Davide Bonelli e as mais altas individualidades da Sergio Bonelli Editore recebem (orgulhosamente) os cartões de Sócios Honorários do Clube Tex Portugal

Por José Carlos Francisco (texto), Gianni Petino (fotografias) e G. G. Carsan (tratamento de imagens)

Davide Bonelli, Director Geral da Sergio Bonelli Editore recebe, de pin ao peito, das mãos de Gianni Petino o cartão de Sócio Honorário nº 3 do Clube Tex Portugal

A manhã do dia 6 de Fevereiro de 2014 foi um marco histórico na, ainda curta, vida do Clube Tex Portugal devido ao facto de Davide Bonelli, Director Geral e responsável máximo da Sergio Bonelli Editore, cargo em que sucedeu ao seu querido e saudoso pai, Sergio Bonelli, depois do falecimento do mítico editor e argumentista italiano em 26 de Setembro de 2011, ter recebido e com o orgulho visível nas fotos que ilustram este texto, o cartão de Sócio Honorário nº 3 do Clube Tex Portugal, assim como o pin alusivo ao Clube, das mãos do também Sócio Honorário Gianni Petino em representação da Direcção do Clube Português.

Mauro Boselli, Davide Bonelli e Mauro Marcheselli, as principais personalidades da Sergio Bonelli Editore ladeando orgulhosamente Gianni Petino aquando da cerimónia da entrega do cartão de Sócia Honorária à prestigiada Instituição de Milão

Davide Bonelli que desde o primeiro momento apoiou a criação do Clube Tex Portugal, autorizando inclusive o uso da marca e da imagem de Tex Willer por parte do Clube, inclusive na revista que o Clube começará a publicar ainda este ano, fez questão de deixar o seu trabalho na redacção para receber pessoalmente Gianni Petino, nobre representante do Clube e deixar-se fotografar no momento em que orgulhosamente recebeu o seu cartão de Sócio Honorário, colocando também de imediato ao peito o pin oficial alusivo ao Clube Tex Portugal, fazendo questão de se fotografar também com este item exclusivo dos sócios do Clube português.

Mauro Boselli, Davide Bonelli e Mauro Marcheselli, a cúpula da Sergio Bonelli Editore prestigiando o Clube Tex Portugal

Mas para além de Davide Bonelli, também a Instituição Sergio Bonelli Editore é Sócia Honorária do Clube Tex Portugal, mais precisamente ostentando o ambicionado nº 1, por tudo que representa para os fãs de Tex e demais personagens da Editora espalhados pelo mundo, mas sobretudo por toda a disponibilidade, colaboração e carinho dispensados ao longo de mais de uma década, inclusive por Sergio Bonelli (o principal artificie da passagem da banda desenhada como simples instrumento de entretenimento popular a produto de dignidade cultural, criando, ao longo da sua carreira de cinquenta anos, uma das mais importantes editoras de banda desenhada no contexto italiano e mesmo mundial) aos fãs e coleccionadores portugueses colaborando inclusive na participação de diversos eventos em solo português, a maioria dos quais com a nobre participação de prestigiados autores, como foram os casos de Fabio Civitelli (por 5 vezes), Marco Bianchini, Ivo Milazzo e Andrea Venturi.

Mauro Boselli, Davide Bonelli e Mauro Marcheselli na redacção da Sergio Bonelli Editore

E também como prova da importância deste nosso reconhecimento a Sergio Bonelli Editore, fez-se representar no acto oficial da entrega do cartão de Sócia Honorária pelos seus mais altos responsáveis, Davide Bonelli, Director Geral, Mauro Marcheselli, Director Editorial e Mauro Boselli, Editor de Tex, gesto que muito sensibilizou toda a Direcção do Clube Tex Portugal e seguramente todos os associados do Clube, em especial o nosso consócio Gianni Petino, já que a Cúpula da editora milanesa fez também questão de não somente abandonar o seu atarefadíssimo trabalho, mas sobretudo registar o momento para a posteridade através de várias fotos que damos também a conhecer.

Davide Bonelli, de pin do Clube Tex Portugal ao peito e Moreno Burattini, editor de Zagor

Também Moreno Burattini, Editor de Zagor e um dos mais altos responsáveis do sucesso dos fumetti, para além de Grande Amigo Pessoal, fez questão de se associar ao momento, conversando com Gianni Petino e deixando-se fotografar com o seu Director Davide Bonelli, que como a foto comprova, continuava a ostentar orgulhosamente no peito o pin oficial do Clube Tex Portugal.

Por fim, Gianni Petino, consócio que muito agradecemos pela forma prestigiada como representou o Clube Tex Portugal e todos os seus sócios, ainda teve tempo para dar um grande abraço em meu nome pessoal a Roberto Paravano, o fiel guardião dos tesouros texianos da “casa editrice” e um grande e especial AMIGO (Sergio Bonelli sempre me dizia que o Roberto era o meu maior Amigo na editora milanesa, já que era, e continua a ser, através dele que recebo tudo de Tex que vem sendo publicado na Itália).

