Póster Tex Nuova Ristampa 175

Póster Tex Nuova Ristampa 175

Espectacular  ilustração da autoria de Claudio Villa onde vemos Tex Willer reagindo mortalmente contra Oreado, um apache rebelde que tinha abandonado Cochise unindo-se aos renegados Sam e Gila Kid, e que tentava vingar-se de Tex e Kit Carson, responsáveis pela morte dos restantes guerreiros apaches do seu bando.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “I predoni rossi” de G. L. Bonelli, Vincenzo Monti e Giovanni Ticci (Tex italiano #262 e #265).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)

Texto de José Carlos Francisco

Texto sobre SERGIO BONELLI para o MAB INVICTA 2012

Por José Carlos Francisco

SERGIO BONELLI

Sergio Bonelli (Milão, 2 de Dezembro de 1932 – Monza, 26 de Setembro de 2011) também conhecido como Guido Nolitta (seu pseudónimo como escritor de banda desenhada), foi um autor e editor italiano.

BIOGRAFIA

Filho de Gian Luigi Bonelli (criador de Tex e fundador da editora Audace), e de Tea Bonelli, que desde 1946 tomou as rédeas da editora do ex-marido, entra muito jovem no mundo da banda desenhada, fazendo de tudo na empresa da família: de moço de recados a fiel de armazém, até responder às cartas dos leitores.

Em 1957 assume a editora Cepim, a futura Sergio Bonelli Editore, uma das mais importantes editoras de banda desenhada no panorama italiano, sucedendo na direcção à sua mãe Tea.

Empreende também a faceta de argumentista sob o pseudónimo de Guido Nolitta, escolhido para evitar ser confundido com o seu pai. Nessa nova veste o seu primeiro trabalho é a série Un Ragazzo nel Far West publicada em 1958 e realizada graficamente por Franco Bignotti. Dois anos mais tarde escreve Il Giudice Bean desenhado por Sergio Tarquinio e que será publicado apenas em 1963 na série Gli Albi Del Cow Boy.

Em 1961 cria um dos maiores sucessos da editora: Zagor, personagem “híbrido” entre Tarzan e o western, com fortes incursões no fantástico, graças ao qual Sergio Bonelli pode dar vazão à sua paixão pelo género aventureiro em todos os seus aspectos.

Catorze anos mais tarde, em 1975, dará vida àquele que sempre considerará o seu filho predilecto: Mister No, um descontraído ex-soldado americano que vive na Manaus (Brasil) dos anos cinquenta.

É também o primeiro argumentista a substituir o seu pai nas páginas de Tex, onde se estreia com a história “Caccia all’uomo ” (Caçada humana) desenhada por Fernando Fusco e publicada no número 183 da série, em Janeiro de 1976. Para desenhos de Aurelio Galleppini realiza no ano seguinte “L’uomo del Texas” (O Homem do Texas), volume da colecção Un uomo un’avventura (Um homem uma aventura).

Os crescentes empenhos nas vestes de editor constringem-no a reduzir drasticamente a sua actividade de autor, interrompendo a escrita das histórias de Zagor em 1982, embora continuando a escrever as aventuras de Mister No até 1995 (ainda que apoiado por um staff de outros autores). Após vários anos de inactividade como escritor, por ocasião da última aventura de Mister No retorna à máquina de escrever: foi ele quem deu o adeus ao personagem que mais amou. A longa história começou no álbum publicado em Setembro de 2005 e terminou no final de 2006. As aventuras de Mister No ainda continuaram por mais algum tempo em edições especiais com periodicidade semestral, encerrando-se definitivamente o ciclo de Mister No em 2009.

Em Janeiro de 2007, tomou o lugar de Décio Canzio na direcção geral da Sergio Bonelli Editore e em 2008 o município de Milão galardoou-o com o prestigioso prémio Ambrogino d’oro.

