Antevisão Color Tex #3: “O Xamã Branco” de Boselli e Ticci

Por José Carlos Francisco

É já nesta próxima terça-feira, dia 6, que será lançado, na Itália, o Color Tex #3 intitulado “Lo sciamano bianco” (“O Xamã Branco“), uma história desenhada por um dos decanos entre os desenhadores do nosso Ranger,  o infatigável e grandíssimo Giovanni Ticci, que iniciou a sua aventura na companhia dos pards no longínquo ano de 1968, com a lendária história “Vingança de Índia” (Tex brasileiro #2).

Esboço da capa do Color Tex #3 realizado por Claudio Villa

Para o maestro sienês Mauro Boselli escreveu uma história de índios e florestas, com uma tribo misteriosa e um carismático inimigo, particularmente adaptada às pinceladas airosas e dinâmicas do mestre italiano. Irá tratar-se de uma tarefa muito difícil para Tex, que com a companhia solitária de Jack Tigre, deve adentrar-se em território inimigo.

Pintura da capa do Color Tex #3 realizada por Claudio Villa

O seu objectivo é capturar um homem que muda amiúde de identidade mas que tem sempre a mesma alma negra: um assassino capaz de impelir para o caminho do mal pessoas insuspeitáveis e que relaciona a sua carreira criminal a uma tragédia na vida do nosso herói. Nesta história descobriremos também novas particularidades sobre o passado de Tex na época da sua juventude no Rio Nueces…

Color Tex nº 3 – Capa de Claudio Villa

Color Tex nº 3
Periodicidade: anual
Lo sciamano bianco (O Xamã Branco)
Data de publicação:06/08/2013
Argumento: Mauro Boselli
Roteiro: Mauro Boselli
Desenhos: Giovanni Ticci
Capa: Claudio Villa

Um vale selvagem e remoto é o último refúgio de uma tribo descendente dos Shoshones que os mórmons exterminaram há muitos anos atrás. Agora os Snake têm um novo xamã, um mestiço de cabelos loiros, filho de uma índia e de um mórmon, que renegou a estirpe do seu pai para a abraçar a cultura materna: santo e herói para o seu novo povo. Mas Tex pensa o contrário. Ele e Jack Tigre estão atrás do rasto de um assassino cruel e sem escrúpulos que mudou amiúde de identidade. Finalmente eles acreditam de tê-lo encontrado, mas os Snake não são da mesma opinião…


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Vídeo: Tex e demais personagens da SBE impressos em papel ecológico

Vídeo: Heróis da SBE paladinos das florestas

Por José Carlos Francisco

Aqueles que amam os quadradinhos da Sergio Bonelli Editore têm agora mais um motivo para comprá-los, porque Tex, Dylan Dog, Zagor, Martin Mystère  e demais personagens da editora italiana são impressos, desde Abril deste ano, em papel certificado PEFC, tornando-se assim verdadeiros paladinos do ambiente.


O PEFC (“Programme for the Endorsement of Forest Certification schemes”) é um esquema de certificação que pretende assegurar aos compradores de madeira e papel que estão a comprar produtos de gestão florestal sustentável, assente nos pilares social, ambiental e económico.


Em outras palavras, os quadradinhos da Sergio Bonelli Editore passaram desde então a ser impressos em papel “eco friendly” e têm agora assim uma espécie de “aspecto” ecologista no que diz respeito aos principais protagonistas tão amados pelo público leitor.


Mas melhor do que palavras, assistam à reportagem de Matteo Berlenga e Martina Valentini com a colaboração de Giovanni Tribbiani e onde podemos ouvir Franco Rosullo, responsável comercial da empresa “ecológica” Rotolito Lombarda e Michele Masiero, redactor chefe da Sergio Bonelli Editore:

Entrevista exclusiva: ANDREA VENTURI (autor convidado para o 18º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu)

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão e de Bira Dantas na caricatura.

O XVIII Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, a realizar de 9 de Agosto a 22 de Setembro próximo traz pela primeira vez ANDREA VENTURI a Portugal, motivo mais que suficiente para esta nova entrevista do blogue português do Tex com o autor italiano que estará presente em Viseu nos dias 10 e 11 de Agosto.

Para além da presença de ANDREA VENTURI aquando do fim de semana inaugural do Salão, Viseu terá também uma mostra pessoal de Andrea VENTURI com a exposição de várias pranchas do seu recente Tex Gigante “I pioneri” e dela constarão 19 pranchas deste que é  um dos mais conceituados desenhadores do Ranger para além de uma exposição de homenagem a Sergio Bonelli baseada na iniciativa do blogue português do Tex aquando do 1º aniversário do falecimento do carismático editor italiano, em Setembro passado.

