A contracapa da revista nº 3 do Clube Tex Portugal terá uma ilustração EXCLUSIVA de STEFANO BIGLIA a homenagear o Mestre Fernando FUSCO

Por José Carlos Francisco


A revista do Clube Tex Portugal, devidamente autorizada pela Sergio Bonelli Editore, neste seu terceiro número (a revista será entregue aos sócios durante um convívio a realizar no dia 5 de Dezembro, no Cacém) terá DUAS versões para a sua capa, ambas da autoria de Luca VANNINI, consagrado desenhador italiano que irá estrear-se na saga do Ranger, precisamente no próximo mês de Novembro, com a história Chindi, um argumento de Luigi Mignacco onde para além da arte Luca Vannini também será o responsável  pelas cores, mas sobre as DUAS capas para a revista nº 3 do Clube Tex Portugal, a divulgação das mesmas ocorrerá em breve, aqui mesmo no blogue do Tex!

Mas Luca VANNINI não é o único desenhador do staff de Tex a contribuir e valorizar este 3º número de uma revista já fadada ao sucesso e que ficará cada vez mais na história de Tex em Portugal (e não só), pois também STEFANO BIGLIA vem enriquecer este projecto nacional ao desenhar propositadamente para a contracapa da revista uma magnífica ilustração, a AGUARELAS,  de Tex e do coronel Jim Brandon realizada em EXCLUSIVO para a revista portuguesa, numa homenagem  ao Mestre  Fernando Fusco, recentemente desaparecido.

Ilustração EXCLUSIVA com Tex e Jim Brandon em acção, da autoria de Stefano Biglia, para a contracapa da revista nº 3 do Clube Tex Portugal, numa homenagem a Fernando Fusco

A propósito desta sua arte, Stefano Biglia confidenciou-nos: “Este desenho a aguarelas nasceu a pedido do Clube Tex Portugal, com a intenção de recordar a arte de Fernando Fusco e nesta minha homenagem eu quis citar uma das suas histórias mais emocionantes para mim (I ribelli del Canada). Foi um prazer contribuir novamente para esta vossa bela revista. Um abraço a todos os apaixonados sócios do Clube.”.

Stefano Biglia e José Carlos Francisco em Anadia, 2015

Depois de Andrea Venturi, Stefano Biglia e Maurizio Dotti para além da própria Sergio Bonelli Editore, na revista nº 1 do Clube Tex Portugal, Fabio Civitelli, Corrado Mastantuono e Lucio Filippucci na revista nº 2, neste terceiro número teremos as colaborações de Luca Vannini, Stefano Biglia e Pasquale Del Vecchio que também comprovam deste modo a importância e o carinho postos também por todos estes desenhadores neste projecto editorial dedicado aos sócios do jovem Clube Tex Portugal, não esquecendo Moreno Burratini, o mais recente argumentista de Tex, que volta a colaborar neste terceiro número da revista.

Esboço inicial da arte de Stefano Biglia para a contracapa da revista nº 3 do Clube Tex Portugal

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Lucio FILIPPUCCI e Pasquale DEL VECCHIO ENALTECEM revista nº 2 do Clube Tex Portugal

Por José Carlos Francisco

Lucio Filippucci exibe orgulhosamente a revista nº 2 do Clube Tex Portugal

Quando a revista nº 3 do Clube Tex Portugal está prestes a ir para a gráfica (a revista será entregue aos sócios durante um convívio a realizar no dia 5 de Dezembro, no Cacém) há ainda ilustres sócios honorários do clube português a enaltecerem a revista e a enviarem-nos orgulhosamente fotografias com a edição lusitana nas suas mãos, como são os casos dos consagrados desenhadores Lucio Filippucci e Pasquale Del Vecchio, juntando-se assim a Moreno Burattini, Andrea Venturi, Maurizio Dotti e Fabio Civitelli, não esquecendo Davide Bonelli, o director geral e responsável máximo da Sergio Bonelli Editore.

