Jornal Região Bairradina noticia a 2ª Mostra do Clube Tex Portugal no Museu do Vinho Bairrada

Jornal Região Bairradina, de 08/04/2015
Texto de Inês Maia de Almeida; secção Bairrada
Anadia

“Segunda mostra do Clube Tex Portugal prevê trazer 500 pessoas a Anadia“

Jornal Região Bairradina noticia a 2ª Mostra do Clube Tex Portugal no Museu do Vinho Bairrada

O Clube Tex Portugal vai realizar a sua segunda Mostra no Museu do Vinho Bairrada já nos próximos dias 9 e 10 de Maio. À semelhança do que ocorreu no ano passado, o clube nacional fez de Anadia o ponto de encontro dos aficionados da banda desenhada.

Em conversa com o Região Bairradina, o responsável pelo clube, José Carlos Francisco, explicou que “a ideia inicial do Clube Tex Portugal era ter a cada ano uma Mostra itinerante para levar o Tex aos sócios espalhados pelo país, mas depois do estrondoso sucesso do ano passado, o município de Anadia propôs a ideia de realizarmos sempre o evento na nossa cidade, disponibilizando para tal todas as infraestruturas necessárias para a realização dos eventos a realizar pelo Clube de modo a colocar a cidade de Anadia na rota da banda desenhada em Portugal”.

NOVIDADES

A segunda mostra terá como novidade de destaque a presença de dois dos mais consagrados desenhadores italianos de banda desenhada, Pasquale Frisenda e Stefano Biglia, que vão expor os seus trabalhos relacionados com a banda desenhada Tex, sendo inaugurada também uma exposição dedicada a Stefano Biglia. Esta trata-se “ de uma história em produção (Bad Hand é o seu título provisório) e com lançamento previsto apenas para o Verão de 2016 e da qual temos o privilégio de expor uma dezena de páginas em antestreia mundial nesta 2ª Mostra do Clube Tex Portugal”.

Os dois dias da mostra vão ainda contar com a presença do editor brasileiro de Tex, Dorival Vítor Lopes, que desde 1971 envia para Portugal as revistas da banda desenhada. Esta presença representa, no entender de José Carlos Francisco, “o apreço e consideração que os responsáveis pela publicação no Brasil têm pelos seus leitores portugueses”.

Com previsão de atingir cerca de cinco centenas de visitantes, a presença dos dois desenhadores vai ser “sem dúvida um marco que ficará na história do Clube, que vive exclusivamente da quotização dos sócios e que mostra bem a confiança e credibilidade que o Clube português tem junto dos melhores autores de banda desenhada italiana e da própria editora que publica esta mítica personagem há mais de 66 anos”.

PLANOS A CURTO E MÉDIO PRAZO

Os planos do clube passam por divulgar e continuar a estudar a série de banda desenhada. Para que este trabalho seja feito, vão continuar a ser organizadas actividades como encontros, reuniões, exposições, conferências e publicações.

Outro dos planos é a admissão de sócios não residentes em Portugal, intenção que surgiu devido ao crescente número de pedidos para aderir ao clube. Também está a ser ponderada a hipótese de organizar duas mostras por ano e “tornar a Revista anual do Clube numa publicação semestral e com maior quantidade de páginas, mantendo o alto padrão de qualidade para os próximos números, com uma cada vez maior colaboração por parte dos mais consagrados artistas de Tex”.

SOBRE O CLUBE TEX

A criação do Clube Tex Portugal ocorreu na presença de Andrea Venturi no 18º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, mais precisamente no dia 10 de Agosto de 2013. A ideia já germinava há cerca de dois anos e foi então oficializada com a devida autorização da Sergio Bonelli Editore na pessoa do seu director geral, Davide Bonelli, que deu o apoio incondicional ao Clube desde o anúncio da sua criação.

O Clube Tex Portugal é caso único em Portugal por ser um clube dedicado em exclusivo a um herói da BD e é inclusive o primeiro Clube Oficial de Tex no mundo. Trata-se de uma iniciativa destinadas aos fãs e coleccionadores de Tex Willer e que visa um maior convívio não somente entre os admiradores da carismática personagem, mas também, entre outras coisas, proporcionar a vinda a Portugal e consequente convívio com autores de Tex que se mostrem disponíveis para se deslocarem ao nosso país e também uma publicação periódica devidamente autorizada pela editora detentora dos direitos e destinada em exclusivo aos sócios do clube. Apesar de neófito, o clube conta já com mais de nove dezenas de associados augurando uma longa vida ao Clube e consequentemente ao Tex.

