Póster Tex Nuova Ristampa 185

Póster Tex Nuova Ristampa 185

Nesta magnífica ilustração da autoria de Claudio Villa podemos ver Tex Willer em pleno hotel Sarasota, em Tampa, preparando-se para entrar (desconfiado e precavido) no seu quarto, no qual tinha sido colocado, pelos adeptos da seita vodu, uma espécie de braseiro com um punhado de grãos esverdeados que visavam envenenar Tex através dos vapores dos misteriosos grãos em chamas (um poderoso gás).

Desenho usado no Brasil como capa de Tex em Cores #4 e inspirado na história “L’ombra di Mefisto” de G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini (Tex italiano #265 a #268).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)

Texto de José Carlos Francisco

Convívios de fãs italianos com consagrados autores de Tex

Por José Carlos Francisco

O excelente e prestigiado fórum (italiano) de Tex Willer (o Tex Willer Forum) tem vindo a realizar desde 2010 diversos convívios de fãs de Tex, membros do próprio fórum italiano, inclusive com a presença de consagrados autores de Tex que deste modo abrilhantaram ainda mais estes numerosos convívios.

O primeiro convívio realizou-se na cidade italiana de Bolonha, a 13 de Novembro de 2010 e contou com a presença do prestigiado desenhador Lucio Filippucci para além dos seus fãs confessos Frank il Baro, Carlo Monni, Sam Stone e Santana. Seguiu-se a 6 de Maio de 2011, em Milão, um novo convívio, que incluiu uma visita à Casa dos Sonhos, a redacção da Sergio Bonelli Editore, abrilhantada por uma visita guiada ao gabinete de Mauro Boselli e uma breve conversa com Davide Bonelli a que se seguiu um aprazível almoço que contou novamente com a participação de Carlo Monni, Santana e Sam Stone, para além dos estreantes Dom Fabio Esqueda, Cheyene, Annie Oakley, AtTheRocks, Tito Faraci, Pasquale Frisenda e Mauro Boselli.

Fabio Civitelli, acompanhado da sua filha, participou num dos convívios italianos do fórum de Tex Willer

No diversos convívios os autores conversam com os fãs e inclusive desenham belos tesouros que passam a enriquecer ainda mais a colecção de cada um dos felizardos que ganham um desenho original de Tex, como aconteceu por exemplo no convívio realizado na bela cidade de Florença, em 3 de Dezembro de 2011 e que contou com a participação de Fabio Civitelli e sua filha, Rossano Rossi, Santana, Coyote Nero, Sumankan, Carlo Monni, Jack 65, Joe 65, Satan, Frank il Baro e Sam Stone, com os autores aretinos a brindarem uma vez mais os seus fãs, para gáudio destes, com belos desenhos feitos na hora.

Entrevista com o fã e coleccionador: Carlos Alberto Pandolfo

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Carlos Pandolfo: Chamo-me Carlos Alberto Pandolfo, sou natural de Adamantina no Estado de São Paulo, mais fui criado em Campinas, também em São Paulo, nasci no dia 17 de Fevereiro de 1991, portanto tenho 21 anos e sonho trabalhar na área de gastronomia.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Carlos Pandolfo: Desde muito cedo gostei de ler as revistas da Disney, principalmente Pato Donald, li também um pouco de Turma da Mônica, do Mestre Maurício de Sousa, mas o que marcou a minha infância foi o Pato Donald.

Quando descobriu Tex?
Carlos Pandolfo: Sempre gostei dos Estados Unidos e da sua história, desde a época de George Washington até os tempos actuais, e o período que mais me fascina é o Velho Oste, com suas lendas: Jesse James, Billy the Kid, Wyatt Earp… Um dia fazendo compras com os meus pais descobri em uma banca de jornal o número 259 de Tex Coleção “A Águia e o Relâmpago“, na hora gostei do título e comprei. Até então, por estar acostumado com as revistas coloridas da Disney, achei que em preto e branco não seria a mesma coisa, mas depois de ler, fiquei “viciado” e compro sempre.