Pasquale Del Vecchio no seu estúdio com a revista do Clube Tex Portugal #2

E falando dos autores de Tex que ilustram este post, eis as palavras que nos enviaram a propósito da Revista do Clube Tex Portugal #2, começando por Lucio Filippucci: “Recebi a revista e apreciei-a bastante, seja na forma quanto no conteúdo. Tanto que a veria com bons olhos no idioma italiano, porque creio que os leitores italianos iriam apreciá-la imenso. Quem sabe se no futuro tal não venha a ser uma realidade?” Por sua vez, Pasquale Del Vecchio congratulou-se por ter recebido “a bela revista” a ponto de inclusive ter feito um belo desenho de Tex dedicados aos sócios do Clube Tex Portugal, desenho esse, que com a devida dedicatória, será publicado na contracapa da revista nº  3.

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Entrevista exclusiva: MARIO ALBERTI

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Giampiero Belardinelli na formulação das perguntas, de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão e de Bira Dantas na caricatura.

Olá, caro Mario Alberti, e bem-vindo ao blogue português de Tex! Para começar, fale da sua infância com a BD.
Mario Alberti: Eu aprendi a ler nas páginas de Mickey Mouse e sempre desenhei muito, desde pequeno: patos, ratos e depois Homem-Aranha, Alan Ford e outros. No ensino fundamental, a professora reclamava que eu não fazia outra coisa!

Você obteve o diploma na Faculdade de Economia e Comércio de Milão com uma tese sobre a distribuição da editoria de BD: por que essa escolha?
Mario Alberti: Eu havia escolhido o curso de marketing, porque imaginava que ali eu poderia incluir a minha paixão pelos quadradinhos. E também era um modo para poder conhecer um aspecto da editoria de BD que eu conhecia pouco, além de ser um assunto decididamente pouco explorado para a tese de conclusão de curso.


Quando começou a familiarizar-se com lápis e pincéis?
Mario Alberti: D
esde pequeno. Para mim, desenhar sempre foi uma actividade prazerosa e que me permitia imaginar mundos, personagens e histórias que eu sonhava em poder contar.

Quais foram os seus primeiros trabalhos profissionais?
Mario Alberti:
Eu iniciei de forma profissional nas páginas de Intrepido, uma revista italiana histórica que, naquele período, abrigou vários colegas que tinham a mesma idade que eu e que estavam em seus primeiros trabalhos.


Quando e como você entrou em contacto com a Sergio Bonelli Editore?
Mario Alberti:
No início dos anos 90, quando eu comecei a trabalhar, Bonelli publicava a sua primeira série de ficção científica, Nathan Never. Eu apeguei-me de imediato à personagem e às suas histórias e, ao mesmo tempo, comecei a cultivar a esperança de trabalhar naquelas páginas. A certa altura eu tomei coragem e mandei alguns estudos à redacção, que chegaram à mesa de Antonio Serra. O meu material agradou e pediram-me para fazer algumas páginas de teste que, depois de vários ajustes e com os conselhos de Antonio, foram aprovadas e finalmente eu pude ter em mãos o meu primeiro roteiro para Nathan, O Canto da Baleia!


Assim, na Editora milanesa você começou com Nathan Never: as primeiras duas histórias da série mensal (nos números 30 e 40) saíram em pouco tempo uma após a outra, enquanto a terceira (número 105) foi publicada vários anos depois. Quais foram os motivos? E qual foi a evolução de estilo entre os dois primeiros volumes e o terceiro?
Mario Alberti:
Entre O Passado de Reiser e Missão de Alto Risco houve o segundo volume gigante de Nathan Never e várias edições para a série spin-off de Legs Weaver. A certa altura eu comecei a inserir nos meus desenhos alguns reticulados feitos no computador, que foi o meu primeiro passo para a digitalização do desenho, que hoje é completa, e as minhas páginas são inteiramente feitas com a prancheta digital. Por um lado é uma pena, porque não tenho mais desenhos originais em papel, mas por outro é um sistema de trabalho que me permite ser bem mais rápido, porque praticamente pulo a fase do lápis, e também faz o meu estilo evoluir em uma direcção que muito me satisfaz.

