“O Segredo do Juiz Bean” de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda, da Polvo, terá LANÇAMENTO NESTE SÁBADO, 5 DE NOVEMBRO, no Festival de BD da Amadora e terá DUAS CAPAS EXCLUSIVAS PARA PORTUGAL

Por José Carlos Francisco

* Depois do sucesso, em 2015, com o lançamento de “Patagónia“ e já este ano com “Tempestade sobre Galveston“, a Polvo, uma chancela editorial de Rui Brito, vai LANÇAR NESTE SÁBADO, DIA 5 DE NOVEMBRO, NO AMADORA BD,  um novo livro da colecção TEX ROMANCE GRÁFICO: “O Segredo do Juiz Bean“, de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda tendo o prestigiado desenhador italiano Pasquale Frisenda feito DUAS CAPAS EXCLUSIVAS PARA PORTUGAL!.


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A data oficial de lançamento deste terceiro volume português de Tex com o selo da Polvo Editora já está confirmada: este sábado, 5 de Novembro, pelas 15.30 horas em pleno Amadora BD 2016
, mais precisamente no Fórum Luís de Camões no Auditório, localizado no Piso -1, na presença do editor Rui Brito. Este terceiro livro de Tex com o selo da Polvo tem tradução de José Carlos Francisco, texto introdutório de Mário João Marques e legendagem de Hugo Jesus mantendo o formato de 24,5 x 18,5 cm e uma encadernação brochada: capa mole com badanas e confeccionado num papel de excelente qualidade estando ainda enriquecido com  ilustrações inéditas seleccionadas pelo próprio Pasquale Frisenda. O preço será de €16,99 (IVA inc.), mas neste sábado aquando do lançamento o preço promocional será de €16,00 (IVA inc.).

Mas o grande destaque de mais esta obra do editor Rui Brito é o facto de Pasquale Frisenda ter feito DUAS ILUSTRAÇÕES EXCLUSIVAS PARA O NOSSO PAÍS e com isso brindar o público português (e quem mais adquirir o livro) com DUAS CAPAS INÉDITAS, o que fará com que muito provavelmente os coleccionadores de Tex acabem por adquirir as duas versões de “O Segredo do Juiz Bean”, tal como aconteceu aquando da publicação de “Tempestade sobre Galveston“, publicado no decorrer da 3ª Mostra do Clube Tex Portugal e que contou também com uma capa exclusiva de Massimo Rotundo, para além da capa original publicada em Itália e restantes países onde a obra de Rotundo foi publicada.

Capas essas de Pasquale Frisenda, ambas FANTÁSTICAS, por sinal, que o blogue do Tex dá hoje mesmo a conhecer, ilustrando este texto, em rigoroso EXCLUSIVO MUNDIAL!


Mas a propósito de Pasquale Frisenda e da sua arte exposta no Amadora BD 2016, após a apresentação do livro “O Segredo do Juiz Bean”, teremos, pelas 16 horas, uma visita guiada à exposição “Tex e a BD de Pasquale Frisenda” com a presença do editor Rui Brito e da direcção do Clube Tex Portugal: José Carlos Francisco, Mário João Marques e Carlos Moreira.

Perante tudo isto teremos neste sábado no Festival Internacional de Banda Desenhada na Amadora, um verdadeiro DIA TEXIANO, pelo que se espera uma grande afluência de pards para engrandecer ainda mais esta nova passagem do Ranger Tex pelo Amadora BD, por isso prezado fã e coleccionador de Tex, se puder não deixe de comparecer no Fórum Luís de Camões onde já está também confirmada a presença de vários sócios do Clube Tex Portugal que fazem questão de ser dos primeiros a adquirir mais esta excelente obra desenhada por Frisenda e magistralmente escrita por Boselli!


Argumento: MAURO BOSELLI |  Desenho: PASQUALE FRISENDA
Polvo, 2016,

O LIVRO

Segundo rezam as crónicas, Roy Bean foi um excêntrico jurista norte-americano que se auto-proclamou de juiz. Personagem de filmes e de literatura, foi também fonte de inspiração para G.L. Bonelli que acabou por cruzar Roy Bean com Tex e Carson na aventura “La Legge do Roy Bean” desenhada por Letteri e publicada nos números 117 – 120 da colecção italiana. Robusto, barbudo e irrequieto, Roy Bean reaparece no caminho dos Rangers numa nova aventura, agora assinada por Boselli, e que marca o regresso de Pasquale Frisenda, agora na série regular, depois da sua estreia na magnífica aventura “Patagónia”, sobejamente elogiada por leitores e críticos. Desta vez, Tex e Carson estão no encalço de Lonnie Moon, um foragido que se aliou ao mexicano Pablo Morientes, com o intuito de se apoderar de vinte mil dólares, dinheiro roubado pelo irmão de Lonnie durante um assalto ocorrido anos atrás, tendo nessa altura sido acusado e condenado pelo juiz Bean. Acreditando que foi o próprio juiz que ficou com o dinheiro, Lonnie Moon fará tudo para obrigar Roy Bean a revelar a verdade, não hesitando em tentar matar Lily Langtry, uma actriz inglesa de visita ao Oeste americano e que é adorada e amada pelo juiz.

