Il mescalero senza volto de Jacopo Rauch e Alessandro Bocci
É já neste mês de Novembro, mais precisamente no dia 22, que chega aos quiosques italianos o habitual Color Tex Outonal, prosseguindo a fórmula já habitual de histórias curtas, de 32 páginas cada (embora passando de 4 para 5 de modo a ter sempre 160 páginas), realizadas por autores diversos e neste décimo número das aventuras coloridas do nosso imparável Ranger, o quarto contendo histórias curtas, uma vez que alterna com a edição do Verão, constituída por uma única história de 160 páginas, vamos ter a participação nos textos de Jacopo Rauch, Mauro Boselli, Luca Barbieri, Francesco Testi e Moreno Burattini.
Rio Quemado com argumento de Mauro Boselli e arte magistral de Maurizio Dotti
A arte das cinco, por sua vez será da responsabilidade de cinco desenhadores: Alessandro Bocci (com cores de Oscar Celestini), Maurizio Dotti (com cores a serem igualmente de Oscar Celestini), Walter Venturi (com cores de Erika Bendazzoli), Mauro Laurenti (com cores de Beniamino Delvecchio) e Michele Rubini (também com cores de Oscar Celestini).
Un cavallo di pezza de Luca Barbieri e Walter Venturi
Quanto às cinco aventuras em si, teremosIl mescalero senza voltode Jacopo Rauch e Alessandro Bocci, onde veremos um cavaleiro mascarado que aterroriza o Sudoeste… e aguarda por Tex num pueblo abandonado de Sonora, onde Kit Carson é mantido prisioneiro! Rio Quemadocom argumento de Mauro Boselli e arte magistral de Maurizio Dotti, que envolve tenebrosos negócios de família no escaldante México. Un cavallo di pezzade Luca Barbieri e Walter Venturi onde uma menina morta encontra em Tex o seu implacável vingador!
Amici per la morte com argumento de Francesco Testie e desenhos de Mauro Laurenti
Amici per la mortecom argumento de Francesco Testie e desenhos de Mauro Laurenti e onde Tex salda uma antiga dívida do seu tempo de juventude selvagem. E para concluir o álbum a cores teremosChupacabras!com argumento de Moreno Burattini e arte de Michele Rubini, onde ficaremos a saber se existem mesmo os lendários vampiros da Sierra.
Chupacabras! com argumento de Moreno Burattini e arte de Michele Rubini
Quanto à capa deste volume de 160 páginas é assinada por um autor não texiano, o carismático britânico Gary Frankque deste modo também se estreia a desenhar oficialmente Tex Willer.
Arte da capa da autoria do britânico Gary Frank
Gary Frank autografa o próximo Color Tex
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Ezequiel Guimarães e os legendadores (letristas) Marcos Valério e Marcos Maldonado
Uma das motivações principais do ser humano chama-se paixão. No topo de um possível ranking as mulheres liderariam (com folga), como o principal motivo das paixões. Mas também carros e futebol têm um grande apelo em todo o mundo. E também as artes, e entre elas, para o que nos interessa aqui, precisamente a 9ª!!!
Ela mesma, a falada arte sequencial dos quadradinhos! E como no futebol, Ela tem as suas estrelas. Nos relvados (no Brasil: gramados) as estrelas são normalmente os goleadores: quem marca os golos é mais visto, mais falado! Mas não é só dele que vive a equipa; aliás, se se chama equipa já quer dizer que é um grupo de pessoas, e não só um elemento. O que seria da equipa se só houvesse goleadores? Aonde iria a equipa sem defesas (zagueiros)? Sem guarda-redes (goleiro)? Sem os demais jogadores de outras posições que nunca marcam golos (ou raramente marcam), mas sempre estão em campo participando (construindo) das vitórias?
Assim como no futebol, nos quadradinhos também há as estrelas: normalmente desenhadores e argumentistas. Aliás, para algumas pessoas, as verdadeiras estrelas são os desenhadores: sem os seus belíssimos desenhos não existiriam as histórias, e o sucessodelas (para esses, mesmo se o argumento for fraco, não importa, o que vale são os desenhos). Para outros, de que valem os desenhadores se a histórias fossem ruins, e não tivessem um bom argumento central e bom roteiro? Para eles, a verdadeira estrela é o argumentista (podendo até os desenhos serem ruins).
Para outros, há a necessidade de ambos. Para esses, uma história não atinge o sucesso sem um belo desenho e bom argumento central/roteiro (nessa visão sobre as BDs, o universo bonelliano está bem representado há décadas, e em uma variedade grande de temáticas, e sub-temáticas).
Mas independente dessa ou daquela escolha por parte do leitor, os quadradinhos, como o futebol, funcionam somente em equipa. Se não tiver um grande número de pessoas trabalhando nos bastidores, para a história chegar à mão do leitor, de nada adiantaria ter um belo desenho e um óptimo argumento/roteiro: a história nunca chegaria a ver a luz do dia. Entre essas outras diversas pessoas da equipa, temos um grande leque de profissionais envolvidos, e entre eles, temos o editor, o tradutor, o copydesk e o… legendador (letrista)!