O Nathan Never Gigante n. 2, o outro volume que você desenhou, com texto de Antonio Serra, saiu quatro anos antes do mensal n. 105. Quanto tempo você levou para desenhá-lo e como foi o trabalho de documentação para as várias personagens da história?
Mario Alberti:
O trabalho durou um ano e meio, e os reticulados ainda eram aqueles de adesivos, colados e raspados com a lâmina para obter os efeitos desejados. A maior parte da documentação foi necessária para as páginas ambientadas no Japão, com armaduras e arquitectura. Eu queria que tudo fosse bem elaborado. E há as páginas de flashback, nas quais eu busquei reproduzir as obras-primas do Ukiyo-e de Hokusai, Utamaro, Hiroshige, creio que foi a parte mais trabalhosa de todo o volume, e uma espécie de estreia com o pincel, para mim, habituado a usar quase que exclusivamente canetas de ponta porosa.


Com Legs você pôde realizar atmosferas mais académicas do que aquelas de Nathan: o que lhe agradava na série feminina? Você acha que a série de Legs exibiu todo o seu potencial?
Mario Alberti:
O que eu gosto nas séries femininas é que elas são femininas! Há algo mais belo do que desenhar mulheres? E Legs é uma personagem forte e moderna, distante dos estereótipos da princesa a salvar, a série tinha enorme potencial. Além disso, as atmosferas mais leves também me permitiam fazer experiências com o traço e com o layout das páginas. Em suma, foi uma bela aventura!

Em 1999 saiu O imortal (Especial Legs Weaver n. 4), para quem você fez texto e desenhos: como surgiu a exigência de fazer também o roteiro? Visto depois de tantos anos, esse trabalho ainda lhe satisfaz?
Mario Alberti:
Eu quis fazer o roteiro: fazer BD significa contar histórias, mais do que fazer belos desenhos. É disso que eu gosto nos quadradinhos, eu gosto de me considerar mais um contador de histórias em papel do que um ilustrador. Depois de tantos anos… nada do que eu fiz me satisfaz plenamente. Eu imagino que faz parte do percurso evolutivo que cada um de nós percorre. Aliás, manter um saudável nível de insatisfação ajuda a nunca parar e a buscar fazer sempre o melhor.

Em 2012 você fez a capa do nono Dylan Dog Color Fest e, em 2014, a do primeiro Especial Dragonero: você gosta do trabalho de capista? E teve que superar alguma dificuldade?
Mario Alberti:
Eu gosto de fazer capas de vez em quando, se bem que, como disse antes, o prazer maior é contar histórias. A maior dificuldade com as capas, assim como com ilustrações, é conseguir concentrar toda uma história em uma única imagem e criar no leitor em potencial a vontade de saber mais!

Você ainda faz trabalhos fora da Sergio Bonelli Editore: quais são as colaborações activas e a qual desses trabalhos você é mais ligado?
Mario Alberti:
Acabou de se concluir na França a minha série Cutting Edge, publicada pela Delcourt, e agora estou para iniciar uma nova série de ficção científica para a mesma Editora. Os trabalhos aos quais sou mais ligado creio que são Morgana, a minha série de estreia nas Bande Dessinée, e o primeiro volume da mini-série Spider-Man & the X-Men, para a Marvel, ambientado nos anos setenta e com todas as personagens que tanto amei na minha infância.


Passemos agora ao Ranger que dá nome a este blogue: como aconteceu o seu ingresso na equipa dos desenhadores de Tex?
Mario Alberti: A ideia de trabalhar com Tex já estava no ar há algum tempo, a questão era aguardar a ocasião certa, que surgiu com esta nova série de Tex, os Romances aos Quadradinhos.

Como você se sente a trabalhar com o Ranger?
Mario Alberti:
É um desafio notável! Tex tem atrás de si uma história de décadas de sucessos editoriais e de lápis excelentes que se alternaram em sua páginas!

Ao desenhar Tex, você encontrou alguma dificuldade?
Mario Alberti:
Trabalhar em uma série cuja intenção é explorar novos terrenos, e o facto de ter que retratar um Tex jovem, permitiram-me mais liberdade do que se tivesse que trabalhar nas páginas da série regular. Aliás, a intenção era justamente fazer algo de novo e de diverso. Foi o que busquei fazer, no respeito à personagem e aos seus tantos leitores que seguem com fidelidade as suas aventuras. Creio que a maior dificuldade foi justamente imaginar um jovem que depois se tornaria TEX WILLER. E desenhar os cavalos!