Caro Andrea, mais uma vez seja bem-vindo ao blogue português de Tex.
Você será protagonista, em Portugal, de uma exposição no Salão Internacional da BD de Viseu. Pode fazer uma retrospectiva do seu trabalho no próximo Tex Gigante e do que representa para você este evento que contará com a sua presença num País estrangeiro?

Andrea Venturi: Eu fico muito honrado por ser acolhido em terras portuguesas, e tenho realmente muita curiosidade de ver ao vivo lugares e pessoas. A este trabalho com o Tex Gigante eu dediquei cerca de três anos, e durante esse período, em razão de prazos, não pude me permitir muito tempo livre ou viagens. Também por isso é uma grande emoção fazer esta viagem e encontrar tantos novos amigos.

O que convenceu Andrea Venturi, autor de renome mundial, a aceitar um convite para um salão de dimensões médias como o de Viseu, com meios bem menores do que, por exemplo, o Festival de Amadora? Há autores que preferem o ambiente das feiras de BD menores em lugar do espírito comercial dos grandes festivais. É o seu caso?
Andrea Venturi: Por favor… o renome internacional é apanágio de Tex, que sabe conquistá-lo com o passar dos anos, enquanto eu, como desenhador, tenho o privilégio de receber o reflexo da atenção criada pela personagem. Eu já havia ouvido falar positivamente do Salão de Viseu ao ler os relatos da edição anterior que contou com a participação do meu ilustre colega Fabio Civitelli, depois recebi um convite do amigo José Carlos “Zeca”, insuperável, aficionado, competentíssimo fã texiano, promotor de tantas iniciativas que têm por protagonista o nosso Ranger. Não havia como dizer não. Quanto à preferência sobre as várias feiras, eu penso que, pequenas ou grandes que sejam, a qualidade sempre é resultado do esmero com que são organizadas, da atenção aos detalhes e do amor sincero pelos quadradinhos. O mesmo sentimento que leva leitores e autores a sair de suas casas, a fazer uma viagem, grande ou pequena, para se encontrar. É importante que possam fazer isso no modo mais agradável possível, encontrar a melhor das acolhidas.

Quais são as suas expectativas em relação ao Salão de Viseu?
Andrea Venturi: Imagino que o Salão de Viseu reunirá muitos aficionados por Tex e pela BD em geral, creio que não será difícil sentir um certo ar de familiaridade entre todos nós.

Na sua opinião, para que deve servir um Festival de BD?
Andrea Venturi: Talvez seja um modo muito comum de dizer, mas para mim é um ponto de encontro entre leitores e autores que, no fundo, já se conhecem sem jamais se terem encontrado, mas também uma chance para despertar a atenção dos visitantes ocasionais, que conhecem pouco do assunto BD. O ponto principal é favorecer esse contacto inicial que pode vir a ser uma grande paixão pela BD, uma forma de comunicação de infinitas potencialidades. Nós, leitores de quadradinhos, sabemos alguma coisa disso.

Você já teve algum contacto com a BD feita em Portugal? Conhece algum autor como, por exemplo, E. T. Coelho, também porque morou e trabalhou por muito tempo na Itália e que por muitos é considerado o melhor desenhador de quadradinhos portugueses de todos os tempos?
Andrea Venturi: Infelizmente devo reconhecer que uma das minhas grandes lacunas, e que espero preencher, é sobre a BD portuguesa. Mas quando falaram-me desse autor, eu fiz uma pesquisa, e as imagens que encontrei fizeram-me dar um pulo na cadeira! Eu me vi diante de um clássico, como aqueles que tanto apreciei na juventude, autores como Raymond ou Foster. E, ao reconhecer o estilo, eu descobri que havia lido algumas aventuras feitas por si mas sem saber seu nome: eram as de Ragnar, o Viking, nas páginas da minha revista favorita na infância, o Corriere dei Piccoli (Correio dos Miúdos).

Vamos abrir um pouco os horizontes da entrevista: como você analisa a evolução da sua carreira?
Andrea Venturi: Para mim, a grande virada foi a entrada na Bonelli e, a partir daí, já lá se vão mais de vinte anos passados um dia após o outro, dias que às vezes passam rápido demais, a enfrentar meus pequenos desafios quotidianos à prancheta de desenho. Eu tive a sorte de trabalhar com grandes roteiristas em grandes personagens, no início com muita timidez e depois, como é normal, com mais familiaridade mas sempre com o respeito necessário.

