A Disney brasileira está passando por uma fase excelente, isso é facto!
Em 2010 para comemorar o aniversário de 60 anos de publicação da revista Pato Donald no Brasil, a Editora Abril lançou uma linda colecção em 40 volumes, intitulada Clássicos da Literatura Disney, que ao ser colocada na estante com os volumes em pé, forma um painel maravilhoso na lombada. Esta colecção de periodicidade semanal propunha-se a trazer um tema por volume, tendo como organizador das edições brasileiras, o competente Paulo Maffia.
O volume #32 cujo tema é o Velho Oeste, traz uma curiosidade que decerto agradará a todos os Texianos de plantão.
A quarta história desse volume tem como título… A lei do Velho Oeste e foi produzida na Itália em 1998 tendo como base o clássico do cinema Matar ou morrer de 1952, protagonizado por Gary Cooper. O argumentista dessa BD é o Giorgio Pezzin e os desenhos ficaram a cargo de ninguém menos que Massimo de Vita. A personagem central aqui é o Mickey, que encarna as vestes de um típico cavaleiro solitário e, no segundo quadradinho da página 97, quando este adentra a main street de Gold City, vemos ao fundo passando defronte ao Saloon TEX e CARSON, nessa que é uma bela homenagem dos artistas Disneyanos Italianos à principal personagem dos fumetti da velha bota.
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Por José Carlos Francisco (texto e fotos), Carlos Moreira (fotos) e Orlando Santos Silva (fotos)
Para assinalar a presença de Fabio Civitelli e Dorival Vitor Lopes na cidade do Porto, a propósito do MAB Invicta 2012, os pards texianos portugueses ofereceram-lhes um Porto de Honra servido no final de uma visita guiada às prestigiadas Caves Sandeman (fundada em 1790 por George Sandeman, membro de uma antiga família escocesa), num circuito onde foi explicado todo o processo de fabrico e armazenamento de um dos mais famosos vinhos do mundo, sendo revelados os segredos da mais antiga região demarcada de vinho a nível mundial!
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Majestosamente situada em frente ao centro histórico do Porto, num edifício de granito de 1811, com vista para o rio Douro, The House of Sandeman foi o local para dar a conhecer aos ilustres Texianos uma experiência plena de mistério e sensualidade, num ambiente tradicional e contudo cosmopolita, isto porque Fabio Civitelli e Dorival Vitor Lopes na companhia de diversos fãs de Tex (acompanhados das respectivas famílias), provaram e celebraram o vinho generoso na cave do prodigioso entreposto Sandeman de Vila Nova de Gaia. Sentiram-se ambos embevecidos pelas fragrâncias que envolviam o íngreme empedrado da calçada. Depois, na atmosfera daquela fortaleza imponente, daqueles armazéns e sede de uma das mais prestigiadas empresas de vinho do Porto, a beatitude vínica convidou à contemplação.
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. Ao entrarmos, ressoava a colheitas que aromatizam aquele templo, guardião de seculares e requintadas essências. É o coroar do sangue da terra arrancado ao xisto e torriço do alto Douro. Respirávamos vinhos adormecidos, lentamente envelhecidos no fantástico “bebedouro”, o maior do País, testemunha de dramas, suores, glorificações. Um património de saberes ao longo de formidáveis corredores, num museu cheios de maravilhas ligadas às mais belas sensações báquicas colecção de garrafas, quadros, documentos, antigos laboratórios e instrumentos de medição, panos de azulejos, mobiliário, travejamentos.
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. Caves, catacumbas. Silêncios enredados em fungos, milhões de garrafas, montes de tonéis, balseiros, pipas, ondas de pipas, labor de mestres de tanoaria, inclusive do tempo da tanoaria a vapor. Nestas clausuras pontificadas pela serenidade de espírito, até o sublime instante do desarrolhar, Fabio Civitelli, Dorival Vitor Lopes e todos os restantes pards percorremos mundos de visões e sensações. Por fim, pausa no esclarecimento do guia ou nas imagens do vídeo, pois já os cálices de ruby ou tawny reluziam, estimulando brindes “ao Tex”, quantas vezes travos de preciosidades gustativas com mais de cem anos de aformoseamento. O carácter, a pujante natureza de vintages e de reservas, o prestígio de lotes aveludados, doces, frutados, redondos, leves, delicados, sedosos, persistentes, com picante a especiarias. Vinhos complexos e elegantes, taninos que se pretendem equilibrados. Que bouquet!
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Tradição e história encantando os Texianos que puderam ainda comprar o vinho fino da sua eleição. Vinho para mais tarde recordar, para solenemente saborear as emoções “vindimadas” no MAB Invicta…
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Texto do segundo caderno do jornal O Globo, secção Cultura, 31 de Março de 2012. Rodrigo Fonseca
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Tradição e sobrevivência nos quadradinhos europeus
A editora italiana Bonelli é a única do ramo que a crise não afectou.
