Claudio Nizziviu ser terminada a sua longa colaboração e importante na saga de Tex Willer nas edições italianas nº 631 e 632 de Tex com a aventura “L’oro dei monti San Juan“ desenhada por Lucio Filippucci, que desse modo representava a última peça posta por Claudio Nizzi no mosaico das aventuras de Águia da Noite, depois de mais de 30 anos de carreira bonelliana e culminando precisamente o trigésimo aniversário a escrever aventuras do Ranger já que essa sua última aventura permitiu, casualmente, a Nizzi cobrir com as suas histórias um arco de precisas 360 edições (de Tex 273 a Tex 632) que equivalem a exactos 30 anos.
Claudio Nizzi aceitou o convite de Mauro Boselli para escrever uma nova história de Tex.
A estreia na série principal de Tex aconteceu em Julho de 1983 e dois anos depois já era o escritor principal, tendo em conta que mais de 50% das páginas publicadas tinham a sua assinatura e inclusive em 1988, 1990 e 1992 cometeu a façanha de escrever todas as histórias publicadas nesses anos. Tal não acontecia desde 1975 quando pela última vez Gianluigi Bonelli tinha conseguido assinar todos os edições da série num só ano- e, sobretudo, não voltou mais acontecer até aos nossos dias.
Mas para grande surpresa do mundo texiano, a carreira de Claudio Nizzi em Tex afinal não tinha terminado há três anos como todos já tinham imaginado, porque recentemente Nizzi aceitou o convite para escrever uma nova história de Tex, história essa de 32 páginas e que será publicada num futuro Color Tex.
Mas as grandes surpresas não se ficam pelo regresso de Nizzi, pois também Giancarlo Berardi, 25 anos depois volta a escrever uma aventura de Tex, já que a sua única aventura do Ranger foi publicada em 1991, mais precisamente a história “Oklahoma“, desenhada por Guglielmo Letteri e que inaugurou a série Maxi Tex. Mas ainda não se sabe para que série de Tex irá em breve começar a escrever Berardi, mas o mais importante é que estes dois “monstros” sagrados da 9ª Arte vão voltar a nos deliciar com, seguramente, belas e inolvidáveis aventuras de Tex Wiiler!
Giancarlo Berardi (na foto com José Carlos Francisco) passados 25 anos da publicação de Oklahoma volta a escrever uma aventura de Tex
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Visita guiada à exposição “Tex e a BD de Pasquale Frisenda” com a presença do editor Rui Brito. Amadora BD 2016 – 27.º Festival Internacional de Banda Desenhada
O Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora acolheu este ano várias exposições e diversos autores nacionais e estrangeiros, mas para os fãs e coleccionadores do Ranger Tex, o destaque foi para a DESLUMBRANTE e RIQUÍSSIMA exposição “Tex e a BD de Pasquale Frisenda“, composta por uma selecção de pranchas originais das edições de Tex intituladas “Il segreto del giudice Bean” (” O segredo do juiz Bean“e “Trappola a San Antonio” (“Atentado em San Antonio“), assim como do recente álbum da série Le Storie, intitulado “Sangue e ghiaccio” (“Sangue e gelo“), e ainda de esboços, estudos e páginas inéditas de “Patagónia“, o Tex gigante de 2009, que a Polvo Editora, chancela de Rui Brito, publicou no nosso país, em 2015, durante a 2ª Mostra do Clube Tex Portugal.
A apresentação da exposição ocorreu no dia 5 deste mês de Novembro, sábado, pelas 16 horas, no Fórum Luís de Camões, na Brandoa e na presença de vários apreciadores da arte do desenhador milanês, assim como com a participação de inúmeros fãs e coleccionadores portugueses de Tex e teve como apresentador o editor Rui Brito, que durante cerca de meia hora falou da arte de Frisenda e em especial das suas aventuras de Tex (“Patagónia” e “O segredo do juiz Bean“) já publicadas pela Polvo Editora, havendo também intervenções de Mário João Marques, o autor do texto introdutório da mais recente aventura “portuguesa” de Tex, como podemos ver de seguida num excelente vídeo da autoria de Dário Duarte:
Após Andrea Venturi (revista nº1), Fabio Civitelli (nº 2), Luca Vannini (nº 3) e Enrique Breccia (nº 4), MAURIZIO DOTTI é o desenhador de Tex que realizou as capas (principal e variante) da edição nº 5 da revista do Clube Tex Portugal, engrandecendo ainda mais o fantástico naipe de desenhadores do Ranger que se pôs ao serviço do clube português dedicado à mítica personagem criada, em 1948, por G. L. Bonelli (texto) e Aurelio Galleppini (arte).
