Discurso de inauguração da 1ª Mostra do Clube Tex Portugal, Anadia, 15 de Agosto de 2014

1º Mostra do Clube Tex Portugal, no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia

Anadia, 15 de Agosto de 2014

Exmo.  Senhor Vice-Presidente da Câmara Municipal de Anadia – Engenheiro Jorge Sampaio;
Caríssimo Maestro Pasquale Del Vecchio;
Minhas senhoras e meus senhores;
Caros Texianos;

Muito boa tarde a todos!

O evento que hoje aqui nos reúne constitui para o Clube Tex Portugal um marco importantíssimo da sua ainda curta história e é com grande alegria que inauguramos hoje esta Mostra que proporciona a presença, em Portugal, do consagrado desenhador italiano, Pasquale Del Vecchio.

Mas antes de mais, sejam bem-vindos a esta bonita e hospitaleira terra, que é Anadia;

Bonita, porque dispõe de um riquíssimo património natural e arquitectónico, de uma paisagem deslumbrante, de um óptimo clima, de um ambiente saudável e de uma excelente qualidade de vida;

Hospitaleira, porque é uma terra que sabe receber, quem a escolhe para viver, para trabalhar, ou para a visitar.

O Clube Tex Portugal agradece ao Senhor Vice-Presidente da Câmara, pela sua presença no Museu do Vinho Bairrada e por vir pessoalmente inaugurar a nossa 1ª Mostra; Agradecemos também toda a colaboração do Executivo, assim como a disponibilidade do Sr Dr. Pedro Dias, Director do Museu do Vinho Bairrada, no apoio a esta iniciativa cultural, possibilitando que a mesma se realize neste nobre espaço.

Gostaríamos também de agradecer a presença de Pasquale Del Vecchio, sobretudo por ter acreditado nesta iniciativa portuguesa e também por ter realizado expressamente a belíssima ilustração de Tex em frente ao edifício dos Paços do Concelho.

Em meu nome pessoal aproveito ainda, para agradecer a todos os Sócios do Clube Tex Portugal, estejam ou não aqui presentes, porque este evento também só foi possível devido à colaboração e disponibilidade de todos os associados do Clube.

Após os grandes sucessos ocorridos em Portugal com as várias exposições ligadas ao Tex (Os desenhadores dos Tex Gigantes, em 2005 no Salão de Viseu; A nova vaga de desenhadores de Tex, em 2007 no Salão de Moura; Os 60 anos de Tex, em 2008 no Festival da Amadora, Os 25 anos de Fabio Civitelli a desenhar Tex, em 2010 no Festival de Beja, As Cidades do Tex, em 2011 no Salão de Viseu, a antestreia mundial do Tex Gigante ”La cavalcata del morto“ e a exposição de homenagem a Sergio Bonelli, em 2012 no MAB Invicta realizado na cidade do Porto, a exposição dedicada ao Tex Gigante, “Os Pioneiros“, em 2013 no Salão de Viseu) ocorridas nos últimos anos em Portugal e que contaram com a presença de Fabio Civitelli por 5 vezes, Marco Bianchini e Andrea Venturi, não esquecendo também a presença de Ivo Milazzo em 2011 no Festival de Beja onde estiveram expostas páginas originais do seu Tex Gigante, uma vez mais um autor ligado a Tex marca presença num evento português: PASQUALE DEL VECCHIO, com a exposição aqui em Anadia de 20 pranchas do seu (ainda inédito) Color Tex que será publicado em 2015 e que damos a conhecer a todos vós em antestreia mundial.

Para concluir, informamos que no final desta sessão, será servido um espumante de honra (não nos esqueçamos que estamos na Bairrada), no espaço de Restauração e Cafetaria do Museu, para o qual ficam desde já convidados.

Obrigado Senhor Vice-Presidente, por nos prestigiar, e obrigado a todos, pela Vossa presença, hoje, em Anadia!

José Carlos Pereira Francisco,
Presidente do Clube Tex Portugal

(Para aproveitar a extensão completa das fotos acima, clique nas mesmas)

Pasquale Del Vecchio entrevistado no Jornal da Bairrada

Jornal da Bairrada, de 14/08/2014
Texto da secção Culturas

Pasquale Del Vecchio na 1.ª mostra do Clube Tex Portugal em Anadia

Jornal da Bairrada destaca a presença de Pasquale Del Vecchio na 1.ª mostra do Clube Tex Portugal em Anadia

O Clube Tex Portugal realiza, no Museu do Vinho Bairrada, em  Anadia, de 15 a 17 de agosto, a 1.ª Mostra do Clube Tex Portugal e traz, pela primeira vez, a Portugal, Pasquale del Vecchio.

