Programação do Festival MAB Invicta 2012 para o fim de semana de 10 e 11 de Março

10 DE MARÇO 2012 (SÁBADO)

Abertura 10h30 – Orquestra de Canidelo com temas de Banda Desenhada e Cinema: Simpsons, Tom & Jerry, Exterminador Implacável, Blade Runner, entre outros 

Autores presentes a partir das 14:30 com sessão de autógrafos:
– Melinda Gebbie

– David Hine
– Lars Henkel
– Ulf K.
– Anke Feuchtenberger
– Kai Pfeiffer
– Dominique Goblet
– Oliver Deprez
– Denis Deprez
– Regina Pessoa
– Ricardo Cabral
– Hugo Teixeira
– João Mascarenhas
– Geral e Derradé
– Filipe Abranches
– Colectivo – A Zona
– Rui Dias Sena
– Marcos Farrajota e Joana Pinto 

Programação paralela à sessão de autógrafos:
– 12h00: Apresentação de Jorge Ferreira sobre a extensão e o projecto Casa Viva do MAB

– 14h30: Apresentação do filme “Zepe” (por Diogo Stuart e Manuel Espírito Santo)
– 15h00: Entrevista áudio a Stuart de Carvalhais (através de vinil) e conversa com familiares
– 15h30 : Entrevista à autora Melinda Gebbie para o MAB e para o blogue “Leituras de BD”
– 16h30: Exibição das animações de Regina Pessoa com a presença da autora “História Trágica com Final Feliz” e “A Noite”
– 17h00: Primeira apresentação mundial do livro ilustrado por Melinda Gebbie acerca das suas memórias desde os anos 70
– Primeira apresentação mundial do livro ilustrado por Melinda Gebbie para a adaptação de Alan Moore de um poema do poeta William Blake
– 18h00: Exibição do filme “Vinzent” do realizador alemão  Ayassi, vencedor do prémio do jurí da crítica do Festival Internacional de Cinema Fantasporto em 2005 com introdução de Lars Henkel e Manuel Espírito Santo 

Outros pontos de interesse relativamente aos autores presentes:
– Lars Henkel: Lançamento mundial do novo livro ilustrado de Pete Seeger
– Kai Pfeiffer: Primeira exposição mundial com originais do livro que está a elaborar com Dominique Goblet “Si Entente”
– Dominique Goblet: Primeira exposição mundial com originais do livro que está a elaborar com Kai Pfeiffer “Si Entente”
– Anke Feuchtenberger: Livros exclusivos da autora para o festival MAB
– Venda de livros exclusivos dos autores assim como serigrafias, originais e prints 

Exposições:
– Sama: Exposição inédita de originais, prints e serigrafias deste novo e grande artista brasileiro.
– Exposição póstuma a Sergio Bonelli com fotografias deste autor/editor nas viagens que fez e com texto de José Carlos Francisco, principal dinamizador da personagem Tex em Portugal
– Exposição Zakarella cedida por Nuno Amado prints de Carlos Alberto e originais de outros autores sobre esta personagem mítica
– Exposições na extensão do MAB na Casa Viva do Colectivo Zona, Rudolfo da Lodaçal Comix, da Chili com Carne e de novos talentos e também concertos de bandas nacionais e internacionais a partir das 18h00 até às 22h30. Entrada grátis. Morada: Praça do Marquês de Pombal, nº 167
– Exposição dedicada aos 75 anos do personagem Príncipe Valente na estação de metro de São Bento coordenada por Manuel Caldas
– Exposição no Museu Nacional da Imprensa sobre o pai da banda desenhada portuguesa Stuart de Carvalhais: “Stuart BD & Azulejos” patente de 10 de Março a 31 de Maio em parceria com o MAB. Horário: Todos os dias das 15h às 20h
– Exposição dedicada a Stuart de Carvalhais no Palacete dos Viscondes de Balsemão (Praça de Carlos Alberto, nº 71) em parceria com o MAB. Horário: 2ª a 6ª das 9h às 20h. Entrada grátis

11 DE MARÇO 2012 (DOMINGO)

14h30: Autores presentes a partir das 14:30 com sessão de autógrafos:
– Melinda Gebbie

– David Hine
– Lars Henkel
– Ulf K.
– Anke Feuchtenberger
– Kai Pfeiffer
– Dominique Goblet
– Oliver Deprez
– Denis Deprez
– Regina Pessoa
– Ricardo Cabral
– Hugo Teixeira
– João Mascarenhas
– Geral e Derradé
– Filipe Abranches
– Colectivo – A Zona
– Rui Dias Sena
– Marcos Farrajota e Joana Pinto 

Programação paralela à sessão de autógrafos
– 14h30: Animações do projecto “Dialectus”: “No Mundo da Lua” e “Zeca e Zuzzie (1º episódio)

-16h00: Exibição de animações de Lars Henkel com apresentação de Manuel Espírito Santo
– Melinda Gebbie com o exclusivo MAB de projecção futura de dois livros: livro de memórias de Melinda Gebbie e livro ilustrado por Melinda Gebbie com adaptação de Alan Moore de um poema de William Blake
– Apresentação de curtas-metragens internacionais por Marcos Farrajota:
– Dunga don’t Cry de Vladimir Palibrk (Sérvia);
– A little song about my diseases: 1) Psoriasis 2) Candida Albicans 3) Cannibalistic bulimia de mina anguelova (Portugal);
– Punk Machine de Grrr (Suiça);
– Promotion canopée de Toffeur (França);
– Pedro Zamith : o Walt Disney underground de João Tocha (Portugal);
– Deep in space de Laur Balaur (Roménia);
– It’s moving de André Ruivo (Portugal);
– Infinite girlfriend (vídeo-clip de Mincemeat or Tenspeed) de Javier Fabregas (Espanha);
– Dilúvio de Manuel Pereira (Portugal);
– Devir ii (vídeo-clip de Ghuna x) de André Gil Mata, Dinis Santos e Miguel Marinheiro (Portugal).
– 17h00: On the quest for beograd underground, Espanha/Sérvia, 65′ de Muriel Buzarra, Natsa Sarkic e Carlos Lopez: Documentário sobre as movimentações alternativas de Belgrado que passam pela banda desenhada, música, artes plásticas ou áudio-visual. A Sérvia vive um momento eufórico de produção artística após vários anos de guerra, sanções económicas e regimes ditatoriais. Curiosamente são entrevistados muitos autores e activistas da bd como o conhecido Aleksandar Zograf, e ainda Wostok, Septic, Vladimir Palibrk ou Johanna Marcadé. 