Com desenhos de Fabio Civitelli e texto de Mauro Boselli, o livro ilustrado “Tex – A história da minha vida”, recém-chegado às bancas brasileiras, é uma das criações mais recentes da única editora europeia do mercado de quadradinhos que está conseguindo passar pela crise económica do Velho Mundo sem tribulações nas vendas, reduções de funcionários e desesperos afins: a Sergio Bonelli Editore, em Milão. Criada em 1940, a empresa mantém uma média de vendas de dez milhões de exemplares ao ano.
Enquanto as suas concorrentes fecham as portas, a Bonelli mantém uma média de 20 títulos publicados por mês, incluindo “Tex”, seu best-seller, que vende 215 mil exemplares mensais, seguido por “Dylan Dog”, revista de horror com 140 mil cópias vendidas a cada 30 dias.
Mesmo com a morte de seu director, o banda desenhista Sergio Bonelli (1932-2011), em Setembro passado, a editora recusa-se a enveredar pela produção de BDs para a internet. Tradição é a palavra de ordem.
— A morte de Sergio causou-nos profunda tristeza, mas não abalou a filosofia de trabalho instaurada por ele. Graças à nossa fidelidade ao padrão de qualidade que os nossos leitores esperam de uma revista, a crise afectou-nos minimamente. Em 2011, as nossas vendas caíram 3%, 4% no máximo, em relação a anos anteriores. Perto do que houve nos demais países da Europa e mesmo nas outras editoras na Itália, é uma queda irrisória — diz, por telefone, Mauro Marcheselli, director editorial da Bonelli, que publica “Tex” desde a sua criação, em 1948. — Para o tipo de leitor que temos, histórias para a internet são uma realidade distante, que respeitamos, mas não exploramos.
Suas revistas, todas em preto e branco — com especiais anuais em cores —, são exportadas para toda a Europa.
— Mobilizamos cerca de 400 profissionais para a produção dos nossos quadradinhos, tentando estrear pelo menos duas personagens novas por ano. As estreias acontecem em mini-séries de poucos números, para não cansar o nosso público, que engloba muitos leitores de mais de 40 anos, apaixonados por faroeste, policiais e ficção científica, com tramas adultas. Super-heróis mascarado aqui não interessa — diz Marcheselli, que lança este semestre um novo quadradinho: “Saguaro”.
Ambientada nos anos 1970, a nova série é um thriller sobre as tensões políticas envolvendo tribos indígenas americanas, investigadas pelo agente federal Saguaro, em aventuras escritas por Bruno Enna e desenhadas por Fabio Valdambrin.
— Dos nossos lançamentos dos anos 2000, “Brad Barron”, que relata uma invasão alienígena, foi a que registou os melhores resultados comerciais, com 55 mil cópias vendidas por mês — diz Marcheselli.
No Brasil, a Bonelli é representada pela Mythos Editora, que não divulga números de comercialização.
— “Tex” começou a ser publicado no Brasil, em Janeiro de 1951 e foi até Julho de 1957, em revistas de 32 páginas, num formato de talão de cheques — conta Dorival Vitor Lopes, editor da Mythos.
Mais tarde, o herói, que chegou ao cinema em 1985, no filme, Tex e o senhor do abismo”, com Giuliano Gemma, voltou a ser publicado no Brasil em Fevereiro de 1971 e jamais sumiu.
— São 41 anos de publicação ininterrupta. Só connosco, na Mythos, está no número 507, — diz Dorival. — Nosso contrato com a Bonelli está renovado até Dezembro de 2012 e, desde Janeiro, a revista “Tex Coleção” (BD paralela à revista mensal de Tex, com histórias clássicas) passou a ser quinzenal, atendendo a reivindicações dos leitores.
Por José Carlos Francisco (texto e fotos), Carlos Moreira (fotos) e Orlando Santos Silva (fotos)
Com o encanto característico das cidades ribeirinhas, o Porto possui mil e um recantos, alguns dos quais Fabio Civitellie Dorival Vitor Lopes tiveram o prazer de descobrir devido à presença de ambos no MAB Invicta 2012. .
Na companhia de alguns pards portugueses e respectivas famílias, ambos percorreram as ruas a pé e sentiram o pulsar de uma das cidades mais antigas e típicas do país, descobrindo a zona ribeirinha, junto à foz, onde o velho Rio Douro beija o Oceano Atlântico, obtendo a melhor e mais completa vista sobre esta cidade de ruas estreitas e descobrindo também algumas das antigas e imponentes pontes que ligam um passado nobre a um futuro que passará sempre pelo Porto, com destaque para a Ponte D. Luís, ponte projectada sobre o Rio Douro por um discípulo e colaborador de Eiffel, o engenheiro Teófilo Seyrig, em finais do século XIX.