Para além da presença do desenhador, o Museu do Vinho Bairrada será palco também de uma mostra de trabalhos de Pasquale del Vecchio que concedeu uma entrevista, partilhando um pouco a sua relação com este personagem.

Em exposição vão estar várias pranchas inéditas da história, escrita por Roberto Recchioni, para o Color Tex de 2015 e dela constarão cerca de duas dezenas de pranchas deste que é na atualidade um dos mais conceituados desenhadores do Ranger.

Pasquale vai estar presente na exposição do Clube Tex Portugal, em Anadia. O que representa para si esse acontecimento?
Estou muito feliz e honrado por tomar parte na exposição de Tex, em Anadia. É muito bom saber que Tex também é um sucesso em Portugal.

O que o convenceu a aceitar um convite tão incomum?
A possibilidade de representar Tex em Portugal e a curiosidade de conhecer um novo público.

Quais as suas expetativas em relação à 1.ª Mostra do Clube Tex Portugal?
Estou convencido de que encontrarei um público muito interessado e caloroso e um ambiente, certamente, espetacular.

Tem algum contacto com a BD feita em Portugal? Conhece algum autor?
Confesso que, infelizmente, conheço pouco, e espero que a visita a Portugal possa preencher essa grave lacuna.

O que o fez entrar para a indústria da banda desenhada (BD)?
A paixão pela BD e pelo desenho foi o motor principal. Sempre desenhei e contar uma história através de imagens foi uma necessidade que se transformou, quase automaticamente, em profissão.

Como analisa a evolução da sua carreira?
Não sei responder a essa pergunta de modo objetivo. No início da minha carreira eu era atraído por desenhadores/autores muito distantes do meu modo atual de desenhar. Apreciava Muñoz, Pazienza, Corben. Depois, com o passar do tempo, a minha atenção dirigiu-se a um desenho mais clássico. A evolução frequentemente também está ligada às personagens ou às BDs que se está a desenhar. Um ponto importante, certamente, foi o meu trabalho com a série Napoleone.

Tem consciência de que é um dos melhores desenhadores de Tex e que os leitores têm sempre grandes expectativas em relação aos seus trabalhos?
Não tenho consciência disso, absolutamente, e também não acredito.

Em que projeto está a trabalhar atualmente?
Estou a trabalhar num Color Tex, com guião de Roberto Recchioni. Uma história envolvente e cheia de golpes de cena.

O que sentiu quando recebeu o convite para desenhar o Color Tex?
No início um pouco de preocupação, porque no Tex estou muito ligado ao preto e branco e às atmosferas que essa técnica consegue evocar.
Em seguida, ao conversar com Mauro Boselli, decidi não economizar no uso do preto, como geralmente acontece quando se trabalha para o mercado francês, e efetuar uma colorização bastante suave e complementar ao desenho. Veremos.

Como se forma um desenhador do seu calibre?
Com muito desenho e muita paixão por este trabalho. É necessária uma certa inclinação para o desenho, mas essa deve ser sustentada por um duro trabalho quotidiano. E ser curioso, não se limitar somente à BD, mas procurar outras formas expressivas, que de algum modo possam sugestionar o trabalho.

De que modo imagina que pode conseguir trazer novos leitores para Tex?
O modo mais simples é o dos laços familiares: pais, irmão, irmãs, noiva, tias… agora elas também lêem histórias de Tex.

Como avalia o seu trabalho em relação ao passado?
Sempre tive um relacionamento conflituoso com o trabalho recém-concluído. Só vejo os defeitos, as coisas que não saem bem. Para avaliar o meu trabalho é preciso deixar o tempo passar, ele deve se sedimentar. Eu penso que, com o tempo, o meu trabalho tornou-se mais maduro, mas tenho algumas dúvidas.

Na sua visão, qual foi o seu melhor trabalho com Tex? E o mais difícil?
O mais difícil, sem dúvida, foi o primeiro “Dinheiro Sujo e Salvamento Heróico”, história em dois volumes, por ser o primeiro impacto com a personagem e com a nova ambientação de faroeste. O meu preferido creio que foi “A Revolta dos Cheyennes e Três Dias de Cão”, também em dois volumes.

Há alguma história de Tex feita por outro autor e que gostaria de ter feito?
A de Ticci no Grande Norte “Flechas Pretas Assassinas, Tambores de Guerra”, mas é melhor que ela tenha sido desenhada por ele. Eu jamais conseguiria fazer tal obra-prima.