Em Agosto de 2011, quando estava de férias em Provence (França), é acometido por problemas de saúde. Morre em 26 de Setembro de 2011 com a idade de 78 anos na clínica San Gerardo em Monza, poucos dias após ter sido hospitalizado devido a doença.

SERGIO BONELLI ARGUMENTISTA

Como argumentista Sergio Bonelli teve um papel de primeiro plano dentro da editora, trazendo elementos de grande originalidade e fazendo os primeiros elementos importantes de descontinuidade no que diz respeito ao estilo de seu pai, que até então havia sido, juntamente com Roy D ‘Amy, o principal autor de quase todas as personagens publicadas. Com Zagor Nolitta acentua ainda mais a fusão entre o realismo e o fantástico que o pai já havia introduzido nas páginas de Tex; também Chico, tal como Dusty em Un ragazzo nel Far West, insere-se no sulco das tiradas cómicas que muito sucesso tiveram em Capitan Miki e em Il grande Blek (e que nas edições Bonelli continuaram a ter com Mister Bluff e Gufo Triste em Comandante Mark e com Groucho em Dylan Dog), que nunca tinham encontrado espaço nas histórias de Bonelli pai.

Mas o verdadeiro ponto de ruptura com a tradição da editora acontece com Mister No, que é de facto considerado o decano dos personagens bonellianos modernos. Jerry Drake é efectivamente um anti-herói: muito humano nas suas virtudes assim como nos seus defeitos, está bem longe da figura do herói infalível como por exemplo Tex. Mister No é um personagem em conflito com o mundo ao seu redor e com dúvidas existenciais (refugia-se na selva Amazónica para fugir aos horrores da guerra), e frequentemente está às voltas com os pequenos problemas quotidianos (as dívidas que o perseguem). Nolitta antecipa assim toda uma série de temáticas que mais tarde se tornarão centrais em personagens como Ken Parker, Dylan Dog ou Nathan Never.

Este fascínio pelo herói falível e por vezes vulnerável ​​terá os seus ecos inclusive na sua interpretação de Tex: na história “Il segno di Cruzado” (O sinal de Cruzado) vemos o Ranger a braços com a difícil decisão de ter de dar o golpe de misericórdia a um índio moribundo que após ter sido torturado implora piedade, uma situação ambígua em que Gian Luigi Bonelli jamais tinha deixado cair o seu herói.

E como o mesmo Sergio Bonelli disse, uma sequência inteira daquela mesma história (em que Tex foi forçado a acalmar um excitado Kit Carson com um soco) foi cortada devido a uma firme oposição do seu pai. Inclusive nas relações com o seu filho Kit, o seu Tex mostra atitudes apreensivas, que nunca haviam sido vistas nas histórias de Bonelli pai.

SERGIO BONELLI EDITOR

Sob a sua liderança a pequena editora Cepim transformou-se no colosso editorial que é hoje a Sergio Bonelli Editore, sinal da grande habilidade e intuição de Bonelli empresário.

Um de seus maiores méritos foi o de não sufocar a personalidade dos autores (especialmente os desenhadores), que se incorporavam ao longo dos tempos aos criadores de uma série a fim de render homogéneo o estilo (como era a prática até então), mas de deixar livre desafogo às interpretações dos vários autores, para exaltar as qualidades. Bonelli foi também um dos primeiros editores a publicar os nomes dos autores das histórias (outra prática não comum no passado).

O seu amor pelos grandes autores levou-o a tomar decisões corajosas, fosse publicando séries de grande prestígio que nem sempre tiveram o sucesso esperado, como por exemplo a colecção Un uomo un’avventura, fosse apostando em personagens inovativos e anti-convencionais, como Ken Parker ou Dylan Dog. Este último, tornou-se um dos maiores acontecimentos na história da banda desenhada italiana, conseguindo no ápice do seu sucesso arrebatar o primado de vendas a Tex.