Outros pontos de interesse relativamente aos autores presentes:
– Lars Henkel: Lançamento mundial do novo livro ilustrado de Pete Seeger

– Kai Pfeiffer: Primeira exposição mundial com originais do livro que está a elaborar com Dominique Goblet “Si Entente”
– Dominique Goblet: Primeira exposição mundial com originais do livro que está a elaborar com Kai Pfeiffer “Si Entente”
– Anke Feuchtenberger: Livros exclusivos da autora para o festival MAB
– Venda de livros exclusivos dos autores assim como serigrafias, originais e prints 

Exposições:
– Sama: Exposição inédita de originais, prints e serigrafias deste novo e grande artista brasileiro.
– Exposição póstuma a Sergio Bonelli com fotografias deste autor/editor nas viagens que fez e com texto de José Carlos Francisco, principal dinamizador da personagem Tex em Portugal
– Exposição Zakarella cedida por Nuno Amado prints de Carlos Alberto e originais de outros autores sobre esta personagem mítica
– Exposições na extensão do MAB na Casa Viva do Colectivo Zona, Rudolfo da Lodaçal Comix, da Chilicomcarne e de novos talentos e também concertos de bandas nacionais e internacionais a partir das 18h00 até às 22h30. Entrada grátis. Morada: Praça do Marquês de Pombal, nº 167
– Exposição dedicada aos 75 anos do personagem Príncipe Valente na estação de metro de São Bento coordenada por Manuel Caldas
– Exposição no Museu Nacional da Imprensa sobre o pai da banda desenhada portuguesa Stuart de Carvalhais: “Stuart BD & Azulejos” patente de 10 de Março a 31 de Maio em parceria com o MAB. Horário: Todos os dias das 15h às 20h
– Exposição dedicada a Stuart de Carvalhais no Palacete dos Viscondes de Balsemão (Praça de Carlos Alberto, nº 71) em parceria com o MAB. Horário: 2ª a 6ª das 9h às 20h. Entrada grátis 

Bancas presentes nos dias 10 e 11:
– Invicta Indie Arts

– Fnac
– Necomi com o apoio da Pressplay
– Dr. Kartoon
– Chili com Carne
– Bancas com todos os livros dos autores nacionais e internacionais 

Preço dos Bilhetes:
– 3,50€ por dia
– 6,00€ sábado e domingo
– 10,00€ dois fins de semana

(Este programa pode sofrer alterações de última hora)

Texone #26 – Le iene di Lamont

Por Sílvio Raimundo

Série/Número – Texone #26
Título–Le iene di Lamont
Argumentista – Claudio Nizzi
Desenhador/Capista – Ernesto Rudesindo Garcia Seijas
Letras – Monica Husler (Esposa de Giovanni Ticci)

Sinopse: Numa tarde de Verão o trem chega à estação de Lamont, no Montana, nele está a bela e jovem Katie Evans e à sua espera está Harry Strode, trazendo-lhe a triste notícia de que o seu Pai está morto, mas, não será esta a única noticia ruim que recairá sobre a jovem naquele dia. Contemporaneamente também está indo a Lamont, Tex e seus pards, no encalço de Hogan e Rucker, procurados por roubo a banco e tentativa de assassinato. O destino se encarregará de unir os caminhos dos quatro cavaleiros indómitos e a indefesa e deserdada mocinha.

Considerações – Álbum

Em 2011 houve duas publicações da série anual Speciale, a primeira em Julho com o #25 e a segunda em Novembro com o #26, tal facto ocorrera uma única vez antes, quando em 1996 foram publicados os Texoni de Magnus (Roberto Raviola) e Jordi Bernet.
Desta vez o editor Sergio Bonelli decidiu voltar a publicar dois álbuns no mesmo ano para não deixar roteiros escritos pelo Nizzi – que se aposentou – pendentes de publicação.
Outra coincidência que se repete também neste álbum diz respeito à nacionalidade do desenhador convidado. Com os álbuns #14 e #15 aconteceu de simultaneamente aparecer pela primeira vez, dois desenhadores não europeus na série dos Texoni, agora, com os #25 e #26 aparecem em sequência dois desenhadores argentinos.
Já no expediente podemos notar algumas mudanças estruturais administrativas da Editora em relação à última publicação. A substituir Sergio Bonelli como Director Responsável está  Graziano Frediani e Davide Bonelli que antes ocupava o cargo de responsável pelo marketing, agora assume a Directoria Geral.
O editorial ainda é escrito por Sergio Bonelli e há uma nota explicativa dizendo ser aquele o último que ele escrevera para esta série, e que como de costume no meio editorial, ele o tinha feito antecipadamente.

Considerações – Desenhos

Este álbum é por demais curioso, em verdade, até à sua publicação ele era meio que uma lenda urbana. Todos sabiam da sua existência, alguns privilegiados já tinham visto as suas pranchas originais na gaveta de Sergio Bonelli, mas, de facto, o motivo da sua não publicação não se sabia, porém, muito se especulava. Havia comentários na Itália de que o álbum não tinha ainda sido publicado devido à qualidade da história ser muito abaixo da média apresentada. De acordo com as palavras do próprio artista, tanto na entrevista do álbum quanto naquela concedida ao Jesus Nabor aqui mesmo no blogue do Tex, houve muitas revisões e páginas redesenhadas, chegando a um total de 11, isso por conta das muitas mulheres que nelas apareciam. Também Sergio Bonelli, chegando a chamar de um desenvolvimento perfeccionista, fala sobre as várias alterações do roteiro, feitas por Nizzi e propostas por ele próprio.
O artista argentino iniciou os trabalhos de desenhar o roteiro de Nizzi em 2000 e de acordo com o cronograma estabelecido pela SBE, o álbum deveria ir às bancas em 2003, no #17 da série, porém, a conclusão do trabalho só se deu um ano após a data estabelecida e assim, este que deveria ser o cartão de visitas Texiano de Seijas para nós leitores, ficou arquivado por longos sete anos e trabalhos concluídos bem depois vieram à luz antes:

Almanacco del West 2007 (No Brasil Almanaque Tex #33), Tex #571 – L’assedio degli Utes – Maio/08 (No Brasil Tex #474 – O assédio dos Utes – Abril/09), Tex #572 – Il fugiasco – Junho/08 (No Brasil Tex #475 – O fugitivo – Maio/09), Tex #598 – La prova del fuoco – Agosto/10 e Tex #599 – Um Ranger per nemico – Setembro/10 (No Brasil Almanaque Tex #43 – Agosto/11).

Ironicamente quis o destino que Sergio Bonelli não visse este álbum publicado e, no que diz respeito aos desenhos, ele é magistral. Com excepção da grande franja penteada da esquerda para direita, com a qual o jovem Kit foi concebido, os quatro pards foram muito bem definidos. Os ambientes, tanto os internos quanto os externos são desenhados com uma grande riqueza de detalhes e as cenas “rodadas” à noite são muito belas.
Como diferencial, neste trabalho posso citar a técnica da esponja humedecida no nanquim, utilizada por Seijas de modo a dar um efeito de sombra ténue.
Alguns momentos, mesmo sendo de grande tensão nervosa, foram desenhados de uma maneira um tanto cómica, como a briga do restaurante por conta do preconceito em relação a Jack Tigre, com especial atenção à terceira e quarta vinheta da página 51 e terceira da página 53, isso obviamente devemos a Nizzi, que tinha uma veia excelente para o humor, basta darmos uma espiada na trilogia de Leo Pulp. Também no tiroteio final da história, de uma forma mais branda, as quatro vinhetas das páginas 216 e 218 foram concebidas de uma forma usualmente voltada ao cartum, já isto é crédito ou débito apenas do Seijas.
Umas das influências citadas pelo artista argentino é o italiano Hugo Pratt, pai de Corto Maltese, cujo antagonista é o Rasputin, repare então quando estiver lendo este volume, o quanto há de semelhança entre este e o ladrão de bancos procurado por Tex, Rucker. Aproveite e repare também se você já não viu antes o “Doc” Nelson. Se você esqueceu onde foi, vá à página 16, lá está ele no auto-retrato do Seijas, só mudou o formato dos óculos.
Alguns pequenos deslizes há neste álbum, talvez, devido ao facto de ter que redesenhar tantas páginas, o artista pôde se dar ao luxo de esquecer alguns detalhes:

Em alguns momentos os bolsos da camisa de Tex têm costura dupla, em outros não, na primeira vinheta da página 121 a camisa de Tex não tem bolsos nem botões, na quarta vinheta da página 33, a tábua vertical da esquina da casa está incompleta, já na terceira vinheta da página 181 a casa reaparece na mesma posição, porém, dessa vez apresentando um lampião entre a janela esquerda e a porta e, sob a mesma janela, um banco. Antes estes objectos não estavam lá.