Você tem consciência de ser um dos melhores desenhadores da série e que os leitores sempre têm grande expectativa em relação aos seus trabalhos?
Andrea Venturi: Não, não considero-me assim, nesses termos. E a sensação de ter chegado lá, além de na maioria das vezes ser enganadora, creio que é um impedimento a um amadurecimento profissional e também humano. Uma certa dose de humildade, quando não é excessiva, ajuda a sempre colocar-se em discussão e, justamente por isso, a melhorar, a aprender. Os grandes desenhadores ensinaram-me também isso. A expectativa e a atenção dos leitores são essenciais para qualquer desenhador, que busca sempre fazer o melhor para conquistá-las. Estar à altura dessas eventuais expectativas dos leitores, e também das próprias, é o apaixonante desafio quotidiano quando se senta à mesa de desenho. Como diz um famoso provérbio italiano, nós pedimos a bicicleta… agora é melhor pedalar!

O que você sentiu quando recebeu o convite para desenhar o Tex Gigante?
Andrea Venturi: Uma alegria natural acompanhada de uma também natural preocupação de estar à altura. É o que acontece quando se deseja com ardor alguma coisa. E agora eu me recordo daquele momento com uma comoção particular, porque eu estava presente na redacção quando Sergio Bonelli apresentou a proposta.

Em qual desenhador de Tex você se inspirou para criar graficamente o seu Tex?
Andrea Venturi: Eu poderia inspirar-me em todos, e faço isso, inclusive nas mais novas aquisições da equipa texiana, porque todos têm algo a ensinar. Mas devo admitir um fraco por alguns autores cujo estilo sinto mais próximo ao meu, que são Ticci e Villa em primeiro lugar, mas certamente também Civitelli, Nicolò, e depois Mastantuono, Frisenda, os irmãos Cestaro, Andreucci, Leomacs… eu dou-me conta de que a lista seria longa e eu acabaria por citar todos os autores.

Como você definiria graficamente o seu Tex?
Andrea Venturi: Eu diria que é uma tentativa de achar um ponto de encontro entre as interpretações dos autores que mencionei antes, entre os vários rostos, e a forma de actuar dos actores que, no cinema, encarnaram o ideal do herói, na sua essência de homem justo, intimamente forte, fora dos esquemas. Definir se essa tentativa deu ou não resultado cabe, como sempre, aos leitores.

Andrea, conte um segredo: como se forma um desenhador?
Andrea Venturi: Na verdade não há segredos, ou melhor, talvez haja uma coisa misteriosa, que é a origem da paixão pelo desenho, por este trabalho. E essa coisa é o motor de tudo. É a base de apoio para um percurso de aprendizado que pode durar a vida toda, feita de muito exercício, de muita curiosidade, da constante correcção dos próprios erros. Exactamente como acontece em qualquer profissão, não é mesmo?

De que modo você acha que Andrea Venturi pode conseguir trazer novos leitores para Tex?
Andrea Venturi: Eu não tenho a presunção de acreditar que só a minha presença possa trazer novos leitores. A força incrível de Tex está justamente na essência da personagem criada por Gianluigi Bonelli e Galep. Eu creio que todos os colaboradores estão empenhados em mantê-la por meio da própria sensibilidade, e isso é o melhor dos propósitos. Quando eu desenho, sempre pergunto-me se o que faço vai satisfazer o leitor aficionado por Tex, mas não existe um método matemático para isso, é necessário sentir aquela essência com idêntica paixão. Recentemente um ilustre colega e amigo meu teceu um comentário lisonjeiro sobre meu último trabalho ao dizer que “é visível que foi feito com amor“, e isso fez-me um grande prazer, continuo a recordar as suas palavras. É isso, eu espero que essa participação emotiva no momento de desenhar possa ser captada pelos leitores, como eu capto nos desenhadores que mais me agradam, eu creio que é um elemento importante e honesto para comunicar-se com os antigos e, espero, com os novos leitores.

Como você avalia o seu trabalho de hoje em comparação com o de antes?
Andrea Venturi: Eu penso que é normal olhar o próprio trabalho do passado e perceber várias ingenuidades sobre detalhes técnicos como anatomia, perspectiva, a segurança ao repassar os traços com nanquim, coisas que com o tempo espera-se, se não resolver, ao menos melhorar. Depois, de forma quase imperceptível, muda-se o estilo na direcção do que parece melhor. Mas uma coisa importante é manter sempre acesa a chama do entusiasmo, do gosto de desenhar: é um bom guia e em mim existe ainda hoje.

