Pasquale Del Vecchio ENGRANDECEU a 1ª Mostra do Clube Tex Portugal, realizada no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, nos dias 15, 16 e 17 de Agosto

Por José Carlos Francisco e Pedro Cleto (texto) e Joana Gonçalves, José Carlos Francisco, Marco Guerra e Orlando Santos Silva (fotos)

Pasquale Del Vecchio, a estrela da 1ª Mostra do Clube Tex Portugal

Pasquale Del Vecchio engrandeceu com a sua presença a 1ª Mostra do Clube Tex Portugal

A 1ª Mostra do Clube Tex Portugal, organizada pelo Clube português com o mesmo nome, abriu as portas ao maravilhoso mundo do Ranger, na passada sexta-feira, dia 15 de Agosto, pelas 15.30 horas, no interior do magnífico Museu do Vinho Bairrada, em plena Anadia e com a mui nobre e importante presença do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Anadia, o Exmº Sr. Engenheiro Jorge Sampaio, que com esta sua presença veio dignificar e ao mesmo tempo mostrar a consideração e relevo dado pelo Município de Anadia a esta 1ª Mostra do Clube Tex Portugal.

José Carlos Francisco, Presidente do Clube Tex Portugal, no discurso de inauguração do evento bairradino

Discursos, mas também muita animação e sobretudo uma grande afluência de público fizeram parte do programa de abertura do evento, levado a cabo na região bairradina, pelo Clube Tex Portugal, que congrega os fãs de Tex Willer, criado em 1948 por Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini, sendo o único clube português dedicado exclusivamente a um herói da BD, e o primeiro clube oficial de Tex no mundo, devidamente autorizado pela Sergio Bonelli Editore.

Vice-Presidente Jorge Sampaio no uso da palavra

Pasquale Del Vecchio ofertando ao Vice-Presidente Jorge Sampaio a ilustração de Tex em Anadia

Auditório composto na cerimónia de inauguração da 1ª Mostra do Clube Tex Portugal

José Carlos Francisco e Hernâni Portovedo, dois dos maiores coleccionadores de Tex no mundo (um feito do Município de Anadia) com Pasquale Del Vecchio e com o Vice-Presidente Jorge Sampaio

O evento que durante os seus três dias contou com a presença de Pasquale Del Vecchio, conceituado banda desenhista italiano pertencente aos quadros da Sergio Bonelli Editore, que pela primeira vez se deslocou a Portugal, integrado na exposição que revelou em estreia absoluta duas dezenas de pranchas do Color Tex que Del Vecchio está a preparar para ser lançado em Itália no próximo ano e cujo título provisório é “Ore di piombo” (“Horas de chumbo“) da autoria de Roberto Recchioni e onde os quatro pards estarão envolvidos numa história de vingança e justiça, forçados a lutar contra o tempo para salvar uma família na mira de bandidos sem escrúpulos, teve un estrondoso sucesso como provam os inúmeros elogios ao evento, mas sobretudo a excelente afluência de público que rondou as três centenas de pessoas.

Inauguração da exposição do Clube Tex Portugal

Inauguração da exposição do Clube Tex Portugal

Inauguração da exposição do Clube Tex Portugal

Inauguração da exposição do Clube Tex Portugal

Inauguração da exposição do Clube Tex Portugal

Inauguração da exposição do Clube Tex Portugal

Inauguração da exposição do Clube Tex Portugal

Inauguração da exposição do Clube Tex Portugal

Inauguração da exposição do Clube Tex Portugal

Inauguração da exposição do Clube Tex Portugal

Inauguração da exposição do Clube Tex Portugal

O acontecimento bairradino, apresentou um programa diversificado e muito rico (havendo quem o considerasse um verdadeiro Salão de BD) que incluiu conversas, conferências, aulas de desenho, sessões de autógrafos e de desenho ao vivo, para além de workshops com o desenhador italiano actualmente a desenhar Tex para a Sergio Bonelli Editore, mas também com obras publicadas no mercado francófono, como a série em curso Les Montefiore.