O legendador muitas vezes é esquecido. Tem pessoas que nem percebem que o nome do legendador vem no expediente da revista! Mas ele desenvolve um importantíssimo trabalho, pois sem ele a história seria muda, não haveriam os balões preenchidos, e a história não teria sentido (a não ser que a história fosse só de imagens, como são algumas; mas é uma parcela bem ínfima da produção de BDs. Ou algumas que, só as imagens, mesmo tendo texto, contam muito do enredo). Como a maioria (quase esmagadora) das histórias tem balões, sem o trabalho desse profissional, não haveria histórias para o público ler!
E nessa profissão, do trabalho extenuante de antigamente, onde borracha, cola e até gillettes e estiletes eram usados com frequência, os legendadores hoje também se adaptaram à evolução tecnológica, e usam software para executar o seu trabalho: preencher os balõezinhos das BDs. Recebem a página digitalizada em idioma italiano, ´limpam´ retirando o texto e depois inserem o texto em português, recebido do copydesk.
Aqui vemos, em plena actividade, dois grandes representantes desse importante trabalho: a afinada e competente dupla dos Marcos: a lenda viva Maldonado e o intrépido Valério, trabalhando em mais uma edição texiana, com o software InDesign.
Marcos Maldonado (com sua esposa Dolores Maldonado) estão há mais de 4 décadas se dedicando aos quadradinhos, e brilham com Tex deste o tempo da lendária e saudosa Editora Vecchi – Tex nº 110 – A Sombra do Patíbulo, Tex nº 111 – Ao Sul de Nogales, e Tex nº 112 – El Muerto, foi a trinca de histórias do início da caminhada com o ranger, no início dos anos 1980. E que continua…
Por sua vez, Marcos Valério realiza seu competente trabalho há muito tempo com a Mythos, e conseguiu a grande façanha de legendar (letreirar) todos (eu disse TODOS) os volumes da excepcional série Mágico Vento (do Mestre Manfredi). Tendo sido muito ajudado na ocasião pelo seu filho Renan e em algumas edições pelo Caio Lopes, filho do editor Dorival.
Hoje, além do InDesign, também trabalha com o Photoshop e pouco usa o rato (mouse) – trabalha bastante com a Mesa Digitalizadora da Wacom. E como o companheiro homónimo (Maldonado), actualmente também é ajudado pela esposa, Roseli Fermiano, na montagem, limpeza dos balões e colocação de textos.
Na foto abaixo, a dupla está realizando o trabalho em cima das pranchas digitais de Tex 565 INSIDIA NELLA NEVE (história com texto de Faraci e desenhos de Nespolino), que é o Tex que se encontra à venda nas bancas brasileiras.
Ruan, o simpático filho mais novo do Marcos Valério acompanha com atenção o trabalho do pai (estaria aí um futuro legendador texiano?).
Enfim, nem sempre lembrado com o devido merecimento, mas sempre presente nas edições que chegam às nossas mãos, os legendadores (letristas) executam um trabalho fundamental, importantíssimo. A eles, nosso aplauso, respeito e agradecimento por tão nobre tarefa, brilhantemente executada.
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Claudio Nizziviu ser terminada a sua longa colaboração e importante na saga de Tex Willer nas edições italianas nº 631 e 632 de Tex com a aventura “L’oro dei monti San Juan“ desenhada por Lucio Filippucci, que desse modo representava a última peça posta por Claudio Nizzi no mosaico das aventuras de Águia da Noite, depois de mais de 30 anos de carreira bonelliana e culminando precisamente o trigésimo aniversário a escrever aventuras do Ranger já que essa sua última aventura permitiu, casualmente, a Nizzi cobrir com as suas histórias um arco de precisas 360 edições (de Tex 273 a Tex 632) que equivalem a exactos 30 anos.
Claudio Nizzi aceitou o convite de Mauro Boselli para escrever uma nova história de Tex.
A estreia na série principal de Tex aconteceu em Julho de 1983 e dois anos depois já era o escritor principal, tendo em conta que mais de 50% das páginas publicadas tinham a sua assinatura e inclusive em 1988, 1990 e 1992 cometeu a façanha de escrever todas as histórias publicadas nesses anos. Tal não acontecia desde 1975 quando pela última vez Gianluigi Bonelli tinha conseguido assinar todos os edições da série num só ano- e, sobretudo, não voltou mais acontecer até aos nossos dias.
Mas para grande surpresa do mundo texiano, a carreira de Claudio Nizzi em Tex afinal não tinha terminado há três anos como todos já tinham imaginado, porque recentemente Nizzi aceitou o convite para escrever uma nova história de Tex, história essa de 32 páginas e que será publicada num futuro Color Tex.