Qual você considera o seu melhor trabalho em Tex? E o mais difícil?
Andrea Venturi: Um autor sempre espera que o melhor trabalho seja o último, mas o julgamento é dos leitores. Quanto às dificuldades, é difícil responder porque cada dia tem o seu pequeno desafio a vencer, e são de vários tipos, grandes e pequenos. Digamos que entre as maiores dificuldades – além daquela inicial, que é de elaborar uma imagem correcta de Tex – esteve aquela de desenhar o Tigre Negro, depois das brilhantes interpretações de Villa e Civitelli. E nesta última história ainda foi a primeira vez que tive de ilustrar uma caravana de pioneiros. Mas são todas valiosas oportunidades de aprendizado.

Para você, o que Tex representa e qual é a importância dele na sua vida?
Andrea Venturi: Tex representa uma presença familiar na minha vida desde criança, quando o meu pai trazia as suas revistas para casa. E não escondo que uma das minhas satisfações mais íntimas foi poder lhe dizer que eu o desenharia. Desnecessário dizer que, a partir daquele momento, a presença do Ranger na minha vida passou a ser tangível, eu sinto-me como se passasse os dias na companhia de alguém da família. É só imaginação, mas a imaginação é muito importante na vida. E Tex também é óptimo para quebrar o gelo na vida social, é surpreendente ver como o rosto de tantas pessoas se ilumina quando, nas conversas, vem à tona o facto de que eu sou um dos desenhadores. Essa é a prova do quanto Tex está profundamente radicado na imaginação de muitas gerações, de quanto afecto ele conquistou.

Tex é, sem dúvida, uma personagem importante na sua carreira: você imagina-se ainda a desenhar a série daqui a 10 ou 20 anos, ou tem intenção de trabalhar com algo novo? Você tem em mente algum projecto futuro?
Andrea Venturi: Eu só posso dizer que espero permanecer na companhia de Tex o maior tempo possível. Não tenho outros projectos e o território a explorar junto com o Ranger é muito vasto, não há qualquer sinal de tédio no horizonte. O meu sonho para o futuro é estar como Ticci que, depois de milhares de páginas desenhadas, continua a desenhar outras com a mesma surpreendente qualidade, e com um frescor desenvolto e juvenil. O enésimo sonho ligado aos quadradinhos. Vamos torcer.

Para concluir, gostaria de deixar uma mensagem aos seus admiradores que se farão presentes em Viseu?
Andrea Venturi: Digo que agradeço antecipadamente pela presença deles, que o motor principal de tudo é sempre Tex e, por isso, não vejo a hora de estarmos todos juntos, entre aficionados texianos. Espero sinceramente que a minha contribuição a esta festa da BD seja de agrado dos presentes.

Andrea, agradecemos muitíssimo pelo tempo que nos dedicou. Se desejar deixar uma mensagem aos nossos leitores, fique à vontade.
Andrea Venturi: Seria muito bom dizer tanta coisa, mas creio que é melhor dizer simplesmente um obrigado sincero pelo tempo que dedicaram a ler esta nossa conversa.

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Intervista esclusiva: ANDREA VENTURI (in occasione della sua presenza al Salone di Viseu – 2013)

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Júlio Schneider (redattore di Tex per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni e di Bira Dantas per la caricatura.

La XVIII edizione del Salone Internazionale di “Banda Desenhada” di Viseu, dal 9 Agosto al 22 Settembre 2013, vedrà per la prima volta in Portogallo ANDREA VENTURI.

L’autore italiano ci onorerà della sua presenza a Viseu nei giorni 10 e 11 Agosto, nel fine settimana di inaugurazione del Salone, motivo più che sufficiente per dar vita a questa nuova intervista del blog portoghese di Tex.

Uno dei più apprezzati illustratori del Ranger, ANDREA VENTURI aprirà ufficialmente la mostra personale che riguarda il suo Texone “I pioneri“, appena uscito in Italia, con l’esposizione di 19 tavole da lui disegnate.
ANDREA VENTURI inaugurerà inoltre l’esposizione dedicata a Sergio Bonelli, che nasce dall’iniziativa dello stesso blog pubblicata in occasione del primo anniversario della scomparsa del carismatico Editore italiano, lo scorso settembre.

Caro Andrea, ancora una volta sii il benvenuto al blog portoghese di Tex! Sarai protagonista in Portogallo di una esposizione nel Salone Internazionale del Fumetto di Viseu. Puoi farci una retrospettiva del tuo lavoro nel prossimo Texone e di ciò che rappresenta per te questo avvenimento che potrà contare sulla tua presenza in un paese straniero?
Andrea Venturi: Sono molto onorato di essere accolto in terra portoghese, e indubbiamente ho molta curiosità di vedere in prima persona i luoghi e le persone. Ho dedicato al lavoro su questo Texone circa tre anni durante i quali, per ragioni di tempo, non mi sono concesso molto tempo libero o trasferte. Anche per questo è una grande emozione fare questo viaggio e incontrare improvvisamente tanti nuovi amici.

