas dos Estados do Norte, comandados pelo coronel Burroughs, de Leavenworth e após uma curta batalha, foi obrigado a retirar-se. As tropas dos Estados do Norte ajustaram os seus canhões, mantendo dominado as vias de acesso. Quantrill então dissolveu o seu contrato oral com o Governo e começou a trabalhar por conta própria. Sem descanso atacava Colónias e fazendas; sua quadrilha aterrorizava as populações e controlava as estradas de comunicações. O prémio era o saque. O bando saqueava, roubava, matava, não poupando ninguém. William Clark Quantrill proclamou, pela primeira vez na História da Humanidade, a guerra total. Em contrapartida, os assim chamados “Jayhawkers”, reagiram com a mesma brutalidade e ferocidade. Comandados pelo médico Charles R. Jennison e o pastor Batista James Montgomery, os “Jayawkers” guerreavam contra Quantrill e o seu bando. Foi uma guerra sangrenta e feroz; olho por olho, dente por dente. O chefe dos “Jayhawkers”, capitão William Sloan Tough, era especialista em perseguição e lutas contra guerrilheiros. Ele perseguia os seus rastos, e pegava-os nos seus esconderijos. Quem caia nas suas mãos era trucidado. O prisioneiro tinha as suas orelhas cheias com pólvora e incendiadas. Nas florestas encontravam-se cadáveres com as cabeças estouradas. Em 1863 o general Blunt nominou esse capitão, chefe de uma Repartição Especial de exploradores “Scouts”, doando-lhe um salário mensal de $250 dólares. No Verão de 1863 Quantrill reuniu os seus homens em Bates Country. Quando o bando estava completo, atacou Lawrence no Kansas. Com 450 homens atacou a cidade em 23 de Agosto e destruiu-a à bala e fogo. Durante esse ataque morreram 153 habitantes, entre os quais muitas crianças. As mulheres, não eram executadas. Quantrill retirou-se no dia seguinte. Casas queimadas estavam na estrada de retorno. Depois disso, continuou a sua destruição. Em 3 de Outubro de 1863 queimou Baxters Spring. O redactor do jornal “True Republican Sentencial”, Charles Monroe Chase, descreveu como testemunha ocular esse massacre como o pior Inferno de toda as guerrilhas. A cidade, que tinha sido fundada em 1854, foi incendiada em diversos pontos, enquanto os bandidos disparavam em tudo o que se movesse. Depois, chegaram novamente os “Jayhawkers”. O céu de Missouri tingiu-se em vermelho. O fulgor do fogo das cidades incendiadas era visível por grandes distâncias. Os ataques eram rápidos, como a retirada de seus agressores. Eles deixavam atrás de si uma faixa de terra queimada larga 10 milhas. Kansas City, que naquele tempo era a cidade de maior desenvolvimento no Missouri, sucumbiu alternadamente às violências dos dois bandos. Juntamente a St. Louis, ela constituía o maior centro comercial do Oeste; com o comércio em alta. Os “Jayhawkers” acusavam os cidadãos de colaborarem com a Escravidão e assaltavam-nos. Os homens de Quantrill acusavam os mesmos cidadãos de serem Antiesclavagistas e roubavam o que sobrava dos “Jayawkers”, ou então destruíam o quanto tinha sido já reconstruído. Isso aconteceu inúmeras vezes, durante a Guerra Civil. Com essas acções Kansas City perdeu a sua importância para a cidade de Leavenworth. Após o Norte ter vencido a guerra, o chefe dos “Jayhawkers”, Charles R. Jennison recebeu inúmeras honrarias. Tornando-se um homem estimado e influente. E a sua Corporação dava uma incessante perseguição aos guerrilheiros que se dispersaram. O bando de Quantrill dividiu-se em pequenos bandos, que continuavam a saquear, cada um por si. Por anos eles foram perseguidos pelo Exército e escapavam em várias direcções. William Clark Quantrill encontrou refúgio com o seu amigo James H. Wakefield, que habitava numa casa isolada em Salt River, Kentuck. Queria repousar e sucessivamente formar uma nova quadrilha. Mas, o “Jayhawker” Edwin Terril, ficou sabendo do tal refúgio. Com 30 homens circundou a casa, na qual Quantrill estava com os seus antigos companheiros e estudavam novos planos. O grupo foi então exterminado e Quantrill, gravemente ferido, foi transportado ao hospital da cadeia militar de Louisville, onde morreu. Os irmãos Jesse e Frank James, estavam ao seu lado, no seu leito de morte.

Quick stop – Parada Imprevista. Esse termo era usado pelo cowboy quando imprevistamente pára o seu cavalo em pleno galope, obrigando-o a “aterrar” firmemente a terra as suas patas posteriores. Esse movimento era indispensável, na captura de animais, logo após um lançamento certeiro do laço. O cavalo treinado preparava-se a esse movimento, quando o cavaleiro levantava seu braço, para o lançamento do laço. Quando o animal perseguido era capturado, o cavalo aterrava as suas patas posteriores, contra o terreno, facilitando assim o “amarrar” do laço. O animal era firmemente parado na sua corrida e caía por terra.