Capa PRINCIPAL da revista nº 5 do Clube Tex Portugal
Esboço de Maurizio Dotti do desenho que ilustra a capa principal da revista nº 5 do Clube Tex Portugal
Desenho de Maurizio Dotti que ilustra a capa principal da revista nº 5 do Clube Tex Portugal
Capa da revista nº 5 do Clube Tex Portugal
Capa VARIANTE da revista nº 5 do Clube TexPortugal
Desenho de Maurizio Dotti que ilustra a capa variante da revista nº 5 do Clube Tex Portugal
Desenho colorido de Maurizio Dotti que ilustra a capa variante da revista nº 5 do Clube Tex Portugal
Capa variante da revista nº 5 do Clube Tex Portugal
Nota do Clube Tex Portugal a todos os sócios:
Como habitualmente, os sócios do Clube Tex Portugal (com excepção dos sócios menores) COM AS QUOTAS DO MÊS DE DEZEMBRO PAGAS, terão direito a receber gratuitamente um exemplar da revista. Dado que este 5º número será publicado com duas versões da capa, o exemplar gratuito será o da versão com o desenho de Tex e Jack Tigre.
Adicionalmente, sem qualquer limite, os sócios podem adquirir mais exemplares da revista, quer da versão oficial quer da versão alternativa, sendo o preço unitário de 10 euros.
Deste modo, todos os sócios que desejem adquirir exemplares da revista, devem informar desde já o Clube Tex Portugal, na forma de comentário a este post ou escrevendo para José Carlos Francisco (josebenfica@hotmail.com), indicando o nº de exemplares pretendido para cada versão da capa e procedendo ao respectivo pagamento na conta do Clube Tex Portugal ou através de paypal, enviando o comprovativo desse mesmo pagamento.
Pagamentos internacionais por transferência bancária devem ser feitos com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube, devendo ser creditada a conta PT50003600009910590434664 em nome do Clube Tex Portugal na Caixa Económica Montepio Geral – código swift: MPIOPTPL;
Pagamentos nacionais por transferência bancária devem ser feitos para o IBAN PT50003600009910590434664
Pagamentos por Paypal devem ser efectuados para o e-mail cacem.moreira@gmail.com com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube.
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Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu?
O que faz profissionalmente? Sérgio Streiechen: Nasci em Campo Mourão, Paraná – Brasil. Sou Cirurgião Dentista, Odontólogo há quase 30 anos.
Quando descobriu Tex? Sérgio Streiechen: Comecei a ler TEX em 1977. Um amigo meu coleccionador comprava os exemplares na banca e depois emprestava-me. Eu emprestava as minhas outras revistas, principalmente as do Tarzan.
Virei coleccionador anos depois quando a revista estava perto do número 130. Fiz amizade com um senhor que era dono de uma banca de revistas usadas. Ele separava os números que eu não tinha e guardava para mim. Lembro-me até hoje que ele me cobrou o “olho da cara” pelo TEX número 1.
Porquê esta paixão por Tex? Sérgio Streiechen: Apaixonei-me pelo enredo das histórias, pelos desenhos e pelo clima sombrio e selvagem do faroeste.
Eu não tinha dinheiro para comprar, o meu pai censurava-me e não queria que eu gastasse dinheiro com gibis, então tinha que economizar em outras coisas para sobrar dinheiro para comprar as revistas. Foi um período difícil. Isso fez-me valorizar ainda mais tudo o que conquistei.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Sérgio Streiechen: Histórias bem elaboradas e desenhos muito bem feitos. A quadrinização em preto e branco cria um clima nostálgico que me remete aos tempos de infância.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção?E qual a mais importante para si? Sérgio Streiechen: Tenho a colecção completa de TEX brasileira, edição normal. Possuo os exemplares de TEX Coleção até ao número 252; TEX Edição Histórica até ao número 74. Vários exemplares de TEX Ouro. Edições especiais de TEX e várias colecções de Zagor e Dylan Dog num total que ultrapassam 1500 revistas.
Quando mudei para uma cidade onde não existia banca de revistas, perdi muitos exemplares novos e acabei desistindo de coleccionar. Mas de um tempo para cá a paixão voltou e estou repondo as lacunas novamente.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Sérgio Streiechen: Colecciono apenas as revistas.
Qual o objecto Tex que mais gosta de possuir? Sérgio Streiechen: Tenho dois pósters de TEX que vieram como encartes nos exemplares 78 e 160 e são os que mais estimo pela raridade dos mesmos.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Sérgio Streiechen: De todos os TEX que li os mais importantes para mim foram EL MUERTO (Tex 112) e CINCO FUGITIVOS DO INFERNO (Tex 29). O melhor argumentista para mim sempre foi o criador G. L. Bonelli e o melhor desenhador Galep.