Cosa ha convinto Andrea Venturi, autore di risonanza mondiale, ad accettare un invito ad un salone di media dimensione come quello di Viseu, con mezzi molto più ridotti, per esempio, del Festival di Amadora? Vi sono autori che preferiscono l’ambiente delle fiere del fumetto più piccole invece dello spirito commerciale dei grandi festival. La pensi così?
Andrea Venturi: Per carità… la risonanza internazionale appartiene a Tex, che ha saputo conquistarsela nel corso di tanti anni, io, come disegnatore, ho il privilegio di godere di riflesso dell’attenzione suscitata dal personaggio. Avevo già sentito parlare positivamente del Festival di Viseu leggendo cronache delle scorse edizioni che hanno visto la partecipazione del mio illustre collega Fabio Civitelli, poi ho ricevuto un invito dall’amico José Carlos “Zeca”, insuperabile, appassionato, competentissimo fan texiano, promotore di tante iniziative che vedono protagonista il nostro ranger, come potevo dire di no? Per quanto riguarda la preferenza sulle varie fiere penso che, piccole o grandi che siano, la qualità sia sempre data dalla cura con cui sono organizzate, dall’attenzione ai dettagli, e, non ultimo direi, dall’amore sincero per il fumetto. Quello stesso sentimento che spinge lettori e autori ad uscire dalle loro case, a fare un piccolo o grande viaggio per incontrarsi. E’ importante che possano farlo nel modo più piacevole possibile, trovare l’accoglienza migliore.

Quali sono le tue aspettative relativamente al Salone di Viseu?
Andrea Venturi: Immagino che il Salone di Viseu riunirà tanti appassionati di Tex e del fumetto in generale, credo che non sarà difficile sentire una certa aria di familiarità fra tutti noi.

Secondo te, a cosa deve servire un Festival del fumetto?
Andrea Venturi: Forse è banale dirlo ma, secondo me, è un punto d’incontro fra lettori e autori, che in fondo già si conoscono anche senza essersi mai incontrati, ma anche, auspicabilmente, un’occasione per incuriosire anche i visitatori occasionali, chi i fumetti li conosce poco. Tutto sta a favorire quel “contatto” iniziale che può sfociare in una grande passione per il fumetto, una forma di comunicazione dalle infinite potenzialità… e noi lettori di fumetti ne sappiamo qualcosa…

Hai qualche contatto con il fumetto made in Portogallo? Conosci qualche autore come per esempio E. T. Coelho, anche perché ha vissuto e lavorato per molto tempo in Italia, considerato da molti come il miglior disegnatore di fumetti portoghese di sempre?
Andrea Venturi: Purtroppo devo qui ammettere una delle mie grandi lacune, che spero di colmare, quella sul fumetto portoghese. Ma quando mi avete parlato di questo autore ho fatto una piccola ricerca e le immagini che ho trovato mi hanno fatto saltare sulla sedia! Mi trovavo di fronte a un altro grande classico! Come quelli che avevo tanto amato in gioventù, autori come Raymond, Foster… in più, riconoscendo lo stile, ho scoperto che avevo letto alcune sue avventure senza però conoscere il nome dell’autore, erano quelle di “Ragnar il vichingo”, sulle pagine della mia rivista favorita dell’infanzia, il “Corriere dei Piccoli”.

Allargando adesso un po’ l’orizzonte dell’intervista: come analizzi l’evoluzione della tua carriera?
Andrea Venturi: Per me il vero momento di svolta fu l’ingresso alla Bonelli, poi più di vent’anni ormai sono trascorsi un giorno dopo l’altro, a volte mi sembra come in un soffio, affrontando le mie piccole sfide quotidiane al tavolo da disegno. Ho avuto la fortuna di lavorare con grandi sceneggiatori a grandi personaggi, dapprima con molta soggezione e poi, come capita, con più confidenza ma sempre con il rispetto necessario.

Sei cosciente di essere uno dei migliori disegnatori di sempre della serie e che i lettori conservano sempre grandi aspettative dai tuoi lavori?
Andrea Venturi: No, non sono proprio abituato a considerarmi così, in questi termini… la sensazione poi di “essere arrivato” oltre ad essere il più delle volte ingannevole credo sia d’impedimento ad una maturazione professionale e, direi, umana. Una certa dose di umiltà, quando non è eccessiva, aiuta a mettersi sempre in discussione e, appunto, a migliorarsi, a imparare. I grandi disegnatori mi hanno insegnato anche questo. Le aspettative, l’attenzione dei lettori sono essenziali per ogni disegnatore, si cerca sempre di fare del proprio meglio per guadagnarsele. Essere all’altezza di queste, eventuali, aspettative dei lettori, e anche delle proprie direi, è l’appassionante sfida quotidiana quando ci si siede al tavolo da disegno. Come dice quel famoso proverbio, abbiamo voluto la bicicletta…ora è meglio pedalare!

