Jantar/convívio do dia 15 de Fevereiro organizado pelo Clube Tex Portugal será INTERNACIONAL

Por José Carlos Francisco

Clube Tex Portugal

A direcção do Clube Tex Portugal confirma a realização no próximo dia 15 de Fevereiro, sábado, de um jantar/convívio para que os sócios do Clube recebam pessoalmente os cartões de sócio e pins de adesão ao Clube, itens devidamente autorizados pela Sergio Bonelli Editore.

O jantar/convívio NÃO será restrito aos sócios do Clube e poderá ter a participação de todo e qualquer fã e coleccionador de Tex que deseje participar, inclusive para ficar a conhecer melhor o Clube e respectivos associados, pois como sempre acontece em Portugal, todos os eventos têm as portas abertas para quem deseje participar e este primeiro jantar/convívio organizado pelo Clube não será excepção.

Convívio Texiano na Bairrada no dia 6 de Janeiro de 2007

O jantar/convívio ocorrerá pelas 20 horas, no Cacém, mais precisamente no Restaurante  Regiões, um espaço amplo e agradável com música ao vivo, situado no Alto da Bela Vista, Pav. 2 – Estrada Paços de Arcos • Cacém e teremos à disposição um menu especial onde cada um escolhe (entre as oito ementas à disposição) o que quer ao momento e que terá um custo de 19.50 € p/pessoa (crianças com idades entre os 5 e os 10 anos pagarão 10.00 €) com comida à descrição e oferta de um bolo texiano e espumante (o bolo está garantido se contarmos com 20 adesões e para o espumante ser gratuito é necessário a presença de 30 pessoas).

Convívio Texiano de Dezembro de 2012: Em pé – José Cristóvão, Carlos Moreira, António Guerreiro, Dorival Vitor Lopes, José Carlos Francisco, Orlando Silva e José Eduardo Monteiro. Agachados – Rui Cunha, Victor Franco, Pedro Pereira, João Amaral e Pedro Bouça

Como Entradas teremos à disposição: Pão, Manteiga, Azeitonas, Queijinhos artesanais (Niza e Borba), Enchidos Regionais (Paiola, Presunto, Farinheira). No quesito Peixe pode-se optar entre Arroz de Marisco, Bacalhau à Lagareiro, Açorda de Marisco e Bacalhau Andaluza. Já quem optar por Carne pode escolher entre Lombinhos c/ Ananás, Picanha, Bifinhos c/ Gambas e Lombinhos no Carvão. Para Sobremesa teremos à disposição Arroz Doce, Salada de Frutas, Pudim de Ovos, Bolo de Bolacha, Bolo Brigadeiro, Semi-Frio Morango, etc., para além do tradicional Café. No que diz respeito a Bebidas (2 Bebidas por Pessoa): Sangria, Vinho da Casa Branco ou Tinto, Águas, Refrigerantes e Cerveja, tudo isto então pela módica quantia fixa de 19.50 € p/pessoa.

Convívio Texiano em Braga – Abril de 2004

O jantar/convívio do Cacém terá a particularidade de ser INTERNACIONAL, já que a nossa Excelentíssima Sócia Honorária Fernanda Martins virá propositadamente da Holanda para prestigiar o convívio português, atravessando meia Europa, num total de cerca de 4.000 km, somente para receber pessoalmente o seu cartão de Sócia e poder conviver com os Sócios portugueses que se deslocarão até ao Cacém, num gesto que muito sensibiliza a Direcção do Clube Tex Portugal e que por isso mesmo merece este especial destaque e esperamos que este nobre exemplo estimule alguns Sócios que ainda estão indecisos em participar devido à distância que terão que enfrentar das suas residências até ao Cacém.