Workshop com Pasquale Del Vecchio moderado pelo jornalista João Miguel Lameiras

Conferência Tex com Pasquale Del Vecchio sob moderação do jornalista Pedro Cleto

Exibição do filme Tex Willer e os Senhores do Abismo

Exibição do filme Tex Willer e os Senhores do Abismo

No sábado foi também exibido o filme Tex Willer e os Senhores do Abismo, de Duccio Tessari, a única adaptação cinematográfica do western mais antigo da BD em publicação. Para além de tudo isso houve ainda duas tertúlias à mesa (jantar no sábado e almoço no domingo) igualmente com a presença de Del Vecchio e numerosa participação como as fotografias que ilustram este texto o documentam.

Tertúlia Texiana à mesa

Família Texiana

Del Vecchio e sócios do Clube Tex Portugal

Del Vecchio e as beldades texianas

Tex sempre como pano de fundo na tertúlia texiana

Del Vecchio e comunidade texiana no Museu do Vinho Bairrada

Pasquale Del Vecchio e seus fãs em Anadia

De modo a dar mais cor e brilho à exposição, foram também expostos inúmeros itens relacionados a Tex e ao seu mundo, com especial relevo para livros e revistas de diversos países e de alguma raridade, para além de diversas estátuas, estatuetas e bonecos do Ranger e demais personagens da série assim como muitos outros itens que deliciaram os visitantes, em especial os fãs e coleccionadores de Tex.

Um brinde a Tex

Um brinde a Tex

Um brinde a Tex

Os visitantes, que puderam igualmente visitar gratuitamente as exposições “Amália”, com objectos pessoais da diva do fado, “Fado – Património da Humanidade” e “Vinho e Fado”, poderam trazer uma reprodução, devidamente autografada, da ilustração feita por Del Vecchio para a ocasião, que colocou o Ranger em frente à Câmara Municipal da Anadia, assim como em muitos casos um verdadeiro desenho feito na hora por Del Vecchio que deste modo enriqueceu a colecção de dezenas de fãs de Tex que levaram para casa um desenho original e exclusivo.

Um desenho a 4 mãos… Pasquale Del Vecchio e Ana Beatriz

A felicidade de conseguir um desenho original e exclusivo de Tex

A felicidade de conseguir um desenho original e exclusivo de Tex

Foram muitas as pessoas, sobretudo fãs do cobói italiano Tex Willer, que escolheram Anadia para apreciar durante o fim de semana prolongado, que contou então, como dissemos anteriormente, com a presença do consagradíssimo e simpaticíssimo Pasquale Del Vecchio nesta 1ª Mostra do Clube Tex Portugal. Vieram, na sua maioria, de lugares distantes como Lisboa, Fundão ou Braga, mas houve até quem viesse da Ilha da Madeira ou até mesmo de Itália, mas não quiseram perder a oportunidade de conviver com um dos seus autores favoritos e de aproveitar para conhecer Pasquale Del Vecchio, já que esta foi a primeira vez que se teve a oportunidade de o ter no nosso país.

Itens texianos

Itens texianos

Itens texianos

Itens texianos

Del Vecchio, que aquando da cerimónia de inauguração foi apresentado ao público presente, foi alvo de uma tremenda ovação que demonstrou inequivocamente que o consagrado desenhador italiano foi uma aposta certa da Direcção do Clube Tex Portugal para esta primeira e histórica Mostra!

Salão Tex…

O mundo de Tex

Após os discursos de ocasião, seguiu-se uma visita guiada pelo próprio Del Vecchio, à exposição dedicada ao seu Color Tex,  seguida pela inevitável sessão de autógrafos onde Pasquale, cativou toda a gente com a sua simpatia e simplicidade, nunca negando um autógrafo, um sorriso, uma foto ou um desenho às dezenas de ávidos texianos (e não só) que o rodeavam durante as sessões de autógrafos (bem demoradas), assim como nos mais inusitados locais devido ao constante assédio que sofreu por parte dos seus fãs, levando-o a ter que desenhar diariamente até ao horário de encerramento do Museu… uma verdadeira lição de profissionalismo e de humildade!