Vídeo: TEX by CLAUDIO VILLA

TEX BY CLAUDIO VILLA é o título do mais recente vídeo relacionado com o mundo de Tex Willer realizada pelo texiano Anthony Steffen, numa nova acção que visa uma vez mais divulgar sobretudo o excelente fórum (italiano) de Tex Willer.

Desta vez Anthony Steffen a propósito do sexto aniversário do fórum quis homenagear com o extraordinário vídeo que mostramos de seguida, o artista autor das capas de Tex, Claudio Villa de seu nome, como todos sabemos.

A propósito desta vídeo-homenagem, Anthony Steffen confidenciou-nos que “Era o mínimo que eu podia fazer para o primeiro autor inscrito no nosso fórum e que hoje em dia tem mais de dois mil posts o que mostra bem a participação de Villa.
O vídeo intitulado “Tex by Claudio Villa” foi criado em alta definição e tem a duração de 4 minutos e meio e é uma mistura de esplêndidos desenhos do nosso Ranger das várias capas da série regular, Collezione storica a colori, Panorama e pósteres de Tex Nuova Ristampa. A ideia de caracterizar o vídeo com um fundo inteiramente branco teve o objectivo de destacar ainda mais os desenhos de Claudio Villa.
“

Entrevista com o fã e coleccionador: Valdair Albring

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Valdair Albring: Nasci em 1969, então tenho 42 anos. Nasci em Três Passos, Rio Grande do Sul, município vizinho àquele em que nasceu o Gervásio Santana de Freitas (do portal TexBR), Tenente Portela, na fronteira com a Argentina. Nas idas e vindas da vida, a família acabou mudando para Lajeado, também Rio Grande do Sul, em busca de melhores condições de vida. E dali eu saí, depois de mais de vinte anos, para Joinville, Santa Catarina, onde moro actualmente e trabalho como funcionário público do município.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Valdair Albring: Essa é uma resposta que deve ser buscada bem na infância. Meus pais eram agricultores, então as possibilidades de leitura disponíveis eram mínimas. Minha mãe sempre gostou de ler, mas a prioridade era sustentar a família. A opção mais presente nessa época era mesmo a Bíblia, que eu lia sempre que podia, o que levou meu padrinho, já falecido, a se dispor a pagar minha preparação para padre (nunca sequer iniciada). O que nem eu percebia na época era que o que me atraía mesmo não era o aspecto religioso, mas sim o lado histórico da obra (sempre preferi o Antigo Testamento ao Novo) e, principalmente, a leitura em si! Foi ali que aprendi a viajar com as palavras escritas. Ao mudarmos para a cidade, ainda em Três Passos (em 1980), descobri algo que me deixou maravilhado: a escola pública onde fui estudar tinha uma excelente biblioteca! Então eu descobri os livros antes das revistas em quadradinhos. Claro que não demorou para chegar até elas. Havia colegas que tinham algumas revistas, e eu podia lê-las. Lembro de uma tarde em que as horas passaram sem que eu percebesse, só indo para casa contra a vontade, e isso porque a mãe do garoto insistiu muito (já tinha anoitecido!).

Quando descobriu Tex?
Valdair Albring: Mais ou menos na mesma época, meu tio apareceu com uma revista de Tex, que me apaixonou à primeira vista. Era o número 111 da edição brasileira, Ao Sul de Nogales, ainda hoje de grata lembrança para mim.