Copyright: © 2015 –  Inês Maia de Almeida; Jornal Região Bairradina

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Já disponível o terceiro álbum holandês de Tex Willer: “O Grande Roubo”, com desenhos de José Ortiz, enredo de Claudio Nizzi e capa de Fred de Heij

Por José Carlos Francisco

Após um regresso em 2014, depois de quase 33 anos de ausência de Tex na Holanda, em grande estilo, que incluiu a participação do próprio Fabio Civitelli no Festival de Breda, em Outubro, já se encontra disponível o terceiro álbum holandês de Tex Willer: “O Grande Roubo“, com desenhos do falecido José Ortiz, enredo de Claudio Nizzi e capa EXCLUSIVA de Fred de Heij, um dos mais conceituados desenhadores holandeses de banda desenhada.

Capa holandesa, da autoria de Fred de Heij, para o Tex Gigante desenhado por José Ortiz

Para quem desejar adquirir um exemplar, o editor holandês Erik van Helvoort, da HUM Editions, reserva duas surpresas extras: primeiramente, junto com o álbum de 228 páginas você, caro leitor, receberá, inteiramente de presente, uma cópia de um desenho exclusivo – feito especialmente por Fred de Heij para este lançamento holandês. E mais, pode beneficiar do desconto de lançamento, € 17,95.

Para quem quiser receber comodamente em sua casa um exemplar do Tex Gigante holandês “Treinroof!” (“O Grande Roubo“) escrito por Claudio Nizzi e desenhado por José Ortiz, o preço total é de € 29,00, preço para qualquer parte do mundo. Caso alguém deseje comprar mais de um exemplar, recomenda-se o contacto com o editor através do e-mail erik@texwiller.nl, para que seja avaliado o preço dos portes postais.

Tex e Carson numa arte exclusiva de Fred de Heij para a edição holandesa

Dentro da Europa o pagamento pode ser feito por transferência bancária (sem taxas bancárias dentro da CEE) para:
IBAN NL.34.RABO.0108.0071.97 para “HUM Uitgeverij” localizada em Blauwhuis, the Netherlands. O código BIC (swift) é RABONL2U

Há também a alternativa, para todo o mundo, do pagamento por conta Paypal através de  erik@texwiller.nl, não esquecendo de  indicar o seu endereço para remessa.

Tex é muito famoso a nível mundial, mas na Holanda o Ranger já não é publicado regularmente desde 1981… o mercado é muito, muito pequeno e se os leitores de língua portuguesa  quiserem apoiar os pards holandeses, devem dar conhecimento a todos os seus amigos coleccionadores de Tex para comprar algum(ns) álbum(ns) da dupla Nizzi & Ortiz.

Tex Gigante holandês “Treinroof!” (“O Grande Roubo“) escrito por Claudio Nizzi e desenhado por José Ortiz

Isso realmente ajudará a que Tex tenha uma nova vida editorial, sabendo já o blogue do Tex que em Outubro teremos um novo Tex Gigante com selo holandês, o desenhado por Bruno Brindisi e escrito por Claudio Nizzi, “Os Predadores do Deserto“, lançamento que provavelmente levará Brindisi aos Países Baixos!

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Boa Páscoa a todos os leitores do blogue do Tex, com uma arte de Maurizio Dotti

O blogue português do Tex, deseja a todos os leitores que nos honram com a sua visita, uma Santa e Feliz Páscoa, publicando uma arte alusiva à Quadra Pascal da autoria de Maurizio Dotti!

Boa Páscoa a todos os leitores do blogue do Tex – Arte de Maurizio Dotti

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Tex contra Mefisto, o HISTÓRICO Tex português

Por José Carlos Francisco

O sinal dado em 2005 de que Tex continuava a seduzir e encantar os leitores da terra que viu nascer o grande poeta Luís Vaz de Camões, criador da imortal obra “Os Lusíadas”, foi que o jornal “Correio da Manhã” em associação conjunta com a Panini e depois do sucesso que foi a primeira série dos “Clássicos da Banda Desenhada” o quotidiano português lançou a colecção “Clássicos da Banda Desenhada, Série Ouro“, cujos 20 volumes, saíram semanalmente aos domingos, a partir de 26 de Junho de 2005 ao preço de 6,40 €, mais o preço do jornal. A única personagem ligada aos “fumetti” foi precisamente o TEX, no oitavo volume, que saiu no dia 14 de Agosto, com a história “Tex contra Mefisto” (título original– “La mesa degli scheletri” – Tex italiano #39 e #40), a primeira do volume 2 da “Serie Oro di Repubblica” lançada na Itália.

A edição de Tex foi traduzida a quatro mãos, num trabalho meticuloso de José Carlos Pereira Francisco e Júlio Schneider isto porque a tradução da história assim como os textos de apresentação foram confiados a este português que escreve este texto, e ao seu Amigo brasileiro, consultor e tradutor de Tex no Brasil, assim como, maior coleccionador de Tex do mundo e um dos mais entendidos no que diz respeito a Águia da Noite.