O que representa o Tex para si e qual a importância dele na sua vida?
Tex é a BD com a qual eu cresci e com a qual agora trabalho. Uma constante na minha vida.

Tex é uma personagem importante na sua carreira, sem dúvida. Consegue imaginar-se ainda a desenhá-lo por mais 10 ou 20 anos, ou pretende um dia tentar algo novo?
Por esconjuro, é melhor não falar de projetos ou sonhos.
De qualquer forma, estar ainda a desenhar Tex daqui a dez ou mais anos, parece-me um ótimo augúrio.

Que mensagem deixa aos seus admiradores que irão ver a mostra em Anadia?
Espero encontrar muitos admiradores do mítico Ranger em Anadia.

Capa do Jornal da Bairrada de 14 de Agosto de 2014

Copyright: © 2014 Jornal da Bairrada & José Carlos Francisco

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Entrevista RADIOFÓNICA a José Carlos Francisco, Presidente do Clube Tex Portugal, na Rádio Província FM, a propósito da 1ª Mostra do Clube Tex Portugal

Entrevista RADIOFÓNICA a José Carlos Francisco, Presidente do Clube Tex Portugal, na Rádio Província FM, a propósito da 1ª Mostra do Clube Tex Portugal

José Carlos Francisco, Presidente em exercício do Clube Tex Portugal, foi entrevistado radiofonicamente durante o dia de hoje, 13 de Agosto, a propósito da 1º Mostra do Clube Tex Portugal, evento a realizar na pacata capital bairradina, Anadia, de 15 a 17 de Agosto e que contará com a participação do consagrado desenhador italiano Pasquale Del Vecchio.

Mais que um programa (Supermanhã), foi uma SUPERMANHÃ TEXIANA. De segunda a sexta, entre as 09:00 e as 12:00 na Rádio Província (100.8 FM), notícias servidas com deliciosas entrevistas, doces rubricas e um sortido de temas que prendem os ouvintes à rádio. Aos comandos esteve, como sempre, João Paulo Teles e mais do que uma entrevista, foi uma aprazível conversa onde Tex foi o tema principal nos cerca de 16 minutos de conversa entre João Paulo Teles e José Carlos Francisco, como pode ser constatado ouvindo a gravação disponibilizada AQUI!

A conversa dedicada a Tex e à 1º Mostra do Clube Tex Portugal teve seguramente uma cobertura IMENSA, pois a Rádio Província tem emissor na frequência de 100.8 FM na Serra do Buçaco, a 700 metros de altitude, no coração da Região Centro de Portugal e a localização privilegiada permite cobrir cerca de 1,5 milhões de habitantes em toda a região da Bairrada e outros concelhos dos distritos de Aveiro, Viseu e Coimbra, cobrindo ainda faixas dos distritos de Leiria e Guarda. Dentro desta área de cobertura, a Rádio Província abrange ainda a maioria do principal eixo rodoviário de Portugal: a autoestrada A1 (Porto – Lisboa), assim como outras vias litorais e a autoestrada de ligação a Espanha A25

A Rádio Província também é ouvida em qualquer parte do mundo onde tenha acesso à Internet, graças à sua emissão on-line como se pode constatar clicando AQUI!

João Miguel Lameiras: Tex e a Lenda do Cavaleiro sem Cabeça

Por João Miguel Lameiras*

Já está disponível nas bancas de todo o país, onde se manterá até ao final de Agosto, o mais recente Tex Gigante (ou Texone, como são conhecidas em Itália estas edições) que conta com desenhos do italiano Fabio Civitelli, autor bem conhecido dos fãs nacionais do ranger da casa Bonelli, até pela suas diversas vindas ao nosso país, para conviver com os fãs locais.

Quem costuma acompanhar este blogue sabe bem que a minha ligação à série Tex fez-se muito mais pelos desenhadores que a ilustram do que pelo carisma da personagem, daí que siga com especial atenção os Texones, que já me fizeram descobrir desenhadores do calibre de um Pasquale Frisenda, ou de um Carlos Gomez. No caso de Civitelli, cujo trabalho conhecia das revistas mensais, devo confessar que, embora reconheça a qualidade e a extraordinária minúcia do seu traço clássico, está longe de ser dos meus desenhadores do Tex preferidos, muito por força do tratamento fisionómico muito suave e quase idealizado que dá às personagens principais, longe dos rostos marcados e “vividos”, habituais nos desenhos de José Ortiz, Guido Buzzelli, Victor De La Fuente ou Carlos Gomez, que claramente prefiro.