O que lhe agrada mais em Tex? Sérgio Streiechen: O clima nostálgico e selvagem do faroeste é o que sempre me atraiu.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Sérgio Streiechen: O tratamento artístico que os desenhadores e argumentistas dão ao personagem é o que diferencia TEX.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Sérgio Streiechen: Somente mantenho contacto pela Internet.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Sérgio Streiechen: Temo pelo futuro do personagem pela falta de conquista de leitores mais novos. A Internet eliminou aquela magia que existia em comprar um exemplar na banca e saborear a leitura física em casa, de colocar mais um exemplar na colecção. Aquele cheirinho de revista nova fascina-me até hoje…
Prezado pard Ângelo Sérgio Streiechenagradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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Um dos gratos prazeres que temos vindo a saborear desde que iniciámos esta aventura da revista do Clube Tex Portugal tem sido a interacção com todos aqueles que diariamente trabalham na verdadeira fábrica de sonhos que é a Sergio Bonelli Editore, assim como com muitos dos que colaboram com a editora. De todos eles temos vindo a receber um enorme carinho, uma atenção que muito nos sensibiliza, mas que ao mesmo tempo obriga-nos no bom sentido, claro está, a estar à altura do desafio e das expectativas. A verdade é que, desde o início, temos sentido todo este calor à nossa volta, sendo reconfortante saber que o que estamos a fazer está a ser acompanhado e acarinhado, não nos sendo renegado o que quer que seja, desde a publicação de imagens e matérias, curtas entrevistas, sem esquecer os desenhos com que mensalmente a revista é brindada.
Para este número, uma vez mais vimos os nossos desejos atendidos, começando nos dois magníficos desenhos da capa que Maurizio Dotti elaborou a nosso pedido, trabalho que o autor abraçou desde logo, tendo apenas perguntado para quando seriam necessários. Isto prova que não só a personagem de Tex é grandiosa, como todos aqueles que nela trabalham são verdadeiros porta estandartes dos mesmos valores. E aqui, no que a este número se refere, incluímos Michele Benevento, Alessandro Bocci e Pasquale Del Vecchio, que com os seus desenhos também responderam prontamente aos nossos convites. Convite que também estendemos a um outro consagrado desenhador de Tex, cujo desenho só não incluímos neste número, porque, tratando-se de uma verdadeira pintura, merece ser devidamente divulgado e publicado como capa da revista, eventualmente do próximo número. Incluímos também Mauro Boselli e Stefano Biglia, com a pequena entrevista que aceitaram dar à revista, a propósito da sua última aventura I Rangers di Lost Valley, onde se incluem esboços e estudos do desenhador, mas também Moreno Burattini com mais um excelente artigo.
Prova deste enorme carinho é também a estreia de Sandro Palmas, que assina um artigo sobre Dotti. Sandro é um dos pesos pesados do Tex Willer Forum, onde as suas opiniões e conhecimentos sobre a série são sempre uma mais valia, aguardando-se assim que, a partir de agora, também o sejam na nossa revista.
No que a Tex se refere, realce ainda para os artigos dos habituais colaboradores Júlio Schneider, Jesus Nabor Ferreira, José Carlos Francisco e Mário João Marques, para além de um pequeno artigo da Fernanda Martins sobre uma recente viagem a Itália, que contou com a participação de dois amigos e sócios do Clube, o Carlos e a Teresa Moreira.
Porque o western não vive só de Tex, trazemos uma homenagem a Lucky Luke, outra personagem inolvidável da banda desenhada, que este ano festeja setenta anos, através de textos do Jorge Magalhães e do João Lameiras. Homenagem que também fazemos, esta mais sentida e pela pena do Sérgio Sousa, a Gallieno Ferri, autor imenso, intimamente ligado a Zagor e recentemente desaparecido. Espaço ainda para mais um texto do Jorge Machado-Dias sobre os verdadeiros Rangers da História dos Estados Unidos.
Agradecemos ainda a colaboração de Haris Varajic, António Lança-Guerreiro e João Amaral que quiseram homenagear Tex através dos seus trabalhos.
A todos eles, assim como a todos os que de uma forma ou de outra se empenharam em mais este número da revista, os nossos agradecimentos.
Nota do Clube Tex Portugal a todos os sócios:
Como habitualmente, os sócios do Clube Tex Portugal (com excepção dos sócios menores)COM AS QUOTAS DO MÊS DE DESEMBRO PAGAS, terão direito a receber gratuitamente um exemplar da revista. Dado que este 5º número será publicado com duas versões da capa, o exemplar gratuito será o da versão com desenho de Tex e Jack Tigre.
Adicionalmente, sem qualquer limite, os sócios podem adquirir mais exemplares da revista, quer da versão oficial quer da versão alternativa, sendo o preço unitário de 10 euros.
Deste modo, todos os sócios (que ainda não o tenham feito) que desejem adquirir exemplares da revista, devem informar desde já o Clube Tex Portugal, na forma de comentário a este post ou escrevendo para José Carlos Francisco (josebenfica@hotmail.com), indicando o nº de exemplares pretendido para cada versão da capa e procedendo ao respectivo pagamento na conta do Clube Tex Portugal ou através de paypal, enviando o comprovativo desse mesmo pagamento.
Pagamentos internacionais por transferência bancária devem ser feitos com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube, devendo ser creditada a conta PT50003600009910590434664 em nome do Clube Tex Portugal na Caixa Económica Montepio Geral – código swift: MPIOPTPL;
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