Porquê esta paixão por Tex?
Carlos Pandolfo: Tex não é como a maioria das personagens da banda desenhada, mesmo não tendo super-poderes ele ajuda as pessoas, sejam brancas, negras, vermelhas ou amarelas, ele não olha para a pele da pessoa, olha no coração, ele não quer saber se ela é um rico fazendeiro ou um cowboy, ele ajuda do mesmo jeito, lembro até hoje de uma frase dita por Tex que me fez gostar ainda mais do Ranger: “Eu só julgo um homem por suas acções”, página 84 da história “O Xerife Índio“.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Carlos Pandolfo: Para mim o facto de não ter muitas “coisas impossíveis”, Tex tem uma vida que outra pessoa poderia ter, ele faz justiça sem ter poderes,  sem falar no “campo de acção” em que ele vive as suas aventuras, pode ser no quente Texas, nos pântanos da Louisiana, nas montanhas do Colorado, nas pradarias do Kansas, nas florestas do Oregon, na neve do Canadá, ele não fica em um determinado local, como por exemplo o Homem-Aranha em New York ou o Batman em Gotham City.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Carlos Pandolfo: Bem, a minha colecção é modesta, tenho ao todo 266 revista: 154 Tex Mensais, 37 Coleção, 21 Almanaques, 19 Ouro, 12 Gigante, 8 Anual, 4 Grandes Clássicos, 2 Edição Histórica, 2 Minissérie, 2 Especial Férias, 1 Colorido, 1 Tex e os Aventureiros e 1 Especial 60 anos. Gostaria de ter bem mais, só que a situação financeira vivida na país e o número bem pequeno de exemplares de revistas antigas não deixa. A mais importante para mim é o número 259 de Tex Coleção “A Águia e e Relâmpago“, por ser a minha primeira revista.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Carlos Pandolfo: Além das revistas, tenho o DVD “Tex Willer e os Senhores do Abismo“, o livro “A história da minha vida“ e os pósteres que a Mythos Editora lançou.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Carlos Pandolfo: O meu sonho é ter o Álbum de Figurinhas (cromos) que saiu pela Editora Vecchi.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Carlos Pandolfo: A minha história favorita é “O Passado de Kit Carson“, desenhador é o argentino Miguel Angel Repetto quando se fala na “Velha Guarda” e o italiano Alessandro Piccinelli dos novatos, já o argumentista é o grande Guido Nolitta.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Carlos Pandolfo: O que mais me agrada é o seu senso de justiça. O que me agrada menos é não levar sempre o Kit e o Tigre, os quatros juntos trabalham melhor.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Carlos Pandolfo: O facto dele ser “humano”, não precisar de poderes na hora de fazer justiça e o seu carácter, algo que a maioria das pessoas não tem hoje em dia.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Carlos Pandolfo: Infelizmente não, mesmo morando em uma cidade enorme não tenho contacto com outra pessoa que goste de Tex.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Carlos Pandolfo: Bem, é difícil dizer, na minha opinião na Itália a personagem jamais vai morrer, Tex é para os italianos algo mais que uma simples personagem aos quadradinhos, é um marco da infância. Já no Brasil não arrisco a dizer o mesmo, aqui existem muitos fãs, mas as dificuldades financeiras que a maioria passa (assim como eu), talvez dê um fim no Ranger, algo que espero de coração para que não aconteça, da minha parte sempre vou comprar as revistas nas bancas, assim ajudo a editora a sempre estar lançando.

Prezado pard Carlos Alberto Pandolfo, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Tex e seus parceiros, por Tiago Brito

Por José Carlos Francisco

O desenho sempre caminhou lado-a-lado com Tiago Brito, um talentoso jovem de 15 anos, residente na cidade de Codó (Estado do Maranhão), localizada na região Nordeste do Brasil.

Tiago Brito lembra-se que desde tenra idade ficava fascinado por desenhos animados que apresentavam personagens mais realísticas, a ponto de quando acabava o episódio do dia, ele ia para a mesa com papel e lápis de cor para tentar reproduzir essas personagens, mas ficava triste porque na sua concepção sempre estavam feias e nunca iguais às da TV.

Tiago Brito foi crescendo e recorda-se que durante um certo tempo ficou fascinado pelos desenhos animados japoneses, principalmente Dragon Ball e Yu Gi Oh. E foi quando essas séries acabaram e deixaram de ser exibidas na TV, que começou a comprar algumas revistas da Marvel, embora nunca mantendo uma colecção seguida, porque naquele tempo era meio desinteressado na leitura.

Mas tudo mudou quando conheceu Tex em Setembro de 2009, ao contemplar os desenhos e os enredos das histórias (mais interessantes do que as que ele comprava antes), a ponto de querer reproduzir as capas maravilhosas de Claudio Villa. Mas no começo foi difícil, já que Tiago Brito confidenciou-nos que nessa altura estava acostumado a desenhar mangás e mudar de repente para o desenho realístico, obrigou-o a despender muito tempo até que alcançasse um traço satisfatório.

Mas para podermos constatar aqui no blogue do Tex como o Tiago Brito evoluiu na arte de desenhar graças a Tex, mostramos a ilustrar este texto alguns dos seus desenhos e algumas reproduções feitas com base em desenhos de consagrados desenhadores.


.

Tiago Brito: “Se Deus nos dá a oportunidade de ter ou participar de algo, devemos fazê-lo o melhor possível, reconheço que ainda não alcancei esse ponto de perfeição, mas estou na estrada com a esperança de um dia chegar lá…”.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)