* Caricatura: Fred Macêdo
* Edição, revisão e adaptação portuguesa: José Carlos Francisco

BDjornal #28 dedica 14 (CATORZE) páginas a Tex

Por José Carlos Francisco

O BDjornal #28 que dá um grande destaque a Tex Willer, com nada mais nada menos do que 14 (sim, CATORZE) páginas dedicadas ao Ranger criado em 1948 por G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini, já se encontra à venda e pelos ecos que nos têm chegado, tem vendido muito bem, havendo o “perigo” da edição se esgotar tal como aconteceu com o número 24 (o dedicado aos 60 anos de Tex) pelo que caro texiano, se ainda não comprou esta edição que para todo e qualquer fã e coleccionador de Tex é um número VERDADEIRAMENTE  IMPERDÍVEL e que não pode deixar de ser mais um item obrigatório na colecção de todo e qualquer TEXIANO que se preze, apresse-se a comprá-la ou corre o sério risco de ficar sem um exemplar verdadeiramente texiano na sua colecção.

Falando somente do que a Tex diz respeito, este número 28, traz uma grande entrevista com Fabio Civitelli (após a sua presença no Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu), duas páginas INÉDITAS e em rigoroso exclusivo mundial, do Texone (Tex Gigante) que está a ser desenhado por Fabio Civitelli baseado num argumento de Mauro Boselli, a primeira parte do mais completo artigo a NÍVEL MUNDIAL sobre TODOS os 73 desenhadores de Tex que nestes sessenta e três anos de ininterrupta vida editorial desenharam a mítica personagem, biografias detalhadas sobre a vida e história de todos estes 73 desenhadores (neste número: Aurelio Galleppini, Angelo  “Tatano” Corrias e Mario Uggeri) e ainda outras curiosidades sobre Tex e os seus autores, como se pode vislumbrar nas páginas mostradas de seguida:

Por tudo isso e muito mais como pode ver clicando aqui, prezado pard não deixe de comprar esta edição do BDjornal, uma vez que se pode considerar um verdadeiro item de coleccionador de Tex! Para a adquirir em Portugal recomendamos o contacto via e-mail (bdjornal@gmail.com) com o editor Jorge Machado-Dias, mas caso seja um leitor oriundo do Brasil, temos uma boa notícia a dar-lhe:

O BDjornal #28 estará à venda na Redwood Comic, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro

Como o BDJornal tem cada vez mais leitores no Brasil, muito por causa das constantes matérias dedicadas a Tex, mas não só, visando facilitar a aquisição a esses leitores, informamos que os BDjornal #25, #26 e #27 já estão à venda no Brasil (e o BDjornal #28 estará em breve), na loja online Redwood Comics, de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro. Eis aqui os links directos para compra:

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-158804543-bdjornal-25-importada-redwood-_JM

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-162802109-bdjornal-26-importada-redwood-_JM

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-189543808-bdjornal-27-importada-redwood-_JM

Fica muito mais barato para os compradores brasileiros – porque a Redwood compra em quantidade, o que permite reduzir os custos de envio de Portugal para o Brasil e o tempo de envio, comprando no próprio Brasil, deve ser também muito menor do que comprar directamente a Portugal, ou seja, é só vantagens… mas o melhor mesmo é fazer já a sua reserva porque depois pode ser tarde…

Sergio Bonelli no posto de Presidente da República Italiana numa página da Manlio Truscia

Manlio Truscia

O blogue do Tex apresenta hoje uma página escrita e desenhada por Manlio Truscia em Agosto de 2011 e exposta numa mostra em Milão, em Setembro, antes do falecimento de Sergio Bonelli.

Como se pode ver na primeira vinheta, Manlio Truscia colocou Sergio Bonelli no posto de Presidente da República Italiana, já que as salas de aula de escolas italianas costumam ter um retrato do Presidente da República que, nesta sala, foi então substituído pelo do grande editor milanês.

Entre os alunos vêem-se os pequenos Super-Homem, Martin Mystère, Dylan Dog, Diabolik, Eva Kant, Tex e Bob Rock (de Alan Ford). A historinha tem os textos não em balões mas em recordatórios rimados, como era costume nas histórias aos quadradinhos do início do Século 20, característica que Júlio Schneider, tradutor e legendador desta página na versão portuguesa, conseguiu manter graças a um trabalho verdadeiramente espectacular.

A discussão começou porque um dos alunos escreveu no quadro-negro os nomes dos fundadores de Roma de forma errada, por achar que seriam rimados: em vez das grafias italianas “Romolo e Remo” ele escreveu “Romolo e Remolo” (“Remolo” significa moinho de vento).

Depois desta introdução necessária, vamos então ver a magnífica página da autoria de Manlio Truscia (para aproveitar a extensão completa da página abaixo, clique na mesma):