Cos’hai provato quando hai ricevuto l’invito per disegnare il Texone?
Andrea Venturi: Una naturale gioia accompagnata da una altrettanto naturale preoccupazione di esserne all’altezza. Capita così quando si tiene veramente tanto a qualcosa. Adesso poi quel momento lo ricordo con particolare commozione perché ero presente in redazione quando Sergio Bonelli propose la cosa.

A quale disegnatore di Tex ti sei ispirato per creare graficamente il “tuo” Tex?
Andrea Venturi: Avrei potuto ispirarmi a tutti, e lo faccio, anche ai più recenti acquisti della scuderia texiana, perché tutti hanno qualcosa da insegnare. Però devo ammettere un debole per alcuni autori verso il cui stile provo una maggiore congenialità, sono Ticci e Villa in primis ma certamente anche Civitelli, Nicolò, e poi Mastantuono, Frisenda, i fratelli Cestaro, Andreucci, Leomacs… mi accorgo che potrei continuare a lungo in questo elenco finendo per citare ogni autore.

Come definisci graficamente il “tuo” Tex?
Andrea Venturi: Direi che è il mio tentativo di trovare un punto d’incontro fra le interpretazioni dei suddetti autori, fra i volti, e la recitazione, dei tanti attori che al cinema hanno incarnato l’ideale dell'”eroe”, nella sua essenza di uomo giusto, intimamente forte, fuori dagli schemi. Una definizione sulla riuscita, o meno, di questo tentativo spetta poi, come sempre, ai lettori.

Andrea, svelaci un segreto: come si forma un disegnatore?
Andrea Venturi: In realtà non ci sono segreti, o meglio, forse una cosa misteriosa c’è. E’ l’origine della passione per il disegno, per questo lavoro. E quella cosa è il motore di tutto. E’ il sostegno per un percorso di apprendimento che può durare tutta la vita fatto di tanto, tanto, tanto esercizio, di tanta curiosità, della costante correzione dei propri errori. Proprio come per qualsiasi altro mestiere, non trovate?

In che modo ritieni che Andrea Venturi possa riuscire a portare nuovi lettori verso Tex?
Andrea Venturi: Non ho la presunzione di credere che la mia sola presenza possa portare nuovi lettori. La forza, incredibile, di Tex sta proprio nell’essenza del personaggio creato da Gianluigi Bonelli e Galep. Tutti i collaboratori penso siano impegnati a restituirla attraverso la loro sensibilità, e questo credo sia il migliore proposito. Quando disegno mi chiedo sempre se quello che faccio soddisferà il lettore appassionato di Tex, ma non c’è un metodo matematico per questo, occorre “sentire” quell’essenza con una certa, analoga, passione. Un mio illustre collega, e amico, recentemente mi ha regalato un lusinghiero commento a proposito del mio ultimo lavoro dicendomi che “si vedeva che era fatto con amore”, devo dire che questo mi ha fatto un grande piacere e continuo a ricordarmelo. Ecco, spero proprio che questa partecipazione emotiva nel momento del disegno possa essere avvertita dai lettori, come io l’avverto nei disegnatori che più mi piacciono, mi sembra un elemento importante, onesto per comunicare con i vecchi e, speriamo, i nuovi lettori.

Come valuti il tuo lavoro di oggi in rapporto al passato?
Andrea Venturi: Credo che sia normale riguardare al proprio lavoro del passato e scorgervi varie ingenuità che riguardano cose “tecniche” come l’anatomia, la prospettiva, la sicurezza nel ripasso a china… tutte cose che si spera col tempo di avere, se non risolto, migliorato. Col tempo poi, quasi inavvertitamente, si cambia lo stile cercando di procedere verso ciò che sembra migliore. Una cosa importante credo che sia di mantenere sempre accesa la fiamma dell’entusiasmo, del gusto di disegnare, è una buona guida e quella mi sembra ci sia sempre, oggi come allora.

A tuo avviso, quale è stato il tuo lavoro migliore su Tex? E il più difficile?
Andrea Venturi: Si spera sempre che il lavoro migliore sia l’ultimo, ma il giudizio spetta ai lettori. In quanto alla difficoltà è… difficile rispondere perché forse mi sembra più che ogni giorno abbia la sua piccola sfida da vincere, e sono di tanti tipi, piccole e grandi. Diciamo che fra quelle grandi, oltre a quella, soprattutto iniziale, di restituire un’immagine giusta di Tex, può esserci stata quella di raffigurare la Tigre Nera dopo le brillantissime interpretazioni di Villa e Civitelli… in quest’ultima storia ho affrontato per la mia prima volta una carovana di pionieri… sono comunque tutte preziose opportunità di apprendimento.

