Tex nº 147 – FUCILAZIONE!

Tex nº 147 – FUCILAZIONE!

Em nova ilustração de Claudio Villa, podemos ver o sacerdote vodu Tahami, atirando um punhal contra Tex, que graças a um empurrão de Carson, evita ser atingido, quando ambos estavam no interior da taberna “Black Baron“, em Tampa, acto que levou à morte do chefe da seita vodu devido a um tiro fulminante de Kit Willer.
Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “L’ombra di Mefisto” de G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini (Tex italiano #265 a #268).
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Texto de José Carlos Francisco
Por José Carlos Francisco
A policia postal de Rimini, Itália, resolveu um caso muito particular de fraude na Internet, que devolveu o sorriso a um coleccionador italiano de Tex Willer: Num site de leilão on-line (e-bay) o Dr. Ambrogio Lattanzi, de 61 anos, tinha pago 1.500 Euros pelo número 1 da série regular ‘La mano rossa‘ (A mão vermelha) a um calabrês, de 40 anos, vigarista em série que residia em Turim.
Depois dessa notícia dada pelo blogue do Tex referente ao coleccionador italiano de Tex que recuperou o ‘seu’ número 1 graças à polícia postal, hoje divulgamos a reportagem vídeo produzida pela Icaro TV pela jornalista Lucia Renati:
Demorou um ano, mas agora, o Dr. Ambrogio Lattanzi, de 61 anos, possui finalmente nas suas mãos o número 1 de Tex, ‘La mano rossa‘, de 1958. Após negociações difíceis, repetidos controlos para confirmar que era original e diversas trocas de e-mails, Blackwater ’72, a pessoa que tinha contactado num site de coleccionadores, evaporou-se como fumo. O dinheiro já o tinha recebido, 1500 Euros, pagos no que deveria ser uma conta bancária, mas que, na realidade, era um cartão recarregável.
A revista, no entanto, possuí-a realmente. O vigarista em série, um calabrês de 40 anos, residente em Turim, tinha vendido a outras sete pessoas, pela mesma cifra. Àquele preço, nenhum ‘verdadeiro’ coleccionador o deixaria escapar, visto que o seu valor é de cerca de 6.000 Euros. Em 1958 custava 200 liras!
Lattanzi, médico, residente em Altavalmarecchia, não é um incauto, e não se rendeu à ideia de ter sido enganado: “Para além do nosso profissionalismo, também tivemos de colocar o nosso coração – confidenciou o inspector Vincenzo Papagni da policia postal de Rimini – como fazemos com todas as denúncias que recebemos. As vigarices deste tipo são irritantes porque as vítimas são quase sempre pessoas de boa fé”.
Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Mattheus Araújo: O meu nome é Mattheus, tenho 17 anos e nasci em São Paulo, Brasil, no ano de 1995. Estudo, actuo como blogueiro na Internet e nas horas vagas eu jogo vídeo-game, ouço música e leio.
Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Mattheus Araújo: Mesmo quando eu não sabia ler, eu olhava os desenhos e imaginava as falas, as conversas e etc. Eu sempre gostei, mas nunca coleccionava ou comprava, mas de 2009 para cá compro cada vez mais. Colecciono além do Tex, alguns mangás e os famosos X-Men, Homem-Aranha, Batman e outros.
Quando descobriu Tex?
Mattheus Araújo: Eu estava no site de um sebo (alfarrabista) e, sem querer, entrei na secção “Tex”.
Olhei e perguntei para o meu amigo (que estava comigo): “Você já leu esse?”
E ele respondeu: “O Tex? Já, é bonzinho”.
Aí eu comprei e quando eu abri a revista vi que era em preto e branco e desanimei-me, mas quando li fiquei impressionado com a qualidade das histórias e virei um fã.
Porquê esta paixão por Tex?
Mattheus Araújo: Sempre fui fã de faroeste, e quando descobri o Tex, vi que ele, além de ser deste género, oferecia conhecimento (já que algumas histórias são baseadas em factos reais) e aventuras electrizantes.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Mattheus Araújo: Tex não precisa sofrer um acidente de laboratório para se tornar um herói, Tex não precisa usar roupas ridículas para enfrentar os vilões, Tex é um herói humano, como nós. É isso que faz dele diferente dos outros.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Mattheus Araújo: Eu tinha quase 50 revistas do Tex, mas troquei por outras (arrependo-me até hoje) e só recomecei a coleccionar agora, e tenho hoje só 11. Das que tenho hoje, a mais importante para mim é o Tex Coleção nº 300, pois é colorida. Agora das que eu tinha, o Tex 412 (A grande invasão) era a mais importante para mim, porque é minha história favorita e foi a primeira que comprei.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Mattheus Araújo: Só as revistas, mas pretendo ter o livro “Tex Wiiler – A história da minha vida” em breve.
Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Mattheus Araújo: Quando eu tinha as 50 revistas, eu gostava do Tex Ouro, mas na minha colecção de hoje minha mais importante é Tex Coleção nº 300, por ser colorida.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Mattheus Araújo: Todas são boas, mas nenhuma se compara (na minha opinião) ao “Tex 412/414 – A grande invasão”.
Nunca vi uma história tão bem construída como essa, pois além de fazer com que o leitor se sinta dentro da história, ele só descobre o final da história na última página (ao contrário de várias histórias que você já sabe mais ou menos como será o final).
Gosto dos desenhos do Pasquale Del Vecchio e Fabio Civitelli, e os roteiros do Mauro Boselli.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Mattheus Araújo: Gosto muito dos interrogatórios e dos xingamentos (raios, peste, diabo e etc.), e o que menos me agrada é a editora, desculpe falar assim.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Mattheus Araújo: É como eu disse, os excelentes roteiros, o realismo das histórias, a acção, tudo isso faz com que o Tex seja essa referência no género faroeste.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Mattheus Araújo: Não, pois como uso cadeira de rodas, fica dificil para mim sair de casa, mas gostaria.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Mattheus Araújo: Daqui a 5 ou 6 anos, acho muito difícil o Tex continuar nas bancas no Brasil. Hoje, um Tex Edição Ouro ou um Tex Gigante custa praticamente 20 Reais, e isso impede muitos fãs de comprar essas edições, e assim vão diminuindo as vendas e com o tempo a revista é cancelada.
Apesar da qualidade das histórias, uma revista em preto e branco custar tudo isso é um absurdo.
E além disso, Tex não é tão conhecido assim, em comparação a outros heróis. Eu torço pra estar errado, mas…
Prezado pard Mattheus Araújo, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)