Mas afinal, o motivo das páginas redesenhadas seria mesmo mulheres desnecessárias ao roteiro? Boa pergunta e que possivelmente ficará sem resposta, mas, aquelas que foram permitidas ficar… Elas são lindas! A jovem Katie Evans foi desenhada de forma a nos mostrar a sua beleza estonteante, mas, também a sua fragilidade e ingenuidade e Seijas fez isso de uma forma que impressiona. Já a madrasta má, Vera Cain (sobrenome sugestivo) além de vil e dissimulada, é linda e voluptuosa e Seijas deu-lhe além dos olhos e dos cabelos claros, um busto cujo decote é difícil de não chamar a atenção. Interessante esse detalhe ter passado incólume pelo crivo de Sergio Bonelli.

Considerações – Roteiro

Para que um leitor sinta-se satisfeito com uma história da sua personagem preferida, é no mínimo necessário que o roteiro lhe surpreenda de alguma forma, tarefa um tanto difícil para um argumentista que está a escrever a vida de uma personagem já com mais de 60 anos ininterruptos de publicações. A tarefa de Nizzi foi desde sempre, de certa forma inglória, pois, ele substituiu “apenas” o Pai de Tex Willer nos roteiros, o que fez com que os leitores sempre os comparassem. Nizzi também teve a missão de fazer a transição temporal da personagem, de modo a adequá-la à actualidade, onde os leitores – mesmo os mais longevos – já não são mais tão ingénuos quanto no inicio e não se contentam com pouco, teve também que tornar a personagem Tex “politicamente correcta” sem bater tanto, sem fumar, enfim.

Além de todos os pontos acima, existe hoje um diferencial muito grande em relação ao tempo passado e o presente naquilo que concerne ao contacto entre o argumentista e o leitor, que são as formas de se fazer ouvir que este último agora dispõe. A internet, os e-mails, as redes sociais estão disponíveis em tempo real e no minuto seguinte à leitura o leitor já pode expressar os seus pontos de vista e uma multidão de outros tantos poderá ler e opinar, anteriormente isso era impensável e o argumentista reinava absoluto, restando aos leitores conversarem com os seus iguais sobre determinadas histórias, isto quando existiam os seus iguais.

De facto, a missão de Claudio Nizzi à frente de Tex nunca foi das mais fáceis, mas, o certo é que este africano de 74 anos está ao lado do Ranger desde 1983, ou seja, há 28 anos, tendo assinado o primeiro Texone, o primeiro Almanacco del West e contabilizando apenas as histórias publicadas pela SBE, foram 251 roteiros, isso não é pouco.

Em uma gama tão grande de histórias escritas por Nizzi, muitas foram fantásticas, outras nem tanto, mas um dos maiores vilões que Tex já enfrentou foi criado por ele e apareceu em três momentos diferentes da saga do Ranger, estou a falar do Tigre Negro, mas, infelizmente esta que é a penúltima história de Nizzi no mundo Texiano, é fraca.

Enquanto Tex está descobrindo o quão preconceituosa é a cidade em relação aos nativos norte americanos, no Rancho Circle T Katie está descobrindo que lhe estão mentindo, sofre um assédio por parte do chefe dos vaqueiros, Billy Hoker com a conivência da sua madrasta e descobre, que apesar de tudo, ainda pode contar com a protecção do querido “Tio” Martin Elder. Para salvaguardar a deserdada Katie este a leva para a casa de Erik Jorgen, amigo de infância dela e ao sair de lá encontra Tex e seus Amigos. Aqui acontece um momento um tanto constrangedor, pois Martin lembra-se dos quatro Pards, mas estes não se recordam dele. Apesar disso há uma conversa entre eles no Saloon, onde Martin indirectamente pede ajuda para a sua sobrinha postiça.

Nós nos acostumamos com Tex e seus Amigos protegendo quem quer que seja, mesmo que não se conheçam previamente e isso é muito natural, pois a regra diz que devemos nos ajudar mutuamente, independente da raça ou do credo, mas, é no mínimo estranho o encontro entre os Pards e a garota após a conversa com Martin, se é que podemos defini-lo como um encontro, já que durante todo o tempo em que estão no jardim da casa dos Jorgen, ela permanece a conversar com o seu amigo Erik e nem ao menos cumprimenta os seus novos guardiões. Katie é o fio condutor da trama, é em cima dela que a história se desenvolve, no entanto, ela simplesmente some dela e não reaparece até o seu final. Sendo uma personagem central, ela foi pouco aproveitada e perdeu-se uma oportunidade de se fazer uma grande história. Com isso, tivemos um roteiro insosso com idas e vidas sem sentido algum e com passagens no mínimo estranhas:

Tigre sofre preconceito e isso culmina em uma briga ferrenha no restaurante Steak’s Paradise, o vice Xerife prende os Pards e obriga-os a pagar os prejuízos ao proprietário, Muller! Tex sabe que os ladrões, Hogan e Rucker, supostamente estão trabalhando no Circle T, isso lhe fora dito pelo próprio capataz do Rancho, mas, não faz absolutamente nada para investigar, até ser “convidado” para uma emboscada no rancho. O que nos leva a alguns bons quadradinhos de acção e a prisão de Harry Strode, mas, não nos alegremos, pois, ao contrário do que qualquer um poderia crer, ela não elucida nada do que deveria!

Durante toda a história os Pards ficam rodando sem rumo, especulando sobre o possível complô armado contra Katie, sem obter prova qualquer. Martin sofre um atentado e pelo menos três pessoas podem ser culpadas, mas, Tex vai ao Rancho e acusa Vera Cain sem nenhuma prova, o que o faz ser repreendido pelo Xerife Baxter, que finalmente voltou não se sabe de onde e nem o porquê da sua partida!

O final da história finalmente chega e nos faz concluir que Tex é abençoado por uma sorte inimaginável. Novamente ele acusa a viúva de Evans sem provas, apenas com suposições e interroga-a sobre quem seria o culpado pelos disparos contra Martin, “no momento certo” aparece o vaqueiro Billy Hoker, para dizer que estava presente “no momento certo” do atentado e viu quem teria disparado e assim, tudo se resolve milagrosamente, sem que Tex tenha de facto feito qualquer acção que levasse criar uma situação de solução para os casos que se apresentam nesta história.

Pelo menos podemos contentar-nos com o facto de, em um julgamento com direito a Juiz, tribunal, banco de réus, acusação e defesa, a história se encerre com a justiça sendo feita. E com isso encerra-se também a participação de Claudio Nizzi no mundo dos Texoni (a sua última história, desenhada por Lucio Filippucci, será publicada na série normal), se justo ou não, não sabemos, mas, por tanto tempo a nós dedicados através do nosso Amigo de papel, resta-nos pelo menos lhe dizer um MUITO OBRIGADO!

Tendo que abonar este álbum em uma escala de um a cinco winchesters e levando em conta que o roteiro tenha me desagradado tanto, o último Tex Gigante de Nizzi leva – infelizmente – apenas três Winchesters.