Você teve que modificar seu estilo costumeiro?
Mario Alberti:
Para mim, cada história necessita de sua própria voz para ser contada, e o estilo deve ser ajustado a ela, sem trair a própria sensibilidade.

Como definiria graficamente o seu Tex?
Mario Alberti:
Graficamente… nossa, não sei responder. Creio que a resposta está no meu Tex desenhado.

Nos últimos tempos vários desenhadores fizeram uma rápida aparição em Tex e depois voltaram a trabalhar com outras personagens. O seu trabalho com Tex será duradouro, ao menos na sua intenção?
Mario Alberti:
Por enquanto a minha aventura no Oeste encerra-se aqui e eu volto às naves espaciais. Mas com se diz, nunca diga nunca!


Para si, quem ou o que é Tex? O que você gosta mais e o que gosta menos no Ranger?
Mario Alberti:
Tex é um dos símbolos da BD na Itália, pelo modo como é concebido, escrito, desenhado e lido no meu País.

Para concluir o tema, como vê o futuro do Ranger?
Mario Alberti:
Essa é uma pergunta para Mauro Boselli!


Quanto tempo leva para desenhar uma página? Cumpre horários? E como é o seu dia padrão entre trabalho, leituras, busca de informações, ócio, vida familiar?
Mario Alberti:
Eu procuro trabalhar no mínimo oito horas por dia, começo às oito da manhã, vejo alguns desenhos no facebook, leio a correspondência e depois começo a trabalhar. Nem sempre consigo, e dificilmente por períodos mais longos que um ou dois meses, mas o ideal seria manter a concentração, permanecer dentro da história até desabar. Um pouco de stress de prazos a cumprir também ajuda. Para ter uma ideia de prazos a definir em um contrato, eu calculo dez páginas colorizadas por mês. Na verdade, os meses – ou mesmo anos – passados em um trabalho têm várias flutuações de concentração, de resultados… é meio difícil fazer uma média de produtividade diária. E também há os dias passados sem que saia nada de bom, e aí se joga a toalha e passa-se a ver filmes, ler e, no meu caso, a importunar os vizinhos com o saxofone.


Como é a sua técnica de trabalho?
Mario Alberti:
Eu faço um layout aproximado da página, com os balões para visualizar como serão posicionados e que partes do desenho vão cobrir. Um esboço de anatomia, linhas de perspectiva e massas escuras. Feito isso, parto para a arte-final digital. O facto de trabalhar em uma prancheta digital permite-me mudar de ideia, buscar soluções diferentes, sem descartar nada do que foi feito antes. Uma coisa da qual nunca fiquei totalmente satisfeito nos meus desenhos é que, na passagem da tinta (a arte-final), inevitavelmente se perde a vivacidade e a energia do primeiro traço. Saltar quase que completamente a fase do lápis e desenhar de primeira permite-me buscar essa vivacidade com bastante serenidade e prazos aceitáveis.


Quais são os seus projectos imediatos?
Mario Alberti:
Uma nova série de ficção científica para a Editora francesa Delcourt.

Quais BDs você lê actualmente?
Mario Alberti:
Infelizmente eu leio pouco. A última obra que pousou na pilha de material para ler é Le rapport de Brodeck de Manu Larcenet.

Além de BD, que livros você lê? E quais são as suas preferências no cinema e na música?
Mario Alberti:
Ficção científica! Na BD, nos livros e no cinema. Música: tudo o que me ajuda a desenhar uma determinada cena. Muito jazz e trilhas sonoras.


Bem, chegamos ao fim. Há algo mais que você gostaria de dizer? Algo que não lhe foi perguntado e que gostaria que os nossos leitores soubessem?
Mario Alberti:
Obrigado por terem lido!

Caro Mario, em nome do blogue português de Tex, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.