Foi um velho sonho deste aficionado que tem toda a colecção de Tex brasileira, assim como italiana, que se tornou realidade depois de quase 3 décadas, assim como foi seguramente a realização de um sonho de inúmeros Texianos portugueses, que rejubilaram de alegria por verem o Tex ser editado em Portugal, mesmo tratando-se de uma edição única, mas uma edição especial e histórica que é guardada com muito cuidado e carinho nas BiblioTex’s de cada um, devido à sua importância e significado.

Inclusive, vários Texianos do mundo inteiro estiveram de olho nesse livro e as encomendas aumentavam dia a dia após o anúncio, tornando o volume dedicado a Tex como um dos exemplares mais vendidos desta colecção que continha personagens como Capitão América, Batman, Quarteto Fantástico, Mónica, Elektra, Star Wars, Wolverine, Homem-Aranha, Ric Hochet, Surfista Prateado, Spirou, Super-Homem, Garfield, Michel Vaillant, Gaston, X-Men, Hulk e autores como José Carlos Fernandes e  Taniguchi.

O jornal português aquando do lançamento da colecção anunciou esta mítica edição de Tex com os seguintes termos:
“Criado por Giovanni Bonelli e Aurelio Galleppini, o cowboy Tex é a mais popular personagem da casa Bonelli, a maior editora transalpina de fumetti (nome dado à BD em Itália). Nesta aventura épica, tão movimentada que as 208 páginas habituais desta colecção não foram suficientes para a contar, Tex e seus amigos reencontram um antigo e perigosíssimo bandido chamado Mefisto, que usa uma estranha raça indígena para dominar o Vale dos Esqueletos e vingar-se de Tex por factos ocorridos num passado distante.“

A equipa do Tex português – Rui Alves, José de Freitas, José Carlos Francisco e João Miguel Lameiras

História de Tex contra Mefisto que curiosamente ainda hoje é considerada na Finlândia, numa votação pública pelos Texianos desse país nórdico, como a melhor história de Tex de toda a sua longa saga!

Item único no mundo, a prova de capa (castanha) do Tex português

A edição portuguesa de Tex foi tão especial que foi inclusive destaque num editorial de Sergio Bonelli, mais concretamente na edição de Tex Nuova Ristampa nº 148, datado de 30 de Novembro de 2005, editorial esse que damos, de seguida, a conhecer, na nossa língua:

“Caros amigos,
como se pode ver no quadro reproduzido à direita, o nosso velho Mefisto está a fazer em português a mesma pergunta que nós da rua Buonarroti já o vimos fazer em francês, espanhol, turco, finlandês, sueco, grego, sérvio, croata, etc., etc. E, obviamente, também em brasileiro, visto que, nas últimas temporadas, o Brasil tornou-se um dos Países mais interessados nas histórias de Águia da Noite. Mas – este é o ponto mais importante – o livro de onde extraímos essa imagem não é escrito em brasileiro, mas em português. A diferença entre os dois idiomas realmente é mínima, até difícil de perceber para nós, conhecedores superficiais. No nosso caso, o jornal “Correio da Manhã” – na esteira de uma iniciativa anterior lançada com sucesso na Itália pelo “La Repubblica” – levou às bancas uma colecção de volumes intitulada “Os Clássicos da BD Série Ouro”. Bem, esse jornal estava tão orgulhoso de apresentar uma célebre aventura do Ranger de Bonelli & Galep que não se contentou em usar uma edição brasileira já existente, mas quis oferecer ao seu público uma versão “falada” no mais clássico idioma lusitano.
Os artífices da minuciosa adaptação são dois amigos nossos de quem já tive ocasião de falar: José Carlos Francisco (há anos aficionado apoiador de Tex em Portugal, tanto em jornais quanto em manifestações de quadradinhos) e Júlio Schneider, advogado na cidade de Curitiba, que cuida das traduções de muitas edições bonellianas publicadas por editores brasileiros. Em suma, como deu para entender, “Tex contra Mefisto” é o primeiro volume de Tex que um português aficionado por BD pôde ler na sua língua. O trabalho de Júlio Schneider e José Carlos Francisco mereceu a citação no frontispício do volume “histórico” (que mostro aqui ao lado), mas principalmente, os agradecimentos de todos nós da rua Buonarroti.
Sergio Bonelli.
”

Editorial de Tex Nuova Ristampa nº 148, dedicado por Sergio Bonelli à edição portuguesa de Tex

Para finalizar este post, fica aqui o ÍNDICE desta histórica (e muito apetecida por quem não a tem) edição portuguesa de Tex:
Um olhar ao horizonte . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
As histórias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . .  . . . . . . . 5
Os autores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . . 6
Tex contra Mefisto . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . 9
Índice . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 256

José Carlos Francisco com as versões italiana e portuguesa de Tex contra Mefisto

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