O Alfabeto do Velho Oeste – Letra T

Wilson Vieira:

Desenhador e Argumentista Brasileiro de Banda Desenhada, com mais de 36 anos de experiência, dos quais 7 deles (1973/80), participando como colaborador do estúdio Staff di IF em Génova/Itália, ilustrando também alguns episódios de Il Piccolo Ranger para a Sergio Bonelli Editore, Diabolik, Tarzan e o Homem-Aranha (Octopus desafia o Homem-Aranha). É também o autor da saga Nordestina: Cangaceiros – Homens de Couro e da série western – Gringo, assim como autor de vários outros roteiros. E escreve, escreve…

É também autor do seguinte blogue na Internet:
http://brawvhqs.blogspot.com/

Caros Leitores – Geograficamente falando, como sabem o território dos Estados Unidos da América pode ser dividido em três zonas:
1– O Leste, ou seja, a faixa costeira Atlântica delimitada a ocidente pelas cadeias montanhosas de Allegheny e Apalaches.
2– O Oeste, ou seja, o planalto central ocupado inteiramente pela bacia hidrográfica do Mississipi-Missouri e caracterizado, principalmente em sua parte ocidental, pela imensa vastidão de planícies.
3– E o Far West, ou seja, a região que compreende as Montanhas Rochosas e suas vertentes ocidentais que deslizam para o Oceano Pacífico. Tais configurações geográficas são importantes, para compreendermos bem o desenvolvimento histórico da colonização da América do Norte; a faixa costeira Atlântica foi logicamente a primeira a ser dominada pelos Europeus e por ela surgiram os primeiros vilarejos e as primeiras cidades (1600 e 1700), depois, (início de 1800), o grande planalto central foi, não só atravessado, como colonizado, enquanto que os pioneiros erroneamente o consideraram inapto para a cultivação e preferiram seguir para o Far West, ou seja, o Oregon e a Califórnia. Na segunda metade do século, finalmente também foi retomado o imenso planalto, deixado por tanto tempo antes aos índios e bisontes, transformando-se em objectivo de emigrantes, que lá se estabeleceram e colonizaram. Isso deverá ser recordado, para estabelecer dois conceitos, geralmente confusos. 1– Aquele de “fronteira”. 2– Aquele de “conquista” do West. De facto, desde que núcleos de colonizadores ingleses estabeleceram-se na Virgínia em 1620, a vida dura de fronteira, foi para os predecessores brancos uma realidade quotidiana, com todos os percalços e perigos que ela representava; principalmente a hostilidade natural dos índios nativos diante dos cruéis invasores. Ao contrário, com a expressão “conquista” do West, entende-se somente aquele movimento de massa humana, que teve início nos primeiros anos de 1800 e avançou além das fronteiras, pelas cadeias de montanhas, até o vale do Mississipi e depois, foi até à costa do Pacífico; nesse sentido a “conquista” do West não é mais que, o último período da história da fronteira americana. Sendo assim, para esmiuçar o passado americano, que tanto nos fascina, apresento com imensa satisfação – O ALFABETO DO VELHO OESTE – propondo esse database western básico, narrado a verbetes, em ordem alfabética, os pormenores sobre tal época. Projecto online penso, pioneiro tanto em Portugal, quanto no Brasil, estimulado a publicá-lo, através do amigo entusiasta José Carlos Francisco (Zeca), o qual me ofereceu generosamente o espaço, neste já renomado Blogue e aceitei. Será um trabalho longo e árduo admito, porém prazeroso, onde a cada letra específica, o amigo leitor encontrará uma variedade de descrições relativas a ela, num período onde homens, mulheres, animais, geografia e clima, entrelaçavam-se na batalha árdua do quotidiano em busca da sonhada sobrevivência – o Velho Oeste. Espero que aprovem o conteúdo sugerido e me acompanhem, nessa aventura extraordinária, agora com a letra…

T

Tally – Termo usado pelos cowboys para fazer contas de bovinos. Os cowboys, que na recolha das boiadas, deviam fazer as contas, chamavam-se “Homens Tally”. Alguns escreviam as cifras, outros colocavam pedrinhas no bolso direito da calça e a cada dez bovinos que passavam, passavam uma pedrinha para o bolso esquerdo. Outros usavam fazer talhos num pedaço de galho, ou então nós num pedaço de corda.

Taps – Contracção Americana da palavra “Tapadero”. Tratava-se de uma espécie de sobre botas em pele, com várias formas, que eram fixadas nos estribos e nas quais se enfiavam as botas. Em teoria deviam proteger os calçados dos espinhos e dos arbustos espinhosos.

Tarp – ou “Tarpaulin”. Um pedaço do tecido grosso e impermeável, usado para cobrir os carroções ou as selas rústicas de madeira.

Tarrabee – “Americanização” da palavra Mexicana “Taravilla”. Tratava-se de um pequeno instrumento de madeira resistente, com a forma similar a um remo, que era usado para confeccionar cordas com a crina de cavalo.

Tartarugas – Era a maneira que chamavam os cowboys a “Cowboys Turtle Association”, que depois trocou de nome para “Rodeo Cowboys Association”. Aquelas “Tartarugas” trajavam coletes com botõesforrados com pele de cervo em forma de tartarugas. Era o distintivo para os participantes profissionais de rodeos.

Tecumseh – Cacique Indígena da tribo “Shawnee” que em 1812, durante a guerra anglo-americana, conseguiu formar uma aliança entre as tribos estabelecidas entre Ohio e o Mississípi. Essa junção de forças representava uma grande ameaça aos EUA. Então os Americanos tentaram conquistar para sua causa, as cinco importantes tribos das Nações Civilizadas: “Cherokees”, “Chickasaws”, “Choctaws”, “Creeks”, “Seminoles” e a potente Federação dos Iroqueses, mas as cinco Nações hesitavam e os Iroqueses desistiram. A Federação dos “Algonkins” não teria dificuldades em derrotar os Americanos.

Tempo – Expressão do cowboy para indicar o pagamento. Quando ia receber o seu salário mensal, dizia: “Vou pegar o meu tempo”.

Tenderfoot – Palavra usada, para indicar a primeira boiada Inglesa, importada do Leste, que na pradaria cheia de espinhos, geralmente contraia uma série de lesões na parte interna dos cascos, porque os bovinos não estavam habituados a aquele tipo de terreno. Mais tarde, aplicava-se esse termo, a cada homem sem experiência que vinha do Leste para o Oeste.

Tendões do joelho – Os Índios e os “Ciboleros” Mexicanos cortavam geralmente a faca os tendões da pata posterior dos grandes animais selvagens na altura dos joelhos; entre os quais o bisonte, o alce, e o urso, para impedir que eles escapassem. Aleijado assim era fácil dar-lhe o tiro de misericórdia. Também os lobos arrancam com os dentes, os tendões do joelho dos grandes animais, dos bovinos e dos cavalos, para que retornando mais tarde, o animal ferido não tendo a possibilidade de fuga, fosse morto e ingerido calmamente.

Tepee – Tenda de peles de animais, sustentada por ramos, nas quais usavam como reparo os Índios das pradarias, durante suas peregrinações. Muitos cowboys passavam várias noites nesses “Tepees”, de seus amigos Índios.

Terra de Ninguém – Ao fixar as fronteiras entre Kansas ao norte, e Colorado a oeste, o Texas ao sul e o Oklahoma ao leste, aconteceu um facto curioso que os cartógrafos de Washington se esqueceram de uma faixa de terras estéreis, larga 30 milhas e longa 200 milhas. Quando notaram tal erro, cada um dos Estados reclamou sua terra para si. Após anos de tratativas aquela terra foi chamada de: “Terra de Ninguém” porque nenhum dos Estados a possuía integralmente. Isso significou para os bandidos, ladrões de gado e fora-da-lei, um refúgio ideal. Somente ao fim do século XIX o Governo dos EUA mandou um juiz Federal ao local, e precisamente em Beaver City, próxima a Cimarron River, que atravessava a “Terra de Ninguém” em toda a sua extensão. Finalmente em 1912, o local foi designado ao Estado de Oklahoma e porque nos mapas era desenhada como o cabo de uma panela, girada para o Oeste, essa terra foi chamada desde então de: “A Panela de Oklahoma”.