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Intervista esclusiva: MARIO ALBERTI

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Giampiero Belardinelli per la formulazione delle domande, di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni e di Bira Dantas per la caricatura.

Ciao carissimo Mario Alberti, e benvenuto sul blog portoghese di Tex! Per iniziare parlaci della tua infanzia con i fumetti.
Mario Alberti: Ho imparato a leggere sulle pagine di Topolino e fin da piccolo ho disegnato tantissimo: paperi, topi e poi Spider-Man, Alan Ford… la maestra alle elementari si lamentava del fatto che non facessi altro!

Ti sei laureato alla Facoltà di Economia e Commercio di Milano con una tesi sulla distribuzione dell’editoria a fumetti: quali sono stati i motivi di questa scelta?
Mario Alberti: Il corso di laurea che avevo scelto era in marketing, mi sembrava di poter infilare in questo modo la mia passione per i fumetti anche lì. Era anche un modo per me di conoscere un aspetto dell’editoria a fumetti che conoscevo poco e un soggetto per la tesi decisamente poco esplorato.

Quando hai iniziato a prendere confidenza con matite e pennelli?
Mario Alberti: Fin da piccolo. Disegnare per me è sempre stata un attività appagante e che mi permetteva di immaginare mondi, personaggi e storie che sognavo di poter raccontare.

Quali sono stati i tuoi primi lavori professionali?
Mario Alberti: Ho esordito professionalmente sulle pagine dell’Intrepido, una rivista italiana storica e che in quel periodo ha ospitato tanti miei coetanei alle prime armi.

Quando e come sei entrato in contatto con la Sergio Bonelli Editore?
Mario Alberti: Negli anni in cui ho cominciato a lavorare, i primi ’90, Bonelli pubblicava la sua prima serie di fantascienza: Nathan Never. Mi appassionai subito al personaggio e alle sue storie e da subito iniziai a coltivare la speranza di arrivare su quelle pagine. A un certo punto ho preso coraggio e ho mandato degli studi alla redazione che sono arrivati sulla scrivania di Antonio Serra. Sono piaciuti e mi hanno chiesto di fare delle tavole di prova che dopo vari rifacimenti e con i consigli di Antonio, sono state approvate e ho potuto finalmente avere in mano la mia prima sceneggiatura per Nathan: Il canto della balena!


Così, per la Casa Editrice milanese hai iniziato con Nathan Never: i primi due albi della serie mensile (i numeri 30 e 40) sono usciti a breve distanza l’uno dall’altro, mentre il terzo (il numero 105) è stato pubblicato diversi anni dopo. Quali sono stati i motivi? Inoltre qual è stata l’evoluzione stilistica tra i primi due volumi e il terzo?
Mario Alberti: Tra “Il passato di Reiser” e “Missione ad alto rischio” ci sono stati il secondo albo gigante di Nathan Never e diversi numeri per la serie spin-off di Legs Weaver. A un certo punto ho cominciato a inserire nei miei disegni dei retini realizzati al computer… è stato il mio primo passo verso la digitalizzazione del disegno che ora è completa: le mie tavole sono ormai interamente realizzate con la tavoletta grafica. Da una parte è un peccato perché non ho più dei disegni originali su carta ma dall’altra parte ho trovato un sistema di lavoro che mi permette di andare molto più veloce, saltando quasi la fase delle matite e anche di evolvere il mio stile in una direzione che mi soddisfa molto.

Il Nathan Never Gigante n. 2, l’altro volume da te disegnato, su testi di Antonio Serra, è uscito quattro anni prima del mensile n. 105. Puoi raccontarci quanto tempo hai impiegato a realizzarlo e com’è stato il lavoro di documentazione sugli innumerevoli personaggi del racconto?
Mario Alberti: E’ stato un lavoro durato un anno e mezzo e i retini erano ancora di quelli adesivi, incollati e graffiati con la lametta per ottenere gli sfumati. L’impegno più grosso di documentazione è stato necessario per le tavole ambientate in Giappone: armature, architettura… volevo fosse tutto accurato. Ci sono poi delle pagine in flashback che ho voluto fare cercando di riprodurre i capolavori dell’Ukiyo-e di Hokusai, Utamaro, Hiroshige, la parte più impegnativa di tutto l’albo, forse, e una specie di esordio al pennello per me, abituato a usare quasi esclusivamente i pennarelli.