O Mestre e a aluna na aula de desenho

Com Francisco Silva e com o vereador José Manuel Ribeiro com as vinhas bairradinas ao fundo

Pasquale Del Vecchio e a sua sombra texiana

O desenhador italiano tirou portanto dezenas de fotos e fez muitíssimos desenhos de Tex com dedicatórias que sem dúvida passarão a ser o maior tesouro de todos os coleccionadores de Águia da Noite que os conseguiram. E o mais interessante é que realmente se estava a divertir tanto quanto os seus admiradores. Não se cansava de agradecer a todos os portugueses pela acolhida que recebeu no nosso país e que jamais esquecerá, prometendo voltar assim que possível ou quando for novamente convidado para um evento português…

Para o amigo Zeca

O retrato e a retratada… Andreia Sofia por Pasquale Del Vecchio

O orgulho da Direcção do Clube Tex Portugal nesta 1ª Mostra do Clube

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As Leituras do Pedro: Tex #464 “Dinheiro Sujo” & Tex #465 “Salvamento Heróico”

As Leituras do Pedro*

Tex #464: Dinheiro Sujo
Tex #465: Salvamento Heróico
Claudio Nizzi
(argumento)
Pasquale Del Vecchio (desenho)
Mythos Editora
Brasil, Junho/Julho de 2008
135 x 175 mm, 114 p., pb, capa fina, revista mensal
R$ 5,90 / 2,90 €

Um salto no passado, a este Tex editado já há com 7 anos, por uma razão simples, que justifico já a seguir.

Este díptico Dinheiro Sujo/Salvamento Heróico está hoje em destaque no blogue português do Tex pois foi a primeira história de Tex desenhada por Pasquale Del Vecchio, o autor italiano que está em Portugal, mais exactamente em Anadia, desde a passada sexta-feira e até hoje, como convidado especial da 1.ª Mostra do Clube Tex Portugal.

A história começa com a descoberta de cinco soldados mortos no deserto, por um bando de índios que terá roubado o salário de militares que eles transportavam e Tex Willer e Kit Carson, como esperado, não poderão deixar de investigar o sucedido, acabando a braços com uma série de traições e uma situação desesperada, num confronto entre peles-vermelhas e brancos.

Escrita por Claudio Nizzzi, a narrativa segue a linha tradicional das aventuras do Ranger, com uma ou outra inovação mas também com o espartilhamento de algumas situações que parecem ter sido acrescentadas para garantir as pouco mais de 200 pranchas necessárias para completar duas edições, sem que no entanto o conjunto perca coerência e nem seja posto em causa o desfecho final.

Del Vecchio, em estreia num western depois de vários trabalhos para a casa Bonelli em séries mais actuais, dá aqui e ali mostras dessas recente chegada ao western, em alguns cenários menos conseguidos mas, em compensação, apresenta uma planificação diversificada, com o posicionamento dos intervenientes a revelar-se importante para a dinâmica de leitura e brilha mesmo com alguns planos menos habituais.


*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.

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Discurso de inauguração da 1ª Mostra do Clube Tex Portugal, Anadia, 15 de Agosto de 2014

1º Mostra do Clube Tex Portugal, no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia

Anadia, 15 de Agosto de 2014

Exmo.  Senhor Vice-Presidente da Câmara Municipal de Anadia – Engenheiro Jorge Sampaio;
Caríssimo Maestro Pasquale Del Vecchio;
Minhas senhoras e meus senhores;
Caros Texianos;

Muito boa tarde a todos!

O evento que hoje aqui nos reúne constitui para o Clube Tex Portugal um marco importantíssimo da sua ainda curta história e é com grande alegria que inauguramos hoje esta Mostra que proporciona a presença, em Portugal, do consagrado desenhador italiano, Pasquale Del Vecchio.

Mas antes de mais, sejam bem-vindos a esta bonita e hospitaleira terra, que é Anadia;

Bonita, porque dispõe de um riquíssimo património natural e arquitectónico, de uma paisagem deslumbrante, de um óptimo clima, de um ambiente saudável e de uma excelente qualidade de vida;

Hospitaleira, porque é uma terra que sabe receber, quem a escolhe para viver, para trabalhar, ou para a visitar.

O Clube Tex Portugal agradece ao Senhor Vice-Presidente da Câmara, pela sua presença no Museu do Vinho Bairrada e por vir pessoalmente inaugurar a nossa 1ª Mostra; Agradecemos também toda a colaboração do Executivo, assim como a disponibilidade do Sr Dr. Pedro Dias, Director do Museu do Vinho Bairrada, no apoio a esta iniciativa cultural, possibilitando que a mesma se realize neste nobre espaço.