Tex Willer – (Desenho de Michele Benevento – Staff Bonelli). Tex Willer é um herói do Velho Oeste, protagonista de histórias em bandas desenhadas, comics, quadrinhos, fumetti ou tebeos; envolventes e detalhadas, que originalmente foram idealizadas, criadas e escritas por dois autores Italianos: Gianluigi Bonelli (textos) e Aurelio Galleppini (desenhos). O personagem surgiu em álbuns semanais em Setembro de 1948, ocupando até hoje a primeira e merecida posição, do Quadrinho Western Italiano. Ele não é o tétrico ou vingativo justiceiro das pradarias, mas um cowboy honesto e humano que, quando obrigado pelas circunstâncias, usa a sua arma para reprimir os abusos e as violências de elementos brutais e privados de escrúpulos, e o faz com certa relutância. Fiel a seu próprio ideal de justiça, sincero e impulsivo, está sempre disposto a ficar desinteressadamente ao lado dos fracos e oprimidos, mesmo tratando-se de Índios ameaçados por brancos aventureiros e desonestos. Tex nunca abandona o seu Colt, porém não é um violento e tanto menos um sanguinário. A sua violência não vai além que alguns merecidos socos bem dados, sempre nos personagens certos. Geralmente prefere usar a sua astúcia, para ridicularizar os grandes criadores racistas de bovinos. Ou então certos coronéis arrogantes e presunçosos. Da união com uma jovem Índia, filha de um grande cacique dos Índios Navajos, teve um filho, Kit, que o segue em suas aventuras, com uma acentuada imprudência. Aliado aos seus eternos “pards” Kit Carson e Jack Tigre. Há mais de sessenta anos, as mirabolantes aventuras desse audacioso “Texas Ranger” são publicadas com imenso sucesso, ininterruptamente pela Sergio Bonelli Editore (SBE), através de um variado grupo, com excepcionais autores (argumentistas e ilustradores/desenhadores – sob o comando actual de Davide Bonelli) e lidas avidamente, por seus incontáveis e assíduos leitores Italianos, e de vários outros Países, por gerações seguidas.

Texas Billy – William “Texas Billy” Thompson, o “Bel Billy”, era mais jovem que o seu irmão Ben, porém menos reflexivo e prudente que ele. O ápice de sua fama ele atingiu quando em 21 de Agosto de 1873, em Kansas, em Ellsworth, um selvagem vilarejo de criadores de gado, matou o xerife Chauncey B. Whittney. Um artigo do “Ellsworth Reporter”, de 21 de Agosto de 1873, assim descreveu o acontecido: “Homicídio a sangue frio! O xerife C. B. Whittney morto por um “desperado” bêbado! Tudo começou com um jogo de cartas entre jogadores bêbados. Após terem trocado alguns socos, eles, e entre os jogadores estavam os irmãos Thompson do Texas, sacaram suas armas. Ben e Billy Thompson foram para a rua, gritando: Venham para fora, se quiserem lutar! – o xerife Whittney, desarmado, que passava por ali naquele exacto momento, sugeriu que os irmãos não começassem um tiroteio inútil. Os Thompson foram então directos para o Saloon de Joe Brennam e Ben Thompson, parou diante dele, apontando o seu rifle em direcção a Happy Jack Morco. Quando Happy Jack moveu-se, Ben disparou, mas a bala foi desviada por uma das portas giratórias do Saloon, e salvou a vida de Happy Jack. Billy Thompson, porém, apontou então a sua arma de cano duplo para o xerife que estava se aproximando e abriu fogo, no momento em que o xerife gritava: Não atire! – todos os dois tiros o atingiram, matando-o instantaneamente. Quando Ben discordou com o irmão, dizendo que não era honesto disparar em alguém desarmado, Billy gritou: Irmão teria disparado até mesmo, em Jesus Cristo, se necessário fosse!”.

Texas Jack – Em 14 de Agosto de 1948 o historiador Americano Dr. Homer Croy entrou num dos cómodos da casa situada na South Boston Avenue n.17, em Tulsa, Oklahoma, para interrogar um velho de cabelo branco e com o rosto enrugado, que estava deitado em sua cama, doente, sobre sua carreira de “Último bandido do Velho Oeste”. Pouco faltou para que não fosse morto ali mesmo pelo próprio “Texas Jack” Nathaniel Reed. Finalmente, porém, o astuto historiador conseguiu conquistar a confiança do ex-desperado Texano, elogiando sua vaidade e fazendo elogios. Após duas horas, Croy tinha anotado tudo e escutado toda a história daquele temível bandido, que por muitos anos tinha sido escrita, com todas suas variantes, seja dos policiais que dos bandidos sobreviventes. Como acontece quase sempre, também aqui a história era mais modesta que a lenda. É verdadeiro que “Texas Jack” tinha assaltado em 1884, em Colorado, o Expresso de Santa Fé, em 1888 o Banco de Riverside, em Texas, em 1892 a diligência postal perto de Canyon Cap, em Colorado, em 1891 um Banco do Texas, em 1892 uma diligência postal perto de San Antonio, em Texas, em 1893 um Banco em Southwest City, em Missouri e em 1894 a Ferrovia perto de Blackstone, em Oklahoma, mas em 10 anos de agressões, o bandido tinha embolsado $ 1.465,72 dólares. Era realmente um resultado escasso por tantos anos de actividades perigosas e de caça ao homem. Esse foi o comentário de “Texas Jack”: “Quem pensa em ficar rico dessa maneira, não pode ter um cérebro debaixo de seu chapéu empoeirado. Não conheço nenhum fora-da-lei daquele tempo que, ao final, não tenha visto o resultado de sua actividade resumir-se em o nada absoluto”.

Texas Ranger – Em 1820 no México, tinha sido aberta a porta de sua Província de Coahuila, Texas, aos imigrantes Anglo-Americanos. Essa Província, em sua maioria, estava em mãos de algumas tribos Indígenas e o restante em mãos de “Cabaleros Mexicanos”, “Rancheros” e “Vaqueros”. Em 1830 existiam no Texas mais de 30.000 Americanos, que eram numericamente superiores, aos Índios e Mexicanos, juntos. As palavras revolucionárias dos Americanos fizeram o restante para que induzissem o Governo Mexicano a fechar as portas para a imigração do norte. Os Americanos, que se definiam “Tejanos”, viram-se no mais completo isolamento pelos Mexicanos fortemente armados e ameaçados pelos Índios; portanto decidiram fundar, para acabar com as ameaças, os “Texas Rangers”, uma milícia que devia proteger a região dos colonizadores, na parte oriental do Texas, dos ataques dos Índios e dos Mexicanos. Era muito importante que o “Texas Ranger” conhecesse exactamente o modo de combater e as técnicas dos adversários, pois o Índios orientais chegavam a cavalo em grupos, atacavam, matavam e desapareciam. Os “Rancheros” e os “Vaqueros”, também a cavalo, comportavam-se como os selvagens vermelhos. O “Ranger” era, portanto treinado a movimentar-se sozinho, ou em pequenos grupos, sobreviver, atacar, matar e desaparecer sem deixar rastos. Mas, somente ao início da Revolução dos “Tejanos” contra o México, os “Texas Rangers” foram constituídos num Corpo de Polícia Oficial. Em 17 de Outubro de 1835, o Comité Oficial para a Liberação do Texas, estabeleceu que: “25 Rangers deveriam vigiar as fronteiras entre Brazos e Trinity Tiver, 10 Rangers a margem oriental do Trinity River, 25 Ranger na zona entre o Brazos River e Colorado River”. A revolução terminou em 1836 com a Independência do Texas. Os “Texas Rangers” tornaram-se então, uma Polícia de Fronteira Regular, da República do Texas. Em 28 de Dezembro de 1838 uma Lei constituiu o Regimento dos Rangers, com 840 homens. O Regimento tinha 8 Destacamentos, com fortes; os 8 Destacamentos compreendiam 15 Companhias com 56 homens cada um, comandadas por um capitão, um primeiro e segundo tenentes. Os “Texas Rangers” participaram da guerra contra o México (1846/47), tomaram como prisioneiro o Presidente Mexicano em Monterey e entraram em Mexico City. Em seguida foram para a fronteira Mexicana e combateram os Índios, até quando desapareceram. Em 1877 os últimos Índios foram conduzidos em Reservas do Oklahoma. Em seguida foram empregados como Polícia Estatal auxiliadora em conflitos civis. Tal função consistia principalmente em terminar com conflitos sangrentos entre os “Ranchers”. Surgiram então os “Batalhões de Fronteira”, comandados pelo Capitão John Jones. Nenhum “Texas Ranger” tinha o poder de Polícia Independente, mas era sempre submetido à autoridade local: Xerife, “Marshal” da cidade, “Marshal” (USA) e podia agir somente com as ordens de tais autoridades. Se não acatassem tais ordens, o “Ranger” podia ser denunciado e processado, por tal desacato. Hollywood e numerosos romances do Oeste glorificaram o “Texas Ranger” como um herói singular, dotado de poderes ilimitados, cuja vida era repleta de episódios de heroísmo. A realidade era menos aventurosa, portanto bem diferente de tais aclamações. Em Agosto de 1935 o “The New York Herald Tribune” publicava a seguinte notícia: “Famoso e rico de tradição como o Corpo de Polícia do sudoeste, sempre o mais aventureiro e audacioso; os “Texas Rangers” como ficou decidido, cessaram de existir em 10 de Agosto. Os deveres deste Corpo serão assumidos pelo Departamento da Segurança Pública, que unirá os “Rangers” à Polícia Rodoviária”. Observação importante é que durante toda a existência dos “Texas Rangers”, tal Corporação jamais usou um uniforme, mas seus homens, sempre trajavam roupas civis.