Texianos portugueses e familiares presentes no Convívio de Lisboa realizado em 11 de Novembro de 2011 com a presença do editor Dorival

Estão então já confirmados para o próximo convívio Texiano:
– José Carlos Francisco, esposa e 2 filhas
– Mário João Marques, esposa e 2 filhos
– Carlos Moreira, esposa e 1 filho
– Orlando Santos Silva e esposa
– Hernâni Portovedo
– Ricardo Leite (o Tex português)
– Jorge Carvalho
– José Manuel Cristóvão
– Fernanda Martins
– José Eduardo Monteiro (“somente” para o café e convívio pós-jantar)

Convívio Texiano (e Zagoriano) na Bairrada – 1 de Maio de 2007

Certamente teremos mais adesões uma vez que alguns pards somente confirmarão a sua presença no jantar/convívio do Cacém durante esta primeira semana de Fevereiro. Entretanto a Direcção do Clube pede aos sócios (e não sócios) que desejem participar no jantar/convívio do dia 15 de Fevereiro que confirmem a sua presença impreterivelmente até ao dia 7 de Fevereiro, para o e-mail josebenfica@hotmail.com ou em alternativa aqui mesmo no blogue português do Tex na forma de comentário a este post, recordando uma vez mais que os sócios podem ser acompanhados por familiares e amigos que desejem participar também de mais este convívio Texiano.

Fabio Civitelli rodeado por fãs e coleccionadores de Tex durante a Tertúlia Texiana de Viseu – 2011

Para além da entrega do cartão de sócio (e respectivo pin do Clube) a cada associado presente, o jantar servirá principalmente para fomentar e fortalecer o convívio texiano e também para se debater sobre as principais iniciativas do Clube Tex Portugal para 2014, com especial incidência num evento a realizar, provavelmente na Bairrada, em Maio ou Junho e que contará com a presença de (pelo menos) um renomado autor italiano de Tex e que incluirá também uma exposição dedicada ao Ranger.

Convívio Texiano na Bairrada – 5 de Dezembro de 2009: Em cima – Carlos Gonçalves, José Eduardo, Humberto, Carlos Santos, Pedro Bouça, José Carlos, Álvaro e Orlando. Em baixo – Carlos Moreira, Fernanda Martins, Mário Marques e Hernâni

Outra grande iniciativa do Clube Tex Portugal que arrancará este ano será a revista do Clube, revista essa também autorizada pela Sergio Bonelli Editore e que será feita, exclusivamente, por sócios do Clube e será igualmente para sócios já que a revista será somente distribuída aos sócios (cada sócio terá direito a um exemplar gratuito, podendo comprar apenas um segundo exemplar), inclusive a capa (inédita e exclusiva) será realizada pelo Sócio Honorário e padrinho do Clube, Andrea Venturi.

Aos sócios que não possam comparecer ao jantar/convívio do Cacém, serão enviados pelo correio o respectivo cartão de sócio e o pin de admissão no Clube.

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Portugal – Edições da Mythos Editora à venda em Fevereiro

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela VASP – Distribuidora de Publicações Lda, para o mês de FEVEREIRO de 2014:

TEX 493
O Homem de Baltimore
Texto: Tito Faraci – Desenhos: Giovanni Bruzzo

História originalmente publicada em Tex italiano 591

Tex e seu filho Kit encontram uma estranha personagem; um homem chamado William Hodson, ou melhor, Lorde William Hodson. Morador de Baltimore, ele viaja pelo mundo em busca de aventuras para narrar em seus livros. Assim ele chega ao Oeste e é salvo por Tex e Kit de um ataque de índios. Claro que Hodson não vai deixar escapar a chance de conhecer as heróicas aventuras de Tex, mas este não quer ter um “almofadinha” nos calcanhares. A situação complica-se quando entram em cena um bando de bandidos sanguinários e um xerife com um passado a resgatar…
2,90€

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TEX COLEÇÃO 285
Cão Amarelo

Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Giovanni Ticci

História originalmente publicada em Tex italiano 233

Encorajado por três traficantes de armas – Big Cisco, Jim Donner e Bill Grant – Cão Amarelo lança os seus guerreiros utes contra as pacíficas populações navajos.
O chefe índio também prometeu a seus sinistros aliados brancos nada mais nada menos do que o escalpe de Águia da Noite. Uma promessa que o obrigará a suar sangue para cumprir.
2,90€
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TEX OURO 65
Escolta Armada

