Póster Tex Nuova Ristampa 184

Póster Tex Nuova Ristampa 184

Em nova ilustração de Claudio Villa, podemos ver o sacerdote vodu Tahami, atirando um punhal contra Tex, que graças a um empurrão de Carson, evita ser atingido, quando ambos estavam no interior da taberna “Black Baron“, em Tampa, acto que levou à morte do chefe da seita vodu devido a um tiro fulminante de Kit Willer.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “L’ombra di Mefisto” de G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini (Tex italiano #265 a #268).
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Texto de José Carlos Francisco

Vídeo: Com Tex a justiça vence sempre

Por José Carlos Francisco

A policia postal de Rimini, Itália, resolveu um caso muito particular de fraude na Internet, que devolveu o sorriso a um coleccionador italiano de Tex Willer: Num site de leilão on-line (e-bay) o Dr. Ambrogio Lattanzi, de 61 anos, tinha pago 1.500 Euros  pelo número 1 da série regular ‘La mano rossa‘ (A mão vermelha) a um calabrês, de 40 anos, vigarista em série que residia em Turim.

A entrega do Tex nº 1 selada com um aperto de mãos entre coleccionador e polícia postal

Depois dessa notícia dada pelo blogue do Tex referente ao coleccionador italiano de Tex que recuperou o ‘seu’ número 1 graças à polícia postal, hoje divulgamos a reportagem vídeo produzida pela Icaro TV pela jornalista Lucia Renati:

Demorou um ano, mas agora, o Dr. Ambrogio Lattanzi, de 61 anos, possui finalmente nas suas mãos o número 1 de Tex, ‘La mano rossa‘, de 1958. Após negociações difíceis, repetidos controlos para confirmar que era original e diversas trocas de e-mails, Blackwater ’72, a pessoa que tinha contactado num site de coleccionadores, evaporou-se  como fumo. O dinheiro já o tinha recebido, 1500 Euros, pagos no que deveria ser uma conta bancária, mas que, na realidade, era um cartão recarregável.

Depois de ter pago, mas nunca recebido, o número 1 de Tex Willer está finalmente nas suas mãos

A revista, no entanto, possuí-a realmente. O vigarista em série, um calabrês de 40 anos, residente em Turim, tinha vendido a outras sete pessoas, pela mesma cifra. Àquele preço, nenhum ‘verdadeiro’ coleccionador o deixaria escapar, visto que o seu valor é de cerca de 6.000 Euros. Em 1958 custava 200 liras!

Lattanzi, médico, residente em Altavalmarecchia, não é um incauto, e não se rendeu à ideia de ter sido enganado: “Para além do nosso profissionalismo, também tivemos de colocar o nosso coração – confidenciou o inspector  Vincenzo Papagni da policia postal de Rimini – como fazemos com todas as denúncias que recebemos. As vigarices deste tipo são irritantes porque as vítimas são quase sempre pessoas de boa fé”.

Entrevista com o fã e coleccionador: Mattheus Araújo

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Mattheus Araújo: O meu nome é Mattheus, tenho 17 anos e nasci em São Paulo, Brasil, no ano de 1995. Estudo, actuo como blogueiro na Internet e nas horas vagas eu jogo vídeo-game, ouço música e leio.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Mattheus Araújo: Mesmo quando eu não sabia ler, eu olhava os desenhos e imaginava as falas, as conversas e etc. Eu sempre gostei, mas nunca coleccionava ou comprava, mas de 2009 para cá compro cada vez mais. Colecciono além do Tex, alguns mangás e os famosos X-Men, Homem-Aranha, Batman e outros.

Quando descobriu Tex?
Mattheus Araújo: Eu estava no site de um sebo (alfarrabista) e, sem querer, entrei na secção “Tex”.
Olhei e perguntei para o meu amigo (que estava comigo): “Você já leu esse?”
E ele respondeu: “O Tex? Já, é bonzinho”.
Aí eu comprei e quando eu abri a revista vi que era em preto e branco e desanimei-me, mas quando li fiquei impressionado com a qualidade das histórias e virei um fã.

Porquê esta paixão por Tex?
Mattheus Araújo: Sempre fui fã de faroeste, e quando descobri o Tex, vi que ele, além de ser deste género, oferecia conhecimento (já que algumas histórias são baseadas em factos reais) e aventuras electrizantes.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Mattheus Araújo: Tex não precisa sofrer um acidente de laboratório para se tornar um herói, Tex não precisa usar roupas ridículas para enfrentar os vilões, Tex é um herói humano, como nós. É isso que faz dele diferente dos outros.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Mattheus Araújo: Eu tinha quase 50 revistas do Tex, mas troquei por outras (arrependo-me até hoje) e só recomecei a coleccionar agora, e tenho hoje só 11. Das que tenho hoje, a mais importante para mim é o Tex Coleção nº 300, pois é colorida. Agora das que eu tinha, o Tex 412 (A grande invasão) era a mais importante para mim, porque é minha história favorita e foi a primeira que comprei.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Mattheus Araújo: Só as revistas, mas pretendo ter o livro “Tex Wiiler – A história da minha vida” em breve.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Mattheus Araújo: Quando eu tinha as 50 revistas, eu gostava do Tex Ouro, mas na minha colecção de hoje minha mais importante é Tex Coleção nº 300, por ser colorida.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Mattheus Araújo: Todas são boas, mas nenhuma se compara (na minha opinião) ao “Tex 412/414 – A grande invasão”.
Nunca vi uma história tão bem construída como essa, pois além de fazer com que o leitor se sinta dentro da história, ele só descobre o final da história na última página (ao contrário de várias histórias que você já sabe mais ou menos como será o final).
Gosto dos desenhos do Pasquale Del Vecchio e Fabio Civitelli, e os roteiros do Mauro Boselli.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Mattheus Araújo: Gosto muito dos interrogatórios e dos xingamentos (raios, peste, diabo e etc.), e o que menos me agrada é a editora, desculpe falar assim.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Mattheus Araújo: É como eu disse, os excelentes roteiros, o realismo das histórias, a acção, tudo isso faz com que o Tex seja essa referência no género faroeste.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Mattheus Araújo: Não, pois como uso cadeira de rodas, fica dificil para mim sair de casa, mas gostaria.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Mattheus Araújo: Daqui a 5 ou 6 anos, acho muito difícil o Tex continuar nas bancas no Brasil. Hoje, um Tex Edição Ouro ou um Tex Gigante custa praticamente 20 Reais, e isso impede muitos fãs de comprar essas edições, e assim vão diminuindo as vendas e com o tempo a revista é cancelada.
Apesar da qualidade das histórias, uma revista em preto e branco custar tudo isso é um absurdo.
E além disso, Tex não é tão conhecido assim, em comparação a outros heróis. Eu torço pra estar errado, mas…

Prezado pard Mattheus Araújo, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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