Texian – Em Mexicano=Tejanos. Assim eram chamados os colonizadores Americanos da Província Mexicana de Coahuila, em Texas, comandados por Stephen F. Austin. Durante a guerra de Independência contra o México, eram assim chamados, bem como aqueles que se aliavam a outros Estados os “Fighting Texians”. Após a sangrenta batalha de Álamo e a seguinte vitória em Jacinto, essa denominação foi reservada aos veteranos da guerra de Independência, enquanto os demais eram chamados de “Texians”.

Theodore Roosevelt – “Conduzíamos uma vida dura e livre; com o cavalo e com o rifle. Trabalhávamos debaixo do sol ardente do Verão, quando as amplas pradarias ondeavam debaixo daquele calor insuportável e conhecíamos o gelo, o sofrimento da vigilância nocturna em rondas ao gado. Mas sentíamos palpitar essa vida audaz em nossas veias e era nossa glória, a jóia de viver: o trabalho”. Assim descreveu a sua vida em Dakota um jovem de New York que por volta de 1884 quis experimentar a vida de cowboy. Era um singular cowboy: filho de um banqueiro, diplomado em Direito em Harvard em 1880 e estava destinado a ser eleito o vigésimo sexto presidente dos EUA; Theodore Roosevelt. Ele realizou o sonho de cada Americano de viver a vida aventureira do Oeste. Certa vez capturou dois ladrões de gado e após uma longa viagem, entregou-os ao xerife da primeira cidadela que encontrou. Como agradecimento, o xerife o censurou atónito: “Diabos, mas porque, não os enforcou lá mesmo?”.

The Up – Expressão que significava “Grande Morte” a qual se referia exclusivamente, a morte de animais, quando acontecia em grande escala por causa de catástrofes naturais.

Thong – Uma tira de couro longa, estreita, e quadrada que, contrapondo-se à “String”. Hoje não é mais feita em couro cru, mas, com couro curtido.

Tie man – Um cavaleiro que amarrava ao chifre (ou pito) da sela, sua corda.

Tiro – Animais que unidos, puxavam um carroção ou algo pesado. O “Tiro” mais simples era aquele com dois animais; os “Tiros” com quatro, seis, oito, até dez animais eram usados conforme as dimensões dos carroções e do peso. Os animais para veículos leves e velozes eram geralmente cavalos. Para carroções ou carroças mais leves que deviam fazer longas distâncias sem serem substituídos, eram as mulas e para carroças ou carroções pesados, era comum o uso de bois; os quais, porém, diferentemente dos cavalos e das mulas, não constituíam um “Tiro”, mas uma dupla “Sob o Jugo”.

Tiro instantâneo – Tiro fulminante sem mirar, com o revólver. Sacada a arma do coldre e atirar perto dele, era uma habilidade que exigia um duro e contínuo treinamento. A empunhadura do revólver devia encontrar-se entre o cotovelo e pulso do braço que estava estendido longo o corpo, o polegar ligeiramente afastado, enquanto que os demais dedos devem ficar ligeiramente dobrados. No acto de sacar o revólver, polegar e indicador permaneciam estendidos, enquanto que os demais dedos fechavam-se sobre a empunhadura, extraindo a arma e levando-a à altura da anca com o cano apontado para a frente. Durante tal movimento, o polegar escorrega sobre o cão e engatilha-o, enquanto o indicador coloca-se perto do gatilho e somente quando o cano encontra-se na posição horizontal. Para um atirador médio de “Snap Shot” ou “Quick Draw”, toda acção – do primeiro movimento rápido da mão até o disparo – dura 1/5 de segundo. O cowboy era um péssimo atirador da maneira “Quick Draw”, porém um óptimo atirador se mirava o alvo.

Tlingits – A tribo mais importante do noroeste, era a dos “Tlingits”, da família dos “Athapascans”. Eram pescadores e escultores de totens e habitavam toda a costa e ilhas, até o Alaska. Foram os “Stone-boilers”, da pré-história Indígena. Construíam as suas embarcações com o cedro de cor vermelha. Aos “Tlingits” referem-se outras duas tribos: os “Haidas” da ilha Queen Charlotte e os “Tsimshians”.

Tomahawk – Machado de guerra dos Índios. Originalmente usavam clavas, chamadas de “Skulkracker”, e havia as formas mais variadas de ferro ou osso. Foram os colonizadores que venderam os primeiros machados aos Índios, que recordavam aquelas Europeias feitas em ferro ou bronze. As vendas tornaram-se famosas com a apresentação do chamado “Cachimbo-Tomahawk”, que se tornou muito popular entre os Índios. Os machados de metal tinham logo sobre a lâmina o bocal para o fumo e em sua extremidade (do cabo) a perfuração para tragar a fumaça. Quem não fosse tão presunçoso podia normalmente, fumar um cachimbo directamente de um machado.

Tonkawas – Palavra “Waco”: “Tonk-a-weya” = Aqueles que estão juntos. Descendentes da Família Linguística “Coahuilteki”, que em tempos antigos, durante a dominação Espanhola até 1856 mais ou menos, habitavam no Texas central e que, por causa do seu ritual de canibalismo, foram perseguidos por Índios, Espanhóis, Mexicanos e Texanos, até seu total extermínio. Noah Smithwick em 1900 descrevia assim suas usanças: “Após ter matado e arrancado o escalpo ao “Comanche”, cortavam a sua carne dos ossos, colocando-a num caldeirão, juntamente com milho e batatas. Quando tudo estava cozido e esfriado, toda a tribo se reunia em torno ao caldeirão e, enfiando as suas mãos, comiam com prazer demoníaco. Depois da comilança, iam dormir e logo após continuavam a festa, com a Dança do Escalpo”.