Texto: Claudio Nizzi – Desenhos: Fernando Fusco

História originalmente publicada em Tex italiano 447 e 448

O Coronel Olivera, velho bandido conhecido de Tex, escapa da prisão de Chihuahua e em seguida apossa-se de uma grande quantidade de diamantes. Para garantir o sucesso de sua evasão para os Estados Unidos ele resolve sequestrar o filho de uma amiga de Tex e chantagiar o ranger para que este proteja a sua fuga. Porém, as pedras preciosas são um chamariz muito forte e diversos bandoleiros também desejam os diamantes, inclusive o desonesto director da prisão, Cardoso.
9,50€

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ALMANAQUE TEX 45
Bandidos e Heróis
Texto: Mauro Boselli – Desenhos: Carlos Gomez

História originalmente publicada em Almanacco del West 2013

Entre as áridas e desoladas montanhas da divisa do Arizona com o Novo México está o sonolento povoado de Clifton, uma pobre comunidade que sobrevive graças a uma mina de cobre. Não é uma grande riqueza, mas os homens da quadrilha Johnson, fugindo de Tex e seus parceiros, não podem se dar ao luxo de escolher. Só que nas mesmas montanhas também se esconde um bando de cruéis apaches rebeldes. O inevitável encontro de todos os grupos em Clifton vai trazer à tona o que cada personagem tem de pior e de melhor, transformando bandidos em heróis. E mais: matéria sobre os autores dessa história e a forma inusitada como ela foi criada.
4,00€

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TEX EDIÇÃO HISTÓRICA 84
A Noite dos Assassinos
Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Giovanni Ticci

História originalmente publicada em Tex italiano 166 a 168

Numa cena de dar um nó no estômago de muito texiano de carteirinha, Tex e seus parceiros chegam a uma aldeia dakota e vêem centenas de índios esqueléticos, em estado lastimável causado pela fome, pela ausência dos suprimentos prometidos pelo governo, desviados pelo ganancioso agente indígena para provocar de forma deliberada a morte de toda a tribo. Esse é só o ponto de partida de uma das mais memoráveis aventuras de Tex Willer, não só na opinião dos leitores como na do próprio criador, Gianluigi Bonelli, que a considerava como uma das dez histórias texianas que ele levaria para uma ilha deserta.
9,00€

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ZAGOR 146
Asas Negras da Noite
Texto: Jacopo Rauch – Desenhos: Raffaele Della Monica

História originalmente publicada em Zagor italiano 525

Zagor e Chico voltam à América, pelo porto de Nova Orleans, onde se juntam ao jovem capitão Alec Wallace e à sua tripulação para caçar o esquivo contrabandista Le Loup. A bordo da fragata inglesa, os nossos amigos partem para os pântanos da costa, à procura do covil do contrabandista e do seu exército de mercenários. Mas sobre eles paira a impalpável presença da condessa Ylenia Varga e de seus vampiros!
4,00€

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ZAGOR EXTRA 110
Na Rota do Panamá
Texto: Paolucci/Perniola – Desenhos: Mangiantini

História originalmente publicada em Zagor italiano 559

O epílogo do drama nos pântanos da Louisiana define o destino de muitas personagens: para a baronesa Moreau, Alphonse de Marigny, Marmais Varant, Badeaux, o coronel Lawren, o major Ellis, chega o momento do acerto de contas. Mas um destino fica em suspenso: o de Zagor que, após deixar Nova Orleans, embarca com Chico em um navio com destino ao Panamá, para continuar a perseguição a Dexter Green, o amigo que o traiu.
4,00€

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MÁGICO VENTO 131
Memórias do Tempo Perdido
Texto: Manfredi – Desenhos: Carlo Marcello, Giuseppe Matteoni, Fabio Pezzi e Stefano Biglia

