Tex Willer desenhado por Haris Varajic

Tex Willer desenhado por Haris Varajic

Por José Carlos Francisco

Haris Varajic

Haris Varajic é um desenhador profissional de banda desenhada, nascido em 1976 na cidade de Foča (ex-Jugoslávia), vivendo no presente em Goražde (Bósnia e Herzegovina). Desde muito novo mostra o amor pela nona arte já que desde os primeiros tempos escolares sempre que podia lá estava a desenhar.

Em 1986, “descobre” Dylan Dog, apaixonando-se pelas histórias aos quadradinhos e mais a sério começa a aprender tudo sobre esse tipo particular de arte. Em 1992 inscreveu-se na Secondary school of Applied Arts, em Sarajevo, onde aprendeu os fundamentos do desenho clássico, tendo se formado em 1995. Nos anos seguintes vira-se para as pinturas clássicas, vendendo os seus belos quadros, destacando-se sobretudo pelas paisagens e retratos. Em 2011 Haris Varajic decide dedicar-se totalmente em trabalhar com a Banda desenhada, sendo hoje em dia um dos autores mais renomados do seu país com muitas obras publicadas.

Tex, o grande, na interpretação de Haris Varajic

Mas o grande sonho de Haris Varajic, cuja arte é influenciada visivelmente pelos fumetti italianos, é desenhar para a Sergio Bonelli Editore e em especial para Zagor ou Tex, duas das suas três (a outra é Dylan Dog) personagens preferidas. Inclusive Haris Varajic está a fazer testes para se candidatar a um lugar na Sergio Bonelli Editore, o que pelos desenhos que damos a conhecer hoje neste post, pode vir a ser uma realidade tamanha é a sua qualidade.

Haris Varajic no seu estúdio, interpretando o papel de Tex Willer

Para conhecer melhor Haris Varajic e a sua deslumbrante arte, recomendamos uma vista ao seu excelente blogue (http://harisvarajic.blogspot.com) onde inclusive podem ser vistas algumas das suas histórias já publicadas e até vídeos durante a realização de algumas das suas ilustrações.

Tex na arte de Haris Varajic

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A CAPA do Suplemento das Capas de Tex Coleção #400

Por José Carlos Francisco

Capa de Tex Coleção #400

No início de Março a Mythos Editora vai publicar no Brasil a quatrocentésima edição de Tex Coleção, um feito já de si notável, mas para a efeméride ser ainda maior, na capa (da autoria de Aurelio Galleppini) do volume que chega aos quiosques brasileiros no dia 4 de Março, comparecerá, certamente com orgulho, um anúncio Mythosiano chamando a especial atenção para um encarte colorido contendo as primeiras 399 capas de Tex Coleção, como se pode constatar observando a capa da edição nº 400 de Tex Coleção, capa essa reproduzida aqui ao lado.

Trata-se de um caderno contendo todas as 399 capas de Tex Coleção publicadas no Brasil, um item muito especial e que foi uma vez mais (recorde-se que um caderno de capas tem sido um brinde usual da Mythos Editora aos seus leitores) o eleito entre as inúmeras sugestões enviadas por leitores de todo o Brasil e também de Portugal, à redacção Mythosiana como forma de assinalar as quatro centenas de edições de Tex Coleção.

As primeiras 9 capas do catálogo de Tex Coleção #400

Para capa foi eleita uma ilustração de Tex Willer (realizada por Aurelio Galleppini) escolhida pelo editor Dorival Vitor Lopes sendo a arte da autoria de Helcio de Carvalho. Desta vez a Mythos Editora quis colocar somente as capas, sem nenhuma página de texto, destacando as capas centenárias com um tamanho maior, um “plus a mais” que o editor do Ranger quis acrescentar e que deu certo nas 48 páginas do folheto, neste que será o melhor caderno de capas que a Mythos Editora já nos brindou: Todo colorido e em papel couché 90g para ninguém reclamar e que seguramente ficará lindo.

