O editorial da revista nº 4 do Clube Tex Portugal

O editorial da revista nº 4 do Clube Tex Portugal

Ainda não se calaram os ecos vindos de Anadia e da 3ª Mostra do Clube Tex Portugal, que este ano registou uma afluência recorde, e já estamos de volta com a nossa revista, com mais páginas de divulgação do nosso querido ranger e do western em geral. Mas este não é um número qualquer, porque pela primeira vez a revista tem a honra de publicar uma história oficial, para mais inédita em alguns países, nomeadamente no Brasil, e que em Portugal também nunca foi publicada a cores. Estamos a falar de A Presa (La Preda), uma história curta assinada por Mauro Boselli e Fabio Civitelli e que, por gentileza da Sergio Bonelli Editore, em especial do seu responsável Davide Bonelli, temos o privilégio de poder apresentar nas páginas deste número da revista. Uma história que foi publicada originalmente a 24 de Junho de 2012 pelo jornal italiano Corriere Della Sera, no seu suplemento dominical La Lettura e que o BDjornal nº 29, de Outubro de 2012, apresentou no habitual padrão bonelliano, embora a preto e branco.

Mas este número da revista traz muito mais e outro tanto ficou por apresentar. Na realidade, os pedidos de colaboração têm vindo a crescer, demonstrando o carinho e a paixão que a revista tem vindo a merecer por parte dos texianos, o que nos leva a fazer uma selecção e a adiar a publicação de alguns trabalhos para próximos números.

Para já, este quarto número traz uma vez mais duas capas, desta vez do magnífico Enrique Breccia, desenhador, pintor, ilustrador, um dos maiores autores latino-americanos de sempre e que será o desenhador do próximo Tex Gigante, a ser publicado em Itália este mês de Junho com o título de Capitan Jack. Começou a trabalhar em 1968, como colaborador do pai Alberto Breccia na biografia de Che Guevara, escrita por Héctor Germán Oesterheld, percorrendo desde aí uma carreira intensa e brilhante e que motivou o artigo do já nosso habitual colaborador Italo Marucci.

As colaborações estendem-se nas páginas seguintes a artigos de Rui Cunha, que aborda a participação de Tex na Guerra Civil Americana, conhecida também por Guerra da Secessão; do Jesus Nabor Ferreira, que nos fala de A Dama do Colorado (Colorado Belle), uma excelente aventura de Boselli e Font; do Júlio Schneider, que apresenta um artigo sobre um dos símbolos de poder usados por Tex Willer, o célebre wampum, a faixa usada na cabeça; do Mário João Marques, que apresenta um artigo sobre a personagem do Tigre Negro, um dos grandes inimigos texianos, depois de no número anterior já termos falado de Mefisto; do Paulo Guanaes, mítico tradutor de Tex no Brasil, que escreve sobre o papel dos índios no universo texiano; do José Carlos Francisco, que apresenta a segunda parte do seu artigo dedicado às estatuetas de Tex; do Carlos Gonçalves, que apresenta um extenso e bem documentado artigo sobre os cowboys do “antigamente”; e finalmente do Moreno Burattini, que sublinha todas as suas participações como analista e ensaísta em várias obras dedicadas a Águia da Noite, ao longo de décadas de trabalho.

Bruno Brindisi e Dante Spada, com desenhos, e Alessandro Nespolino, com um esboço de uma sua página, presentearam-nos com as suas colaborações em exclusivo para a revista. A eles o nosso agradecimento, tal como à Mythos e ao seu responsável Dorival Vítor Lopes pela colorização da capa alternativa, ao querido Júlio Schneider pelas traduções, nunca deixando de agradecer à Sergio Bonelli Editore e ao nosso Jorge Machado-Dias, que uma vez mais empenhou-se na elaboração de mais este número da revista que o leitor tem em mãos.

Nota do Clube Tex Portugal a todos os sócios:

Como habitualmente, os sócios do Clube Tex Portugal (com excepção dos sócios menores) COM AS QUOTAS DO MÊS DE JUNHO PAGAS, terão direito a receber gratuitamente um exemplar da revista. Dado que este 4º número será publicado com duas versões da capa, o exemplar gratuito será o da versão com desenho de Tex e Dinamite a cavalgar.

Adicionalmente, sem qualquer limite, os sócios podem adquirir mais exemplares da revista, quer da versão oficial quer da versão alternativa, sendo o preço unitário de 10 euros.

Deste modo, todos os sócios (que ainda não o tenham feito) que desejem adquirir exemplares da revista, devem informar desde já o Clube Tex Portugal, na forma de comentário a este post ou escrevendo para José Carlos Francisco (josebenfica@hotmail.com), indicando o nº de exemplares pretendido para cada versão da capa e procedendo ao respectivo pagamento na conta do Clube Tex Portugal ou através de paypal, enviando o comprovativo desse mesmo pagamento.