Cosa rappresenta Tex per te e quale è la sua importanza nella tua vita?
Andrea Venturi: Tex rappresenta una presenza familiare nella mia vita sin da bambino, quando mio padre ne portava in casa gli albi. E non nascondo che una delle mie soddisfazioni più intime è stata il potergli annunciare che lo avrei disegnato. Inutile dire che da quel momento la presenza del Ranger nella mia vita si è fatta direi tangibile, mi sembra di trascorrere le mie giornate in compagnia di uno di famiglia, si tratta di immaginazione, ma l’immaginazione è molto importante nella vita… A volte poi Tex è un formidabile “lasciapassare” nella vita sociale, è sorprendente infatti vedere come i volti di tante persone si “illuminino” quando, parlando, vien fuori che sono uno dei suoi disegnatori. E’ questa la prova di quanto Tex si sia profondamente radicato nell’immaginazione di molte generazioni, di quanto affetto si sia guadagnato.

Tex è un personaggio importante nella tua carriera, senza dubbio: riesci ad immaginarti fra 10 o 20 anni a disegnare ancora la serie, o ambisci, un giorno, a provarti su qualcosa di nuovo? Hai qualche progetto in mente a cui lavorare in un futuro?
Andrea Venturi: Posso solo dire che mi auguro di rimanere in compagnia di Tex il più a lungo possibile. Non ho altri progetti e il territorio da esplorare insieme al ranger è vastissimo, la noia non si profila neanche all’orizzonte. Il mio sogno sarebbe quello di trovarmi nel futuro come Ticci, che dopo migliaia di pagine disegnate continua a disegnarne altre con la stessa sorprendente bravura, una disinvolta, giovanile freschezza. L’ennesimo sogno legato ai fumetti. Speriamo.

In conclusione, vuoi lasciare un messaggio ai tuoi ammiratori che si trasferiranno a Viseu?
Andrea Venturi: Dico che sono anticipatamente grato per la loro partecipazione, il motore principale di tutto questo è sempre Tex, e così non vedo l’ora di trovarci tutti insieme, fra appassionati texiani. Mi auguro sinceramente che il mio contributo a questa festa del fumetto possa essere di loro soddisfazione.

Andrea, ti ringraziamo moltissimo per il tempo che ci hai dedicato. Se vuoi approfittare di questo spazio per lasciare qualche messaggio anche ai nostri lettori, puoi farlo.
Andrea Venturi: Sarebbe bello dire ancora tante cose, ma forse è meglio dire loro semplicemente un grazie sincero per avere dedicato un po’ del loro tempo a leggere questa nostra chiacchierata.

(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale)

Portugal – Edições da Mythos Editora à venda em Julho

Portugal – Edições da Mythos Editora à venda em Julho trazem os regressos de Zagor, Mágico Vento e Júlia

Neste final de Julho tivemos novidades bonellianas nos quiosques portugueses já que atendendo às boas vendas das edições de Tex, a distribuidora VASP passou também a distribuir no nosso país as demais personagens dos fumetti publicadas pela Mythos Editora, ou seja, temos os regressos de Zagor, Mágico Vento e Júlia a Portugal.

Este regresso não prossegue as demais  revistas bonellianas do ponto em que tinham sido suspensas, já que numa decisão alheia à Mythos Editora foi decidido distribuir em Portugal edições mais recentes, mas de modo a que os leitores portugueses não fiquem com as edições em falta ausentes das suas colecções, a Mythos Editora enviará pelo correio os exemplares em falta, facilitando inclusive o pagamento, já que o mesmo poderá ser feito numa conta portuguesa e assim sendo, quem desejar números atrasados de qualquer edição da Mythos Editora deve contactar o próprio editor Dorival Vitor Lopes através do e-mail que consta no expediente das revistas da Mythos: dvitor@mythoseditora.com.br

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela VASP – Distribuidora de Publicações Lda, para o mês de JULHO de 2013:
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TEX 488
Jogos de poder
Texto: Gianfranco Manfredi – Desenhos: Fabio Civitelli

História originalmente publicada em Tex italiano 586

Nas terras áridas em torno de Phoenix, Arizona, Tex e Kit Carson estão envolvidos em uma guerra pela água, entre lavradores brancos imigrantes e os índios pimas.
A famosa represa do inescrupuloso Bill Lansdale vai ser inaugurada e terá início o “sequestro” das águas dos pimas e dos pequenos lavradores.
Mas Tex tem outras ideias e todos se surpreenderão com o final explosivo.
2,90€