Con Legs hai potuto sperimentare atmosfere forse più scanzonate rispetto a Nathan: cosa ti piaceva delle serie femminile? Pensi che la serie di Legs abbia espresso tutte le sue potenzialità?
Mario Alberti: Delle serie femminili mi piace che sono femminili! Cosa c’è di più bello che disegnare delle donne? Legs poi è un personaggio forte e moderno, lontano dagli stereotipi della “principessa da salvare”: le potenzialità per la serie erano enormi. Le atmosfere più leggere poi mi permettevano anche di essere un po’ più sperimentale con il tratto e il layout delle pagine… insomma, è stata una bella avventura!

Nel 1999 esce “L’immortale” (Speciale Legs Weaver n. 4) di cui hai realizzato sia i testi sia i disegni: com’è nata l’esigenza di scrivere anche la sceneggiatura? Questo tuo lavoro, a distanza di alcuni anni, ti soddisfa ancora?
Mario Alberti: Volevo misurarmi con la sceneggiatura: fare fumetti significa raccontare storie prima che fare dei bei disegni. E’ questo che mi piace dei fumetti, mi piace considerarmi più una specie di cantastorie su carta che un illustratore. A distanza di anni… niente di quello che ho fatto mi soddisfa appieno. Immagino faccia parte del percorso evolutivo che ognuno di noi si trova a fare, anzi, mantenere un sano livello di insoddisfazione aiuta a non fermarsi mai e a cercare di fare sempre meglio.

Nel 2012 hai realizzato la copertina del nono Dylan Dog Color Fest e, nel 2014, quella del primo Speciale Dragonero: ti piace il lavoro di copertinista? Quali difficoltà, se ne hai avute, hai dovuto superare?
Mario Alberti: Mi piace, di tanto in tanto, fare delle copertine, anche se come dicevo più sopra, a me piace soprattutto raccontare storie. La difficoltà maggiore con le copertine, come con le illustrazioni, è riuscire a concentrare tutta un storia in una immagine sola e fare in modo che al potenziale lettore venga voglia di saperne di più!

Stai lavorando anche al di fuori della Sergio Bonelli Editore: quali sono le collaborazioni ancora attive e a quali di questi tuoi lavori sei più legato?
Mario Alberti: E’ appena terminata in Francia la mia serie “Cutting Edge”, edita da Delcourt, e sto per iniziare ora una nuova serie di fantascienza per lo stesso editore. Forse i lavori a cui sono più legato sono Morgana, la mia serie di esordio nella Bande Dessinée, e il primo albo della mini-serie “Spider-Man & the X-Men”, per Marvel, ambientato negli anni settanta e con tutti i personaggi che ho amato tanto da piccolo.

Passiamo adesso al Ranger che dà nome a questo blog: vuoi raccontarci com’è avvenuto il tuo arruolamento nello staff dei disegnatori di Tex?
Mario Alberti: L’idea di farmi lavorare su Tex era nell’aria già da un po’, si trattava di trovare l’occasione giusta che si è presentata con questa nuova collana dei Tex – Romanzi a fumetti.

Come ti senti a misurarti con il Ranger?
Mario Alberti: E’ una sfida notevole! Tex ha alle spalle una storia di decenni di successi editoriali e di matite eccellenti che si sono avvicendate sulle sue pagine!

Nel disegnare Tex, che tipo di difficoltà hai incontrato, se ne hai incontrate?
Mario Alberti: La possibilità di lavorare su una serie che per intenti vuole esplorare terreni nuovi e il fatto di dover ritrarre un Tex giovane, mi hanno concesso maggiori libertà che se avessi dovuto lavorare sulle pagine della serie regolare. Anzi, l’intento era proprio di fare qualcosa di nuovo e di diverso. E’ quello che ho cercato di fare, nel rispetto del personaggio e dei suoi tanti lettori che ne seguono fedelmente le avventure. La difficoltà più grande forse è stata proprio immaginare un giovane che poi sarebbe diventato TEX WILLER. E disegnare i cavalli!

