Em nova ilustração de Claudio Villa vemos Tex Willer desafiando um bandoleiro mexicano a entregar-lhe um cinto com um velho e misterioso medalhão espanhol de prata, para restituir aos seus legítimos proprietários, os irmãos índios Daana e Chayo.
DesenhoINÉDITO no Brasil e inspirado na história “Il medaglione spagnolo”, de G. L. Bonelli e Guglielmo Letteri (Tex italiano #364).
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Comité de recepção a Frisenda e Biglia no aeroporto de Lisboa
Por José Carlos Francisco (texto) e Orlando Santos Silva (fotos)
Aquando da chegada a Portugal para participarem, em Maio, na 2ª Mostra do Clube Tex Portugal, Pasquale Frisenda e Stefano Biglia, ambos na sua primeira visita ao nosso país, tinham à sua espera no aeroporto da Portela, em Lisboa, os seus fãs e admiradores Carlos Moreira, Mário João Marques, Orlando Santos Silva, Hernâni Portovedo, Pedro Bouça e ainda os editores Dorival Vitor Lopes (que veio acompanhado pelo pardGiovanni Voltolini) e Rui Brito, para além das “pequenas” Andreia Sofia e Ana Beatriz, as minhas filhas que me acompanharam nesta recepção a Pasquale Frisenda, Stefano Biglia e Valeria Lantermino, a esposa de Biglia.
À chegada de Frisenda e Biglia a Lisboa, as apresentações
Editor Rui Brito conversando com Frisenda a propósito do “Patagónia” português
Depois dos efusivos cumprimentos e apresentações ainda no aeroporto da Portela, onde antes da chegada dos consagrados autores todos os presentes tomaram contacto com o exemplar português “Patagónia” (cujo lançamento ocorreria na 2ª Mostra do Clube a realizar no dia seguinte) trazido directamente da gráfica, depois de uma incrível maratona para estar pronto a tempo e horas, pelo editor Rui Brito, da Polvo Edições, exemplar que granjeou de pronto os mais rasgados elogios pela alta qualidade da edição portuguesa, registamos para a posteridade esses momentos em várias fotografias, algumas das quais mostradas neste texto.
Autores e seus pards à mesa
Um brinde a Tex
Como a chegada ocorreu por volta das 20.30 horas, antes de levarmos os autores para um merecido jantar num restaurante da capital portuguesa, fomos dar um giro nocturno por Lisboa de modo a ficarem com uma primeira impressão desta cidade de várias colinas que se expande pelas encostas até à frente ribeirinha ao longo do rio Tejo.
Ana Beatriz, Andreia Sofia, Valeria Lantermino e Stefano Biglia
Ouvindo atentamente o Mestre Frisenda
E foi precisamente junto ao rio Tejo, mais em concreto na cervejaria/restaurante Portugália, que desfrutamos de um lauto jantar que encantou os autores já que ficaram de imediato deliciados com a comida portuguesa num local com uma vista fantástica para o rio e para o Padrão dos Descobrimentos, o monumento em forma de nau, com estrutura de betão revestida a cantaria, em cujos lados surgem as figuras esculpidas dos grandes responsáveis pela gesta portuguesa ou pela cultura do tempo, contendo, no interior, um auditório e salas de exposição e que foi feito para homenagear as figuras históricas envolvidas nos Descobrimentos portugueses.
Stefano Biglia à conversa com Pedro Bouça
Valeria Lantermino, Stefano Biglia e Orlando Santos Silva
E assim se passaram as primeiras horas dos autores italianos em Lisboa, já que por volta da meia noite era hora de rumar ao norte do país, mais precisamente até à bela cidade bairradina de Anadia onde a 2ª Mostra do Clube Tex Portugal iria abrir as suas portas nesse sábado…
Mário João Marques, Pasquale Frisenda e Orlando Santos Silva
Pedro Bouça, Hernâni Portovedo, Mário Marques, Pasquale Frisenda, Orlando Silva, José Carlos, Stefano Biglia, Dorival e Giovanni
E assim terminamos este texto que encerra a passagem dePasquale FrisendaeStefano Bigliapela 2ª Mostra do Clube Tex Portugal… um texto que deveria ter sido o primeiro, mas que por motivos vários, acabou sendo o último e que traz muitas saudades dos dias passados em companhia de tão especiais e aprazíveis autores e editores do nosso Ranger…
José Carlos Francisco e Pasquale Frisenda com o Padrão dos Descobrimentos por cenário
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A “Collezione Storica a Colori” (Colecção Histórica a Cores) agregada ao quotidiano “La Repubblica” e ao semanário “L’espresso” na Itália, terminou a longa maratona com o ducentésimo sexagésimo nono volume publicado a 22 de Janeiro deste ano. Tratava-se de uma proposta semanal iniciada no longínquo mês de Fevereiro de 2007 (tendo uma interrupção entre o nº 239 e nº 240, ocorrida entre Agosto de 2011 e Outubro de 2014) e foi uma iniciativa que obteve um sucesso entusiasmante e que permitiu aos leitores italianos desfrutar, no espaço de menos de uma década, de toda a carreira do Ranger mais famoso e mais duradouro do mundo da banda desenhada, pela primeira vez a cores.