História originalmente publicada em Mágico Vento italiano 131

Foi mesmo dito tudo sobre as aventuras de Ned e Poe? Não sobrou algum detalhe obscuro? São as perguntas que faz um jornalista de Chicago que vai visitar Poe, que agora vive em total isolamento. O histórico companheiro de aventuras do xamã branco acaba contando três histórias inéditas. Uma parece totalmente inventada, outra fala apenas dele e Ned não aparece, a última é realmente a última, porque Poe conta o que aconteceu ao amigo e à sua parceira, Estrella, depois da conclusão da missão de Mágico Vento. Eles realmente viveram felizes para sempre ou o destino os arrastou a novas aventuras?
10,00€

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AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 102
O Voo do Terror
Texto: Giancarlo Berardi  e M. Mantero– Desenhos: Steve Boraley

História originalmente publicada em Júlia italiana 102

O Garden Zero-Nove é um gigantesco avião 747 que viaja para as Ilhas Seychelles. Entre os trezentos passageiros está Júlia, que pretende gozar umas férias nas ilhas, junto à sua irmã Norma. A bordo também estão dois jovens animadores turísticos, um casal de idosos, um actor de cinema e sua noiva… Todos eles passam horas sob a ameaça das armas de um homicida que tenta escapar da justiça e de uma hospedeira desesperada, disposta a tudo para salvar o seu namorado da cadeira eléctrica, condenado sob a acusação de homicídio.
4,50€

TEX e BELLA & BRONCO ESTÃO NA REVISTA Mundo dos Super-Heróis #51

Por Ezequiel Guimarães

Já está nas bancas brasileiras a mais recente edição da Mundo dos Super-Heróis. As action-figures de vários heróis do Velho Oeste que fazem sucesso entre coleccionadores, estão na edição, e como não poderia deixar de ser, o monumental ranger TEX WILLER se faz presente.
Tudo isso na matéria Rápidos no gatilho.


Na secção Mundo Bonelli deste mês, temos uma série normalmente relegada ao limbo por muitos bonellianos, mas que é uma série fantástica: Bella & Bronco. Infelizmente de vida curta.

A Mythos Editora poderia estudar uma republicação desse série no Brasil. Ela é de altíssimo nível, e seria interessante pois o grande ponto de marketing seria que finalmente ela seria publicada na íntegra (o que pela Globo não foi – apenas a metade dos 16 volumes foram publicados).

Se não fosse em série própria, já que estamos numa época de reedições em “Superalmanaques Tex”, que tal no número 2 ter no final Bella & Bronco? (E nos demais também?).

Outras matérias que constam na revista são:

A volta do Policial do Futuro
Os bastidores do novo filme do RoboCop, incluindo uma entrevista exclusiva com o director José Padilha e outra com o actor Michael Keaton. Além disso, a edição vem com um dossier completo sobre os filmes anteriores, quadradinhos, animações de TV e séries que compõe a mitologia do Policial do Futuro.

HeróisBR
Dentre as poucas publicações de BDs do género terror, dois novos lançamentos se destacam: São Paulo dos Mortos e Calafrio.

Recebemos
Resenha de BDs.

Entrevista com Geoff Johns
Um dos responsáveis pelos rumos do universo DC fala sobre os seus trabalhos, a revitalização de personagens como o Lanterna Verde e Flash, além de guiões para a TV.

Sucesso mundial
Como é o trabalho dia a dia dos banda desenhistas brasileiros na Marvel, DC e em outras editoras.

Homem-Aranha vs. Duende Verde
Uma selecção das batalhas mais marcantes entre as duas personagens.

Grandes Sagas do universo DC
Os bastidores da Conspiração Janus, Invasão e Armageddon 2001.

Universo Marvel/DC
O pesquisador Roberto Guedes fala da expansão dos quadradinhos da DC pela compra de personagens de outras companhias.

Mundo Fantástico
O jornalista Maurício Muniz comenta a série inglesa Jack Staff, inspirada em personagens e profissionais das BDs, como Capitão América e Neil Gaiman.

Linha do tempo: Asa Noturna
O caminho que Dick Grayson percorreu ao deixar de ser o eterno parceiro do Batman e se tornar um importante herói do universo DC.