Hai dovuto modificare il tuo solito stile, oppure no?
Mario Alberti: Penso che ogni storia abbia bisogno della sua “voce” per essere raccontata e lo stile va aggiustato di conseguenza, senza tradire la propria sensibilità.

Come definisci graficamente il tuo Tex?
Mario Alberti: Graficamente… accidenti, non so rispondere. Forse la risposta è proprio nel mio Tex disegnato.

Negli ultimi tempi diversi disegnatori hanno fatto solo una veloce comparsata su Tex e poi sono tornati a lavorare su altri personaggi. Quello su Tex è per te un impegno duraturo, almeno nelle tue intenzioni?
Mario Alberti: Per ora la mia avventura nel West si chiude qui, torno alle astronavi… ma, come si dice: mai dire mai!

Chi o cosa è Tex secondo te? Cosa ti piace di più nel Ranger e cosa di meno?
Mario Alberti: Tex è uno dei simboli del fumetto in Italia, di come viene concepito, scritto, disegnato e letto il fumetto nel mio Paese.

Per concludere il tema, come vedi il futuro del Ranger?
Mario Alberti: Questa è una domanda per Mauro Boselli!

Quanto tempo impieghi per disegnare una tavola? Hai degli orari? Come si articola una tua giornata tipo fra lavoro, letture, tenerti informato, ozio, vita familiare?
Mario Alberti: Cerco di lavorare almeno otto ore al giorno, inizio alle 8 del mattino, vado a guardami un po’ di disegni su facebook, leggo la posta e poi parto con il lavoro. Non sempre mi riesce e difficilmente per periodi più lunghi di uno o due mesi, ma l’ideale sarebbe rimanere poi concentrati, “dentro la storia”, finché non si crolla. Un po’ di stress da scadenza, aiuta. Per avere un’idea di quando mettere una scadenza nel contratto, calcolo 10 pagine colorate al mese. In realtà i mesi, o anche anni, passati su un lavoro hanno tante fluttuazioni di concentrazione, di risultati… è un po’ difficile fare una media di “produttività” giornaliera. Ci sono anche giornate passate senza combinare niente di buono e allora si fa la “spugna”, guardando film, leggendo, nel mio caso importunando i vicini con il saxofono.

Puoi esporci la tua tecnica di lavoro?
Mario Alberti: Faccio un layout di massima della pagina, con i baloons per prevedere il loro posizionamento e l’ingombro. Un abbozzo di anatomia, linee prospettiche e masse nere. Su quello parto direttamente con l’inchiostrazione digitale. Il fatto d lavorare su una tavoletta grafica mi permette di cambiare idea, provare diverse soluzioni, senza buttar via niente di quanto fatto prima. Una cosa che non mi ha mia soddisfatto in pieno del mio disegno è il fatto che nel ripasso a china della matita si perde inevitabilmente la freschezza e l’energia del primo tratto, saltare quasi completamente la matita e disegnare in qualche modo “alla prima”, mi permette di ricercare questa freschezza con abbastanza serenità e tempi accettabili.

Quali sono i tuoi progetti immediati?
Mario Alberti: Una nuova serie di fantascienza per l’editore francese Delcourt.

Quali fumetti leggi attualmente?
Mario Alberti: Leggo poco, purtroppo. L’ultima cosa aggiunta alla pila di roba da leggere è “Le rapport de Brodeck” di Manu Larcenet.

Oltre ai fumetti, quale tipo di libri leggi? E quali sono le tue preferenze nel campo del cinema e della musica?
Mario Alberti: Fantascienza! Nei fumetti, nei libri e al cinema. Musica: tutto quello che mi aiuta a disegnare una determinata scena. Molto jazz e colonne sonore.

Bene, noi avremmo finito. C’è ancora qualcosa che vorresti dire? Qualcosa che non ti è stato chiesto e che avresti assolutamente voluto far sapere ai nostri lettori?
Mario Alberti: Grazie per la lettura!

Caro Mario, ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso.

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