1º exemplar do novo Tex Polvo vendido ao Tex Português (Ricardo Leite)! Mais rápido que a própria sombra!

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COMUNICADO DA MYTHOS EDITORA: Falha (num pequeníssimo lote) em Zagor nº 168

Capa de Zagor 168

A Mythos Editora detectou uma falha num reduzidíssimo lote da edição de Zagor nº 168, edição essa que contém a história colorida “A volta dos akkronianos” (com argumento de Jacopo Rauch e desenhos do falecido mestre Gallieno Ferri). Falha essa que não foi detectada a tempo pelo controle de qualidade da gráfica onde a revista foi produzida e que por esse motivo ainda chegou a ser distribuída, o que levou a que o editor Dorival Vitor Lopes fizesse o comunicado que se segue:

Aos leitores que compraram ZAGOR nr. 168 com problema de montagem nos cadernos, pedimos que nos enviem uma foto da parte errada da revista e mande seu endereço para enviarmos GRATUITAMENTE uma revista perfeita.
Felizmente foram pouquíssimos casos.
DVL (Dorival Vitor Lopes)
Mythos Editora

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Um dia (com Tex) no Amadora BD 2016

Por Fernando Videira

Aproveitei o feriado do dia de todos os santos para dar um salto até à 27ª edição do Festival BD da Amadora. Fiquei especialmente contente com o “cantinho do Tex”, dedicado à obra publicada pela Polvo – Patagónia de Pasquale Frisenda. Na verdade, foi respeitado ao pormenor o espírito da obra deste autor, quer no mapa que cobre o chão, quer na figuração que envolve as paredes circundantes e que nos coloca inapelavelmente no centro da acção.

Esta sala é, na verdade, a mais concorrida pela presença contínua de visitantes, pela imperiosa necessidade das selfies tão ao gosto do português que se preze. Parabéns, pois, pela iniciativa. No entanto, quando nos detemos no espaço comercial, miseravelmente apenas constatamos a comercialização de “Patagónia” e “Tempestade sobre Galveston“. Mais nenhum título da obra texiana se vê à venda! Urge pois reformular o panorama editorial português, já que se nota cada vez mais interesse nesta personagem do Faroeste americano.

Foi contudo com espanto que reparei num título exposto numa das bancadas, o qual não faz qualquer referência ao Tex. Descobri com agrado esta publicação da Mosquito (versão em francês) de Tisselli & Ruju que me despertou a atenção. Uma história curta sobre uma questão de honra. A mulher de um coronel é raptada por um apache e levada para a sua tenda. Tex e Carson conseguem resgatá-la e levá-la de volta para o forte, mas o orgulho e o preconceito do coronel levam-no a enviá-la para longe, quebrando-se a empatia pelo laço matrimonial. Esta, sentindo-se rejeitada, resolve voltar para o raptor e seguir o seu destino.

O jogo de aguarelas utilizado por Tisselli é fabuloso, com especial destaque para os pormenores do rosto humano e para o jogo de sombras dos espaços envolventes.

Ressalta um tanto caricato o vestuário apresentado pela esposa do coronel, um tanto “arlequinesco” tão ao gosto dos impressionistas franceses do início do século vinte.

A não perder pois esta obra a cores que vai fazer as delícias dos texianos e ao mesmo tempo fazer a ponte com outras obras sobre o faroeste, na linha de um Hermann ou de um Marini.


Morreu Carlos Alberto Santos, capista português de Zagor e Mister No

(18 Julho 1933 – 1 Novembro 2016)

* Morreu esta madrugada no Hospital Egas Moniz, com 83 anos

Carlos Alberto Santos (18 de Julho de 1933 – 1 de Novembro de 2016)

De seu nome completo, Carlos Alberto Ferreira Santos, nasceu a 18 de Julho de 1933, em Lisboa, tendo falecido hoje de madrugada, 1 de Novembro de 2016, no Hospital Egas Moniz, com 83 anos.

O corpo de Carlos Alberto Santos irá para a igreja do Santo Condestável, no bairro de Campo de Ourique, a partir das 16:30 de quarta-feira. Naquela igreja, onde o artista plástico casou, a 31 de Janeiro de 1959, com a pintora Maria de Lourdes Paes, será rezada missa de corpo presente, na quinta-feira, às 10:30. Meia hora depois, o funeral sairá para o cemitério do Alto de S. João, onde o corpo do pintor será cremado.