A primeira capa centenária de Tex Coleção

Pois bem, é a capa desse suplemento das 399 capas de Tex Coleção, que o blogue português do Tex tem a honra e o privilégio de mostrar de seguida, em antestreia mundial e em mais um rigoroso exclusivo:

Capa do caderno de capas de Tex Coleção #400

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Póster Tex Nuova Ristampa 257

Póster Tex Nuova Ristampa 257

Nesta nova ilustração de Claudio Villa, vemos Tex Willer a vigiar o palco do teatro de Leadville, onde estava a ser apresentada a peça “Hamlet”, uma das mais famosas e exigentes tragédias de Shakespeare, momentos antes de um vil ataque do Tigre Negro…

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Un artiglio nel buio”, de Claudio Nizzi e Claudio Villa (Tex italiano #381 a #384).
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Texto de José Carlos Francisco

Entrevista com o fã e coleccionador: Carlos Henrique Mercio

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Carlos Henrique Mercio: Bom, nasci em Bagé, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul em 10 de Julho de 1962. Trabalho como secretário em uma Universidade desta cidade.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Carlos Henrique Mercio: É paixão antiga, vem dos sete anos, oito anos, quando ainda não era muito habilidoso nas artes da leitura.

Quando descobriu Tex?
Carlos Henrique Mercio: Conheci Tex Willer em 1972, através da edição O Massacre dos Búfalos/O Mistério do Vale da Lua.

Porquê esta paixão por Tex?
Carlos Henrique Mercio: Porque o personagem agrega em si a coragem, a auto-determinação, o ímpeto. Ele é a típica pessoa que diante de um problema, não fica questionando: ele age.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Carlos Henrique Mercio: Ele é o último de sua “espécie”: o cowboy. Anos atrás, encontrávamos muitos tipos como ele, o sujeito montado, percorrendo a pradaria e rápido no gatilho. Actualmente, Tex, é o único. Tamanha longevidade e consolidação o indica como um guerreiro puro.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Carlos Henrique Mercio: Agora vem o complicado. Não sou um coleccionador, mas sempre acompanhei Tex de alguma forma, seja através do empréstimo de exemplares dos amigos ou da própria Web. A memória faz o resto, é difícil esquecer as aventuras de um personagem importante.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Carlos Henrique Mercio: Os grandes ilustradores de Tex. Fusco, Letteri, Ticci, Galep ou Claudio Villa. Gosto de reunir os seus trabalhos em arquivos.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Carlos Henrique Mercio: Estou cobiçando as figuras coleccionáveis de Tex e outros personagens do seu mundo.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Carlos Henrique Mercio: A história favorita é “O Mistério do Vale da Lua”. Um grande mistério, um inimigo sorrateiro e desconhecido, um toque de sobrenatural. Desenhador, Ferdinando Fusco. Argumentista, G. L. Bonelli.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Carlos Henrique Mercio:
Acho que o que mais agrada é sua capacidade de essencialmente, quase não ter mudado em todos esses anos e sempre fazer sucesso. O que desagrada é o herói nunca ter vivido uma aventura no Brasil. Já esteve tão perto (na Patagónia).

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Carlos Henrique Mercio: Fundamentalmente, Tex bate-se por tudo aquilo que qualquer um de nós valoriza: a justiça, a verdade e a honestidade. Ele é portanto, próximo a todos nós.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Carlos Henrique Mercio: Converso com grandes amigos como o Alvaro Barreto, amigo e irmão desde sempre e com o Luiz Cesar Jr, que reside na mesma cidade que eu. Pela Web, converso com o Dary Pereira. Todos grandes coleccionadores.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Carlos Henrique Mercio: A perda de Sergio Bonelli chegou a preocupar, mas vemos que o legado de Tex prosseguirá, conduzido por outros profissionais, que compreendem a sua importância para tantos em tantos países.

Prezado pard Carlos Henrique Mercio, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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