As Leituras do Pedro: Tex Ouro #64 – A tragédia do Trem 809

As Leituras do Pedro*

Tex Ouro #64: A tragédia do Trem 809
Boselli
(argumento)
Marcello
(desenho)
Mythos Editora
Brasil, Janeiro de 2013
135 x 175 mm, 160 p., pb, brochado
R$ 16,40 /
8,00 €

Leitor regular de Tex, em parte para alimentar o fascínio que o western sempre exerceu sobre mim, aprendi a conhecer as qualidades e limitações das aventuras do ranger.

No entanto, ao longo dos anos que já levo de seu leitor poucas foram as histórias que me prenderam e me obrigaram a uma leitura num só fôlego.

Esse foi o caso de “A tragédia do Trem 809”, actualmente distribuída em Portugal, que exemplifica bem aqueles que são (talvez…) os dois factores mais importantes da escrita de Mauro Boselli enquanto argumentista de Tex e que contribuíram decisivamente para uma certa renovação que conseguiu introduzir numa série com já algumas décadas.
Mais explicações já a seguir.

Refiro-me aos argumentos consistentes, bem desenvolvidos, com diferentes ritmos ao longo das páginas em função da forma como o enredo se desenvolve, e, principalmente, à nota de originalidade que conseguiu introduzir em muitas das suas histórias, sem qualquer descaracterização da personagem (bem pelo contrário).


Neste caso, narra o descarrilamento de um comboio involuntariamente provocado por assaltantes, seguido de uma avalanche de neve que deixa uns poucos sobreviventes – entre os quais Tex, com um braço partido – à mercê dos elementos e de seres humanos que desejam a qualquer custo o cofre que se encontra no interior do comboio.

A necessidade de superação constante, o desafio permanente, as condições extremas e os perigos sucessivos fazem, por isso, desta história – em especial da sua primeira metade – um dos grandes momentos da longa saga texiana que vem a ser escrita há mais de 60 anos.

.*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.

Duplo puzzle de Tex e Zagor

Por José Carlos Francisco

Um puzzle (palavra inglesa) é um jogo onde um jogador deve resolver um problema proposto já que as peças devem ser combinadas de modo a formar uma estrutura pré-determinada. Nesse tipo de jogo, o raciocínio é bem mais importante do que a agilidade e a força física. Os puzzles são normalmente usados como passatempo.

Os puzzles são mundialmente conhecidos e fazem a diversão de todas as pessoas. É um excelente jogo de tabuleiro que estimula a memorização e desafia os participantes a só desistirem quando o jogo estiver completado, afinal não há nada mais gratificante do que ver todas as peças  juntas e a imagem do puzzle finalmente formada.

Duplo puzzle – Face 1 com Tex

A invenção deste jogo de peças chamado de puzzle foi atribuída a John Spilsbury, em 1760. Ele era um cartógrafo que um dia teve a ideia de recortar mapas que representavam diversos países do mundo e vendê-los como meio lúdico de ensinar cartografia para as crianças. Ele cortava as peças com uma serra chamada de jigsaw; foi daqui que se originou o nome puzzle jigsaw. A palavra puzzle em inglês realmente significa enigma ou quebra-cabeças, e jigsaw era o formato diferente em que as peças eram cortadas para se encaixar depois.

Os puzzles são muito utilizado e recomendados não só para as crianças, mas também para os adultos, já que desenvolve as habilidades motoras, visuais e sociais. Ou seja, o puzzle não é um mero jogo divertido, ele é uma excelente fonte para treinar as habilidades e desenvolver a mente sobretudo das crianças já que ajuda a desenvolver a capacidade de concentração delas  uma vez que exige que ela pense para poder encaixar as peças umas nas outras para que fiquem correctas e assim formem o desenho descrito na caixa. Alguns psicólogos ainda afirmam que os puzzles auxiliam no processo de amadurecimento e a resolução das questões de cunho psicológico. Tudo isso aliado à diversão do jogo.