Top Fit – Expressão usada hoje em dia para significar “Em óptimas condições físicas”, foi derivada da linguagem corrente dos cowboys. O cozinheiro da comunidade, quando dizia: “Top Fit”, entendia dizer que a tampa do caldeirão (Top) estava fixada (Fit); o que queria dizer que, a comida estaria pronta em pouco tempo.

Top Hand – Termo para designar um cowboy experiente, em todas as suas funções, que recebia o salário maior que os demais e como recompensa também os melhores cavalos.

Toppy Mount – Termo para indicar um bom cavalo de sela, que dava confiança ao cowboy que o cavalgava.

Touro-guia – Esses chamados “Cabestros” eram empregados em regiões com bosques do Texas e do México setentrional para conseguir tirar fora um novilho selvagem das moitas espessas e recoloca-lo novamente ao “Corral”. Fazia-se um furo em um de seus potentes chifres, fazendo passar por ele uma corda-guia, que em sua outra extremidade era amarrada aos pequenos chifres do novilho selvagem. O touro puxava assim o novilho ao local escolhido.

To tail – Pegar da sela, um bezerro pelo rabo e fazê-lo cair com um movimento rápido.

Trailboss – Responsável (Chefe) pela transferência de boiadas. Provérbio cowboy: “Tenha um olho no chefe e dois sobre a boiada, sempre”.

Transferência de bovinos – Criação de gado (Ranching) e expedição dos bovinos, são dois conceitos claramente distintos. Por isso, nos primeiros anos, os “Ranchers” deixavam a incumbência de conduzir as boiadas aos “Experts” da profissão, os quais conheciam a região e dispunham de homens treinados e com o equipamento necessário. Somente mais tarde, tornou-se normal que um “Rancher” guiasse a sua boiada pelas trilhas. Nos anos anteriores à Guerra Civil (1861-1865), não se levava com mais de 1.000 bovinos por vez; mais tarde, uma boiada podia contar (segundo o temperamento dos animais) até 2.000 ou 3.000 cabeças. Se os animais fossem tranquilos, bastava um cowboy com seu cavalo levar 250 “Longhorns”; com animais semi-selvagens, como aqueles da raça “Brasada”, necessitava-se de um cowboy para cada 150 cabeças. Para uma boiada com 2.500 cabeças, eram necessário 10 cowboys a cavalo, e um deles era o responsável pela expedição, era o chamado “Trailboss”; 2 cavalgavam na frente dos bovinos, os chamados “Pointriders”, 2 iam aos lados, andando para cima e para baixo, os chamados “Swingriders”, 2 cowboys acompanhavam a boiada, mantendo o passo, eram os “Flankriders” e mais 3 fechavam a marcha, chamados de “Dragriders”. Cada cowboy necessitava de 5 a 7 cavalos de reserva e eles eram vigiados por outros 2 homens, os chamados “Horse Wranglers”. O responsável por uma das “Trilhas”, Sim Holstein disse em 1879: “Um “Trailboss” precede a boiada de um dia de cavalgada e procura os melhores locais para o acampamento nocturno. A coisa mais importante nessa procura é a água. Não se tem ideia de quanto emagrecem os bovinos quando não há o bastante para beber. Os primeiros dias de marcha são os piores. Os animais afastam-se nervosos de seus antigos pastos habituais, e tentam escapar (Stampede) na primeira oportunidade. Por isso precisa estar ao seu lado durante os primeiros 3 ou 4 dias, forçando-os a irem em frente, deixando-os esgotados até que não consigam nem mais abrir os olhos. De 25 a 30 milhas bastam para que se esgotem. O quarto dia pode-se já diminuir a média de movimento, até que no décimo dia, pode-se andar na média normal de 10 a 15 milhas por dia, mantendo-a até o final da viagem. Os cowboys mais espertos e mais experientes, ficam na frente da boiada, porque é muito difícil regular a velocidade do primeiro touro do rebanho. Os cowboys que fecham a marcha não necessitam de grande experiência ao conduzir os bovinos. O que espero desses cowboys é que reconduzem os animais fracos, matando aqueles feridos e comam bastante poeira. O cozinheiro precede animais e cowboys de uma milha com o seu carroção-cozinha. Os encarregados dos  cavalos reserva ficam a meia  milha de distância, lateralmente a respeito da boiada. Um dia de marcha é sempre dessa maneira. O cozinheiro acorda os cowboys ao amanhecer. Com a alimentação já preparada. Enquanto eles se alimentam, dois cowboys levam os cavalos descansados, para o acampamento, levando-os para o recinto fechado com cordas. Lá cada cowboy recebe o seu cavalo que depois cavalgará durante meio dia. Somente ao meio-dia, ele poderá substituir por outro cavalo descansado. A cada troca, ele recebe um cavalo diferente, até retornar ao primeiro. Inicialmente deixa-se pastar a boiada, enquanto que devagar, ela é forçada a retomar a marcha. Após 2 ou 3 milhas e depois que foram mortos os novilhos recém-nascidos, a marcha volta ao seu passo normal. Pelo meio-dia faz-se um descanso e durante aquele calor infernal, todos cochilam. À tarde volta-se a marchar, percorrendo ainda de 7 a 8 milhas até o escurecer. O cozinheiro precede a todos, até o ponto em que eu escolhi o local, para o acampamento. Prepara o jantar. Uma metade dos cowboys janta, e o restante deles, leva a boiada até o local de descanso. Depois são substituídos e podem assim se alimentar. Depois cada um pega o seu cavalo para a vigilância nocturna e a boiada forma um círculo, para o descanso. Mas para formar essa forma geométrica os cowboys cavalgam em torno da boiada por pelo menos 2 horas, estreitando cada vez mais o círculo. A custódia nocturna é confiada a 2 cowboys que cavalgam lentamente e suavemente entre os animais adormentados, sem parar de cantar. Enquanto ouvem a voz humana familiar, os “Longhorns” continuam a dormir calmamente. Os cowboys improvisam canções e mais canções, que depois serão repetidas por toda a América. Inclusive tais cantorias deixavam sempre os cantores acordados. Os demais cowboys dormem no chão, cada um mantendo as rédeas de seu animal ainda selado, na mão. Já prevendo o estouro da boiada de um momento para o outro. Se por ventura o cowboy que estivesse de guarda adormentasse, recorria logo ao seu tabaco em pó, esfregando em seus olhos; a dor o mantinha sempre atento. Lá pela meia-noite a boiada começa a agitar-se, sabe-se lá por que. Fica agitada por mais 2 horas. Essa é a hora mais perigosa; pois por qualquer motivo, existe a possibilidade de acontecer o estouro. O acender de um fósforo, um grito, o relincho de um cavalo, a chuva, o uivar de um lobo ou coiote; porém o mais temido são os temporais. Eu vi animais morrerem afogados e lamaçais, durante um temporal. Já observei chuva de granizo matar cavalos e bovinos, cowboys escaparam por protegerem-se com as próprias selas. Bois, cavalos e cowboys são exterminados com os raios. Tornados, ciclones, tempestades de neve, incêndios em pradarias, temporais repentinos, sede, tudo faz com que essas marchas sejam singulares. Dia após dia, hora após hora, semana após semana, o cowboy cavalga numa nuvem de poeira, não escuta nada além dos cascos ou o bater de um chifre contra o outro. São todos verdadeiros heróis. E depois para quê? Após 4, 5, ou até seis meses, escutar um cidadão qualquer chamá-lo de selvagem? Rapazes alegres, pois estão ainda vivos, possuem dinheiro, aguardam um bom banho, para dormir finalmente numa cama macia e limpa, em poder ter nos braços uma jovem? “Sim são heróis e os chamamos de “Sacos de Pimenta” ou então de “Narizes sujos”, eles merecem toda a glória meus amigos”. O que Holstein disse valeu para cada transferência de bovinos. Em 20 anos, os cowboys do Texas, levaram para o norte mais de 8.000.000 de “Longhorns”, alguns de Brazos River até o Montana, um percurso de 8.000 quilómetros. Quando uma boiada chegava a seu local, estava tão emagrecida que necessitava de uma pausa para pasto de 4 a 6 semanas, antes que pudesse ser vendida. Eram esses descansos que os cowboys aproveitavam para se divertir, sem fazer nada para esconder o seu desprezo para com a vida regrada dos comerciantes ou cidadãos comuns. O custo médio de uma transferência com 2.500 cabeças de gado de Bandiera (Texas) até Miles City (Montana) eram em 1880, o seguinte:
1 – Salário
Responsável pela expedição (ao mês) – 150 dólares
Cozinheiro (ao mês) – 100 dólares
Cowboys (ao mês) – 360 dólares
2 – Alimentação (ao mês) – 432 dólares
3 – Forragem (ao mês) – 91 dólares
4 – Integração dos equipamentos e reparações (ao mês) – 116 dólares
5 – Portagem paga por atravessar território Indígena – 10 cents por cabeça
6 – Despesas com água e bebidas – 62 dólares
7 – 6% de perdas (preço de venda por cada cabeça) – 32 dólares
Obviamente os custos estavam relacionados sempre, com a distância da entrega.