É um exemplo representativo da arquitectura e técnicas do ferro. A ponte D. Luís, que liga o Porto a Vila Nova de Gaia, é composta por dois tabuleiros metálicos sustentados por um grande arco de ferro e cinco pilares e foi inclusive atravessada a pé por Fabio Civitelli, Dorival Vitor Lopes e restantes pards portugueses.
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Falando da Ribeira em si, ela está situada bem no centro histórico do Porto, a Praça da Ribeira, junto ao Cais com o mesmo nome, é das praças mais antigas da cidade, já mencionada em cartas régias em 1389, embora com uma traça diferente da de hoje em dia.
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Foi nesta zona da Ribeira e na sua ligação comercial com o Rio Douro que a cidade começou o seu franco desenvolvimento e se voltou para o rio.
Daqui se tinha acesso à famigerada Ponte das Barcas, onde em 1809 mais de 4 mil pessoas morreram, aquando uma investida das tropas francesas. Hoje, um baixo-relevo em bronze atesta este momento.
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No Cais é possível observar-se a existência de uma porta denominada de Postigo do Carvão. Das 18 portas ou postigos da Muralha Fernandina construída no século XIV, este é o único que se manteve até aos nossos dias. As ruas estreitas e sinuosas, com vista para Gaia, as arcadas sombrias, casas típicas com fachadas coloridas de outros tempos, a sua arquitectura urbano-ribeirinha, rodeada de cafés e lojas fazem desta uma das principais zonas turísticas da cidade.
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Animação diurna e nocturna, e um cosmopolita movimento conferem ao Cais da Ribeira e a toda a zona envolvente um ambiente único de história, tradição, animação e beleza como bem constataram os ilustres convidados Texianos conforme se pode observar nas variadíssimas fotografias que ilustram este texto, onde nem uma pequena e inesperada chuva estragou o passeio turístico à zona ribeirinha do Porto.
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Mas nem só a zona ribeirinha do Porto foi dada a conhecer aos ilustres convidados, pois uma visita também “obrigatória” foi à Estação Ferroviária de São Bento, considerada uma das 14 mais belas do mundo pela revista norte-americana Travel+Leisure. Os painéis de azulejos azuis e brancos de Jorge Colaço, que enchem as paredes desta estação do Porto, colocaram o edifício na mesma lista de outras paragens ferroviárias como a neoclássica Gare du Nord, em Paris, ou Atocha, em Madrid.
Na lista das 14 estações de comboio mais belas, a de São Bento é destacada pela sua fachada em pedra e telhados de mansarda, bem como pelos “20 mil esplêndidos azulejos” criados por Jorge Colaço e produzidos pela Fábrica Cerâmica Lusitana, um trabalho que, segundo a Travel+Leisure, fará qualquer visitante “suspirar”, tal como efectivamente “suspiraram” Fabio Civitelli e Dorival Vitor Lopes ao verem-na decorada com os mais belos painéis do género existentes em Portugal.
Cada painel representa uma cena da história nacional. Neles podemos encontrar: a entrada triunfal de D. João I e o seu casamento com Dª Filipa da Lencastre no Porto, em 1386, a conquista de Ceuta, 1415 e o Torneio de Arcos de Valdevez,1140.
Noutros porém encontramos cenas campestres e aspectos etnográficos como são exemplo a procissão da Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego, a romaria de S. Torcato, em Guimarães, uma Vindima, a Feira do Gado, uma Azenha, o Transporte do vinho num barco rabelo, no Douro…
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O Web Notícias de dia 9 de Março, sexta-feira, um webjornal produzido por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo, destacou o coleccionador de banda desenhada Adriano Rodrigues Rainho, de Santo André, Brasil, como sendo o maior coleccionador de Tex no Brasil,com mais de 3 mil itens, entre revistas, pósters e bonecos coleccionáveis temáticos, do cowboy Tex Willer, conforme se pode assistir de seguida no vídeo que apresentamos contando uma vez mais com a preciosa colaboração do pardRodrigo Bratz na editoração do mesmo:
O andreense Adriano Rodrigues Rainho compartilha o carinho pelo herói com os leitores do blogue do Tex “Quando li pela primeira vez na infância já me apaixonei pela personagem e por toda a história. Até hoje mantenho esse sentimento,” afirma Rainho. “ Essa paixão do Coleccionador enraíza em você e não sai mais.”.
Adriano Rodrigues Rainho, dono da maior colecção de Tex Willer no Brasil
Adriano Rodrigues Rainho tem dedicado cada vez mais tempo e dinheiro para manter a grandiosa colecção. Mensalmente, ele vai até à banca e gasta cerca de R$ 60 para ampliar o seu acervo de leitura. Sempre é possível encontrar exemplares em alfarrabistas a preços mais em conta, mas Adriano Rainho prefere sempre apoiar a revista que é lançada.”O prazer do coleccionador é o garimpo e ir atrás dos itens mais difíceis. Mas também prefiro comprar as novas publicações na banca para não deixar que ele pare de ser publicado e para que o Tex não morra.”afirma.