Viúva Negra
10 curiosidades sobre a mais sensual espiã da Marvel.

Peneira POP
A tradição esquecida da secção de cartas dos leitores nas BDs actuais; dicas de eventos nerds; a linda cosplayer Jenifer Ann como Psylocke; vídeos curiosos de policiais do futuro como o Juiz Dredd e RoboCop em situações curiosas.

Etc. & Tal
Um artigo do jornalista Jota Silvestre sobre como a Warner, proprietária da DC, está tentando acelerar a produção dos seus filmes de super-heróis.

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Entrevista com o fã e coleccionador: Felipe Alves

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Felipe Alves: Bom, vamos lá. Nasci em Março de 1995, na cidade brasileira de São Paulo, que é onde resido actualmente. Este ano formei-me no segundo grau e concluí o curso técnico de Mecatrônica, sendo que para o ano que vem pretendo arrumar um trabalho e continuar estudando.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Felipe Alves: Recordo-me que com 8 anos de idade já me interessavam os quadradinhos. Comecei com Turma da Mônica, depois vieram Disney e os heróis da Marvel e DC Comics. Até hoje fico admirado comigo mesmo sobre como pude desenvolver esse gosto intenso pela leitura de quadradinhos, quando o que se espera de uma criança do século XXI é uma adoração desmedida pelos aparatos tecnológicos, mas no meu caso essa tendência não foi confirmada. Nunca fui um grande fã de videogames, mas sempre apreciei uma boa história.

Quando descobriu Tex?
Felipe Alves: Lembro-me como se tivesse sido ontem! Era Dezembro de 2006, um belo dia em que, acompanhando minha mãe numa dessas lojas que vendem de tudo, o meu olhar caiu numa prateleira que continha diversas revistas de culinária, corte e costura, actualidades, etc, e no meio delas avistei um punhado do que me pareciam revistinhas de alguma personagem de faroeste, um tal de “Tex”. Os livros estavam lacrados em sacos plásticos, impossibilitando que os folheasse, mas a espessura dos volumes, a beleza das capas e sobretudo o preço atractivo (estavam em promoção) fizeram-me comprar um para ver se gostava. Era o Tex Coleção 224, “O Laço Negro”. Chegando em casa, fui abrir o pacote e começar a devorar a nova revista, quando tive uma desilusão: os desenhos eram em preto e branco! Isso fez meu ânimo arrefecer, afinal, até então só havia tido contacto com quadradinhos coloridos. Ao começar a ler, outra surpresa desagradável, a história era uma continuação do número anterior. Mas apesar destes inconvenientes, comecei bravamente a leitura, e devo confessar que o realismo dos belos desenhos de Letteri e o roteiro incrivelmente cinematográfico causaram uma impressão inteiramente nova para mim: parecia estar assistindo um filme de papel! No dia seguinte, não dei outra. Retornei à loja e comprei mais revistas daquele Tex, que antes mesmo de ter acabado de ler as primeiras vinte páginas,  já havia me cativado. Foi assim que tudo começou.

Porquê esta paixão por Tex?
Felipe Alves: É difícil explicar em palavras, mas Tex representou para mim desde o primeiro momento a imagem de um sujeito acima de tudo humano, cujo único super poder era o talento com os revólveres, mas que possuía um carácter descomunal, um senso de justiça inabalável, uma autoconfiança de fazer inveja e um carisma impossível de resistir. Por que a paixão por Tex? Talvez por Tex ser o que é, pela qualidade enorme de suas histórias, pelo talento gigantesco dos artistas que o produzem, enfim, pela áurea mágica que envolve o universo texiano.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Felipe Alves: Como citei acima, Tex é um herói de carne e osso, não tem as cuecas por cima das calças e nem está sujeito a situações insólitas como precisar esconder a sua identidade, se valer de poderes extra humanos para vencer os seus adversários ou recorrer a atitudes polémicas para manter a popularidade. Não, Tex não precisa de nada disso. O Tex de 1948 é o mesmo Tex de hoje, salvo algumas mudanças de estilo inevitáveis após tantas décadas. Tex conta apenas com seus punhos e suas armas para enfrentar seus inimigos, eventualmente dá demonstrações de uma intuição e uma sagacidade extraordinárias, mas nada que fuja das suas limitações humanas, e sempre foi assim. Tex é uma personagem com o qual o leitor se identifica, por vezes copia a maneira de agir, mas acima de tudo é uma personagem que poderia muito bem ter existido de facto. E quem de nós não gostaria que nos dias de hoje houvesse um Tex circulando por aí, dando uns merecidos tabefes em patifes da pior espécie, ou combatendo o crime que assola a nossa sociedade?

