Em mais uma movimentada ilustração de Claudio Villa, vemosTex Willer e Kit Carson a serem perseguidos por um bando de nove bandidos, a soldo de Howard Wilson (o homem que detinha o monopólio dos transportes em Leadville por conta do Tigre Negro), que estavam escondidos no velho povoado mineiro de Passo Cubero, localidade onde armaram uma armadilha aos Rangers…
DesenhoINÉDITO no Brasil e inspirado na história “Un artiglio nel buio”, de Claudio Nizzi e Claudio Villa (Tex italiano #381 a #384).
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Paulo Magalhães erguendo a Taça de Campeão de Portugal em futebol conquistada pelo Sport Lisboa e Benfica
Paulo Magalhães, treinador e responsável pela modalidade de boxe olímpico do Sport Lisboa e Benfica (Portugal) é também coordenador do Núcleo de Desportos de Combate doSLBe presidente da Federação Portuguesa de Artes Marciais (FPAM). Na sua carreira como lutador,Paulo Magalhães foi por diversas vezes campeão portuguêsnas modalidades de boxe e kick boxing e campeão europeude kick boxing.
Paulo Magalhães, campeão europeu e formador de campeões
Grandes campeões formado pelo excelente mestre Paulo Magalhães
Actualmente, passa a experiência que adquiriu ao longo dos anos nos ringues do mundo, a cerca de 300 crianças doSport Lisboa e Benficae 32 atletas, preparando-os para competições de boxe e kick boxing, para além de também prestar segurança à equipa de futebol do Benfica acompanhando-a não somente nas suas deslocações pelo mundo fora, mas também no próprio Estádio da Luz onde viveu grandes momentos como o que mostramos no início deste texto e onde se vêPaulo Magalhães a erguer o Troféu de Campeão de Futebol de Portugalna época passada, 2014/2015.
Paulo Magalhães com o plantel benfiqusta nos Estados Unidos da América
Paulo Magalhães nos Estados Unidos da América com o seu grande ídolo e campeão Mike Tyson, na companhia do treinador Rui Vitória e de Rui Costa
Paulo Magalhães entre várias personalidades benfiquistas
Mas o que Paulo Magalhães tem a ver com o Tex, devem estar a perguntar muitos dos nossos leitores ao lerem este texto, pois bem, o Paulo além da sua grande paixão pelo Glorioso Benfica que vem dos seus tempos de criança tem outra grande paixão que tem tudo a ver com o Ranger criado em 1948 por G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini, já que o Paulo Magalhães é também um dos maiores fãs e coleccionadores de Tex do nosso país e muita da sua paixão pelos desportos de combate vem precisamente da leitura texiana e dos combates do Ranger nas revistas que lia desde criança, como o próprio confidenciou no decurso do recente Convívio Texiano do Cacém onde o Paulo Magalhães participou e que contou com a presença do consagrado desenhador de Tex Luca Vannini.
José Carlos Francisco, Paulo Magalhães e Carlos Moreira, três ilustres texianos benfiquistas
Paulo Magalhães entre a família texiana
Mas para conhecer este campeão benfiquista e sócio do Clube Tex Portugal, mostramos de seguida um vídeo da Benfica TV dedicado às estrelas do SLB onde o próprio Paulo Magalhães se apresenta:
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Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão.
Maurizio Dotti
O Clube Tex Portugal realiza, em Anadia, nos dias 23 e 24 de Abril próximo a3ª Mostra do Clube Tex Portugal e traz pela primeira vezMAURIZIO DOTTI ao nosso país, motivo mais que suficiente para esta nova entrevista do blogue português do Tex com o autor italiano que estará então presente (juntamente com Massimo Rotundo) na capital da Bairrada no fim de semana de 23 e 24 de Abril no mui nobre MUSEU DO VINHO BAIRRADA.
Caro Maurizio, mais uma vez bem-vindo ao blogue português de Tex. Você será protagonista no nosso país de uma exposição do Clube Tex Portugal, na cidade de Anadia. O que representa para si esse evento que contará com a sua presença em um país estrangeiro? Maurizio Dotti:Inicialmente, agradeço muito pelo gentil convite para participar dessa iniciativa. É uma ocasião muito importante, não só para mim como também para a personagem que tenho a sorte de desenhar e por tudo o que ela representa. Eu sempre considerei que a notoriedade de Tex seria um facto exclusivamente italiano, e descobrir que é um fenómeno que ultrapassa as fronteiras do meu país é uma coisa que muito me impressiona.
O que convenceu Maurizio Dotti, autor de reconhecimento mundial, a aceitar um convite tão incomum? Maurizio Dotti: Eu aprecio muito o contacto com os leitores, sejam italianos, portugueses ou de outros países, e eu reconheço-me nessa paixão porque sei que nasce do antigo fascínio pela aventura.