Gostaríamos também de agradecer a presença de Pasquale Del Vecchio, sobretudo por ter acreditado nesta iniciativa portuguesa e também por ter realizado expressamente a belíssima ilustração de Tex em frente ao edifício dos Paços do Concelho.

Em meu nome pessoal aproveito ainda, para agradecer a todos os Sócios do Clube Tex Portugal, estejam ou não aqui presentes, porque este evento também só foi possível devido à colaboração e disponibilidade de todos os associados do Clube.

Após os grandes sucessos ocorridos em Portugal com as várias exposições ligadas ao Tex (Os desenhadores dos Tex Gigantes, em 2005 no Salão de Viseu; A nova vaga de desenhadores de Tex, em 2007 no Salão de Moura; Os 60 anos de Tex, em 2008 no Festival da Amadora, Os 25 anos de Fabio Civitelli a desenhar Tex, em 2010 no Festival de Beja, As Cidades do Tex, em 2011 no Salão de Viseu, a antestreia mundial do Tex Gigante ”La cavalcata del morto“ e a exposição de homenagem a Sergio Bonelli, em 2012 no MAB Invicta realizado na cidade do Porto, a exposição dedicada ao Tex Gigante, “Os Pioneiros“, em 2013 no Salão de Viseu) ocorridas nos últimos anos em Portugal e que contaram com a presença de Fabio Civitelli por 5 vezes, Marco Bianchini e Andrea Venturi, não esquecendo também a presença de Ivo Milazzo em 2011 no Festival de Beja onde estiveram expostas páginas originais do seu Tex Gigante, uma vez mais um autor ligado a Tex marca presença num evento português: PASQUALE DEL VECCHIO, com a exposição aqui em Anadia de 20 pranchas do seu (ainda inédito) Color Tex que será publicado em 2015 e que damos a conhecer a todos vós em antestreia mundial.

Para concluir, informamos que no final desta sessão, será servido um espumante de honra (não nos esqueçamos que estamos na Bairrada), no espaço de Restauração e Cafetaria do Museu, para o qual ficam desde já convidados.

Obrigado Senhor Vice-Presidente, por nos prestigiar, e obrigado a todos, pela Vossa presença, hoje, em Anadia!

José Carlos Pereira Francisco,
Presidente do Clube Tex Portugal

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Pasquale Del Vecchio entrevistado no Jornal da Bairrada

Jornal da Bairrada, de 14/08/2014
Texto da secção Culturas

Pasquale Del Vecchio na 1.ª mostra do Clube Tex Portugal em Anadia

Jornal da Bairrada destaca a presença de Pasquale Del Vecchio na 1.ª mostra do Clube Tex Portugal em Anadia

O Clube Tex Portugal realiza, no Museu do Vinho Bairrada, em  Anadia, de 15 a 17 de agosto, a 1.ª Mostra do Clube Tex Portugal e traz, pela primeira vez, a Portugal, Pasquale del Vecchio.

Para além da presença do desenhador, o Museu do Vinho Bairrada será palco também de uma mostra de trabalhos de Pasquale del Vecchio que concedeu uma entrevista, partilhando um pouco a sua relação com este personagem.

Em exposição vão estar várias pranchas inéditas da história, escrita por Roberto Recchioni, para o Color Tex de 2015 e dela constarão cerca de duas dezenas de pranchas deste que é na atualidade um dos mais conceituados desenhadores do Ranger.

Pasquale vai estar presente na exposição do Clube Tex Portugal, em Anadia. O que representa para si esse acontecimento?
Estou muito feliz e honrado por tomar parte na exposição de Tex, em Anadia. É muito bom saber que Tex também é um sucesso em Portugal.

O que o convenceu a aceitar um convite tão incomum?
A possibilidade de representar Tex em Portugal e a curiosidade de conhecer um novo público.

Quais as suas expetativas em relação à 1.ª Mostra do Clube Tex Portugal?
Estou convencido de que encontrarei um público muito interessado e caloroso e um ambiente, certamente, espetacular.