Trappers – Trap=Armadilha. Homens que armavam as suas armadilhas para pegarem animais selvagens e suas peles valiosas. Eles capturavam os animais, exclusivamente com armadilhas; ao contrário dos “Mountain Men”, que eram caçadores de peles na zona além da linha Mississippi-Missouri.

Travois – Maca Indígena, feita com duas hastes (geralmente galhos), das quais duas extremidades eram fixadas, no cavalo ou em cachorros. Havia uma plataforma flexível (inteiriça ou entrelaçada) de couro cru, onde se podiam colocar os carregamentos. O cowboy utilizava-se de tal meio, quando tinha que transportar velozmente um ferido ou um doente, durante uma longa distância.

Two gun man – Ou o Homem dos dois revólveres, que usava as suas armas em coldres, seguros por um cinturão “Buscadero”. Era o tempo dos revólveres a percussão (até 1874 somente os “Killers” de profissão e os representantes da Lei usavam dois revólveres). Wild Bill Hickok declarou em 1871: “Acontece sempre que das cápsulas deflagradas, juntam-se resíduos nas engrenagens do tambor e a arma acaba “engasgando”. Esse é o real motivo, pelo qual eu uso sempre dois revólveres. E penso que os outros, raciocinem assim também”. Com a introdução dos revólveres automáticos, esses inconvenientes não aconteciam mais. A partir de 1876 a Realidade Histórica não conheceu mais homens que portassem ainda dois revólveres. Nos cruentos filmes de Western Hollywoodiano, todo o Selvagem Oeste, todos os homens usavam revólveres. Um verdadeiro cowboy não podia usar dois revólveres: pois seriam somente objectos desajeitados, bem como totalmente desnecessários em seus afazeres quotidianos.

* Caricatura: Fred Macêdo
* Edição, revisão e adaptação portuguesa: José Carlos Francisco

Entrevista com o editor Dorival Vitor Lopes a propósito da sua participação no Festival MAB Invicta 2012

Entrevista de Manuel Espírito Santo.

Temos sentido bastante feedback ao Mab por parte do público brasileiro devido à presença no Porto de Fabio Civitelli e homenagem a Sergio Bonelli, poderia dizer-me o que pensa acerca do Mab?
Dorival Vitor Lopes: A importância deste evento é muito grande, sobretudo nesta edição, porque já lá se vão mais de dez anos desde a última manifestação dedicada à BD na cidade do Porto, em 2001. A cultura só tem a agradecer, visto que muitas artes serão representadas, não só os quadradinhos. Está comprovado que a presença de Tex e de um de seus principais desenhadores atrai muito público, tanto em Portugal como no Brasil, por isso essa decisão dos organizadores do MAB foi muito feliz e nós da Mythos nos congratulamos com todos os portugueses e agradecemos pela divulgação de nossa personagem principal.

O que pensa encontrar no Mab e na cidade do Porto?
Dorival Vitor Lopes: Cada evento ligado à BD de que participo tem suas peculiaridades, sempre interessantes, e no Festival Mab o que me atrai, entre outras coisas, é a presença de Civitelli e a exposição dedicada aos 75 anos do Príncipe Valente. Mas acima disso tudo está o prazer de retornar a Portugal, belo País que visito todos os anos, e espero desta vez poder conhecer melhor o Porto, onde já estive várias vezes, mas só a conheci através de um citytour de autocarro, o que é muito pouco. Gostaria de conhecer as famosas Bolsa de Valores e a Livraria Lelo e algumas caves. Já estive no Estádio do Dragão, do meu FCP.

O que poderá Dorival trazer ao Mab e aos fãs do Tex e de Civitelli?
Dorival Vitor Lopes: Houve uma combinação feliz de datas e o evento acontecerá poucos dias depois do lançamento, no Brasil, do livro de Tex, “A História da Minha Vida“, em que o herói conta “em primeira pessoa” os principais factos de sua vida, uma obra belíssima escrita por Mauro Boselli e que contém várias ilustrações no costumeiro estilo fotográfico de Fabio Civitelli. Os amigos que terei o prazer de encontrar no Mab poderão saber mais desse trabalho comigo e com Fabio Civitelli.

Já esteve alguma vez no Porto?
Dorival Vitor Lopes: Como disse, já estive algumas vezes, mas só de passagem, e desta vez espero poder conhecer melhor. Também planejo fazer um passeio pelo Rio Douro.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Entretanto a divulgação do evento segue o seu ritmo e a organização já começou a espalhar cartazes do evento pela cidade do Porto, em especial em alguns dos locais emblemáticos da Invicta, como se pode observar em várias fotos que podem ser vistas clicando AQUI!

Tex Willer por Josival da Fonseca Silva

Por José Carlos Francisco

Foi recentemente publicada na revista brasileira Mundo dos Super-Heróis, a bela arte de Tex da autoria de Josival da Fonseca Silva, que mostramos aqui ao lado. Trata-se de uma tela pintada por este artista brasileiro e que actualmente se encontra à venda, pelo que possíveis interessados em comprá-la devem contactar o Josival da Fonseca Silva pelo e-mail valjfs@ig.com.br

Josival da Fonseca Silva é desenhador e agora também banda desenhista, trabalhando com ilustração de livros na Paraíba (uma das 27 unidades federativas do Brasil e cuja capital do Estado é a cidade de João Pessoa) e cria material autoral chamado GiBiographia tendo a pretensão de publicá-lo.

Para conhecer melhor este artista e ver muitas das suas artes, inclusive o seu fanzine, acesse o seu belo site, clicando AQUI! Josival também é um coleccionador de banda desenhada tendo um acervo de quase 6.000 revistas de todos os tipos e géneros como por exemplo super-heróis, Mônica, Heavy Metal, Graphic Novels e, obviamente, também Tex, principalmente as edições da série Gigante, a sua publicação preferida do Ranger.

Tem ainda completa a colecção de Mágico Vento, sua personagem preferida da editora Bonelli e também Ken Parker, Nathan Never e Dilan Dog, mas voltando à sua faceta de artista, Josival para além da tela de Tex tem outras como por exemplo Aliens x Predador, Watchmen e Kiss, todas no seu quarto por falta de comprador, por isso caro leitor, se deseja ser o feliz possuidor destas verdadeiras obras de arte, não deixe de contactar o artista Josival da Fonseca Silva.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)