Duplo puzzle – Face 2 com Zagor e Chico

Pois bem, tudo isto para dizer que Tex Willer também tem os seus puzzles, e hoje damos conhecimento de um duplo puzzle, de Tex e Zagor, que nunca chegou a ser posto à venda, apesar de ter sido produzido nos finais da década de 70 do século passado. Daí a extrema raridade deste item, idealizado pela Interpress Italia, com dupla face: Tex no lado 1 (com a particularidade de reproduzir a primeira capa de Tex no Brasil) e Zagor (com Chico) no lado 2 e cujas dimensões são 17,2×24,6 cm e que podem valer entre 475 e 1000 Euros no valiosíssimo mercado do coleccionismo bonelliano.

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Vídeo: “Tex e os Heróis do Oeste”, exposição em Piacenza, Itália

Por José Carlos Francisco

Águia da Noite, Zagor e Mágico Vento foram os protagonistas principais do Festival de Banda Desenhada que se realizou em Piacenza de 7  a 15 de Dezembro. O programa incluiu uma exposição de desenhos originais dos heróis bonellianos, um encontro com os renomados autores Bisi, Dotti, Frisenda, Freghieri e Genzianella para além de outras iniciativas versando o… western!

Originais de Tex expostos no altar da Basílica de Piacenza

Um facto inusitado deste primeiro Festival de Piacenza é que o mesmo decorreu numa basílica proporcionando ver-se algo muito raro como por exemplo uma imagem gigante de Tex ou mesmo páginas originais do Ranger expostas num altar. Tal ocorreu porque o evento aconteceu no espaço sagrado da igreja de S.S. Vergine del Carmelo, onde durante sete dias heróis e personagens de ficção foram os habitantes da famosa basílica italiana.

Tex, Zagor e Mágico Vento expostos na Basílica de Piacenza

Na ocasião estiveram expostas cerca de 200 peças de colecção devidamente apreciadas por imensos jovens e menos jovens com diversos mestres da banda desenhada empenhados em desenhar a sua arte colocando-a à disposição dos visitantes, assim como para responder a perguntas e falar da história da banda desenhada italiana, desde as suas origens até aos nossos dias.

Maurizio Dotti, Tex e Pasquale Frisenda

O evento reuniu numerosos fãs do sector e imensos curiosos. Entre os convidados ilustres destaque para os desenhadores Giovanni Freghieri (natural de Piacenza), Pasquale Frisenda, Nicola Genzianella, Maurizio Dotti e Paolo Bisi, todos eles entrevistados no vídeo que damos a conhecer de seguida:

Para concluir damos também a conhecer um fantástico vídeo onde durante uma noite neste evento de Piacenza, as páginas expostas ganharam vida nas notas musicais do compositor italiano Ennio Morricone e na voz de Elisa, recordando Django Libertado (Django Unchained):

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As cores originais da capa de Tex nº 639

Por José Carlos Francisco

No próximo mês de Janeiro, mais precisamente no dia 7, a Sergio Bonelli Editore irá publicar a edição número 639 de Tex, intitulada “Nei bassifondi di San Francisco” que contém a terceira parte da história “El Supremo“, escrita por Mauro Boselli e desenhada por Maurizio Dotti (que se estreou na série principal de Tex após em 1995 ter realizado as páginas a lápis da história de Tex escrita por Mauro Boselli, “Glorieta Pass”, publicada no Almanacco del West de 1998 com arte final de Alarico Gattia) e cuja capa, como todas posteriores ao número 400, é da autoria do conceituado desenhador Claudio Villa, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada da capa original pintada pelo próprio Claudio Villa tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos tem dado a conhecer nos últimos tempos as suas cores originais das capas que vai produzindo para Tex.


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Nestas capas e cores que temos dado a conhecer com alguma regularidade aos nossos leitores aqui mesmo no blogue português do Tex elas têm gerado um grande número de comentários e na esmagadora maioria dos casos é considerada pelos fãs e coleccionadores do Ranger como sendo infinitamente superior a colorização original do Maestro italiano em relação à colorização digital realizada na Sergio Bonelli Editore, mas com relação a esta capa divulgada hoje (Tex nº 639), qual a sua opinião, caro leitor?

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