Mas as grandes surpresas não se ficam pelo regresso de Nizzi, pois também Giancarlo Berardi, 25 anos depois volta a escrever uma aventura de Tex, já que a sua única aventura do Ranger foi publicada em 1991, mais precisamente a história “Oklahoma“, desenhada por Guglielmo Letteri e que inaugurou a série Maxi Tex. Mas ainda não se sabe para que série de Tex irá em breve começar a escrever Berardi, mas o mais importante é que estes dois “monstros” sagrados da 9ª Arte vão voltar a nos deliciar com, seguramente, belas e inolvidáveis aventuras de Tex Wiiler!
Giancarlo Berardi (na foto com José Carlos Francisco) passados 25 anos da publicação de Oklahoma volta a escrever uma aventura de Tex
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Visita guiada à exposição “Tex e a BD de Pasquale Frisenda” com a presença do editor Rui Brito. Amadora BD 2016 – 27.º Festival Internacional de Banda Desenhada
O Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora acolheu este ano várias exposições e diversos autores nacionais e estrangeiros, mas para os fãs e coleccionadores do Ranger Tex, o destaque foi para a DESLUMBRANTE e RIQUÍSSIMA exposição “Tex e a BD de Pasquale Frisenda“, composta por uma selecção de pranchas originais das edições de Tex intituladas “Il segreto del giudice Bean” (” O segredo do juiz Bean“e “Trappola a San Antonio” (“Atentado em San Antonio“), assim como do recente álbum da série Le Storie, intitulado “Sangue e ghiaccio” (“Sangue e gelo“), e ainda de esboços, estudos e páginas inéditas de “Patagónia“, o Tex gigante de 2009, que a Polvo Editora, chancela de Rui Brito, publicou no nosso país, em 2015, durante a 2ª Mostra do Clube Tex Portugal.
A apresentação da exposição ocorreu no dia 5 deste mês de Novembro, sábado, pelas 16 horas, no Fórum Luís de Camões, na Brandoa e na presença de vários apreciadores da arte do desenhador milanês, assim como com a participação de inúmeros fãs e coleccionadores portugueses de Tex e teve como apresentador o editor Rui Brito, que durante cerca de meia hora falou da arte de Frisenda e em especial das suas aventuras de Tex (“Patagónia” e “O segredo do juiz Bean“) já publicadas pela Polvo Editora, havendo também intervenções de Mário João Marques, o autor do texto introdutório da mais recente aventura “portuguesa” de Tex, como podemos ver de seguida num excelente vídeo da autoria de Dário Duarte:
Após Andrea Venturi (revista nº1), Fabio Civitelli (nº 2), Luca Vannini (nº 3) e Enrique Breccia (nº 4), MAURIZIO DOTTI é o desenhador de Tex que realizou as capas (principal e variante) da edição nº 5 da revista do Clube Tex Portugal, engrandecendo ainda mais o fantástico naipe de desenhadores do Ranger que se pôs ao serviço do clube português dedicado à mítica personagem criada, em 1948, por G. L. Bonelli (texto) e Aurelio Galleppini (arte).
Capa PRINCIPAL da revista nº 5 do Clube Tex Portugal
Esboço de Maurizio Dotti do desenho que ilustra a capa principal da revista nº 5 do Clube Tex Portugal
Desenho de Maurizio Dotti que ilustra a capa principal da revista nº 5 do Clube Tex Portugal
Capa da revista nº 5 do Clube Tex Portugal
Capa VARIANTE da revista nº 5 do Clube TexPortugal
Desenho de Maurizio Dotti que ilustra a capa variante da revista nº 5 do Clube Tex Portugal
Desenho colorido de Maurizio Dotti que ilustra a capa variante da revista nº 5 do Clube Tex Portugal
Capa variante da revista nº 5 do Clube Tex Portugal
Nota do Clube Tex Portugal a todos os sócios:
Como habitualmente, os sócios do Clube Tex Portugal (com excepção dos sócios menores) COM AS QUOTAS DO MÊS DE DEZEMBRO PAGAS, terão direito a receber gratuitamente um exemplar da revista. Dado que este 5º número será publicado com duas versões da capa, o exemplar gratuito será o da versão com o desenho de Tex e Jack Tigre.
Adicionalmente, sem qualquer limite, os sócios podem adquirir mais exemplares da revista, quer da versão oficial quer da versão alternativa, sendo o preço unitário de 10 euros.
Deste modo, todos os sócios que desejem adquirir exemplares da revista, devem informar desde já o Clube Tex Portugal, na forma de comentário a este post ou escrevendo para José Carlos Francisco (josebenfica@hotmail.com), indicando o nº de exemplares pretendido para cada versão da capa e procedendo ao respectivo pagamento na conta do Clube Tex Portugal ou através de paypal, enviando o comprovativo desse mesmo pagamento.
Pagamentos internacionais por transferência bancária devem ser feitos com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube, devendo ser creditada a conta PT50003600009910590434664 em nome do Clube Tex Portugal na Caixa Económica Montepio Geral – código swift: MPIOPTPL;
Pagamentos nacionais por transferência bancária devem ser feitos para o IBAN PT50003600009910590434664
Pagamentos por Paypal devem ser efectuados para o e-mail cacem.moreira@gmail.com com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube.
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)