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Póster Tex Nuova Ristampa 225

Póster Tex Nuova Ristampa 225

Nesta macabra ilustração de Claudio Villa vemos um assustado Kit Carson, na companhia de Tex Willer, dando um salto para trás ao ver inesperadamente uma horrível caveira que parecia estar sorrindo para o velho pard, em pleno deserto na entrada de uma garganta que se abria entre as rochas quando procuravam o professor Doberado, um arqueólogo perdido durante uma expedição no deserto da Baixa Califórnia, México, em busca do “navio perdido do deserto”.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “La nave perduta”, de C. Nizzi e C. Villa (Tex italiano #328 a #330).
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Texto de José Carlos Francisco

As Leituras do Pedro: J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga #102 – O voo do terror

As Leituras do Pedro*

J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga #102 – O voo do terror
Giancarlo Berardi e Maurizio Mantero
(argumento)
Steve Boraley
(desenho)
Mythos Editora
(Brasil, Maio de 2013)
135 x 180 mm, 132 p., pb, capa mole, mensal
R$ 9,90 / 4,50 €

Pode o acessório parecer (ilusoriamente) principal e o que parece secundário corresponder à verdadeira essência de uma narrativa?

Berardi e Mantero respondem afirmativamente – e demonstram-no! – em O voo do terror, neste momento em bancas portuguesas, mais um relato que justifica porque razão esta é uma revista que se deve seguir mensalmente.
Confusos? Vou tentar explicar já a seguir.

O que (aparentemente) é essencial nesta história, é o voo que levará Julia até às Seicheles para passar uns dias com a irmã Norma, durante o qual intervém um pirata do ar com a intenção de conseguir a repetição do julgamento de um (presumível) inocente condenado por homicídio – e uma outra (e surpreendente) ocorrência, que deixo aos leitores descobrirem.

Em torno desta história central, desenrolam-se (pedaços de) outras histórias – aparentemente secundárias, mas que na realidade são o âmago de mais uma reflexão de Berardi, aqui em parceria com Mantero – sobre o ser humano e a sociedade em que ele (sobre)vive.

Como as constantes hesitações, temores e recuos entre Julia e o tenente Webb; um casal com muitos anos de vida – e de recriminações – em conjunto, que (re)encontra numa situação extrema o que mantém a sua ligação; a estrela televisiva em decadência que procura no mediatismo fácil a alavanca para voltar à ribalta; a dedicação de alguém – que será invulgar protagonista e a chave que soluciona a situação – por um amigo, afectado por uma doença degenerativa, num triste retrato de algo que todos  (mesmo inconscientemente) tememos.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.

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Vídeo: Grande entrevista com Fabio Civitelli no decorrer do Festival de Banda Desenhada de Helsínquia (Finlândia)

Por José Carlos Francisco

Um dos maiores artistas de Tex Willer, Fabio Civitelli, esteve presente no Festival de Banda Desenhada de Helsínquia, nos dias 7 e 8 de Setembro de 2013, evento esse que é o maior festival de banda desenhada da Finlândia, tendo nesta última edição recebido 28.000 visitantes, um novo recorde.

Fabio Civitelli entrevistado durante o Festival de Banda Desenhada de Helsínquia, na Finlândia

Civitelli foi convidado pelo editor Jouko Ruokosenmäki, da editora Egmont Kustannus, que publica Tex na Finlândia, tendo sido entrevistado longamente pelo antigo editor do Tex finlandês, Asko Alanen.

Vídeo-entrevista essa que damos hoje a conhecer no blogue do Tex e onde Fabio Civitelli mostrou-se à vontade com os fãs e contou tudo sobre a sua carreira e Tex, carreira essa que ele iniciou na editora Sergio Bonelli, no início dos anos 80, com o objectivo de desenhar Mister No, mas logo ele foi convidado a trabalhar com Tex. O género western era algo novo para Civitelli, e ele confessou que no início copiava o estilo de Giovanni Ticci, especialmente no desenho dos cavalos. Com Fernando Fusco ele estudou como desenhar armas, casas, etc. Pouco tempo depois Civitelli descobriu o seu próprio estilo de desenhar Tex.

Fabio Civitelli (e Asko Alanen) falando do seu Texone

O Mestre aretino também disse que desenhar Tex é muito difícil pois só podem ser usadas duas cores: preto e branco. O problema é criar tonalidades de cinza. Civitelli estudou isso muito e desenvolveu o seu estilo único em como criar tonalidades de cinza: ele usa pequenos pontos para fazer esse efeito. E não, ele não cria esse pontilhado com o computador. Ele faz todos os pontos com caneta e pincel! Essa técnica foi muito importante para Civitelli quando estava realizando o seu “Texone” La cavalcata del morto. Esse álbum foi premiado no festival de Banda Desenhada de Lucca, na Itália, como a melhor arte em Banda Desenhada em 2012.

Fabio Civitelli desenhando para os seus fãs finlandeses

Civitelli disse ainda nesta longa, mas muito interessante, entrevista que durante os primeiros 25 anos,trabalhou quase que sem excepções com Claudio Nizzi, que conhecia muito bem as qualidades e fraquezas de Civitelli. Por exemplo, no começo ele tinha dificuldades em desenhar desertos e poeira. Por causa disso, Nizzi colocava a maioria das suas histórias nas cidades. “Hoje em dia…“, disse Civitelli, “…eu não tenho problema algum com desertos e poeira.“.

Actualmente Civitelli está trabalhando com Mauro Boselli. A próxima história que estarão criando será uma nova história de Yama, o filho de Mefisto. Asko Alanen tentou perguntar que tipo de história seria. Civitelli respondeu [sorrindo] “Não me pergunte. Pergunte a Boselli. Ele é que está escrevendo a história!”. Entretanto, disse Civitelli, Boselli não gosta que Yama tenha sido retratado como um “filhinho da mamãe” no último episódio de Mefisto. Ele vai mudar isso. Yama será muito, muito maléfico de novo, mas melhor do que ler estas palavras é assistir ao vídeo com os mais de 50 minutos da entrevista realizada em Helsínquia com Fabio Civitelli:

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