Porquê esta paixão por Tex?
Valdair Albring: Tex não exige grandes digressões filosóficas (as quais eu muito aprecio, mas cada coisa em seu momento), não exige muito conhecimento prévio da continuidade da personagem (pode-se ler qualquer história sem problemas) e nunca um caso ficou sem solução até hoje (as histórias tem começo, meio e fim). Resumidamente, Tex é uma leitura agradável, descompromissada, relaxante mesmo, para momentos de lazer.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Valdair Albring: Tex é uma personagem linear: você sabe exactamente O QUE vai acontecer (o problema chega até eles pelas mais variadas vias, mas sempre chega. O tiroteio atrás da próxima colina é uma das mais clássicas). Quanto ao COMO, aí cabe aos autores conseguirem surpreender aos leitores. Nos quadradinhos de super-heróis você nunca sabe o que vai acontecer, mas as personagens têm reviravoltas mirabolantes e, se você não acompanha regularmente as histórias, vai se sentir perdido na continuidade. Tex não tem isso. Não sei se é defeito ou virtude da personagem italiana mas, o que se vê hoje, continuará igual amanhã.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Valdair Albring: Por falta de uma condição financeira mais favorável, não consigo comprar todas as revistas publicadas, então procuro ter todas as HISTÓRIAS já feitas. Tenho aproximadamente 550 revistas, o que significa todos os Tex Gigantes (Texone), as histórias da série Almanacco del West, Anual (Maxi Tex), a série Tex Coleção actualizada, bem como a série regular a partir do começo da série brasileira Tex Ouro (para chegar a ter todas as histórias, basta que a série Coleção alcance o número 289 da série italiana, Cheyenne Club, daqui a uns quatro anos). Não tenho as colecções completas, mas todas as histórias. Mas a mais importante é a edição de Tex, o Grande (Nizzi/Buzzelli), publicada no Brasil em 1988, simultâneo com a edição italiana. Essa eu comprei naquela época mesmo. Por muito tempo foi a única que eu tive.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Valdair Albring: Como nem sempre querer é poder, contento-me em manter em dia a minha colecção de revistas apenas. Acho que não sou um bom coleccionador, não tenho aquela vontade de ter tudo a respeito de alguma coisa.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Valdair Albring: Como já disse, não sou um coleccionador contumaz, então acho que não haveria nenhum que eu lembre. Mas, galopando na fantasia, acho que apreciaria ter um desenho feito por um dos desenhadores da série em que EU apareceria num balcão de saloon, com uma caneca de cerveja espumante brindando com Tex e os outros pards em volta. Para alguém abstémio como eu, acho que seria uma imagem engraçada.

Qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Valdair Albring: Quando se fala em preferências, cada um tem as suas, e sempre serão contestadas por alguém. Mas, enfim, vamos lá. Por algum motivo, gosto mais daquelas histórias com um tom mais melancólico, em que a solução não é exactamente a mais desejada. Lembro bem da primeira que me tocou profundamente, e que foi o final da história O Sinal de Cruzado (Tex italiano 242-245), chamada Caminho sem Regresso (Tex 159 e Tex Coleção 297). Nem toda a capacidade do herói consegue evitar que fique um gosto de derrota no final. A história do apache Santos, publicada no Almanaque Tex 30 (O Preço da Honra) é outra nesse sentido. A frase em que ele justifica para Tex a motivação de seu gesto, “vou me encontrar com meus pais e não vamos mais fugir”, é de deixar qualquer um com um nó na garganta. O desenhador que me pegou no primeiro quadro foi Carlo Rafaelle Marcello, com um traço claro, limpo e detalhado. Quem sabe tenha sido por causa dos roteiros do grande Mauro Boselli, meu favorito por apresentar quase sempre personagens coadjuvantes que pouco ou nada ficam a dever ao herói, tanto em carácter quanto em capacidade de acção. Curiosamente, algumas das minhas Top 10 são de Claudio Nizzi: Chamas de Guerra (Tex italiano 297-299), cheia de reviravoltas até o amargo final; Escolta Armada (Tex italiano 447-448), acção pura; e a citada O Preço da Honra (Tex italiano 548-549), em que nenhum esforço consegue mudar um destino que parece já ter sido escrito.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Valdair Albring: O que mais me agrada é a linearidade. Se pegar uma edição das mais recentes, ou uma antiga, a personagem é a mesma. Tex vai tomar como seu o problema da vez, vai confrontar sem medo o malvado, garantir que o culpado seja punido e o inocente possa ter tranquilidade. O que menos agrada eu acho que é uma coisa impossível de ser “corrigida”: algumas histórias não mantêm o “padrão de qualidade” (claro que na avaliação individual). Poderíamos dizer que são enredos mais fracos, em comparação com outras. Mas o que eu gosto menos pode agradar em cheio a outros. Também nunca fui muito fã de desenhadores como Ferdinando Fusco ou de Erio Nicolò, em cujos desenhos sempre me pareceu que “faltava alguma coisa”.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Valdair Albring: Voltando ao senhor Bonelli, se alguém soubesse essa resposta, poderia criar outra, ou outras, personagens de igual sucesso. Mas as coisas não funcionam assim. Tex tem uma particularidade que vem lá do início da saga, e que é a diversidade de cenários em que ele age. O que, no início, parece que era “atirar para todo o lado”, por parte de G. L. Bonelli, acabou oferecendo uma gama de possibilidades imensa aos argumentistas. Tex é Ranger, chefe-amigo-irmão dos índios, e tem amigos nos mais variados lugares: um chefe dos casacas-azuis, um político mexicano (honesto), um bruxo, policiais no Canadá, San Francisco (com seus chineses), Nova Orleans (com os seguidores do vodu), e vários etcéteras. Um cenário único seria, sem dúvida, muito limitador para a personagem. Outra coisa é o carácter absolutamente inflexível dele. E acho que todos nós gostamos de ver um bandido levar umas esfregadas de vez em quando, já que na ficção podemos esquecer um pouco das leis em nome da justiça.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Valdair Albring: Não. Como nunca tive condição financeira muito folgada, uma viagem que tivesse apenas esse objectivo sempre esteve fora de questão. Também não mantenho contacto com outros coleccionadores, já que só pude “começar” a minha colecção há uns seis ou sete anos. Antes disso eu tinha algumas revistas, mas havia muitos espaços vazios. Quem sabe eu vá na próxima GibiCon em Curitiba, já que é perto de onde eu moro.

Como vê o futuro do Ranger?
Valdair Albring: Infelizmente não consigo ver um futuro muito brilhante. Nada relacionado à produção das histórias, já que os novos argumentistas e desenhadores estão se mostrando bastante eficientes em dar continuidade ao legado dos criadores, mas existem algumas particularidades que certamente influenciarão no futuro da personagem. A principal é que a geração actual está sendo formada com base num mundo digital, fortemente influenciada pelos jogos electrónicos e por filmes e histórias de super-heróis, ao contrário de outras anteriores que frequentavam cinemas em busca de diversão, onde os filmes de faroeste eram opções bem mais abundantes que hoje. O que vejo, então, é que a RENOVAÇÃO do público leitor de Tex será cada vez lenta, infelizmente. Acho que sempre haverá espaço para essas histórias em preto & branco, mas será menor.

Para concluir, quer dizer-nos algo mais?
Valdair Albring: Quando já dava por terminadas as minhas respostas, encontrei neste mesmo blogue a entrevista com o grande Mestre Roberto Diso, em que ele justificava o fim de Mister No. Acho que ele definiu com exactidão o que acabei de colocar na última questão, mas com muito mais precisão e, principalmente, poesia: “…esses episódios estão a se afastar no tempo e, com eles, o mundo de Mister No. Quantos jovens leitores poderiam se sentir a participar emotivamente, como quem tem a nossa idade, do que representaram para nós aqueles acontecimentos? Poucos, eu diria, e insuficientes para permitir a sobrevivência de uma personagem que abriu muitos caminhos mas que hoje quase todas as trilhas são percorridas sem que se lhe dê muita importância, porque já estão consolidadas e têm uma normalidade que não consegue mais emocionar.” Maravilhosamente lindo, imensamente melancólico e, infelizmente, verdadeiro.

Prezado pard Valdair Albring, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)