  • Pagamentos internacionais por transferência bancária  devem ser feitos com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube, devendo ser creditada a conta PT50003600009910590434664 em nome do Clube Tex Portugal na Caixa Económica Montepio Geral – código swift: MPIOPTPL;
  • Pagamentos nacionais por transferência bancária  devem ser feitos para o NIB 0036.0000.99105904346.64
  • Pagamentos por Paypal devem ser efectuados para o e-mail cacem.moreira@gmail.com com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube.

As críticas do Marinho: Carovana di Audaci – Caravana de audazes (Tex italiano 662 e 663)

Por Mário João Marques

A gesta dos pioneiros faz parte de um oeste dramático, de um oeste verídico, de um oeste onde os homens rumavam a lugares distantes, decididos a enfrentar novos desafios em lugares desconhecidos. Terra Promessa, de Gianluigi Bonelli e Giovanni Ticci, terá sido a primeira aventura na série a exaltar esta gesta, quando Tex acompanha até à Califórnia uma caravana de Quaccheri, auto-denominados como a sociedade dos amigos, um grupo que recusava o uso da violência e das armas, uma opção difícil de entender e sobretudo manter no violento oeste. Mais tarde, Giancarlo Berardi escreveu Oklahoma, com desenhos de Guglielmo Letteri, uma das aventuras que os leitores mais apreciam, mas ao mesmo tempo uma aventura muito diferente daquelas que o leitor texiano estava habituado, apresentando um Tex que, não deixando de ser um herói clássico e sério, acabará por ser incluído no meio de uma diversidade de personagens que vão catapultar Oklahoma para uma aventura colectiva, onde o ranger não se assumirá como o protagonista tipicamente bonelliano.

Mais recentemente, em I Pionieri, aventura desenhada por Andrea Venturi, Mauro Boselli conseguirá captar a essência e a espessura dramática da epopeia dos pioneiros, nunca deixando de sublinhar as grandes linhas da série. São apenas três exemplos de aventuras sobre o tema, perfeitamente reveladoras das dificuldades de um grupo de homens agarrados a uma esperança e a um sentimento forte. Carovana di Audaci é mais um exemplo, uma aventura com um argumento linear idealizado por Luca Barbieri, grande conhecedor do western, e desenvolvido por Tito Faraci, história que, apesar de não conter a espessura e a densidade que encontramos, por exemplo, nos westerns de Mauro Boselli, está mesmo assim muito bem escrita.


Um bando de comanches, liderado pelo sanguinário Nevequaya, assalta um grupo de soldados, apoderando-se das armas que eram destinadas ao exército, iniciando então uma série de ataques e massacres na zona. Tex e Carson salvam um rancheiro e os seus filhos e juntam-se a uma caravana de pioneiros, que ruma em direcção ao Novo México, ameaçada pelo bando comanche. Mas o perigo está eminente, e depois de Kit Willer e Jack Tigre se reunirem ao grupo, os pards são obrigados a conduzir a caravana até uma cidade abandonada, de modo a prepararem a sua defesa, uma resistência desesperada contra a fúria selvagem dos comanches.


Uma clássica história de pioneiros e caravanas, onde é perfeitamente evidente a separação entre os bons (com um Tex bem determinado) e os maus (sobretudo o feroz Nevequaya), sem grandes aprofundamentos psicológicos e onde o veterano Tito Faraci parece ter captado melhor a série e a personagem. Não sabemos onde terminou a participação de Barbieri e começou a de Faraci, mas a verdade é que desta vez temos alguns sinais de mudança. Pela primeira vez, Faraci apresenta uma história com o quarteto de pards reunido. Para nós, humildes leitores, porque na realidade Faraci antes já tinha escrito Sangue Misto, uma primeira história onde se encontram os quatro pards, na qual Andrea Venturi ainda se encontra a trabalhar e cuja publicação se perspectiva para 2017. Depois, porque Faraci consegue apresentar um inimigo credível e que se assume na sua plenitude. Nevequaya é um comanche sanguinário e cruel, capaz de dificultar muito a acção de Tex, não só no assalto à cidade abandonada, mas sobretudo na cena final quando o ranger acaba por ser salvo graças a uma ilusão criada pelo filho Kit. Por fim, porque este Tex lembra o ranger bonelliano, capaz de segurar as rédeas dos acontecimentos, pronto a sacar a sua pistola e disparar a qualquer momento.