Tex no Paço da Graciosa em Anadia, numa deslumbrante arte de Maurizio Dotti
Você tem algum contacto com a BD feita em Portugal? Conhece algum autor como, por exemplo, E. T. Coelho, que por muito tempo morou e trabalhou na Itália, e que é considerado por muitos como o melhor desenhador de quadradinhos portugueses de todos os tempos? Maurizio Dotti:Devo confessar que não conheço autores portugueses de BD. Eu pesquisei sobre E. T. Coelho e descobri um autor de talento, influenciado, como a maior parte de seus colegas, contemporâneos ou não, pelo estilo americano de Alex Raymond. Como não lhe dar razão?
Alargando um pouco o horizonte da entrevista, o que o convenceu a entrar para a indústria dos comics? Maurizio Dotti:Desde a mais tenra idade eu sempre desejei desenhar quadradinhos. No final da década de 1960 eu tinha dez, onze anos e não fazia ideia do que fazer para tornar-me um autor, mas tinha a mais absoluta certeza de que realmente queria. Na época ainda não havia todas as escolas para aspirantes a desenhadores que existem hoje. O aprendizado da profissão acontecia ao se frequentar o estúdio de um desenhador profissional, quando se tinha a sorte de poder fazer isso, e era ele quem decidia se o candidato tinha o perfil da profissão. Eu passei intermináveis horas, meses, anos a desenhar com a cabeça mergulhada em folhas de desenho, a copiar de modo insistente o trabalho dos meus autores preferidos.
Maurizio Dotti no seu estúdio a desenhar Tex
Como analisa a evolução da sua carreira? Maurizio Dotti: A evolução da minha carreira não foi linear. Os meus interesses juvenis eram o teatro e a BD e, embora pareça estranho, foi assim, afinal em ambos os casos tratava-se de contar histórias. Até os trinta e quatro anos de idade eu consegui cultivar os dois e, desde 1995, eu sou um profissional dos quadradinhos em tempo integral, para minha grande satisfação – e espero que também o seja para os meus leitores. Com muita alegria eu retornei ao faroeste, um género que desenhei muito no início da minha carreira. Eu sinto-me um grande privilegiado, faço um trabalho belíssimo que sempre desejei fazer e ainda hoje com o mesmo entusiasmo do início.
No que você está a trabalhar actualmente? Maurizio Dotti: Em uma história de Tex escrita por Mauro Boselli que retoma uma velha personagem proposta em mais de uma história da série, Andrew Liddel, vulgo Mestre. Eu não sei quantos volumes a trama ocupará, só sei que pela primeira vez levará Tex a viver uma aventura na Nova York do século 19. Até o presente desenhei quarenta páginas.
Rio Quemado, a aventura de Mauro Boselli com desenhos de Maurizio Dotti estará exposta em Anadia
O que sentiu quando recebeu o convite para desenhar Tex? Maurizio Dotti:Fazia tempo que se falava nisso, mas quando Boselli deu-me a notícia, eu senti muito entusiasmo. Eu senti-me carregado de carga criativa, animado por uma grande vontade de desenhar, mas também ciente da grande responsabilidade que eu assumia. Dar vida a uma personagem como Tex é um feito de fazer tremer os pulsos. Como não sentir o peso do facto de que grandes autores o desenharam antes de mim, que consolidaram a merecida e indiscutível fama que todos lhe reconhecem? Eu fui e sou muito grato a Mauro Boselli, com quem trabalho em absoluta sintonia há vinte anos, por ter-me dado essa grande oportunidade.
O que Tex representa para si e qual a importância dele na sua vida? Maurizio Dotti: Tex representa sobretudo a grande paixão da adolescência que se transformou e se perpetuou na profissão. Eu confesso que fui contaminado pela Síndrome de Peter Pan: o adolescente e o adulto que coexistem em mim encontram no mundo da BD, e no de Tex em particular, a possibilidade, agora como artífice, de continuar a fantasiar e permitir, dentro das minhas possibilidades, que os leitores também o façam. Tex representa tudo o que todos gostaríamos de ser: vingador de injustiças, inflexível com os vilões mas capaz de muita magnanimidade. Ele encarna o destacado senso de justiça que, de forma instintiva, nós partilhamos, ainda que seja aplicado de forma rude e rápida, e talvez gostemos justamente por isso. De resto, no mundo da fantasia isso funciona muito bem.
O Tex de Maurizio Dotti
Para concluir, gostaria de deixar uma mensagem aos seus admiradores que irão a Anadia? Maurizio Dotti: Eu tenho muito afecto por todos os meus leitores, mais ainda pelos que encontrarei em Anadia, tão distantes porém aficionados. São os leitores que, com a sua fidelidade, dão-me a possibilidade de desenvolver esta bela profissão, e sem eles não me seria possível ter o privilégio de trabalhar e viver sempre a me divertir.
Maurizio, agradecemos muitíssimo pelo tempo que nos dedicou uma vez mais.
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