TEX COLEÇÃO 280
A pirâmide misteriosa

Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Guglielmo Letteri

História originalmente publicada em Tex italiano 228

Mais uma intrigante e perigosa aventura de Tex com o seu amigo cientista e bruxo El Morisco. Num remoto vale da Serra do Osso, Rakos, um sacerdote que aparenta viver desde os tempos dos faraós egípcios, alimenta sonhos de poder sobre a região mas bate de frente com seu conterrâneo El Morisco, que quer frustrar os seus planos. Rakos então manda sequestrar o bruxo mouro e Tex e Carson chegam para tentar salvar o amigo nos subterrâneos de uma misteriosa pirâmide.
2,90€

TEX OURO 63
O reorno do Tigre Negro
Texto: Claudio Nizzi – Desenhos: Fabio Civitelli

História originalmente publicada em Tex italiano 443 a 445

Para atender ao pedido de ajuda do amigo Nat Mac Kenneth, Tex e os seus parceiros partem para Nova Orleans, onde crimes e desaparecimentos tornaram-se frequentes. No próprio barco em que viajam para Nova Orleans um homem é assassinado e, ao investigar o ocorrido, Tex descobre que a organização denominada Tigre Negro está na cidade e conta com o apoio de seguidores do vodu. Mais uma vez Tex mede forças com seu pior inimigo da actualidade, o diabólico Tigre Negro. Mais uma deslumbrante história completa da fase de ouro de Tex.
9,00€

ZAGOR 141
O senhor das trevas
Texto: Ade Capone – Desenhos: Gallieno Ferri

História originalmente publicada em Zagor italiano 520

Stephan, sacerdote do obscuro culto do demónio Haggoth, voltou à vida com uma nova aparência, transferindo o seu espírito para o corpo de um bandido. O necromante reúne os seus acólitos numa velha fortaleza inglesa abandonada, construída num recife ao largo da costa atlântica. Para lá são levados prisioneiros Chico e Nuan-Teh, um jovem feiticeiro pele-vermelha aliado de Zagor. O Espírito da Machadinha, que escapou de ser capturado, consegue chegar à fortaleza.
4,00€

ZAGOR EXTRA 105
O Deus da poeira
Texto: Boselli – Desenhos: Rubini

História originalmente publicada em Zagor italiano 554

Desenterrada das areias do deserto e subjugada pela magia dos necromantes kushitas, a criatura que surge como uma luminosa névoa esverdeada é invulnerável às armas comuns e é impossível de ser detida! Como conseguirão Zagor, Chico, Cain e os tuaregues escapar de seu abraço mortal, que consome todo ser vivo com quem entra em contacto? E, enquanto eles lutam pela vida, em Filadélfia Dexter Green cai na armadilha preparada pelo seu inimigo de sempre, o professor Richter.
4,00€

ZAGOR ESPECIAL 39
A horrível maldição
Texto: Moreno Burattini – Desenhos: Chiarolla

História originalmente publicada em Maxi Zagor italiano 1

A implacável vingança do velho xamã contra os assassinos brancos que exterminaram o seu povo entre as chamas é entregue ao poder do Grande Espírito.
Mas a maldição que persegue os culpados daquele massacre poderia ser menos eficaz se não fosse reforçada com a contribuição do Espírito da Machadinha, decidido a fazer justiça e a impedir novas chacinas!
8,00€

MÁGICO VENTO 126
No covil de Victorio
Texto: Manfredi – Desenhos: Della Monica

História originalmente publicada em Mágico Vento italiano 126

Todos procuram Victorio, o chefe dos apaches. Ned quer se juntar a ele. Poe procura-o porque espera abrir uma via de negociação. O general Crook procura-o, não se sabe se para negociar ou para derrotá-lo. Outros bandos rebeldes o procuram. Um desses age em seu nome, sem autorização. E os motivos não são claros. Mas uma coisa é certa: o misterioso bando deixa atrás de si uma longa trilha de sangue.
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AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 97
A picada do escorpião
Texto: Giancarlo Berardi  e Lorenzo Calza – Desenhos: Enio

História originalmente publicada em Júlia italiana 97

Leo Baxter envolve a amiga Júlia numa aventura arriscada: o Wild West Contest, um rali no sul dos Estados Unidos. À dureza da competição  junta-se a dificuldade de relacionamento entre os concorrentes. Nem tudo acontece por acaso, nem mesmo um acidente fatal que lança sobre a competição a sombra do drama.
4,50€