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Felipe Alves: De Tex apenas, possuo cerca de 500 revistas. Somando Tex, Zagor e demais personagens Bonelli que também colecciono, o montante vai para pouco mais de 700 livros. Como é uma colecção “jovem”, ainda espero que este número dobre e triplique nos próximos anos. Quanto à importância individual, destaco que se tratando de uma colecção, todos os volumes possuem igual importância, mas o Tex Especial Civitelli (com a moldura dourada) e o Tex Gigante 27 têm para mim um valor especial, por terem sido autografados pelo grande desenhador durante a sua vinda ao Brasil em 2010 e em 2012. O Tex em Cores 1 e o póster de divulgação da série colorida também são exemplos de itens de grande valor pessoal por terem sido presenteados por amigos do fórum TexBR.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Felipe Alves: Oficialmente, colecciono tudo que se relacione a Tex, mas no Brasil não há comercialização de nada fora revistas e livros, então fora isso os únicos itens que tenho por aqui são pósteres e desenhos com dedicatória, além do DVD Tex e o Senhor dos Abismos.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Felipe Alves: São muitos… mas creio que realmente gostaria de ter a Collezione Storica a Colori completa. Já que a sua publicação por aqui anda a passos lentos e inseguros pelas mãos da editora Mythos, um dia ainda tenho o sonho de importá-la da Itália. O que com certeza faltará é o espaço para guardar aqueles livros enormes (…risos…).