Tem algum contacto com a BD feita em Portugal? Conhece algum autor?
Confesso que, infelizmente, conheço pouco, e espero que a visita a Portugal possa preencher essa grave lacuna.

O que o fez entrar para a indústria da banda desenhada (BD)?
A paixão pela BD e pelo desenho foi o motor principal. Sempre desenhei e contar uma história através de imagens foi uma necessidade que se transformou, quase automaticamente, em profissão.

Como analisa a evolução da sua carreira?
Não sei responder a essa pergunta de modo objetivo. No início da minha carreira eu era atraído por desenhadores/autores muito distantes do meu modo atual de desenhar. Apreciava Muñoz, Pazienza, Corben. Depois, com o passar do tempo, a minha atenção dirigiu-se a um desenho mais clássico. A evolução frequentemente também está ligada às personagens ou às BDs que se está a desenhar. Um ponto importante, certamente, foi o meu trabalho com a série Napoleone.

Tem consciência de que é um dos melhores desenhadores de Tex e que os leitores têm sempre grandes expectativas em relação aos seus trabalhos?
Não tenho consciência disso, absolutamente, e também não acredito.

Em que projeto está a trabalhar atualmente?
Estou a trabalhar num Color Tex, com guião de Roberto Recchioni. Uma história envolvente e cheia de golpes de cena.

O que sentiu quando recebeu o convite para desenhar o Color Tex?
No início um pouco de preocupação, porque no Tex estou muito ligado ao preto e branco e às atmosferas que essa técnica consegue evocar.
Em seguida, ao conversar com Mauro Boselli, decidi não economizar no uso do preto, como geralmente acontece quando se trabalha para o mercado francês, e efetuar uma colorização bastante suave e complementar ao desenho. Veremos.

Como se forma um desenhador do seu calibre?
Com muito desenho e muita paixão por este trabalho. É necessária uma certa inclinação para o desenho, mas essa deve ser sustentada por um duro trabalho quotidiano. E ser curioso, não se limitar somente à BD, mas procurar outras formas expressivas, que de algum modo possam sugestionar o trabalho.

De que modo imagina que pode conseguir trazer novos leitores para Tex?
O modo mais simples é o dos laços familiares: pais, irmão, irmãs, noiva, tias… agora elas também lêem histórias de Tex.

Como avalia o seu trabalho em relação ao passado?
Sempre tive um relacionamento conflituoso com o trabalho recém-concluído. Só vejo os defeitos, as coisas que não saem bem. Para avaliar o meu trabalho é preciso deixar o tempo passar, ele deve se sedimentar. Eu penso que, com o tempo, o meu trabalho tornou-se mais maduro, mas tenho algumas dúvidas.

Na sua visão, qual foi o seu melhor trabalho com Tex? E o mais difícil?
O mais difícil, sem dúvida, foi o primeiro “Dinheiro Sujo e Salvamento Heróico”, história em dois volumes, por ser o primeiro impacto com a personagem e com a nova ambientação de faroeste. O meu preferido creio que foi “A Revolta dos Cheyennes e Três Dias de Cão”, também em dois volumes.

Há alguma história de Tex feita por outro autor e que gostaria de ter feito?
A de Ticci no Grande Norte “Flechas Pretas Assassinas, Tambores de Guerra”, mas é melhor que ela tenha sido desenhada por ele. Eu jamais conseguiria fazer tal obra-prima.

O que representa o Tex para si e qual a importância dele na sua vida?
Tex é a BD com a qual eu cresci e com a qual agora trabalho. Uma constante na minha vida.

Tex é uma personagem importante na sua carreira, sem dúvida. Consegue imaginar-se ainda a desenhá-lo por mais 10 ou 20 anos, ou pretende um dia tentar algo novo?
Por esconjuro, é melhor não falar de projetos ou sonhos.
De qualquer forma, estar ainda a desenhar Tex daqui a dez ou mais anos, parece-me um ótimo augúrio.

Que mensagem deixa aos seus admiradores que irão ver a mostra em Anadia?
Espero encontrar muitos admiradores do mítico Ranger em Anadia.

Capa do Jornal da Bairrada de 14 de Agosto de 2014

Copyright: © 2014 Jornal da Bairrada & José Carlos Francisco

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