Desenhador regular da série, Civitelli tem aqui outras condições para fazer brilhar o seu traço, aproveitando o formato maior, próximo do A4, destes Tex Gigantes e a verdade é que as aproveita muito bem, realizando um trabalho de sombras notável nas cenas nocturnas, graças a uma apurada técnica pontilhista, na melhor tradição do Mestre Franco Caprioli. O trabalho gráfico de Civitelli resulta excelente em termos da criação de uma atmosfera fantástica e a forma como o suspense é gerido ao longo de toda a história tem momentos brilhantes, tanto nas cenas dos ataques nocturnos do Hombre Muerto, como na sequência na necrópole índia, já para não falar do clima quase daliniano do pesadelo de Eusébio, em que as sombras da noite dão lugar à luz crua do deserto.

Tendo como principal fonte de inspiração o conto clássico de Washington Irving, The Legend of Sleepy Hollow (publicada em Portugal como A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça) que já deu origem a um filme de Tim Burton e a uma série de televisão recente, que transpõe a história para a actualidade, Mauro Boselli transpõe a história de Irving para o México, associa-a a personagens com existência histórica real e partir daí constrói uma boa história de terror, com um toque fantástico, que só peca por um final apressado, sobretudo tendo em conta o tempo que a história propriamente dita demora a arrancar. Mas, para compensar, há algumas sequências brilhantes em termos de criação de ambiente, que poderiam dar um belíssimo filme. Por exemplo, as cenas em que o som da flauta precede o ataque do Hombre Muerto, fizeram-me lembrar a forma absolutamente brilhante como Sérgio Leone usava a música de Enio Morricone nas cenas fulcrais dos seus filmes.


Em suma, mais um Texone a não perder, que me fez apreciar a arte de Fabio Civitelli com outros olhos.

(“Tex Gigante nº 27: A Cavalgada do Morto, de Mauro Boselli e Fabio Civitelli, Mythos Editora, 242 pags, p/b, 10,00 €)

*Copyright: © 2014; João Miguel Lameiras; crítico e especialista de BD, autor do blogue Por um punhado de imagens

(Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas)

Edição especial na Índia, comemorativa dos 30 anos do Ranger em língua Tamil

Por José Carlos Francisco

Edição especial na Índia, comemorativa dos 30 anos do Ranger em língua Tamil

A Lions Comics, a editora indiana que publica Tex Willer na Índia, assim como Dylan Dog, Martin Mystère, Júlia, Mágico Vento, Nick Raider e Le Storie, somente nos que aos fumetti Bonelli diz respeito, acabou de publicar na Índia, uma edição comemorativa dos 30 anos do Ranger em língua tamil e para o lançamento dessa edição especial, que traz uma capa onde a arte de Claudio Villa é reinterpretada, num estilo oriental, por um autor local, convidou muitos dos seus leitores, leitores esses que não faltaram à chamada em Erode, cidade localizada no Estado de Tamil Nadu, sul da Índia.

“Terra sem lei”, de Claudio Nizzi e Alberto Giolitti em língua tamil

Trata-se de uma magnífica edição que fez a felicidade dos texianos indianos, mas não só, porque para além de uma história de Tex, mais precisamente “Terra sem lei“, de Claudio Nizzi e Alberto Giolitti, este volume histórico e já muito cobiçado (e que deverá ter continuação já que se trata do número 1), traz também uma aventura de Dylan Dog e uma outra de Martin Mystère, todas as três publicadas a cores, mostrando que a cor nas edições Bonelli também chegou à Índia para deleite dos fãs e coleccionadores bonellianos daquele país da Ásia Meridional que é o segundo mais populoso do mundo e onde o Ranger tem milhares de fãs bem fiéis que não perdem uma única edição.

Isto porque sendo Tex Willer uma personagem universal, existem também na Índia muitos fãs e coleccionadores que aproveitando o novo lançamento se deslocaram a Erode para desfrutarem de um seguramente aprazível convívio que contou com a presença do próprio editor de Tex na Índia, como comprovam as diversas fotos que ilustram este texto e que comprovam uma vez mais que o Ranger continua a marcar o imaginário colectivo de meio mundo, sendo portador de um diálogo entre culturas graças também ao empreendimento dos seus fãs espalhados pelo mundo.

Stand da Lions Comics em Erode

Texianos indianos em frente ao stand da Lions Comics em Erode

Texianos indianos em frente ao stand da Lions Comics em Erode

Texianos indianos na companhia do editor de Tex (de camisa preta) em frente ao stand da Lions Comics em Erode

Texianos indianos em Erode

(Para aproveitar a extensão completa das fotos acima, clique nas mesmas)