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Era suposto ser apenas um “experiência” limitada a 50 números e que, em vez disso, motivada por um sucesso tão extraordinário quanto imprevisível, tornou-se um “encontro semanal” mais ou menos obrigatório para dezenas de milhares de leitores…
A colecção que reeditou todas as histórias da série principal de Tex marcou a introdução triunfal da cor no universo do nosso Ranger, uma “entrada” que, em doses assim maciças, nunca se tinha visto antes. Não foi fácil, para muitos leitores conseguirem completar com sucesso a série inteira, fosse pelo compromisso financeiro que a empreitada requereu, fosse para a obrigação de encontrar na própria habitação, um espaço suficiente para acolher uma espécie de “montanha de papel”. Mas, a oportunidade era realmente imperdível – mesmo única – e, profissionalmente, a Sergio Bonelli Editore não podia deixá-la fugir tal como os números finais (e oficiais) o provaram, mas estamos aqui para falar de capas desta colecção, capas essas que foram todas da autoria de Claudio Villa.
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E as capas de Villa publicadas nessa colecção colocaram em prática uma técnica totalmente diferente daquela usada nas capas da série inédita e nos “pósteres” incluídos em Tex Nuova Ristampa, pelo estilo usado para a ocasião por parte de Claudio Villa, já que correspondiam a um preciso e particular pedido de Sergio Bonelli: querendo distinguir de qualquer outra precedente, nessa especialíssima proposta, Sergio Bonelli pediu a Claudio Villa, desenhador oficial das capas de Tex, para “inventar” uma técnica (mas também um tipo de enquadratura) que recordasse as primeiras vinhetas executadas por Galep nos anos cinquenta.
No imaginar do editor italiano deveria tratar-se de uma espécie de jogo entre o editor, o desenhador e os leitores, pensado para acrescentar um ulterior toque de novidade a uma colecção que, graças às cores, já se distingue de todas as outras. Mas para falar melhor deste tema quem melhor do que o próprio Claudio Villa?
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“A entrega deste trabalho foi precisa e fascinante … “ confessou-nos Claudio Villa. “Galep foi único e inimitável e para me achegar da sua atmosfera, tive que tirar do desenho cada traço do meu estilo, simplificar o traço, usar os esboços “quentes” que davam vida às suas rochas e limitar-me muito no quesito das vestimentas. O Galep daquele período era ágil e desembaraçado, arejado e nada estático; estudando-o, tive por vezes uma sã inveja de como conseguia delinear com dois traços, um rosto, um gesto, uma paisagem. Para efeitos de comparação tinho debaixo de olho um outro grande nome da banda desenhada e a quem o mesmo Galep admirava: Alex Raymond. A época cultural, o gosto por um traço elegante e sintético, a pose plástica e dinâmica fazem parte do mesmo universo. É um prazer que atenua a fadiga, descobrir uma síntese gráfica do passado e reportá-la no presente. Assim, o jogo entre o editor, desenhador e leitores ao qual acenava a proposta inicial, pôde tornar-se mais interessante: fazer reviver o Tex de Galep. Como se ele estivesse ainda aqui!”.
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Para concluir este post, mostramos no decurso do mesmo, algumas capas desta inolvidável colecção com as cores originais de Claudio Villa ao lado, para efeitos de comparação entre as cores do autor italiano e as cores da revista em si, tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos tem dado a conhecer nos últimos tempos as suas cores originais das capas que vai produzindo ao longo dos tempos para Tex Willer nas diversas séries do Ranger criado em 1948 por G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini!
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É com uma certa emoção que o blogue português do Tex mostra hoje aos seus leitores uma sequência fotográfica que dá a conhecer algumas das fases de impressão e da confecção de “Tex. Vendetta Indiana“,o primeiro volume da Sergio Bonelli Editore para livrarias e que poderá ser encontrado daqui a poucos dias nas prateleiras de quase todas as livrarias italianas.
Com a nossa galeria de fotos, vamos levá-los aos bastidores desta histórica edição do Ranger Tex, porque pela primeira vez não vos mostramos esboços, estudos preparatórios, pranchas ou capas, partilhando antes algumas fotografias que documentam a produção desta primeira obra do género com o selo da Sergio Bonelli Editore, na gráfica da Rotolito, na Lombardia.
É inútil sublinhar o quão significativo são, inclusive para a editora milanesa, estas imagens que tornam bem real uma aposta importante e há já algum tempo ambicionada: a chegada às livrarias de volumes com o selo da própria Sergio Bonelli Editore, daí a importância em darmos a conhecer esta reportagem fotográfica inclusive aos leitores de língua portuguesa.
“Tex. Vendetta Indiana”, terá textos de Giovanni Luigi Bonelli e a deslumbrante arte – a preto e branco –de Giovanni Ticci, será composto por 448 páginas, terá um formato 16x21cm e um preço de venda ao público de 15 Euros.
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