Carlos Alberto Santos começou como ilustrador num atelier de publicidade e aos 17 anos foi convidado para trabalhar para a Agência Portuguesa de Revistas (APR), onde se estreou-se na 9.ª Arte com “O Escudo Sarraceno” para a revista “Camarada”, história que ficou incompleta dado a extinção da revista. Depois, neste campo, a sua actividade registou-se em “Mundo de Aventuras”, “Pisca-Pisca”, “Jornal do Cuto”, “Colecção Audácia”, “Mini-Época”, Diário do Sul”, “Almada-BD Fanzine”, “Cadernos SobredaBD” e “Alentejo Popular”, tendo-se editado em Espanha pela Bruguera. Elaborou capas famosas para a revista “Zakarella” da Portugal Press, bem como a capa para o álbum colectivo “Salúquia: a Lenda de Moura em Banda Desenhada”, editado pela Câmara Municipal de Moura.

Carlos Alberto Santos no seu estudio

Da sua Banda Desenhada, salientam-se “Camões” (editado a preto e branco pela Agência Portuguesa de Revistas e depois, a cores, pela Asa), “O Rei de Nápoles” (no álbum colectivo “Contos das Ilhas”, pela Asa), “História Maravilhosa de João dos Mares”, “Ousadia Triunfante”, “Tarzan e a Escrava”, “O Combate de Pembe”, “A Espada Nazarena”, “O Santo Condestável”, “Capitão Bravo”, “O Infante Santo”, “O Almirante das Naus da Índia”,”Em Busca de Provas” e “Os Fidalgos da Casa Mourisca” (em oito fascículos, segundo a obra homónima de Júlio Diniz).

A sua Pintura está representada em diversos museus nacionais e estrangeiros. Foi premiado pela Academia de Marinha e homenageado nos Salões-BD de Sobreda, Moura, Lisboa, Viseu e Amadora. Devido a problemas sérios com a vista, teve de abandonar, com mágoa, a execução da Banda Desenhada, dedicando-se apenas à Pintura.


No que diz respeito a personagens da Sergio Bonelli Editore, Carlos Alberto Santos foi o português eleito para realizar as capas de Zagor e Mister No, séries bonellianas publicadas em Portugal, pela  Portugal Press sob direcção de Rossado Pinto e com distribuição da Agência Portuguesa de Revistas, em finais da década de 70 do século passado. Capas belíssimas por sinal e que mostramos de seguida (algumas delas), inclusive mostrando a arte original:

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A Lei de Starker, por Celso Zamarchi Cenci

Por Celso Zamarchi Cenci

Bem, agora encerramos as folias de eleição e plebisul aqui no Brasil, e para dar uma folga nas conversas sobre política e desmembramento territorial, faço novamente uma coluna sobre o mais longevo herói dos quadradinhos de faroeste.

Desta vez a história sobre a qual falarei é “A Lei de Starker”. Os autores são o argumentista Tito Faraci e o desenhador Miguel Angel Repetto. Basicamente a sinopse da história é a seguinte: “Os cidadãos de Blackfalls respeitam e temem o xerife Starker. Ele aplica a Lei… a sua Lei. Um laço que pende dia e noite de uma trave na rua principal lembra o que acontece com quem ousa quebrar as regras. Mas quando Tex chega à cidade, nos rastos de um bandido, logo sente cheiro de queimado. Assim, o nosso herói começa a perguntar e investigar, mesmo contra a vontade de todos os cidadãos, até o acerto de contas final, quando surgirá uma verdade surpreendente e amarga.”


Nesta história, o xerife Starker é também juiz e responsável máximo de Blackfalls, uma pequena cidade do Colorado. No fim das contas Tex descobre que ele se aliou a bandidos para dominar a cidade. Após ter matado um bandido, antigo aliado seu, Starker tornou-se xerife e foi acumulando poder até tornar-se autarca e juiz. Obviamente os habitantes de Blackfalls não sabiam da amizade do seu xerife com o bandido que ele matou nem com outros. Durante o desenrolar dos factos Starker manda matar antigos aliados que voltaram para a vida honesta e queriam abrir o bico.


Bom, não vou contar mais coisas e nem como acaba a história, mas saliento que vale a pena ler. O argumento é espectacular, com reviravoltas e tiroteios, bem no estilo que os bons admiradores do legítimo faroeste gostam. O final é um clássico. Os desenhos do Repetto são inexplicáveis e inomináveis de tão bons. Mais uma história para entrar na História do ranger.


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