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Felipe Alves: Creio que não existe uma história favorita, mas sim uma lista não tão pequena de aventuras memoráveis. Só para citar algumas: O Passado de Kit Carson, A Grande Intriga, Rumo ao Forte Apache, Patagônia,  Os Fanáticos do Tigre Negro, Caçada Humana, El Muerto, Missão em Great Falls, Os Sete Assassinos, A Grande Invasão, O Bairro Chinês, Chamas de Guerra, Terra Prometida,  O Presságio, Sequestro Nas Colinas do Vento, Flechas Pretas Assassinas. Épicos incontestáveis. Quanto ao desenhador favorito, bem, há algum tempo atrás, para mim Villa e Civitelli estavam um degrau acima de todos os demais, e Ticci era o melhor da velha guarda. Mas actualmente, com essa nova geração de artistas talentosíssimos, meus novos favoritos são Piccinelli, Frisenda, Venturi, Ginosatis e os irmãos Cestaro. O argumentista é Mauro Boselli.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Felipe Alves: O que me agrada mais: a psicologia da personagem, que foi admiravelmente bem construída por G.L.Bonelli, fazendo com que Tex se tornasse não só um herói como uma referência de conduta. Confesso que, não poucas  vezes em minha vida, me vi perguntando para mim mesmo em uma situação complicada: o que Tex faria em meu lugar? Também gosto do carácter didáctico de muitas histórias. Posso afirmar inclusive que aprendi mais sobre a história e a geografia da América do Norte lendo Tex do que na escola (…risos…).
O que me agrada menos: o autoritarismo de Tex para com seus parceiros, em alguns momentos. Tudo bem que seu génio é forte, mas em determinadas situações forma-se a impressão (soberbamente ironizada por Carson) de que Tex é um chefe e seus amigos, subordinados.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Felipe Alves: Para mim Tex é um ícone justamente devido à questão que já citei anteriormente, de o leitor se identificar com o herói. A forma de Tex resolver os problemas sem precisar de nenhum tipo de poder extraordinário torna-o credível e coloca-o na mesma realidade que o seu fã. Isso, aliado aos princípios morais defendidos pela personagem, tão em falta hoje em dia, torna Tex um modelo magnífico de pessoa, um exemplo a ser seguido, um homem que sempre sabe o que é certo e o que é errado, que é forte quando é preciso ser, generoso com os amigos e implacável com os adversários, defensor absoluto da justiça, justiça essa que faz acontecer nem que para isso precise destruir uma cidade inteira de bandidos ou enfrentar um exército sozinho. E é claro, com certeza o grande nível de suas histórias e o talento de seus artistas também contribuíram para esses mais de sessenta anos de sucesso.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Felipe Alves: Embora já tenha me encontrado anteriormente com outros coleccionadores em eventos como o FestComix, não é algo habitual. Porém, a Internet é um mar de oportunidades de relacionamento, e o meu contacto com outros fãs ocorre frequentemente através do fantástico fórum TexBr, do qual tenho a felicidade de participar há 4 anos.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Felipe Alves: Temos que ser realistas. Não posso negar que todas as evidências apontam para o fim da publicação da personagem italiana, pelo menos no Brasil, dentro de poucas décadas. O número de leitores cai mês após mês, os veteranos morrem em proporção maior do que novos fãs são arregimentados, e ainda há a ameaça digital, que promete transformar a venda de livros impressos em arquivos virtuais. Bem, esse é o lado negro, mas temos que ressaltar também o lado positivo. Tex tem um público extremamente fiel, já superou crises financeiras de toda espécie e continua ininterruptamente firme e forte nas bancas, e eu mesmo sou um exemplo (embora que raro) de que muitos jovens ainda podem se interessar pelo bom e velho Tex. O que falta muitas vezes é acesso às revistas. De que maneira isto pode ser resolvido? Divulgação. Aí já entra em cena a parte editorial, mas retornando à questão, apesar dos obstáculos, pelo menos para mim Tex tem potencial de sobra para durar pelo menos mais 60 anos.

Prezado pard Felipe Alves, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Jack Tigre na arte única de AMoreira

O blogue do Tex apresenta hoje duas fantásticas ilustrações de Jack Tigre da autoria de Antonio Carlos Moreira, mais conhecido por AMoreira, em mais duas belas e particulares artes deste talentoso artista brasileiro.

Jack Tigre não participa de todas as aventuras de Tex. O Ranger passa muito do seu tempo fora da reserva Navajo viajando. Então, quem cuida da Aldeia  e a protege dos indesejáveis? Só pode ser Jack Tigre que na primeira das duas ilustrações se encontra num desfiladeiro próximo à Aldeia Central da Reserva Indígena dos Navajos, no Arizona, Estados Unidos da América.

Um furtivo e vigilante Jack Tigre na arte de AMoreira

Na segunda ilustração do talentoso artista gráfico AMoreira vemos um altivo Jack Tigre tomando conta da aldeia enquanto Tex se encontra ausente na companhia de Kit Carson e do seu filho Kit Willer.

Um altivo e vigilante Jack Tigre na arte de AMoreira

Natural da cidade brasileira de Niterói, no Rio de Janeiro e nascido no dia 18 de Setembro do longínquo ano de 1949, AMoreira teve como primeira formação profissional, desenhador arquitectónico, e paralelamente a isso, fez o curso de “Desenho Artístico e Publicitário” na Escola Pan-americana de Arte, tentando fazer carreira como ilustrador.

AMoreira

Como essa carreira não foi avante, formou-se em Ciências Contábeis, com Pós-Graduação em Engenharia Financeira, e hoje em vez de ser um desenhador profissional, trabalha na área da contabilidade, mas para nosso gáudio, não deixa de nos brindar com a sua arte, sempre que possível, como já por várias vezes mostramos aqui no blogue do Tex, mas para conhecer melhor o autor de tão inusitada arte do Ranger, leia a entrevista que AMoreira concedeu em exclusivo, ao nosso blogue.

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