No capítulo do desenho encontramos o magnífico Maurizio Dotti que, depois de Zagor e sobretudo Dampyr, chegou recentemente a Tex, onde é já um dos seus autores mais aplaudidos. Sem esquecer a sua participação nos esboços de Glorieta Pass, a verdade é que foi com a aventura El Supremo que o desenhador assumiu realmente o seu trabalho na série, revelando logo ser uma grande aquisição para o staff texiano. O seu trabalho continuou em Rio Quemado, história curta publicada apenas por ocasião do Festival de Lugano na Suíça, deixando agora, uma vez mais, mais uma clara demonstração dos seus dotes. E que Dottes! As suas páginas são de um dinamismo ímpar, os seus enquadramentos originais e sempre diferentes, apresentando um desenho que consegue conjugar exemplarmente o clássico com o moderno, com um preciso cuidado no tratamento de personagens e ambientes. Domina todos os efeitos e contrastes entre o claro e o escuro, com realce para as atmosferas nocturnas, construindo pranchas sublimes e de enorme detalhe. Uma maravilha! Com Dotti não estamos perante banda desenhada, mas diante de um autêntico filme.


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Massimo Rotundo e Maurizio Dotti em Anadia: a arte de fazer felicidade e alegria

Por José Carlos Francisco (texto ), Orlando Santos Silva e Marco Guerra (fotografias)

A felicidade do vice-presidente da Câmara de Anadia, Sr. Eng. Jorge Sampaio por receber em Anadia tão ilustres mestres italianos

A alegria da família texiana, em Anadia

Belos e felizes rostos femininos

A felicidade expressa num brinde a Tex

A felicidade dos mestres italianos e dos elementos da direcção do Clube Tex Portugal

A alegria de poder desfrutar e conversar com os autores

A felicidade do conclave de tradutores de Tex com os autores

Massimo Rotundo e Maurizio Dotti, os ilustres desenhadores italianos de Tex que estiveram presentes na 3ª Mostra do Clube Tex Portugal, em Anadia, realizaram belos desenhos feitos na hora, distribuíram autógrafos e sorrisos para além de posar para fotos ao lado dos seus inúmeros fãs presentes na bela e pacata cidade bairradina e que foram até lá para vê-los de perto, fazendo com que todos os Texianos presentes em Anadia  desfrutassem das suas simpatias,  disponibilidades e artes, cultivando em elevado grau a arte de fazer feliz todos que os rodeavam e utilizando a sua deslumbrante arte para fazer felizes as pessoas ao seu lado, conforme se demonstra nesta sucessão de belas fotografias onde os possuidores dos tesouros Texianos autografados por Dotti e Rotundo irradiam felicidade por todos os poros:

Ana Beatriz e a enorme alegria de ter um desenho feitos pelos Mestres Dotti e Rotundo


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Tex “Tempestade sobre Galveston” da Polvo, já se encontra à venda na Feira do Livro de Lisboa e no Festival de BD de Beja

Está a decorrer de 26 de Maio a 13 de Junho, mais uma edição da Feira do Livro da caital portuguesa, mais precisamente a 86ª edição da Feira do Livro de Lisboa, evento que é a montra da edição em Portugal, com mais de duas centenas de pavilhões e centenas de editores, chancelas, alfarrabistas e livreiros presentes e com lançamento e apresentação de livros, sessões de autógrafos, leituras públicas, workshops, intervenções artísticas e encenações, maratonas de leitura, feiras de rua, exposições e promoções.


E o Ranger Tex Willer também está presente na Feira do Livro, através de “Tempestade sobre Galveston“, (nas suas duas versões de capa) uma novela gráfica, magistralmente escrita por Pasquale Ruju e magnificamente desenhada por Massimo Rotundo, com o selo da Polvo Editora, já que a obra desta excepcional dupla de autores italianos, encontra-se à venda no stand B11, da distribuidora Europress, local onde também se encontra à venda o Tex “Patagónia“, o primeiro volume da colecção Tex Romance Gráfico, um dos clássicos da BD mundial, com textos de Mauro Boselli e arte de Pasquale Frisenda! Estes volumes de Tex só terão, em princípio, 10% de desconto sobre o PVP com IVA, que é 16,99 euros, isto devido à Lei do Preço Fixo do Livro.


Mas tanto “Tempestade sobre Galveston” como “Patagónia” também já se encontram à venda na capital do Baixo Alentejo, uma vez que desde hoje, 27 de Maio e até 12 de Junho está a decorrer o XII Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja e as edições de Tex com o selo da Polvo podem ser adquiridas por 16,00 euros no Mercado do Livro (a maior livraria do país durante este período).


Por tudo isto, prezado leitor, se puder dê uma saltada até à Feira do Livro de Lisboa ou até ao Festival de Beja e adquira (se ainda não os possui) o seu exemplar de “Tempestade sobre Galveston” e/ou “Patagónia”, edições do Ranger totalmente nacionais, devido a esta louvável aposta editorial da Polvo que irá prosseguir nos próximos tempos tendo em conta que já estão a ser preparadas novas edições de Tex com a chancela da Editora do Rui Brito.


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